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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Chemistry Google Doodle

 

Esse ano, o doodle do Dia dos namorados do Google chamou bastante minha atenção. Foi um elemento interativo que celebrou a data com um toque científico e acadêmico. O doodle traz a imagem de uma tabela periódica em várias tonalidades de rosa e rosa choque, com dois elementos químicos que se atraem e se fundem.  

Assim como os elementos químicos se fundem e realizam ligações químicas, os amantes e os românticos de plantão também. Por meio do doodle do Valentine's day desse ano é possível combinar seu próprio avatar de elemento químico e começa a deslizar para fazer diversas ligações. 



E as ligações podem ser mágicas, improváveis, emocionantes, cheias de dinamismo, emoção e romance. Além de fazer alusão com o Dia dos namorados, o doodle ainda é totalmente interativo e didático, pois ensina sobre ligações químicas. Você pode fazer ligações com o hidrogênio, nitroênio, oxigênio, flúor, cloro, bromo e iodo, bastando você ter criatividade! 



O doodle apresentou sete elementos e perfis detalhados para cada um. A Google mostrou que há química por trás do amor, o que é uma verdade, pois o amor e o romance causam vários sentimentos em quem o sente e também reações químicas em nosso organismo. 

O doodle da Google focou na criação de "laços diatômicos" que se formam por meio de uma ligação entre dois átomos. Além de focar nisso, ressaltou-se a máxima que "os opostos se atraem", já que por mais diferentes que dois elementos possam ser, eles podem ser atraídos.

O Dia dos namorados é comemorado no dia 14 de fevereiro nos EUA e no dia 12 de junho no Brasil. É uma data dedicada ao romance e ressalta a importância das conexões íntimas e o doodle veio a calhar nesse sentido. 

A Google, mais uma vez, mandou bem com a divulgação de doodle. E você, o que achou do Chemistry Google Doodle?! J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

O que é o 'Leap Day'?!

 

Hiatus interrompido! Deu na minha cabeça hoje de interromper o Hiatus de verão por conta de hoje ser dia bisssexto (29 de fevereiro), esse dia que só ocorre de quatro em quatro anos. O dia bissexto, nos Estados Unidos tem outro nome, o Leap Day

Se o dia bissexto é conhecido como Leap day, o ano bissexto é Leap year. Já os nascidos em 29 de fevereiro são conhecidos como leaplings. E por que essa expressão?! Porque ela significa salto, ou seja, no ano bissexto os dias "pulam" (como o Doodle do Google que possui um sapinho) um dia pra frente na semana, já que fevereiro tem não 28, mas 29 DUAS. 

Quem nasce no dia 29 de fevereiro deve ser um ser especial, não é mesmo? Mas também deve ser bem chato (Ou não) para os nascidos nesse dia. Comemorar o aniversário de quatro em quatro anos?! A saída estar em comemorar um dia antes (28 de fevereiro) ou um dia depois (1º de março). 

Existe uma explicação geográfica e (até mesmo) espacial e astronômica para o dia bissexto, mas vou poupar de detalhes mais técnicos. O que é necessário que saiba é que esse dia extra garante que equinócios (dia e noite de mesma duração) e solstícios (dia com maior duração que a noite) ocorram aproximadamente nas mesmas datas todos os anos, para facilitar a organização do calendário e eventos sazonais. 

As 24 horas desse dia 29 foram acrescentadas ao calendário para que o ano calendário possua o mesmo tempo que o astronômico. O ano calendário tem 365 diase a terra leva 365.2421 dias para dar a volta ao redor do Sol, então para compensar esta diferença foi acrescentado mais um dia em fevereiro.

Nascer nesse dia é bem incomum. A probabilidade é de 1 para 1500 bebês. Ser leaping não é para qualquer um. Hoje, existem cerca de 5 milhões de pessoas que nasceram no Leap Day. 

