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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Entre Frames #4: Stop tryin to be God- Travis Scott








No Entre Frames de hoje analisarei o clipe Stop trying to be god (Pare de tentar ser Deus) do Travis Scott. O clipe tem pouco mais de dois meses, quase 29 milhões de visualizações no Youtube e 485 mil de curtidas.

Há várias referências bíblicas no material, o que pode causar apreciação pela criatividade ou ele ser considerado uma blasfêmia. Assista:





Destaco os seguintes tópicos:


Estética



O clipe possui cores claras e escuras e foi gravado durante o dia e a noite. O material possui uma boa qualidade visual e de efeitos visuais e especiais. 



As ovelhas



Logo no início aparecem ovelhas. A maioria delas brancas e apenas uma negra. Biblicamente, as ovelhas representam o rebanho do Senhor ou Sua igreja. Aos 0:19 o cantor faz o papel do pastor que guia os animais. 

Sobre a ovelha negra entre 0:00 e 0:17 ela é a única que canta e que possui olhos vermelhos. Já ao final do clipe é um bezerrinho branco quem canta. 


Predominância de branco





Entre 0:19 e 0:33 há uma predominância de branco no cenário, seja na cor das casas ou das ovelhas. Contudo, o cantor negro Travis se destaca no ambiente.



O olho que tudo vê



Aos 0:39 aparece no céu a figura de um olho flamejante, representado por nuvens e por uma bola de fogo. Este olho representa o olho de Deus sobre a Terra. No mesmo frame aparece a figura de uma ave, em referência ao Espírito Santo. 



Câmera em 360º



Entre 0:39 e 0:49 há um movimento de 360º que deixa o cenário em várias posições: de cabeça para baixo, para cima e nas laterais. 



Ambientes claros e escuros




Como falei no primeiro tópico, há ambientes claros e escuros no vídeo e isso se deve principalmente pela incidência, ou não, de luz e pelo fogaréu que sai diretamente do céu (0:39 - 1:04).

Este fogo que cai do céu é uma clara referência ao Apocalipse (1:20).



Virgem Maria



Aos 1:31 uma mulher negra iluminada faz referência à Virgem Maria. Ela segura um rapaz em seu colo.



Deus



Aos 1:39 há uma referência clara à figura e imagem de Deus. Travis aparece vestindo uma veste de linho e com barbas longas, rodeado por "anjos", representados por mulheres com perucas rosas.



Moisés



Até Moisés é referenciado aos 1:59, quando Travis aparece com óculos redondos escuros e com um manto com as mãos levantadas para uma multidão, em clara referência ao Sermão do Monte.



Representatividade negra


Tanto a Virgem Maria, como Deus e Moisés são negros, o que demonstra a representatividade da raça no clipe. 



João Batista




Travis aos 2:08 representa a figura icônica de João Batista, enquanto ele batiza mulheres em uma piscina. Ao serem batizadas, elas dançam freneticamente.



Simetria





Praticamente em todos os clipes analisados, percebi uma simetria, e neste não foi diferente. Aos 2:24 há uma entre o cantor Travis e as mulheres batizadas, que estão alinhados no meio da piscina.



Referência ao Ciclope





Aos 3:04 vemos a representação de um Deus iracundo e vingativo, quando de seus olhos saem uma espécie de raios vermelhos luminosos em referência ao Ciclope do X Men.



Câmera em slow motion





Aos 3:14 um rapaz é consumido pelos olhos de fogo de Deus. A câmera faz um movimento em slow motion



O cordeiro de Deus





Aos 4:18 vemos uma representação do nascimento de Jesus Cristo: em um estábulo, com a Virgem Maria segurando um bezerro, em uma clara referência ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.



Letra

A letra fala sobre as pessoas que querem ser Deus, mas não podem por conta de seus pecados, luxúria, bebidas e drogas. A letra quase não tem referências bíblicas, ao contrário do clipe que possui muitas. Fique com um trecho: "Stop tryna be God almighty Fuck the money, never leave your people behind It's never love, no matter what you try Still can see it comin' down your eyes" (Pare de tentar ser o Deus todo-poderoso Foda-se o dinheiro, nunca deixe seu povo para trás Nunca é amor, não importa o que você tente Ainda posso ver isso nos seus olhos). 



Melodia


A melodia é um hip hop com boas entradas e instrumentalidade. Aos 3:13 o ritmo muda para um mais suave e relaxante.


