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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Homens que pintam as unhas com esmaltes. O que você acha?



Recentemente (28 de março) o filho do Mauricio de Sousa, Mauro Sousa, resolveu pintar as unhas com esmalte, uma estratégia de marketing para as vendas dos cosméticos Donas da rua, da Turma da Mônica. Assim como ele, outros homens também pintaram suas unhas com tons chamativos e coloridos. Mauro Sousa foi bastante elogiado pela atitude. Muitos disseram que essa deveria ser a próxima trend (tendência) masculina e que não há nenhum problema em homens utilizar esmaltes.

Não é a primeira vez que um homem lança essa moda. Rockeiros e emos costumam pintar suas unhas de preto. Há aqueles mais reservados que preferem uma base incolor ou de cor clara, sem deixaá-las chamativas. Percebemos que esse não é um costume recente, mas que perpassa por várias épocas.

Mauro Sousa, contudo, apresenta novamente essa tendência, ao quebrar estereótipos que "homem não pode pintar a unha", "homem que pinta a unha é metrossexual" e "homem que pinta a unha é viado". Se essas máximas fossem verdadeiras todo homem que utiliza brinco seria gay. Contudo, usar brinco pode ser cultural. Exemplo: tribos indígenas, africanas, além dos personagens de Pantera Negra que possuíam piercings e brincos pendurados e também tatuagens. 

Por que homem que pinta a unha tem que ser taxado dessa forma?! Por que as pessoas tendem a limitar a moda e dizer o que é de homem ou de mulher?! Um homem com essa atitude quer apenas sentir-se bem e diferente. Não tem a ver com sexualidade e/ou orientação sexual. Ninguém pode limitar outra pessoa e dizer o que ela deve ou não utilizar. Acredito que a sociedade já evoluiu a tal ponto onde as pessoas não deveriam se incomodar com as outras, mas consigo mesmas. 

O filho de Mauricio de Sousa abriu o leque de possibilidades e de diversidade. De acordo com ele, não tem essa de esmalte ser uma coisa feminina ou não. Até nos stories que divulgou em seu Instagram ele brinca com a ideia de azul ser cor de menino e rosa ser cor de menina, ao visualizar uma funcionária da Mauricio de Sousa Produções com um esmalte cor azul. Claro que há todo um discurso político por trás, que não entrarei no mérito nesse post, mas o que é importante é que Mauro "desbravou" uma sociedade onde as cores podem pertencer à todas as pessoas e que esmalte pode sim ser coisa de homem.

Não só Mauro Sousa quem pintou as unhas de esmalte em uma espécie de lilás, mas outros funcionários da Casa também se sentiram encorajados para pintá-las. Essa atitude não tem nada a ver com sexualidade frágil ou que eles deixaram de ser homens por causa disso. Aliás, percebemos um discurso machista por parte de pessoas que desaprovam a utilização de esmaltes por homens. 




Não só esses homens pintaram suas unhas, mas tem muitos famosos que fizeram o mesmo, como: Cristiano Ronaldo, David Beckamn, Marcos Mion, Johnny Deep e Marcelo Anthony. Homens héteros e bem resolvidos com suas sexualidades, que apenas quiseram pintar suas unhas de esmalte e nada mais. 

Mauro Sousa também serviu de inspiração para que meninos (crianças) não se sentissem envergonhados ao pintar suas unhas. Uma espécie de influência digital que Mauro Sousa realizou encorajando-os. 





Um menino pintar suas unhas de esmalte não significa que ele se tornará gay no futuro, apenas que sua imaginação e ludicidade se afloraram. Mauro Sousa criou uma campanha para que seus seguidores enviassem mensagens "ao filho da Paula" de incentivo e esperança.



































Foram muitas mensagens enviadas ao "filho da Paula" e o Mauro selecionou algumas delas. São mensagens de amor, carinho, libertação e esperança. A atitude de Mauro Sousa serviu de exemplo para que outros meninos pintassem suas unhas de azul, dourado ou da cor que preferirem. 





Lembro-me de um médico com uma deformidade que pintava suas unhas com esmaltes coloridos para que o paciente não reparasse em seu rosto, mas sim na exuberância e destaque dos seus dedos. Ele não os utilizava para ficar bonito ou para lançar moda, mas para que tirassem o foco do seu defeito facial. O médico utilizou o esmalte como uma estratégia e apenas isso.  

