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sábado, 9 de março de 2019

Ensaio sobre Brumadinho: oportunação ou protesto?


Pessoas cobertas de lama em poses fotográficas. Foi essa a forma que a marca de cosméticos Jendayi encontrou para solidarizar-se com as vítimas de Brumadinho (MG) e protestar contra a ganância de empresários. Contudo, a campanha foi tida como oportunista e desrespeitosa. Muitos a denunciaram no Facebook enviando feedbacks à rede social com a pecha de "ridicularização de pessoas". 

Será que esta foi uma campanha oportunista, que visou apenas a comercialização e engrandecimento financeiro da empresa? É o momento apropriado para lançar uma publicidade como essa? Perguntas assim tomaram de conta das principais mesas de debate. 

Este post tem o objetivo de discutir: a campanha da Jendayi; a mensagemas repercussões; perfil da Jendayi; e fotografia publicitária e tragédias


A campanha




Houve uma glamurização da tragédia com o ensaio fotográfico de Jorge Beirigo. Diferentemente das vítimas, os modelos estavam inseridos em um ambiente montado e construído artificialmente. Em nada se assemelham à realidade das quase 358 vítimas. 

O bebê, a mulher e o rapaz em nada representam e homenageiam as mais de 300 vítimas de Brumadinho e explico o por quê:


1- Emoções artificiais: um bebê chorando de mentira, não é o mesmo que um chorando de verdade; uma mulher com o olhar pesaroso, não tem o mesmo valor de alguém que perdeu tudo; um homem enlameado não tem nada a ver com um soterrado pela lama da enchente. As emoções artificiais foram geradas para a comoção, mas surtiu justamente o efeito contrário. 


2- Tragédia construída: terras molhadas, lamas no corpo e nos ambientes onde foram encenados as fotos do ensaio. Além disso, expressões e emoções artificiais e uma parede construída. NÃO! Nada disso sequer se aproxima da dimensão de uma "tragédia" como a cedição de barragem de Brumadinho. 


3- Poses de modelos: rosto sério e marcante e poses firmes e envolventes. Foi dessa forma que os modelos se comportaram nas fotos em "protesto" da tragédia. Sabemos muito bem que essa não foi a realidade daquelas vítimas soterradas, daquelas que tentaram se salvar e das que foram salvas pelos bombeiros. Não houve espaço para selfies e poses para as câmeras de jornais noticiosos. 









Mensagem


A mensagem principal da campanha seria um protesto, de acordo com informações e legendas da própria empresa de maquiagem. Leia: 

“Brumadinho CLAMA! A Jendayi cosméticos e o fotógrafo Jorge Beirigo fizeram um ensaio-protesto sobre a tragédia de Brumadinho-MG! Isso não pode ficar assim…”


Tudo o que a empresa queria era estar ao lado das vítimas de Brumadinho e lutar junto com a causa. Em publicação do Facebook - que já foi apagada no presente momento - a Jendayi reiterou seu posicionamento com a campanha (com grifos): 


“O objetivo desta campanha é mostrar que existe uma marca de cosméticos que se preocupa com a beleza… a beleza da vida. Nossos cosméticos embelezam os cabelos, mas nossas atitudes podem deixar um sorriso, um olhar, uma família, um sonho… mais iluminado e bonito. Nossa empresa está nesta luta”.


A intenção da Jendayi foi nobre, mas ela se perdeu no decorrer do caminho. Todo mundo deseja ser feliz, ver a beleza da vida e se permitir dar um sorriso, mas nesse momento essas expressões são muito difíceis de serem verificadas. 

Por outro lado, a solidarização da empresa de cosméticos por meio de um ensaio fotográfico teve o intuito apenas comercial e glamurizador da situação. Por que não solidarizar-se com campanhas de água potável, dinheiro e mantimentos? 



Repercussões


É claro que a repercussão da campanha só deveria ser negativa. Vários comentários foram contra ela. Abaixo, cito alguns deles: 














Tais repercussões obrigaram a empresa a apagar o post no Facebook e privatizar seu perfil no Instagram. Pelo Facebook a empresa realizou um pedido de desculpas. Veja:






Transcrevo o pedido abaixo, com grifos: 


"A Jendayi Cosméticos vem por meio desta pedir desculpas pela má repercussão de campanha veiculada por nós. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender as vítimas do crime ambiental em Brumadinho. As fotos tinha uma intenção de protestar e jamais de se aproveitar da situação. Reiteramos nossos pedidos de desculpas as vítimas e a sociedade em geral por nossa campanha mal elaborada. Nossas mais sinceras condolências as vítimas e ajudaremos no que for possível.

Equipe Jendayi Cosméticos."


