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segunda-feira, 30 de junho de 2025

As paletas de cores de cada noticiário da Globo

Você já percebeu que as paletas de cores dos noticiários da Rede Globo seguem a possível cor do céu do horário em que são exibidos? Descobri isso esses dias e fiquei maravilhado. A paleta de cores dos noticiários da Globo variam de amarelo, laranja, amarelo queimado, azul céu, azul marinho e azul escuro, distinguindo o período do dia em que são apresentados.

O Hora 1, que é o primeiro telejornal diário do canal, imita o arvorecer e o nascer do sol, já que passa antes das 6 horas da manhã. O Bom Dia já traz um amarelo mais forte, com a intensidade dos primeiros raios solares do dia. O Bom Dia Brasil já é na cor laranja, bem mais forte que o anterior. O TV1 traz um laranja intenso, seguindo o sol de meio dia. Já o Jornal Hoje traz um amarelo queimado, representando aquele solzinho da tarde. 

A partir de 19 horas, quando os jornais noturnos são exibidos, a paleta de cores do jornal sai de amarelo e laranja, e passa para azul céu, azul marinho e azul escuro, representados, respectivamente, pelo TV2, JN e Jornal da Globo

A utilização da paleta de cores ajuda a criar uma identidade visual para cada área de conteúdo e a facilitar a identificação dos programas pelo público, além de transmitir a atmosfera e o tipo de informação que o noticiário irá apresentar. 

A Globo reformulou seu visual nos últimos anos para reforçar a identidade de cada área da programação. Por exemplo, a cor azul profundo e escuro do Jornal Nacional, além de remeter ao horário em que o telejornal é exibido, transmite neutralidade, credibilidade e confiança. Esses são atributos fundamentas de um telejornal de referência. As tonalidades mais leves e suaves do Hora 1, por sua vez, alinham ambientes dinâmicos e diurnos, aquele programa com uma paleta clara e que remete a aurora, para começar bem o dia. O Bom Dia utiliza a paleta amarela, trazendo aconchego e energia típica do começo do dia; já o TV1 traz uma cor quente (laranja) que transmite proximidade e atualidade, enquanto o TV2 azul mais escuro, para o noticiário vespertino, reforçando seriedade e maturidade do conteúdo.

A escolha de paletas cromáticas nos telejornais da Globo vai além da aparência, trata-se de uma linguagem que organiza, tranquiliza e cria identidade forte para cada tipo de jornal. Essas escolhas contribuem para experiência imagística coesa e alinhada com o propósito editorial. 

Você já sabia dessa curiosidade sobre as paletas de cores dos jornais da Globo? Qual paleta faz mais sentido para você? Digam nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Resenha 'Uma nova ordem audiovisual: novas tecnologias de comunicação' de Candido Mendes


O livro Uma nova ordem audiovisual: novas tecnologias de comunicação de Candido José Mendes faz um apanhado histórico da história da televisão, assim como das tecnologias que foram se aperfeiçoando, como o satélite, o videoteipe, entre outras. Embora o autor diga que faria um apanhado das novas tecnologias de comunicação, ele se detém a falar da televisão, o que deixa a leitura enfadonha algumas vezes, embora a obra seja apocalíptica para a época que foi produzida.

Mendes perpassa desde o surgimento da televisão no Brasil, sistemas televisivos internacionais, videocassete, até chegar a TV a cabo, pay per view e satélites. À medida que a sociedade evoluía, o aperfeiçoamento da imagem era pré-requisito. Essa exigência deu-se desde a programação dos canais até a qualidade das imagens e recursos. E, além disso, os meios de comunicação audiovisuais deveriam segmentar a programação, uma vez que os telespectadores necessitavam de inovações.

Foi aí que surgiu a TV a cabo, que mudou substancialmente a ordem audiovisual, uma vez que a relação entre programação e publicidade seria ressignificada, além de produzir maior autonomia ao telespectador. Com relação a mensagem e meio, o autor traz o conceito de videoteipe. Ele permitiu uma nova dinâmica no ambiente televisivo, já que até então, os programas eram ao vivo.


Ainda no âmbito da mensagem, o satélite propiciou uma imensa velocidade na troca de informações e simultaneidade. Uma pessoa do Brasil e do Japão podem ter a mesma notícia no mesmo espaço e tempo.

Na década de 1980, o autor já fala da programação do pay per view, que é o bom e velho pague para ver. Isso cambiou o cenário de consumo de programação, já que outra vez, além da TV a cabo, o telespectador possui autonomia perante a programação. 

