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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Novembro Azul: qual é o tom ideal a ser tratado nas campanhas?




Qual é o tom ideal para as campanhas do Novembro Azul? O da chacota, brincadeira, ou o sério?! Uma palavra e um tom muda totalmente o contexto do que se quer dizer. Muitas vezes o homem não faz o exame de toque por conta de campanhas de mal gosto. E parece que esse ano elas ainda continuaram. Uma campanha do Governo do Brasil foi alvo de críticas por conta do tom e da forma como as coisas foram colocadas

Nas duas publicidades publicadas, colocou-se a 'hashtag' #coisademacho e um texto que, de certa forma, deprecia o órgão masculino e coloca os homens em uma posição inferior que a das mulheres. Ser homem e 'macho' parece ser um problema para as propagandas, quando na verdade, o exame não coloca em xeque a masculinidade. Entende? Veja as elas abaixo:









A ideia de prevenção está ok, mas a forma como foi colocado é que é inaceitável. O alerta é cheio de informações e prevenções, mas também de preconceitos e estereótipos, como nos textos abaixo:



"#PraCegoVer: Imagem em branco e preto do rosto de um homem. Sobre seus olhos e nariz, uma faixa cinza e outra azul. Texto: #coisa de macho é ter um tumor no pênis porque não lava com água e sabão. Cuide-se. Você ainda tem muito para viver. Novembro Azul."


"#PraCegoVer: Imagem em branco e preto do rosto de um homem. Sobre seus olhos e nariz, uma faixa cinza e outra azul. Texto: #coisa de macho é morrer mais cedo do que as mulheres. Cuide-se. Você ainda tem muito para viver. Novembro Azul."




Há um deboche e falta de consideração com os homens. Sobretudo, os textos acima tendem a diminuir a capacidade cognitiva dos leitores. Algo simples, para que precisava ser reexplicado? 

Percebe-se que a intenção era muito boa, mas os meios não. A pergunta que fica é a seguinte: qual é o tom ideal a ser tratado nas campanhas do Novembro Azul?


Tom ideal


Acredito que o tom deve ser informativo, suave e eficaz. O chefe do Departamento de Urologia da Universidade de Brasília (UnB), Eduardo Ribeiro, citou até uma peça publicitária da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em 2007 que trazia o ex-jogador Zico segurando um sabonete com a frase ao lado: "Câncer de pênis zero. Água e sabão é a melhor prevenção". Não foi preciso ferir as características masculinas nem utilizar o machismo contra os homens. 




Uma campanha simples, porém eficaz.


Outra que acertou em cheio foi a de uma barbearia que está oferecendo cortes de cabelo de graça aos clientes que levarem o exame de toque até o local. Sem clichês, a campanha fala do exame em tom direto e simples, embora com as brincadeiras "Um toque, um corte" e a frase dita ao final "Então, sem mimimi". Além disso, o vídeo foi totalmente colorizado em tom de azul. Assista:






Achei interessante o vídeo por trazer informações e dados sobre a doença, além da promoção. Fiquei até interessado em visitar essa barbearia.

Por sua vez, a Igreja Batista Filadélfia em Taguatinga (Distrito Federal) foi direta e simples no recado, falando porque é importante o exame e que ele previne muitas coisas. Veja:




Acredito que as campanhas de prevenção devem ser sérias, informativas e mostrar a força e capacidade do homem, como falado nesse texto de Pedro Blanche e nesse meu


Campanhas do Novembro Azul são importantes. Se você é homem, leitor desse blog, e está na fase do exame recomendo que o faça. J-J






Por: Emerson Garcia

terça-feira, 16 de outubro de 2018

4 Aplicativos para combater a depressão




A depressão é o mal do século. Passei por dois momentos depressivos e não desejo isso para ninguém. Embora invisível, é uma doença que dói na alma. Contudo, ela é possível de ser superada. Amigos, familiares, terapeutas, psiquiatras e psicólogos podem ajudar nesta questão.

Além disso, aplicativos de celular, de acordo com matéria publicada no Correio Braziliense. Várias são as plataformas utilizadas e recomendadas por profissionais. O portal de notícias pontuou 3 aplicativos e eu encontrei um quando busquei no Google Play. Confira:


1- Outcome Feedback


Em português significa Retorno de resultados e foi desenvolvido por pesquisadores europeus para identificar problemas precoces de depressão, ansiedade e transtornos mentais de forma precisa.

