terça-feira, 17 de maio de 2022

O que vem depois dos 'Felizes para sempre'? O ilustrador americano Isaiah Stephens descobriu!

As estórias de contos de fadas costumam terminar com um beijo romântico e o famoso "Felizes para sempre". Mas, e se as princesas pudessem se tornar mães? O ilustrador americano Isaiah Stephens teve essa ideia em 2016, em um trabalho publicado na revista Cosmopolitan. Que legal seria se as princesas fossem retratadas vivendo alegrias e os desafios da maternidade, né?!

A série de ilustrações é divertidíssima e fofa. Isaiah desenhou as personagens barrigudas, dando a luz, amamentando, dando comidinha, banho e até mesmo brincando com suas crias. As princesas ficaram absolutamente lindas gravidinhas e cuidando de seus filhotes! Confira:


Aurora e o príncipe Philip




Mulan e Li Chang




Jasmine e Alladin




Rapunzel e Flynn Ryder 




Princesa Elsa




Tiana e Naveen




Cinderella




Bela



Ariel



Pocahontas


Nas imagens Isaiah quis retratar o cotidiano materno das princesas da Disney depois ou durante da gravidez. Elsa brinca com seu filho que também tem o poder do gelo; o príncipe Naveen recebe um jato de xixi do filho; Bela amamenta seu bebê em uma linda paisagem, entre outras criações. 

Isaiah possui uma criatividade bem acentuada. As princesas da Disney podem ser inseridas em cenários diferenciados e em várias dimensões. J-J


MAIS INFOS 

Tumbrl 

Instagram


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Seja impactado por 'O tribunal', nova peça da Cia. Nissi!

A Cia. de Artes Nissi está com uma peça nova em cartaz desde março chamada O Tribunal. Tive a oportunidade de assisti-la e fui impactado por essa estória original e surpreendente. Já conheço a companhia desde meados dos anos 2010, por meio de sua peça de maior sucesso - O jardim do Inimigo. Inclusive, assisti uma versão comemorativa de 10 anos do trabalho, à qual também exibi em uma atividade no departamento de homens da igreja à qual faço parte. A cia. consegue surpreender por sua qualidade, originalidade, sempre trazendo reflexão e evangelismo por meio das artes. 22 anos depois o grupo ainda consegue surpreender com O Tribunal


A peça se passa toda em um tribunal e conta com personagens para lá de caricatos. A versão que assisti foi com dois advogados/juízes coelhos e duas ovelhas amigas, que podem ser consideradas rés. Uma das ovelhas é acusada, sem fundamento, por um crime que não cometeu e isso pode destruir o seu primeiro amor. As ovelhas são guiadas pelos coelhos e ouvem suas vozes, direcionamentos e persuasões. Elas são direcionadas por suas palavras. Uma confissão muda o rumo de toda a história. Até as convicções da plateia que assiste à peça também. Mas uma revelação e o que está por trás dos bastidores no tribunal, pode mudar sua opinião e a forma como você percebe a estória. Verdades e mentiras estão diante do tribunal e podem te fazer tomar partido de uma forma totalmente diferente e talvez injusta.

Tudo caminhava muito bem, com as ovelhas vivendo alegres e felizes, até que algo aconteceu. Essa ovelha seria culpada por um crime? A peça faz questão de responder essa pergunta em um tribunal. Há testemunhas, acusadores, advogado de defesa e acusação e o Juiz - aliás, o Juiz dos juízes! 

A peça trata de questões como manipulação, acusação, absolvição, defesa, julgamento, perdão, entre outros. A pergunta principal que a produção nos faz é: qual voz você tem ouvido? Aqueles que querem manipular sua mente só encontram espaço para acusar! Mas você não deve jamais esquecer que Deus é o seu Juiz, Jesus é o seu advogado fiel e o Espírito Santo é o seu intercessor em todo o momento. Você não pode se deixar se levar por acusações, muito menos desfalecer diante das mentiras!

