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sexta-feira, 29 de março de 2019

Coca-cola e a diversidade: animais da mesma espécie unidos



Recentemente (15) a Coca-Cola introduziu ao lado de seu ícone maior, o Urso Polar, novos animais. A ideia é pregar a diversidade e união entre bichos de mesma raça. Sabemos que não há apenas o Urso Polar, mas outros tipos de ursos espalhados por todo o planeta Terra. Desse modo, a campanha apresenta o já famoso urso polar de cachecol vermelho abraçado com um panda, um urso pardo e um urso negro, todos tomando Coca-Cola

A campanha é da empresa alemã chamada Heimat e tem sido veiculada por meio de cartazes e pôsteres digitais em trens locais. No site da empresa e nas latinhas de Coca-Cola, contudo, não há nenhuma menção à esse novo conceito da marca. Aqui em casa, por exemplo, tenho latas de Coca-Cola que tem famílias de ursos polares. Veja:




Os ursos polares da Coca-Cola passaram por várias transformações de design e layouts desde sua origem. Só para terem ideia, os ursos polares da marca possuem quase um século - 97 anos para ser mais preciso -, sendo lançados pela primeira vez em 1922 na França. De lá para cá, ganharam famílias, filhotes e novos desenhos. 




Assista uma propaganda de natal que apresenta os ursos polares:





Agora, a Coca-Cola resolve inovar e trazer o urso polar com uma nova família, nada parecida com ele. 


Outros amigos do Urso Polar




A Coca-Cola decidiu trazer animais, da mesma raça, de todos os continentes, mostrando que é global e abrange todas as etnias. O Panda, por exemplo, é da Ásia - China; o Urso Polar - do Círculo Polar Ártico; o Urso Pardo - encontrado em vários continentes; e o Urso negro - encontrado do Alasca ao norte do México. 

A matiz de cores deles também é diferenciada e varia da cor branca, marrom claro, até marrom escuro e preto. 

A partir de agora, falo mais de cada um dos novos amigos do Urso Polar e do próprio Urso Polar. 


Urso Polar



É também conhecido como urso-branco e é um mamífero carnívoro da família Ursidae. Ele é encontrado no círculo polar Ártico e é o maior carnívoro terrestre conhecido e o maior urso de sua raça. 

Na campanha da Coca-Cola ele se apresenta como um urso amigo, de família e alegre. 



Panda




Também da família Ursidae, é encontrado na República Popular da China. Ele possui focinho curto, pelo preto e branco e um jeito pacífico e bonachão. 

Na nova campanha da Coca ele parece ser simpático e aberto à novas amizades. 



Urso negro




Ele também é conhecido como baribal e é um urso norte-americano, visto desde o Alasca até o norte do México. Pode alcançar 2,20 m de comprimento, 1,10 m de altura e 360 kg. O urso negro vive cerca de 15 anos, podendo chegar até os 40.  

Na nova campanha da Coca ele aparece com seu jeito doce, porém reservado. 



Urso pardo




Também da família Ursidae, é um mamífero carnívoro e que pode ser encontrado em praticamente todo o globo terrestre. 

Na campanha nova da Coca ele é um dos mais tímidos e retraídos. 




A mensagem



A nova publicidade da marca de bebidas apresenta a seguinte frase: We may look different. But there's more that unites us than divides us. Em português ela significa: "Podemos parecer diferentes. Mas há mais que nos une do que nos divide"

Legal essa mensagem, né?!



A Coca-Cola já trouxe o conceito de diversidade em outras oportunidades




Não é a primeira vez que a Coca-Cola apresenta o conceito de diversidade. Pode ser a primeira que incorpora em animais, mas ela já tratou do assunto no âmbito humano e social, com a campanha Viva a diversidade. Assista:






A propaganda apresenta pessoas de diferentes gêneros e raças e ainda brinca com montagens e adereços de aves. Bem interessante mesmo.


