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terça-feira, 30 de maio de 2023

Nada além do que se merece

 


Já levei na cara, tive que engolir seco, guardei mágoa, sofri por ficar calado... Era uma pessoa que levava desaforo para casa e remoía sentimentos. Mas fui mudando, afinal, viver dessa forma só me traria danos para a saúde. Resolvi reagir e agir e não guardar (mais) sentimentos, palavras e/ou emoções. Com essa nova maneira de ser, dou a pessoa a retribuição daquilo que recebo em palavras ou atitudes. Ou seja, nada além do que se merece.

Não exagero ou sou injusto se recebi uma palavra atravessada ou uma atitude desmedida de alguém. Ela recebe exatamente o que me ofereceu, nem mais nem menos. Procuro não humilhar, destratar, xingar a pessoa, por mais que esteja com raiva ou que a situação que ela me fez passar tenha me tirado do sério. Mas ela vai perceber a minha indignação no que tenho a dizer ou no que escrevi. Sou bem claro e digo exatamente o que quero falar, sem rodeios, filtros, mas com muito respeito. 

Agora, sou reativo ao que recebo das pessoas e isso até que me tem feito bem. Não deixar sentimentos e emoções represados é libertador. Não fico mais refém de sentimentos e mantenho a minha cabeça leve e sem aquela punição de "deveria ter dito isso ou feito aquilo". Optar por ser reativo não significa que passei a ser violento, vingativo, nem nada disso. Afinal, não mudei minha essência de ser tranquilo, calmo e compreensivo. O que mudei é não levar mais "desaforo para casa", mas não dou nada além do que a pessoa merece, pois isso não faz parte da minha essência. 

Outrora, as pessoas me faziam de gato ou sapato por não revidar, não dar o troco. Elas se sentiam poderosas sobre mim, me consideravam um idiota por não reagir, me maltratavam e se sentiam superiores à mim. Enquanto eu ficava cada vez mais reprimido, com sentimentos represados e com muita coisa entalada dentro da garganta. Hoje, dou à elas a falsa ilusão que não irei revidar, dando corda a todos os maltratos e desculpas que ela possa dar. Corda e empoderamento à elas é o que não faltam! Elas devem se sentir o máximo por eu não revidar, mas espero o momento certo para isso. 

Mais cedo ou mais tarde, ela vai ter que ouvir o que tenho a dizer e receber a retribuição, mas com classe, respeito e justiça. Com a medida que me medem, eu meço também. Nada é desmedido, descalculado ou injusto. O meu prato da balança fica no mesmo nível do da outra pessoa. Aquilo que eu recebo, é o que eu dou, sejam coisas boas, sejam ruins. O peso não é descomunal, pois sei que se for injusto com as pessoas, também recebo a injustiça. As pessoas precisam saber que eu sou um ser humano e que aqui bate um coração. Não sou um robô, frio e sem sentimentos. Quando alguém me tira do sério, vai ter resposta e textão, sim! É só aguardar! J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 3 de maio de 2023

A peça da engrenagem





Quinta-feira, dia 25 de fevereiro de 2010. Um dia como outro qualquer, mas que no final me traria uma lição. Me levantei, tomei banho, como o de praxe, escovei os dentes, me vesti, arrumei a cama e despedi-me de casa, pois só retornaria ali à noite.

Faculdade, aula, almoço, depois estágio. Já estava acostumado a essa rotina. No estágio: trabalho, pressão, relatórios, mobilizações, cases, ligações, conversas com colegas, distração, trabalho novamente, hora do intervalo, mais trabalho. Ali passava cinco horas e meia do meu dia em um ritmo louco, estilo montanha-russa. No final do dia chegava exausto em casa. O corpo se cansa mas se acostuma.

A rotina já estava imposta, mas que tal mudá-la um pouco de órbita? Vamos a uma nova lista: trabalho, pressão, relatórios, mobilizações, cases, ligações, conversas com colegas, distração, trabalho novamente, hora do intervalo, mais trabalho e... demissão! Viu como um simples item muda tudo? Por causa de uma pecinha a engrenagem muda o seu curso.

Quem diria que naquele fatídico dia seria demitido depois de três meses de estágio? A vida é uma caixinha de surpresas. Estava indo bem no estágio: era disciplinado no que fazia, atingia uma quantidade boa de mobilizações, nunca faltei por motivo algum e a supervisora sempre elogiava meu trabalho, dizia que estava me saindo bem. Mas a vida é assim.

No final da rotina a supervisora me chamou para conversar. “A notícia que eu tenho para te falar não é boa”, ela me diz com enorme pesar no coração. “Ixi”, pensei comigo mesmo. “Os outros supervisores estavam analisando seus áudios e viram que você não tem perfil para esse trabalho”, ela fala não contendo as suas lágrimas. Nesse momento desabei... Fiquei sem palavras... “É por isso que você não pode ficar aqui, eu estou te desligando dessa empresa”, ela conclui muito emocionada.

A vida é feita de engrenagem, de rotina. Quando uma peça apresenta problema o restante das outras ou param de funcionar ou se movimentam de uma forma totalmente nova. As mudanças são difíceis de serem compreendidas, mas são necessárias. Talvez um dia eu entenda que foi melhor inovar do que rotinizar. J-J

Por: Emerson Garcia

terça-feira, 18 de abril de 2023

Uma segunda-feira muita louca

 



Segunda é o dia da preguiça, em minha opinião. Aquele dia que tenho imensa dificuldade de levantar da cama e em que o meu mal humor pode estar mais aflorado. E se à esse dia for adicionado as dores consequentes de uma queda que deixou seu pescoço e costas doloridos, a quebra do ônibus enquanto você vai ao seu trabalho e um engarrafamento monster, como você ficaria?!