Todos os conceitos que Mendes trabalha servem para pensar como, atualmente, a TV se encontra e qual o estágio dela. Cada vez mais os meios de comunicação devem se adequar aos gostos dos telespectadores, com as tecnologias. É claro que, agora, existem mais recursos. A lição do livro, através de um espelho que espelha tanto o presente como o passado, é que as tecnologias devem ser utilizadas como uma forma de produzir comunicação. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina de Política e Legislação em Comunicação da UCB

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Ética na profissão de jornalista


A Ética aplicada ao Jornalismo está ligada às reportagens jornalísticas de caráter investigativo, uma vez que o repórter tem o objetivo de denunciar escândalos, corrupções, até então não sabidos do público. O trabalho assemelha-se a investigação policial, onde deve-se ter cuidado com as informações, e, principalmente, cautela.

A cautela é o principal elemento para a realização de um trabalho desse calibre, pois, muitas vezes, o jornalista, por achar que deve informar o público a qualquer preço, passa por cima de princípios éticos, utilizando gravadores escondidos ou câmeras. Leandro Fortes (2005), consagrado jornalista investigativo, diz que as empresas jornalísticas podem obter informações de maneira limpa ou então de forma que ultrapassa limites:

"Uma das maiores dificuldades da investigação jornalística reside, justamente, nas bases éticas de uma atividade muito mais próxima do trabalho policial do que, propriamente do jornalismo [...] A tentação de se descobrir a verdade, ou dela se apropriar como trunfo, pode levar as redações a optarem por todo tipo de meio investigativo, legal ou não [...]" (FORTES, 2005, p.19)



Kovach e Rosenstiel (2004) conceituam a reportagem investigativa em três tipos, são elas: a Reportagem Investigativa Original, a Interpretativa e Sobre Investigações. Para estudar a ética na profissão, é interessante aprofundar-se na Reportagem Investigativa Original, que está diretamente associada ao trabalho policial:

"Pode usar táticas similares ao trabalho policial, como sair em busca de informações, consultas a documentos públicos, uso de informantes e até, em circunstâncias especiais, trabalho secreto ou monitoramento subreptícia de atividades" (KOVACH e ROSENSTIEL, 2004, p. 177)


Os meios legais, ou não, que os jornalistas utilizam devem ser analisados à luz do Código de Ética do Jornalismo Brasileiro, aprovado em 29 de setembro de 1985 pela Federação Nacional dos Jornalistas. No código diz que o jornalista deve deixar claros os meios que irá utilizar para compor a reportagem, tais como disfarces ou câmeras ocultas, justificando-os e comprovando que não teria outra forma de buscar as informações.


No que se refere à ética ainda, o código confere autonomia ao jornalista no que tange as fontes. É dever do profissional resguardar o sigilo destas: “Sempre que considerar correto e necessário, o jornalista resguardará a origem e a identidade das suas fontes de informação” (CÓDIGO DE ÉTICA DO JORNALISTA PROFISSIONAL, pg. 5). Mas o direito de preservação pode vir da fonte por uma recomendação de colocar nomes fictícios e de não gravar vozes ou tirar fotos. Desse modo, o código apresenta um problema, ao retirar o direito das fontes diante da informação.

Kovach e Rosenstiel falam da importância de colocar a transparência em relação ao trabalho jornalístico. Ele precisa ser leal e verdadeiro com as suas fontes, explicando-lhes o trabalho que pretende realizar. Di Franco (1996) fala que é direito do ser humano a privacidade, e por isso, os jornalistas precisam respeitar o espaço de suas fontes:

"Há uma fronteira ética entre o direito à informação e o direito à privacidade: o bem comum, o verdadeiro interesse público. A imprensa tem relevante papel de denúncia, de contraponto. Essa função, no entanto, nada tem a ver com a curiosidade agressiva, com o afã de escândalo ou com atitudes de retaliação" (DI FRANCO, 1996, p.18)



A Ética no Jornalismo, ao meu ver, não deve ser generalista, e, sim, contemplar as particularidades da profissão. Por outro lado, a consciência ética de cada jornalista deve contar bastante, e isso não está escrito no código. Pensamos a profissão como elencada à ação social tradicional que Weber explica no livro de Kunczik (WEBER apud KUNCZIK, 2001, p. 40). Ele diz que ela deve ser resultante da constante prática de hábitos éticos. Desse modo, para uma boa conduta ética jornalística faz-se necessário um contínuo aprendizado de valores que desafia o profissional diariamente. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina de Ética da UCB

terça-feira, 21 de maio de 2024

Resenha 'O ponto de vista no filme documentário' de Manuela Penafria

O texto O ponto de vista no filme documentário de Manuela Penafria conceitua o documentário em contraposição com a ficção. Elenca-o ao processo de realização de escolhas e indagação destas, uma vez que tem como retrato a realidade, e, acima disso, como o documentarista a referencia. O documentário, portanto, situa-se na captação de imagens e cenários naturais e no processo de criação autoral.

O desafio proposto por Manuela parte justamente de como realizar um documentário. Ele é conceituado como estrutura narrativa com introdução, desenvolvimento e conclusão, de modo organizado e lógico com capacidade de chamar a atenção do público.

