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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Resenha: Um homem de propósito - Cleber Tavares

No post de hoje falo sobre o livro Um homem de propósito do pr. Cleber Tavares. Esta obra é resultado de uma série de pregações do autor para homens nos EUA. Foi uma conferência poderosa e impactante. O livro é curto, com 104 páginas, com capítulos dinâmicos e objetivos. Você pode ler a obra em apenas um dia, em uma sentada. 

De acordo com Cleber "um homem de propósito não vive pelo que vê, mas pelo que o Espírito Santo revela - sua jornada é movida pela eternidade, não pelas circunstâncias". Com isso, o autor apresenta a história de diversos homens da Bíblia e porquê eles são considerados homens de propósito. Os homens são: Enoque, Davi, Elias, Ezequiel, Jabez, Daniel, Gideão, Abraão e Josué. Cada um dos capítulos do livro é dedicado à um deles. Os capítulos trazem tópicos, ensinamentos e perspectivas de cada um desses homens. 

É um livro de fácil entendimento e com muitos ensinamentos. A linguagem do autor é clara, dinâmica e com um português claro e acertado. Cleber não utiliza uma linguagem rebuscada e não se aprofunda muito nos capítulos. Eles apresentam com uma linguagem simples, direta e de fácil entendimento.

Esses homens tem histórias inspiradoras. Apesar de passarem por dificuldades, desafios, tristezas e provações, eles não negaram a fé e avançaram. Não tem como não ficar motivado com esses homens e seguirmos suas trajetórias cheias de propósito e de dedicação à Deus e à Sua obra! 

A diagramação traz uma fonte agradável para a leitura, bons espaçamentos entre as linhas e páginas. Em cada abertura de capítulo, o autor apresenta um versículo-tema, uma base para o que vai escrever. Entre os capítulos, tem páginas com frases marcantes e emblemáticas da obra. Os capítulos, como falei, não são longos, nem cansativos. A capa traz um desenho minimalista de um homem indo em direção até uma cruz. O desenho é feito de linhas e curvas. O desenho também é repetido ao final da obra.

Ao final da leitura, você pode decidir ser um homem de propósito. Recomendo a leitura. J-J

Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Resenha 'Uma nova ordem audiovisual: novas tecnologias de comunicação' de Candido Mendes


O livro Uma nova ordem audiovisual: novas tecnologias de comunicação de Candido José Mendes faz um apanhado histórico da história da televisão, assim como das tecnologias que foram se aperfeiçoando, como o satélite, o videoteipe, entre outras. Embora o autor diga que faria um apanhado das novas tecnologias de comunicação, ele se detém a falar da televisão, o que deixa a leitura enfadonha algumas vezes, embora a obra seja apocalíptica para a época que foi produzida.

Mendes perpassa desde o surgimento da televisão no Brasil, sistemas televisivos internacionais, videocassete, até chegar a TV a cabo, pay per view e satélites. À medida que a sociedade evoluía, o aperfeiçoamento da imagem era pré-requisito. Essa exigência deu-se desde a programação dos canais até a qualidade das imagens e recursos. E, além disso, os meios de comunicação audiovisuais deveriam segmentar a programação, uma vez que os telespectadores necessitavam de inovações.

Foi aí que surgiu a TV a cabo, que mudou substancialmente a ordem audiovisual, uma vez que a relação entre programação e publicidade seria ressignificada, além de produzir maior autonomia ao telespectador. Com relação a mensagem e meio, o autor traz o conceito de videoteipe. Ele permitiu uma nova dinâmica no ambiente televisivo, já que até então, os programas eram ao vivo.


Ainda no âmbito da mensagem, o satélite propiciou uma imensa velocidade na troca de informações e simultaneidade. Uma pessoa do Brasil e do Japão podem ter a mesma notícia no mesmo espaço e tempo.

Na década de 1980, o autor já fala da programação do pay per view, que é o bom e velho pague para ver. Isso cambiou o cenário de consumo de programação, já que outra vez, além da TV a cabo, o telespectador possui autonomia perante a programação. 