Essa foi a análise de hoje. Espero que tenham gostado. J-J





































Por: Emerson Garcia

terça-feira, 15 de maio de 2018

Ter suas convicções religiosas e acreditar nelas não é ser intolerante; O caso do vídeo polêmico do pe. Fábio de Melo



Semana passada (10) o padre e cantor Fábio de Melo desculpou-se após um vídeo em que durante um sermão na Igreja Católica faz declarações ditas preconceituosas e intolerantes contra as religiões de matrizes africanas. Disponibilizado em sua fanpage com o título Acreditar na autoridade que Deus nos deu e com a descrição "Não tenha medo de macumbas, você tem o poder de fazer milagres", o vídeo foi considerado por alguns como ofensivo. O representante de Movimentos contra a Intolerância Religiosa o babalaô Ivanir dos Santos entrou com uma notificação extrajudicial contra o padre para a retirada da declaração da internet. 

Mesmo com a notificação, o vídeo ainda está no ar com mais de 3,8 milhões de visualizações, 124 mil compartilhamentos, 55 mil curtidas, 8,3 mil "Amei" e 617 "Grr". As curtidas e as reações positivas demonstram que a grande maioria dos espectadores do vídeo concordam com as declarações do padre pop. Por outro lado, houveram aqueles que falaram que o padre foi intolerante e desrespeitoso, o que resultou no pedido de retratação do líder religioso mais tarde.

Em um mundo livre, falar de suas convicções religiosas e no que você crê ou deixa de crer, pode soar como intolerância religiosa. Uma pessoa não pode manifestar seu ponto de vista, sob a acusação infundada de ser intolerante. A pessoa que se "sente" desrespeitada acaba por calar as convicções da outra. No final, aquele que sentiu-se desrepeitado, acaba sendo intolerante com o outro também

Esse post tem os seguintes objetivos: mostrar que o vídeo do Fábio de Melo não foi intolerante; salientar que convicções religiosas não tem nada a ver com intolerância; que canais e fanpages escarnecem os cristãos (e até mesmo adeptos de religiões africanas) e ninguém liga; e explicar que o respeito e a tolerância devem ser vias de mão dupla




O vídeo polêmico


No sermão, o padre Fábio de Melo constrói seus argumentos a partir da fala de Jesus Cristo na bíblia onde ele dá autoridade para seus discípulos expulsarem demônios e realizarem milagres como ele fez e muito maiores. Desse modo, ele fala da proteção divina que os seguidores de Cristo possuem contra mau olhados, invejas, magia negra, macumba etc. Ele expressa convicções cristãs a partir do que está escrito no livro sagrado. Ele não escarnece ou desrespeita as outras religiões, mesmo que use uma linguagem lúdica e divertida. Assista:






Há um contexto e pensamento que precisa ser melhor compreendido a partir do vídeo polêmico do padre. Fábio de Melo não critica as religiões de matrizes africanas, muito menos seus rituais, ele apenas expressa sua fé - a partir de promessas bíblicas - que nenhum mal atinge quem está na cobertura de Deus. Não sejamos ingênuos, mas existem pessoas religiosas que desejam o mal da outra, e não importa se ela é macumbeira, candomblecista, evangélica, católica, testemunha de Jeová ou adventista do Sétimo Dia. O fato é que há aqueles que usam a religião para o mal.

Em nenhum momento, Fábio de Melo declarou guerra aos macumbeiros ou incitou que a comunidade católica destruísse terreiros de macumba e/ou jogasse pedras nestas pessoas, como vemos muitos religiosos fazerem (Prefiro não citar os casos e fatos). Pelo contrário, ele falou dos cristãos católicos frente às investiduras malignas.

Mesmo com um tom irônico e piadista, ele conseguiu passar sua mensagem, a ponto de ser aplaudido por uma multidão quando disse a seguinte frase:

"Se você achar que uma galinha preta na porta da sua casa, com um litro de cachaça e uma farofa de banana tem o poder de trazer destruição na sua casa, na sua vida, você não conhece a força do Cristo ressuscitado".



Para finalizar esse tópico, existe uma ampla diferença entre quem é macumbeiro e quem "faz macumba" com o intuito de destruir a outra pessoa. Reflitam. 



Explicações




Por meio de seu Twitter, o padre Fábio de Melo esclareceu o conteúdo do vídeo para aqueles que não entenderam o contexto e significados de suas colocações e/ou se sentiram ofendidos. No texto, ele fala de "convicções cristãs" e de que "a tolerância religiosa não é abrir mão de crenças, mas de promover um convívio pacífico". Leia o post completo abaixo (com grifos):

"Sempre manifestei publicamente o meu respeito a todas as religiões. O candomblé fez parte da minha origem. Nunca quis ofender ou desmerecer quem quer que seja. Apenas expressei, durante uma celebração cristã, convicções cristãs. Peço perdão aos que se sentiram ofendidos.

