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domingo, 13 de agosto de 2023

Psicoeducação: o que é; características; tipos; aplicação; importância e benefícios

Quando escrevi o post Ansiedade & Depressão no dia 11 de junho desse ano, falei sobre um tratamento para a depressão - a Psicoeducação. Em dois parágrafos, mencionei de forma rápida e resumida. No post de hoje, pretendo detalhar melhor sobre o assunto. 

A Psicoeducação é uma abordagem terapêutica com o objetivo de desenvolver o paciente e seus familiares e cuidadores no que diz respeito ao conhecimento de doenças psíquicas e emocionais e o processo de tratamento. É necessário essa informação para saber como conduzir o tratamento do paciente, além de participar de forma precisa e ativa no processo de mudança e cura. A cura vem a partir do momento em que há a ciência e aceitação da doença, assim, o paciente começa a melhorar e entender sua forma de reação e funcionamento, para aprender a resolver seus problemas e demandas; e a família sabe como atuar de forma mais assertiva. 

Em outras palavras, a Psicoeducação é uma estratégia e ferramenta para o aprendizado com o intuito de modificar pensamentos e ideias, sabendo lidar com estados emocionais  e transformando de forma produtiva seu comportamento. Um paciente com transtorno de ansiedade e crises de pânico, que vive em angústia e preocupação podendo estar com um grave problema cardíaco, pode se acalmar ao saber que suas crises estão inseridas no transtorno do pânico, aprendendo a lidar com essas intercorrências e com os medos e evitações. 


Psicoeducação é a junção de duas palavras - psico e educação. Psico se refere à psicologia, ou seja, as técnicas para ensino, os termos e as ferramentas práticas e teóricas- ; e educação à pedagogia - transmissão de uma mensagem e ensino para o paciente. A psicoeducação envolve aspectos sociais, emocionais e comportamentais. Por isso, é preciso atentar-se para todas essas esferas nesse tipo de tratamento. 

O post de hoje tem o intuito de explanar sobre os seguintes tópicos sobre a psicoeducação: características; tipos; aplicação; importância e benefícios.


Características

As principais características são: informações úteis e práticas; acolhimento do sofrimento; quebra de mitos; respostas de dúvidas; e desenvolvimento de habilidades. 

Ela leva em consideração quatro pontos principais: situação, pensamento, emoção e comportamento. Funciona assim: algo acontece, a situação é interpretada, a emoção toma conta por meio de um sentimento resultante do pensamento e uma ação ocorre em resposta à emoção gerada. Digamos que a psicoeducação tem "poder" de interferir nos âmbitos do pensamento, emoção e comportamento, amenizando sintomas de situações ruins, minimizando recaídas e gerando bem estar pela mudança de pensamentos, emoções e comportamentos. 


A Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) é utilizada na psicoeducação e é eficaz porque há um ensinamento cognitivo, hipóteses diagnósticas, processo terapêutico, técnicas e estratégias envolvidos. Quando aplicada de forma adequada, gera resultados incríveis e satisfatórios. 

A TCC se caracteriza pela colaboração entre paciente e terapeuta de forma ativa, diretiva e breve. É necessário, portanto, o conhecimento do paciente sobre o funcionamento da TCC, sobre o tratamento, a queixa, transtorno mental e funcionamento mental. 

Portanto, a psicoeducação é uma forma de aprendizagem que utiliza a TCC e tem a capacidade de proporcionar ao indivíduo o desenvolvimento de pensamentos, ideias e reflexões sobre si e o mundo, permitindo mudanças de pensamentos e comportamentos. Um dos princípios da TCC é ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta. 


Tipos


Há três tipos de psicoeducação (PE) principais, são elas: PE individual; PE em grupo; e PE por outros meios. 

PE individual: realizada em sessões individuais com o paciente ou com familiares. 


PE em grupo: feita com um grupo de pacientes ou familiares. 


PE por outros meios: modalidades que não precisam de contato direto e são realizadas por facilitadores de intervenção psicoeducacional. São oferecidos folhetos, cartazes, materiais audiovisuais, internet, software, correio por email ou informações publicadas na web aos pacientes, visando educá-los. 


OBSERVAÇÃO: A PE é usada em conjunto com remédios e tratamento psicoterápico individual ou de grupo. A PE é tanto aplicada em orientações  e suportes, como intervenções ativas, advindas de abordagens psicoterápicas. 