Mesmo com a criatividade e a autonomia, o documentarista deve estar ciente dos seus limites. Deve buscar um tema que tenha potencial de aprofundamento e possua interesse público. As temáticas dos documentários não necessitam ser geradas de notícias factuais. Contudo, discordo da autora quando diz que o documentário exclui a atualidade. Há temas livres, como há temas de notícias.

O programa A Liga, exibido na Band, é um bom exemplo para quebrar a generalização da autora. O documentário televisivo apresentou tanto temas diversos, sem gancho de notícias, como Milionários, O prato dos brasileiros e Mitos Sexuais; assim como temáticas com gancho atual. Mudanças climáticas – que investigou os desastres das enchentes do RJ e SP alguns anos atrás – e Jovens e Violência – que trouxe o caso do jovem que massacrou alunos de uma escola no RJ recentemente - podem ser citados.

Entendo o documentário sobre dois pontos. Primeiro como complemento de notícias factuais, uma vez que em um telejornal tradicional é praticamente impossível tratar com detalhes os assuntos, pois destina-se de 1 a 2 minutos para cada notícia. Segundo, como a possibilidade de discorrer assuntos interessantes e criativos. Após as escolhas da pré-produção, o momento das filmagens é primordial. O documentarista deve estar ciente das imagens que irá utilizar; as pessoas que irá entrevistar; os planos e enquadramentos; luzes; sons, entre outros. Ele filma de acordo com o que foi preestabelecido, no entanto, levando em consideração o instante da filmagem, já que a realidade é mutável. O desafio encontra-se em como encaixar escolhas pré-definidas e trabalhar os materiais na pós-produção.

Desse modo, a autora traz os conceitos de controle gráfico e controle narrativo. É importante definir, por um lado, a estética do documentário, assim como a montagem na pós-produção. O roteiro final do documentário não é o momento das filmagens, e sim a arte final, o processo de montagem do material colhido. O ponto de vista do documentarista não pára no momento da filmagem, e sim, quando o documentário é finalizado.


O programa A Liga nos permite perceber todos os processos de um documentário que desemboca em uma narrativa cinematográfica própria. A pesquisa aprofundada do tema, com dados estatísticos, assim como os possíveis contatos com os entrevistados, parte para a etapa de filmagem, mas não é tudo. É o processo de montagem que fornece um visual para a atração. Na pós-produção unem-se falas parecidas, de forma sequencial, que permita que o espectador realize associações. Se o repórter pergunta ao entrevistado sobre um assunto, coloca-se uma fala similar de outro em seguida. O resultado final é inventivo e dinâmico.

Em minha opinião, o documentário sugere, que por utilizar elementos da realidade, é um retrato fiel dessa. Contudo, o processo de escolhas do documentarista e a fase de pós-produção já causa representações. É por isso que a autora diz que o documentário não tem o intuito de transmitir a realidade, e sim referenciá-la.

Em um documentário, portanto, as questões éticas devem ser discutidas, tendo em vista a utilização de imagens. O documentarista deve deixar clara a finalidade da filmagem para as pessoas que irá entrevistar e manter uma relação de respeito. Em A Liga os espaços são transgredidos pela subjetividade do repórter, que vez ou outra, pede aos entrevistados que exibam partes do corpo. Essas ações já denotam preocupação mais em promover o entrevistado, do que mostrar realidade. Nem a promoção, nem a falta de respeito, em minha opinião, devem ser elementos importantes em um documentário, e sim, o conteúdo deste.

A autora reitera que o documentário não é algo fechado e quadrado, ele permite intervenções por parte do documentarista, já que a realidade permite seleções. O ponto de vista no documentário, portanto, depende de como o profissional vê a realidade e como pretende utilizar as imagens no documentário. É importante dizer, ainda, que o documentarista pode ter o objetivo de autopromover-se, tratar o assunto com sensacionalismo ou ser fiel ao tema. Tudo depende do ponto de vista.

O texto, portanto, é pertinente e condiz com a perspectiva do documentário, pois a autora trata-o não como um retrato fiel da realidade, e sim, como construção. Desse modo elenca como os planos e as escolhas de enquadramento determinam o ponto de vista do documentarista, assim como os processos de seleções influenciam em sua construção. J-J

 

Por: Emerson Garcia para a disciplina Produção e Edição em TV da UCB

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Resenha 'Sobre a televisão' de Pierre Bourdier

A discussão do livro Sobre a televisão de Pierre Bourdier está em torno do papel do jornalista na televisão, assim como a política empregada no meio televisivo. O autor coloca a televisão como de extrema importância para o telespectador e discute para quem e para o quê essa mídia se coloca. Nesse sentido, sua utilização mede a credibilidade, ou não, de telejornais.