Eu não sou proprietário da verdade. Eu estou em busca dela. Quero o esclarecimento espiritual que me coloque ao lado de todos. Diferentes e iguais a mim. Somos irmãos e não me sinto melhor que ninguém. Se fui infeliz na forma como expressei o meu não crer, perdoem-me.

Já fiz um contato com o babalorixá Ivanir dos Santos. Ele foi extremamente gentil comigo. Nosso desejo é esclarecer que tolerância religiosa não significa abrir mão do que cremos ou não cremos, mas conviver harmoniosamente, colaborando na construção de um mundo melhor.


O mundo já está dividido demais para que criemos outras divisões a partir de nós."



Convicções religiosas Vs. Intolerância







Cada religião que conhecemos possui sua convicção e isso deve ser respeitado. testemunhas de Jeová não doam nem admitem transfusão de sangue: ISSO DEVE SER RESPEITADO; espíritas acreditam na reencarnação: ISSO DEVE SER RESPEITADO; católicos possuem e acreditam em santos: ISSO DEVE SER RESPEITADO; evangélicos não acreditam: ISSO DEVE SER RESPEITADO; adventistas do Sétimo Dia guardam o sábado: ISSO DEVE SER RESPEITADO; macumbeiros e candomblecistas fazem despachos, oferendas e sacrifícios: ISSO DEVE SER RESPEITADO; católicos e evangélicos não acreditam no poder da macumba sob aqueles que estão debaixo da proteção de Deus: ISSO DEVE SER RESPEITADO.

O fato do Fábio de Melo não acreditar em macumbas e/ou mau olhado não significa que  desrespeita as religiões de matrizes africanas. Mas, sim, que suas convicções religiosas não condizem com as de outrem. Entendem? É o que ele fala na seguinte frase (com grifos):


"Com todo respeito à quem acredita nisso, mas isso não é uma compreensão cristã, porque estamos debaixo dos raios misericordiosos desse Senhor que nos livrou de todo o mal". 


Em miúdos, o que Fábio de Melo disse é que banho de arruda, despacho com "galinha preta, cachaça e farofa de banana" e sacrifícios de animais e humanos não fazem parte da realidade cristã. Desse modo, cada religião possui sua fé, seus elementos, suas crenças e convicções, como bem disse Frei Betto recentemente:


"Tanto a galinha da macumba quanto o pão da eucaristia são objetos de fé de quem acredita no caráter sagrado da oferenda. O vinho da missa e a cachaça do despacho dependem da crença dos fiéis."


Ser tolerante com a religião do outro não é tarefa fácil. Você pode acreditar que somente suas convicções religiosas são as corretas e verdadeiras, menosprezando às dos outros. Ao contrário do que possa parecer, o que Fábio de Melo destacou foram as convicções cristãs, mas sem dizer que quem faz macumba está errado, sem criticar os rituais de religiões de matrizes africanas e sem ser intolerante

Como você pode afirmar isso, Emerson? A partir das próprias falas do padre pop, como: "Com todo RESPEITO a quem faz a macumba" e "Com todo RESPEITO à quem acredita nisso". Ele não disse: "Quem faz macumba vai para o inferno" ou "Quem é da macumba está errado. Só a religião católica é a certa". Se o assim o fizesse, aí sim, em minha opinião, seria intolerante



ATEA, Porta dos Fundos e Tá no Ar: A lei vale - realmente - para todos?



Diante da polêmica com as declarações do líder religioso católico, me pergunto se a lei de tolerância e respeito vale para todos ou ela é específica e restringente. Fanpages como da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA), canais como Porta dos Fundos e programas de TV como Tá no ar! A TV na TV publicam conteúdos que desrespeitam as religiões, sejam elas quais forem (Mas principalmente religiões cristãs) e tem a aceitação e apoio do público de massa. Veja bem: não disse que não há processos movidos contra essas organizações, mas que as piadas, brincadeiras e chacotas contra as religiões são aplaudidas, curtidas e admiradas

VAMOS AOS NÚMEROS: o Porta dos Fundos possui mais de 14 milhões e 300 mil seguidores; a ATEA mais de 735 mil e 600 curtidas e o Tá no ar! teve uma média de audiência na última temporada de 14,32 (Isso para o horário em que o programa é exibido é maravilhoso!). A hipocrisia, portante, surge: por que criticar a fala do padre, se você é um apoiador e um fã desses programas conteúdos?