Aplicação


A psicoeducação pode ser aplicada por diversos profissionais da saúde, desde que preparados. Veja alguns princípios de sua aplicação:

- Adaptação à capacidade dos pacientes de compreender e processar informações;

- Fornecimento de explicações claras e breves, com ênfase na colaboração e utilização de materiais disponibilizados por facilitadores; 

- Incentivo à participação do paciente;

- Solicitação de feedback; e

- Recomendações de leituras específicas, pesquisas ou outras atividades educativas (É importante que o material seja conciso e não extenso). 


Sobre a aplicação da psicoeducação familiar, algumas metas são importantes. Acompanhe:

- Promoção da aceitação familiar do transtorno psiquiátrico;

- Desenvolvimento de expectativas realistas em relação ao paciente;

- Explicações sobre intervenções farmacológicas e psicológicas; e

- Reconhecimento de sinais precoces de recaídas e mudanças sintomatológicas.


Importância e benefícios


Esse tipo de terapia traz ótimos resultados. Por exemplo, um estudo comprovou que a psicoeducação fez com que um grupo de pessoas que convivia com alguém acometido por Alzheimer, tivesse até 80% mais ações positivas do que quem não tem acesso à ela. Outra pesquisa demonstrou que esquizofrênicos tiveram melhora no quadro ao aprenderem sobre sua condição e técnicas para serem aplicadas. 

Ela ajuda a identificar sintomas e manejo de crises. Por exemplo, a síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises de pânico, com dores no peito, palpitações (taquicardia), sudorese, respiração ofegante, tremores e náusea. Uma pessoa desinformada não sabe que esses sintomas não são orgânicos, e sim psicológicos. A psicoeducação ajuda na compreensão da condição e identificação de crises de pânico, além de ensinar sobre técnicas para lidar com estes sintomas. 

Um outro exemplo é a pessoa depressiva que apresenta pensamentos de baixa autoestima. Na psicoeducação ela é encorajada a enfrentar esses pensamentos, compreendendo mais os sintomas e buscando evidências de que eles não correspondem à realidade. 

Já as pessoas bipolares possuem a mania, em um episódio de humor criado por sentimentos eufóricos, autoestima elevada, sentimentos de grandiosidade e aumento da energia. A psicoeducação as ajuda a reconhecer esses pensamentos como episódio de humor, ajudando na compreensão que esses sentimentos não correspondem à realidade e aplicando técnicas para evitar comportamentos irresponsáveis, reduzindo danos. 

Eis alguns benefícios da psicoeducação:

- Favorecer a melhora de qualidade de vida;

- Favorecer insight/crítica sobre a doença;

- Melhorar a adesão ao tratamento farmacológico;

- Auxiliar a promoção de hábitos saudáveis;

- Promover regularidade no estilo de vida;

- Colaborar para o controle do abuso de substâncias; e

- Ensinar a identificar precocemente recaídas.


Conclusão 

É preciso salientar que cada indivíduo é um indivíduo, cada família é uma família, cada grupo é um grupo. A psicoeducação traz independência aos pacientes e seus familiares. Os materiais disponíveis aos pacientes precisam ser atraentes, agradáveis, informativos e didáticos. 

A psicoeducação, portanto, tem se mostrado efetiva no contexto das doenças emocionais e psíquicas, assim como de doenças físicas, pois o conhecimento delas, suas causas, modos de controle e efeitos colaterais das medicações podem ajudar na adesão ao tratamento. J-J 


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Pedro, e sobre a reforma do ensino médio? Qual é sua opinião?

A educação brasileira | divulgação


Essa pergunta foi feita pelo editor-chefe do blog Jovem Jornalista, Emerson Garcia. Eu disse sinceramente:

"Eu não sei."

Reformas no currículo são uma gota no oceano perto da análise precisa e bem detalhada feita pelo filósofo Olavo de Carvalho no programa Tribuna Independente da Rede Vida de Televisão há um tempão atrás. Ao prestar atenção, você saberá que mudando isso ou aquilo é pouco perto do que nossas crianças e jovens realmente merecem.






Olavo de Carvalho sobre educação e política:





Só digo algo: o brasileiro precisa se interessar pela educação imediatamente. O buraco é muitíssimo mais embaixo.

