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sábado, 12 de janeiro de 2019

Observações das vinhetas 'Quem é daqui sabe o quanto'




As campanhas globais de vinhetas Quem é daqui tem o intuito de enaltecer características visuais, arquitetônicas e naturais do Distrito Federal, em especial de Brasília. 

De acordo com dados do colaborador Layon Yonaller elas surgiram em 21 de abril de 2018, em pleno aniversário de Brasília, antes de ir ao ar o programa Distrito Cultural e após o Jornal Hoje. O primeiro vídeo institucional foi o da faixa de pedestre. Assista-o:






Após esse vídeo, outros foram criados. Veja:










Tenho algumas observações sobre os vídeos e falarei adiante.


O visual 



Os vídeos apresentam um visual clean com toques coloridos e em degradê. As campanhas são minimalistas e com formas geométricas - como círculos, retângulos e esferas. 

Com poucos recursos, a Globo conseguiu passar a mensagem principal de cada vídeo, além de reiterar as arquiteturas e visual de Brasília cheias de linhas e formas.


A mensagem



Os vídeos sempre são iniciados com o seguinte texto: "Quem é daqui sabe o quanto...", seguido do restante da frase. Veja:

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO respeito é fundamental."

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO a arquitetura é moderna."

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO a natureza é bonita."


Essa frase está ligada à ideia de pertencimento e identidade de um local. É certo que quem é de Brasília entende todas as referências dos vídeos e tornar-se pertencente da localidade.


A arquitetura e outros elementos


Os vídeos retratam diversas arquiteturas brasilienses, como: a Caixa D'água de Ceilândia, a Praça do Relógio de Taguatinga, as formas da Casa do Cantador, as tesourinhas, as esferas do Memorial JK e a faixa de pedestre. 

Agora, irei comparar as fotos dos monumentos retratados com os vídeos.


Quem é daqui sabe o quanto respeito é fundamental.














O vídeo apresenta as famosas tesourinhas e faixas de pedestre do Distrito Federal.

Comparando as tesourinhas do vídeo com as reais, percebemos que aquelas são mais grossas que estas. Contudo, ao ver a vinheta da Globo logo nos remetemos às famosas faixas de trânsito. 















Esferas circulares também aparecem caminhando pela tesourinha. Elas fazem referência às esferas do Memorial JK e são fidelíssimas.



Quem é daqui sabe o quanto a arquitetura é moderna.


Neste vemos a Caixa D'água de Ceilândia, a Praça do Relógio de Taguatinga e a arquitetura da Casa do Cantador.












A Caixa D´água do vídeo é menos larga que a original, tanto na copa quanto na coluna. Para aquela ser idêntica à esta deveria ser mais grossa e com detalhes na coluna principal. Entretanto, entendi o viés minimalista que as vinhetas se propõem.
















Talvez a representação da Praça do Relógio de Taguatinga seja uma das mais verossímeis, pois a coluna é da mesma grossura da original, assim como o quadrado do relógio. 




Os famosos arcos da Casa do Cantador foram retratados de forma quase verossímel, exceto que a arquitetura da vinheta tem mais uma curva do que a original.



Quem é daqui sabe o quanto a natureza é bonita.


Árvores de ipês e visão panorâmica do Parque da Cidade são retratados. 














Os famosos ipês exuberantes e coloridos do Distrito Federal (Brasília) foram retratados de forma esférica, ao invés do formato original. Mesmo assim, as flores floridas foram bem representadas na vinheta. 




A Praça dos Cristais de Brasília foi apresentado de forma minimalista e simples, por meio de formas geométricas. Vários degradês de verdes também foram utilizados. 


Essas foram as minhas observações sobre as vinhetas. Agradeço ao Layon Yonaller pela disponibilidade dos vídeos. 


Vocês já tinham visto essas vinhetas? Gostaram? Digam nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 19 de maio de 2018

Redes sociais físicas



E se as redes sociais pudessem ser físicas e transformadas em objetos? Foi com essa premissa que o designer e o artista 3D Ben Fearnley criou o projeto intitulado Social Media Reality. Ele consistiu em reimaginar as redes sociais Facebook, Instagram, Snapchat e Twitter como se fossem objetos 3D.