Todos os conceitos que Mendes trabalha servem para pensar como, atualmente, a TV se encontra e qual o estágio dela. Cada vez mais os meios de comunicação devem se adequar aos gostos dos telespectadores, com as tecnologias. É claro que, agora, existem mais recursos. A lição do livro, através de um espelho que espelha tanto o presente como o passado, é que as tecnologias devem ser utilizadas como uma forma de produzir comunicação. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina de Política e Legislação em Comunicação da UCB

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Animações, séries e livros infanto-juvenis LGBTQIAPN+ 3

A comunidade LGBTQIAPN+ tem ganhado visibilidade, seja na literatura, em filmes, séries, peças e animações. Nesses gêneros, a representatividade queer apresenta personagens e situações para o público infantojuvenil e jovial se identificar, além de quebrar estigmas e estereótipos. A ideia é gerar identificação, compreensão e informação para pessoas que se identificam com essa paleta de orientação sexual; famílias e pessoas cis, héteros, allo e perissexo.  

LEIA MAIS

Animações, séries e livros infanto-juvenis LGBTQ+

Animações, séries e livros infanto-juvenis LGBTQIAPN+ 2


O post de hoje, portanto, apresenta animações, séries e livros infanto-juvenis LGBTQIAPN+. Confira!


Arcane


Animação da Netflix baseada no jogo League of Legends que conta as histórias de origem dos personagens de Piltover e Zaun. Ao longo dos episódios, os personagens percorrem caminhos da autoaceitação para serem quem são. Há um casal lésbico formado por Vi e Piltover Caitlyn e os telespectadores podem ver o que vai acontecer com elas na nova temporada. 


A Lenda de Korra


Korra é uma personagem, destemida e rebelde, que busca o equilíbrio tanto dos elementos, como dentro de si mesma. A produção apresenta o romance entre ela e Asami e permitiu uma abertura à uma nova era nas animações. O romance é exibido nas últimas cenas do anime e numa sequência em quadrinhos. 


Tuca & Bertie


Animação que traz a amizade entre duas mulheres-pássaro por volta dos 30 anos de idade e que moram no mesmo prédio. Tuca é uma tucano convencida e despreocupada, enquanto Bertie é uma ave canora ansiosa e sonhadora. No desenho, Tuca é abertamente bissexual e se relaciona com diferentes pessoas ao longo das três temporadas. Além disso, há inúmeros personagens e discussões que tratam do assunto queer. 


BoJack Horseman


O desenho apresenta Todd, o parceiro humano de Bojack, que é um ser assexual. Ao longo das temporadas, ele se descobre de maneira gradual e natural. BoJack é um decadente cavalo que trabalha na TV, que disfarça sua baixo autoestima com uísque e relações fracassadas, se relacionando com Todd e a ex-amante Princesa, para se tornar famoso novamente. 


A casa da coruja


É a primeira animação da Disney a aparesentar personagens não-bináries, além de ter personagens bissexuais, lésbicas, aroace, além de ter vários casais queer. A animação utiliza a linguagem neutra para esses personagens, para se referir a elus. Apesar da temática, a série foi finalizada logo com poucos episódios, com poucos personagens, por conta de sua temática. A personagem principal é Luz, uma das poucas personagens da Disney abertamente LGBTQIAPN+, sendo bissexual e tendo um namoro fofo com Amity. 


Guardiões da Mansão do Terror


É uma animação da Netflix que conta com um protagonista adolescente trans e gay, que tem certas dificuldades com sua família. A série também traz outros personagens adolescentes e LGBTQIAPN+ que Barney, o protagonista, conhece ao longo dos episódios. 


A vida que você queria


É uma série italiana que mergulha na história de Glória, mulher transgênero que está de bem com a vida com sua orientação sexual, mas terá seus alicerces abalados com a chegada de uma velha conhecida. Marina é uma amiga de Glória da época da faculdade que a procura pois está repleta de problemas e questões. Tais questões, transformam a vida das duas de forma intensa.  


Pose


A série apresenta de forma única a cultura LGBTQIAPN+, especialmente das transsexuais e travestis afro-americanas, nos anos 1980 e 1990. A produção realiza um mergulho nos bailes LGBTQIAPN+ e casas de pessoas trans e gays. A série já conta com três temporadas e acompanha as aventuras, amores, dilemas, sofrimentos e lutas dos personagens. 


Veneno


Conta a vida de Cristina Ortiz, famosa transsexual espanhola dos anos 90. Ela narra a trajetória da mulher, nascida no sul da Espanha em 1964, em uma família rígida e conservadora. A atriz acaba se tornando um ícone da cultura trans no país. 