Até mais, pessoal. J-J












Por: Pedro Blanche

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Uma opinião sobre disciplina de filhos

Antes do JJ entrar de férias, pedi aos queridos leitores que mandassem ideias de pautas e temas para discutir no retorno do hiatus. A leitora Jeice Cruz mandou uma sugestão:

Seu desejo é uma ordem!


A notícia que Jeice Cruz se refere, foi veiculada no G1 no dia 03 de janeiro, com o título Homem raspa cabelo da filha de 12 anos e é preso na Serra, ES. Primeiramente, quem sou eu para julgar a forma como pais educam seus filhos. Cada um educa da forma que achar correta. Uns na base do diálogo, outros por meio de correções corporais. Em minha opinião não existe jeito certo de educar. Eu já apanhei para ser corrigido e não tenho trauma disso. 

Contudo, preciso admitir que alguns pais optam por métodos violentos e humilhantes, que não ajudam em nada no desenvolvimento do caráter e personalidade dos seus pequenos. Existe uma diferença imensa entre "corrigir com a vara" e "deixar marcas com a vara". Progenitores não sabem a medida certa da correção e depositam toda sua raiva, rancor e frustração em seus filhos. Eles acham que quanto mais doer, mais serão corrigidos e aprenderão. Mal sabem eles que quando uma criança é disciplinada ela chora mais por conta da correção, do que pela dor. Então por que deixar marcas?

O caso do pai e da filha que pintou o cabelo de papel crepom é bem mais grave. Não foi apenas danos físicos, quando seu pai raspou seu lindo véu encaracolado, mas também psicológicos. O pai queria puní-la, mas somente viu aquele momento. Será que ele parou pra pensar o tempo que levará para o cabelo crescer novamente? Ou então, como sua filha está psicologicamente? Não. Até porque, como diz no ditado: "Quem bate esquece. Quem apanha jamais esquece". 


Como você corrigiria esse filho que sujou a parede com mãos com tinta?


De fato, todas as vezes que apanhei jamais me esqueci, mas não guardo mágoa e rancor da minha mãe. Eu lembro dessas correções físicas como benéficas para o meu caráter. A menina, por sua vez, também se lembrará desse episódio, mas só ela sabe as marcas que seu pai deixou em seu psicológico.

Sou a favor da correção, não do vexame ou humilhação. E para mim, essa garota foi humilhada por seu pai. Ele não deveria ter tomado uma atitude tão drástica, sabendo que o cabelo de uma mulher é algo "sagrado". 


Comentário de leitor na notícia do G1.



Se ele queria corrigí-la, que procurasse outra forma para isso. Embora eu tenha algumas reservas quanto à não-gravidade de uma menina pintar o cabelo de papel crepom - até porque dois dias depois se lava e aquilo sai - se ele julgou importante aplicar a disciplina, que ele até batesse, colocasse de castigo ou utilizasse a "pedagogia dos cortes", mas que não fizesse o que fez.  

Emerson, você tem probleminha? Preferia que o pai batesse em sua filha ao invés de cortar o cabelo? Sim, de acordo com o que falei até agora, preferia sim, conquanto que não deixasse marcas graves na garota. Até porque, perder o cabelo irá trazer mais prejuízos a ela que qualquer atitude.


Juízo final: tapa na cara ou corte de cabelo?


Ele poderia optar pela não-violência total também. Deixar ela "de cara pra parede" como meu pai deixava meus irmãos (mas não a mim porque eu era bebê demais), proibir ela de sair pra casa das amigas e deixá-la trancada no setor habitacional.

E por último, a "pedagogia dos cortes". "Ficar sem uma coisa, por causa disso e disso". Bem eficaz e causa efeitos corretivos. O pai poderia dizer: "Você vai ficar sem redes sociais, sem Whatsapp, porque pintou o cabelo de verde com papel crepom". Ela ia sofrer, se escabelar - hoje ninguém vive mais sem redes sociais - mas iria ser corrigida. Ao utilizar essa metodologia, o pai não poderia deixar de explicar os motivos pelos quais a filha iria ficar sem as redes sociais. Isso é muito importante.

Porém, como disse, quem sou eu para julgar como um pai deve corrigir seus filhos? Eu, quando for pai, optarei por outras formas de correção, que não a violência corporal. Tem muitas formas eficazes para disciplinar os meninos e livrá-los do perigo de tornarem-se maus, violentos e caras de pau. 