Atualmente, telejornais como Brasil Urgente e Balanço Geral utilizam notícias e informações para atiçar a atenção do público, através do sensacionalismo e da insistência em mostrar os problemas dos outros de maneira sentimentalista e chamativa. O sensacionalismo é um dos pontos que o autor coloca para mostrar a posição de alguns telejornais. Mas é interessante sublinhar que a televisão se preocupa em passar uma informação para determinado público. Isso quer dizer que notícias de assassinatos, acidentes cirúrgicos, exploração da pobreza e barracos passionais interessam o público, e por isso são explorados.

Interesse público é completamente diferente de Interesse do público, segundo Luís Martins (2002). Enquanto este se preocupa em trazer problemas sociais e procurar, de forma cidadã, dar soluções, não criando exageros encima de fatos, muito menos especulações e julgamentos de valor; aquele se preza em trazer notícias, sem a preocupação de solucionar, apenas gerando o sensacionalismo em busca de altas audiências.

O que falta em telejornais é essa preocupação de dar soluções a problemas. Talvez, se os telejornais não fossem tão mercantis, eles seriam muito mais cidadãos. O caminho que pode ser proposto é não ter sentimentos muito avassaladores perante aos fatos – claro que eu não falo do telejornalista ser frio – mas não utilizar das informações para autopromover-se ou promover o telejornal.

A objetividade não é algo plenamente possível; assim como a subjetividade não é algo inadmissível. Com relação a primeira sentença, eu diria que é impossível um telejornal ser isento, já que ele possui uma linha editorial, que é comandada pelos “poderosos da comunicação”. O telejornal não consegue isentar-se dos fatos. Com relação a segunda, eu diria que a subjetividade é possível, porque o telejornalista não precisa ser um robô. Mas o problema encontra-se na subjetividade excessiva em que alguns telejornais se prezam. Tanto a objetividade como a subjetividade devem ser dosadas, sem favorecer uma ou outra.

Infelizmente, o que ocorre é um exagero na subjetividade. O Balanço Geral ao contar a história do menino que perdeu todos os dentes em uma cirurgia, utilizou do seu sofrimento para arrecadar audiência, procurando, ao máximo, gerar comoção no público. De nada adianta emocionar-se, se não haver soluções para o problema do menino.


Bourdier fala ainda do papel do jornalista com relação à política, que muitas vezes pode ser confundido com o papel do demagogo. Essa relação é delicada, pois o jornalista não pode manifestar-se perante uma ideia ou posição política, mas apenas mostrando os fatos. O que vemos nas eleições são posições políticas de telejornais e meios de comunicação muito determinadas. Telejornais dando mais importância a certo candidado, e influindo a sociedade, já que a televisão, segundo Bourdier, tem poder de influência. O papel de telejornais não é influenciar, e sim mostrar fatos e dados para que o telespectador tire suas próprias conclusões.

É claro que a posição política e o espaço de opinião não são inadmissíveis em telejornais, mas aqui eu falo, de espaços de opiniões que são colocados em espaços de notícias ou de informações. Os telejornalistas deveriam separar lugares de informação e de opinião, pontuando cada coisa em seu ambiente. Para posicionamentos políticos tem-se artigos, comentários e editoriais. Para o exercício da ética, esses espaços deveriam ser utilizados corretamente. Pierre Bourdier explora as questões éticas sobre os telejornais, se perguntando para o que e para quem é essa informação? Será que todos estão interessados em saber determinado assunto? Quais são os objetivos ao se veicular uma notícia? Todas essas perguntas estão engendradas no papel ético de cada telejornal e de cada telejornalista e da responsabilidade com a informação. O livro, portanto, é interessante nesse sentido, e bastante atual para se pensar nessas questões colocadas. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina Telejornalismo da UCB

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Resumo do texto 'A linguagem experimental da videorreportagem 1', de Patrícia Thomaz

Patrícia Thomaz, no decorrer de seu artigo A linguagem experimental da videorreportagem 1  utiliza o conceito de videorrepórter ou videojornalista, mas segundo ela, esses conceitos devem ser tratados em caráter experimental, já que legalmente não existem. 

O videorrepórter pode se consagrar, já que seu trabalho, como a autora coloca, é multifuncional, ou seja, ele quem produz a pauta, vai a rua apurar, edita o texto e a imagem. Para isso, é preciso um aparato técnico para conhecer todos os elementos televisivos. Toda essa questão, gera discussões para descobrir qual a finalidade da videorreportagem. 

O objeto de estudo do artigo de Patrícia é tentar desvendar, afinal, qual é a linguagem da videorreportagem, uma vez que os videojornalistas são sobrecarregados de funções. Para tecer esse objetivo, a autora busca a Semiótica para entender a linguagem televisiva.

De acordo com ela, a videorreportagem possibilitou a entrada de novos conceitos técnicos, ligados a televisão, além da inovação. Ela cita investimentos, como ilhas de edição não-lineares, modernos computadores, câmeras de fácil operação, para exemplificar como esses recursos facilitam e agilizam uma melhor qualidade técnica ao processo de produção.