Ben Fearnley é um designer profissional premiadíssimo e especialista em obras 3D em CGI, ilustração e tipografia. Já trabalhou em inúmeros projetos, onde desenvolveu o gosto por imagens criativas em 3D (Atualmente só trabalha com isso). É designer sênior do estúdio Vault49.



Social Media Reality

Achei o projeto criativo, pois Ben conseguiu capturar a essência de cada uma das mídias sociais, trabalhando na função e representação de cada uma. O trabalho ficou incrível e crítico ao mesmo tempo. Veja:




O artista utilizou um instrumento parecido com aqueles de exame de vista para representar o Facebook. Afinal, os usuários dessa rede social vêem, observam e analisam tudo que é postado. Esta é a vitrine de pensamentos, ideias e fotos atualmente.





Que outro objeto representaria melhor o Twitter, que não o megafone? É na rede social de mensagens curtas e instantâneas que os usuários expõem seus pensamentos, repercutem assuntos e criam até mesmo hashtags (representadas no objeto). Vejo essa rede social como a revolução de uma para mais pessoas. Desse modo, o megafone passa essa ideia. 





Ben escolheu uma máquina trituradora de papéis para representar o Snapchat - a rede social de mensagens e fotos temporárias que se autodestroem em 24 horas (O time da máquina passa essa ideia).





Hoje o Instagram é visto como uma rede social visual, e quem não quer estar em evidência, não é mesmo? O autor concebeu a rede social como uma mesa de jantar requintada, onde há o prato principal com vários elementos. A rede social de fotos é exatamente para isso: degustar, apreciar e curtir os bons momentos.



Outros trabalhos





Além do projeto Social Media Reality, Fearnley possui outros na mesma linha de tridimensionalidade, como: Beats by dre products shotsSculptmojis - Digital ArtInflated typographyLayered typography e lettering. Separei alguns dos seus trabalhos que mais me chamaram a atenção:


Beats by dre products shots




Ben Fearnley reimaginou a marca mais famosa de fones de ouvido do mundo, Beats, de forma criativa e interessante. Ainda sonho com um fone de ouvido desses!






Sculptmojis - Digital Art




Os emojis tornaram-se populares nas redes sociais e Ben resolveu reinseri-los em esculturas 3D. O resultado ficou magnífico e incrível! Foi como se o artista transportasse os elementos para esculturas de arte que ficaram bem expressivas com as carinhas. 




Inflated typography




Amo fontes e tipografias (Vez ou outra pesquiso uma para utilizar em projetos no Photoscape) e Ben criou lindas fontes infláveis bem criativas.



Layered typography e lettering




Esse trabalho também é incrível. Ben explora camadas de formas, padrões e texturas em fontes. 



Além da arte: quando o trabalho é comercializado



O trabalho do artista tem rendido tantos frutos e reconhecimentos, que ele tem comercializado algumas esculturas do projeto Sculptmojis - Digital Art. Os preços variam entre 30 e 35 euros. Confira aqui o Shop


Gostaram do trabalho do designer? Já o conheciam? Digam nos comentários! J-J


Mais informações


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Arquiteto italiano Federico Babina cria ensaio para discutir doenças psíquicas e mentais



O arquiteto e designer italiano Federico Babina recentemente chamou a minha atenção por criar uma série de ilustrações para um ensaio intitulado Archiatric (Arquitetônico), em que faz diversas analogias entre doenças mentais e psíquicas com construções e obras arquitetônicas. Resolvi trazer esse ensaio por estamos na campanha Janeiro Branco - um projeto dedicado à conscientização e à prevenção em relação à Saúde Mental (Você pode ler mais a respeito aqui).





Antes de falarmos do ensaio propriamente dito, é importante perceber o estilo de Federico Babina. Ele é um amante das formas e estruturas e suas obras são inspiradas na arquitetura. Possui um estilo geométrico bastante próprio e único ao utilizar elementos surreais, além de trazer certo humor ao seu trabalho. Abaixo separei algumas ilustras para que entendam suas peculiaridades:





Babina, então, criou o projeto Archiatric com 16 ilustrações que ao mesmo tempo são abstratas e fantasiosas, mas também reais, principalmente para quem vive na pele algum desses transtornos. 

Imagino a dificuldade do artista italiano de apresentar as doenças visualmente, uma vez que só quem sabe o que significam é quem já sofreu por causa delas. Mas ele consegue, com tato e delicadeza, ilustrá-las, além de trazer um conceito que todos nós podemos refletir: que o nosso corpo é uma casa que precisa ser cuidada e preservada e que muitas vezes ele, assim como a casa, pode ser destruído, abalado, mas também reconstruído. 