Contudo, há aqueles que optam por não corrigir seus filhos, o que os deixam sem limites, rebeldes e indisciplinados. E aí também está um grande perigo: um filho que não respeita os pais, que não está debaixo de uma autoridade, sofrerá muito depois. A própria sociedade irá corrigí-lo, e não será de uma forma branda.

Com o rei na barriga. O perigo de não corrigir os filhos. I JW



Juízo final: comentários extremistas e um válido

Esse é o meu ponto de vista sobre o fato, mas a Jeice Cruz também disse que "houveram muitos comentários machistas, mas também muitos feministas" na notícia reportada. Pude constatar isso bem. Leitores que foram a favor do pai; outros da menina. Alguns dos depoimentos foram extremistas, com alto teor de julgamento e falta de compaixão. Já outros, compassivos.

O comentário abaixo me revoltou por ser extremamente machista. Parece que não é um pai que está falando, mas "um machão da esquina". Você pode corrigir sua filha, mas chamá-la de "vagabunda" e expor sua força de macho, não.


Uiii! Que macho!


Já esses, mostram como o pensamento dos homens ainda está retrógrado. Mulher tem que ficar em casa e não pode passear com amigas. Sendo que ela poderia ser uma mãe que desse assistência a sua filha, mas também que vivesse uma vida normal. Mulher não pode fazer nada, mas homem, sim. Até raspar o cabelo da filha.



Lugar de mulher é dentro de casa.




E olha o que você fez com a responsabilidade do pai sobre a filha...



Além dos comentários, que defenderam a menina e seu cabelo, a opinião abaixo chamou-me a atenção, por ver a situação com sensatez e sobriedade. 



 Comentário sensato.



Talvez o meu posicionamento sobre o fato mostrou que sou feminista, mas a questão, ao meu ver, não é estar do lado dos machos alfas ou das mulheres. A notícia não deveria ter gerado guerra de gêneros de forma alguma. Deveria ter gerado reflexão, se a atitude do pai foi correta, ou não. Creio que eu esteja não do lado do feminismo, mas da análise crítica sobre o fato. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Salvem a língua portuguesa

 
Diversos tipos de erros | Correio Braziliense (DF), Rádio Globo (RJ) e Super Notícia (MG)


Jah vinhan adiandu essi teshtu á muitu tempu p/ fala sobre a linguah portugeza. Deisde os meno albetizado ateh os ditos maixx cuutos aprezentam erroz e dixxtorsões a respeituh do idioma de Camoens. P0r pR3gu1ç4, m0d15m0 e/0u p0r f4lt4 d3 bu5c4r 35cr3v3r m3lh0r, 4 l1ngu4 p0rtu8u354 s0fr3 t0d0 0 t1p0 d3 4t3nt4d0 3x15t3nt3. Chg-se ao pt de até abrv as plvr por cta do tmp, pd até ter mtvo nbr, mas isso ñ ajd na prsv do ns idma. A lgnuía progutsuea pcrseia ser svala dstea dvtsasãaeço.

Não entendeu o que eu disse? Mais ou menos?

A “Tradução”: Já vinha adiando esse texto há muito tempo para falar sobre a língua portuguesa. Desde os menos alfabetizados até os ditos mais cultos apresentam erros e distorções a respeito do idioma de Camões. Por preguiça, modismo e/ou por falta de buscar escrever melhor, a língua portuguesa sofre todo o tipo de atentado existente. Chega-se ao ponto de até abreviar as palavras por conta do tempo, podendo até ter motivo nobre, mas isso não ajuda na preservação do nosso idioma. A língua portuguesa precisa ser salva desta devastação.

Propositalmente escrevi em quatro formas não convencionais: a escrita errada, da forma leet (ou l33t – estilizado), abreviado e a sopa de letras nas palavras exceto a primeira e última letra. 


Teshtus do Braziu Textos do Brasil

Ao longo deste ano selecionei que até na imprensa há erros grosseiros que jamais seriam perdoados nos tempos antigos, mas por qualquer motivo aconteceu. Elenco apenas três exemplos da nossa mídia brasileira ortograficamente condenável:

O primeiro erro é o da troca de letras (S por Z, Ç por SS, U por L e etc.) Vi essa no jornal Correio Braziliense. Foi durante a greve dos professores – puxa, que coincidência – no Paraná. A repórter escreveu paralização em vez de paralisação. Note que ela escreve da forma correta no terceiro parágrafo.