Sem mais nada a declarar - já que explanei em tópicos anteriores - deixo apenas uma pergunta: Por que a Jendayi não ajudou antes e resolveu ajudar agora?



Perfil publicitário



A Jendayi é uma empresa de BELEZA. Logo, suas campanhas publicitárias tem o intuito de enaltecer a BELEZA DOS MODELOS. Além disso, é uma empresa altamente visual e estética. Portanto, a campanha de "protesto" também possui esse mesmo perfil, embora a empresa diga que não. Mesmo que o ensaio retrate uma situação calamitosa, foram escolhidos modelos belos, bonitos e fotogênicos.

Tanto é assim, que os modelos da campanha não aparecem sem maquiagem. A mulher, por exemplo, aparece maquiada, com os lábios de batom, cílios postiços e lápis no olho.



Fotografia publicitária e tragédias


É possível que uma fotografia publicitária tenha cunho de protesto?! Não sei, pois nunca estudei publicidade e propaganda, mas nesse caso do ensaio não foi protesto por uma série de fatores discorridos. O que sei é que podemos protestar e retratar tragédias por meio de fotos jornalísticas.  



Oportunação ou protesto?


Querendo ou não, a empresa que não era conhecida até então está na mídia. Eu, por exemplo, não sabia de que se tratava essa Jendayi, mas agora sei. 




Uma publicação compartilhada por Perfeito Para Você (@atelierdalidi) em



Para você, o ensaio sobre Brumadinho é oportunação ou protesto?! Está claríssimo para mim que foi oportunação. Digam tudo nos comentários! J-J



Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Supercrítica Oscar© 2019: melhor fotografia



Iniciando as supercríticas, analisarei os concorrentes à Melhor fotografia desse ano. Como já é de praxe são 5 os concorrentes dessa categoria: A favorita (Bob Ryan), Guerra Fria (Lucasz Zal), Nasce uma estrela (Matthew Libatique), Nunca deixe de olhar (Caleb Deschanel) e Roma (Alfonso Cuarón). São 3 filmes coloridos e 2 em preto e branco. 

Especulações do dia 21 de janeiro do Termômetro Oscar© apresentam Roma como o grande vencedor (70%), seguido de A favorita (40%), Guerra Fria e Nasce uma estrela (30%) e Nunca deixe de olhar (20%). Uma coisa tenho que concordar: Roma REALMENTE é o grande favorito e merecedor dessa estatueta, embora não tenha gostado tanto do seu enredo. Acredito que isso é quase unanimidade.

Vamos aprofundar mais nas fotografias dos longas?!




A favorita possui uma fotografia de época, com bons planos sequências e disposições de câmeras que valorizam as ambientações internas e externas. O filme possui paletas de cores escuras - marrom, preto, cinza, amarelo e dourado - que contrastam com ambientações claras. Embora apresente uma beleza visível aos olhos, o longa não traz muita novidade na questão de filtros de filmes de época, o que pode ser desfavorável para que ganhe. 

O longa foi indicado pelo Satellite Awards nessa categoria.





Guerra Fria é um dos filmes preto e branco que está concorrendo nessa cadeira. Com isso, inevitavelmente, se faz correlações com seu inimigo número 1: Roma. O trabalho plástico de Zal é menos interessante que o de Alfonso Cuáron em muitos aspectos, entre eles: a fotografia de GF é menos trabalhada que de Roma; não há um ar criativo naquele como neste; e não há um enquadramento inovador em GF como em Roma. A fotografia de Guerra Fria é interessante?! Sem dúvidas! Mas sinto que faltou algo à mais. Lucas Zal já foi indicado uma vez. 

O longa venceu a categoria no London Film Critics Circle Awards.





Em um filme musical como Nasce uma estrela é muito difícil que reparemos na fotografia. É mais comum que observemos as músicas e a história. Acredito que o longa não venha com pompa nessa categoria, embora apresente uma paleta de cores bem trabalhada e bons enquadramentos de câmeras. Matthew Libatique já havia sido indicado nessa categoria pelo longa Cisne Negro, que possuía um trabalho plástico e de filmagem mais elevado que Nasce uma estrela

O longa venceu o prêmio nessa categoria no Satellite Awards.





Não vi o longa Nunca deixe de olhar por motivos de não ter ainda para baixar. Então o que direi é baseado em outras fontes. O Termômetro do Oscar© disse que o filme não tem porque de ser indicado nessa categoria, embora seja belíssimo. Dos fotógrafos que concorrem esse ano, Caleb Deschanel é o recordista de indicações: 5. 