A minha tendência natural seria ficar muito mal humorado, xingar tudo e todos e sair gritando pelas ruas. Foi o que fiz?! Claro que não, apesar de ter todos os motivos para isso. Quem ficaria de bom humor por estar com dor no pescoço e coluna? Ou, quem estaria sorridente, pelo ônibus estar funcionando normalmente e você ter que descer porque deu problema no sistema Anjo da Guarda?! Ou ainda, quem ficaria relax por pegar um engarrafamento logo depois que mudou de ônibus e há 20 minutos de chegar no seu trabalho?! Situações de fogo. Elas poderiam me tirar do sério e me deixar à beira de um ataque de nervos, mas não tiveram essa capacidade!


Percebi que tinha motivos de sobra por agradecer por essa "Segunda-feira muito louca". Afinal, para que reclamar se eu acordei e abri meus olhos para vivenciar um novo dia?! Isso me lembrou um trecho de uma edição do Poddelas com Márcia Sensitiva que viralizou há duas semanas. Márcia, diz que "acordar vale mais que 10 milhões de reais e por quê, então, a gente reclama?!". A gente tinha, sim, que abrir os olhos, as janelas, ver o sol, a chuva que cai, o vento em nosso rosto e acordar feliz da vida! Acordar feliz da vida porque as misericórdias divinas se renovaram em nossas vidas. Acordar feliz da vida porque estamos respirando. Acordar feliz da vida porque temos saúde. Essa reflexão de Márcia Sensitiva me fez agradecer por essa manhã de segunda tenebrosa, mesmo que meu corpo estivesse (E ainda está) doendo muito, mesmo dentro de um engarrafamento, mesmo com o sol de 11 horas e pouca na minha cara dentro do ônibus, e por aí vai. Só de ter amanhecido vivo, já é motivo de agradecer! Só de ter um emprego e o pão de cada dia, também!

Tem pessoas (E eu me incluo) que reclamam, acordam de mal humor e que não veem beleza na vida. Se faz sol, reclamam; se chove, também... Confesso que não quero mais ser essa pessoa. Quero ver beleza em tudo e agradecer à Deus também! Se eu posso ver a natureza colorida e florida, para quê vou fazer questão de vê-la em preto e cinza?! É uma questão de percepção e decisão de estar e ser bem humorado. É uma decisão, também, de ser grato. É uma questão de não querer ir para o lado negro da força, mas para o "Fantástico Mundo da Disney", por mais que as circunstâncias possam dizer o contrário.



De fato, foi uma segunda-feira muito louca, mas decidi por não enlouquecer e não pirar. Deu super certo e meu humor agradeceu! Foi surpreendente porque geralmente acordo de mal humor e ele só costumava melhorar após meio-dia, e se for segunda-feira então... Piorou! Mas hoje, estava feliz e alegre já às 10 horas da manhã, apesar dos problemas que estava enfrentando, de ordem de saúde, cotidiano ou externos. Minha mente já está sendo programada para que a segunda seja o melhor dia da semana, assim como os demais dias! J-J


Por: Emerson Garcia 

terça-feira, 4 de abril de 2023

'Once Upon a Time' da vida real





Quando criança, era apaixonado pelos filmes disneyanos. Cresci, e ainda me encantava com os desenhos e filmes dessa marca. Eles sempre me fizeram sonhar. Mas nunca imaginei que uma história digna de contos de fada aconteceria comigo, nem que eu seria o protagonista dela. A história que aconteceu na minha vida real foi Cinderela. Não! Eu não fui a Cinderela (risos). Eu fui o príncipe encantado (sqn).

Essa é uma das histórias de humildade, gentileza e alteridade, em um mundo onde os valores de amizade e gentileza estão deturpados. E onde, o que vale mais é sua própria vida, seu bem estar e sucesso pessoal. A história que irei contar poderia ser mentira, mas aconteceu mesmo, e foi baseada em um conto de fadas.

Era um dia comum, como outro qualquer, quando fui para a parada de ônibus, pegar a condução e ir trabalhar. Não demorou muito e meu ônibus estava vindo, dei sinal para entrar, mas acabou que uma moça de sandálias entrou na minha frente (Não foi por acaso! Isso tinha que acontecer!). 

Logo que ela subiu as escadas, acabou por quase tropeçar e perder uma das suas sandálias, enquanto tentava subir (creio que o calçado prendeu no degrau e ela acabou o perdendo). Eu subia logo atrás dela, avistei o "sapato de cristal perdido" e o peguei. Poderia dizer: "Aqui está o seu sapato", e fazê-la calçar sozinha. Mas atitudes valem mais que palavras. E um momento mágico aconteceu! (Só faltou fadas com pós de pirimpimpim para enfeitar a cena (risos)). 

Entrei na frente dela, com o ônibus em movimento, e me agachei aos seus pés e coloquei o acessório em seu pé. Fiz isso com alegria, com o sentimento de estar ajudando ao próximo e um próximo que nunca tinha visto antes.

Percebi que o sentimento daquela moça foi de gratidão (Ela devia ter pensado: "Contos de fadas existem na vida real"). O meu foi de felicidade. De alteridade. De saber que minha recompensa não é aqui na terra. Mas é eterna. 

Nunca mais vi aquela moça. Mas esse fato ficará para sempre em meu coração. É gratificante estar feliz com pequenas atitudes. E é gratificante saber que contos de fadas existem, basta que você faça a sua parte para torná-los reais. J-J


Por: Emerson Garcia 

quarta-feira, 29 de março de 2023

Riquezas invisíveis





O que é mais importante para você: ser ou ter? Vivemos em um mundo onde o capitalismo tem orquestrado as relações humanas. As pessoas têm corrido atrás de ouro, prata, bens materiais, carros, bons empregos, entre outras riquezas. Nessa corrida pouco importa quem está ao seu lado, mas sim o que você conquistará.

