Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Homens que pintam as unhas com esmaltes. O que você acha?



Recentemente (28 de março) o filho do Mauricio de Sousa, Mauro Sousa, resolveu pintar as unhas com esmalte, uma estratégia de marketing para as vendas dos cosméticos Donas da rua, da Turma da Mônica. Assim como ele, outros homens também pintaram suas unhas com tons chamativos e coloridos. Mauro Sousa foi bastante elogiado pela atitude. Muitos disseram que essa deveria ser a próxima trend (tendência) masculina e que não há nenhum problema em homens utilizar esmaltes.

Não é a primeira vez que um homem lança essa moda. Rockeiros e emos costumam pintar suas unhas de preto. Há aqueles mais reservados que preferem uma base incolor ou de cor clara, sem deixaá-las chamativas. Percebemos que esse não é um costume recente, mas que perpassa por várias épocas.

Mauro Sousa, contudo, apresenta novamente essa tendência, ao quebrar estereótipos que "homem não pode pintar a unha", "homem que pinta a unha é metrossexual" e "homem que pinta a unha é viado". Se essas máximas fossem verdadeiras todo homem que utiliza brinco seria gay. Contudo, usar brinco pode ser cultural. Exemplo: tribos indígenas, africanas, além dos personagens de Pantera Negra que possuíam piercings e brincos pendurados e também tatuagens. 

Por que homem que pinta a unha tem que ser taxado dessa forma?! Por que as pessoas tendem a limitar a moda e dizer o que é de homem ou de mulher?! Um homem com essa atitude quer apenas sentir-se bem e diferente. Não tem a ver com sexualidade e/ou orientação sexual. Ninguém pode limitar outra pessoa e dizer o que ela deve ou não utilizar. Acredito que a sociedade já evoluiu a tal ponto onde as pessoas não deveriam se incomodar com as outras, mas consigo mesmas. 

O filho de Mauricio de Sousa abriu o leque de possibilidades e de diversidade. De acordo com ele, não tem essa de esmalte ser uma coisa feminina ou não. Até nos stories que divulgou em seu Instagram ele brinca com a ideia de azul ser cor de menino e rosa ser cor de menina, ao visualizar uma funcionária da Mauricio de Sousa Produções com um esmalte cor azul. Claro que há todo um discurso político por trás, que não entrarei no mérito nesse post, mas o que é importante é que Mauro "desbravou" uma sociedade onde as cores podem pertencer à todas as pessoas e que esmalte pode sim ser coisa de homem.

Não só Mauro Sousa quem pintou as unhas de esmalte em uma espécie de lilás, mas outros funcionários da Casa também se sentiram encorajados para pintá-las. Essa atitude não tem nada a ver com sexualidade frágil ou que eles deixaram de ser homens por causa disso. Aliás, percebemos um discurso machista por parte de pessoas que desaprovam a utilização de esmaltes por homens. 




Não só esses homens pintaram suas unhas, mas tem muitos famosos que fizeram o mesmo, como: Cristiano Ronaldo, David Beckamn, Marcos Mion, Johnny Deep e Marcelo Anthony. Homens héteros e bem resolvidos com suas sexualidades, que apenas quiseram pintar suas unhas de esmalte e nada mais. 

Mauro Sousa também serviu de inspiração para que meninos (crianças) não se sentissem envergonhados ao pintar suas unhas. Uma espécie de influência digital que Mauro Sousa realizou encorajando-os. 





Um menino pintar suas unhas de esmalte não significa que ele se tornará gay no futuro, apenas que sua imaginação e ludicidade se afloraram. Mauro Sousa criou uma campanha para que seus seguidores enviassem mensagens "ao filho da Paula" de incentivo e esperança.



































Foram muitas mensagens enviadas ao "filho da Paula" e o Mauro selecionou algumas delas. São mensagens de amor, carinho, libertação e esperança. A atitude de Mauro Sousa serviu de exemplo para que outros meninos pintassem suas unhas de azul, dourado ou da cor que preferirem. 





Lembro-me de um médico com uma deformidade que pintava suas unhas com esmaltes coloridos para que o paciente não reparasse em seu rosto, mas sim na exuberância e destaque dos seus dedos. Ele não os utilizava para ficar bonito ou para lançar moda, mas para que tirassem o foco do seu defeito facial. O médico utilizou o esmalte como uma estratégia e apenas isso.  