Na segunda parte do seu artigo, Patrícia explora a Semiótica em congruência a linguagem da videorreportagem. Ela afirma que a TV trabalha em três tipos de códigos: verbal, imagético e sonoro. Sublinha que os videojornalistas devem entender esse processo, de acordo com o pensamento de Santaella, ou seja, interligando linguagens de modo que a mensagem produza um efeito completo ao receptor, de modo que ele a compreenda melhor. Por isso, a necessidade de preparar profissionais para novas habilidades produtivas.

A interatividade do videojornalista é extremamente importante, ao ver de Patrícia, já que ele usará de sua subjetividade perante aos fatos, escolhendo e selecionando focos de sua matéria, assim como as escolhas técnicas.


Elementos da linguagem não-verbal de uma reportagem:

Recursos da câmera: Se atentar para os movimentos de câmera ou enquadramento, pois eles possuem funções narrativas visuais. A utilização do plano-sequência permite que o repórter mostre os fatos de forma ininterrupta, o que facilita a edição. O repórter ainda pode ter a opção de usar o close ou o meio primeiro plano, como enquadramentos. A utilização do close só é permitida quando for para gerar sentimentos do entrevistado.

Iluminação: O repórter precisa atentar para a iluminação do meio ambiente, tendo a capacidade de utilizar a luz correta para cada ocasião.

Cenários: Utilizar os cenários de maneira sensata, já que eles são os locais onde a  matéria é gerada. O repórter pode utilizar recursos inusitados, explorando o cenário, tanto de rua, como interno, através da câmera.

Som ambiente, fundo musical e efeitos sonoros: A utilização desses recursos permite que seja possível dar um ritmo diferenciado a matéria, de modo que o som ambiente complemente informações visuais, sendo configuradas como elementos reais.


Elementos da linguagem verbal de uma reportagem

Inovação: Assim como qualquer material jornalístico, a reportagem precisa ser um produtor inovador que compreenda algumas características como a clareza, concisão e objetividade.

Utilização da primeira pessoa: Na videorreportagem é importante que o texto seja em 1ª pessoa, já que traz as impressões pessoais do videojornalista já que ele trabalha sozinho.

Edição: O videorrepórter deverá combinar, logicamente, elementos não-verbais e verbais de modo que as mensagens se complementem, sem que falte nenhuma informação.


A autora conclui dizendo que não existe um formato pré-determinado de videorreportagem, e sim experimentações de linguagens verbais e não-verbais, que diferencia as formas de videorreportagens de vários canais televisivos. A proposta de formatos inovadores amplia conceitos éticos e estéticos, uma vez que forma e conteúdo influenciam na informação.

O texto apesar de trazer uma polêmica interessante diante do repórter multimídia, traz conceitos bastante trabalhados. Além disso, a autora diz, durante o artigo, que existem diferenças entre reportagem tradicional de TV e videorreportagem, mas não sabe pontuar essas diferenças de modo compreensivo. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina Telejornalismo da UCB

terça-feira, 26 de março de 2024

Mas, afinal o que significa Jornalismo e Convergencia digital?

No mundo web que vivemos atualmente, com o crescimento de blogs, de jornais on-lines, de podcasts, entre outros meios de informação eletrônica, torna-se necessário que um profissional da área de comunicação organize dados, informações, materiais e que veicule para a internet. Isso é possível, a cada dia, por causa da difusão da rede mundial de computadores e da inclusão digital, que faz com cresça o público de pessoas que tem acesso a rede.

Mas o que seria convergência digital? Segundo a enciclopédia livre, Wikipédia“Convergência digital é uma integração de mídias que se convergem para interagir em único ambiente”. Se pensarmos nos meios de comunicação como a TV, o rádio e o texto, por exemplo, e inserirmos tudo em um único meio perceberemos o tão multiforme e completa essa informação será, chegando a ser multimídia.

Pronto, pensamos em convergência digital. Mas, agora, quem é que vai realizar esse trabalho? O jornalista, que por sua vez interpretará a realidade da sua forma, selecionará que tipo de informação veiculará e em que meio publicará para interferir na sociedade. Em linhas gerais, é isso que esse profissional realiza. Ele deve ter em mente, sobretudo, o crescimento da internet e de sua utilização e optar não só pelo meio impresso, televisivo e radiofônico, como o digital. Hoje em dia, uma notícia que é passada em um jornal televisivo pode ser acessada na íntegra na internet; o público que assiste ao jornal pode tirar suas dúvidas através de um bate papo na internet; vídeos na internet que são complementados com diversos links, como making offs, entrevistas na íntegra.