“Paralização” | Correio Braziliense


“Paralização” e “Paralisação” | Correio Braziliense


O segundo erro é o da troca de palavras parecidas (parônimos). Na manchete do jornal mineiro Super Notícia. Aparece a palavra ontológico – que significa “doutrina sobre o ser”  - em vez de antológico – que significa “memorável”.

Um erro grosseiramente ANTOLÓGICO | Super Notícia


O terceiro e último erro é um erro técnico sobre valores. No site da Rádio Globo na primeira linha vê-se R$ 1,7 bilhões em vez de R$ 1,7 bilhão. O motivo é que mesmo que o decimal for 3545675608765654, se aparecer o número um (1) escreve-se sempre em singular.

Bilhão" ou "Bilhões"? | Rádio Globo


Onomástica

Alguém pode soletrar para mim? | Desciclopédia


Os erros ortográficos aparecem nos nomes próprios e na internet. Por conta da falta de alto treinamento e orientação nos cartórios do nosso país aparecem nomes “criativos”, porém, impróprios para a nossa realidade. Repare: por exemplo, quantos Jhon, Gracy Kellen, Arthur, Sophia, Pryscilláh e Mayck você já ouviu falar? E uns Laion, Layon, Lahyom? Que horror! Esses viciados em desenho, hein.

A lei brasileira que rege os registros civis e outros (6.015/1973) é muito vaga a respeito dos erros dos nomes, mas permite a mudança do prenome caso este for constrangedor. Mas o Brasil é relaxado a respeito deste tema. Não preserva a forma original e aportuguesada dos nomes e muito menos restringe batismos civis horrorosos que podem marcar um indivíduo negativamente a vida toda.

Em Portugal ocorre o contrário: existe até uma lista de nomes permitidos e proibidos no ato de batismo de nascimento (clique aqui)  e aliás, só pode ter até quatro nomes, por exemplo: João Nuno Silva de Almeida ou Maria Pia Lopes Sousa. Nada de nomes extensos como o do presidente português Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue. 

Outra coisa que precisa ser observada é que os nomes e sobrenomes devem ser atualizados de acordo com as regras do atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990: Luiz vira Luís, Menezes agora é Meneses, Athayde torna-ser Ataíde, Octavio Gouvêa hoje devia ser Otávio Gouveia, e por aí vai. Porém, quem conhece isso tudo? Algum cartório brasileiro se cuida em não cometer esses erros?


Atenção aos concurseiros de plantão e considerações finais

Mudanças obrigatórias nas redações | Cespe/UnB

Você sabia que a partir do dia 1º de janeiro de 2016 as provas discursivas – pelo menos a do Cespe/UnB – vão obedecer ao Acordo Ortográfico de 1990? Então meus queridos, nada de bolinhas na linguiça, mas respeitem o senhor Müller, OK PAL?! Pelas dificuldades de adaptação da velha para a nova ortografia a presidenta presidente Dilma Rousseff deu uma esticada no prazo por meio do decreto 7.875/2012. Quem aproveitou, aproveitou; quem não aproveitou, aproveite agora ou chora.

E para fechar, espero que esse desabafo sirva para resgatar a escrever o bom português. Não precisa ser um Machado de Assis ou um Carlos Drummond de Andrade para caprichar na escrita. A boa escrita é exigida até para teste de auxiliar de limpeza e a coisa está feia por aí. Pessoalmente sou um eterno aprendiz na língua portuguesa, posso errar? Sim. Mas para cada erro é um aprendizado. Cuidado com o que se escreve na internet, se você tem pressa em passar recado apenas exercite o ato de resumir a mensagem, igual o pai do Chris, o senhor Julius:





Até mais, pessoal! E semana que vem tem texto especial na Semana do Natal. J-J


Por: Pedro Blanche

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Concurso Público Vs. Liberdade de trabalhar 2: a polêmica continua!

A semana seguinte acerca dos concursos.


Depois de meu texto publicado semana passada, me surpreendi com três fatos acerca do assunto que tratei. No site do Correio Braziliense, Fernando Fontainha – professor e pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) – critica o atual sistema de concursos públicos. A pesquisa dele está aqui.