O que quero deixar com esse post é que ganhamos mais um dia de vida este, já parou para pensar nisso? Então, que tal aproveitarmos essas 24 horas e minutos extras da melhor forma?! Feliz Dia Bissexto ou Feliz Leap Day! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Estrela de Belém: raro fenômeno ocorre durante a semana do natal

Três dias antes do Natal, exatamente hoje 21 de dezembro de 2020 os habitantes da Terra serão presenteados com um fenômeno astronômico que ocorre pela primeira vez durante a semana do Natal em 800 anos, é a Estrela de Belém - uma conjunção dos planetas Júpiter e Saturno que ficam alinhados por um curto espaço de tempo. Essa conjunção pode ser vista à olho nu entre os dias 16 e mais fortemente hoje, dia 21. 

Essa conjunção astronômica ocorre à cada 400 anos. Registros mostram que ela ocorreu pela última vez no século 17, em 1623, mas de acordo com dados e cálculos, não foi na época natalina. Em 2021, contudo, todos as pessoas poderam observar os planetas. 


O pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Felipe Navarete disse que a aproximação dos planetas é rara e demora muito tempo para acontecer. Ele recomenda que a observação do raro fenômeno seja realizado de um lugar alto e com vista para o pôr do sol limpo, já que os planetas estarão próximos da linha do horizonte. Ele explica mais sobre o evento:

"Ao longo dos dias a distância entre os pontos vai diminuir. No dia 21 será a distância mínima. A olho nu você consegue separar os planetas: Júpiter e Saturno. Júpiter será mais brilhante. A olho nu vai dar para ver, embora não dê para enxergar os detalhes. Com binóculo pequeno você já consegue começar a ver melhor os detalhes."


Na imagem abaixo é possível ver todo o processo de união entre os maiores planetas da Via Láctea. Perceba que hoje é quando Saturno e Júpiter estarão mais unidos.



Aqui onde moro, no Distrito Federal o fenômeno foi visto um pouco antes do pôr do sol e antes do dia anoitecer, por volta de 18h40. Os brasilienses sentiram dificuldade de ver o fenômeno porque chuveu muito e o dia ficou nublado.

Astrônomos, em entrevista ao Correio Braziliense, apresentaram um passo a passo para ver o fenômeno com nitidez e clareza. São eles:

- Olhar para o oeste, onde o Sol se põe, na direção contrária ao mar;

- Esticar o braço em direção ao horizonte e abrir bem a mão: Júpiter será o ponto mais brilhante que você vai ver na direção do seu dedo polegar;

- Júpiter será o mais brilhante e Saturno estará ao lado; e

- Antes do céu escurecer totalmente os dois planetas estarão visíveis, porém só até cerca de 20h. 


A conjunção planetária é rara por conta da diferença de rotação dos planetas ao redor do Sol. A Terra leva 1 ano, enquanto Júpiter e Saturno cerca de 12 a 30 anos, respectivamente. É preciso um olhar apurado e instrumentos adequados para ver o fenômeno. 

No gráfico a seguir, é possível ver a distância quase real dos planetas. Na verdade eles ficaram separados por milhões de quilômetros, mas "próximos" devido às diferenças de órbita. Os planetas devem estar baixos no céu ocidental, de forma a mostrar seu brilhantismo com facilidade. Acompanhe:


A Google ilustrou isso por meio de um doodle fofo, divulgado ainda no dia de hoje, com o seguinte título: Celebrando o verão 2020 e a Grande Conjunção! No doodle Saturno perpassa pelo céu estrelado e cumprimenta Júpiter, sendo alinhado com ele, enquanto o planeta Terra salta de alegria. Veja a imagem a seguir:


Mesmo com tom científico e técnico, a Estrela de Belém tem um fundo religioso e está relacionada historicamente com o natal e o nascimento de Jesus Cristo. Além disso, a Estrela de Belém (Ou Estrela de Natal) também é entendida a partir de várias interpretações de acordo com religiões e também está representada na arte e na cultura popular. Preparados para ir um pouco além no assunto? Vem, comigo!


Estrela de Belém 



A Estrela de Belém pode também ser chamada de Estrela de Natal ou Estrela-Guia. De acordo com a Bíblia Sagrada ela revelou o nascimento de Jesus Cristo aos Três Reis Magos, e os guiou até Belém, no lugar onde o menino estava. 

Diversos cristãos veem a Estrela de Belém como sinônimo para milagre. Há até mesmo a Profecia da Estrela, que é defendida por diversos teológos. Alguns pensam ainda que no dia do nascimento de Jesus um grande cometa iluminou o céu.

