E se uma música tivesse relação com uma imagem do Google?! Foi com essa ideia que o SAC (South America Crentes) - responsável por posts de humor cristão, entretenimento e edificação - resolveu relacionar imagens com músicas gospel.
O resultado ficou criativo e interessante. E, claro, somente quem entenderá os níveis das piadas são aqueles que tem conhecimento das músicas. Vamos às imagens? OBSERVAÇÃO:Vale ficar sério e fazer cara de demência caso não tenham entendido às piadas.
Tem umas bem engraçadas, outras sem graça e algumas outras com humor negro inserido. Aquela que brinca com o político Michel Temer e aquela outra com os dinossauros.
E aí, gostaram das piadas? Qual é a sua preferida? Vocês sentiram graça desses memes do SAC? Digam tudo nos comentários! Para conferir essas e outras piadas, além de outros conteúdos do SAC basta acessar o seu Instagram. J-J
O JOVEM JORNALISTA e o Arthur Claro não possuem direitos das imagens do site iStockPhoto e nem patrocínio para a realização desta TAG. Se alguém sentir-se lesado por algo, entre em contato. J-J
Entre os produtos, os que achei mais interessante foi a bota dos 'Bolsominions' e a máscara de Jair de óculos escuros.
Essas botas criativas estão com o preço bem salgado. Variam de R$ 189,17 até R$ 229,17. As botas estão sendo conhecidas como 'Bolsoboots' e já tem inúmeras filas para suas compras.
Vicenzza, com essa nova coleção, angariou um amplo número de 'bolsofãs', mas com esses produtos o estilista não pretende fazer política, de acordo com sua própria fala:
"A marca é minha. Estou preocupado com quem compra comigo e não com a opinião”.
Confira o vídeo de lançamento das 'Bolsoboots':
O interessante desse vídeo é porque explica a concepção da loja Victor Vicenzza e também várias polêmicas com a marca. Cada modelo das botas possui um nome (veja a partir de 9:58), entre eles a: "Bolso bitch over news", "Anco boot mito", "Bota 'Tá ok' " e "Bolso bitch over 17". Aproveitando toda a repercussão, Vicenzza oferece o desconto de 17% (número do Bolsonaro) para quem comprar pelo site.
E você, o que acha dos produtos do Bolsonaro? Tem a ver com política ou não? Usaria as botas? Diga tudo nos comentários! J-J
Semana passada no Dia Internacional das Mulheres (08) criei uma playlist especial para esses seres. Escrevi o seguinte (com grifos):
"Ser mulher vai além de ter um corpo com seios, cintura fina e um bumbum evidente. Ser mulher é ser dotada de atitude, sabedoria, resiliência, capacidade de fazer inúmeras tarefas durante o dia, se desdobrar em inúmeros papéis sociais, sem perder a pose. Mas ser mulher é, sobretudo, ser você mesma e ser o que quiser."
Sim! A mulher tem o direito de ser o que quiser, e ninguém tira dela isso. Mas algumas situações confusas surgiram semana passada e senti a necessidade de me posicionar. Tais como: uma mulher trans é mulher biológica? Uma jogadora de vôlei trans pode comemorar o Dia da Mulher? Mulher também pode ser homem? Sentiram a polêmica, né?!
Para chocar vocês logo de cara: uma cantora transexual (?) NÃO representa as mulheres; uma jogadora de vôlei trans JAMAIS poderá comemorar o Dia da Mulher; e mulher pode ser homem, MAS NÃO DEVE SE ESQUECER que ela fez parte da Luta de igualdade feminina.
E com que base você pode afirmar essas três frases absurdas, Emerson? Ora, simples: na própria história do Dia Internacional das Mulheres.
