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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Por um mundo de menos cópias e mais criações!







A autenticidade é algo cada vez mais raro em nossa sociedade. Seres humanos copiam e imitam uns aos outros. Ser igual está na moda. Aliás, ela dita como as pessoas devem ser, agir e se vestir, tirando delas a criatividade e o diferencial. A moda é cada vez mais algo para todos, do que algo para alguém.

Ser igual não diz respeito a apenas roupas, mas a ideias, pensamentos, formas de falar, escrever, entre outros. É difícil encontrar alguém diferente, criativo e que marque as pessoas por sua autenticidade. É mais fácil agir como papagaio, do que ser realmente o que se é.

Estou cansado de ver notícias repetidas na televisão. Aquelas mesmas que faço clipping na parte da manhã e que os editores e jornalistas só mudam um trecho ou outro. Me pergunto onde está a autenticidade do jornalismo e desses jornalistas, que só copiam e colam?! Não há nenhuma notícia nova ou diferente. É sempre a mesma coisa. Talvez por isso estou cansado de ver jornais, pois eles se propõem a ser inovadores e autênticos, assim como seus âncoras, mas é mais do mesmo. Na verdade, a autenticidade é de quem apurou a notícia primeiro e de quem a escreveu e a veiculou. Isso é ser criativo, e não ditar uma notícia repetida como se ela fosse sua.

Citei o exemplo do jornalismo, porque é o que convivo todos os dias e que tem me incomodado. Mas várias outras áreas sofrem do mal da cópia e da falsa autenticidade: blogs, programas de TV, empresas e até mesmo pessoas que deixam de ser elas próprias para imitarem outras mais interessantes.

Quando deixamos de ser autênticos e copiamos as coisas e as pessoas, estamos deixando de ver dentro de nós o tesouro e o diferencial que poderíamos compartilhar com as outras pessoas. É chegada a hora de ser autêntico. É o momento de sermos mais criadores que copiadores. Se as outras pessoas podem, você também pode! Seja criador em seu trabalho, vida pessoal, blog, modo de vestir, entre outros. Mais do que ser influenciado pela moda e pela cópia, seja você um influenciador. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Pessoas de cada época








Você já parou pra pensar quantas pessoas passaram por sua vida e hoje não fazem mais parte dela? Quantos sorrisos, histórias, experiências, que você vivenciou e marcaram épocas? Indivíduos que se fizeram importante, que marcaram sua existência, que foram impactantes, mas somente por um tempo determinado. Essas, são as pessoas de cada época.

Às vezes me pego pensando nessas pessoas. Tudo que vivenciei com elas está na minha mente. Guardei cada momento, palavra, gesto. Minha vontade é vivenciar tudo de novo com elas, de guardar nossos melhores momentos em um potinho de vidro que não me cansaria de enxergar. De tê-las por perto o tempo inteiro, de sentir suas mãos que me cumprimentavam, seus sorrisos que eram direcionados à mim e suas preocupações para comigo. Mas isso não é possível.

Não é possível porque elas foram pessoas de cada época. Tudo mudou. Eu, inclusive. Os momentos mudaram, indivíduos, motivações, perspectivas, demandas. Enfim, tudo. Se fosse encontrar com cada uma das que me marcaram em uma época para tentar reviver tudo de novo, não teria essa possibilidade. É certo que seriam reativadas minhas memórias, mas se fosse transferi-las para o momento atual seria fracassado. 

Muitas coisas na nossa vida são vividas somente uma vez. Outras, só temos aquela única oportunidade de vivenciar. É como se víssemos, através das pessoas de cada época, toda nossa história pregressa com ela e como se enxergássemos através de um vidro tudo de bom que ela nos proporcionou. Nossa vontade é de avançar, de ultrapassar a barreira do vidro e viver tudo aquilo de novo.  Mas o momento atual não permite e fará com que você permaneça no lugar em que está. Algumas vezes esse vidro será até rude e te empurrará para trás.

O momento atual te obriga a viver o presente. Não é o passado, não é o futuro. É o presente. Assim é a vida. As pessoas de cada época tiveram sua importância lá atrás, muitas delas até mesmo permaneceram na atualidade, mas para te fazer entender que tudo o que viveu com elas foi muito bom, que elas marcaram tanto a sua vida que ainda estão contigo na atualidade. Essas pessoas também te fazem compreender que indivíduos podem não mudar e permanecer com suas essências intactas. Mas, na maioria das vezes, não é assim. 

Pessoas chegaram e saíram da nossa vida, marcaram épocas, foram importantes em determinados momentos, mas, atualmente, não fazem parte da sua realidade, vida e círculo. Pode acontecer de vê-las na rua, de cruzar seus caminhos, de mirar em seus olhos, relembrar tudo o que viveu com elas. O vidro também estará lá... Você pode querer avançar ou manter-se estático frente ele. Essa é uma pessoa de cada época. Tenha isso em mente. Mas também saiba que você tem o poder de escolha mesmo estando diante do vidro. Você pode aceitar que aquela pessoa só fez parte de uma época da sua vida e que não quer manter mais nenhum tipo de relacionamento com ela, ou acreditar que ela foi de um momento e que você pode viver muitos outros felizes e marcantes com ela. E o melhor: várias experiências novas, em uma época nova, mas com uma pessoa de outra época. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A realidade do mundo virtual






Ser bloqueado virtualmente pode gerar reações e sentimentos na vida real? Esta pergunta vem logo após eu publicar a crônica Bugs da vida e receber comentários de blogueiras que disseram que bloquearam pessoas por terem problemas reais com elas. Mas aqui quero falar de fatos virtuais que podem interferir, ou não, na realidade. 