Ele defende o fim da taxa de inscrição, a proibição de candidatos reprovados em prestar concurso novamente, a extinção das provas de múltipla escolha e priorizar a realização de provas práticas, como fator de escolha dos candidatos ao serviço público brasileiro. Fontainha critica a relação mercantilista dos concursos públicos em geral, mas essas ideias expressas na matéria do Correio desagradou muita gente:

Críticas para caramba.


Ideias polêmicas... Tão quanto mamilos! (Desculpe, não resisti).

Segundo caso: o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, parece que levou a sério esse negócio de largar a vida política. Arruda agora é professor universitário em Brasília. Na Unieuro ele dá aulas de Engenharia Elétrica às segundas e quintas-feiras. A assessoria da academia declarou que ele passou por processo seletivo e foi aprovado para exercer a função.

José Roberto Arruda é formado em engenharia elétrica na Instituto Federal de Engenharia de Itajubá, estado de Minas Gerais. No campo político, foi diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB), senador federal de 1995 até 2001, deputado federal (2003-2006) e governador do DF (2007-2010). No primeiro e terceiro cargo eletivo citados, Arruda se envolveu em muitas confusões, que envolve corrupção, câmeras escondidas e perdas de mandato. O escândalo que norteou seu governo quase acarretou na intervenção federal no GDF. 

Terceiro e último caso: o outro ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz - parece que comeu tatu -  adiou a sua volta ao Hospital Regional do Gama por mais 20 dias. Agnelo reclamou de dores nas costas por conta da hérnia de disco. O antecessor de Rodrigo Rollemberg teve baixíssima popularidade em sua gestão e deixou, ao atual governador, uma herança de dívidas e os cofres públicos em estado lastimável – o velho estilo de governar da mesma forma como está o Rio Grande do Sul. “Vira-te agora, José Ivo Sartori!”

Agnelo é médico formado pela Universidade Federal da Bahia. Fez sua residência médica em Brasília. Se precisa fazer uma cirurgia geral ou torácica fale com ele. Agnelo Queiroz está lotado no Hospital Regional do Gama onde está lotado. Manteve-se afastado de seus ofícios para se dedicar a política. Foi deputado distrital (1991-1994), deputado federal (1994-2007), ministro do Esporte (2003-2006) e governador do DF (2011-2014).

Seu governo prometia consertar os problemas deixados por Arruda, mas fez pior. Nas eleições de 2014, imagine: o mesmo Arruda estava em primeiro lugar nas pesquisas de voto, e ele em terceiro.


O destino dos ex-governadores-servidores e polêmicas a parte
Citei esses casos, porque estes puxam e muito o assunto “concurso público”. As ideias do professor são polêmicas. Só concordo com ele em relação às críticas do mercantilismo acerca dos concursos públicos, mas rechaço essa ideia de proibir reprovados em prestar as provas pela segunda vez em diante, e priorizar pessoas “experientes” à candidatura. Quantos ganhariam muito mais com essa situação?

E no caso dos dois governadores vê-se a situação pecuniária confortabilíssima de Arruda e Agnelo, pelo fato de serem servidores públicos. Arruda é aposentado pela CEB e Agnelo continua afastado de suas funções sem prejuízo algum. Que vidão hein, minha gente?! Não critico as vantagens de seus vencimentos. Está na lei, não tem cura.

Tudo que já falei sobre o tema está no texto da semana passada, mas gostaria de compartilhar esses três acontecimentos. Agradeço aos comentários do meu último post. Retomo apenas para declarar que é vital abrir o mercado e permitir que o empresário ganhe seu dinheiro sem a burocracia cruel. Uma reflexão foi feita por vocês na semana passada: e se todos forem empregados do governo? De quem vai vir o pagamento para essa gente? Tem que deixar cada um ganhar sua vida, realizar seus sonhos.

Quem quiser seguir carreira na administração pública, boa sorte. Seja “O Exemplo” para os brasileiros e lute com as armas disponíveis para funcionar essa máquina toda. Não é fácil trabalhar com equipamentos retrógrados, cadeiras quebradas, remendadas e a falta de material para prosseguir com os trabalhos. J-J


P.S.: é uma sacanagem o Cespe não dizer claramente em seus editais que uma errada anula uma certa. Eles já alertavam explicitamente sobre isso, mas quem faz as provas desta banca sabe bem, né?!