História do Dia Internacional das Mulheres
08 de março de 1917 na Rússia. I Via Marxismo Cultural
A data alude a uma manifestação de mulheres em 1917 na Rússia Soviética, e não ao incêndio de uma fábrica têxtil, de acordo com Pedro Blanche. Elas reivindicavam direitos trabalhistas (férias, descanso, diminuição da jornada de trabalho, aumento salarial, etc) e igualdade de gênero. O Dia Internacional da Mulher, portanto, surgiu por conta da luta da igualdade de gênero, pelo reconhecimento das mulheres na sociedade e pela aquisição de direitos. O ano de 1917 foi marcante para a história feminina, mas, de acordo com a blogueira Laryssa Machado do Di Lua, outros movimentos também devem ser ressaltados, como o Woman's Day - que desde 1908 é um esforço de intercionalização da data.
Atualmente, o que percebo é um processo de ofuscamento sobre o verdadeiro significado do Dia Internacional da Mulher. Isso, de certo modo, prejudica o que as mulheres já obtiveram de conquistas até aqui. Como uma cantora transexual poderia representar e entender as lutas femininas? Que tipos de preconceitos ligados ao gênero feminino uma jogadora de vôlei trans sofreu?
O que Liniker e Tiffany Abreu querem é abraçar uma causa que não lhes diz respeito; é dizer que transfobia é a mesma coisa que preconceito contra a mulher, quando na verdade não é nada disso; e, claro, elas (?) querem ofuscar o real sentido do Dia Internacional da Mulher, por lutas que deveriam estar em outra data que não no dia 08 de março!
Me pergunto porque a produção não levou uma cantora de fato mulher para representar a luta feminina no Dia das Mulheres (Fui redundante de propósito!). Cantoras como Rita Lee, Zélia Duncan, Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, e tantas outras, tem motivos de sobra para representar a classe feminina.
Preciso deixar claro que não estou sendo preconceituoso com a cantora trans (?) Liniker. Pelo contrário, qualquer pessoa pode ser o que quiser, mas é forçar a barra dizer que uma transexual faz parte das lutas femininas, não acham? Liniker ficaria bem alocada em um programa de luta pelos direitos LGBTQ+, mas não nessa ocasião.
Não é usar batom, brinco, colar, saia, peruca e roupas femininas que definem uma mulher como mulher, mas sim seu gênero biológico, características psicológicas, físicas e sociais. É fácil nascer homem, transicionar para mulher e dizer que agora é "a representante de todas as garotas do Brasil e do mundo".
RESPONDA: qual foi o preconceito que Liniker sofreu por ser mulher? NENHUM! Ela não foi menosprezada por conta de sua força inferior, posição social ou cultural. Outrossim, o preconceito que a cantora sofreu foi devido as suas escolhas sexuais e de gênero. Ou seja, sofreu LGBTQ+fobia e transfobia, mas não feminofobia (Não sei nem se existe isso). Foi desrespeitoso com as mulheres uma cantora transexual representá-las em um programa matinal, sim. Foi uma tentativa de ofuscar o verdadeiro significado da data e de atribuir às mulheres características físicas e estereótipos que elas não possuem. Nenhuma transexual tem os níveis de estrôgenio e progestorona que uma mulher possui por mais que tentem; uma transexual, mesmo que seja mulher, ainda tem o pomo de Adão; uma trans mulher tem mais força que uma mulher; e uma trans mulher jamais saberá defender e entender as lutas femininas.
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É cômodo para a Liniker chamar-se de "MULHER" no Instagram, sendo que não sofreu preconceito por ser mulher, não sofreu abuso e assédio na rua por homens, nem sentiu na pele as desigualdades salariais e sociais por ser do sexo feminino. Por sua vez é cômico ver na mesma frase de sua autoria "Sou mulher, Trans, Empoderada e Negra", de alguém que nem mesmo soube se definir ainda, quando disse que "não sabe de fato quem é" e que "usa batom, brinco, colar, saia, bigode e o que desejar".
Sério que é essa pessoa que deseja representar as mulheres? KKKK Sério queuma mulher trans (?) sabe das lutas femininas? Aliás, intitular-se "trans mulher" não significa que a pessoa tirou o órgão sexual masculino e, cirurgicamente, adquiriu uma vagina e tornou-se, de fato, mulher. Está aí a Liniker e seu volume que não me deixa mentir. Se representar o sexo feminino fosse isso, qualquer trans mulher com pênis ou um cis homem poderia fazê-lo, concordam?