As relações virtuais tem se tornado cada vez mais presentes e intensas em nosso dia a dia. Criamos vínculos, amizades; mas também discutimos, brigamos, bloqueamos uns aos outros. Tudo isso em ambiente virtual. A realidade do mundo virtual é incontestável: ele é cada vez mais real, capaz de gerar sentimentos reais, como alegria, tristeza, mágoa, rancor, desejo, dependência, histórias. Engana-se quem pensa que por ser uma relação virtual, ela não existe e é fria. Mesmo que não haja toque, olho no olho, face  a face, abraços, beijos, apertos de mão, ela não deixou de existir e ser humana.

Humana porque trata-se de dois humanos (ou grupos) que interagem através de um espelho negro - que pode ser um celular, monitor de um pc, tablet, Smart TV ou qualquer outra tecnologia de comunicação que eu não tenha conhecimento. Muitos dizem que o relacionamento virtual não é real, isso porque utiliza instrumentos tecnológicos e virtuais. Mas, é interessante ver o seguinte: os dedos que digitam uma mensagem no Whatsapp são humanos e reais; a face que aparece em uma videochamada existe, mesmo que seja deformada por conta da velocidade da internet; a voz que se ouve em um celular é real, e por aí vai... 

Mensagens que são digitadas, áudios e imagens enviados pelas plataformas e redes sociais provocam ideias, sensações e emoções reais. Qual a sua reação, por exemplo, quando um 'crush' posta uma foto no Instagram? Quando você pensa em alguém e ele te envia um "oi' no Whatsapp?  Ou quando recebe uma mensagem de parabéns de um amigo virtual? São fatos que geram reações no mundo real. Quer uma prova? Ao ver a foto do 'crush' seu coração dispara, seus olhos brilham e você até mesmo treme os dedos ao clicar duas vezes e curtir com um coraçãozinho. Ao receber um 'oi' você pode ficar feliz e com uma sensação boa, ainda mais se tem muito tempo que não fala com o contato. Receber uma mensagem de parabéns aumenta o seu ego, te faz sentir-se importante, saber como a pessoa te vê e se surpreender ao descobrir que você faz a diferença na vida dela.

As reações do mundo virtual na realidade também dependem de como iremos interpretar os comentários, as mensagens e fotos dos outros. Talvez uma interpretação errada pode gerar reações e sentimentos que não condizem com a realidade. Por isso, é preciso que interpretemos mensagens, comentários, críticas, brincadeiras e fotos de maneira correta. Mas, mesmo com a interpretação errada de algo do mundo virtual não deixaremos de reagir, sentir e se comover.

Não são emoções falsas, inventadas, muito menos sentimentos irreais. Eles estão ali. Eles existem. Não é algo fantasioso ou criado pela mente. Ao conversar com um amigo virtual no Whatsapp seu corpo interage, sua mente pensa, você pode sentir arrepios na pele, dependendo da conversa, ou até mesmo borboletas no estômago. 





Tenho uma experiência interessante sobre amizades virtuais. Possuo um amigo virtual há uns 6 anos, já conhecemos os gostos do outro, o que cada um pensa, assim como sabemos como animar, encorajar e aconselhar o outro. Não é porque a amizade é virtual que ela deixou de ser real! Certa vez brigamos feio no Whatsapp, e sabemos que brigamos por conta do tom da conversa  e da interpretação. Isso gerou reações na minha realidade, e creio que na dele também. Não parava de pensar no ocorrido, meu corpo ficava trêmulo e eu sentia vontade de chorar. Ou seja: a realidade do mundo virtual mais uma vez me perseguia. Depois, resolvemos a situação, pedimos desculpas um ao outro e seguimos com a amizade. Afinal, é uma amizade que vale muito a pena mesmo que seja somente virtual. Adivinha como nossa reconciliação interferiu na nossa vida real? Após ela, me senti leve, alegre e acreditando que não poderei jamais romper essa amizade.


Agora, volto a pergunta inicial: ser bloqueado virtualmente pode gerar reações e sentimentos reais? Diante do que disse, é óbvio que sim, e os sentimentos podem não ser os melhores. Quem é bloqueado pode sentir-se triste, com a sensação de ter sido excluído da vida da pessoa e de seus círculos, pode se questionar o por quê da atitude da outra pessoa... Ou seja, uma atitude virtual que desencadeia na realidade! 

Mas, diferente do que aconteceu em um episódio de Black Mirror, o bloqueio, muitas vezes, só acontece em ambiente virtual. Você não deixa de ver a pessoa na vida real e pode até mesmo cruzar com ela na rua... Quem bloqueia pode achar que a situação está resolvida, mas quando encontra com o bloqueado pode ter as mais variadas sensações. Será que ele pode mesmo transferir o bloqueio para a vida real? Apagar aquela pessoa da sua frente e fingir que não a está enxergando? Pode gerar uma série de desconfortos, mas também de muitas surpresas, como por exemplo, o bloqueado esquecer-se do episódio virtual e cumprimentar o bloqueador na rua como se nada tivesse acontecido. Essa última situação aconteceu recentemente comigo e entre transferir para a realidade o bloqueio virtual, eu transferi a minha tentativa de manter a amizade, o respeito e a admiração reais. Afinal, nesse caso, o episódio virtual não tem nada a ver com a realidade. Acredito, até, que a realidade real e a minha relação presencial com essa pessoa, é bem mais forte do que aconteceu no ambiente virtual.

Como você reage na realidade com suas relações virtuais? Você acredita que o mundo virtual interfere em seu mundo real? Você é você mesmo nas redes sociais? Você finge, se dissimula, representa, cria ou é o que se é? Você é aquele que acredita que uma tela preta e fria, te faz frio, insensível e menos humano? Você já chegou a acreditar que um ambiente virtual é uma mentira e que não valia a pena sofrer por 'algo que não é real'? Cada pessoa pode responder essas perguntas de forma diferenciada e com seu ponto de vista. Mas acredito que a realidade do mundo virtual é uma coisa cada vez mais presente e intensa. Sendo assim, meus abraços, beijos e apertos de mãos pra cada um de vocês. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Bugs da vida






Hoje é comum silenciarmos conversas no Whatsapp, bloquearmos pessoas nas redes sociais e até mesmo as excluírmos. Se uma pessoa não tem a mesma opinião que a sua, isso é motivo pra bloqueá-la ou excluí-la do Facebook. Se não quiser ser notificado com mensagens chatas de grupos de Whatsapp, basta silenciá-los. Vivemos em uma sociedade onde a tolerância e o limite são quase zero. Mas será que essa falta de tolerância e limite resolvem mesmo o que nos incomoda, tira do sério ou o que queremos esquecer nas redes sociais?