Manhãs de setembro


Liniker é Cassandra, uma mulher trans que ganha a vida como motogirl e sonha em se tornar uma grande cantora. Ela vive uma constante de transformação em sua vida e luta para conquistar seus sonhos, quando descobre que possui um filho, fruto de um relacionamento com Leide, uma antiga ex namorada. 


Special


Na série conhecemos Ryan, um jovem gay com uma leve paralisia cerebral que luta por autonomia e quer relacionar-se amorosamente com alguém. A Netflix disponibilizou duas temporadas, em que traz os desafios e conquistas do garoto. É uma produção interessante, pois há uma abordagem da homossexualidade de uma pessoa com deficiência, apontando que todos tem o direito de se apaixonar e ter uma vida comum.  


Crônicas de San Francisco


A história se passa nos EUA e exibe um grupo de pessoas residentes de uma pensão em São Francisco, uma cidade onde há predominância da comunidade LGBTQIAPN+. A produção é baseada na obra literária de Armistead Maupin, que a escreveu entre 1978 e 2014, apresentando, pela primeira vez, uma protagonista transgênero. 


As five


Série da Globoplay que conta a jornada de cinco amigas desde 2018, com a exibição de Malhação - viva a diferença. As five, formada por Keyla, Tina, Ellen, Lica e Benê, vivem os desafios de uma vida adulta. A série aborda temas como alcoolismo e racismo, além dos conflitos pessoais e amorosos das protagonistas. 


Segura essa pose


A trama retrata não só os bailes, premiações e competições do universo LGBTQIAPN+, como a rotina dos jovens que vivem esse ambiente, mostrando a relevância das houses (ou casas) em que se dividem como espaços de liberdade e pertencimento. 


Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente


Baseada em fatos reais, a minissérie conta como comissários de bordo contrabandeavam o antirretroviral AZT para o Brasil em plena epidemia de Aids/HIV nos anos 1980, numa época em que a medicação ainda não estava disponibilizada no Brasil. A série tem previsão de estreia para 2024. 


O grande maravilhoso livro das famílias


O livro é um retrato sensível e bem-humorado de diferentes experiências familiares a partir de elementos concretos e cotidianos. São apresentadas várias estruturas familiares: famílias extensas ou reduzidas, hetero, homo ou monoparentais, biológicas ou adotivas. O intuito é ser plural, promovendo a multiplicidade de sentimentos e estilos de comunicação. 


Minhas duas avós


O livro conta a história de duas mulheres muito distintas, que habitam na Casa das Formigas - um mundo lúdico de imagens de duas avós que muita gente gostaria de ter. 


Mãe não é uma só, eu tenho duas!


No livro você vai conhecer a história de Malu, que tem mãe que canta, cozinha, dá banho e carinho. Malu possui duas mães e ela fica na dúvida de qual das duas a teve dentro da barriga, se as duas deram de mamar para ela. O livro, lúdico e bastante ilustrativo, levanta o questionamento: será que ter duas mães é diferente de ter uma só?!


Do que a gente é


O livro relata as experiências de Chico, um adolescente que está tentando se assumir gay e Beá, uma garota que detesta a própria aparência. 


Pode pegar

Nessa obra, a autora brinca com estereótipos, praticamente ignorando a "tradição" e os preconceitos dos adultos. 


Elmer - o elefante xadrez


Conta a estória de um elefante bem-humorado que não conseguia pertencer ao seu grupo porque não tinha cor de elefante. Ele tentou mudar para ser aceito, mas só ficou bem quando assumiu quem ele era, um elefante xadrez colorido e irregular. O livro faz analogia às imperfeições e à pluralidade da vida. O livro tem muita diversão e inclusão! 


Julián é uma sereia


O livro conta a história de um garoto inspirado a se vestir com uma sereia, mesmo que sua vó o repreenda. A obra fala de individualidade, diversidade e de apoio familiar. 


Maremoto

A obra mostra um mundo mágico, por meio de ilustrações delicadas e leves, habitados por tritões e sereias. Um dos tritões vive um conflito de sentimentos e emoções, com a descoberta de se descobrir quem é. O livro é no formato horizontal, mas o virar das páginas é na vertical, levando o leitor da superfície ao fundo e vice-versa, a cada movimento. 