Sim! A fotografia de Roma é esplêndida, criativa, inovadora, sagaz... (Adicione aqui todos os adjetivos de sua preferência). Alfonso Cuáron merece levar a estatueta nessa categoria por imprimir em imagens toda a plasticidade e o ar mágico. A câmera, em muitas cenas, só está ali para registrar o momento e ela não se movimenta muito. Uma câmera singela e tímida, se assim podemos dizer. Por outro lado, o filme tem uma textura incrível, mesmo sendo em preto e branco. Alfonso Cuáron já foi indicado 6 vezes, sendo que ganhou 2.

Roma já venceu 9 prêmios nessa categoria, são eles: Alliance of Women Film Journalists EDA Awards​​Boston Society of Film Critics Awards, ​Chicago Film Critics Association Awards, ​Critics Choice Movie AwardsLas Vegas Film Critics Society Awards​Los Angeles Film Critics Association Awards, ​National Society of Film Critics Awards, New York Film Critics Circle Awards e ​Online Film Critics Society Awards.


Essas foram as minhas singelas colocações sobre as fotografias dos longas. E para você, quem merece levar o Oscar© de Melhor fotografia? Digam tudo nos comentários! J-J






Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Cenários em miniaturas todos os dias













Atualmente composições em miniaturas são cada vez mais comuns. Você com certeza já viu algum projeto assim. Tem o Encolhi as pessoas do Renato Viana, o Toys da Clayci, entre tantos outros. Cada um deles tem suas peculiaridades e estilos. Para compor esse tipo de trabalho é preciso delicadeza, criatividade, organização e perfeição. 

Hoje quero apresentar as incríveis miniaturas do artista japonês Tatsuya Tanaka. Nascido em Kunamoto, em 1981, é diretor de arte e fotógrafo de miniaturas. Desde abril de 2011 criou o projeto Miniature Calender, onde todos os dias cria e publica um cenário com miniatura - como ele mesmo diz em seu perfil no Instagram: "Eu faço arte em miniatura todos os dias"





As paisagens em miniaturas são conhecidas popularmente como Dioramas. Estes são apresentações artísticas realistas de cenas do cotidiano e podem ser de vários temas, como históricos ou esportivos. Como exemplo de diorama temos os presépios natalinos. Você sabia disso?

A partir do conceito de diorama, Tanaka realiza composições cotidianas com objetos, alimentos, animais e utensílios e pequenas figuras artesanais. O resultado é surpreendente, pois ele consegue contar histórias e criar cenários com coisas improváveis do dia a dia. Quem poderia imaginar que uma esponja se tornaria em um campo de tênis? Que fitas K7 seriam uma esteira de academia? Que alfinetes são balões? 












Tanaka consegue modificar o contexto de objetos e alocá-los em algo maior. Veja o que ele diz sobre o seu projeto (com grifos):

"Todos deveriam ter pensado pelo menos uma vez: brócolis e salsa podem ser vistos na floresta e folhas de árvores flutuando na água parecem um barco. Considerando as coisas cotidianas do ponto de vista da miniatura, vou pensar em várias coisas interessantes
Eu pensei que queria moldar essas ideias como uma fotografia e comecei o "Calendário em Miniatura"."


Ficou curioso para saber o processo de criação do artista? Assista ao vídeo:






Calendário em miniatura


À cada dia, o artista produz uma composição diferente e publica em seu Instagram. No rodapé de cada imagem ele traz a data (Mês primeiro; dia depois); logo abaixo o nome do projeto e o site em que as imagens podem ser encontradas.

A ideia é criar um calendário mesmo, em que cada imagem ocupa um dia do mês, até que se componha o mês completo. Veja como ficou o mês de maio até outubro:






























































































































































O interessante é que o projeto também compreende datas comemorativas. Tanaka já criou cenários especiais para o Dia das Mães, Natal, entre outros. Veja um deles:






Produtos


O artista tem lucrado com seu trabalho, vendendo livros, calendários e até mesmo quebra-cabeças. Vale a pena adquirir algum de seus produtos, pois é um trabalho de miniatura muito diferenciado, delicado, criativo e interessante.










Já conheciam o trabalho desse artista? Gostaram? Digam nos comentários! J-J














Mais informações 
Instagram
Site
Twitter





Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Outros lados de capas de álbuns famosos



Já imaginou o que há nos bastidores de capas de cd famosas? Você sente vontade de fazer parte do cenário de uma delas? O blogueiro russo Igor Lipchanski já, e o resultado ficou surpreendente e divertido. Utilizando o Photoshop ele alonga capas icônicas e se insere nas cenas retratadas. 