É facílimo resolver problemas virtuais, de forma virtual. Por exemplo, se um amigo fez um comentário em um post seu que você discorda, você não ligará pra ele e marcará um encontro pra dizer pessoalmente o que lhe incomoda, mas sim, o excluirá ou, a atitude mais drástica, o bloqueará. Se alguém te marca em posts de desenho animado ou em fotos em que está horrível, é mais fácil mexer em alguns botões  e tirar a pessoa do seu hall de amigos, que chegar e falar o que te tira do sério.

Acontece que essas atitudes nas redes sociais não resolvem o problema de fato. Por exemplo, além das pessoas bloqueadas no Facebook aparecerem em uma lista do seu perfil (Está certo que ela é privada, mas você não a deixa de ver!), elas ainda permanecem em sua memória. É o que chamo de 'bug da vida' - algo que você acredita estar resolvido, mas que na verdade não está e que ainda gera algum sentimento. Se o Facebook não deu conta de esquecer as pessoas que você bloqueou, porque você é capaz disso?! Aliás, te desafio agora a entrar em sua lista de bloqueados e ver o nome das pessoas que estão lá. Perceberá que não se esqueceu de nenhuma delas e até mesmo do motivo de as ter bloqueado.

No caso do Whatsapp, não sei se existe uma lista de contatos bloqueados, mas é fácil identificar quando foi bloqueado ou quando bloqueou alguém. Você descobre isso quando manda uma mensagem e ela não chega até o seu contato, ou quando liga pra ela e a ligação não é finalizada. Outro bug da vida difícil de ser evitado. Afinal até mesmo no Whatsapp você não se esquece de alguém facilmente, nem resolve seus problemas de relacionamento de forma completa.

Engana-se quem pensa que um relacionamento será apagado da memória com uma simples exclusão ou bloqueio. Os rastros e históricos eletrônicos estarão ali e não sumirão, a menos que seja um expert em software. Assim é na vida real: é difícil apagar relacionamentos, experiências, pessoas e momentos de nossa memória. Talvez nem o tempo tenha essa capacidade.

Nossos problemas, tanto em ambiente virtual quanto presencial, são resolvidos com conversa, desabafo e exposição do que incomoda, tira do sério ou machuca. Silenciar, bloquear ou excluir não são eficazes. Outra vez te desafio: desbloqueie todas as pessoas que te incomodam do seu Facebook, Whatsapp ou de qualquer outra rede social. Converse e exponha seus incômodos a elas. Você não precisa de uma atitude tão drástica e que não resolve nada. J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 5 de agosto de 2017

Periféricos e eletrônicos descartáveis














Ontem (04) meu celular completou três anos de idade. Um Samsung Galaxy Gran Duos 2. Sei que já está ultrapassado, mas não vou trocá-lo tão cedo. Com ele divulgo os conteúdos do blog nas redes sociais; comento nos blogs dos leitores; posto notícias em um site jornalístico que trabalho (através de um aplicativo); e me entretenho marcando episódios no TVST, curtindo fotos e assistindo as stories no Instagram. Sei que existem celulares mais sofisticados (com câmera e som absurdos - e isso realmente me chama a atenção em um smartphone), mas esse aparelho tem satisfeito minhas necessidades, mesmo me deixando na mão algumas vezes. Aliás, não ele em si, e sim seus periféricos. 

Se o celular trava, logo resolvo isso com aplicativos que limpam a memória e excluo programas que não me interessam mais. Agora, se for na bateria, é outra coisa. Já tive que trocá-la por duas vezes, por conta de esquentar demais, ficar inchada e não durar mais do que a metade do tempo que estava acostumada. Hoje em dia, depois de uma assistência técnica minuciosa em São Paulo, a bateria não deu mais problema.

Esse episódio me fez pensar em como tenho dor de cabeça com periféricos. Não sou daqueles que substitui aparelhos eletrônicos com frequência, mas sim, acessórios. Já substitui bateria e o fone de ouvido do celular; o mouse, o teclado e, recentemente, as caixas de som do meu pc. 

A substituição desses acessórios foi mais pela necessidade, do que pela luxúria ou - como se diz hoje em dia - 'obsolescência psicológica'. Tanto é que só tomei a atitude de substituir minhas caixas de som quando todas pararam de funcionar. Sim! Por um bom tempo somente uma delas funcionava e eu as usava mesmo assim. 

Tenho mais experiência com periféricos descartáveis, do que com eletrônicos. Meu celular e gabinete estão intactos, enquanto o que está ao seu redor quebra ou para de funcionar. Contudo, esses periféricos são importantes e tem seu valor com relação aos eletrônicos principais. Como ouviria música ou editaria vídeos no pc sem caixas de som? De que forma ouviria as músicas da minha playlist do celular na rua sem atrapalhar os outros? Como digitaria textos e pesquisaria no pc sem um teclado? Ou selecionaria e clicaria em ícones no pc sem um mouse?

Em um mundo atual - em que as pessoas trocam de aparelhos eletrônicos porque ficaram antigos e ultrapassados, ao invés de terem quebrado ou parado de funcionar - eu caminho pelas minhas reais necessidades. Entre trocar de celular - por que ele está desatualizado, mas não parou de funcionar - e comprar um fone de ouvido potente, com um som agradável e confortável, prefiro essa segunda opção. Meu sonho, por exemplo, é comprar um famoso headphone vermelho, quem conhece?! Enquanto isso, continuo com o meu baratinho ou então troco pelo original da Samsung. 