O marketing à respeito de homens pintarem suas unhas com esmaltes é tão visível que empresas como a Risqué criaram uma linha com cores diferentes para homens. É claro que o intuito é vender o produto, afinal, ESMALTE É ESMALTE, tanto para homens como para mulheres (Não vem no vidro ESMALTE PARA MULHERES). O vidro tem um líquido colorido que não é direcionado nem para homens nem para mulheres, embora essa coleção tenha colocado no vidro For men. Enfim, é apenas um líquido unissex. Usa quem quer. 





Existe todo um um discurso de ideologia de gênero e político em volta de homem usar ou não esmalte colorido (E aqui não falo de base clara e transparente!), mas o que quero deixar registrado é que um homem pintar suas unhas não influi em nada em sua sexualidade. J-J


Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 29 de março de 2019

Coca-cola e a diversidade: animais da mesma espécie unidos



Recentemente (15) a Coca-Cola introduziu ao lado de seu ícone maior, o Urso Polar, novos animais. A ideia é pregar a diversidade e união entre bichos de mesma raça. Sabemos que não há apenas o Urso Polar, mas outros tipos de ursos espalhados por todo o planeta Terra. Desse modo, a campanha apresenta o já famoso urso polar de cachecol vermelho abraçado com um panda, um urso pardo e um urso negro, todos tomando Coca-Cola

A campanha é da empresa alemã chamada Heimat e tem sido veiculada por meio de cartazes e pôsteres digitais em trens locais. No site da empresa e nas latinhas de Coca-Cola, contudo, não há nenhuma menção à esse novo conceito da marca. Aqui em casa, por exemplo, tenho latas de Coca-Cola que tem famílias de ursos polares. Veja:




Os ursos polares da Coca-Cola passaram por várias transformações de design e layouts desde sua origem. Só para terem ideia, os ursos polares da marca possuem quase um século - 97 anos para ser mais preciso -, sendo lançados pela primeira vez em 1922 na França. De lá para cá, ganharam famílias, filhotes e novos desenhos. 




Assista uma propaganda de natal que apresenta os ursos polares:





Agora, a Coca-Cola resolve inovar e trazer o urso polar com uma nova família, nada parecida com ele. 


Outros amigos do Urso Polar




A Coca-Cola decidiu trazer animais, da mesma raça, de todos os continentes, mostrando que é global e abrange todas as etnias. O Panda, por exemplo, é da Ásia - China; o Urso Polar - do Círculo Polar Ártico; o Urso Pardo - encontrado em vários continentes; e o Urso negro - encontrado do Alasca ao norte do México. 

A matiz de cores deles também é diferenciada e varia da cor branca, marrom claro, até marrom escuro e preto. 

A partir de agora, falo mais de cada um dos novos amigos do Urso Polar e do próprio Urso Polar. 


Urso Polar



É também conhecido como urso-branco e é um mamífero carnívoro da família Ursidae. Ele é encontrado no círculo polar Ártico e é o maior carnívoro terrestre conhecido e o maior urso de sua raça. 

Na campanha da Coca-Cola ele se apresenta como um urso amigo, de família e alegre. 



Panda




Também da família Ursidae, é encontrado na República Popular da China. Ele possui focinho curto, pelo preto e branco e um jeito pacífico e bonachão. 

Na nova campanha da Coca ele parece ser simpático e aberto à novas amizades. 



Urso negro




Ele também é conhecido como baribal e é um urso norte-americano, visto desde o Alasca até o norte do México. Pode alcançar 2,20 m de comprimento, 1,10 m de altura e 360 kg. O urso negro vive cerca de 15 anos, podendo chegar até os 40.  

Na nova campanha da Coca ele aparece com seu jeito doce, porém reservado. 



Urso pardo




Também da família Ursidae, é um mamífero carnívoro e que pode ser encontrado em praticamente todo o globo terrestre. 

Na campanha nova da Coca ele é um dos mais tímidos e retraídos. 




A mensagem



A nova publicidade da marca de bebidas apresenta a seguinte frase: We may look different. But there's more that unites us than divides us. Em português ela significa: "Podemos parecer diferentes. Mas há mais que nos une do que nos divide"

Legal essa mensagem, né?!