Confesso que o início lembra bastante O Auto da Compadecida, mas depois a peça toma seu próprio rumo, com bastante originalidade. Aliás, a originalidade é a principal característica dessa trupe que consegue realizar um trabalho lindo de missões por meio das artes. Sim, a peça emociona, faz refletir e evangeliza de uma forma intensa e sobrenatural. Apesar de ser uma estória ficcional, com personagens-animais, a peça é dotada da Palavra Divina e de princípios da Bíblia Sagrada. 

O momento em que um dos advogados coelhos fala "Te Telestai" me deixou de coração na boca, me arrepiou e me fez levantar da cadeira e aplaudir. É uma das partes mais emocionantes de toda a produção. Te Telestai é uma expressão grega que originalmente se escreve τελεστές e significa que "Está consumado" ou "Totalmente pago". Essa palavra foi a última que Jesus disse nos momentos antes de morrer na Cruz do Calvário por mim e por você. Não tenho certeza se ela é utilizada no ramo jurídico, mas na peça faz total sentido. Aliás, poderia ser, sim, uma expressão do direito e dos tribunais! 

A repetição de cenas é algo muito bem feito e técnico e serve para explicar várias atitudes ao espectador durante a peça. É como se você visse, novamente, uma mesma cena, mas por outro ângulo, ponto de vista, com novas explicações e motivações. Você simplesmente fica de boca aberta com o plot twist e a virada na peça e várias fichas caem ao decorrer da peça do porquê as ovelhas estavam agindo assim ou assado. Até mesmo os coelhos advogados e juízes tem sua reviravolta no roteiro. O momento em que o coelho acusador usa cordas te incomoda, assim como as cenas em que ele deixa de lado seu adereço com orelhas e o utiliza em outras pessoas ou situações. Você fica com a boca aberta com as cenas. Uma melhor que a outra!

A cia segue a tradição de investir mais na estória, caracterização, diálogos, figurino e maquiagem do que propriamente no cenário. Na apresentação que assisti, o cenário contou apenas com duas cadeiras e um telão que exibia uma ilustração de tribunal. Eles optam por cenários minimalistas porque  a trupe viaja muito pelo Brasil a fora e é dispendioso levar cenários por aí. Então, eles focam mais na interpretação, maquiagem, diálogo e figurino. É interessante que a interpretação dos coelhos e das ovelhas é impecável. Eles possuem muita presença no palco e utilizam até as cadeiras do cenário para suas performances. Eles dançam, fazem carão, caras e bocas e, com certeza, convencem com a interpretação. E o que dizer do figurino e maquiagem?! Tudo de qualidade e muito bem feito!

Sobre a trilha sonora de O Tribunal também é importante mencionar e elogiar. Que instrumentalidade original e incrível é essa?! Preciso confessar que o som de um relógio "tictaquizando" por vários momentos me deixou bem perplexo e vidrado à peça. E que interpretação musical foi aquela dos coelhos advogados ao final? Um pouco caracterizados ainda, apenas sem um pouco de maquiagem e sem o adereço na cabeça de coelhos. Não há como não se emocionar com a mensagem proclamada musicalmente. Eles cantaram a belíssima música, que tinha tudo a ver com a peça - Não mais escravos "Eu não sou mais escravo do medo Eu sou filho de Deus Eu não sou mais escravo do medo Eu sou filho de Deus", é o que diz parte da canção e que emocionou os presentes. 

Aliás, que mensagem evangelizadora a peça trouxe! Com certeza ela me emocionou bastante por diversas vezes, embora não tenha esboçado nenhuma lágrima (A moça que estava ao meu lado se debulhava e chorava muito). Naquela manhã, muitas vidas foram impactadas e restauradas. Uma bela mensagem pascoal, semanas antes da Páscoa. Com certeza foi uma mensagem impactante, que tem mudado a vida de milhares de pessoas que a assistem. Não há como ficar inerte a O Tribunal!