Não quero luxo e ostentação, mas sim conforto e que meus periféricos e eletrônicos atendam as minhas demandas. Caixas de som agradáveis, um celular que dê para realizar as minhas atividades diárias, um pc rápido e ágil (O meu ultimamente está assim e eu fico muito feliz por isso!), fones de ouvido com boa qualidade sonora e teclado ergonômico e que as letras das teclas não se  apaguem. 

Toda essa história me fez refletir em como vivemos em uma sociedade descartável, onde não só os eletrônicos são assim, mas também nossos relacionamentos. Estes acabam porque foram desgastados ou uma das partes não deu valor à interação. Amores são descartáveis e podem ser trocados. Romances são passageiros. A solidariedade é artigo obsoleto. Nada - desde eletrônicos até relacionamentos - é para sempre. Que isso possa não mais acontecer. Que tirem do vocabulário a expressão 'usou, jogou fora'. Que valorizem as pessoas, que as amem ao máximo, e não as descartem fora por motivos bobos. O meio ambiente e a humanidade agradecem. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Riquezas invisíveis





O que é mais importante para você: ser ou ter? Vivemos em um mundo onde o capitalismo tem orquestrado as relações humanas. As pessoas têm corrido atrás de ouro, prata, bens materiais, carros, bons empregos, entre outras riquezas. Nessa corrida pouco importa quem está ao seu lado, mas sim o que você conquistará.

A ênfase está no ter. Ter um bom emprego, ter riquezas, ter dinheiro, ter uma casa boa. Aprendemos desse modo e inculcamos nas pessoas esse mesmo pensamento. Quando um filho tira boas notas ou passa de ano, seu pai logo lhe dá um bem material. Quando o menino vira rapaz e completa 18 anos, ganha a carteira de habilitação e um carro (o mais caro e o mais bonito da loja). A mãe diz para a filha (Não todas!) que ela deve casar-se com um homem de muito dinheiro. 

Cremos, realmente: as coisas tem mais valor do que as pessoas em nossas vidas. Acreditamos que o presente do filho por ter passado de ano durará para sempre; que o carro do rapaz jamais se quebrará; e que o marido da filha sempre será endinheirado e não morrerá. Tudo isso tem um valor passageiro. Tudo que é visível perece, até mesmo as riquezas, sejam elas de que material for.

Mas, somos ingênuos. Corremos atrás dessas riquezas visíveis, achamos que elas jamais acabarão. Fazemos de tudo pra conquistá-las. Acreditamos que são elas que nos farão felizes e que são o motor do sucesso e a mola propulsora do êxito. "Se a maioria das pessoas correm atrás delas, se eu não correr também, ficarei pra trás. Alguma coisa estará errado", pensamos. 

Então partimos pra corrida, e já temos aquele pensamento: "O que (ou quanto) vou ganhar com isso?". Essa pergunta é dita por aquela mesma pessoa que foi "premiada" por passar de ano e que ganhou um carro quando fez 18! Fomos acostumados assim: a olhar para as mãos das pessoas, mas não para seu rosto, sorriso ou olhar. Somos mesquinhos e insensíveis. Estamos mais interessados em saber o que o outro tem pra nos oferecer materialmente, do que ele tem pra nos dar como ser humano.

Quem está na corrida das riquezas visíveis jamais saberá o universo do "ser" e não estará disposto a praticá-lo. Essa pessoa só conhecerá o do "ter". Mas este acaba, não gera frutos e não produz um legado.

Percebi em minha história de vida que tenho praticado o universo do "ser" e corrido atrás de riquezas invisíveis. Ao caminhar por essa dimensão, analisei: não perdi nada, não fiquei pobre e não me tornei um homem fracassado. Pelo contrário. Conquistei muitas coisas, mas sei que meu coração não está em nenhuma delas.

Quando fiz 18 anos não ganhei carro, nem sequer tirei carteira de motorista até hoje. Não obtive um possante, pois meu pai morreu antes de me presentear; e não tirei a carta por motivos circunstanciais. Se meu pai fosse vivo tenho certeza que ganharia esse "prêmio". Aliás, ele já teria feito com que tirasse a carteira há muito tempo! Hahaha Com certeza ficaria muito feliz com isso até chamaria a atenção de muitas garotas (Pelo menos daquelas que praticam o universo do "ter"!) por ter um veículo 'pica das galáxias'. Mas creio que tem coisas que mereçam um peso maior.

Esses dias alguém conversava comigo e dizia que não custava nada um familiar me dar dinheiro. Percebi que essa pessoa se importava em eu TER algo. Logo lhe disse que não ligava pra isso. E realmente não ligo. Esse é o meu caráter. Esse é quem sou.

Pra mim, mais importante que dinheiro são as relações que cultivamos no decorrer da vida. Mais que amar uma pessoa dando presentes, o que vale é amá-la com atitudes. Estas podem ser as mais mínimas possíveis. Tenho passado por experiências enriquecedoras nesse sentido. Recentemente presenteei meu avô com riquezas invisíveis e também sei que tenho sido abençoado por meio delas. Um suco de maracujá que levo pra ajudá-lo em seu sono, pois tem tido insônia, demonstra o valor que tenho dado a esse relacionamento. É mais do que algo visível (suco), é invisível (amor, carinho). Um álbum da minha formatura que lhe mostrei, serviu para compartilhar boas recordações e um pouco de quem sou. 

Que possamos ser pessoas que prezam por relacionamentos, amáveis, benevolentes, preocupadas com o próximo. Que possamos dar valor ao que realmente importa. Que amemos as pessoas e usemos as coisas. As riquezas invisíveis - por mais que que não as vejamos - são eternas e gerarão um efeito incrível que nem sequer imaginamos. Riquezas visíveis não são levadas em um caixão, as invisíveis sim e por toda eternidade. E além de irem com você, reverberarão sobre seus entes queridos que ficarem, como legado. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 22 de março de 2017

Crônica JJ: Mentira!