A Coca-Cola já trouxe o conceito de diversidade em outras oportunidades




Não é a primeira vez que a Coca-Cola apresenta o conceito de diversidade. Pode ser a primeira que incorpora em animais, mas ela já tratou do assunto no âmbito humano e social, com a campanha Viva a diversidade. Assista:






A propaganda apresenta pessoas de diferentes gêneros e raças e ainda brinca com montagens e adereços de aves. Bem interessante mesmo.


Gostaram da nova campanha da Coca-Cola?! Não vejo a hora de ver esses desenhos nas latinhas  e no site da marca. J-J



Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Rosa e Azul: cor tem ou não gênero e as convenções sociais



A discussão do momento tem a ver com duas cores: o rosa e azul. A frase "O Brasil está em uma 'nova era', em que meninos vestem azul e meninas vestem rosa" dita pela ministra de Mulheres, Família e de Direitos Humanos, Damares Alves, ecoa nas principais rodas de conversas. Há aqueles que entenderam a frase no sentido literal e outros que a entenderam como uma metáfora.

Claro que a declaração tomou foco na mídia e atingiu famosos, celebridades e internautas, que se posicionaram a favor e contra a fala da ministra. 

Em tempos de transição drástica de governo e pensamentos, a fala da ministra pôde ter soado como partidária, segregadora e preconceituosa. Essas podem ter sido as primeiras impressões, mas quero desconstruir isso nesse post.


Uma metáfora







Segundo a ministra, pastora e advogada o que ela realizou foi uma metáfora. E o que é uma metáfora? É quando alguém diz algo com outra intenção e/ou objetivo. Desse modo, ao se falar que meninos usam azul e meninas rosa, ela quis dizer que é contra a ideologia de gênero e apenas isso. Não tem nada a ver com cores. Leia o que ela disse (com grifos):

"Fiz uma metáfora contra a ideologia de gênero, mas meninos e meninas podem vestir azul, rosa, colorido, enfim, da forma que se sentirem melhores. Se quiserem, mamães e papais podem vestir as crianças com roupas coloridas".


Em outras palavras, o que ela quis dizer foi o seguinte: Olha, as cores podem ser usadas por meninos e meninas. Não há restrições quanto à isso e que usar roupas coloridas não é o mesmo que uma menina usar roupa de menino e vice-e-versa. 

Tanto foi uma metáfora a frase de Damares, que ela apareceu em público com uma roupa azul. Se fosse no sentido literal o que havia dito, ela não poderia usar a cor. A secretária da Família, Angela Gandra Martins, defendeu a fala da ministra (com grifos):


"O que ela quer dizer é que a gente vai procurar acentuar o que é próprio de cada um. A gente não vai construir uma outra identidade esquizofrênica dentro dela, vai respeitar o que é natural naquele ser humano."



Ou seja, os Direitos Humanos acima de qualquer ideologia. 



O vídeo


Damares aparece no vídeo de forma animada e convicta até que diz a frase célebre. Assista:





Há um entusiasmo das pessoas que estão ao redor da ministra quando ela fala a frase e eles chegam até mesmo a repeti-la. No fundo, a bandeira de Israel aparece - uma flâmula de uma das regiões mais religiosa do mundo. Posso inferir que essa nova era que Damares verbaliza tem a ver com os Direitos Humanos, inclusive das crianças, preservados e intactos. Acredito que mesmo que a bandeira israelense tenha aparecido, a filosofia não tem a ver com religião, mas com movimentos políticos subliminares. 



Príncipes e princesas



Em um momento que de acordo com propagandas da Avon meninas não podem ser chamadas de princesas e elogios devem ser repensados e reconfigurados, Damares prega a ideia que garotas devem ser tratadas como PRINCESAS e garotos, como PRÍNCIPES, e não vice-e-versa. Esta também é uma significação para a frase da ministra

As campanhas da Avon, publicadas em meados de 2018, foram criticadas pelos conservadores, que as consideraram ideológicas e tendenciosas em demasia. Para a Avon, meninas deveriam ser chamadas do que elas quiserem:






A fala da ministra vem para quebrar com todos esses paradigmas e padrões que foram empregados de forma forçada. O interessante é, que se por um lado prega-se a ideologia de gênero, por outro brinquedos de menina são rosa e os de menino azul. Meninos, de acordo com a Omo, são aventureiros e brincam de bicicleta e garotas, são doces e frágeis. 