A versão que assisti é com um elenco bem enxuto. São apenas 4 personagens que atuam. Há outras versões com mais dois personagens, totalizando 6. Acho interessante essas produções com elenco enxuto, pois permite trabalhar melhor cada um dos personagens. 


A Cia de Artes Nissi tem a minha admiração. Ela atua no Brasil e em outros países nos cinco segmentos da arte, são eles: teatro, dança, música, circo e cinema, sendo pioneira no ramo da arte cristã brasileira. Recomendo assistir essa peça. Ela te impactará. J-J




CONHEÇA MAIS 


Por: Emerson Garcia

sábado, 14 de maio de 2022

Entre Frames: Ceasefire - For King and Country





Estou aqui para proporcionar entretenimento e conhecimento à vocês. Está no ar mais um Entre Frames! Na edição de hoje analiso o clipe Ceasefire da banda For King and Country. Lançado no dia 27 de julho de 2016 no Youtube, o vídeo foi produzido como promoção do filme Ben Hur (2016). O clipe tem quase 9 milhões e 500 mil visualizações, 59 mil likes e 1,2 mil deslikes

Ceasefire mistura cenas do filme com de clipe. Nessa análise, me ative falar dessas últimas, já que ainda não assisti ao longa. 

For king and country é uma banda formada por dois irmãos e músicos que conheci há uns 5, 7 anos atrás. Seu estilo é pop gospel. FK&C possui músicas dançantes, reflexivas e emocionantes.

Bem, agora é a hora de apertarem o play e assistirem ao clipe:





Selecionei vários pontos dos clipes por tópicos. Vem comigo!



Estética




Com o tema de fogo no título e na letra o clipe possui cores quentes, são elas: amarelo, amarelo queimado e dourado. Desse modo, o clipe apresenta frescor e calor por conta disso. Não há variações de estética no clipe, ou seja, do início ao fim ele mantém suas cores. Esse efeito se sobressalta com a fotografia do filme, que possui uma coloração e matiz totalmente diferente.


Luz natural



O clipe utiliza muito a luz natural, ou seja, ele aproveita a luz do sol e das janelas. O uso da luz natural talvez explique a estética do clipe. Muitas vezes, como veremos adiante, a luz do sol produz o efeito de silhuetas nos cantores e banda. Esteticamente falando, a utilização da luz natural deu um ar interessante. 


O ambiente e os personagens

O clipe é todo ambientado no que parece ser uma produtora de itens oriundos do ferro e aço, pois há ferreiros que trabalham com serras que emitem faíscas por todos lados. Esse efeito contribuiu com a estética do vídeo, como veremos mais à frente. 

No clipe há uma mesclagem dos cantores, músicos e construtores. Eles atuam e convivem no mesmo ambiente. 


Movimento de câmera

Mesmo que o clipe se passe em apenas um ambiente (tópico anterior) a câmera é dinâmica e se movimenta de forma criativa pelas cenas, seja focando nos cantores, músicos ou nos ferreiros. Há vários closes nos rostos dos cantores ou nos itens construídos, assim como movimentos de dentro para fora (4:09-4:12). 


Closes


Para descrever esse tópico cito os trechos e explico logo abaixo:

- troca de closes: um recurso bastante utilizado no clipe foi o de alternar closes entre os cantores/irmãos Joel e Luke Smallbone (2:09-2:10). Isso trouxe dinamismo. 




- foco: em outro trecho focou-se nos ferreiros (0:45-0:48) e em seus instrumentos - martelo e serra elétrica no ferro. 




Simetria e centralismo 

Em sua maior parte Ceasefire é simétrico e centralizado, o que trouxe certo equilíbrio e harmonização ao mesmo. Cito os trechos em que isso ocorre:

- Centralismo dos cantores (0:00-0:02);




- Equilíbrio dos cantores, músicos e ferreiros (2:43-2:45);



- O clipe finaliza com os cantores lado a lado de forma simétrica (3:54);


- Simetria do Luke. Ele abre os braços ao mesmo tempo das faíscas (1:16); 



- Cantores nas extremidades do vídeo (3:20); e



- Luke Smallbone aparece centralizado no clipe. (0:11)


Descentralismo

Há cenas que exploram o descentralismo, mesmo que possa não parecer, como no momento que Joel surge na lateral direita (0:17-0:19). 