Gostaram da nova campanha da Coca-Cola?! Não vejo a hora de ver esses desenhos nas latinhas  e no site da marca. J-J



Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 11 de março de 2019

Desafio dos 10 anos do meio ambiente



O que mudou em você em 10 anos? Eu ganhei alguns quilos, meu rosto ficou mais redondo e minhas mãos ficaram fofinhas. O desafio dos 10 anos ou #10yearchallenge tem o objetivo de apresentar as transformações das pessoas entre 2009 e 2019. Este desafio foi um sucesso e ganhou as redes sociais. Pessoas comuns e famosas entraram na onda e postaram suas fotos no Instagram e no Facebook. Recentemente, a brincadeira obteve um novo significado.

O que será que mudou no meio ambiente nesse período? Como a fauna e a flora se comportaram em 10 anos? Sabemos que em 10 anos, o número de fábricas aumentou, assim como o aquecimento global, desmatamento, degradação dos animais, lixo, guerras e desastres naturais. Em 25 de janeiro podemos acompanhar de perto uma dessas transformações: a cedição da barragem de Brumadinho (MG)

A maioria delas tem a ver com as atitudes dos seres humanos frente ao meio ambiente - como veremos nas imagens a seguir. Tais mudanças oferecem um ar negativo não só ao meio ambiente, como aos seres humanos.

Famosos como Anitta e Leonardo DiCaprio, além de pessoas comuns postaram imagens das mudanças de 10 anos do nosso planeta Terra. Confira:



Os animais polares sofrem com o aquecimento global.






Uma garrafa de plástico demora 450 anos para se decompor. Então, vamos nos conscientizar e não jogá-las em rios e mares. 





Essa é a Mata Amazônica e o resultado de seu desmatamento. Não há quase nenhuma área virgem mais. 





Uma garrafa será uma garrafa em 2009, 2019 ou 2109. 





O aquecimento global tem acabado com as geleiras dos polos. 





Rio Doce em uma passagem de 10 anos após a cedição da barragem de Brumadinho. Não há mais água potável para consumo.





Assim ficou Brumadinho depois do desastre ecológico que poderia ser evitado.



Esse post tem o objetivo de conscientizar a população. O que estamos fazendo com o planeta que vivemos? J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Cavalo pintado: atividade lúdica ou crime animal?



Uma polêmica envolvendo um cavalo pintado à tintas por crianças ganhou destaque nos últimos dias. Afinal de contas, seria uma atividade lúdica ou um crime animal? Os defensores de animais e politicamente corretos ficaram com a segunda opção, sem perceber os contextos da situação.

Tratava-se de uma atividade terapêutica e pedagógica da colônia de férias da Sociedade Hípica de Brasília com o objetivo de aproximar as crianças do cavalo Thor. Elas "pintariam o sete" em um cavalo branco, que logo após seria lavado.  A tinta utilizada não era tóxica e não gerou doenças ou alergias ao animal. A criança Catarina Borges, de 8 anos, diz ter achado legal e divertido pintar o cavalo, mas somente ela mesma pode perceber a função terapêutica que a atividade gerou.

Os críticos viram apenas o lado do animal, sem levar em conta o fator terapêutico nas crianças. Os que defendem os direitos do cavalo Thor, são os mesmos que alijam o bem-estar físico e psíquico das pessoas. Acredito que muitos deles não sabem os efeitos de uma equoterapia para crianças com Síndrome de Down, deficiência motora ou alguma paralisia física ou cerebral. Mas claro, o animal deve vir antes dos seres humanos. Quando apenas defende-se o animal, anula-se a equoterapia e atividades lúdicas e seus efeitos.


Atestado de Sanidade Mental do cavalo Thor. I Internet




Acredito que confundiu-se o que é ou não mau-tratos aos animais. Maus-tratos não é pintar um cavalo com tinta não-tóxica, acariciá-lo, tratá-lo bem, alimentá-lo e lavá-lo. Outrossim, é prendê-lo e retirar suas defesas, deixar de alimentá-lo ou bater nele. Isso sim são maus-tratos e isto deveria ser investigado e punido. 

Os críticos disseram que a Hípica tratou Thor como um "quadro ou cartolina branca", "com abuso", "objeto" e/ou "coisa". Gostaria que mostrassem onde o Thor foi tratado desta forma, visto que é um animal bem tratado e cuidado, que ganhou até mesmo o nome do deus do trovão. Assim como existem cavalos destinados à equoterapia, há para essa atividade de pintura. Os cavalos tem sua função com crianças. Os cavalos estão para as crianças - e não as crianças para os cavalos - e isto não é percebê-lo como uma "coisa".