Acredito que mesmo com toda essa imposição será difícil reverter alguns conceitos já tão impregnados na sociedade.


Convenções sociais


Realmente as cores não possuem gênero e a ministra quis dizer exatamente isso. Houve uma época que meninos usavam rosa e meninas azul e tantos meninos quanto meninas usavam vestido até o primeiro corte de cabelo. 

O fato é que a questão do rosa e azul é mais cultural e propagandista, do que biológica. Convencionou-se assim. No texto Azul é a cor mais rosa, publicado em 2016, falei sobre isso:

"A ideia das cores para cada gênero só surgiu no início do século 20 e era o inverso da atual (rosa para meninos e azul para meninas). Somente entre 1920 e 1950, que as lojas inverteram isso, para aumentar as vendas."


Tais convenções sociais podem ter levado ao preconceito de um menino não usar um acessório ou uma vestimenta na cor rosa, embora esta signifique força e coragem. Além disso, não poderia usá-la por uma questão de marketing. Não foi a Damares que delimitou o uso das cores, mas a sociedade




Inspirações de decorações para o Chá de Revelação (da esquerda para a direita): 1 - bolo com recheio; 2- balões; 3- bigodes e lacinhos; e 4 - placar. 



Falei das cores de brinquedo para cada gênero, mas até mesmo o Chá de Revelação possui convenções sociais: balões, sprays, ovos ocos, bolo e elementos azuis caso o bebê seja menino; balões, sprays, ovos ocos, bolo e elementos rosas, na ocasião se for menina. Por que esses ideológicos de plantão não fazem o chá de revelação com inversão de cores? Por que, se cor não tem gênero, no chá de revelação, sim?! Por que ninguém ousa, mesmo com ideais de gênero, presentear a grávida que espera um menino com um enxoval rosa? Respondo: por que já temos conceitos e ideais impregnados em nossa sociedade.

O Youtuber Jonathan Nemer satirizou o Chá de Revelação em um vídeo em seu canal, o Desconfinados. Veja:





Não adianta um famoso lacrar nas redes sociais de rosa, sendo que costuma vestir sua filha negra de rosa. Não adianta uma moça vestir-se de azul e presentear sua afilhada com um enxoval todo rosa bebê. Há, nesse sentido, uma hipocrisia descarada.


Hipocrisia







O ator Bruno Gagliasso protestou contra a frase da ministra com uma blusa MANIPULADA rosa, de acordo com o maquiador Agustin Fernandez:


"A hipocrisia e a vontade de lacrar são tão grandes que não tinha nenhuma camiseta rosa no armário, daí editou uma foto velha"


Este foi um protesto por conveniência, com o objetivo único de aparecer e gerar cliques.

Em outra ocasião, Bruno Gagliasso aparece vestido de unicórnio AZUL e sua esposa, Giovanna Ewbank, de um ROSA. Tem alguma coisa errada, não?! Será que o Bruno segue convenções sociais? Em minha opinião, é claro que segue e só quer 'lacrar', como dizem por aí. 





Assim como Bruno, outros famosos resolveram protestar contra a fala da ministra.


#Cornãotemgênero





A hashtag #Cornãotemgênero tomou de conta das redes sociais. A jornalista da Globo News, Andréia Sadi, protestou de azul em uma entrevista com a ministra Damares; famosos como Luciano Huck, Mônica Iozzi, Fernanda Paes Leme, Maria Gadu e Leilane Neubarth em seus protestos enfatizaram que cor não possui gênero.

Em minha opinião, este foi um protesto desnecessário. Vimos que a fala da ministra foi metafórica e não literal. 




Ouvi uma vez de alguém que, na verdade, realmente as cores não tem gênero ou sexo, mas sim as pessoas. O mesmo com as roupas: elas não possuem gênero, mas sim os seres humanos. 

Acredito que ninguém pode dizer que rosa é de menina e azul de menino, mas a própria convenção social, como falado anteriormente, não nos permite que demos um tênis rosa para um menino e quando vemos um menino com uma camisa rosa na rua ainda há aquelas falas maldosas que dizem que "rosa é cor de menina" e que "o menino que usa rosa é veado".