Há uma corrente que relaciona o fenômeno astronômico com o descrito na Bíblia, embora essa ideia não seja unânime, já que pode ser que os dois eventos não estejam ligados entre si. 

Durante a quadra natalícia, esse tema é um dos favoritos nos planetários. No Cristianismo ocidental, o evento é celebrado na Epifania (6 de janeiro). 


A Estrela de Belém nas religiões


Ícone russo do nascimento de Jesus. A Estrela de Belém é retratada no topo ao centro como um semicírculo escuro, com um único raio descendente I Wikipédia


Podemos ver várias interpretações para a Estrela de Belém, seja na Igreja Ortodoxa, Mormonismo, Testemunhas de Jeová e no Adventismo do Sétimo Dia. Descorro sobre cada uma das interpretações a seguir.

Igreja Ortodoxa 

Aqui a Estrela de Belém não tem viés astronômico e científico, mas sobrenatural. Os fieis acreditam que um anjo foi enviado para guiar os magos até Jesus. 

Na iconografia ortodoxa cristã, a Estrela de Belém é representada como um semicírculo acima do ícone, indicando a luz não-criada da graça divina, com um raio que aponta para o local onde estava Jesus. 


Mormonismo

Os mórmons acreditam que a Estrela de Belém foi um evento astronômico real e vísivel para todas as pessoas. No livro de Mórmon Samuel profetiza que uma nova estrela irá aparecer como sinal de Jesus teria nascido e Nephi escreve sobre a realização dessa profecia depois. 


Testemunhas de Jeová

Acreditam que a estrela é considerada um artifício satânico, em vez de um sinal de Deus, pois ela guiou os astrólogos para Jerusalém, onde descobriram o plano do rei Herodes para matar Jesus. 


Adventismo do Sétimo Dia

Eles acreditam que a Estrela do Natal é um grupo de anjos resplandecentes. 



Estrela de Belém nas artes

Afresco de Giotto



Tapeçaria de Edward Burne-Jones


Nas artes a Estrela de Belém sempre aparecem compondo a representação juntamente com os reis magos. No afresco de Giotto ela é representada como um cometa. Já na tapeçaria e aquarela de Edward Burne-Jones, a estrela é sustentada por um anjo.

O paról, uma lanterna colorida em forma de estrela, também é uma das representações da Estrela Guia e um símbolo reconhecido da quadra para os filipinos. O paról possui cinco pontos e duas "caudas" que evocam raios de luz apontando o caminho para o estábulo. 



Já na Basílica da Natividade em Belém, uma estrela prateada com 14 raios ondulantes marca a localização do nascimento. 



Estrela de Belém na cultura popular

Cena da série The Twilight Zone, episódio The Star


O elemento também é mencionado em músicas, episódios de séries e outras canções clássicas de natal. Posso mencionar a composição The Star of Bethehem, do irlandês Colm Ó Foghlú; o episódio The Star da série norte-americana The Twilight Zone; e a música Reis do Oriente, composta em 1857 por John Hopkins Jr. 


Infelizmente não consegui ver o fenômeno da Estrela de Belém aqui, mas vou pesquisar fotos depois. A Estrela de Belém pode ser um fenômeno astronômico ou religioso, depende da sua perspectiva e ponto de vista. 

Espero que esse post tenha despertado sua curiosidade sobre o tema. E você, conseguiu ver a Estrela de Belém? Será que ela aconteceu durante o nascimento de Jesus? Diga nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 18 de abril de 2015

Interestelar Vs. Gravidade

Filmes com a temática espacial me chamam a atenção, porque o universo é incrível. Quanto mais se sabe sobre ele, mais dá vontade de conhecê-lo. Descobri que ficção científica também é um dos meus gêneros preferidos. Resolvi falar de dois filmes nesse post: Gravidade (2013) e Interestelar (2014). O primeiro, fala sobre sobreviver no espaço; e o segundo, sobre tempo e espaço. Como esses assuntos são retratados nas produções?