Memes, imagens e vídeos como esses abaixo fazem enorme sucesso entre o público:


































O respeito à fé e às convicções religiosas dos outros devem ser colocados em prática por todos - não importa o credo, a religião, a cor, a classe social. Se a liberdade de expressão é dada ao Porta dos Fundos, por que não ao padre Fábio de Melo? Por que o babalaô notifica o padre pop, mas não o Tá no Ar!, por exemplo, por conta da Galinha Preta Pintadinha? É um caso a se pensar.

O Léo, do Na Igreja, manifestou sua opinião sobre no Instagram:





Transcrevo o que ele disse:


"O padre Fábio de Melo foi notificado por intolerância religiosa por esse sermão aí.

O Padre Favo de Mel não pode falar DURANTE UMA MISSA que macumba não pega, mas a ATEA - Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos e o Porta dos Fundos podem escarnecer dos cristãos publicamente sem JAMAIS serem punidos. Deus tá vendo.

O que vocês acham dessa barbaridade com quem tem pensamento cristão?

CURTE SE VC CONCORDA COM O QUE O PADRE FAVO DE MEL DISSE"



Para lá; para cá








Concluimos o seguinte:

- O respeito e a tolerância devem ser uma via de mão dupla;

- Do mesmo jeito que se respeita as convicções religiosas do outro, este outro deve fazer o mesmo;

- Em momento algum o padre pop desrespeitou a religião de origem africana, para o babalaô não concordar com sua opinião e pedir que o vídeo fosse apagado;

- Confundir convicções religiosas com intolerância é uma atitude de quem não entende os contextos das situações;

- A lei de respeito e tolerância religiosa deve servir para todos, não importa que posição ocupe;

- Relativizar discursos, rir e entreter-se com piadas de cunho religioso, é o mesmo que ser intolerante; e

- Acreditar que somente a sua religião é a correta e a certa é ser intolerante e desrespeitoso. J-J


Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A comunidade LGBTQ+ e a Religião




Esse, talvez, seja o post mais polêmico dessa semana. A convergência e o diálogo entre esses dois pólos é algo complicado, mas nós - Emerson Garcia e Thiago Nascimento - nos encorajamos a falar desse assunto tão espinhoso. Esse texto não tem o objetivo de discutir a bíblia, de formar paladinos e heróis, ou mocinhos e bandidos. Mais do que promover um embate, queremos, sim, o debate de várias questões e pontos relevantes. 

Desse modo, falaremos dos seguintes temas em forma de tópicos: Ser gay é pecado?; É possível ser LGBTQ+ e religioso?; Como acolher fiéis gays?; e Teologia inclusiva


1- Ser gay é pecado?






Segundo alguns sacerdotes católicos e evangélicos, a resposta para essa pergunta é não. “Orientação sexual não é o que vai definir a nossa salvação”, é o que afirma o bispo dom Maurício Andrade. No outro lado da história, o pastor Silas Malafaia insiste em pregar repetidamente o mesmo texto conservadorista: “Homossexualidade na Bíblia é pecado. Pode tentar forçar, mas é pecado”.

Ainda rebatendo esse pensamento do pastor, o bispo diz que não há nenhuma menção à homossexualidade no Novo Testamento e que há várias passagens que pregam a inclusão. “É muito provável que as pessoas homoafetivas fossem acolhidas por Jesus”, conclui.

Em março de 2011, o arcebispo Desmond Tutu lançou um livro denominado Deus não é cristão e outras provocações que conta com um texto sobre a inclusão dos homossexuais na igreja (com grifos):


Todo ser humano é precioso. Somos todos parte de uma família de Deus. Mas no mundo inteiro, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros são perseguidos. Nós os tratamos como párias e os fazemos duvidar que também sejam filhos de Deus. Uma blasfêmia: nós os culpamos pelo que são”.






Uma escola católica tratou o casamento gay como algo pecaminoso. Um aluno resolveu contestar com uma tese de 127 páginas escrita de janeiro a maio desse ano (com grifos e acréscimos):

“Eu frequento uma escola católica e eles queriam que eu escrevesse um trabalho sobre como casamentos gays são ‘errados e perigosos’. Em vez disso, escrevi essa tese ("Casamento gay é fabuloso") de 127 páginas."


Durante 127 páginas (que podem ser lidas aqui), o aluno refutou o trabalho proposto com diversas citações bíblicas e de estudiosos. Para ele, a Bíblia não condena a homossexualidade e incentiva o amor por várias vezes (com grifos): 


“Fica evidente a partir desse estudo que Cristo jamais condenou a homossexualidade. Deus também não, e nem a Bíblia. [...] Não há evidências de que a Bíblia condena relacionamentos amorosos, e sim a luxúria, a violência e a ganância. [...]