Enfim, cor não tem gênero, mas as pessoas sim e uma menina diz "obrigada" e um menino "obrigado", como em uma imagem do Gran Cursos divulgada.








Use a cor que quiser





Meninos e meninas podem usar rosa, azul, preto, branco, verde, branco, vermelho, lilás, marrom e outra infinidade de cores. As cores são universais e não possuem gênero. Cor alguma pode definir uma pessoa ou sexualidade. Escolhas de cores não definem quem você é. Contudo, não podemos deixar de negar as convenções sociais já bastante consolidadas na sociedade. J-J 



Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O que é o Movimento LGBTQ+?




Havia lido uma publicação no JOVEM JORNALISTA que falava sobre a ditadura gayzista - algo que nunca existiu - e que hoje possui um outro nome, Ideologia de Gênero. Segundo os evangélicos e políticos conservadores é uma ideologia utilizada pelo movimento LGBTQ+ para 'mudar o sexo das crianças'. Os mesmos utilizam dessa mentira escancarada para se promover e conseguir entrar na política, através da alienação -  como realizado pelo presidente da República Jair Bolsonaro. Somente se lembre das suas diversas afirmações sobre o kit gay que nunca existiu, da sua popularização homenageando torturador, de seus comentários preconceituosos e em uma jogada indireta e como ele fez com que a mídia fosse desvalorizada pela sociedade ignorante que o elegeu.

Hoje, quero lhe propor a conhecer sobre o que é e representa o movimento LGBTQIAP+ (que é uma sigla muito maior que essa). Não é somente festa, como realizamos todos os anos na Parada LGBTQ+ em São Paulo, e diversas outras cidades e capitais por todo Brasil e até mesmo fora do país. É também um movimento político, onde tentamos eleger candidatos que representem nossa bandeira e a de diversos outros grupos sociais para lutar a favor dos nossos direitos, num país tão conservador e exclusivo, como o que vivemos onde falta autoconhecimento, autocritica, e transborda ego e hipocrisia. 

O Movimento LGBTQ+ serve para elevar a classe que tanto é desprezada pela sociedade e invisibilizada por questões fúteis que sempre são distorcidas por líderes evangélicos. Para se ter uma ideia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo só pôde ser oficializado em 2013 e uma das primeiras propostas apresentadas pelo Magno Malta, que está ao lado do presidente eleito, foi a revogação dessa lei, sendo que há diversos outros problemas econômicos, sociais, educacionais e de saúde para serem resolvidos com extrema urgência. Isso não se chama política, conheço como perseguição de classe. O Movimento serve para barrar esse tipo de policiamento contra as classes sociais que tanto sofrem pelo sistema. 

Nós não queremos impôr sexualidade ou gênero nas crianças, tampouco proibir as pessoas de serem hétero (?), e nem limitar as opiniões e pensamentos daquilo que nos agrada. Mas fazer outras pessoas fora da nossa bolha entender que possuem privilégios sob todos nós, que perdemos um de nós a cada 19 horas por crime brutal e sem motivos aparentes, somente por ser gay; e barrar um outro número que cresce cada vez mais, os 73% dos jovens LGBTQ+ acima de 13 anos que sofrem agressão na escola e agora são martirizados por uma depressão - fruto dessa agressão psicológica, verbal ou física. E ainda temos que desconstruir a pessoa que acredita que o que queremos conquistar não passa de privilégios, sendo que possuímos um presidente prometendo barrar a nossa liberdade. Não é meio contraditório? J-J


Por: Deivyson Luan, à convite do editor-chefe do JOVEM JORNALISTA

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O perigo de um banheiro único em uma escola



E se sua filha de 8 anos de idade frequentasse o mesmo banheiro que os coleguinhas da escola?! Esse e outros episódios aconteceram em uma escola do Paranoá (Distrito Federal), após uma nova metodologia de ensino ser adotada no último dia primeiro. Ela foi adotada para crianças de 4 a 8 anos de idade, da educação infantil até o terceiro ano do ensino fundamental. 

Funciona mais ou menos assim: meninos e meninas compartilham um banheiro coletivo, onde os espaços públicos são somente as pias e os espelhos, enquanto os compartimentos dos vasos são dispostos em cabines individuais. 