Por: Pedro Blanche

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Concurso público Vs. Liberdade de trabalhar

Acerte nesta “loteria” e ganhe mais que uma Mega-Sena. A vocação a gente deixa para mais tarde.

Países onde a liberdade econômica é sufocada, como o Brasil, a alternativa de sair da miséria é o serviço público. Afinal de contas, o empresário tem dificuldades de manter seus negócios por conta da burocracia imposta pelo Estado. O mapa interativo da Heritage Foundation comprova que quem procura fazer um negócio próprio, ou uma vaga de emprego aqui, está totalmente ferrado.

Liberdade econômica: quanto mais verde, menos pobreza, e muita opção de Empreendorismo.


O excesso de “direitos” aos trabalhadores e a desenfreada transferência de renda empobrecem um país e impede seu crescimento. Nesse cenário, o que fazer para sair da pindaíba? O CONCURSO PÚBLICO! Nas últimas duas décadas, aumentou-se a procura por tudo sobre o assunto: livros, apostilas, cursinhos, videoaulas. Não condeno quem deseja financeiramente estar despreocupado para sempre. Afinal de contas, as vantagens de ser um empregado do governo são tantas, como essa aqui:


“LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990
Regime jurídico dos servidores públicos civis da União
Art. 21.  O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.
Art. 94.  Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de vereador:
 a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.”


Escolher o salário conveniente, vantagens pecuniárias, gratificações... Ai que maravilha! O problema que aponto é que o interesse ao serviço público é apenas monetário. O resultado disso tudo é um péssimo serviço ao contribuinte; a morosidade de prazos e entregas; e nenhuma motivação em manter-se eficiente.


Servidor público ou funcionário público?
Apesar de estes dois termos serem iguais, estes são diametralmente diferentes no contexto que colocarei agora. Um servidor público é este que veste a camisa e trabalha incansavelmente em melhorar o sistema estatal. Não precisa ser um Lineu Silva – fiscal sanitário da repartição pública do seriado A Grande Família (Globo, versão de 2001-2014) – mas sabemos que o servidor está lá para servir ao contribuinte. Já o funcionário público apenas procrastina seus serviços, mal resolve as dúvidas de quem precisa saná-las, arranja um modo de chegar tarde e sair cedo. 

Entendeu? Tirando as profissões que considero serem ocupadas por pura vocação, por exemplo: médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros, advogados – os serviços públicos brasileiros são deficitários porque não há o desejo de se servir ao público. Todo ano sai concursos e processos seletivos, e dá-lhe memória em decorar decretos, leis e adivinhar as pegadinhas do aplicador das provas.


Baixa qualidade e péssimo retorno ao contribuinte
Por mais que haja os cursos de aperfeiçoamento oferecidos pelo Estado, a eficiência não se reflete. Quantos documentos esperam para terem o veredicto final? Com tantas greves no funcionalismo para aumentar seu soldo, até quando o povo vai suportar pagar tanto imposto para sustentar uma máquina estatal já inchada?

Num país como o nosso, a liberdade econômica é enforcada e a saída é ser parte da máquina do governo. Não tem jeito. Tem que sobreviver, porque a coisa não está fácil para ninguém. Todavia, até que ponto isso vai? Só sei que o serviço público não tem o menor risco de ser eficiente. O salário está garantido com calendário e tudo. Enrola aqui, adia ali, e aquela papelada ganha ares de “torres Petronas”. Não é oferecido ao indivíduo uma alternativa viável de ganhar dinheiro. E o Brasil continua seu rumo ao caos total. Quem mais retratou esse cenário foi o jornalista Luiz Carlos Prates (hoje na RedeTV!):




Quantos sonhos e projetos foram deixados de lado para garantir um sossego financeiro na repartição? Quantos talentos estão desperdiçados ao lado de uma escrivaninha, apenas por dinheiro? Se ao menos a entrada no emprego público fosse com a vontade de mudar o status quo da sociedade, meio caminho estaria dado, mas não há saída para ganhar dinheiro por conta própria. J-J


Por: Pedro Blanche

quarta-feira, 1 de julho de 2015

E se eu fosse "Pietra Blanche"?!