Desse modo, Babina ilustrou as seguintes doenças: Bipolaridade, Fobias, Paranoia, Dislexia, Transtorno Alimentar, Transtorno Dissociativo, Transtorno de Gênero, Narcolepsia, Ansiedade, Depressão, Insônia, Demência, TOC, Alzheimer, Esquizofrenia e Autismo. Abaixo você pode conferir a representação de cada uma delas:


































































Para dar mais veracidade e entendimento ao seu trabalho, Federico Babina criou um vídeo no Youtube que traz cada uma das ilustrações em movimento. O resultado ficou mais reflexivo e espetacular ainda. Assista:






Vejo que em um mês como esse (Janeiro Branco), o projeto Archietric é fundamental para a conscientização das pessoas sobre doenças psíquicas e mentais, bem como acalora e torna mais evidente as discussões sobre Saúde Mental, algo de suma importância para a humanidade.

Gostou do ensaio? Ele chamou sua atenção? Diga nos comentários! J-J


Mais informações
Site



Por: Emerson Garcia

sábado, 5 de setembro de 2015

Dom do olhar: Kalapusa



O artista de hoje é um escultor porto-riquenho chamado de Jaime "Kalapusa" Margary, que é inspirado, na maioria dos seus trabalhos, em esculturas de jardim, feitos com resina, barro e acrílico.

Essa é uma dica para quem quer redecorar seu quintal ou jardim com esculturas inspiradas na mundo 8-Bit, em obras realistas. Amplamente utilizados em videogames, essa tecnologia referem-se aos tempos de Atari, de gráficos quadradinhos. Claro que as ilustrações do artista não são pixelizadas, mas ele buscou inspiração nesses jogos, como em Mario e a famosa planta carnívora que sai de um cano. Eita nostalgia!











Kalapusa gosta de praticar métodos novos e criativos, para aprender a dominá-los. Seus trabalhos, mostram seu estilo, e seu crescimento como artista, ao usar materiais que não foram usados por ele antes, ao misturar acrílicos e barros e retorcer arames - que não deve ser uma tarefa muito fácil.

Fazer essa obra prima, só de ver um desenho, de jogar um game ou de se inspirar em plantas de livros, já é um motivo para Kalapusa está no Dom do olhar de hoje. Espero que tenham gostado! J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 2 de junho de 2015

Dom do olhar: Janne Peters



Janne Peters é uma fotógrafa alemã que realiza séries de fotografias de vários temas, como gastronomia, design de interiores, animais, jardins, entre outros. Suas fotos são uma verdadeira produção de cinema. O contraste de cores, a disposição das coisas e a produção são impecáveis.

Não tem como deixar de se apaixonar pelas suas fotografias. Elas aguçam a visão, trazem sensações de bem-estar, alegria, calma, aguçam até mesmo o paladar, como na série Food, seja com os alimentos organizados, ou bagunçados e utilizados, como na Biogut.








Peters é multifuncional. Fotografa desde a natureza morta, até a viva. O que importa mesmo é como ela produz suas imagens. Deve dar um trabalhão ela pensar desde a composição da foto, dos elementos, objetos e pessoas, até a combinação de cores. Uma coisa que eu percebi é que ela combina a foto para deixá-la harmoniosa, colocando cores similares. Sem falar da qualidade das suas fotos.









A alemã fotografa coisas que talvez não sejam importantes ou que não tem valor e compõe fotos chamativas, seja pela cor, composição ou até mesmo produção. A foto que mistura rosa com azul, com linhas e grãos para mim é uma das melhores.









Eu sempre considerei fotografar natureza morta mais difícil do que viva, e Peters consegue realizar essa façanha, de modo que fotos desse tipo não fiquem monótonas, e sim interessantes.
































O Dom do olhar de hoje foi muito diferente dos outros. Janne Peters possui fotos originais, de coisas talvez incomuns para serem fotografadas. Ela me provou que tem talento de sobra, não só para fotografar, mas para compor, seja com gastronomia, arquitetura, arte, pessoas ou animais. Ela é genial! J-J

Saiba mais: Janne Peters

Por: Emerson Garcia
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