O marketing à respeito de homens pintarem suas unhas com esmaltes é tão visível que empresas como a Risqué criaram uma linha com cores diferentes para homens. É claro que o intuito é vender o produto, afinal, ESMALTE É ESMALTE, tanto para homens como para mulheres (Não vem no vidro ESMALTE PARA MULHERES). O vidro tem um líquido colorido que não é direcionado nem para homens nem para mulheres, embora essa coleção tenha colocado no vidro For men. Enfim, é apenas um líquido unissex. Usa quem quer. 





Existe todo um um discurso de ideologia de gênero e político em volta de homem usar ou não esmalte colorido (E aqui não falo de base clara e transparente!), mas o que quero deixar registrado é que um homem pintar suas unhas não influi em nada em sua sexualidade. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 25 de março de 2019

5 anos do 'Arthur Claro Igual porém diferente': as bodas de madeira



Exatamente hoje o blog do Arthur Claro, o Arthur Claro igual porém diferente, realiza 5 anos de existência. Resolvi fazer uma homenagem para o seu espaço. 

5 anos já demonstra a maturidade de seu blog e representa bodas de madeira. A madeira representa algo forte, rígido, mas também vida, árvore, natureza, ar puro. Percebo que o blog tem se mostrado forte e resistente, sendo difícil que algo o derrube. 

É comum ver esse elemento em árvores, representados por seus troncos e raízes profundas. Essa é a fase do Arthur de, literalmente, criar raízes profundas, fortes e eternas. Algo sólido e resistente que não é qualquer coisa que terá a capacidade de destruir, somente se for um serrote ou um facão.

Desse modo, o blog realizar 5 anos hoje significa que ele criou raízes, resistência e rigidez frente aos desafios e dificuldades que podem existir ou vir pela frente. 


A comemoração

A madeira está relacionada com a primavera, cor verde e, como falei, árvores. Casais costumam comemorar a data com decorações rústicas e bucólicas, presenteando seus parceiros com caixinhas de madeira com bombons; árvores; piquenique em lugares naturais e com gramas; caixas de madeira esculpidas com nomes, mensagens ou partes dos votos. 

A criatividade pode rolar livremente, sem ressalvas. Vai da imaginação de cada um. 


A homenagem


Pensei muito em como presentear o Arthur e seu blog nessa data. A homenagem não será algo físico, mas virtual e espero que goste.

Bem, pensei em encontrar uma fonte que relembrasse a madeira para criar a minha homenagem. Encontrei as fontes Drift e Alphawood




Depois de encontradas as fontes para realizar a imagem, procurei um fundo claro e simples, para que minha mensagem fosse dita de forma clara. 

Por último procurei balões com desenhos de árvores. Não achei. Foi aí que pesquisei "balões verde sem fundo" e encontrei alguns para compor a minha homenagem.

O resultado final foi esse abaixo:



Espero que o blog tenha muitos e muitos anos e que a parceria entre o JOVEM JORNALISTA e ele não acabe tão cedo. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 11 de março de 2019

Desafio dos 10 anos do meio ambiente



O que mudou em você em 10 anos? Eu ganhei alguns quilos, meu rosto ficou mais redondo e minhas mãos ficaram fofinhas. O desafio dos 10 anos ou #10yearchallenge tem o objetivo de apresentar as transformações das pessoas entre 2009 e 2019. Este desafio foi um sucesso e ganhou as redes sociais. Pessoas comuns e famosas entraram na onda e postaram suas fotos no Instagram e no Facebook. Recentemente, a brincadeira obteve um novo significado.

O que será que mudou no meio ambiente nesse período? Como a fauna e a flora se comportaram em 10 anos? Sabemos que em 10 anos, o número de fábricas aumentou, assim como o aquecimento global, desmatamento, degradação dos animais, lixo, guerras e desastres naturais. Em 25 de janeiro podemos acompanhar de perto uma dessas transformações: a cedição da barragem de Brumadinho (MG)

A maioria delas tem a ver com as atitudes dos seres humanos frente ao meio ambiente - como veremos nas imagens a seguir. Tais mudanças oferecem um ar negativo não só ao meio ambiente, como aos seres humanos.