Em primeiro lugar, esses sete dias que estava em Baiona para ver minha tia foram bons. Agradeço a Marta Máster pelas boas vindas, mas a Baiona onde fui é a francesa. Minhas origens estão lá. Por falar nisso, aproveitarei esta curiosidade para ir à “cidade-xará” espanhola. ¡Gracías!

Fonte: Eu sou mais Brasil/Facebook.


Em segundo, sou contra a ideologia de gênero porque ela é contra a ordem natural das coisas. É uma negação das predisposições biológicas e instintivas das pessoas. Um bando de ‘iluminados’ que planejam a “sociedade perfeita” nem que para isso quebre toda a ordem existente, não porque ela “foi estabelecida”, e sim, porque foi assim que a nossa sociedade se originou. Ela é confusa e totalitária por si só.

Não vou me alongar sobre o tema. Darei pinceladas básicas para aguçar a curiosidade para que você tome suas iniciativas, críticas e conclusões.

Esta doutrina nega as particularidades de homens e mulheres em todos os sentidos e impõe à sociedade a realização de fantasias de identidade daqueles que alegam que é uma coisa, e não outra. OU VOCÊ ACREDITA NO QUE VÊ E SABE OU NO QUE A PESSOA DISSE E FURE SEUS OLHOS. Se eu pleitear que serei amanhã Pietra Blanche, ai daquele que disser o contrário. Boto na cadeia e queimo no Twitter, Facebook e Whatsapp. Nunca mais essa pessoa botará a cara no mundo!


“Gênero: expressa a realidade de que os papéis e as condições das mulheres e dos homens foram inventados pela sociedade e estão sujeitos a mudança.”


Creio que o termo com esse significado existe há tempos porque os países da Escandinávia adota como política estatal a “igualdade de gênero”. O importante a se notar é que essa frase virou política e meta para a ONU desde a data citada.


A casa caiu!
Como sei que essas coisas ditas pelos ‘iluminados’ são apenas uma bolha de sabão, irei estourá-la e provar que tudo não passa de uma empulhação danada. E esse negócio de que “papéis de homens” e “papéis de mulheres” são apenas coisas da sociedade, e que essa linha de pensamento é confusa e trágica.


1) David Reimer (1965-2004): neste documentário fala do garoto canadense que teve seu pênis queimado durante uma cirurgia de circuncisão com cauterização. Os pais foram orientados para mudar o sexo da criança e educá-la como se fosse menina. Seria um sucesso para os teóricos de gênero se a “menina” não se comportasse como um menino.





2) Um ser “chamadx” Luísa/Helena/Heloísa/Luís: para mim o maior caso de “bug” no cérebro dos simpatizantes da identidade de gênero. Dentro do movimento feminista veio este ser que se autodeclarou “mulher-trans e lésbica”. P.S.: “X” Luísa/Helena/Heloísa/Luís também se declarou “negrx”! O texto original foi apagado, mas tem um a respeito do tema. Divirta-se!


Do jeito que o INSS está é melhor adotar a frase da Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”.



3) Ideologia de Estado: O documentário Hjernevask feito pelo norueguês Harald Eia desmonta toda essa história de que papéis de homens e mulheres são meros constructos sociais. A repercussão foi tanta que o Conselho Nórdico de Ministros cortou a verba dos ‘estudos’ de gênero.





A ideologia de gênero nas escolas
O parlamento brasileiro rejeitou as ideias de ‘gênero’ e suas variantes no Plano Nacional de Educação proposto pelo atual governo. Não se sentido vencidos, as esquerdas trapacearam e decidiram querer implantar a ideologia de gênero em votação nas assembleias estaduais, câmaras municipais e na câmara legislativa do Distrito Federal. Até o dia 25 de junho de 2015, o placar da ideologia de gênero está mais favorável aos que são contra.

Os teóricos desta ideologia não querem que os pais e a sociedade cuidem de nossas crianças, e sim, que eles deixem com o estado a tutela de sua educação. Expor essa ideologia a elas seria mais eficaz para espalhar essa coisa. Tudo faz parte de um circuito que planeja destruir tudo o que conhecemos há séculos.

Simplesmente #OlavoTemRazão.



Que cada um tenha o direito de ter sua identidade biológica livre desses ‘grandes pensadores’. Encerro o texto com este vídeo onde resume essa coisa que quer mutilar o ser humano. Até breve! J-J




Por: Pedro Blanche
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