Meu maninho é uma menina



A irmã mais nova de Tom percebe que ele não é totalmente feliz, até que ele começa a se identificar como Tina. De forma poética, o livro conta como a irmã de Tina vê sua transição.


Cachinhos de urso


Uma festa à fantasia ocorre na casa da família Urso. Mamãe Ursa vai de Bela Adormecida, Papai Urso, de Lobo Mau, e o Pequeno Urso quer ir de Cachinhos Dourados, ou Cachinhos de Urso. Contudo, seus pais querem que ele vá de uma fantasia medieval, mas nenhum cede, até parecer um personagem decisivo que vai resolver as coisas. 


Esse foi o post de hoje! Até amanhã, com o último. J-J


OBSERVAÇÃO: Esse é o post de número 2500 do blog! Isso é motivo de comemorar! \O/



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 11 de junho de 2024

A máquina como conteúdo e instrumento no âmbito da Comunicação Social

Sabe-se que a comunicação, para ocorrer, necessita de um emissor, um receptor e de um meio para propagar a mensagem. Nos tempos atuais, a relação que há entre esses quatro elementos mudou bastante devido as novas plataformas que existem, da interação que se intensificou entre os sujeitos, e de instrumentos que começam a ser mais interativos, contribuindo assim para um melhor aperfeiçoamento da comunicação.

Com o aparecimento das máquinas, a interação entre os seres humanos e estas torna-se uma verdadeira descoberta, pelo motivo de serem atraentes e tecnológicas. Há certo encanto porque elas seduzem e tornam as pessoas mais inteligíveis e com cultura mais ampla. Do âmbito da instrumentalização, as máquinas constituem o imaginário social. O primeiro computador, o Eniac nos anos 40, era ligado diretamente a cabos, com o decorrer do tempo passa a ser programado por códigos binários, e assim vai se aperfeiçoando a informação.

A questão instrumental está ligada diretamente ao receptor, visto que, com as novas tecnologias, ele tem melhor acesso a programação e ao conteúdo. Tudo isso pela possibilidade que os meios de comunicação possuem no quesito de invenção e reinvenção. Com o suporte televisivo, a relação entre emissor e receptor torna-se mais próxima, devido ao manuseio do controle remoto, que é uma tecnologia inovadora que permite que o receptor tenha liberdade para assistir o que quer. Os videoteipes, como uma nova forma de instrumentalização, foram promissores no sentido de programação.


Com o advento desse instrumento tornou-se possível que a programação fosse gravada, o que torna esse meio mais fácil de se trabalhar. O computador, por sua vez, possui basicamente duas funções. Ele é utilizado como um instrumento de substituição da realidade real pela virtual, e como simulador da imagem.

Além dessas funções, o computador possui aprimoramentos que facilitam a vida das pessoas. Um bom exemplo é o hipertexto que reproduz o que a mente humana faz. Ela realiza ligações com a informação, assim como o receptor quando vê alguma informação sempre busca em sua bagagem algo que já sabe, algo que já conhece. Por certo, o computador é um instrumento que nos ajuda a compreender a comunicação.

Quando falamos de conteúdo, falamos de todo um aparato que os instrumentos oferecem para o público, levando em consideração seus gostos pessoais, tais como sua cultura, porque atualmente o receptor, que era visto como tábua rasa, agora pode interagir não só com o emissor como com outros saberes, imaginários e sujeitos, e nada mais justo do que os meios de comunicação estudarem o receptor na sua singularidade.

Por isso, as máquinas devem ter conteúdos que interessem seu público. O conteúdo da mídia também pode ser tratado como mensagem. A partir desse enfoque, os meios de comunicação produzem suas mensagens de acordo com o público, mas também a máquina pode reproduzir uma nova realidade, pregando uma ideologia, que pode ou não, ser seguida pelos espectadores.