Cavalo Thor lavado após atividade. I Internet



O jornalista Sergio Maggio em matéria opinativa do Metrópoles demonizou a atividade terapêutica, não a reconhecendo como tal, e a comparando com maus-tratos pesados e violentos. Achei a atitude do jornalista questionável, parcial e com um único objetivo: colocar a Sociedade Hípica de Brasília no banco dos réus. Só para terem ideia, ele conceitua a atividade lúdica das seguintes formas (Sem filtros!): "atividade mesquinha", "entretenimento humano", "divertimento humano" e "de bel prazer". Em momento algum ele fala dos benefícios da atividade

Por outro lado, Maggio equipara a atividade lúdica de pintar cavalos com maus-tratos extremos de animais, como: "amarrar um cachorro faminto numa corda e deixá-lo morrer à míngua", "rinhas de galos e cachorros", "cruéis rodeios" e "prender três urubus". Gostaria de perguntar em que momento a atitude lúdica se compara à essas? Não há uma relação direta, e isto está claríssimo.

O jornalista ainda tem o descalabro de comparar o cavalo com uma "cartolina em branco, que depois que lambuzam-na em mil cores, jogam-na no lixo". Sinceramente, não percebi esse desprezo das crianças com relação ao Thor. Pelo contrário, eles foram carinhosos com o animal e o coloriu de mil cores sortidas, enfeitando-o com cores preferidas, criando vínculos com ele, sentindo texturas e formas e trabalhando com objetivos simplesmente terapêuticos. Por que, então, deixar de lado e desprezar um animal que foi motivo de alegria e descontração para crianças, como bem ratificou o jornalista?

Por fim, Maggio se pergunta: "Qual a relação disso tudo com o cavalo borrado de tintas da Hípica de Brasília?". Ele mesmo responde: "Talvez, não tenha relação alguma". Já que não há relação, porque ele fez questão de citar os fatos de maus-tratos violentos? Esta é a pergunta que não quer calar. 


Cavalo pintado no mundo. I Internet



De fato, o novo assusta. Foi assim no início da equoterapia, e é assim agora. Mas a atividade de colorir cavalos não foi criada na Sociedade Hípica de Brasília e não é uma novidade (Há até mesmo concursos mundo afora com essa temática). A fundação americana Horse Boy Foundation, no Texas, utiliza a pintura em cavalos com pacientes que apresentam Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) com o objetivo de aproximação, acolhimento, aprendizagens, estimulação sensorial e coordenação motora. A atividade por lá tem surtido efeitos e não gerou nenhuma espécie de polêmica.

É preciso entender a ação pedagógica como apenas lúdica, e não como maus-tratos ao animal, pois isso jamais houve. E o que é lúdico? É o desenvolvimento de aprendizagens, criatividade e técnicas que geram prazer e mudanças físicas e mentais. A partir do momento que entendermos que o animal foi tratado como animal, e não como objeto, e que ele tem sua função, daí sim, compreenderemos que não houve abuso na atividade em questão. J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 5 de junho de 2018

Não sou a favor da suspensão total do racionamento de água no Distrito Federal e explico o porquê



Após um ano e meio o racionamento de água no Distrito Federal chegará ao fim no próximo dia 15. A decisão foi tomada com base na mudança de hábitos dos brasilienses e nos níveis de água dos reservatórios de Santo Antônio do Descoberto e Santa Maria. O primeiro encontra-se com 93,9 % e o segundo com 59,8 % de volume útil de acordo com a Adasa (Os dados foram colhidos no dia 04).

Em 17 meses a população brasiliense já habituou-se a toda semana ficar sem água por pelo menos 30 horas. Várias atitudes foram tomadas por cada um: lavar roupas em máquinas só uma ou duas vezes por semana; banhos mais curtos; reaproveitamento de água de máquinas de lavar e da chuva; varrer a garagem ao invés de lavá-la com mangueira; e baldes e baldes foram comprados para armazenagem do líquido precioso. A dúvida que permanece é se com o fim do racionamento a conscientização da população continuará, ou dará espaço para hábitos esbanjadores.