O jornalista Carlos Alexandre Monteiro foi o autor do blog Lost In Lost. Para quem não sabe, Lost foi uma série americana que contou a estória de sobreviventes de um acidente de avião que caía em uma ilha no Oceano Pacifico. Foi cheia de mistérios. Pois bem, Carlos Alexandre utilizava o blog para contar as novidades da série, assim como promos das temporadas e cenas intrigantes. O blog cresceu muito, porque, além de ter a série na televisão, existia um espaço que sanava dúvidas de leitores. O autor optou por fazer a cada semana um podcasting. “Podcasting é uma forma de publicação de arquivos de mídia digital” (Wikipédia). E pode estar na forma de vídeo, foto ou de áudio. Um meio bastante válido e eficaz. Um bom exemplo de convergência digital.

Percebemos que atualmente não basta só escrever uma boa matéria ou veiculá-la pela TV. É preciso outros subsídios que façam com que a informação seja melhor complementada e entendida pelo leitor ou espectador. Jornalista hoje precisa ser multimídia. Saber de tudo um pouco. Ele necessita compreender como enriquecer seu trabalho. Se preciso, que ele trabalhe em conjunto, senão; seguir em frente e dar o melhor de si. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 13 de março de 2024

S1m0ne: realidade real Vs. virtual

À beira de ver sua carreira desmoronar, Viktor Taransky (All Paccino) precisa de uma atriz que substitua a estrela que acaba de demitir, devido às regalias que ela exigia. É quando ele conhece Hank Aleno (Elias Koteas), um lunático e fanático por computadores, que está disposto a fazer a carreira do diretor deslanchar novamente. Contudo, Aleno morre e deixa um misterioso programa nas mãos de Taransky. É quando ele cria uma atriz digital, chamada S1m0ne (Rachel Roberts) e a utiliza em seus filmes, só que não imagina que S1m0ne se tornaria numa artista famosa e venerada. Ele utiliza essa fama a seu favor, fazendo de S1m0ne capas de várias revistas e uma cantora pop star. Até que chega um momento em que ele é confrontado com a verdade.

S1m0ne é um retrato da sociedade tecnológica atual, onde é necessário que profissionais se reiventem, porque o mundo digital pede isso. Assim como o diretor precisou se reiventar profissionalmente, jornalistas também precisam. Se você não dominar a tecnologia, você fica por fora do mercado. A tendência do jornalismo atual é a de criação de avatares, como S1m0ne, que passem informações e notícias. Contudo, além do domínio dessa tecnologia, é preciso a elaboração de um avatar que possua credibilidade.


O rompimento entre a realidade real e virtual é uma possibilidade de criação de recursos, como S1m0ne, que sane a dúvida de não-confiabilidade. O público leigo pode se confundir e se perguntar se a informação passada é ou não real, já que o avatar é virtual. Com esse domínio, a possibilidade de interatividade entre real e virtual torna-se uma tendência possível, visto novas tecnologias empregadas em suportes tradicionais, tais como TV e rádio. O público pode comunicar-se com o avatar.




Além disso, a presença física pode ser substituída pela virtual, à medida que, através do recurso da holografia, é possível ter o espectro de uma pessoa em qualquer lugar do universo. Será possível realizar entrevistas que são localizadas no cyberespaço, ou no que chamamos hoje de multiverso. A quebra desses paradigmas precisam ser melhor analisados e trabalhados, porque lidam com questões éticas e também de conteúdo. É dever do jornalista conhecer essas nuances. J-J





Por: Emerson Garcia, para a disciplina de Política e Legislação em Comunicação do curso de Jornalismo na UCB

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Dom do olhar: na saúde, na doença



Hoje não vamos ter fotógrafo, quero falar da "moça da foto". Um amigo meu do Facebook postou uma linda história, que realmente me emocionou. Vocês devem estar lembrados da menina Vibe, postado aqui no blog, né?

A moça de hoje tem uma história parecida com a de Vibe. Teve câncer terminal e faleceu. Mas não foi por isso que ela deixou de sonhar. Entre ter um câncer e falecer, ela quis realizar um sonho: se casar!!! [olha casamento aqui de novo no blog, gente!!!]



O nome dela é Katie Kirkpatrick, morreu dia 16 de janeiro de 2005, com 21 anos, depois de 5 dias de casada com Nick, de 23 anos.

Essa menina sofria tanto que passava dias recebendo medicação, sentindo muita dor, recorrendo a morfina e perdendo muito peso. No dia do casamento ela estava magríssima. O vestido de casamento teve que ser reajustado várias vezes, devido ao seu peso que ia diminuindo.



Durante a cerimônia, ela teve que andar com o tubo de oxigênio várias vezes, além de descansar, devido ao estresse e cansaço. 



Não tem como não se emocionar com as fotos. Eu fico pensando que: "Enquanto há vida, há esperança e que enquanto se vive podemos sonhar". Além disso, imagino a alegria e o sofrimento, ao mesmo tempo, do marido, de saber que sua esposa vai morrer. Com certeza ele exercitou "na doença", mais do que "na saúde", como se diz nos votos matrimoniais.












E o que é o rosto de Katie? Felicidade pura!! E que sorriso mais encantador!!! Katie acreditou que poderia ser feliz até o último instante de sua existência... e foi! 