Igor Lipchanski é russo e mora na parte fria do país. Um de seus hobbys é ouvir música e analisar capas de álbuns. Sempre que as vê se imagina nelas. Recentemente ele publicou um post sobre como se aproxima das capas e, desde então, cria novas imagens e as compartilha em sua página oficial no Instagram

Na rede social já foram publicadas 60 releituras de capas, entre elas estão a de Michael Jackson, Lana Del Rey, Os Beattles, Avril Lavigne, Shakira e Eminen. Seu trabalho tem viralizado e sido bastante comentado. Já são mais de 22,4 mil seguidores. Igor também conta com a participação dos internautas nos comentários das fotos caso estivessem em seu lugar:

"Write in the comments to the cover, but what would you do if you were behind the scenes instead of me". (Escreva nos comentários da capa, o que você faria se estivesse nos bastidores ao invés de mim).



Abaixo selecionei algumas das suas criações que mais gostei:



E se o ombro da Adele servisse de consolo para as músicas que ela canta? Igor logo deu um jeito de ficar aconchegado na cantora de fossa.




Nessa capa Lipchanski dá uma de "cabeleireiro" e apronta com o cabelo do rapper William.




E se a você fosse dado o trabalho de depilar a moita debaixo do braço de Jim Morrisson? Essa atribuição foi dada à Igor e ele não gostou nada... 




Igor zoa até mesmo seus cantores e músicos preferidos. Eles não estão à salvos de suas brincadeiras. Nessa capa quase Lana Del Rey leva um banho de Fanta Laranja. Já pensou como sua camisa branquinha ficaria?




Lipchanski consegue atrapalhar até mesmo os momentos românticos. Yoko Ono logo deu um jeito de afastá-lo do seu beijo em John Lennon. 




Já se perguntou por quê as madeixas de Avril Lavigne estão repicadas na capa de The best damn thing? E se eu disser que o culpado disso é o Igor?




Na capa do icônico cd de Michael Jackson o blogueiro deixa sua marca no muro ao lado das do astro pop e ainda cria jogos de palavras e frases. Bem legal!




Igor logo deu um jeito de cobrir "as vergonhas" de Prince nessa capa.




 E que tal fazer parte da capa icônica dos Beattles? Igor pode tudo!




 Eis o motivo da árvore estar retorcida!




 Também sentiria medo se eu fosse limpar esse corredor, Igor.




 Eis o motivo dos pontilhados na capa de cd de Skye!


















Igor não tem nenhum recato mesmo estando ao lado dos integrantes da banda Linkin Park.


Processo de criação


As releituras das capas de álbuns são recriadas no programa Photoshop, como já falei. Igor as redimensiona de quadradas para retangulares, copia os cenários com uma ferramenta, insere colagens suas e imagens. No Instagram ele já mostrou o processo de criação de algumas capas. Veja:



Uma publicação compartilhada por Igor Lipchanskiy (@igor.lipchanskiy) em




Uma publicação compartilhada por Igor Lipchanskiy (@igor.lipchanskiy) em








Uma publicação compartilhada por Igor Lipchanskiy (@igor.lipchanskiy) em



Realmente um artista de mão cheia, né? Vocês já conheciam o trabalho do Igor? O que acharam? Digam nos comentários! J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 24 de abril de 2018

Duas fotos em uma















É possível combinar duas fotos que aparentemente não possuem nada em comum? Sim, é, e o diretor de arte americano Stephen McMennamy realiza um trabalho magnífico ao compor duas imagens que não possuem semelhanças e "encaixá-las" para que elas façam um novo sentido, por mais absurdo que seja.

Com mais de 600 publicações no Instagram, Stephen criou um projeto conhecido como Combofoto. São fotos belíssimas, criativas, mas absurdas e improváveis, uma vez que é praticamente impossível que um dos objetos composto por Stephen exista na realidade. Por exemplo: quem aí já viu um esquiador de sorvete, banana de milho, cereja de boliche, rede de banana, poodle com cabeça de couve-flor? Ninguém né?!




Desse modo, Stephen utiliza signos e objetos reais, facilmente identificados pelo nosso sistema cerebral, e os transforma em algo totalmente novo. Reconhecemos cada um dos signos porque eles fazem parte do nosso dia-a-dia. 

Abaixo selecionei algumas das minhas imagens preferidas do diretor de arte.









































Geniais né? O interessante é que o autor procura deixar os fundos das Combofotos com cores e texturas iguais ou semelhantes, dando mais unicidade às imagens como se, realmente, elas fossem apenas uma. Outro ponto a destacar é a posição das duas fotos, que sempre se encaixam e ficam no mesmo ângulo.


Gostaram das imagens? Já conheciam o Stephen McMennamy? Digam nos comentários! J-J


Mais informações


Por: Emerson Garcia
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