Alinhamento

O alinhamento dos atores do vídeo é interessante e certinho. Destaco o trecho 0:45 e o final do vídeo, em que os cantores, músicos e ferreiros aparecem alinhados lado a lado, como um exército, o que demonstra união e força - o cessar-fogo, como diz o título da canção. 



Formas simétricas e geométricas

O clipe não somente é simétrico, como apresenta objetos e itens simétricos e geométricos (0:07-0:10). Merece destaque aqui as janelas e mesas retangulares, como os próprios retângulos e quadrados das paredes da cena. 


Efeitos artísticos



Como já adiantei, o clipe tem vários momentos artísticos protagonizados, principalmente, pelas serras elétricas no momento que esmiuçam o ferro (0:03-0:04). Por vários momentos o clipe se enche de faíscas de fogo que brilham em nossos olhos (0:23-0:28). É um efeito grandioso, que combinou com a predominância dos tons de amarelo. 

É incrível ver o trabalho dos ferreiros e o que eles são capazes de construir. No clipe constroem um capacete e uma espada (0:49), objetos bastante utilizados no longa Ben Hur. Entre 1:01 e 1:03 a atividade dos ferreiros se torna mais intensa e vistosa. 


O instrumental do clipe também conta!



Nessa análise já falei dos cantores e dos ferreiros, mas os músicos também tem seu valor e abrilhantaram o clipe. O vídeo é muito sonoro e instrumental. Há partes em que foca-se nos instrumentistas e instrumentos. O curioso é que existem instrumentos que não estava acostumado a ver e ouvir, como tambores e um com vários metais. 

O interessante é que houve uma sincronia entre o toque de tambores e os martelos e instrumentos dos ferreiros (0:44) e também de um instrumento com vários metais com os tambores e bateria (1:04).  

O ápice do vídeo é na parte instrumental, quando foca-se nos instrumentistas (3:03-3:17), em que os cantores pulam e mexem seus corpos (3:03-3:04). É como se diz no linguajar musical: o ponto alto e forte da canção. 


O que essa frase significa?


Ceasefire é um clipe cheio de significados e reflexões (como veremos adiante). O curioso é que em muitas partes os cantores utilizam da expressão corporal para dar sentido às frases. Destaco cinco frases ditas no clipe e seus significados:


1. "Ceasefire": a palavra significa "cessar-fogo" e quando foi pronunciada no clipe, Joel colocou a mão pra frente, como se estivesse impedindo o fogo (2:28-2:29). 



2. "Transformar nossa dor em esperança": para quem pedir que nossa dor seja transformada em esperança? Joel tem a resposta: à Deus. Nesse trecho ele estende as mãos como se estivesse pedindo clemência ao Todo Poderoso (2:41-2:42).




3- "Ensine-nos a viver humildemente Amar incondicionalmente": a frase no clipe é um reconhecimento de que o ser humano precisa ser transformado. Nesse trecho Joel bate no peito (2:46-2:54), não como um fariseu, mas como um publicano (Entendedores da Bíblia entenderão!). 




4- "E concede-nos a Tua paz": para Joel a paz possui uma forma circular. Afirmo isso, pois quando a frase é pronunciada o cantor faz uma espécie de bola com as mãos (3:00). 




5- "Permanecendo lado à lado": uma das expressões mais bonitas e incríveis do vídeo é a que os cantores/irmãos estão em clima de cumplicidade e um ao lado do outro (3:33). E o que seria estar ao lado do outro? O que significa cessar-fogo? Vem comigo no próximo tópico!