Famosos como Anitta e Leonardo DiCaprio, além de pessoas comuns postaram imagens das mudanças de 10 anos do nosso planeta Terra. Confira:



Os animais polares sofrem com o aquecimento global.






Uma garrafa de plástico demora 450 anos para se decompor. Então, vamos nos conscientizar e não jogá-las em rios e mares. 





Essa é a Mata Amazônica e o resultado de seu desmatamento. Não há quase nenhuma área virgem mais. 





Uma garrafa será uma garrafa em 2009, 2019 ou 2109. 





O aquecimento global tem acabado com as geleiras dos polos. 





Rio Doce em uma passagem de 10 anos após a cedição da barragem de Brumadinho. Não há mais água potável para consumo.





Assim ficou Brumadinho depois do desastre ecológico que poderia ser evitado.



Esse post tem o objetivo de conscientizar a população. O que estamos fazendo com o planeta que vivemos? J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 9 de março de 2019

Ensaio sobre Brumadinho: oportunação ou protesto?


Pessoas cobertas de lama em poses fotográficas. Foi essa a forma que a marca de cosméticos Jendayi encontrou para solidarizar-se com as vítimas de Brumadinho (MG) e protestar contra a ganância de empresários. Contudo, a campanha foi tida como oportunista e desrespeitosa. Muitos a denunciaram no Facebook enviando feedbacks à rede social com a pecha de "ridicularização de pessoas". 

Será que esta foi uma campanha oportunista, que visou apenas a comercialização e engrandecimento financeiro da empresa? É o momento apropriado para lançar uma publicidade como essa? Perguntas assim tomaram de conta das principais mesas de debate. 

Este post tem o objetivo de discutir: a campanha da Jendayi; a mensagemas repercussões; perfil da Jendayi; e fotografia publicitária e tragédias


A campanha




Houve uma glamurização da tragédia com o ensaio fotográfico de Jorge Beirigo. Diferentemente das vítimas, os modelos estavam inseridos em um ambiente montado e construído artificialmente. Em nada se assemelham à realidade das quase 358 vítimas. 

O bebê, a mulher e o rapaz em nada representam e homenageiam as mais de 300 vítimas de Brumadinho e explico o por quê:


1- Emoções artificiais: um bebê chorando de mentira, não é o mesmo que um chorando de verdade; uma mulher com o olhar pesaroso, não tem o mesmo valor de alguém que perdeu tudo; um homem enlameado não tem nada a ver com um soterrado pela lama da enchente. As emoções artificiais foram geradas para a comoção, mas surtiu justamente o efeito contrário. 


2- Tragédia construída: terras molhadas, lamas no corpo e nos ambientes onde foram encenados as fotos do ensaio. Além disso, expressões e emoções artificiais e uma parede construída. NÃO! Nada disso sequer se aproxima da dimensão de uma "tragédia" como a cedição de barragem de Brumadinho. 


3- Poses de modelos: rosto sério e marcante e poses firmes e envolventes. Foi dessa forma que os modelos se comportaram nas fotos em "protesto" da tragédia. Sabemos muito bem que essa não foi a realidade daquelas vítimas soterradas, daquelas que tentaram se salvar e das que foram salvas pelos bombeiros. Não houve espaço para selfies e poses para as câmeras de jornais noticiosos. 









Mensagem


A mensagem principal da campanha seria um protesto, de acordo com informações e legendas da própria empresa de maquiagem. Leia: 

“Brumadinho CLAMA! A Jendayi cosméticos e o fotógrafo Jorge Beirigo fizeram um ensaio-protesto sobre a tragédia de Brumadinho-MG! Isso não pode ficar assim…”


Tudo o que a empresa queria era estar ao lado das vítimas de Brumadinho e lutar junto com a causa. Em publicação do Facebook - que já foi apagada no presente momento - a Jendayi reiterou seu posicionamento com a campanha (com grifos): 


“O objetivo desta campanha é mostrar que existe uma marca de cosméticos que se preocupa com a beleza… a beleza da vida. Nossos cosméticos embelezam os cabelos, mas nossas atitudes podem deixar um sorriso, um olhar, uma família, um sonho… mais iluminado e bonito. Nossa empresa está nesta luta”.