Coisas do nosso Brasil: o quanto somos enganados | internet


Caros leitores, em nosso país vivemos numa mentira:

A carne não é carne. Linguiça não é linguiça. Mas as doenças são de verdade.
O leite não é leite. É água com uma "substância" branca. Nem da vaca veio.
A cerveja - paixão nacional - não é cerveja. É água com milho... Ou mijo!

Nossos representantes não nos representa. Eles se representam.
Nossas leis de nada serve. Para quê? Nossos juízes "fazem leis" e libertam bandidos.
Os fiscais nada fiscalizam, a não ser que dê uma "chuva verde", entende?!

Carros no Brasil nem carros são. São carroças a preços de luxo.
Estradas são de mentira. Na primeira chuva vira bolachinha quebrada.
Nossa telefonia liga de nada para lugar nenhum, mas o preço monegasco existe, né?! J-J












Por: Pedro Blanche

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A saga implacável em busca do sorvete Kibon



O verão chegou há duas semanas. Essa estação é sinônimo de praia, água de coco, suor, e, sobretudo, de líquidos gelados e refrescantes. Como não lembrar do sorvete, uma substância sólida e ao mesmo tempo líquida, feita de gelo e leite? (Aliás, deixo os meus parabéns para quem o inventou. Como gelo e leite se tornaria no que conhemos hoje?).

Dia desses, em uma tarde de sol e calor, eu, minha prima e meu sobrinho resolvemos comprar um sorvete para refrescar e tomar em família. Fomos até uma padaria próxima. Quando chegamos lá, nos direcionamos até o freezer onde ficam os famosos sorvetes da marca que gostamos e nos deparamos com uma surpresa: não haviam picolés, muito menos potes de sorvetes, somente massas de ar frio, pedaços de gelo e caixas de papelões vazias. 

Como assim em uma tarde de calor faltava um item como esse em uma padaria? Quer dizer, havia, sim, de outra marca, e até fabricados pelo próprio estabelecimento. Mas estávamos acostumados (e gostamos) do sorvete Kibon. Resolvemos, então, ir até outra padaria que ficava mais longe. A partir de agora, começava a saga implacável em busca do sorvete Kibon!

Ao chegarmos lá, fomos até o freezer, felizes e esperançosos que encontraríamos o pote tão procurado. Novamente não encontramos! 

O que aconteceu com os sorvetes da minha cidade? Fomos em duas padarias e não encontramos. Cheguei até a pensar que havia algum problema na fabricação ou que as pessoas haviam consumido e esgotado os estoques. 

Após a segunda padaria, meu sobrinho e minha prima já não tinham mais esperança de encontrar o sorvete. Acharam que fosse um problema de estoque ou que a Kibon não estava repondo os freezers das padarias daqui da nossa cidade. Eles queriam ir embora, mas lá no fundo eu acreditava que encontraria essa delícia gelada e refrescante. 

Foi aí, que ao saírmos da segunda padaria, avistei uma do outro lado da pista. Coloquei a minha fé e insistência em prática. E fui até lá, enquanto meu sobrinho e minha prima continuavam estáticos e descrentes que eu encontraria o sorvete Kibon.

Ao chegar lá, direcionei - me até o freezer e meus olhos brilharam. Vi vários potes de sorvete da Kibon de diversos sabores -napolitano, creme e flocos eram alguns deles - e outros tipos de embalagens, como a quadradinha e o pote individual circular. O paraíso era ali! Diferentemente daqueles freezers de gelo e caixas de papelão. 

Sai da padaria e chamei, com alegria e entusiasmo, os desacreditados que estavam do outro lado da pista, uns bons metros longe. Eles vieram correndo e eu disse: "Não falei que teria nessa padaria?".

Escolhemos o sabor (nesse dia foi de napolitano, para fugir do "passas ao ruim" ou flocos), pagamos e fomos felizes para casa degustar um bom sorvete em uma tarde ensolarada de verão. A saga havia terminado com um resultado positivo. Só chegamos nesse resultado por conta da esperança, persistência e confiança. J-J

P.S.: Outro dia, depois desse fato, fui na primeira padaria que havíamos ido, comprar um picolé para o meu sobrinho e me deparei com o mesmo cenário. Perguntei à dona o por quê da falta de sorvetes e picolés Kibon e ela me disse que, como mudou o dono, eles tiveram que fazer o pedido de novo e até o momento a Kibon não tinha reposto o estoque. Então, fomos na segunda padaria que eu havia ido no outro dia, e eu consegui achar alguns picolés no freezer, que estavam descongelados e cheios de cristais de gelo. Pelo menos eu encontrei, mas depois de um bom esforço também! Rs rs

Por: Emerson Garcia

sábado, 19 de novembro de 2016

Ofício de um jornalista

Hoje iniciamos a Semana JJ 8 anos. Estava ansioso por esse momento. Serão 8 dias de festa, 8 posts. Eu e os colaboradores do blog já preparamos essa sequência de publicações especiais há algum tempo. Não deixe de acompanhar o blog nesses próximos dias! Você é nosso convidado de honra!

Para abrir essa semana especial, preparei uma crônica. Confira!







Se perguntassem pra mim se desde criança queria ser jornalista, diria que não. Aliás, eu era/sou a pessoa menos improvável para ser. Extremamente tímido, com a língua presa, andar desengonçado e uma coluna que lembra a do meu avô de 80 e poucos anos. Não! Definitivamente não tinha perfil pra isso. 

Mas o destino nos prega peças, a vida faz com que não nos acomodemos e nos impulsiona para vencer os nossos próprios limites. Talvez naquilo que eu menos tinha vocação para fazer, que deveria me aperfeiçoar. 