É engraçado ouvir da boca de uma trans mulher que ela precisa ser empoderada, que é maravilhosa e que está em busca de direitos. Na verdade, os direitos de uma mulher transexual não passam por adquirir direitos femininos, como por exemplo ter um salário igual a de um homem, mas sim, por ter direitos, como qualquer ser humano, afinal, ela também é um.
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Tifanny Abreu: trans mulher ou mulher?
Discutir transfobia, cisgêneros, transgenia e transexualidade é super válido, mas não no Dia das Mulheres! I Metrópoles
Em que uma trans mulher jogadora de vôlei assemelha-se a uma mulher jogadora de vôlei? Em nada e, por esse motivo, Tifanny Abreu não pode entender a luta feminina, muito menos comemorar o Dia das Mulheres. A começar por seus aspectos biológicos. Mesmo com uma aparência feminina, cirurgia de mudança de sexo, seios, cabelos longos, Tifanny Abreu, biologicamente, não é mulher. Mesmo após a transição, Tifanny ainda possui a força e o desempenho masculinos. Ela chega a saltar cerca de 3,25 m, bem mais que a mulher cis e jogadora Thaísa (3,16). Será que o corpo que cresceu masculino leva vantagem nas competições esportivas? Tifanny mostra que sim, já que ganhou várias partidas e tem quebrado tudo em quadra. Afinal, Tifanny é de fato mulher? Ela representa as mulheres, mesmo com essa força acentuada e desempenho elevado? Diria que não. Mesmo com a diminuição dos níveis de testosterona, a jogadora, biologicamente, ainda é homem. Ninguém muda os cromossomos facilmente assim! É o que o médico João Granjeiro coordenador da Comissão Nacional Médica da Confederação Brasileira de Vôlei defende:
“Nenhuma mulher, a não ser que tenha usado testosterona de origem externa ao organismo, conseguiria formar o mesmo corpo. Não se trata de ser homofóbico ou politicamente incorreto. O assunto é necessário.”
Colocá-la no mesmo nível que as mulheres cis jogadoras, seria no mínimo uma covardia. Desejar à ela um Feliz Dia das Mulheres é totalmente incongruente. Tifanny não é mulher, mas uma trans mulher! Ana Paula Henkel fala que equiparar essa última com aquela é uma atitude descabida (com grifos):
"A inclusão de pessoas transexuais na sociedade deve ser respeitada, mas essa apressada e irrefletida decisão de incluir biologicamente homens, nascidos e construídos com testosterona, com altura, força e capacidade aeróbica de homens, sai da esfera da tolerância e constrange, humilha e exclui mulheres."
"Meu macho, sim!"
Na última semana polêmicas que envolviam o homem trans Thammy Gretchen também surgiram, como internautas que desejaram à ele Feliz dia da mulher. Thammy levou na esportiva e chegou a postar uma foto no Instagram bem dúbia.
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Nela Thammy ainda é mulher e estava fisicamente bem diferente. Foi bem antes do processo de transição. Achei bastante curioso alguém que é trans homem postar uma foto de quando era mulher. No fundo, ela reforçou os votos de "Feliz dia da mulher" que recebeu e deu margem para que mais pessoas lhe desejassem felicidades. Além desse aspecto, o ator não foi feliz em sua piada de humor negro, quando disse: "Foi essa mulher aí da foto que me fez o homem que eu sou hoje! BEEEEM, mas infinitamente beeeemmm mais evoluído que vocês". No fundo, no fundo, Thammy quis dizer que não é um homem de fato, mas um trans homem e que dentro dele tem uma mulher evoluída. E, de fato, nenhuma mulher pode ser comparada com um homem né? Nisso a Thammy acertou! Se o Thammy é um trans homem de uma mulher que digievoluiu (Referência à Digimon), logo podemos inferir que antes de sua transição o Thammy sofria preconceitos de desigualdade de gênero e assédio. Quantos não se lembram da dançarina de cabelos pretos longos, de corpo escultural, que usava roupas curtas e rebolava até o chão? Creio que essa mulher tenha recebido inúmeras cantadas. Acredito que se a Thammy ainda existisse ela poderia representar as mulheres e receber um Feliz dia da mulher, sim. Mas, atualmente, é o Thammy que existe e ele é um trans homem, logo representa a comunidade dos trangêneros, e não das mulheres (mesmo com os deslizes que fez na postagem no Instagram). Então, vamos deixar o Thammy em paz e não criticar sua noiva de chamá-lo de "Meu macho, sim!". Não vamos também obrigá-lo a abraçar uma comunidade que não mais lhe pertence, muito menos a representar a luta feminina, ok?!