A intenção da Jendayi foi nobre, mas ela se perdeu no decorrer do caminho. Todo mundo deseja ser feliz, ver a beleza da vida e se permitir dar um sorriso, mas nesse momento essas expressões são muito difíceis de serem verificadas. 

Por outro lado, a solidarização da empresa de cosméticos por meio de um ensaio fotográfico teve o intuito apenas comercial e glamurizador da situação. Por que não solidarizar-se com campanhas de água potável, dinheiro e mantimentos? 



Repercussões


É claro que a repercussão da campanha só deveria ser negativa. Vários comentários foram contra ela. Abaixo, cito alguns deles: 














Tais repercussões obrigaram a empresa a apagar o post no Facebook e privatizar seu perfil no Instagram. Pelo Facebook a empresa realizou um pedido de desculpas. Veja:






Transcrevo o pedido abaixo, com grifos: 


"A Jendayi Cosméticos vem por meio desta pedir desculpas pela má repercussão de campanha veiculada por nós. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender as vítimas do crime ambiental em Brumadinho. As fotos tinha uma intenção de protestar e jamais de se aproveitar da situação. Reiteramos nossos pedidos de desculpas as vítimas e a sociedade em geral por nossa campanha mal elaborada. Nossas mais sinceras condolências as vítimas e ajudaremos no que for possível.

Equipe Jendayi Cosméticos."


Sem mais nada a declarar - já que explanei em tópicos anteriores - deixo apenas uma pergunta: Por que a Jendayi não ajudou antes e resolveu ajudar agora?



Perfil publicitário



A Jendayi é uma empresa de BELEZA. Logo, suas campanhas publicitárias tem o intuito de enaltecer a BELEZA DOS MODELOS. Além disso, é uma empresa altamente visual e estética. Portanto, a campanha de "protesto" também possui esse mesmo perfil, embora a empresa diga que não. Mesmo que o ensaio retrate uma situação calamitosa, foram escolhidos modelos belos, bonitos e fotogênicos.

Tanto é assim, que os modelos da campanha não aparecem sem maquiagem. A mulher, por exemplo, aparece maquiada, com os lábios de batom, cílios postiços e lápis no olho.



Fotografia publicitária e tragédias


É possível que uma fotografia publicitária tenha cunho de protesto?! Não sei, pois nunca estudei publicidade e propaganda, mas nesse caso do ensaio não foi protesto por uma série de fatores discorridos. O que sei é que podemos protestar e retratar tragédias por meio de fotos jornalísticas.  



Oportunação ou protesto?


Querendo ou não, a empresa que não era conhecida até então está na mídia. Eu, por exemplo, não sabia de que se tratava essa Jendayi, mas agora sei. 




Uma publicação compartilhada por Perfeito Para Você (@atelierdalidi) em



Para você, o ensaio sobre Brumadinho é oportunação ou protesto?! Está claríssimo para mim que foi oportunação. Digam tudo nos comentários! J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Vem aí: JJPLAY! Os vídeos (úteis) da internet

O JJPLAY será o um espaço aberto ao vídeo útil. | ilustração: LAYON YONALLER

O mais novo quadro do JOVEM JORNALISTA será um misto de prestação de serviço, informação e diversão a todos. Após o nosso Hiatus de verão entrará no ar o JJPLAY!

Num monte de vídeos de gente pintando a cor do cabelo, arrancando dentes, passando trotes contra familiares e amigos, notícias falsas e conspirações mirabolantes é obrigação nossa divulgar conteúdos edificantes, úteis e de bom gosto ao maior número de pessoas.

Inicialmente, uma vez por mês na quarta-feira será divulgado um canal de vídeos úteis com suas características, curiosidades e as justificativas do por que ele vale a pena ser visto e apreciado. Você leitor do blog e/ou dono de um canal de vídeos poderá indicar canais que poderão ser úteis a todos. Isso é importante porque o mundo atravessa uma fase de inutilidade onde tudo é tão fácil que a preguiça e o ócio reina sobre os que se esforçam em contribuir com o que é útil a todos.

Nem pense em perder essa ou vai ficar de fora! 

Até a próxima!