Acredito que a atitude de poupar recursos hídricos deveria ser contínua, já que o Distrito Federal, após a suspensão do racionamento, vivenciará o período de estiagem de chuvas e seca em meados de agosto. Não devemos acreditar que os níveis do reservatório de Santo Antônio do Descoberto permanecerá elevado para sempre. O especialista em Economia Ambiental e professor da Universidade de Brasília (UnB) Gustavo Maior acredita ser errôneo apegar-se aos dados atuais dos reservatórios. Veja (com grifos):

"Não pode fazer a conta pelo volume que está agora. A conta é de quanto estará no final da seca, lá para novembro. Se a seca for acentuada e o consumo aumentar, como estará o Descoberto? Voltará a ficar com 5%?”, salienta.


Além de Gustavo Maior, outros profissionais acreditam não ser prudente suspender o racionamento no próximo dia 15 de junho, antes das estiagens das chuvas e da seca. O ideal seria paralisá-lo em agosto.

Também não sou a favor da suspensão total do racionamento de água, logo agora que os brasilienses se habituaram a viver sem ela uma vez por semana e criaram hábitos conscientizadores - mesmo que por obrigação ou forçosamente. É aquela questão né?! A crise te obriga a se reiventar. Se ela não existe ou acaba, as pessoas se acomodam e passarão a pensar: "Eu posso esbanjar água. Ela está quase 100% no reservatório"

Por que a suspensão do racionamento não poderia ser paulatina e/ou paliativa? Por exemplo, racionar a água nas cidades a cada 15 dias, em feriados ou em um dia do final de semana até agosto? Ou então, ao invés de 24 horas (Ou 30 horas) sem água por semana, o consumidor ficasse sem o recurso até 15 horas (Ou 18 horas)? São inúmeras as medidas para diminuir o racionamento de água, ao invés de suspendê-lo completamente

Obras como o Sistema Produtor de Corumbá IV, o subsistema do Bananal/captação de água do Lago Paranoá e do Descoberto ajudaram no aumento das taxas dos níveis dos reservatórios. As intervenções ocasionaram em cerca de 16,5 % a mais de captação de água. Contudo, para captar ÁGUA é preciso de ÁGUA e o que seria captado caso a seca fosse severa esse ano? Milhões de recursos investidos perderiam o sentido e o Distrito Federal teria prejuízos socioeconômicos. 





Para os níveis de água dos reservatórios não chegarem à números alarmantes é necessário a confluência de uma série de fatores, como: a conscientização da população e números razoáveis de chuvas. Deve ter uma relação simbiótica entre o uso racional da água e as chuvas. Várias hipóteses devem entrar em pauta, como: quando os níveis decaem, espera-se que se chova; quando os níveis diminuem e não há chuva, é requerida a economia das pessoas. Não só o consumo racional tem fator preponderante nessa questão, como as chuvas, pois são elas que ajudam a recuperar as nascentes; aumentam os níveis dos reservatórios; e, por conseguinte, das águas para captação. 

A pergunta principal é: o que acontecerá quando os níveis dos reservatórios estiverem baixos, não chover e não ter água para captação? Um novo racionamento será aberto? Antes de chegar à essa consequência extrema, era preferível manter a medida por mais um tempo ou diminuí-la. Tomara eu que nossas águas não acabem durante a seca. 





Esta foi a primeira vez, desde que a capital do Brasil foi transferida para Brasília em 1960, que a população da região vivencia uma crise hídrica. Uma medida totalmente necessária. Espero que não precisemos passar por isso novamente. Acredito que a lição foi aprendida. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

As cores e significados dos ipês no inverno em Brasília



Em meio à seca e às baixas temperaturas no Distrito Federal, o colorido e a beleza de uma árvore é encantador: o ipê. O inverno na capital do Brasil ganha vida e alegria com os ipês que florescem apenas uma vez por ano entre os meses de junho e outubro. O clima cinzento e frio, contrasta com as flores roxas, rosas, amarelas e brancas dos ipês. De acordo com postagem de Stephanie Ferreira em julho do ano passado, mais de 150 mil ipês florescem nesses meses.