Desse modo, a máquina possui essas duas vertentes importantíssimas para o estudo da Comunicação. Percebe-se ela como um instrumento, mas, também, como uma difusora de conteúdo. É interessante levar em consideração sempre, como a máquina interfere no cotidiano, tanto em relação a nível tecnológico como a nível informacional. Por certo, a máquina possui conteúdo e instrumento para ser analisado pela sociedade. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina Editoração Eletrônica da UCB

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Resumo do texto 'A linguagem experimental da videorreportagem 1', de Patrícia Thomaz

Patrícia Thomaz, no decorrer de seu artigo A linguagem experimental da videorreportagem 1  utiliza o conceito de videorrepórter ou videojornalista, mas segundo ela, esses conceitos devem ser tratados em caráter experimental, já que legalmente não existem. 

O videorrepórter pode se consagrar, já que seu trabalho, como a autora coloca, é multifuncional, ou seja, ele quem produz a pauta, vai a rua apurar, edita o texto e a imagem. Para isso, é preciso um aparato técnico para conhecer todos os elementos televisivos. Toda essa questão, gera discussões para descobrir qual a finalidade da videorreportagem. 

O objeto de estudo do artigo de Patrícia é tentar desvendar, afinal, qual é a linguagem da videorreportagem, uma vez que os videojornalistas são sobrecarregados de funções. Para tecer esse objetivo, a autora busca a Semiótica para entender a linguagem televisiva.

De acordo com ela, a videorreportagem possibilitou a entrada de novos conceitos técnicos, ligados a televisão, além da inovação. Ela cita investimentos, como ilhas de edição não-lineares, modernos computadores, câmeras de fácil operação, para exemplificar como esses recursos facilitam e agilizam uma melhor qualidade técnica ao processo de produção.

Na segunda parte do seu artigo, Patrícia explora a Semiótica em congruência a linguagem da videorreportagem. Ela afirma que a TV trabalha em três tipos de códigos: verbal, imagético e sonoro. Sublinha que os videojornalistas devem entender esse processo, de acordo com o pensamento de Santaella, ou seja, interligando linguagens de modo que a mensagem produza um efeito completo ao receptor, de modo que ele a compreenda melhor. Por isso, a necessidade de preparar profissionais para novas habilidades produtivas.

A interatividade do videojornalista é extremamente importante, ao ver de Patrícia, já que ele usará de sua subjetividade perante aos fatos, escolhendo e selecionando focos de sua matéria, assim como as escolhas técnicas.


Elementos da linguagem não-verbal de uma reportagem:

Recursos da câmera: Se atentar para os movimentos de câmera ou enquadramento, pois eles possuem funções narrativas visuais. A utilização do plano-sequência permite que o repórter mostre os fatos de forma ininterrupta, o que facilita a edição. O repórter ainda pode ter a opção de usar o close ou o meio primeiro plano, como enquadramentos. A utilização do close só é permitida quando for para gerar sentimentos do entrevistado.

Iluminação: O repórter precisa atentar para a iluminação do meio ambiente, tendo a capacidade de utilizar a luz correta para cada ocasião.

Cenários: Utilizar os cenários de maneira sensata, já que eles são os locais onde a  matéria é gerada. O repórter pode utilizar recursos inusitados, explorando o cenário, tanto de rua, como interno, através da câmera.

Som ambiente, fundo musical e efeitos sonoros: A utilização desses recursos permite que seja possível dar um ritmo diferenciado a matéria, de modo que o som ambiente complemente informações visuais, sendo configuradas como elementos reais.


Elementos da linguagem verbal de uma reportagem

Inovação: Assim como qualquer material jornalístico, a reportagem precisa ser um produtor inovador que compreenda algumas características como a clareza, concisão e objetividade.

Utilização da primeira pessoa: Na videorreportagem é importante que o texto seja em 1ª pessoa, já que traz as impressões pessoais do videojornalista já que ele trabalha sozinho.

Edição: O videorrepórter deverá combinar, logicamente, elementos não-verbais e verbais de modo que as mensagens se complementem, sem que falte nenhuma informação.


A autora conclui dizendo que não existe um formato pré-determinado de videorreportagem, e sim experimentações de linguagens verbais e não-verbais, que diferencia as formas de videorreportagens de vários canais televisivos. A proposta de formatos inovadores amplia conceitos éticos e estéticos, uma vez que forma e conteúdo influenciam na informação.