A comunicação sempre foi um agravante em minha vida. As pessoas não compreendiam o que eu falava; às vezes por falar baixo demais, não era escutado; sempre era o último a ser escolhido para compor grupos na escola; e em alguns momentos deixado de lado, o que me obrigava a cutucar timidamente a professora e dizer que eu não estava em nenhum grupo. Sim, senhores! O criador do Jovem Jornalista sempre teve dificuldades em se comunicar!

Eu talvez fosse a pessoa menos indicada para cursar Jornalismo. Meu perfil não atinge quase nenhum dos requisitos de um jornalista, principalmente se for um profissional extrovertido, carismático e que declama em alto e bom som suas opiniões para todo mundo ouvir. 

Talvez também eu seja a pessoa menos ideal para estar atrás de uma bancada de jornal ou em frente às câmeras em uma reportagem. Não tenho o carisma de um Luis Bacci, a sedução de um Evaristo Costa ou a simpatia de um William Bonner. Estou longe desses perfis. Bem longe mesmo.

Quando cursei a graduação em Comunicação Social- Jornalismo, já tinha em mente que meu negócio não era aparecer em tv, muito menos mostrar a minha cara ao vivo. Meu perfil está mais para os bastidores da profissão. Aquele que produz, roteiriza, edita etc. Talvez por isso eu tenha um blog e não um canal de Youtube, por exemplo. 

Embora tenha optado por esse caminho, posso dizer que no meu tempo de faculdade, e hoje em dia, ultrapassei os meus limites e fiz coisas que nunca imaginaria que faria. Ao exercer o ofício de jornalista, deixo um pouco a minha timidez de lado e visto uma roupa de ousadia e extroversão. É como se não fosse eu na minha vida profissional. Sou daqueles que não tem medo de chegar até a fonte oficial e de entrevistar e colher áudios exclusivos; sou daqueles que em entrevista faz todos os tipos de perguntas; sou desses que não tem vergonha da profissão e se for pra vestir um terno e gravata, pegar um microfone e sair entrevistando por aí, eu saio. Posso dizer que consegui vencer os meus limites através do jornalismo.

Acredito que quem tem o ofício de jornalista aperfeiçoou suas habilidades com o tempo. É certo que possa existir pessoas que já nasceram pra profissão, por serem extremamente extrovertidas e comunicativas, mas se essa pessoa não partir para  a prática profissional, de nada adianta.

Também não faz muito sentido uma pessoa dizer à torto e direito que é jornalista, que ama jornalismo, sendo que não exerce o verdadeiro ofício de um e nem fez questão de aprender nos tempos de faculdade. Eu tinha colegas de faculdade, que hoje se dizem "jornalistas", mas que tinham preguiça de investigar e de, até mesmo, escrever. Eles não davam a mínima para os trabalhos jornalísticos propostos. Hoje, esses colegas estão em empresas de clippings, trabalham juntos e posam de jornalistas, enquanto outrora só esquentavam uma cadeira em uma universidade. Arrisco dizer que nenhum deles hoje em dia quer cobrir ou escrever sobre algo! 

Eu aprendi a amar jornalismo, e não foi de criança, não, foi com o tempo. Hoje esse ofício faz parte de mim, e não tenho mais como abandonar. E daí que não serei rico? E daí que não serei reconhecido? O que importa, para mim, é essa adrenalina. Essa adrenalina de correr o risco da pauta quebrar ou não; essa adrenalina de não ter nenhuma fonte para uma reportagem; essa adrenalina de ir atrás de fontes oficiais; essa adrenalina de viver e respirar jornalismo. 

Essa semana, o blog Jovem Jornalista fará 8 anos de existência. Posso dizer, com orgulho e emoção, que esse espaço também contribuiu para eu ultrapassar meus próprios limites. Aqui eu rasgo o verbo através dos meus dedos, algo que talvez eu não fizesse com um microfone na mão, ou em frente às câmeras. Uma leitora que acompanha o JJ já há algum tempo, me disse uma vez que meu jeito de ser não interfere no meu perfil jornalístico. São duas coisas totalmente diferentes. Também acredito nisso, e que eu possa exercer esse ofício até quando puder. J-J











Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dê flores em vida




Os cemitério hoje estarão cheios, mas não como um estádio lotado na final  da Copa do Mundo, ou um show da Beyoncé. O comércio, de forma geral, fechará esse dia, exceto as floriculturas. O trânsito terá retenções, mas serão poucas e suportáveis. 

Os enlutados que visitarão os túmulos de seus entes queridos, estarão em menor número que no ano passado (e ano que vem serão menos ainda!). Ainda existirão túmulos vazios, sepulturas que não receberão entes queridos, mortos que não receberão flores. Os cemitérios estarão cheios, mas pessoas caminharão sem tropeçarem umas nas outras. 

Fora do cemitério, as pessoas continuarão suas vidas, sem a interferência do feriado. Do lado de dentro, haverá o sentimento de saudade, mas também de remorso por não dar flores, enquanto seus finados estavam vivos, por não dizer palavras de carinho, por não curtir a pessoa enquanto ela estava nesse mundo.