Estar lado a lado e cessar-fogo



Em um mundo cada vez mais dominado pelo ódio e pela falta de amor, é necessário esquecer as diferenças, unir-se e deixar as guerras de lado. Fazer isso não é tarefa fácil, pois estamos falando de seres humanos com suas diferenças e interesses. Cessar-fogo, portanto, é uma atividade árdua, pois estarmos falando de nações e pessoas em conflito. A tendência é cada lado defender seus pontos de vista e pensar em si próprio. Mas que tal  fazermos como os cantores/irmãos e ficarmos lado a lado (3:17)? É claro que nesse processo haverá perdas, mas muitos serão os ganhos e pontos positivos. 

Ceasefire é um pedido claro de pacifismo e anti-guerra. O produtor executivo do longa Ben Hur, Roma Downey, expressou em comunicado a mensagem tanto da música/clipe como do filme. Ele disse o seguinte:

"Nosso país hoje está cheio de tanta raiva, tensão e violência, e essa música e nosso filme espalham uma mensagem de perdão e reconciliação que é necessária agora mais do que nunca."


Sabe, Joel e Luke me ensinaram uma verdadeira lição: que podemos deixar as diferenças de lado, nos unirmos e vivermos em comunhão. O entreolhar dos dois ao final do clipe (3:51) é acalentador e trouxe esperança ao meu coração. Viva o amor e não a guerra!


Letra


Já adiantei um pouco no tópico anterior do que fala a letra. Ou seja: amor, união, paz, alteridade. Destaquei os trechos que achei mais interessante:


"How do we save a life
Pointing fingers?"
(Como salvamos uma vida
Apontando os dedos?)

Como propagar o amor por meio do julgamento e ódio? São coisas totalmente opostas.


One by one, we will call for a ceasefire
One by one, we will fight for a better end
One by one, we could rewrite the headlines
Standing side by side
One by one, love is building an empire
One by one, reaching out to our enemies
One by one, we will make it to the finish line
Standing side by side
Ceasefire
(Um por um, nós clamaremos por um cessar-fogo
Um por um, vamos lutar por um final melhor
Um por um, poderíamos reescrever as manchetes
Permanecendo lado a lado
Um por um, o amor está construindo um império
Um por um, alcançando nossos inimigos
Um por um, nós vamos até linha de chegada
Permanecendo lado a lado
Cessar-fogo)

A solução para a falta de amor é a união. E a união não ocorre instantaneamente, mas "um por um". Uma pessoa sozinha não consegue cessar-fogo, mas se ela estiver unida com outras, o efeito será maior.


So easy to cast the first stone
It's harder to search your own soul
(Tão fácil atirar a primeira pedra
É mais difícil procurar sua própria alma)

Esse trecho salienta que é mais fácil olharmos para nossa volta, do que para dentro de nós mesmos. 


Música

No início, a música apresenta notas suaves do piano, depois ela cresce com o instrumento de metais, tambores e violinos. Tem um trecho em que as vozes dos cantores se sobressaem nos instrumentos e em outros os instrumentos são o verdadeiro destaque, como conversamos nesse post. O ritmo é pop rock.


Essa foi a análise de hoje. E vocês, se entreteram com o clipe? Digam nos comentários! J-J














Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Quinta de série #serieteners3: Adnet na CPI

Pode conter spoilers!




Estou muito feliz pois exatamente hoje (12) estreio o #Serieteners3! Percebo que esse tema ainda merece destaque aqui no blog, afinal o vírus está bem presente no mundo ainda. Depois do sucesso das duas edições anteriores (Não faço nada por acaso, tudo tem um por quê), retorno esse ano com #Serieteners3 - A indústria cultural sobre o COVID-19 pelo mundo. Foi ontem (11) que tive esse estalo de ideia que refletiu nesse subtítulo que tem tudo a ver com o que proponho nessa edição: produções de diferentes países e gêneros. Para o primeiro post, falo de Adnet na CPI

Lançada em 31 de maio de 2021, a produção contou com 12 episódios de em média 12 minutos cada. A produção, de comédia e humor, foi inspirada em posts recentes nas redes sociais de Marcelo Adnet sobre a CPI do COVID-19, que se instaurou no governo Bolsonaro. Adnet faz crônicas atuais, narrando o desenrolar das sessões com crítica e bom humor. O legal é que Adnet incorpora a voz do narrador esportivo Galvão Bueno e outros comentaristas esportistas, como Walter Casagrande, o que deixa o vídeo com uma comicidade tremenda. A faixa etária é de 12 anos.