Deus criou a você e não cometeu erros. Deus me fez gay e não cometeu erros. ‘Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças’ (Timóteo Cap. 4 Vers. 4). O casamento não é entre homem e mulher, mas entre amor e amor. O amor não é errado e nem um engano. Nem é uma abominação. Amor é apenas amor."



Na opinião do bispo dom Maurício, a interpretação bíblica que condena a homoafetividade é errônea:

Quem interpreta que a Bíblia condena a homoafetividade está sendo literalista. Cada texto bíblico está inserido num contexto político, histórico e cultural, não pode ser transportado automaticamente para os dias de hoje. Além disso, a Igreja tem de dar resposta aos anseios da sociedade, senão estaremos falando com nós mesmos.”



2- É possível ser LGBTQ+ e religioso?







Antes de tudo, religião é diferente de ser religioso. É possível fazer parte de uma religião e não ser religioso e vice-e-versa. Ser religioso depende do indivíduo, não da religião. Fé e crença em algo sobrenatural são coisas adquiridas com um relacionamento íntimo com Deus, que podem, ou não, ocorrer em um templo. 

Desse modo, é possível ser LGBTQ+ e religioso, pois a fé e a intimidade são próprias de cada pessoa. Eu não posso interferir na sua forma de crença e como você é religioso, nem você na minha e como eu sou. Você não pode julgar minha interpretação de religião, muito menos eu a sua. Quem é capaz de julgar alguém assim: Deus não o ouve, por causa da sua forma de se portar, de se vestir, de ser e por conta de sua escolha sexual? Ninguém, já que trata-se de um relacionamento íntimo que não lhe diz respeito. 

A religião cria dogmas, estereótipos e rituais. Quando falamos de ser religioso estamos falando de uma esfera bem distinta. Falamos de dogmas, estereótipos e rituais que mudam de pessoa pra pessoa. 


3- Como acolher fiéis gays?


Continuando as sequências de polêmicas, precisamos falar urgentemente sobre como os fiéis de várias religiões aceitam a comunidade LGBTQ+. Convivemos no dia a dia com pessoas como o pastor Feliciano, que insiste em dizer que pessoas homossexuais não podem e não devem fazer parte da comunidade cristã, a menos que “se cure”. Toda essa questão de cura é assunto para outra hora.

Ao contrário de pessoas como o pastor, existem aqueles que aceitam e ajudam a comunidade LGBTQ+. Como foi o caso de um pastor homossexual e seu marido, que criaram uma igreja para acolhê-la, visto que esta ainda sofre muita exclusão da comunidade cristã. Em sua igreja 90% dos frequentadores são homossexuais. 

Em nossa opinião, isso não é muito certo, porque embora faça com que essas pessoas possam frequentar uma igreja de sua religião, promove uma separação ainda maior entre a comunidade LGBTQ+ e a Igreja.

Mesmo depois da aceitação por parte da Igreja, eles ainda tem que passar pela aceitação dos pais, que muitas das vezes também são cristãos e de outras igrejas que ainda abominam a homossexualidade. Como já disse o bispo dom Maurício Andrade: 


“Todo ser humano é precioso. Somos todos uma parte da família de Deus."



4- Teologia inclusiva






Atualmente, a teologia inclusiva tem se disseminado no Brasil e no mundo, com o objetivo de aceitar e acolher a comunidade LGBTQ+. Esta é praticada, em sua maioria, não por comunidades religiosas tradicionais, mas por atores do próprio gueto LGBTQ+, que se dispuseram a incluir pessoas de sua mesma condição em um ambiente religioso. E o que seria teologia inclusiva?

Veja como conceitua o livro Bíblia e homossexualidade: verdade e mitos (com grifos):

"A Teologia Inclusiva, como a própria denominação sugere, é um ramo da teologia tradicional voltado para a inclusão, prioritariamente, das categorias socialmente estigmatizadas como os negros, as mulheres e os homossexuais. Seu pilar central encontra-se no amor de Deus pelo homem, amor que, embora eterno e incondicional, foi negado pelo discurso religioso ao longo de vários séculos."


De acordo com o excelente texto O arco-íris invade o céu do UOL disponível aqui a teologia inclusiva é o refúgio de muitos da comunidade LGBTQ+, mesmo com questionamentos:

"A teologia inclusiva se apresenta como a única forma de os gays terem uma vida religiosa plena, mas até internamente essas igrejas sofrem dilemas: são santuários de gueto ou de transição? Esses templos recebem também heterossexuais, mas ali eles são minoria." 



A teologia inclusiva prega a inclusão a partir da contestação de partes da Bíblia, o que pode soar como uma atitude militante gay. Por que não incluir essa comunidade, a partir do discurso bíblico do amor? Por que é preciso contestar a Bíblia? Isso pode ocasionar mais embates entre esses pólos.