A ênfase está no ter. Ter um bom emprego, ter riquezas, ter dinheiro, ter uma casa boa. Aprendemos desse modo e inculcamos nas pessoas esse mesmo pensamento. Quando um filho tira boas notas ou passa de ano, seu pai logo lhe dá um bem material. Quando o menino vira rapaz e completa 18 anos, ganha a carteira de habilitação e um carro (o mais caro e o mais bonito da loja). A mãe diz para a filha (Não todas!) que ela deve casar-se com um homem de muito dinheiro. 

Cremos, realmente: as coisas tem mais valor do que as pessoas em nossas vidas. Acreditamos que o presente do filho por ter passado de ano durará para sempre; que o carro do rapaz jamais se quebrará; e que o marido da filha sempre será endinheirado e não morrerá. Tudo isso tem um valor passageiro. Tudo que é visível perece, até mesmo as riquezas, sejam elas de que material for.

Mas, somos ingênuos. Corremos atrás dessas riquezas visíveis, achamos que elas jamais acabarão. Fazemos de tudo pra conquistá-las. Acreditamos que são elas que nos farão felizes e que são o motor do sucesso e a mola propulsora do êxito. "Se a maioria das pessoas correm atrás delas, se eu não correr também, ficarei pra trás. Alguma coisa estará errado", pensamos. 

Então partimos pra corrida, e já temos aquele pensamento: "O que (ou quanto) vou ganhar com isso?". Essa pergunta é dita por aquela mesma pessoa que foi "premiada" por passar de ano e que ganhou um carro quando fez 18! Fomos acostumados assim: a olhar para as mãos das pessoas, mas não para seu rosto, sorriso ou olhar. Somos mesquinhos e insensíveis. Estamos mais interessados em saber o que o outro tem pra nos oferecer materialmente, do que ele tem pra nos dar como ser humano.

Quem está na corrida das riquezas visíveis jamais saberá o universo do "ser" e não estará disposto a praticá-lo. Essa pessoa só conhecerá o do "ter". Mas este acaba, não gera frutos e não produz um legado.

Percebi em minha história de vida que tenho praticado o universo do "ser" e corrido atrás de riquezas invisíveis. Ao caminhar por essa dimensão, analisei: não perdi nada, não fiquei pobre e não me tornei um homem fracassado. Pelo contrário. Conquistei muitas coisas, mas sei que meu coração não está em nenhuma delas.

Quando fiz 18 anos não ganhei carro, nem sequer tirei carteira de motorista até hoje. Não obtive um possante, pois meu pai morreu antes de me presentear; e não tirei a carta por motivos circunstanciais. Se meu pai fosse vivo tenho certeza que ganharia esse "prêmio". Aliás, ele já teria feito com que tirasse a carteira há muito tempo! HAHAHA Com certeza ficaria muito feliz com isso até chamaria a atenção de muitas garotas (Pelo menos daquelas que praticam o universo do "ter"!) por ter um veículo 'pica das galáxias'. Mas creio que tem coisas que mereçam um peso maior.

Esses dias alguém conversava comigo e dizia que não custava nada um familiar me dar dinheiro. Percebi que essa pessoa se importava em eu TER algo. Logo lhe disse que não ligava pra isso. E realmente não ligo. Esse é o meu caráter. Esse é quem sou.

Pra mim, mais importante que dinheiro são as relações que cultivamos no decorrer da vida. Mais que amar uma pessoa dando presentes, o que vale é amá-la com atitudes. Estas podem ser as mais mínimas possíveis. Tenho passado por experiências enriquecedoras nesse sentido. Quando meu avô estava vivo presenteava-o com riquezas invisíveis e também fui abençoado por meio delas. Um suco de maracujá que levava pra ajudá-lo em seu sono, pois estava com insônia, demonstrava o valor que tenho dado a esse relacionamento. É mais do que algo visível (suco), é invisível (amor, carinho). Um álbum da minha formatura que lhe mostrei, serviu para compartilhar boas recordações e um pouco de quem sou. 

Que possamos ser pessoas que prezam por relacionamentos, amáveis, benevolentes, preocupadas com o próximo. Que possamos dar valor ao que realmente importa. Que amemos as pessoas e usemos as coisas. As riquezas invisíveis - por mais que que não as vejamos - são eternas e gerarão um efeito incrível que nem sequer imaginamos. Riquezas visíveis não são levadas em um caixão, as invisíveis sim e por toda eternidade. E além de irem com você, reverberarão sobre seus entes queridos que ficarem, como legado. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 13 de março de 2023

Pessoas de cada época





Você já parou pra pensar quantas pessoas passaram por sua vida e hoje não fazem mais parte dela? Quantos sorrisos, histórias, experiências, que você vivenciou e marcaram épocas? Indivíduos que se fizeram importante, que marcaram sua existência, que foram impactantes, mas somente por um tempo determinado. Essas, são as pessoas de cada época.

Às vezes me pego pensando nessas pessoas. Tudo que vivenciei com elas está na minha mente. Guardei cada momento, palavra, gesto. Minha vontade é vivenciar tudo de novo com elas, de guardar nossos melhores momentos em um potinho de vidro que não me cansaria de enxergar. De tê-las por perto o tempo inteiro, de sentir suas mãos que me cumprimentavam, seus sorrisos que eram direcionados à mim e suas preocupações para comigo. Mas isso não é possível.