O texto apesar de trazer uma polêmica interessante diante do repórter multimídia, traz conceitos bastante trabalhados. Além disso, a autora diz, durante o artigo, que existem diferenças entre reportagem tradicional de TV e videorreportagem, mas não sabe pontuar essas diferenças de modo compreensivo. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina Telejornalismo da UCB

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Livros que marcaram a minha infância/adolescência

Ainda estamos no mês das crianças e tive a ideia de apresentar livros que marcaram a minha infância e adolescência. A leitura sempre fez parte da minha vida. Eu fui alfabetizado por volta dos meus 6, 7 anos (não lembro ao certo) e, desde então, nunca parei de ler. A leitura faz bem para o corpo e mente, deixa o cérebro mais turbinado, a gente mais atento e inteligente. Enfim, ler é tudo de bom, em qualquer idade.

Eu tinha leituras variadas, tais como: infantis, bíblicas, juvenis, adolescentes, entre outras. Desde que era pirralho, a leitura me acompanhou. Ganhava livrinhos bíblicos, minha mãe todas as férias me presenteava com o Almanacão de Férias e também comprava enciclopédias e materiais didáticos daquele pessoal que batia de porta em porta. Li e tive livros diversos, seja para diversão, ludicidade, entretenimento, conhecimento e/ou estudos. 

Confira, agora, livros que marcaram a minha infância/adolescência!


- Almanacão de Férias Turma da Mônica


Não tem ícone maior das minhas férias que esse almanacão! Minha mãe costumava comprá-lo umas duas ou três vezes por ano. Ela, do seu serviço, me ligava, dizia que tinha comprado algo e "me faria uma surpresa". Ficava apreensivo e aguardando ela chegar em casa... Quando ela chegava, eu vibrava e ficava com os olhos brilhantes.

O Almanacão de Férias era tipo um gibi ampliado da turminha que vinha com estórias especiais, brincadeiras, passatempos e desenhos para colorir. E o mais legal é que eles vinham com brindes muito divertidos, como chaveiros e outras coisas. 


Me divertia lendo as estórias, pintando, respondendo os passatempos e desafios. Lembro-me que era motivo de briga entre eu e minha prima também, pois não queria emprestar o meu almanacão pra ela e a mãe dela era obrigada a comprar. Coisas de criança... rsrs


O material tinha folhas, como de jornal, e a capa mais durinha, com desenhos alusivos às férias da turminha mais querida do Brasil e do mundo. 


- Livros de capa dura da Turma da Mônica

Cada um dos livros era de um personagem da Turma da Mônica... Tinha da Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Astronauta, Bidu, Tina, Chico Bento, e por aí vai... Com o desenho do personagem estampado na capa, os livros eram na tonalidade azul clara...

Os volumes apresentavam estórias dos personagens em quadrinhos coloridos. As folhas eram mais grossas que do almanacão e era um material bem caprichado e apresentado.

Infelizmente, não sei para quem dei esses livros e não encontrei nenhuma foto no Google para mostrar para vocês. Mas eram leituras incríveis e divertidas, além dos livros serem bem bonitos, ideais para colecionadores da turminha. 


- Livros de capa dura de histórias da Disney


É relíquia que fala?! Esses livros da coleção Uma História por dia da Walt Disney me marcaram na década de 1990. Eram 4 livros que tinham lindas histórias dos clássicos da Disney tematizadas de acordo com as estações do ano - verão, outono, inverno e primavera. 

Os livros tinham capa dura e as páginas durinhas e reforçadas também. As estórias eram bem ilustradas e coloridas. 



Os livros eram da editora Nova Cultura e vinham dentro de uma caixa de papelão reforçada. Eram 4 livros e 365 estórias divididas entre as quatro estações do ano.




Ô saudade desses livros e estórias, viu?!


- Mini livrinhos de histórias bíblicas


No alto dos meus 6 ou 7 anos de idade ganhei uma coleção de livrinhos de personagens bíblicos como Jonas, Sansão, Adão e Eva etc. Lembro que cada livrinho tinha uma cor e ilustração na capa. 

Não consegui encontrar os modelos de livros que tinha, por isso coloquei esse genérico na imagem desse tópico. Eram livrinhos pequenos, com estórias curtas e muitas ilustrações. Memorável!


- Livros de histórias infantis de Silvio Santos



Esses livros e disquinhos narrados por Silvio Santos eram encantadores e nostálgicos. O Rei da TV narrou fábulas e contos de fábulas para as crianças. A voz potente e forte de Silvio narrando estórias infantis ficou chique e incrível demais. 