Cada uma das cores dos ipês possuem um período de floração, mas também significados. Há os apaixonados pelos rosas, outros pelos amarelos e alguns pelos brancos. Há também quem confunda os rosas com os roxos. Enfim, não há como negar a beleza dessas árvores durante o inverno, não importando a cor que elas sejam!


Ipês no inverno




Em meio a uma estação tipicamente fria no Distrito Federal, os ipês dão cor, beleza e vida às paisagens. Cada uma das cores trazem esperança e alegria, já que elas são fortes e intensas. Não há folhas com tons mornos e frios, por exemplo.

Cada cor tem um curto espaço de vida, que pode variar em até duas semanas (ou dez a quinze dias). O plantio dos ipês é interessante: não é preciso plantar a semente em um ambiente profundo, mas sim em um raso. Seu crescimento e florescimento independem de grandes quantidades de chuva, ou seja, mesmo no tempo seco e frio, as árvores se desenvolvem.


Ipê roxo




Tamanho: 15 a 18 metros
Período de floração: junho e setembro


É comum as pessoas confundirem o ipê roxo, com o rosa, mas é possível diferenciá-los: o roxo possui um porte frondoso e uma cor bastante intensa. Ele traz elegância ao ambiente e é uma ótima árvore ornamental. Sua cor contrasta de forma interessante com o azul do céu de Brasília.



Ipê rosa




Tamanho: até 35 metros
Período de floração: agosto e setembro


Estes são mais brandos, ao contrário do imponente ipê roxo. Eles trazem delicadeza à natureza. Com relação ao roxo, esse possui tom mais claro e até mesmo dentro de algumas folhas possuem coloração esbranquiçada. Sob o céu azul, é possível perceber um significado de inocência e pureza.




Ipê amarelo




Tamanho: três a oito metros
Período de floração: julho e setembro


Acredito que essa seja a cor de ipês favorita das pessoas, mas eles são mais demorados para germinar e florescer. Sob o céu azul, o amarelo é a cor mais contrastante e que ganha maior destaque. As folhas amarelas significam vivacidade, luz, energia e alto astral. 



Ipê branco




Tamanho: sete a 16 metros
Período de floração: agosto e outubro


Os ipês brancos possuem uma beleza ímpar e são admirados pelos fotógrafos. Este é um dos mais raros de se perceber, porque o seu tempo de duração é pequeno (média de oito a dez dias). Sua cor significa pureza, paz e calma e contrasta com o céu de Brasília muito bem. Dentro de algumas flores é possível ver a coloração amarela.



Ipê verde: um ipê raro




Tamanho: seis a 18 metros
Período de floração: dezembro e março


Este é o ipê mais raro no Distrito Federal e ele costuma florescer no verão. Suas flores tem coloração verde e por esse motivo não chama tanto a atenção das pessoas. Contudo sua cor significa vitalidade, vida, esperança e renovo.




#BrasíliaCapitaldoIpê


O ipê é uma das marcas registradas de Brasília, tanto que a campanha #BrasíliaCapitaldoIpê realizada pelo Correio Braziliense  e TV Globo Brasília tem ganhado visibilidade no Instagram. Já são quase 4 mil fotos de cliques criativos e interessantes de ipês roxos, rosas, amarelos, brancos com a hashtag. São fotos de pessoas comuns e fotógrafos profissionais que nos enchem os olhos. Separei algumas delas:


Uma publicação compartilhada por @correio.braziliense (@correio.braziliense) em












Uma publicação compartilhada por Fausto Mota (@phausto75) em




Um belo contraste


Os ipês são um belo contraste com o frio rigoroso e intenso do inverno de Brasília. De um lado, a frieza e melancolia; mas do outro, o colorido e a alegria. O fotógrafo Antonio publicou um vídeo no Instagram onde colocou a seguinte legenda: "#tbt melancólico de quando Brasília era fria e florida". Veja:



Uma publicação compartilhada por Antonio Reis (@antoniorfoto) em



Os ipês também podem gerar sentimentos positivos e alegres nas pessoas, como nessa criança:






Enfim, ipê é isso! Um belo contraste em meio ao frio. J-J







Por: Emerson Garcia

sábado, 13 de janeiro de 2018

As estações do ano interferem na natureza, nas nossas relações e em nós mesmos ou "Curiosidades das estações do ano"




Começa hoje a Semana das estações aqui no Jovem Jornalista. O tema surgiu após uma conversa que tive com o colaborador Layon Yonaller. Achei o assunto interessante e abrangente. Para iniciar a semana, trarei algumas curiosidades e conceitos a respeito das quatro estações do ano - verão, outono, inverno e primavera. Procurei fugir de obviedades e de coisas que talvez já saibam. 

Desse modo, nesse post resgato um pouco da história, significados e nomenclaturas das estações, além de, é claro, muitas curiosidades! Vamos lá então?



Breve histórico das estações


Você sabia que até o século XVII o ano era dividido em apenas duas estações? Isso mesmo! O ano dividia-se em veris (bom tempo, estação da floração) e hiems (mau tempo, estação do frio).  Mais tarde o veris subdividiu-se em três subestações - primo vere (primavera), veranus tempus (verão propriamente dito) e aestivum (estio); e o hiems em duas - autumnus (outono) e hibernus (inverno). 

O sistema de quatro estações (verão, outono, inverno e primavera) surgiu a partir desses vocábulos com o intuito de dividir o ano em quatro segmentos iguais, com dois equinócios (primavera e outono) e dois solstícios (inverno e verão).

Alguns países, como a China e a Índia, adotam outros sistemas. Na China existem cinco estações (verão, veranico, outono, inverno e primavera), sendo que cada uma delas é associada a um dos elementos primordiais: verão (fogo), veranico (terra), outono (metal), inverno (água) e primavera (madeira). Já na Índia há somente três: seca e fresca, seca e quente e chuvosa. 

É interessante perceber que o sistema de estações tem a ver com questões ambientais mas também culturais de cada lugar ou país. Ele depende de questões climáticas, da agricultura, sazonalidade de terrenos e monções. 

As estações do ano são definidas de acordo com a insolação ou não da Terra através dos movimentos de translação. Claro que a minha intenção não é dar uma aula de geografia para ninguém, mas foi a partir dos movimentos e dos vocábulos que as estações foram criadas. Achei um vídeo interessante sobre a insolação terrestre no segundo semestre de 2013, assista:






De onde vem o nome das estações do ano? (Outros vocábulos)





"Hibernar" e "Inverno da alma" (Mônica Crema). I Internet



Os nomes das estações foram criados a partir de vocábulos latinos. Abaixo você pode ler o significado de cada uma das quatro estações:  


Primavera (primo vere): início da boa estação;
Verão (veranum tempus): período da frutificação;
Outono (tempus autumnus): tempo de ocaso; e 
Inverno (tempus hibernus): época de hibernação.


Cada vocábulo nos permite diversas conjecturas interessantes. Quando falamos que uma pessoa "faz primaveras" (referente a aniversários), dizemos que ela está entrando em uma nova fase, um novo ano de vida. Quando falamos "vou hibernar" ou que uma pessoa "hiberna", referimos a um tempo ocioso, em que não queremos ter contato com nada ou ninguém. O estado de hibernação de pessoas, animais, flores, plantas e frutas é antecedido pela primavera, quando os indivíduos ficam mais felizes e dispostos, os animais saem dos seus esconderijos e voltam à rotina e flores, plantas e frutas entram em sua melhor fase. As formigas aproveitam o veranum tempus e autumnus para estocar alimentos porque sabem que o tempus hibernus irá chegar. O "Inverno da alma" refere-se a períodos difíceis da vida humana - tragédias, depressão, perda, sofrimento. 









A partir dos vocábulos de cada estação, também é possível perceber outros, como: primaveril, primaveral, veranear, outonal, outoniço, invernada, invernia e por aí vai... De estio vieram estiagem, estiar e estival que fazem referência ao verão. É comum vermos a expressão "estiagem das chuvas" na mídia, jornais e revistas e ela faz referência à época do fim do verão e início do outono quando as chuvas cessam.