Em Interestelar percebemos a tentativa dos astronautas Cooper (Matthew McConaughey) e Brand (Anne Hathaway) de encontrar um outro planeta para abrigar a população terrestre. Com paisagens exuberantes e um clima diferente da Terra, tanto na questão do espaço e tempo - bem retratado pelo desenvolvimento dos personagens; como na perspectiva espacial em relação à Terra. Esse tipo de ficção científica explorou vários lugares do espaço.

Em Gravidade, os astronautas Ryan Stone (Sandra Bulock) e Matt Kowalski (George Clooney) precisam sobreviver no ambiente espacial após uma chuva de destroços, decorrente de um satélite russo. Seria possível haver vida em um ambiente onde a gravidade é zero? O que deveria ser feito para voltar à terra?



Muitos não gostam de ficção científica por serem muito distantes da realidade. Concordo. Existem muitos filmes que são fantásticos demais. Contudo, eles não são baseados do nada. Eles são amparados em teorias científicas, físicas e astronômicas. Em Interestelar, vemos a teoria do espaço e tempo, além do buraco negro. Sabe-se que no espaço o tempo não passa (Quantos querem ir pra lá e ficar jovem pra sempre?!). 24h da terra é muito diferente no espaço. O filme consegue retratar isso, mas com alguns exageros. O buraco negro também é uma teoria física, mas como seria possível o astronauta do filme cair nele e aparecer no quarto da sua filha?!

Em Gravidade, vemos a teoria da relatividade e da gravidade (Claro!). Sabe-se que a gravidade é zero no espaço. Você conseguiria flutuar pelo espaço, mas será que por muito tempo, como no filme?! Vemos que Ryan e Matt conseguem fazer bastante coisas lá, e coisas bem feitas. Não sei até que ponto essa precisão de ações no espaço é verdadeira ou não, embora os personagens passem por várias situações adversas, mas também tem coisas fantásticas, como Ryan viajar em uma cápsula minúscula em direção à Terra. 

Os produtores de Gravidade conseguiram retratar à vida em órbita com maestria, com exceção de alguns detalhes, para dar um ar dramático à trama. É possível perceber a dimensão do universo, assim como todas as questões que deixam a vida humana lá por um fio. 

Em Interestelar eles também tomaram esse cuidado de retratar esse ambiente espacial, por meio do clima, texturas, ventos e toda a galáxia, mas também trazendo um tom dramático ao filme, seja por meio de trilha sonora ou clima tenso.

Fazer filmes no espaço não é tarefa fácil. É preciso estudar essas e outras teorias para não fazer uma produção que fuja à realidade totalmente. É válido maquiar a história? Sim. O cinema faz isso direto. E em uma FICÇÃO científica não seria diferente. Só que como o nome diz, é a ciência e a ficção juntas. 

Não é só Gravidade e Interestelar que acertaram em retratar o espaço, mas posso citar outros, como Lunar (2009), Missão: Marte (2000), Apollo 13 (1995) e 2001: Uma Odisséia no espaço (1968). Confira os trailers. J-J






























Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Três anos de explosões no Sol em apenas 3 min.




Desde o primeiro semestre de 2010, a sonda Solar Dynamics Observatory, da NASA, está tirando fotos contínuas do Sol, uma a cada 12 segundos em 12 comprimentos de ondas diferentes. O resultado é magnífico. 

As fotos, que mostram o Sol explodindo com erupções solares e ejeções de massa coronal, revela o astro até chegar ao seu máximo, que é o pico da atividade solar em um ciclo de 11 anos. O vídeo junta duas imagens de cada dia por um período de três anos. J-J



Eis alguns dos melhores momentos separados pela NASA:

00:30;24 Eclipse Parcial da Lua                                                                

01:11;02 Erupção X6.9 de 9 de agosto de 2011, atualmente a maior deste ciclo solar  
                                 
01:28;07 Cometa Lovejoy, 15 de dezembro de 2011   
                                                           
01:51;07 Trânsito de Vênus, 5 de junho de 2012   
                                                                                 
02:28;13 Eclipse parcial da Lua


Referencia: UOL 

Por: Thalíta Moreira

quinta-feira, 28 de março de 2013

Você sabia que a Terra tem mais de uma Lua ?!