Ir ao cemitério hoje é uma forma de lembrar de seus mortos. Ninguém é ingênuo de pensar que a pessoa, tal como ela era em vida, estará enterrada ali. Ali é somente um lugar, como qualquer outro. Mas, muitas pessoas estarão perante os túmulos de entes queridos pelo que a data representa. Na verdade, nossas memórias com as pessoas que já amamos (e ainda amamos) não foram enterradas. Não viraram pó, não se calaram, não se silenciaram, não foram levadas pelo vento. As memórias estão dentro de nós, e ficarão para sempre. Peço que essas memórias não sejam levadas com a data, e somente retornem ano que vem. O sentimento de saudade que tenho do meu pai, que faleceu quando tinha apenas 3 anos de idade, permanecem até hoje. E olha que eu não lembro de nada dele! Seria um pobre mortal se pensasse no meu pai só em Dia de finados

Ir ao cemitério hoje também é uma forma de tentar silenciar as vozes do remorso que muitos sentem. Dói a pessoa saber que não fez nada pela outra enquanto ela estava viva. A reação de muitas delas no velório é de querer "acordar" o finado. Na hora do sepultamento, muitas querem pular na vala e ser enterrada junto. Em comemorações de final de ano, muitas delas fariam de tudo para que seus mortos estivessem ali, em uma ceia de natal, em um amigo oculto ou trocando presentes. O choro vem. Um choro doído e sentido. Talvez essa pessoa nunca tenha chorado em vida pela outra. Nunca tenha compartilhado suas dores, nunca tenha dividido lágrimas, nunca tenha ficado uma madrugada com ela em um hospital quando ela estava 'nos finalmentes'. Mas, quando elas não estão mais presentes, desaba no choro. Só assim tomam uma atitude.

Talvez a atitude de comprar a melhor sepultura, com ouro, detalhes de vidro e que faltam brilhar no escuro! De enfeitar o endereço do finado com um belo jardim, fontes de águas, estátuas de anjo e flores das mais variadas cores. Se preocupam com rachaduras na lápide, com infiltrações de chuva e com algum galho que possa cair e quebrar o túmulo. Compram coroas de flores com lindas homenagens, sendo que em vida não disse uma palavra de carinho. Em vida, sim, disse palavras duras, que marcaram o finado da pior forma possível. 

Essas pessoas não deram flores em vida, mas quando seus entes queridos morrem são capazes de comprar uma floricultura inteira! Flores murcham, mesmo sendo cheias de vida, isso é verdade. Mas quando você dá "flores em vida", você dá a chance da pessoa amada de cuidar da melhor forma possível delas. Ela irá procurar um jarro e água para tentar prolongar suas existências. E quando você dá flores depois que a pessoa morre? A pessoa não está ali para cuidar. Não está ali para sentir o perfume das rosas, nem ver o lindo arranjo que você fez, com flores coloridas, das mais diferentes espécies. Elas murcharão, ficarão feias e chamarão um monte de bicho. 

Entendo perfeitamente quem diz: "quando morrer, não precisa encher meu caixão de flores, nem encher a minha capela de arranjo de flores". E por que? Não é por orgulho da pessoa, não, mas porque ela prefere ganhar flores em vida, e hoje em dia, flores é sinônimo de morbidão, de remorso, ainda mais em uma data como essa em que as floriculturas não fecham!    

Quem escolheu não homenagear seus mortos hoje, não é porque deixou de amá-los, mas pode dizer que, não é preciso homenageá-los depois que deixaram o mundo material.  É claro que essas pessoas não esqueceram dos seus finados, mas, muitas preferiram viver suas vidas, se preocupar com os vivos, cuidar daqueles que ainda podem ser cuidados, que ainda podem receber palavras de carinho, que ainda podem receber flores. J-J 


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 26 de julho de 2016

A arte de planejar e prever situações na rua e no ônibus




Devemos estar preparados para tudo nessa vida. Precisamos de planos a, b, até z, para muitas situações cotidianas. Planejá-las e prevê-las, faz com que elas se tornem mais fáceis de serem resolvidas. 

Recentemente, comecei um curso de jornalismo político em Brasília. O ônibus que teria que pegar é o W3 Sul. Antes do dia, procurei informações no site do DFTrans sobre o horário que deveria estar na parada para não me atrasar.  Também procurei referências de localizações com um amigo que faria o mesmo curso. Ele me disse:

"Assim que ver a parada do Espaço Cultural Renato Russo você desce". 

Essa etapa estava bem planejada. No dia que peguei a condução, perguntei ao cobrador em que parada teria que descer para chegar ao meu destino. Precisava de vários escapes, para não me perder em Brasília, como já havia me perdido

Vocês já devem ter imaginado o que aconteceu né? O cobrador não sabia de nada, assim como da outra vez! Foi aí que tive a ideia de ligar o meu GPS do Google Maps e colocar o meu destino:

ESCOLA PARQUE 308/708


Minha sorte foi que tinha internet no celular, e se não tivesse, contaria com a internet do "Connect Bus". Mas agradeci que tinha os meus dados móveis, porque o wifi do ônibus é ruim e instável.



Meu destino estava traçado. O meu plano B - caso não visse a parada que meu amigo me indicou - estava definido.



Google Maps é fantástico! Ele funciona se você estiver a pé, de bicicleta, de carro e, no meu caso, de ônibus! Ele indica quantos quilômetros há entre sua origem e seu destino e quantos minutos você gastará até chegar ao final do percurso. Às vezes, a "setinha" sai da rota, mas é só "recentralizar", que fica tudo certo. O problema é que gasta muita bateria, mas aí é torcer para que ela não acabe até o seu destino.

Outra dificuldade do aplicativo, é que ele pode traçar rotas maiores do que realmente precisa. Se você ficar refém por inteiro do aplicativo, pode acontecer exatamente isso. A rota que o Google Maps traçou pra mim era mais extensa, mas utilizei da minha inteligência e "minhas coordenadas mentais" para refazer o trajeto na minha cabeça.

Está aí a importância de prever cenários antes que eles aconteçam. Se a setinha seguisse todo o caminho azul traçado, poderia chegar atrasado ao destino, ou até mesmo me perder. Foi aí que decidi parar em um percurso paralelo ao "ícone de localização vermelho" indicado no print abaixo:



Desci exatamente na parada que teria que saltar. Ao atravessar a pista, vi o Espaço Cultural Renato Russo (que meu amigo já havia me referenciado) à minha direita e a Escola Parque à minha frente. 

Agora, pense se eu seguisse o traço azul até o final?