Talvez essa teologia inclusiva - que relê, reinterpreta e resiginifica trechos da Bíblia - não seja ta mais adequada. O termo poderia ser bem aproveitado se trabalhasse de forma massiva a inclusão. 

Quando lemos os outros verbetes que significa a mesma coisa, a situação torna-se mais preocupante: teologia queer e teologia gay. Acreditamos que não é preciso criar uma Bíblia gay (Tem até alguns projetos para tirar trechos ditos 'homofóbicos' do livro sagrado e criar outro livro!) e conceitos religiosos gays para fazer com que a comunidade LGBTQ+ seja inclusa na religião.


Para aqueles que acham que sua interpretação da Bíblia é única, saibam que você não é a última Fanta do engradado e, além disso, Deus não separa ninguém. Somos todos filhos Dele. Deus curte minorias. Então, vamos parar com essa palhaçada porque somos todos humanos. Se ser gay é pecado, você que julga uma pessoa pela sua sexualidade (que não é algo que a pessoa escolhe), também está pecando de uma certa forma. Sejamos felizes. Os gays só querem viver em paz. Viva o amor! J-J





Por: Emerson Garcia e Thiago Nascimento

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Parem o islã! Salvem o mundo ocidental e cristão! - parte 3: considerações finais?

Está é uma série de textos acerca do tema islã e o mundo ocidental em xeque. Esta é a terceira e última parte. A primeira e segunda parte está aqui e aqui.


Brasil: O dedo indicador afirmando que “Alá é Deus”. Gesto de provocação perante uma igreja católica ao fundo | infielatento.blogspot.com.br


Que bom encerrar esta série de textos acerca do tema. O objetivo era claro: desmascarar qualquer tipo de palhaçada sobre o terrorismo na Europa. Você que acompanhou isso tudo, já sabe que há uma civilização querendo matar outra e esta outra contribui em seu suicídio cultural. Tudo isso em nome da “tolerância” e não para parecer “xenófobo, racista, fascista, intolerante” e outros apelidos usados para provocar uma camisa-de-força mental.

Coloquei considerações finais? deste modo porque sei que isso nunca termina e cabe somente a você, leitor do Jovem Jornalista, procurar mais informações. Não sou um sabe-tudo e sei que você não é uma massa humana desprovida de inteligência, portanto cabe a vossa mercê ficar alerta com o que ocorre no mundo ou fingir que tem informação por meio dos meios de comunicação tradicionais.

A última parte do texto poderá ofender muita gente, mas prefiro “ferir sentimentos” a fazer o papel de beautiful people do mainstream só para ficar de bem com todo mundo para evitar receber as pechas descritas no primeiro parágrafo. 


Suecas preferem estupradores a “racistas” e como o feminismo contribui para a destruição civilizacional


“Trocamos racistas por estupradores” | YouTube/ Black Pigeon Speaks


A hashtag #inteerkvinna (ou “não sou sua mulher”) foi a resposta das mulheres da Suécia aos estupros que elas sofriam dos imigrantes islâmicos. Isso mesmo que você leu: elas – estupradas por islâmicos – não querem ser defendidas pelos homens suecos. Aliás, apesar deste país ter a maior igualdade de “gênero” em vez de sexo - troca sutil que faz muita diferença - a Suécia é campeã mundial de estupros. Mesmo assim elas não querem proteção dos homens de lá. Por conta da lavagem cerebral que a nação sofrera por décadas, vê-se o absurdo de, por exemplo, aceitar que homenzarrões islâmicos possam ser chamados de “crianças”. Veja o porquê neste vídeo:




Na outra esfera, o feminismo contribuiu na efeminação do homem e na discriminação de qualquer tipo de atitude masculina, chamando de “machismo”. Em resumo, o homem ocidental foi reduzido a um mero nada. Ser homem e agir como tal é “perigoso e violento” e é até melhor ser “sensível, aberto, compreensível”. Mudando rapidamente de assunto, machismo não é nada do que se ouve por aí. Esta imagem dá o real, original e legítimo significado de machismo:

Machismo é isto e ponto final. | Facebook/Metendo a Real


Voltando ao assunto, com um homem deixando o machismo ele se tornou mais sensível e fraco o suficiente para pôr medo em ninguém. Muito menos mete medo nos terroristas. Assim viu uma jornalista dinamarquesa em constatar o óbvio: com homens sem agir como homens, as mulheres estão a mercê da violência e os violentos têm total respaldo da mídia e da política politicamente correta:




Essa é a realidade: você acha que estes ‘homens’ protestando de vestidos, saias, maquiagens e lencinhos vão intimidar os criminosos e que isso protegerá as mulheres? A jornalista da Dinamarca está certa: a ausência da autoridade e força masculina deixa não só as mulheres, mas uma sociedade inteira a beira da extinção do modo de vida ocidental. Os islâmicos atacam porque nos veem como fracos. Ou se revida ou se morre. Nada mais!