Verão







O verão inicia-se logo depois da primavera. Esta é o começo da boa estação e aquele é o tempo da frutificação. No hemisfério sul, o verão inicia-se em 21 de dezembro e termina no dia 21 de março; já no hemisfério norte, começa em 21 de junho e finda em 23 de setembro. 

Essa é a estação mais quente do ano, porque a incidência dos raios ultravioletas (UV) é maior. Quando se fala de verão logo vem a nossa mente sol, praia, muitas chuvas, água de coco, sorvete, picolé. É comum as pessoas viajarem para regiões litorâneas, por conta da estação (verão) e da época (férias laborais e escolares). 

Estudos comprovam que as reações emocionais das pessoas estão ligadas ao clima e a luz ambiental, por isso, elas são mais alegres no verão, que no inverno, por exemplo. O verão é também a estação mais violenta, em que ocorre mais assassinatos, tragédias, agressões e acidentes de trânsito (como Pedro abordou em outubro de 2015).

Várias expressões e conceitos vem a partir do verão. O horário de verão - que inicia-se em outubro e vai até meados de fevereiro - alude à essa estação do ano; amor de verão é algo intenso, solar, mas passageiro; corpo de verão faz referência às mulheres que buscam ter um corpo ideal para ir à praia; e "Rio 40 graus" está relacionado diretamente ao verão. 



Outono






Transição, ocaso e colheita estão relacionados à essa época. Várias mudanças ocorrem na natureza no outono: frutas caem e as folhas das árvores mudam de cor, ficam amarelas e vão ao chão. No hemisfério sul a estação começa no dia 22 de março e termina no dia 20 de junho; e no norte inicia em 23 de setembro e finda em 21 de dezembro. 

No outono os dias são mais curtos porque há menos luz solar incidindo sobre a terra. Como consequência, há uma redução da capacidade de fotossíntese das árvores, daí as folhas perdem a cor verde e caem. De cor verde, elas passam a ter tons vermelhos, laranja e amarelos devido a elementos como Flavonóides, Carotenos e Antocianinas. 

Nessa época, o número de doenças respiratórias também eleva-se, devido ao aumento da umidade e da diminuição da temperatura e luz solar. 

É no outono que se passa o romance Outono em Nova York que conta a história de um casal apaixonado que passa por transições e momentos difíceis, assim como essa estação.



Inverno







Essa é a estação mais fria do ano, em que as noites são mais longas que os dias. No hemisfério sul ela tem início no dia 21 de junho e término em 23 de setembro; no norte ela começa no dia 21 de dezembro e tem seu fim em 21 de março. 

No Brasil o inverno é bem rigoroso, sendo que em alguns lugares da região sul pode até mesmo nevar. No hemisfério norte, por sua vez, as temperaturas baixas e a neve são constantes. 

O inverno pode favorecer o desenvolvimento da depressão, por que a falta de calor é metabolizada pelo organismo e resulta em tristeza e desânimo. O nosso corpo e dentes podem reagir com tremores e podemos, até mesmo, esfregar nossas mãos por conta do frio, buscando algum aquecimento. 

É interessante perceber os filmes americanos natalinos que trazem as varandas das casas com bonecos de neve e com gelo cobrindo as calçadas, pessoas tomando bebidas quentes como chocolate e gemada e vestindo luvas de lã, casacos, sobretudos e toucas. O natal americano é mais espetacular que o nosso, de fato. E os americanos tem a sorte da data coincidir com essa estação do ano. O barato também é como nós brasileiros copiamos os americanos até nisso: compramos globos de neve para decorar nossas casas, bonecos de neve para enfeitar portas e árvores de natal e comemos refeições próprias para o inverno. MAS POXA VIDA! O NATAL AQUI NÃO É NO INVERNO, MAS SIM NO VERÃO! 



Primavera






No hemisfério sul a primavera tem seu começo no dia 23 de setembro e seu fim em 21 de dezembro; já no hemisfério norte ela se inicia em 20 de março e se finda em 21 de junho. Essa época é sinônimo de reflorescimento da flora e fauna e marcada pelas belas paisagens das flores. A temperatura é bastante agradável e os dias são mais longos e as noites mais curtas nessa época.