Ao final do curso, tive que colocar em prática novamente o meu tutorial de "Planejamento e Previsão". A aula terminou muito tarde e já sabia que não passava ônibus direto pra minha cidade na parada em frente à Escola Parque.

Planejava descer até o eixão (uma das vias principais de Brasília) para pegar a condução. Isso levaria de 10 a 15 minutos. Meu amigo disse que não era bom fazer isso por estar tarde e por conhecer a realidade perigosa daquele local. Ele me sugeriu que eu pegasse dois ônibus.

- Mas eu só tenho passagem pra um, respondi.
- Então você me dá esse dinheiro, e eu passo o cartão de integração no ônibus que formos pegar aqui na W3 Sul e o que você for pegar na rodoviária.
- Mas o meu ônibus não é de integração.
- Esse sistema é válido para qualquer ônibus.
- Mas não vai cobrar duas passagens, não?
- Não, só uma. 

Fui salvo de chegar tarde em casa, ou de ser assaltado no meu percurso até o eixão, por causa de um cartão de integração e da perspicácia do meu amigo, que passou duas vezes o cartão no ônibus da W3 Sul até a rodoviária do Plano Piloto de Brasília, e que só cobrou uma . Eu só paguei para ele a condução da rodoviária até o P Sul (um bairro da cidade satélite de Ceilândia, localizado no Distrito Federal).    



Na rodoviária, tivemos que planejar outra situação. Como ele passaria o cartão de integração para mim, sendo que morava em outra cidade? Foi aí que ele entrou no meu ônibus, na minha frente, passou o cartão de integração e disse ao cobrador:

- Esse ônibus passa na Hélio Prates?
- Não.

Meu amigo já sabia que não passava lá. Ele me disse que faria uma pergunta óbvia ao cobrador, que já sabia a resposta, para descer do ônibus por engano e deixar a catraca aberta para mim e com a "luz verde".

Ele desceu da condução perdido e desenganado. Como já havia passado o cartão, eu simplesmente girei a roleta e sentei no fundo do ônibus rindo muito por dentro, mas com vergonha se alguém desconfiaria.



Quando estava sentado em uma cadeira da janela, o vi passar e me cumprimentar com um sinal de "joia", bater na janela e seguir o seu destino. Ele fez um ótimo papel de atuação e ainda me tirou de um sufoco. 

Esse foi o dia que fui salvo pelo Google Maps e pelo cartão de integração do meu amigo. Situações em que foram necessários perspicácia, planejamento e previsão. Na vida é preciso viver e aprender, até mesmo quando estamos dentro de um ônibus "meio perdido" e sem o dinheiro da passagem. J-J


Por: Emerson Garcia

domingo, 27 de março de 2016

De repente



Estamos quase no fim desse domingo de páscoa. Depois de três dias de desesperança, luto e dor, Jesus ressuscitou de entre os mortos. Ele derrotou seu último inimigo, a morte, se livrou de toda dor, de todo cheiro ruim, dos lençóis fúnebres que revolviam seu corpo e daquele sepulcro de horror. Tudo aconteceu de repente, quando todos achavam que não tinha mais jeito, que tudo estava perdido. A ressurreição de Jesus surpreendeu a todos.

Você já parou pra pensar se, de repente, o corpo de Jesus desaparecesse? Qual seria a sua reação? Você estaria pronto para celebrar seu funeral, e, de repente, não existisse mais corpo e a cerimônia fosse cancelada? Que, de repente, não houvesse mais nenhum assassino e acusador de Cristo, pois Ele está vivo? O que o CSI faria se fosse chamado pra desvendar a morte do mestre, e quando chegasse ao local não tivesse mais nenhum caso?

A reação seria de surpresa e de perplexidade. Ninguém está preparado pra isso, assim como não estamos preparados para várias situações que acontecem em nossas vidas. Sua vida está cheia de felicidade e de bons momentos quando, de repente, um ente querido morre. Você está em um bom emprego, que é seu sonho, quando, de uma hora pra outra, está desempregado. A união de sua família está perfeita, quando, de sopetão, você briga com um familiar que é preciosíssimo pra ti. Está alegre e feliz com seus amigos, passeia com eles, troca mensagens todos os dias e vive excelentes momentos quando, de repente, eles se afastam, não se lembram mais de você, e tornam-se meros conhecidos que você guarda na memória que conheceu um dia.

Tragédias acontecem em nossas vidas. Como será que as pessoas ficaram quando Jesus morreu? Pense bem, as mesmas pessoas que o receberam felizes e alegres em um jumento em Jerusalém com ramos e palmeiras, o viram na sexta-feira, uma semana depois, sendo morto. Não devia ter sido muito fácil, para muitas delas, verem Jesus sendo morto de repente. 

O mesmo Jesus que surpreendeu com sua morte, é o mesmo que deixou todos perplexos com sua ressurreição. E o que isso quer dizer? Que situações ruins podem acontecer repentinamente, mas que situações boas também podem. 

Na Bíblia, existem várias situações ruins que foram revertidas em boas. Jairo, que estava morto, fora ressuscitado, de repente, pelo próprio Cristo, quando todos pensaram que não tinha mais jeito. A mulher do fluxo de sangue, que já tinha a doença a mais de 12 anos, fora curada de repente. Paulo, quando todos pensaram que ele era um homem perdido, teve um encontro com o próprio Deus. Paulo e Silas foram libertos da prisão quando, de repente, houve um terremoto. 



Esse mesmo Deus do 'de repente' pode mudar drasticamente intempéries em sua vida. De repente, a mesma esperança que houve na ressurreição de Jesus, pode te alcançar. Onde houve perdas, haverá ganhos. Onde houve dor, haverá cura. Onde houve morte, haverá vida. Onde houve briga, haverá união. Onde houve ódio, haverá amor. Onde houve separação, haverá amizade verdadeira. E tudo isso acontecerá em um abrir e fechar de olhos. J-J

FELIZ PÁSCOA!




Por: Emerson Garcia
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