O aplicativo rastreia sintomas como interrupção no ciclo de sono, perda de apetite, sensação de cansaço, dificuldades de relaxamento, entre outros e gera gráficos que mostram alterações no nível sintomático do usuário. 

Além disso, ele compara o estado de ânimo da pessoa com o esperado para aquela etapa do tratamento e visualiza as chances de melhorar e aderir mais ao tratamento. 



2- Focus


Aplicativo destinado para pacientes com depressão severa, transtorno bipolar, transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e esquizofrenia. Esta é uma plataforma onde é possível estar com ela em mãos em qualquer lugar ou momento. 

O Focus disponibiliza questionários pré-programados de avaliação diária de sintomas, gerenciamento de atividades e funções sob demanda, além de estratégias de controle, como técnicas de relaxamento e higiene do sono, reestruturação cognitiva para ideias de perseguição e manejo de humor. 



Veja mais aqui



3- Deprexis



Esta é uma plataforma interativa desenvolvida para auxiliar no tratamento da depressão leve e moderada.

Ele apresenta uma simulação de diálogo com o paciente em uma versão de testes, disponível aqui. A partir de perguntas, gera-se um algoritmo baseado nas respostas que você dá sobre como se sente, se tem dificuldade de dormir e relaxar, se abandonou as atividades e hobbys que costumava fazer, entre outras questões. O programa oferece explicações, ilustrações e áudios que incentivam as pessoas a fazer exercícios de relaxamento e descontração. Achei-o bem interessante.














4- Daylio





Aplicativo que auxilia no tratamento da depressão. Funciona como um diário pessoal onde todos os dias o Daylio nos pergunta como estamos emocionalmente falando e o que temos realizado de atividades. A partir disso, ele traça um gráfico de humor.



Baixe agora mesmo.



No Brasil, o uso da tecnologia para melhorar a saúde mental ainda está em seu início, mas já é uma realidade e os profissionais da área já aceitam a ideia. Eu tenho me acostumado a usar a última tecnologia apresentada e tenho gostado muito.

E vocês, gostaram das plataformas? Já conheciam? Elas ajudam no tratamento de doenças psíquicas? Digam tudo nos comentários! J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 11 de setembro de 2018

É possível amenizar fobias com gifs animados?




Você tem medo de que? Qual é sua fobia? Por sermos humanos, sensações de insegurança e paranoia fazem parte de nós. Não estamos imunes à isso. Temos arrepio, pavor e agonias que muitas vezes não sabemos de onde veem. São medos irracionais e psicológicos que não entendemos porque sentimos e não controlamos. Situações como essas podem gerar vergonha ou desconforto. Muitos preferiam não passar por elas. São episódios tristes e difíceis de lidar.

A ilustradora e artista eslovena Petra Švajger decidiu trabalhar com medos e fobias de uma forma inovadora. Ela criou autorretratos pisicológicos representando fobias que ela mesmo possui. Chamado de Anxiety Self Portrait, o projeto utiliza a técnica de GIF's que deixa a representação da doença mais divertida, lúdica, dinâmica e criativa. 





A modelo de cada imagem é a própria Petra. Ela interage com as animações, sofrendo as ações das fobias. O fundo de cada arte é cinza e a artista aparece sempre no canto inferior direito trajando um casaco preto.




As fobias retratadas por Preta e que ela possui são: nictofobia (medo irracional do escuro ou da noite - imagem acima), cinofobia (pavor de cães), fobia social (desconforto ou medo de uma pessoa em uma interação social) e talassofobia (pavor do mar). Dessas acredito que tenho fobia social, pois tenho medo de falar em público e das reações das pessoas sobre mim, mas tenho relevado isso.













Acredito que a eslovena utilizou as fobias e medos ao seu favor. Quando criou essas ilustrações é como se estivesse lidando com cada um dos seus medos. Ao visualizá-los, soube amenizá-los e percebê-los como realmente são - sem maximizá-los ou diminuí-los. Foi como se os resignificasse e até procurasse diversão e alegria por meio disso. Veja o que ela disse sobre o projeto:

“Eu queria fazer algo que mostrasse quão tolos os meus medos realmente são”.