A escola não vê problema no banheiro coletivo e disse que a medida foi colocada em votação por pais dos alunos. Contudo, pais entraram na justiça e o banheiro tem sido investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por ferir a intimidade e colocar em risco à vida e a sexualidade das crianças.

Mesmo sendo cabines individuais, vários relatos surgiram de uma aluna que disse ter visto a parte íntima do colega e de outra que estava com medo de frequentar o banheiro porque coleguinhas estavam a acariciando. Mesmo sendo um banheiro coletivo, essas crianças estão desprotegidas. Quem garante que ela está protegida no ambiente de pias e espelhos?


Existe uma diferença grande entre banheiro INDIVIDUAL e COLETIVO. O banheiro individual unissex seria aquele onde um aluno entra, fecha a porta e faz suas necessidades, não importando seu sexo. O banheiro coletivo, todos os alunos entram, sejam meninas ou meninos. E é aí que está o perigo. 


A escola pública do Paranoá afirma não haver "ideologia de gênero" nem no campo teórico nem no conceitual nessa nova metodologia. MENTIRA! Por trás da medida, a escola propaga, sim, a ideologia de gênero e a educação para a diversidade. Ela diz que pretende prevenir abusos, mas o que temos percebido é que os abusos e assédios continuam. 

Uma criança de 4 a 8 anos tem total noção de seu lugar no mundo e do seu corpo. Tanto é que um menino sabe a diferença do seu corpo para uma menina. Crianças nessa idade estão em pleno desenvolvimento corporal, emocional e psíquico. Uma atitude de implementar um banheiro coletivo não leva em consideração isso. 

A escola também afirma que o banheiro coletivo "não ofende a intimidade e a privacidade" dos alunos. Ora, à medida que eles entram no banheiro já precisavam ter suas intimidades preservadas. Uma menina gosta de entrar no toallet para arrumar o cabelo e retocar a maquiagem ou o batom. O menino, para arrumar o cabelo e colocar gel nele.

Em resposta ao MPDFT, a escola ainda disse que "as crianças vivenciam experiências de respeito ao próximo, à privacidade, à coletividade, à higiene, ao autocuidado". Ora, acredito que elas tenham que viver essas experiências fora do ambiente do banheiro! Um menino não entrar no mesmo ambiente que uma menina, isso já é respeito!





A escola ainda se defendeu ao dizer "que a imensa maioria dos casos de abuso ocorre em ambiente ÍNTIMO OU FAMILIAR". E o banheiro compartilhado não é um ambiente íntimo e privativo?! A ideia da escola é que o uso do banheiro coletivo seja RACIONAL e com a INTENÇÃO DE SER PEDAGÓGICO. Acredito que ninguém utilize um banheiro com esse intuito, mas fazer o que né?!

Timidamente, a escola quis tomar para si a educação e o ensino de valores familiares. Estes devem ser dados pelos familiares e responsáveis pelas crianças. Ambiente escolar é um ambiente de aprendizado, não de propagação de ideologias como essa. J-J



Por: Emerson Garcia

domingo, 18 de novembro de 2018

90 anos do Mickey Mouse: o rato mais amado do mundo!




O rato mais conhecido do mundo faz 90 anos exatamente hoje, 18 de novembro. Falo de Mickey Mouse, que fora criado no dia 18 de novembro de 1928 por Walt Disney em uma animação chamada Steamboat Willie. Assista:









Muitos não sabem, mas quase não teríamos o ratinho Mickey Mouse, se não fosse a insistência e persistência de Walt. Antes do Mickey, o desenhista Disney - apaixonado por desenhos desde criança, tanto que desenhava em paredes da sua casa - criara Oswald, o coelho orelhudo em 1920, mas o desenho não ingrenou porque não houve investimentos. Recentemente, uma animação de Oswald foi encontrada no Japão, como reportado pelo jornal Metrópoles







Em seu início, Mickey Mouse não tinha esse nome. Ele era conhecido como "Mortimer", mas os sócios e a esposa de Walt acharam o nome deprimente e que se aproximava de "morte". Depois de muitas ideias, foi Lilian Disney quem deu o nome de "Mickey" e Walt complementou com "Mouse". Pronto, um dos maiores ícones de animação estava criado! Veja um trecho editado e selecionado por mim do longa Walt antes do Mickey (2015) que conta em detalhes toda essa história (Obrigado pela ideia de assistir ao filme, Arthur Claro):






A primeira animação do orelhudo foi em Steamboat Willie (1928), mas outras animações vieram antes mas sem investimentos que foram Mickey Mouse: Plane Crazy e Mickey, The Gallopin' Gaucho. Como retratado no vídeo acima, a exibição de Mickey foi um sucesso e divulgada no cinema Colony Theatre em Nova York para uma verdadeira multidão.