Conhecidos como mini luas, são asteroides que entram em órbita transformando-se em luas temporárias. 
                                                                                                                                      Essa informação causa espanto em algumas pessoas, pois o que aprendemos desde o jardim de infância é que a Terra tem somente uma lua, isso não significa que tudo que aprendemos na escola esteja completamente errado.       
                                                                                                                      
gravidade da Terra é capaz de atrair centenas de asteroides, transformando-as em "mini luas", a lua que vemos todas as noites é o maior satélite natural em órbita ao redor do nosso planeta, mas as mini luas, são temporárias. 
                                                                                                        
Os asteroides são de diversos tamanhos, estudos mostram que atualmente existem dois deles orbitando o planeta, em um tamanho aproximadamente de uma máquina de lavar louças e o outro com mais de seis metros de diâmetro. 
                                                                                                          
Com o passar do tempo, alguns astrônomos conseguem observar a aproximação desses asteroides. Embora a Terra não ter a tão forte gravidade que Júpiter tem, ela é capaz de transformar estes enormes objetos em satélites naturais, sem qualquer risco de colisão.


Por esse motivo as mini luas atualmente são objetos de cobiça dos pesquisadores. O astrônomo e pesquisador da Universidade do Havaí, Robert Jedicke, defendeu esta semana em um encontro no Alabama a proposta de usar telescópios como caçadores destes objetos.
                                                           
Para Jedicke, com a captura dos asteroides seria possível ter mais informações preciosas sobre um dos maiores e mistérios da humanidade. " É a pedra de Roseta do sistema solar. Trazer um pedaço de material que nunca foi processado através da atmosfera e que não está em solo terrestre pode significar uma riqueza enorme de informações sobre como o sistema solar se formou" afirma.                

No entanto, grande parte das mini luas são muito pequenas, tenho apenas um metro de diâmetro, isso faz com que seja muito difícil identifica-las em órbita, mesmo com a atual tecnologia. A ciência também conta com algumas categorias para asteroides ainda menores, eles são chamados de  "quase satélites" e não são considerados como luas secundárias.
                                                     
"Há um grande interesse em acompanhar esses objetos temporariamente capturado (TCOs), porque por um curto espaço de tempo eles são facilmente acessíveis tanto para o estudo científica e, eventualmente  para a utilização de seus recursos", afirma o pesquisador da NASA Paul Chodas em uma entrevista ao Discovery News. J-J

Por: Thalíta Moreira

quarta-feira, 13 de março de 2013

Zoólogos explicam praga de esperanças na UCB



A praga de esperanças começou a aparecer há alguns meses, em pequenas quantidades, mas foi na semana passada que houve uma invasão delas. Quase sempre em pares, de cor verde (fêmea) e marrom claro (macho), seu ciclo de vida é curtíssimo, e já não se vêem tantas como antes

Eles estavam por toda parte. Em paredes, voando, em cima de grades. Os bichinhos chamaram a atenção de estudantes, funcionários e especialistas da Universidade Católica de Brasília (UCB). Uns tinham admiração, outros, ojeriza e medo dos bichos. “Que bicho é esse?”, muitos perguntavam. Opiniões diversas. Alguns achavam que o inseto era “gafanhoto”, outros, que era “louva-a-deus”, e mais uma porção de pessoas achavam que eram “esperanças”.

Segundo Jesine Falcão, zoóloga da UCB, “cada um desses nomes populares são designados a um conjunto de espécies que possuem características similares”. Tanto o gafanhoto como a esperança são classificados em uma mesma ordem, a Orthoptera (insetos de asas retas, em português). Ambos possuem pernas desenvolvidas para saltar, e ambos, também, são herbívoros – por isso, um perigo para a agricultura.

De acordo com Jesine, existe uma diferença crucial entre um e outro, e é isso que fará com que o mistério seja desvendado: as antenas. Não fosse por elas, o “mistério” não se resolveria, já que é difícil definir cada inseto. “Esperanças possuem antenas mais longas”, explica a zoóloga. Enquanto as esperanças possuem as antenas mais longas do que o corpo, o gafanhoto possui as antenas mais curtas. Então, Jesine consegue desvendar o mistério: eram esperanças!

A praga da UCB – Não é a primeira vez que pragas de insetos aparecem na UCB. Gessica Daniel, estudante de jornalismo da UCB, disse que desde que ela entrou na universidade havia praga de besouro e baratas. “Agora esses insetos”.