Também conhecida com estação das flores, a primavera é apreciada pela maioria (senão todas) as pessoas. Pássaros voltam a povoar os céus, as plantas florescem, os oceanos começam a se aquecer, animais como morcegos, ouriços e esquilos saem do estado de hibernação e "acordam". 

Uma festa milenar acontece na China na primavera local, a Festa da Primavera que começa no dia 23 de dezembro e termina em 15 de janeiro. Como o natal para o ocidente, este é o evento mais importante de todo o ano para os chineses (Saiba mais aqui e aqui).  



Festa da Primavera na China. I Internet 


A primavera também nos permite várias reflexões sobre as relações humanas e a vida. Falamos de florescimento de amizades e relacionamentos que outrora estavam em situações devastadoras; de esperanças, para quem viveu momentos difíceis e frios durante o inverno; e de segundas chances, para quem acreditava que situações ruins não teriam fim. A primavera, portanto, é sinônimo de transformação, fé e florescimento. 

Isso me faz lembrar o cd Esperança (DT7) que trazia uma mensagem, assim como um conceito e um encarte, de fé e esperança, que fora, não por acaso, gravado durante o inverno e lançado na primavera. A frase "A primavera chegou" ecoou não só nas letras, músicas e mensagens, mas até mesmo no encarte - que trazia uma capa com o solo sob os efeitos do inverno e uma pequena folha brotando e, internamente, os sinais da chegada da primavera por meio de folhagens, veja:





Mais curiosidades


Para finalizar o post de hoje, o Guia dos Curiosos do UOL divulgou diversas curiosidades sobre as estações do ano. Separei algumas delas, leia:

- Na primavera, os animais hibernantes acordam. Esquilos, morcegos, marmotas, ratos silvestres e ouriços estão entre os bichos que embarcam em um sono profundo para poupar energia durante o inverno.

- O primeiro dia de verão é conhecido como solstício de verão. O termo solstício vem do latim para "sol parado". Nesse dia, o sol fica numa posição que permite que seus raios atinjam a Terra de forma mais incisiva, provocando o aumento da temperatura.

- Há um truque para descobrir a temperatura do ar sem a ajuda de um termômetro: a frequência do cri-cri-cri do grilo oscila conforme a temperatura. É só contar quantos "cris" você ouve em 25 segundos, dividir esse número por 3 e depois adicionar 4, que você chegará a um valor aproximado da temperatura ambiente em graus Celsius.

- A Torre Eiffel, em Paris (França), é 15 cm mais alta durante os meses de verão, devido ao processo de expansão sofrido pelo ferro no calor.

- Durante o outono, é comum os habitantes do Polo Norte presenciarem o fenômeno da aurora boreal. Vista no céu polar, a aurora boreal consiste em descargas de elétrons e prótons emitidas pelo Sol, que se chocam com os átomos e moléculas existentes na atmosfera do local.






Surpreendentes essas curiosidades né? Achei engraçado descobrir a temperatura a partir de cálculos do "cri-cri-cri" do grilo; e interessante a curiosidade sobre o tamanho da Torre Eiffel durante os meses de verão. Sobre esta última, o site Todo Dia chegou a dizer que o monumento cresce cerca de 15 centímetros. Isso mesmo! 15 CENTÍMETROS! Esse fenômeno deve-se a uma lei física (com grifos):

"[...] segundo a lei pela qual o ferro se dilata com o calor, a torre, em consequência, tem de crescer. Calculou-se que a torre é 15 centímetros mais alta no verão do que no inverno. Essa dilatação do ferro, no calor, é que determina às ferrovias manter, de espaço em espaço, uma separação de alguns centímetros ao longo dos trilhos."



Sobre as estações



As estações do ano interferem na natureza, nas nossas relações e em nós mesmos, individualmente. Cada uma delas tem suas peculiaridades e diferenças. Espero que tenham gostado das curiosidades que trouxe e que vocês possam ver uma estação não apenas como um período do ano, mas como algo cheio de significados. Até o próximo post amanhã! J-J





Por: Emerson Garcia
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