Este outro vídeo faz uma relação entre a emancipação feminina em todos os aspectos, a decadência ocidental e a dominância dos islâmicos. É polêmico, mas é verdade: a relativização da moral, a liberdade das mulheres e a frouxidão dos homens do ocidente causa a instabilidade e o caos geral que vemos.




Panorama: impacto geral

No Facebook, foi-me chamado atenção a este texto onde a incompreensão da realidade somente perpetua a violência sem fim, e não é colocando vestidinho de mulher e cantando Imagine no memorial dos mortos de Paris que se assustará os terroristas:

O suicídio civilizacional europeu prossegue em cores vivas:No último sábado, um grupo de supostos homens organizaram...



Destaco o mais importante:

“Muçulmanos na Europa estupram e agridem mulheres europeias porque eles entendem que uma mulher não muçulmana é uma infiel ao islã, e, portanto deve ser tratada como despojo e objeto de pilhagem de guerra, podendo e devendo ser usada e abusada sexualmente por um muçulmano, pois é exatamente isso que ensina o alcorão. O mesmo alcorão que diz que todo muçulmano está em guerra permanente, a jihad islâmica, contra o resto da humanidade que não é muçulmana.”


Nem xenofobia, nem frouxidão

Aposto e ganho como tem gente salivando para me chamar de “xenófobo”. Não ligo porque sei que não sou um. A questão principal é: quem pode ou não entrar em determinado país sem que haja preocupações de ordem social? Quem me lê a um bom tempo sabe que tenho sangue francês, mas nasci no Brasil. Meu filho até hoje serve a Legião Estrangeira da França em nome da tradição militar da família Blanche.

Há estrangeiros e estrangeiros. Uns podem acrescentar riquezas culturais ao país que os acolheu, e outros apenas vivem dos benefícios sociais do governo. Sem falar em causar distúrbios. Para se ter uma ideia, as quatro principais emissoras de TV do Brasil foram fundadas por descendentes de italianos, portugueses, judeus, turcos e libaneses.

A fundação do Brasil se deu pela união de três povos, nos quais, com cada contribuição cimentaram a identidade nacional – levando em conta o conceito arraigado de unidade nacional com força da religião católica e do império português: o cimento da unificação do Brasil.

No nosso país comemos arroz e feijão com carne e farinha de mandioca; deitamos na rede enquanto ouvimos uma cantiga de roda após jogarmos capoeira. De noite, quem sabe um sushi ou se quiser andamos por aí, mas nem pense em apontar o dedo às estrelas senão dá verruga.

Viu como neste último parágrafo foi possível assimilar tanta herança de cada povo? Quero ver quem advinha de onde veio essa coisa de “não apontar o dedo no céu.”


Olavo desmascara mentira de Narloch sobre Bolsonaro

Um caso especial de como a mídia está disposta a repetir mentiras sobre o assunto de imigração, refugiados e etc. foi o caso do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) que falou a respeito do assunto. Vamos por partes:

1) Em entrevista ao Jornal Opção, com o título Bolsonaro vê imigrantes como “ameaça” e chama refugiados de “a escória do mundo”, assim disse o deputado a respeito do enfraquecimento das forças armadas e o fluxo desenfreado de imigrantes em território brasileiro:

“Não sei qual é a adesão dos comandantes, mas, caso venham reduzir o efetivo (das Forças Armadas) é menos gente nas ruas para fazer frente aos marginais do MST, dos haitianos, senegaleses, bolivianos e tudo que é escória do mundo que, agora, está chegando os sírios também. A escória do mundo está chegando ao Brasil como nós não tivéssemos problema demais para resolver.”


COMENTO: O defeito principal que aponto em Bolsonaro é a falta de organizar suas ideias e isso faz ter as pechas de “preconceituoso, racista e etc.” Um pouco de media training e prudência em não cair em armadilhas de linguagem seria bom.