Não é possível porque elas foram pessoas de cada época. Tudo mudou. Eu, inclusive. Os momentos mudaram, indivíduos, motivações, perspectivas, demandas. Enfim, tudo. Se fosse encontrar com cada uma das que me marcaram em uma época para tentar reviver tudo de novo, não teria essa possibilidade. É certo que seriam reativadas minhas memórias, mas se fosse transferi-las para o momento atual seria fracassado. 

Muitas coisas na nossa vida são vividas somente uma vez. Outras, só temos aquela única oportunidade de vivenciar. É como se víssemos, através das pessoas de cada época, toda nossa história pregressa com ela e como se enxergássemos através de um vidro tudo de bom que ela nos proporcionou. Nossa vontade é de avançar, de ultrapassar a barreira do vidro e viver tudo aquilo de novo.  Mas o momento atual não permite e fará com que você permaneça no lugar em que está. Algumas vezes esse vidro será até rude e te empurrará para trás.

O momento atual te obriga a viver o presente. Não é o passado, não é o futuro. É o presente. Assim é a vida. As pessoas de cada época tiveram sua importância lá atrás, muitas delas até mesmo permaneceram na atualidade, mas para te fazer entender que tudo o que viveu com elas foi muito bom, que elas marcaram tanto a sua vida que ainda estão contigo na atualidade. Essas pessoas também te fazem compreender que indivíduos podem não mudar e permanecer com suas essências intactas. Mas, na maioria das vezes, não é assim. 

Pessoas chegaram e saíram da nossa vida, marcaram épocas, foram importantes em determinados momentos, mas, atualmente, não fazem parte da sua realidade, vida e círculo. Pode acontecer de vê-las na rua, de cruzar seus caminhos, de mirar em seus olhos, relembrar tudo o que viveu com elas. O vidro também estará lá... Você pode querer avançar ou manter-se estático frente ele. Essa é uma pessoa de cada época. Tenha isso em mente. Mas também saiba que você tem o poder de escolha mesmo estando diante do vidro. Você pode aceitar que aquela pessoa só fez parte de uma época da sua vida e que não quer manter mais nenhum tipo de relacionamento com ela, ou acreditar que ela foi de um momento e que você pode viver muitos outros felizes e marcantes com ela. E o melhor: várias experiências novas, em uma época nova, mas com uma pessoa de outra época. J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 2 de março de 2023

Deus faz coisas surpreendentes!

 

No dia 21 de fevereiro ganhei um livro intitulado Como tomar posse da Benção de R.R. Soares. Já tinha ouvido falar dessa obra, mas não me lembro de ter a lido. Mal sabia eu que o fato de ter ganho esse presente, traria bençãos em minha vida nos dias subsequentes. Sim! Fui abençoado de formas surpreendentes por Deus essa semana, assim como todos os dias da minha vida!

Ainda não li o livro que ganhei, mas pela minha experiência de vida sei que para receber as bençãos divinas temos que estar preparados, dispostos a receber e com o coração grato. É estar feliz e alegre, independente das circunstâncias, apto e aberto para tudo que a vida tem para oferecer. É uma transformação interna. Você decide viver de felicidade em felicidade, cada momento. Assim, o universo, em todos os sentidos, conspira ao seu favor e Deus te abençoa e realiza coisas surpreendentes.

O Altíssimo não te abençoa se você vive reclamando, resmungando ou encontra negatividade em tudo. Qual seria o sentido de te abençoar, se você é dessa forma e Ele sabe que se você receber a benção, será "apenas" uma benção irrelevante e onde você não terá a capacidade de agradecer?! Isso quer dizer que o universo conspira ao seu favor, se fizer a sua parte. Quando se é transformado interiormente, o universo sorri pra você e Deus te abençoa.

Nessa semana, de fato abençoada, decidi ver a realidade de uma outra forma: agradecer pela vida, contemplar a natureza, sorrir, aproveitar tudo de bom e maravilhoso que a vida tinha para me oferecer. Saberia que as provações e experiências negativas viriam (E elas vieram com força!), mas criei uma armadura interior que não permitiu que nada disso me atingisse ou destruísse. 


No sábado daquela semana (25) quebraram o meu celular e tudo indicava que ficaria extremamente chateado e triste, a ponto de pensar assim: "Poxa, Deus! A gente decide ter um dia alegre e feliz e isso ocorre?!". Mas fiz exatamente o contrário. Respirei fundo, tirei o foco do problema, afastei a ansiedade e tristeza para longe de mim e abrandei o meu coração: "É apenas um celular. Se não tiver conserto, paciência. Não vou deixar que isso tire a minha alegria! Daqui a pouco vou na feira e vejo essa questão!". 

Uma hora depois, fui à feira em uma assistência técnica. Imaginava que o celular não tinha mais jeito, que tinha dado perda total, mas o assistente disse que tinha sido somente a tela que havia quebrado e havia conserto. Nesse momento, já agradeci à Deus. Bastava trocar a tela e a película de vidro que o problema estaria solucionado. Iriam trocar por uma tela de primeira linha (Que é como se fosse original, mas não é), até que o dono da assistência me disse: "Tem um celular desse modelo aqui que só queimou a placa e está com uma aparência nova e a tela dele está praticamente nova e em perfeito estado". Nessa hora fiquei mais surpreso ainda! E o celular disponível era do mesmo modelo e, por incrível que pareça, da mesma cor que o meu! 

Então, o assistente removeu a tela do celular, abriu o meu, retirou a tela e colocou a outra. Depois, deu um boot no sistema e... o meu celular renasceu! Ele me disse que o conserto ficaria R$ 300, com a troca da película de vidro. Confesso que achei o preço muito salgado, mas ele disse que a tela era original e que somente tirou do outro aparelho... Isso quer dizer que ele colocaria uma tela de primeira linha e deveria cobrar o  mesmo valor. Mas Deus faz coisas surpreendentes e já tinha preparado aquele momento ali! Ele sabe o que é melhor pra gente. Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Ele sempre está disposto a nos abençoar! Estava tão transformado que nem xiei por ter pago 300 paus pelo conserto do celular. Aliás, foi um prejuízo que não esperava sofrer aquele dia. 