O mesmo ela fez no projeto Parasomnias - em que retrata distúrbios do sono de uma forma criativa e resignificando a paralisia do sono, dormir comendo, síndrome das pernas inquietas e insônia.















Neste ensaio predominaram o branco, branco gelo e cinza em pequenos detalhes. 



Paixão por gifs!


Desde 2010 Petra Švajger é apaixonada por fazer gifs e não se vê fazendo outra coisa. Ela conseguiu passar várias mensagens combinando ilustração, fotografia e vídeo de uma maneira única e autoral. 

Petra mesclou o real e imaginário de forma delicada, envolvente e interessante. Atualmente são 24 projetos diferentes, que envolvem gatos, ratos e coelhos; fobias; distúrbios do sono; hábitos matutinos; obsessões por coelhos; e Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC's). Veja uma seleção de imagens criada por mim:














Flipbooks e mais!


Além de criar gifs incríveis, Petra idealiza flipbooks (livro de pequenas dimensões, ilustrado por um conjunto de imagens sequenciais que variam gradualmente, de página para página). É o caso do flipbook Anxiety Self Portrait. Veja:




Além disso a artista fez o design e animação de um livro chamado Animated Textbook- Anatomy. O resultado ficou incrível. Confira:





































Petra Švajger é uma artista versátil e diferente de tudo o que vi. Já a conheciam? Vocês acreditam que é possível amenizar fobias, distúrbios do sono e TOC's com gifs animados? Deêm suas opiniões nos comentários! J-J


Mais informações 
Site 





Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Arquiteto italiano Federico Babina cria ensaio para discutir doenças psíquicas e mentais



O arquiteto e designer italiano Federico Babina recentemente chamou a minha atenção por criar uma série de ilustrações para um ensaio intitulado Archiatric (Arquitetônico), em que faz diversas analogias entre doenças mentais e psíquicas com construções e obras arquitetônicas. Resolvi trazer esse ensaio por estamos na campanha Janeiro Branco - um projeto dedicado à conscientização e à prevenção em relação à Saúde Mental (Você pode ler mais a respeito aqui).





Antes de falarmos do ensaio propriamente dito, é importante perceber o estilo de Federico Babina. Ele é um amante das formas e estruturas e suas obras são inspiradas na arquitetura. Possui um estilo geométrico bastante próprio e único ao utilizar elementos surreais, além de trazer certo humor ao seu trabalho. Abaixo separei algumas ilustras para que entendam suas peculiaridades:





Babina, então, criou o projeto Archiatric com 16 ilustrações que ao mesmo tempo são abstratas e fantasiosas, mas também reais, principalmente para quem vive na pele algum desses transtornos. 

Imagino a dificuldade do artista italiano de apresentar as doenças visualmente, uma vez que só quem sabe o que significam é quem já sofreu por causa delas. Mas ele consegue, com tato e delicadeza, ilustrá-las, além de trazer um conceito que todos nós podemos refletir: que o nosso corpo é uma casa que precisa ser cuidada e preservada e que muitas vezes ele, assim como a casa, pode ser destruído, abalado, mas também reconstruído. 

Desse modo, Babina ilustrou as seguintes doenças: Bipolaridade, Fobias, Paranoia, Dislexia, Transtorno Alimentar, Transtorno Dissociativo, Transtorno de Gênero, Narcolepsia, Ansiedade, Depressão, Insônia, Demência, TOC, Alzheimer, Esquizofrenia e Autismo. Abaixo você pode conferir a representação de cada uma delas:


































































Para dar mais veracidade e entendimento ao seu trabalho, Federico Babina criou um vídeo no Youtube que traz cada uma das ilustrações em movimento. O resultado ficou mais reflexivo e espetacular ainda. Assista:






Vejo que em um mês como esse (Janeiro Branco), o projeto Archietric é fundamental para a conscientização das pessoas sobre doenças psíquicas e mentais, bem como acalora e torna mais evidente as discussões sobre Saúde Mental, algo de suma importância para a humanidade.

Gostou do ensaio? Ele chamou sua atenção? Diga nos comentários! J-J


Mais informações
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Por: Emerson Garcia
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