2) Em resposta ao deputado, Leandro Narloch fez um texto chamado Deixe a escória entrar, Bolsonaro. Pois faremos com ela um grande país distorcendo a fala do parlamentar e fazendo uma falsa analogia entre os imigrantes do passado e os ditos “imigrantes” dos novos tempos. Assim se destaca em seu artigo:

“É isso mesmo: Bolsonaro comparou imigrantes, gente que atravessa mares e percorre países a pé para encontrar um trabalho, com “marginais do MST” interessados em privilégios do governo e em tirar riquezas dos outros.
É verdade que haitianos e bolivianos são a escória do Brasil de hoje. Assim como poloneses, japoneses, alemães e italianos (alguns deles de sobrenome “Bolsonaro”) eram a escória da sociedade brasileira há um século. [...] Economistas estão cansados de dizer que imigrantes não são um problema, mas a solução. Em maioria adultos jovens, contribuem mais em impostos do que gastam em serviços públicos. Ao ocupar vagas de baixa qualificação, liberam os brasileiros para trabalhos mais produtivos.”


COMENTO: Narloch ignora todo o contexto da dita “imigração” em nossos tempos. No texto anterior a este, deixei claro que passaportes foram roubados para facilitar a entrada na Europa. Leandro Narloch raciocina que o final das contas todo mundo quer apenas dinheiro e nada mais. Com um destes passaportes, terroristas entraram na França e em 13 de novembro houve o que houve, nem preciso dizer.


3) Em contrarresposta, Bolsonaro fez um vídeo esclarecendo o que foi dito em sua entrevista e reforçou o contexto da frase:




COMENTO: Enfim, sem dúvida nenhuma, Bolsonaro desenvolve os pontos omissos na entrevista e encerra a questão de vez. Era isso o que deveria ter dito, se houvesse mais jogo de palavras por parte do deputado federal nunca precisaria fazer uma contrarresposta.


4) Em vídeo, o filósofo, escritor e jornalista Olavo de Carvalho corrige as distorções e mentiras ditas pelo articulista da Veja. Ficou claro que Narloch raciocina no esquema “imigrante=escória” e nivela todos esses em um grupo de espírito e estirpes únicos:




Daí em diante, meus caros leitores, é um show de lambança por parte de Narloch ao dizer que Olavo errou, inclusive com acusações infundadas de compará-lo ao comunista Luís Carlos Prestes. Mas o que “salva a pátria” é o longuíssimo porém relevante texto de Pérsio Menezes no site do Jornal Opção onde se destrincha cada picaretagem intelectual por parte de Narloch acerca do ocorrido.

Ao voltar ao assunto "Leandro Narloch", o articulista pensa na lógica dinheirista a respeito da imigração ignorando todos os fatores econômicos e sociais da população nativa e outra estrangeira no qual causa conflito cultural que o tal “enriquecimento”. Quem leu os textos de Pérsio vai entender que este último texto de Narloch ainda corre em vícios incuráveis. Fazer o quê? Libertários, minha gente!


Em breve: a terceira maior religião do Brasil

Neste link está os verbetes que mostram o disfarce pacífico do islã até que o AL‐WALA’ WA’L‐BARA seja ecoado. Enquanto isso não acontece, será feito um teatro com cenas de “tolerância e solidariedade”. Aí me perguntam: seriam capazes de cometerem atentados no Brasil? Vai depender de como o país vai lidar com este fluxo de movimentos.


E para encerrar esta série (?)

Não preciso encerrar esta série com mensagem de poderoso efeito. Todo o conteúdo está aqui como nos textos anteriores. Apenas deixo claro que nada que ocorre neste mundo é por acaso. Aqui explanei, da melhor forma possível, as variantes no teatro de operações neste planeta terra. O ponto de interrogação fica lá porque sei a qualquer momento alguém – ou por ignorância do assunto ou por canalhice trapaceira – vai me dizer que “estou errado sobre isso e etc.”. Depois da leitura deste texto espero que você seja menos ingênuo sobre o assunto.

Apesar de até agora ninguém me pôr qualquer ofensa sobre ter abordado o assunto, sempre fiz questão de deixar claro minhas razões, não para dar satisfações a alguém, mas explicar o porquê de eu não ser um “intolerante ou algo assim”. Demorei a abordar este assunto porque busquei me cercear de todos os conteúdos que desnuda mitos, mentiras e equívocos ilusórios que – pasmem – ainda norteia a grande imprensa, esta que teria a obrigação de informar o público em vez de esconder dados e fatos para obedecer ao pensamento de “estar de bem com todos”.

Eu não sou assim e nunca serei. A verdade acima de todas as coisas deveria ser a divisa dos jornalistas, porém se recusa a revelar o que acontece conosco; ou por medo, canalhice, manter aparências mesmo que isso custe a vida de muita gente. Infelizmente digo que a França, os franceses e o povo do ocidente vão ter que sofrer muito mais de novo para serem obrigados a enxergarem o óbvio. Lamento, mas a realidade bate na cara dos iludidos. J-J


Por: Pedro Blanche
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