Essa experiência me mostrou que é possível, sim, ser abençoado em meio aos prejuízos e que Deus faz coisas surpreendentes, que você nem poderia imaginar! Para isso, você tem que estar preparado para receber Suas bençãos e surpresas. Duas horas após o acidente, meu celular estava em perfeito funcionamento novamente! E se não foi Deus quem proporcionou isso, quem mais foi?! Sou a prova viva de que Deus faz coisas surpreendentes e inimagináveis! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Repositório





Há mais de três anos fui assaltado perto de casa. O bandido levou o meu celular, mas não apenas isso: informações, fotos e músicas - o que havia construído nesses um ano e meio com o aparelho. Além de tê-lo levado, também deixou-me sem minha ferramenta de trabalho, pois posto notícias, compartilho links do JOVEM JORNALISTA e crio conteúdos para as redes sociais. Como jornalista percebi que o meu trabalho dependia e depende do celular, foi assim que percebi sua falta, mais do que havia perdido de conteúdos.

Sempre soube lidar com perdas de celulares. Em 2018, o Samsung Galaxy Gran Duos estragou e não teve conserto, me fazendo comprar um novo, o Motorola Z2 Play. Na época, perdi fotos, vídeos e mensagens. Até que superei, e um ano e meio depois fui roubado, perdendo também fotos, vídeos e mensagens. 

Esse fato me traz uma lição: tenho encarado celulares como repositórios. Ou seja, ideais para armazenamentos de informações, fotos e músicas, mas isso não quer dizer que irão armazenar essas informações para sempre. Você pode ser roubado e perder seus conteúdos ou podem estragar, sendo praticamente impossível resgatar as informações, fotos e músicas. 

Em outra época, ficaria inconsolável se perdesse algum conteúdo, sendo capaz até mesmo de gastar R$ 2 mil reais na recuperação de dados, quando meu HD parou de funcionar, agora, apenas respiro fundo e sigo em frente. Tenho os seguintes pensamentos: "Foi o celular que estragou, não eu", "Perdi os dados do celular, mas não perdi a vida" ou "O ladrão levou o celular, não levou a minha vida".   

Claro que ter essa filosofia não é tarefa fácil, ninguém gostaria de perder, sejam informações, fotos, músicas ou até mesmo pessoas. Ninguém quer perder, sobretudo algo que lutou a vida inteira para conquistar ou registros de suas vidas. Sim, a frustração e a decepção vem. Não posso negar que tiveram momentos de lamento ou aquela frustração de ter "lutado tanto por um celular, para vir um ladrão e levar", mas o segredo está em como encarar as situações e resignificá-las. E como isso é possível?

Saiba que os celulares funcionam como repositórios de informações digitais, sejam fotos, vídeos ou mensagens. Quando meu celular estragou e quando fui roubado perdi tudo o que tinha, pois não imaginava que isso poderia acontecer e não cheguei a fazer transferência para o meu computador ou backup de conteúdos. Até mesmo as mensagens de Whatsapp são informações digitais e você pode perdê-las, como foi o meu caso quando, ao fazer backup só consegui recuperar as de certo período para trás. 

E o que fazer ao perder? Chorar pelo leite derramado? Não! Resignifique as situações de uma forma a não sofrer tanto. Ou seja, você pode comprar um aparelho melhor, que também funcionará como repositórios de informações digitais. Pode recomeçar do zero, tirar novas fotos com amigos e familiares, inserir novas músicas e mandar novas mensagens no Whatsapp ou qualquer outra rede social. E o melhor de tudo: o novo aparelho poderá fazer as mesmas funções que o anterior ou até mais avançadas.  

Agora estou com o celular novo. Sei que demorará um pouco para me acostumar com ele, mas tenho resiliência e consigo me adaptar a tudo nessa vida. Tenho ciência que nada durará para sempre, muito menos o celular. Mas o encaro como um repositório e uma ferramenta facilitadora do meu trabalho. 

Que nesse ano, que está no início e vai para o terceiro mês, você possa utilizar os objetos como objetos ou como repositórios e amar (AMAR MUITO!) as pessoas. Que você não permita que uma perda possa ser maior do que os seus ganhos. Aproveite cada momento, como se fosse o único e o último, sabendo que tudo pode passar e evaporar como as informações digitais de um aparelho celular. Encare as perdas como oportunidades de fazer coisas melhores e maiores (Eu, por exemplo, sempre baixo novas músicas incríveis para o meu celular). Registre (REGISTRE MESMO) os bons momentos com o smartphone, mas saiba que eles serão apenas MOMENTOS e que podem desaparecer, caso não faça backup (O meu caso). Se eles sumirem da nuvem, encare como uma oportunidade de viver momentos mais incríveis ainda. Enfim, a vida também é um repositório, por isso encha ele de momentos bons, recordações inefáveis, mensagens de amor, declarações esplendorosas, com as melhores companhias. E se a vida é um repositório, ela também pode acabar. Pense nisso. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Segundas chances

 


Sou uma pessoa persistente, que vai em busca dos objetivos e metas e que agarra as oportunidades com as duas mãos. Se tenho chance de ser alguém melhor, de mais sucesso e com mais aperfeiçoamento, me esforço nesse sentido. Não encaro a segunda chance como um fracasso de não ter conseguido da primeira vez, mas como aquela oportunidade de ouro de mostrar o meu valor, para o que eu vim!