Mulher pode ser o que quiser? Sim! A mulher pode ser o que quiser, inclusive homem! Mas é necessário tomarmos cuidado ao dizer que um trans homem ou uma trans mulher podem representar as mulheres na luta feminina. Não é por aí. Não vamos misturar desigualdade de gênero, com homofobia, transfobia e LGBTQ+fobia. Isso é ofuscar o verdadeiro sentido da data do dia 08 de março. J-J Por: Emerson Garcia
Eddie Murphy em dobro, imagem diferenciada e outro erro de português | Record, SBT e Globo Play
Numa sexta-feira do dia 15 de abril de 2016 o ator Eddie Murphy apareceu em duas emissoras e filmes diferentes. Enquanto a Record, na Super Tela exibia Roubo nas Alturas, o SBT veio com Showtimena Tela de Sucessos. Em ambos os filmes, Eddie interpreta tipos distintos de personagem: um está “do lado do bem” e o outro “do lado da ladroagem”.
O Super Tela e Tela de Sucessos exibiram filmes com Eddie Murphy no mesmo dia | Record e SBT
Record e SBT lançaram suas chamadas tendo o ator como destaque:
Outra coisa que notei foi o display diferenciado da Rede Record depois de o ministério das Comunicações via Portaria obrigar as emissoras a fazer mudanças nas telas dos televisores analógicos cujo tema fora abordado anteriormente. A emissora se baseia no inciso 1 do artigo 8º para exibir seus programas jornalísticos e intervalos comerciais. Exemplificando: enquanto o Fala Brasil e Jornal da Record são assistidos em “tela cheia”, Os Dez Mandamentos e Legendários são exibidos no formato letterbox. A Record é a única grande rede de TV que toma esta iniciativa bacana.
Jornalismo não é exibido no formato imposto pelo ministério das Comunicações, ao contrário de novelas em formato HDTV e entretenimento | Record
E para terminar, pela terceira vez, noto outra pérola na língua portuguesa. Quando fui acessar o Globo Playem meu smartphone no dia 10 de abril de 2016 me deparei com o título “Cariocão e PAUILSTÃO” – em referência aos campeonatos estaduais de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo. As letras I e L trocaram de lugar gerando esta palavra em vez de estar escrito “paulistão”. No site, o título já foi apagado.
“PAUILSTÃO” em vez de Paulistão | Globo Play
Foi isso que notei. J-J P.S.: Prevendo que a chamada do filme seria retirada pelo YouTube a mando do SBT, a meu pedido, Emerson Garcia - dono do blog Jovem Jornalista - salvou o vídeo em seu pc, por meio do programa Atube (Ele é quase um hacker rsrs) para fins de registro. Por: Layon Yonaller, colaborador especial do Jovem Jornalista
Nessa semana, uma polêmica que envolveu a youtuber Kéfera Bushmann deu o que falar. Ela publicou um vídeo-paródia da música Work de Rihanna, que trazia ela como a cantora, e seu namorado Gusta Stockler, como o rapper Drake. O motivo da polêmica, foi porque internautas e haters a acusaram de ser adepta do blackface e de ser racista, devido, a princípio, seu namorado Gusta usar maquiagem negra/morena para se parecer com o artista.