As fotos só poderiam ter ganhado um concurso americano de jornalismo. J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Quinta de série: Fantástico - 50 anos

Pode conter spoilers!


No dia 06 de agosto de 1973 estreava o Fantástico - revista eletrônica dominical que mistura informação, entretenimento e diversão. Em comemoração aos 50 anos de programa foi lançado uma série documental em 5 episódios destinada a contar a história da revista, com curiosidades, reportagens inesquecíveis, repórteres importantes, produtores e diretores. O Show da Vida sempre fez enorme sucesso e ainda tem uma relevância forte nos dias atuais, daqueles que querem começar a semana de forma bem informada e humorada. 

Fantástico 50 anos: O documentário foi criado por Bruno Bernardes e colaboradores, e com direção de Jennifer Skipp. Cada um dos cinco episódios teve a duração média de 40 minutos, aproximadamente, e compreende uma década diferente do programa. Boni falou mais da concepção do projeto:

"Quando nós criamos o ‘Fantástico’, pensamos em fazer um programa novo, em um formato diferente. Para isso eu pensei em um painel reunindo tudo que havia de melhor na TV Globo. Em uma reunião me pediram para resumir em duas ou três linhas o que queria com o programa. Eu disse: 'Não, eu prefiro definir em uma única palavra: esperança'."


A essência do Fantástico é justamente ser sua dose de alegria, bom humor e esperança para o início de sua semana. E, além disso, um programa para estar informado de maneira profunda sobre os assuntos. O Fantástico sempre apresentou tendências, novidades, denúncias e alertas para a população.  


Uma das marcas do programa cinquentenário são as reportagens especiais que se aprofundam em temas relevantes para a sociedade. Isso sempre tornou o Show da Vida um programa vanguardista, à frente de seu tempo, que busca novos formatos, furos de reportagens e temas de interesse coletivo. Ao mesmo tempo que o Fantástico é informativo, ele é relevante, de olho no futuro e transformador.  

Por meio do documentário conheci mais da história do programa, me surpreendendo com os vídeos, entrevistas com repórteres e pessoas-chaves, e com, até mesmo, as Garotas Fantásticas que se reuniram em um bate-papo. Cheio de bastidores surpreendentes, o documentário contou com um cenário especial e com a reprodução de pautas importantes de épocas e com histórias das reportagens, apresentadas por jornalistas.  

Os episódios foram divididos nos seguintes: A reconstituição do primeiro Fantástico; Um mergulho nos anos 1980; Mistérios e truques nos anos 1990; Fantástico entrando no século XXI; e O que vi na jornada da vida e a tendência musical nos anos 2010


O primeiro episódio tem o desafio de recriar os melhores momentos das primeiras edições do programa, já que as gravações foram destruídas em um incêndio nos estúdios Globo. O intuito foi o de voltar nas origens, revisitando e revelando bastidores de momentos icônicos dessa primeira década. O personagem Azambuja, interpretado pelo humorista Chico Anysio, marcou presença até a década de 1990. Nizo Neto, filho de Chico, revisita esse personagem. Reproduzido por inteligência artificial, o icônico clipe da música Sangue Latino, foi refeito, surpreendendo Ney Matogrosso, que foi um dos entrevistados e revelou alguns bastidores da representação da música, nos anos iniciais do programa. 


A repórter Cidinha Campos, a primeira repórter do programa, reencontra o único passageiro sobrevivente à queda do avião da Varig, Ricardo Trajano, numa plantação em Orly, na França, próximo do aeroporto de Paris, em 11 de julho de 1973. É um momento emocionante, com recordações dolorosas e históricas. 

Outro momento icônico e curioso é a história das primeiras aberturas do programa. Um verdadeiro show performático com bailarinos foi feito, assim como a composição de uma música criada exclusivamente para a abertura, de Boni e Guto Graça Mello. É interessante porque durante o primeiro episódio, e os demais, a abertura foi sendo modificada e atualizada.


Não tem como pensar em Fantástico, sem a presença de Cid Moreira, um dos primeiros apresentadores e locutores da revista eletrônica. Há uma reprodução de sua primeira apresentação. Edna Paltinik, a criadora do departamento de acervo do Fantástico explica o motivo da maior parte dos materiais do início do programa estarem perdidos, além de narrar um texto curto da época, um dos únicos materiais que sobreviveu ao incêndio. O texto foi guardado pela equipe do Acervo da Globo, em um livro que preserva boletins de programações antigos.  


O fato é que o documentário consegue reparar parte dessa história, com reproduções de quadros, reportagens e conteúdos. A tecnologia é amplamente utilizada para a reconstituição. A atriz Sandra Bréa reproduz uma apresentação especial da época. 