No início desse ano, no dia 9 de janeiro, enviei uma reportagem que havia feito sobre a Clínica-Escola de Fisioterapia da Unieuro em Águas Claras no Distrito Federal para um jornalista renomado e reconhecido aqui no DF e no Brasil, Rinaldo de Oliveira (editor-chefe do portal Só notícia boa e antigo âncora de telejornais da Band DF). Sempre foi um desejo ter uma reportagem minha publicada nesse portal, que só traz notícias que levantam o astral e são alegres. Para se ter ideia, entrei em contato com Rinaldo em meados de novembro de 2021 quando fiz uma homenagem para a minha prima Samara e queria que o portal cobrisse, mas não tive êxito na época. Contudo, sou persistente, como você já sabe pelo que escrevi no início do texto! Daí entrei em contato com Rinaldo por Whatsapp e fui na cara e coragem. Disse o seguinte:

"Boa noite, Rinaldo.Tudo bem? Sou Emerson Garcia. Jornalista. Fiz uma matéria sobre a Clínica-Escola de reabilitação de Fisioterapia da Unieuro de Águas Claras e gostaria de saber se o portal 'Só notícia boa' teria interesse em publicar?"


Ele me respondeu minutos depois, dizendo para mandar a reportagem e que precisava ver e analisar. Mandei o texto em PDF e ele disse que me daria a resposta um dia após. No final da manhã do outro dia, me respondeu (grifos meus):

"Pra gente publicar faltou o básico para o SNB: personagens que desfrutam/desfrutaram do atendimento. Sem isso fica meio propaganda, entende? Vi que o serviço é legal. Mas falta esse molho pra gente. Vivemos de histórias de pessoas aqui no portal."


Talvez ainda não saiba, mas eu curto uma franqueza e sinceridade. As pessoas tem que ser sinceras comigo, mesmo que a verdade possa doer e causar prejuízos. Falsidade comigo não rola! E Rinaldo foi sincero, direto ao ponto, sem rodeios. Ele havia gostado do texto, mas apontou as falhas que possuía. Para mim, é pior quando alguém diz: "Seu texto está perfeito, sem defeitos". Se nem eu sou perfeito, quem dirá o que escrevo? 

Rinaldo disse para eu o desculpar por conta da sua franqueza e eu disse: "Não precisa se desculpar", até porque tenho essa característica da sinceridade muito forte em mim. Levei numa boa a crítica que ele fez ao texto. Tem gente que não leva, que "chuta o pau da barraca", que para de falar com o crítico, que leva tudo para o lado pessoal... Eu, não! Encarei a franqueza de Rinaldo como uma segunda chance. Se não tivesse feito isso, o texto ia ficar ali parado, sem reparos e eu sem a chance de emplacar um texto no portal Só notícia boa. Foi aí que o seguinte diálogo foi construído: 

Emerson: Se eu acrescentar personagens, você pode repensar?

Rinaldo: Posso. Precisa de fotos dos personanges e "revirar o texto"*. O foco para a gente é a melhora da pessoa, depois vem o trabalho do hospital.

Emerson: Compreendo.

* É um termo jornalístico utilizado para mudar a ordem de parágrafos de um texto ou uma ideia, trazendo o aspecto mais específico no início e o mais geral, depois. Em um texto que apresenta um serviço, por exemplo, os personagens que o usam devem vir primeiro e, logo depois, se faz a propaganda. 



Comecei, então, a agarrar essa segunda chance com unhas e dentes, recebendo cada crítica de bom coração para que meu texto fosse melhorado e estivesse de acordo com o perfil editorial do jornal. Fui atrás de fontes e personagens para essa nova reportagem que escreveria, até porque só havia entrevistado a responsável pelo projeto da clínica-escola. Entrei em contato com quatro personagens que possuíam histórias riquíssimas, típicas experiências "de gente", com muita superação. Algo que já havia percebido que era o perfil do Só notícia boa. Até entrevistar todas as fontes, decupar e transcrever as entrevistas, colher as fotos dos personagens e reescrever o novo texto demorei cerca de 5 dias. Afinal, não poderia jogar essa nova chance pelos ares... No dia 14 de janeiro, mandei uma nova mensagem para Rinaldo e recebi sua resposta, posteriormente:

Emerson Garcia: Boa tarde, Rinaldo. Tudo bem? Fiz a reportagem com os ajustes que pediu. Obrigado desde já.

Rinaldo: Manda pra eu ver, por favor. Boa tarde.


Mandei a reportagem de 6 páginas, também em formato PDF, e aguardei o feedback do jornalista. Esse retorno, não veio de forma muito fácil e imediata. Três dias depois, entrei em contato com Rinaldo novamente e ele me disse que seu iPhone havia sido roubado. Falei para ele do meu desejo de que "tudo se resolvesse logo" e mais dias se passaram... Aqui  faço um parênteses. Percebi, claramente, que estava sendo provado, mas como você já sabe, sou persistente! Se o jornalista me deu uma nova chance, tinha um motivo para isso. A chance não ia se esvair como fumaça por aí... Muito menos eu não ia ser, em hipótese alguma, o responsável por essa segunda chance acabar!


Uma semana depois, no dia 24 de janeiro, perguntei se Rinaldo tinha algum retorno da reportagem e ele me disse que havia perdido todas as conversas e se eu não poderia enviar o texto para ele novamente. Enviei e, dois dias depois (26 de janeiro), houve o seguinte diálogo (com grifos):

Emerson Garcia: Boa tarde, jornalista Rinaldo. Algum retorno da reportagem?

Rinaldo: Já cobrei da editora. Vou cobrar de novo. Me diga como assina seu nome nas matérias. Nosso redator vai assinar em colaboração com você. É assim que fazemos.