"[Blackface] Para quem não sabe, é quando um artista branco pinta seu rosto de preto para fazer uma personagem negra (e, naquela época, imitar os estereótipos racistas a respeito dos negros). Em termos raciais é algo a ser firmemente repudiado".
Gusta não é um artista branco, posso afirmar isso com certeza. Ele tem traços negros e indígenas, mesmo que tenha o cabelo liso escorrido. O que ele fez - e isso todo artista faz para ficar mais apresentado na tela - foi retocar seu rosto com produtos de beleza e maquiagem. Ele não passou uma tonalidade escura, para tornar-se negro, pois ele já tinha esse tom de pele. Veja a foto de antes e depois dele e seu texto esclarecedor no Facebook para tirar suas próprias conclusões:
A hipocrisia rola tão solta que os haters apontaram seus dedinhos nervosos para Gusta que tem "pele morena e com traços indígenos em sua aparência", e esqueceram de julgar a forma que Kéfera aparece no vídeo: com seu próprio tom de pele branco e somente a maquiagem parecida com a de Rihanna. Rihanna é morena e Kéfera branca, e ela não arriscou pintar-se de negra para se parecer com a cantora. Se isso acontecesse, o show de pedradas seria sem limites. E aí eu concordaria com os internautas de Kéfera ser adepta da blackface.
Blackface na história
Vamos tentar contextualizar toda a polêmica e história do blackface e analisar se esse conceito se encaixa ou não ao caso de Gusta.
O blackface foi/é utilizado como uma performance caricata, preconceituosa e estereotipada. Essa caracterização ocorria por volta dos anos 1830-1890 em shows de menéstreis, e ficaram fixas no imaginário do americano, criando estereótipos bastante racistas.
The Black And White Minstrel Show on Television
O que era pra ser apenas um show de entretenimento, tornou-se uma apresentação ofensiva, que põe a prova a dignidade e os estereótipos de negros (grifos meus):
"Comediantes faziam sucesso apresentando, para um público formado por aristocratas brancos, personagens estereotipados de pessoas negras com o intuito de ridicularizá-las. Além de pintar o rosto de preto, esses comediantes pintavam exageradamente a boca de vermelho para chegarem numa “representação ideal” do que eles julgavam ser o negro". (Fonte: Carta Capital)
Sempre eram artistas brancos que pintavam seus rostos e peles de negro ou de uma tonalidade de marrom. Talvez para economizar e não contratar um negro de fato para o cast, mas também, para criar estereótipos que perpetuam até o dia de hoje. Estereótipos como: negro tem cabelo "de Bombril", a pele negra não tem variações, os lábios de pessoas negras são carnudos, grossos e bastante avermelhados. Algo que não fugia da imagem abaixo:
Daí percebemos o perigo de estereotipação. Somos milhares de pessoas no mundo, e nenhuma delas se parece com ninguém, pode ser negro, pardo, branco. E pode até ser oriental e com os olhos puxados. Você é único. Aliás, a estereotipação errônea hoje em dia passa na questão de que "todo oriental é igual ao outro, e que toda pessoa do Oriente Médio é terrorista". Não é bem assim.
Depois do blackface ganhar espaço no teatro, passou para a tv e o cinema, como Pedro bem disse, por meio de filmes, shows musicais e novelas, até chegar aos dias de hoje, na polêmica da paródia de Work da Kéfera.
Quem é o racista aqui?
Aliás, a estereotipação do vídeo da Kéfera veio mais dos haters, do que justamente dela. Não vemos Gusta com os lábios carnudos e vermelhos, tinta marrom chamativa, nem cabelo ruim. Os próprios "sábios" internautas que estereotiparam e disseram: "isso é blackface e racista".