O segundo episódio fala da importância e relevância do dominical nos anos 1980, que tornou-se uma necessidade para todas as idades. As pessoas, na época, deixavam de ir ao cinema, festas e restaurantes, para assistir ao programa. Artistas, repórteres e idealizadores deram entrevistas importantes nesse episódio. João Batista Olivi retorna para o depoimento sobre as vítimas da seca em Sertão dos Inhamus no Ceará, Boninho fala sobre Lobão e o videoclipe do Rádio Blá Blá. Há também imagens sobre concursos de discoteca, sexo-ginástica e a exploração sobre a juventude dos anos 1980. Reportagens emblemáticas sobre a Aids; bebida e direção; e empoderamento feminino foram relembradas. Patrícia foi recontactada para relembrar a denúncia que fez após sofrer assédio sexual. Além disso, As Garotas do Fantástico - Viviane Araújo, Paula Burlamaqui, Luciana Vendramini e Cláudia Lira - se reuniram para rever sua participação no quadro. 


O episódio também contou com Isadora Ribeiro que retornou para falar sobre a aclamada abertura do programa. Por isso, Hans Donner e Boni também foram entrevistados.  Ao final, foi exibida a emblemática abertura de 1987, intercalada com as considerações finais com alguns entrevistados.     

A introdução do terceiro episódio traz alguns utensílios dos anos 1990 e a TV sendo zapeada com o clipe Melô do Tchan do Gerasamba, mudando para o programa Topa tudo por dinheiro com Silvio Santos no SBT, até chegar para uma edição do Fantástico, com Cid Moreira na temporada de 1997. Os assuntos desse capítulo são os seguintes: a investigação, os perigos na rua e o mistério na saúde. Foi a década em que Pedro Bial e Gloria Maria eram os apresentadores. Reportagens emblemáticas como a do ET de Varginha, o fim do mundo e o bug do Milênio, a Garota da lágrima de Cristal e o sequestro da mão do cantor de pagode Salgadinho até sua fuga.  

Quadros que marcaram época, como Repórter por um diaPadre Quevedo (Principalmente o polêmico que o padre entrevista o próprio Lúcifer); Retrato Falado da Denise Fraga; Me leva, Brasil de Mauricio Kubrusly; Elas só pensam nisso de Renata Ceribelli; CiladaFazendo História; O Super Sincero; Sexo OpostoEmprego de A a Z; O Conciliador; Atenção, Consumidore os diversos quadros de Regina Casé. Mister M é um dos destaques do episódio. O Funk do Mr. M com Bonde do Tigrão finaliza o capítulo. 


Várias novidades foram adicionadas no século XXI com os demais programas. Entre os convidados do episódio estavam Eduardo Faustini, Pedro Bial, Zeca Camargo, Patrícia Poeta, Renata Ceribelli, MV Bill, Celso Athayde, Márcio Atalla, Dráuzio Varela e Tadeu Schmidt. Merecem destaque o realiy Medida Certa e os casos marcantes como o Caso Isabela Nardoni e a polêmica entrevista com Suzanne Von Richthofen. 


Também há o relato sobre a favela no Rio que ganhou um prêmio de melhor documentário e o surgimento da primeira apresentadora em IA, a Eva Byte. Entrevistas com grandes astros nacionais e internacionais como Lady Gaga, Maria Rita e Madonna, foram relembradas. Tadeu Schmidt relembrou sua trajetória no programa com o esporte e futebol e o surgimento dos Cavalinhos do Fantástico (Posteriormente, Eguinhas também) e quadros marcantes como Detetive Virtual e Bola Cheia & Bola Murcha.  

O último episódio relembra a entrevista de Sonia Bridi à Edward Snowden e reportagens marcantes como o Caso de João de Deus e o Tráfico de pessoas. Quadros como Cadê o dinheiro que tava aqui?, Chefe Secreto, Vai fazer o quê?, O que vi da vida, Jornada da vida, Bem sertanejo, Fant360 Isso a Globo não mostra com Marcelo Adnet.


Anitta também apresentou sua versão do tema com funk e pisadinha. Várias imagens intercalaram com a gravação da cantora. Ao fim da música, ela disse que espera que sua versão perdure por mais de 50 anos.

É um documentário completo para quem quer conhecer a história do programa. Ele mostra os momentos áureos, bem como as reportagens marcantes e inesquecíveis. Quadros e reportagens memoráveis foram apresentados, assim como entrevistas espetaculares, momentos de entretenimento e apresentações musicais. 

Atualmente, o quadro Repórter por um dia ainda faz enorme sucesso e está remanescente, além dos quadros novos de viagens e entrevistas, como Avisa lá que eu vou, com Paulo Vieira, e uma atração com Sabrina Sato, na qual ela visita lugares que viralizaram na internet e como fizeram jus à fama virtual - com estreia marcada para outubro próximo.  

Vivenciei momentos nostálgicos e saudosistas ao assistir à série documental. Um verdadeiro banho de história da revista eletrônica cinquentenária. J-J  


Por: Emerson Garcia

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