Emerson Garcia: Beleza 👏





Pronto! Um dos meus sonhos foi realizado no último dia 27 de janeiro! (Leia o post aqui) Um sonho possível porque foi me dada uma nova chance e, também, por conta da minha persistência. Só recebi o elogio e reconhecimento do jornalista e de pessoas que enviei o link da reportagem após a reescrever e mudar o foco. 

O jornalista Rinaldo falou para mim o seguinte: 

"Gostei da matéria. Parabéns!"


A personagem Adma Lucinda me mandou:

"Parabéns 🎉👏👏👏 ficou ótimo 💥 sucesso para toda sua vida profissional, que Deus te abençoe e ilumine seu caminho 🌹"


Osmarino Borges, outra fonte, me rasgou elogios:

"Obrigado Emerson, bela reportagem. Com certeza absoluta vai levar muitas pessoas necessitadas a procurarem ajuda na clínica, que atende a todos sem distinção e com tratamento VIP. Parabéns pela reportagem, confesso que me surpreendeu, nota mil pelo seu trabalho. Desejo a você muito sucesso pessoal e profissional e muita paz, saúde, amor e felicidade junto daqueles que você ama."



Os efeitos de segundas chances são dessa forma mesmo! Surpreendentes, cheios de superação, marcantes... Segundas chances não me colocam para baixo, mas me dão mais gás para me superar, avançar, aperfeiçoar, experimentar, conhecer lados e aspectos de mim mesmo totalmente desconhecidos até então. Diariamente, Deus nos presenteia com segundas chances, de fazer diferente e melhor! Agarre-as! Não esmoreça! Avance, cada vez mais! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Mostre o diferente!

 



Fakes news é um assunto que está em alta nos dias atuais. Elas são criadas para destruir a reputação de uma pessoa, causar burburinhos e disseminar mentiras. Os efeitos das fakes news são avassaladores e incontroláveis. A atual novela das 9, Travessia, trata de tecnologia e em dois casos mostrou como uma mentira pode acabar com a vida de uma pessoa. A personagem Brisa sofreu na pele e teve sua vida colocada em perigo por uma montagem que o jovem Rudá fez dela, a colocando como uma sequestradora de crianças. Moretti, por sua vez, quase morreu do coração, tendo um ataque cardíaco, quando também Rudá fez uma montagem em vídeo colocando sua face no rosto de um cara que dizia "odiar cachorros". Eu, recentemente, também fui alvo de fake news e, poderia, sucumbir às notícias falsas, mas resolvi mostrar o diferente. Afinal, uma atitude vale mais que qualquer palavra! Tenho me autodefendido, não enfrentando essas fake news e as justificando em palavras, mas através de atitudes. 

Sabe quando falam algo sobre/de você que sabe que não procede, a ponto de chegar a imaginar se aquilo que dizem tem o mínimo cabimento?! Quando ouvi falácias e fábulas ao meu respeito fiquei extremamente triste, sem chão. Como tem pessoas maldosas e que inventam histórias, a troco de nada! O objetivo é te deixar sem reputação e te atiçar para que justifique aquilo que não precisava ser justificado, afinal, você não é nada do que dizem.

E a criatividade das pessoas é fertilíssima. Falam que está namorando só por estar/ser feliz e alegre, que sua amiga é sua namorada (Lê-se: Homens não podem ser amigos de mulheres!) e que você será pai, sem ao menos possuir um relacionamento ou ter tido relações sexuais. Se convida alguém para eventos, as pessoas já olham com olhos maldosos e a mente disposta para criar fake news. Se diz que a pessoa é sua amiga, logo entendem e interpretam que é sua namorada.   


O que tenho aprendido, nessa curta caminhada de vida, é que não precisamos justificar nossas atitudes e atos. Na verdade, não necessitamos fazer o mínimo esforço! Quem nos justifica é o próprio Deus e, consequentemente, nossas atitudes. Se dizem que você é isso e aquilo, é claro que vai doer lá no fundo... Mas, que tal mostrar o diferente?! Mostrar que você não é nada daquilo que pensam ou falam?! Se dizem que você é indiciplinado, inconsequente, que desde que alguma ou outra pessoa entrou em sua vida que você mudou e não participa de eventos e atividades que antes participava, porque não ser mais aplicado que antes?! Surpreender e mostrar o diferente do que pensam e falam, deixa os disseminadores de fake news atordoados e perplexos! É como se acabasse com os discursos deles. Não foi preciso falar nada, apenas tomar atitudes. Eu poderia "chorar as lamúrias" e dizer: "É, realmente sou isso que estão dizendo de mim mesmo". Mas se fizesse isso, daria "pontos de graças" para as falácias sobre mim. O que fiz também, e que teve efeito minador, foi deixar de andar e de se relacionar com aqueles que foram alvos de fake news por esses maldosos. Isso quebrou as pernas e os discursos falaciosos desse tipo de gente. Devem estar pensando por aí: "Cadê aquela pessoa que andava com ele? Será que terminaram?". Como terminar aquilo que nem ao menos começou? Acontece que prefiro cortar relações de amizade com quem gosto muito, à ter meu nome envolvido em fake news por aí! E isso tem me doído profundamente, que não imagina o tanto.  

 


Brisa e Moretti mostraram o diferente frente às fake news que envolviam suas vidas. Brisa tem se mostrado doce, amiga, incrível mãe protetora. Quem, com essas características, poderia ser uma sequestradora de crianças?! Moretti, por sua vez, para se livrar da fake news que odeia cachorros e do linchamento virtual que se instaurou, publicou um vídeo com um cachorro, dizendo que tinha enorme apreço e amor pelo melhor amigo do homem, revertendo todo aquele caos ocasionado por uma mentira. É certo que as fake news já estavam surtindo efeitos terríveis nas vidas dos personagens... Brisa quase iria morrer com o linchamento das pessoas, vivia fugindo de tudo e todos e acabou sendo presa não por esse suposto crime, mas por outro; e Moretti estava tendo ataques de pânico e tendo pré-infartos. Mas, já pensou se Brisa e Moretti aceitassem as mentiras aos seus respeitos? De certo não estariam vivos!