As primeiras palavras do Mickey foram "Hot dog! Hot Dog!". No início, era o próprio Walt quem dublava o protagonista. O sucesso do rato orelhudo se espalhava e diversos produtos foram criados depois de sua estreia, como o primeiro livro e relógio oficial em 1930 e 1933, respectivamente. Confira uma versão mais recente de uma música do Hot Dog da Casa do Mickey Mouse:







Foi assim a origem desse ícone global carismático, alegre, feliz e com a voz doce e suave.



O Mickey pelo mundo!


No Brasil e Estados Unidos conhecemos o rato como Mickey Mouse; na Itália ele é chamado de Topolino; na Alemanha, Mick Maus; na Espanha, Raton Mickey; na Suécia, Musse Pigg; e na China Mi Lao Shu














Mickey na mídia






Mickey invadiu as telinhas norte-americanas em 1937, na animação Relojoeiros das alturas. Depois em 1950 no especial natalino One hour in Wonderland. Mickey Mouse foi mencionado no Oscar® pela primeira vez em 1932, tendo sua estreia oficial em 1998. Em 2003 o camundongo voltou à cerimônia na categoria de Melhor Animação





Evolução do design do Mickey Mouse


O Mickey passou por várias transformações artísticas. Antes, o camundongo era retratado em preto e branco, com orelhas redondas e um macacão. À medida que evoluía, ganhava novos traços e cores, como o calção vermelho, blusa amarela e verde água e calças azuis. Na primeira versão não possuía sapatos, já nas outras foi adicionado um amarelo e um marrom. 

Em nove décadas de existência, o personagem experimentou mudanças, significou a infância de muita gente e tornou-se o embaixador oficial do Walt Disney World. Confira a evolução do camundongo:







Outros personagens






O que seria do Mickey Mouse, sem a Minnie? Ou sem seu cachorro, Pluto? Ou sem seus melhores amigos?! A Minnie Mouse surgiu em 1928, o Pluto em 1931, o Pato Donald em 1934, o Pateta em 1932 e a Margarida em 1940. Essa Turma do Mickey faz maior sucesso, diz aí?! Qual é o seu personagem preferido?




Aniversário de 90 anos






Várias comemorações dos 90 anos do Mickey aconteceram/acontecerão, como a campanha Mickey the True Original; o desfile de moda The happiest show on Earth, a transmissão em horário nobre na ABC com um especial do Mickey; a exibição da quinta temporada inédita do Mickey no Disney Chanel, com mais de 90 episódios, incluindo um especial dedicado ao aniversário; homenagens ao Mickey e Minnie Mouse no Biggest Mouse Party no parque da Disney; e o projeto Mickey is Art na França.


Produtos comemorativos


A Disney Store disponibilizará vários produtos do Mickey Mouse (Como camisetas, fones de ouvido, canecas, tiaras e casacos), enquanto a Disney Publishing Worldwide venderá mais de 30 títulos, entre livros, quadrinhos e revistas temáticas. 

Já o Ministério do Desenvolvimento Econômico italiano emitiu oito selos dedicados ao Mickey Mouse, desenhados por Giorgio Cavazzano. 







Charm pendente da Pandora


A loja de joias Pandora criou um charm exclusivo para comemorar os 90 anos do Mickey Mouse. O objeto é feito em prata de lei, com a assinatura da Pandora e o número "90" banhado em ouro de 14k. O charm comemorativo estará disponível nas lojas físicas e online por tempo limitado, de 1 até hoje, 18 de novembro, ou enquanto durarem os estoques. Confira o preço e detalhes aqui.





E vocês, já conheciam a história do Mickey Mouse? Gostaram? E os produtos, comprariam? Digam tudo nos comentários! J-J







Por: Emerson Garcia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Template por Kandis Design