Esse episódio nos lembra uma situação bíblica: “As pragas do Egito”. A história, no Êxodo, fala de dez pragas que assolaram o Egito porque o faraó não permitiu que os judeus, sob liderança de Moisés, abandonassem o Egito. A oitava praga fala de gafanhotos: “E subiram os gafanhotos por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território; eram mui numerosos [...]” (Ex. 10.14). No caso da UCB, trata-se de praga de esperança!

A zoóloga Jesine aproveitou a praga para fazer uma pesquisa no laboratório de zoologia. “Em uma das noites, contei mais de 60 só no percurso que fiz até o laboratório de zoologia. Aproveitei para coletar exemplares para serem utilizados na disciplina”.



Cogitações – A praga de esperanças começou a aparecer há alguns meses, em pequenas quantidades, mas foi na semana passada que houve uma grande invasão delas. Não dá para definir com precisão por que os insetos apareceram, mas existem hipóteses.

Pode ser que esses insetos estejam em período de acasalamento. Para a zoóloga Jesine, “estes insetos podem ter ciclos anuais, como o observado com as cigarras e os besouros, o que justifica a grande quantidade observada na última semana”. No processo de copulação, o macho atrai a fêmea por meio sonoro. Quando esta aparece o macho fica em cima dela. Todas as esperanças são adultas e apareceram na mesma época. Por isso, a invasão de esperanças em um período tão curto.

Para o biólogo Paulo César Motta, essa invasão de esperanças pode ter causas diversas. “Pode ser um desequilíbrio, pode ser por causa de desmatamento. Pode ser ausência de predadores naturais no ambiente urbano”.

Cogita-se também que esses insetos apareceram em ampla quantidade na Católica por causa da luz. “Durante a noite eles voam em direção a luz e vão parar nos prédios da universidade. Nessa mesma época é possível observar esses insetos voando ao redor dos postes no estacionamento”, explica Jesine.

Foi observado que as esperanças estavam sempre em pares, representados pela cor verde (fêmea) e marrom claro (macho).

Adeus, esperança! – Na semana atual observa-se que as esperanças estão em declínio. Já não se vêem tantas como antes. É que o ciclo de vida dos insetos é curtíssimo (cerca de dois ou três meses). A esperança, o bichinho, irá acabar, e com ele, também, o medo de muitas pessoas. Se há uma esperança que vai ficar, é a de contar essa história para nossos amigos. J-J

*Matéria para a Oficina de Produção de Notícias, na qual eu fiz parte no ano de 2010.

Por Emerson Garcia

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O asteroide 2012 DA14 vai passar muito próximo da Terra dia 15 de fevereiro

Foto: Nasa / Reprodução


O asteroide 2012 DA14 que tem por si 45 metros de largura, irá passar na próxima semana a 27,7 mil quilômetros de distancia da Terra, porém não há possibilidade da rocha espacial atingir o planeta de acordo com os cientistas, apesar dos estudos mostrarem que não haverá risco de colisão com a Terra, o asteroide pode atingir satélites de comunicação na órbita terrestre, esse fenômeno só poderá acontecer novamente no ano de 2046 e a uma distancia muito maior, de 1 milhão de quilômetros. Não há razão para temer, mesmo esse sendo o vôo mais próximo já registrado.

Em alguns lugares do planeta o 2012 DA14 será visível por binóculos e pequenos telescópios, especialmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental. Se caso a rocha entrasse em colisão com a Terra, seria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT - o equivalente a uma bomba atômica. Esse impacto seria capas de destruir uma grande cidade, como Londres, mas essa é apenas uma das 500 mil rochas espaciais ao redor da terra.



Estudiosos da Nasa podem prever o caminho do asteroide. E em um comunicado a  agência espacial americana afirma que "não há chance do asteroide entrar em rota da colisão da Terra". Esse acontecimento será único para pesquisadores estudarem de tão perto. O 2012 DA14 foi descoberto há um ano atrás por astrônomos.

A agência espacial americana irá fazer uma entrevista coletiva sobre o fato de quinta-feira. J-J

Por: Thalíta Moreira 
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