O que fazer em frente às mentiras sobre sua vida? Mostre o diferente! Seja o que você sempre foi, mas em níveis e potências elevados. Você tem a capacidade de destruir fake news e não é com aqueles discursos falados enormes, tentando justificar o que nem precisaria ser justificado, mas com sua própria atitude e jeito de ser. Fake news sobre você tem o objetivo de destruir sua reputação e te deixar muito triste, mas a escolha de as engolir ou não está contigo! Pense nisso! J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Encontrar a honestidade tem um preço




Encontrar a honestidade hoje em dia é difícil. Ser honesto, então, nem se fala. Parece que ela é artigo de luxo ou cafonice e nada politicamente correto. É tão assim, que encontrá-la tem um preço e não digo um preço quantitativo, mas você precisa persistir e ter tempo se quiser encontrá-la. 

Por volta do início de junho desse ano, encontrei a honestidade, com muita persistência e luta! Já há algum tempo, o liquidificador da minha mãe parou de funcionar, sem mais nem menos. Um liquidificador de excelente qualidade, que nunca tinha dado problema e que possui não menos que 10 anos. Resolvi levá-lo em uma assistência técnica. Cheguei lá, minutos antes de abrir. Fiquei a aguardar perto, até dar o horário. Quando deu o horário de abrir, me direcionei até a loja que ainda estava com as portas entreabertas. Me abaixei e vi que tinha uma moça no balcão. Então, perguntei:

- Moça, que horas a loja abre?

Ela, já toda mal humorada disse:

- A loja abre às 9 horas! Você tem que aguardar!

Eu respondi, calmamente:

- Já são 9 horas.

Ela, sem me dar nenhum crédito, olhou para um relógio perto e percebeu que tinha dado essa hora. De cara fechada, pediu para um moço abrir a loja. Entrei, já com medo da mulher e preocupado. Tirei o liquidificador da sacola, coloquei no balcão e disse:

- Esse liquidificador parou de funcionar e gostaria de saber o que houve com ele.

Ela, sem ao menos abrir, ou pedir para o técnico abrir (Já que não era técnica), olhou para o liquidificador e nem pegou nele e disse:

- Ah! Isso é motor! Nem compensa arrumar. É melhor comprar outro aparelho, porque um motor desse fica R$ 350!

Respondi:

- Moça, não pode ser uma peça que soltou? Uma alavanca, ou algo assim?

- Não, é o motor!!

- Tá bom. Obrigado.

Coloquei o liquidificador dentro da sacola de volta e saí desesperançado. "E agora, o que vou fazer?! Um liquidificador bom desses, estragar assim?". Então me lembrei de outra assistência técnica, por sinal de mesmo nome daquela e que era bem mais perto da minha casa. "Quer saber, vou nessa assistência! Não tenho nada a perder mesmo!".

Ao chegar lá, já senti a diferença começando do atendimento. A moça me atendeu muitíssimo bem e ainda chamou o técnico para ver o liquidificador. Ele analisou o aparelho e o abriu na minha frente. Quando abriu, logo percebeu o problema. Era uma chave que estava desgastada ou algo assim... Então, me disse:

- É apenas uma chave que vou ter que trocar. Fica R$ 80. Posso trocar agora e você já leva o liquidificador!

Respondi:

- É só uma chave? Acabei de vir de uma assistência técnica que tem o mesmo nome que essa e fui muito mal atendido e a atendente disse que era o motor.

O assistente técnico disse, atônito:

- Sério? E aonde fica essa assistência técnica?!

[...]

Concordei que ele podia arrumar o liquidificador. Afinal, sairia no lucro. Entre ficar sem liquidificador e/ou gastar R$ 350, preferiria gastar R$ 80 e ficar com o aparelho funcionando perfeitamente. De pensar que talvez a assistente técnica mal humorada (E por que não dizer, desonesta?!) queria mesmo que eu vendesse o liquidificador pra ela a preço de banana, para ela consertar e sair no lucro, fazendo acreditar "que não compensava arrumar o produto e que se arrumasse sairia no prejuízo".



Mas há pessoas e pessoas no mundo. Essa história real me fez refletir que ainda existem pessoas honestas, mas encontrá-las tem um preço. Precisei ser perseverante, não acreditar em primeiras opiniões e gastar tempo e disposição para encontrar, mas encontrei. Essa segunda assistência técnica a recomendo para todos, até mesmo de olhos fechados. Atendimento, organização, simpatia com o cliente, honestidade e uma série de outras coisas: NOTA DEZ! Mas a primeira, não recomendo... Lá você encontra mal humor, respostas secas, patadas, esperteza, desonestidade... NOTA ZERO! Poderia fazer uma reclamação da primeira assistência técnica no Reclame Aqui, mas estou mais light de "colocar a boca no trombone" por qualquer coisa. Mas fiz questão de colocar o relato aqui no JOVEM JORNALISTA. 

Trago boas novas para você que leu esse texto: a honestidade e pessoas honestas ainda existem! Ainda há pessoas dignas, honráveis, decentes, que não mentem, não fraudam, não enganam. Que são verdadeiras, por mais que possam sair no prejuízo! Você também pode optar por ser honesto. Que o jeitinho brasileiro não faça parte de você! Você só tem a ganhar com isso. J-J


Por: Emerson Garcia
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