Kéfera defendeu-se e disse que nem ela nem seu namorado foram racistas e ouviu: "Mas se não é blackface porque o Gusta está com o cabelo de um negro?" Respondo a esses seres inteligíveis que Drake, o cantor interpretado, tem o cabelo crespo e baixinho, e para ser uma paródia verossimilhante, Gusta tinha que caracterizar-se assim, e não é ser racista, mas interpretá-lo com verdade. Veja o clipe original de Rihanna (a partir de 3:45, por tratar-se de um clipe dois em um, e a interpretação de Kéfera ser da segunda parte)e depois a paródia da Kéfera (que está só Facebook, por ela ter violado os direitos autorais da música no Youtube):
Lê-se na entrelinha do comentário do hater: "Negro só pode e deve ter cabelo crespo e ruim" e que "esse tipo de cabelo só é de pessoas dessa raça". Ora bolas, acusa-se a outra pessoa de racismo por meio desse argumento? Me explique isso. E ainda não se leva em conta a interpretação verossimilhante de Gusta com relação a Drake.
Negro não é fantasia
"Kéfera defendeu-se e disse que nem ela nem seu namorado foram racistas". (Desse mesmo texto, grifo meu)
Não sei se perceberam, mas a frase acima (e que eu falei no tópico anterior) foi colocada dessa forma propositalmente. Eu poderia falar: "Kéfera defendeu-se e disse que nem ela nem seu namorado são racistas". Mas coloquei foram, e por que? Porque somos mutantes e mudamos nossas convicções dia a dia.
Você pode espantar-se, mas te digo que Kéfera já fez uma performance como "negra maluca" no carnaval de 2013, mas com uma foto repostada no carnaval de 2015 (música de revelação ao fundo). Gritos, acusações e julgamentos ecoaram pelos corredores da internet. Do outro lado, apenas uma brincadeira de uma youtuber, de forma divertida e caricata. E a foto foi a seguinte (música de suspense de novo):
Alguns comentários, como esses abaixo, surgiram contra Kéfera:
'' Me decepcionei muito com essa foto. Mas eu gosto muito da Kéfera Buchmann. Acho apenas que ela não refletiu sobre isso ainda. Sobre a representatividade negra. Mas espero que ela pense sobre. Vamos ajudar ela gente.''
''Racista'' ''Nojenta'' ''Escrota como sempre!'' ''Quem curte blackface é idiota ou racista por natureza.''
É comum vermos essa performance de "negra maluca" nos carnavais brasileiros, e isso é blackface, racismo e errado. NEGRO NÃO PODE SER FANTASIA, MESMO QUE ISSO SEJA CULTURAL! Isso seria apenas equipará-los a outras fantasias como da Minnie, pirata ou fadinha. Isso é coisificar os negros e criar estereótipos ridículos e mentirosos, que nada tem a ver com a realidade:
"Há algum tempo, a comediante Kefera Buchman gravou um vídeo chamado “Tá liberado, é carnaval” onde aparece pintada de preto, com uma peruca black power dançando de forma ridícula e caricata. [...] Nesse vídeo, a humorista ultrapassa todos os limites do bom senso e do respeito ao retratar mulheres negras de forma tão ultrajante. Nunca vi uma mulher negra se comportar do modo como ela fez". (Fonte: Carta Capital)
O perigo está justamente nessa última frase que eu grifei. Por que reafirmar esses estereótipos e esse preconceito? E o mais inadmissível: Por que alimentarmos o racismo logo por meio de uma pessoa branca? Perguntas que talvez nem o Globo Repórter possa responder.
Ponderações
Gosto de ver um fato pelos seus vários lados, investigando a fundo tudo o que permeia. Se Kéfera não foi racista no presente, ela pode ter sido no passado. Acho errado mostrar só um lado e defender alguém sem ter provas. Por outro lado, odeio tampar com a peneira o que acho errado. Gosto de ponderar os lados, por isso divulgo o direito de resposta de Kéfera no Snapchat agora:
"Racista? Eu? Sério?! Não!"