Lembro que ouvia as estórias numa vitrolinha do meu tio e acompanha nos livrinhos. Nostalgia pura!


- Livros sonoros, com histórias e ilustrações da Disney e/ou outros



Esses livros com sons da Disney eram luxuosíssimos! Lembro que eram bem caros, apenas para quem tinha uma boa grana. Nunca tive nenhum deles, mas meu primo tinha vários e gostava de ler e utilizar os sons disponíveis.

Mais tarde, esses livros foram atualizados e repaginados por outras editoras e empresas. 


- Gibis da Turma da Mônica


Quando já estava crescidinho, entre 9 e 12 anos, os gibis da Turma da Mônica eram meus companheiros de leituras nas férias, nas bibliotecas escolares e nos ônibus. Lá em casa, tinham inúmeros, já que minha mãe assinava. 

Todo mês, chegavam entre 5 ou 7 gibis inéditos, lançamentos da editora. Tínhamos uma gaveta lotada deles. Quando fiquei crescido, doei os gibis para o meu sobrinho. 


- Gibis do Senninha

Tinham os gibis de Senninha, em homenagem à Ayrton Senna, que eram estórias maravilhosas e incríveis. As revistinhas eram muito bem elaboradas, produzidas, ilustradas e roteirizadas. 

Foi ótimo acompanhar as aventuras desse personagem para crianças de um dos maiores ídolos do Brasil!  


Lembro que minha saudosa prima Katiane trazia inúmeras revistinhas da casa de família aonde ela trabalhava e dava para mim e minha prima ler e se divertir. Velhos tempos!


- Livros de Ciências e do Corpo Humano

Eram livros científicos para crianças e adolescentes que trazia - de maneira lúdica e informativa - o funcionamento do corpo humano, órgãos, tecidos e músculos. Lembro que junto com os livros, vinham peças e partes do corpo humano em acrílico e plástico. Nostalgia pura!

Infelizmente, não tenho mais esses livros nem os acessórios e objetos que vinham, e nem consegui encontrar nenhuma imagem na internet que fosse parecida com os livros que tinha. Mas isso ficará, para sempre, em minha memória. 


- Livros dos Os Karas


Essa coleção de livros de Pedro Bandeira marcou a minha adolescência e juventude! Eram obras cheias de aventuras, suspenses, mistérios e reviravoltas, para a molecada. Lembro que li todos, mas não na ordem. O primeiro, foi Pântano de sangue que tinha em casa e achei a leitura surpreendente, com um fim mais incrível ainda. Depois, fui lendo os outros na 8ª série (atual 9º ano) nos dias de leitura da aula de Português. 

A coleção de Pedro fez tanto sucesso que os livros deram uma repaginada anos mais tarde, com novos grafismos, layouts, cores nas capas e textos, mas confesso que sou habituado com as versões vintages e originais das capas mesmo, porque despertam o meu ar nostálgico. Contudo, lembro-me que a versão de Pântano de sangue que tinha, possuía uma capa diferente, mais sombria dessa apresentada na imagem de abertura desse tópico. 


A coleção possuía 6 livros diferentes, e segue uma ordem lógica e sequencial, sendo feito para ler na ordem abaixo. 4, dos 6 livros possuem a palavra "droga" no título e os títulos são bem alusivos com o conteúdo de cada uma das obras. 


- Gibis da Turma da Mônica Jovem


Já jovenzinho, acompanhei os gibis da Turma da Mônica Jovem. Essa turma que sempre me acompanhou, agora entrava na puberdade. Foi surpreendente, mas já era de se esperar, que a Mônica se apaixonaria pelo Cebolinha. Cebolinha, virou Cebola, e os conflitos do Bairro do Limoeiro foram expandidos para outros lugares e galáxias.



Os gibis só trazem a capa colorida e as folhas de dentro, em estilo de jornal, em preto e branco. A forma de leitura, não é a tradicional, da esquerda para a direita, do início para o final; mas da direita para a esquerda, do final para o início, como se fosse um mangá. 

Há inúmeras edições e volumes e esses gibis também fazem enorme sucesso.


Esses foram os livros que marcaram a minha infância/adolescência! E você, quais livros te marcaram? Digam nos comentários! J-J


 Por: Emerson Garcia

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