Com episódios semanais, cada episódio focava em sessões com o bom humor de Marcelo. Baseado nas sessões, Marcelo observava os gestos dos depoentes e o que acontecia na mídia e no Brasil e, em cima disso, narrava as sessões, sempre com piadas e focos em detalhes. Foi interessante ver o desenrolar da CPI da COVID-19 pelo olhar de Adnet.

Assim como fez no Sinta-se em casa (Leia mais sobre aqui), Adnet gravou tudo de sua casa. A partir da sugestão de internautas de fazer essa dinâmica sobre a CPI, Adnet começou a trabalhar nisso, fazendo posts, depois uma rápida live, até chegar nesse formato. Marcelo falou mais do projeto:

“Acho que é interessante porque pode dar visibilidade e popularidade a um momento tão sério. Ao mesmo tempo em que é uma brincadeira, é também uma divulgação de um momento muito importante para o país.”




A atração foi ao ar às segundas-feiras, de forma semanal, diferentemente do Sinta-se em casa que era diário. Estando disponível também para não-assinantes da Globoplay. É possível assistí-la também na AppleTV



Cada episódio tinha um viés, um foco e trazia uma arte distinta com uma frase marcante. Confira: "Haja comissão" (Ep. 1); "Olha a pressão (Ep. 2); "Mexe na bola!" (Ep. 3); "CPI e você, tudo a ver" (Ep. 4); "Alô, central do apito" (Ep. 5); "Que jogo louco, amigo" (Ep. 6); "Cartão vermelho!" (Ep. 7); "É treta!" (Ep. 8); "Volta, olímpiadas" (Ep. 9); "Chamou o VAR" (Ep. 10); "Perdeu de W.O." (Ep. 11); e "É, Brasil" (Ep. 12). 

Os vídeos fizeram enorme sucesso, pois Adnet ironiza os depoimentos dados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do COVID-19, que investiga supostas omissões e irregularidades nos gastos do governo federal durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Se a CPI já foi um circo naturalmente, imagine com as narrações de Adnet?!



O humorista comenta as falas de autoridades como se fosse locutores da própria Globo. Com a voz de Galvão Bueno, ele narrou o depoimento de Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores. Leia um pouco:

“Bem amigos da Rede Globo, aí está ele Ernesto Araújo. Ele vai enrolando, ele vai gaguejando, chanceler, embaixador, não sabe o que é o quê. Parece inebriado pelo álcool gel. Suas palavras não fazem mais sentido, ele vai dando voltas com a bola em campo. Ele joga sem nenhum objetivo, joga para o lado. Ele vai gaguejando, ele que não tem nenhuma intimidade com a máscara. A máscara vai caindo, os argumentos vão caindo por terra. Ele não sabe mais o que fala, gesticula ao léu. E aí Renan Calheiros está jogando mais à esquerda do que já jogou ao centro.”



O ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello também foi ironizado por Adnet:

“Aí está Eduardo Pazuello. Afasta o microfone, volta o microfone, visivelmente nervoso. Ali à esquerda Renan Calheiros, o Brasil com ele, quem diria!”

Até Casagrandre não escapou da imitação de Adnet. 

Galvão Bueno elogiou a imitação de Adnet em uma postagem:

“Amigo, você está fazendo eu melhor que eu.”


 

Apesar de ser um assunto sério, a vontade que você tem ao assistir a produção é de sorrir. Adnet manda muito bem na narração e tem sacadas incríveis. Ele é um ótimo observador dos comportamentos dos depoentes e da comissão. Talvez Adnet volte com novos episódios, dependendo de como a CPI caminhar. Recomendo a produção! J-J



Por: Emerson Garcia
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