Kéfera finaliza os vídeos com esse questionamento. E digo que ela pode até não ser mais racista, mas que talvez possa ter sido vista assim (O que Kéfera fez no verão passado), mas isso não dá o direito nem a mim, nem a ninguém, de julgá-la. J-J
Iria falar do comportamento nojento da galera do PSDB cuja razão de viver é dar sobrevida ao PT e sua quadrilha canalizando toda voz opositora. Agora, falarei da frescura e da "indignação" dos internautas só porque o ator Rodrigo Hilbert matou uma ovelha para... Comer.
O acontecimento foi no canal de TV por assinatura GNT (antiga Globosat News Television). O resultado de tudo foi de textões no Facebook e até um abaixo-assinado pedindo a extinção do programa.
QUE ABSURDO! Olha, esta geração é a mais frescurenta e vergonhosa de todos os tempos que acredita que leite vem da geladeira, ou no máximo do supermercado. Uma geração leite-com-pera que se entope de alimentos sintéticos e sente uma fraqueza de um ancião de 90 anos mesmo tendo 20 no RG.
Você sabia?
Tanto Rodrigo quanto eu viemos de famílias numerosas e com o pé no campo, onde se tinha de plantar, colher e criar para comer e vender os frutos do trabalho na cidade grande. O tempo nos fizeram mudar os rumos da vida. Ele se tornou ator, e eu fui para o jornalismo.
Sai do campo, me adaptei ao meio urbano, venci na vida e não tem medo de enfrentar as intempéries. Hoje vejo em cada canto jovens urbanoides desanimados e derrotados com a vida. Não é à toa ver gente do campo dizer aos que voltaram da selva de pedra que "a cidade o estragou".
Até as mulheres daquela época eram mais corajosas, porém, mais femininas e maleáveis. Os homens eram mais viris, mais musculosos e mais seguros de si. Hoje vemos franguinhos sem coragem e com medo de dizer um "oi" às garotas porque perderam o senso de como se relacionar com as mulheres.
E isso se engloba no mundo alimentício: a Amil fez este vídeo mostrando que nossas crianças entupidas de plástico não conhecem os alimentos.
"Pedro, o que isso tem haver?" TUDO, CARA PÁLIDA! O choque de algumas pessoinhas da internet apenas respalda o vídeo anterior. Estão chocados com o óbvio. O que me deu mais raiva ainda foi o ator ter de pedir desculpas por fazer algo tão corriqueiro no mundo culinário.
Oi, gente! Em primeiro lugar, respeito as opiniões de todos vocês. Venho de uma família grande, igual a muitas outras...
Publicado por Rodrigo Hilbert em Segunda, 14 de março de 2016
Doentia animalista
Independente se é ou não veg(etari)ano, os animais e a natureza estão na Terra para servir a gente, e não o contrário. Hoje, vemos pessoas chocadas por um animal morto, mas relativizam sobre quando começa a vida humana. Ninguém percebe que esta sociedade está doente e não sabe distinguir, literalmente, alhos de bugalhos.
Mire-se nos seus avós: quantos viveram por muito tempo comendo carne? Meu finado avô se lembrava e (disse para mim que) estava nas Linhas Maginot e era muito arteiro. Eles se alimentavam bem, ao contrário desta geração. Quem contextualiza melhor isso é o vlogueiro Leonardo Olivaria, o Conde Loppeux de Villanueva.
E para terminar: que o bom senso seja recuperado
Que todo este carnaval de insanos se encerre o mais breve possível. Se tiver filhos, é bom que se mostre de onde vem os alimentos. Ir a uma chácara será educativo e interessante a elas. Hoje a vida de nossos pequenos se resumem ao bloco de apartamento. Quando crescerem e não conhecerem o óbvio vão se chocar com cada coisita de nada.
O mundo não é um arco-íris. As carnes não vem prontas da sessão de carnes do Carrefour, e nem o leite vem da geladeira. Arrisque-se mais! Tenha ousadia e não medo de lidar com o desconhecido.
Agora, para os frescos que se chocaram de ver uma ovelha ser morta, descascada, cortada, frita e moída deixo este vídeo para vocês. Vocês é que merecem um 7 a 1 eternamente até aprenderem o que é a vida.