UM BOM PLAY PARA TODOS! J-J



















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Rosa e Azul: cor tem ou não gênero e as convenções sociais



A discussão do momento tem a ver com duas cores: o rosa e azul. A frase "O Brasil está em uma 'nova era', em que meninos vestem azul e meninas vestem rosa" dita pela ministra de Mulheres, Família e de Direitos Humanos, Damares Alves, ecoa nas principais rodas de conversas. Há aqueles que entenderam a frase no sentido literal e outros que a entenderam como uma metáfora.

Claro que a declaração tomou foco na mídia e atingiu famosos, celebridades e internautas, que se posicionaram a favor e contra a fala da ministra. 

Em tempos de transição drástica de governo e pensamentos, a fala da ministra pôde ter soado como partidária, segregadora e preconceituosa. Essas podem ter sido as primeiras impressões, mas quero desconstruir isso nesse post.


Uma metáfora







Segundo a ministra, pastora e advogada o que ela realizou foi uma metáfora. E o que é uma metáfora? É quando alguém diz algo com outra intenção e/ou objetivo. Desse modo, ao se falar que meninos usam azul e meninas rosa, ela quis dizer que é contra a ideologia de gênero e apenas isso. Não tem nada a ver com cores. Leia o que ela disse (com grifos):

"Fiz uma metáfora contra a ideologia de gênero, mas meninos e meninas podem vestir azul, rosa, colorido, enfim, da forma que se sentirem melhores. Se quiserem, mamães e papais podem vestir as crianças com roupas coloridas".


Em outras palavras, o que ela quis dizer foi o seguinte: Olha, as cores podem ser usadas por meninos e meninas. Não há restrições quanto à isso e que usar roupas coloridas não é o mesmo que uma menina usar roupa de menino e vice-e-versa. 

Tanto foi uma metáfora a frase de Damares, que ela apareceu em público com uma roupa azul. Se fosse no sentido literal o que havia dito, ela não poderia usar a cor. A secretária da Família, Angela Gandra Martins, defendeu a fala da ministra (com grifos):


"O que ela quer dizer é que a gente vai procurar acentuar o que é próprio de cada um. A gente não vai construir uma outra identidade esquizofrênica dentro dela, vai respeitar o que é natural naquele ser humano."



Ou seja, os Direitos Humanos acima de qualquer ideologia. 



O vídeo


Damares aparece no vídeo de forma animada e convicta até que diz a frase célebre. Assista:





Há um entusiasmo das pessoas que estão ao redor da ministra quando ela fala a frase e eles chegam até mesmo a repeti-la. No fundo, a bandeira de Israel aparece - uma flâmula de uma das regiões mais religiosa do mundo. Posso inferir que essa nova era que Damares verbaliza tem a ver com os Direitos Humanos, inclusive das crianças, preservados e intactos. Acredito que mesmo que a bandeira israelense tenha aparecido, a filosofia não tem a ver com religião, mas com movimentos políticos subliminares. 



Príncipes e princesas



Em um momento que de acordo com propagandas da Avon meninas não podem ser chamadas de princesas e elogios devem ser repensados e reconfigurados, Damares prega a ideia que garotas devem ser tratadas como PRINCESAS e garotos, como PRÍNCIPES, e não vice-e-versa. Esta também é uma significação para a frase da ministra

As campanhas da Avon, publicadas em meados de 2018, foram criticadas pelos conservadores, que as consideraram ideológicas e tendenciosas em demasia. Para a Avon, meninas deveriam ser chamadas do que elas quiserem:






A fala da ministra vem para quebrar com todos esses paradigmas e padrões que foram empregados de forma forçada. O interessante é, que se por um lado prega-se a ideologia de gênero, por outro brinquedos de menina são rosa e os de menino azul. Meninos, de acordo com a Omo, são aventureiros e brincam de bicicleta e garotas, são doces e frágeis. 

Acredito que mesmo com toda essa imposição será difícil reverter alguns conceitos já tão impregnados na sociedade.


Convenções sociais


Realmente as cores não possuem gênero e a ministra quis dizer exatamente isso. Houve uma época que meninos usavam rosa e meninas azul e tantos meninos quanto meninas usavam vestido até o primeiro corte de cabelo. 

O fato é que a questão do rosa e azul é mais cultural e propagandista, do que biológica. Convencionou-se assim. No texto Azul é a cor mais rosa, publicado em 2016, falei sobre isso:

"A ideia das cores para cada gênero só surgiu no início do século 20 e era o inverso da atual (rosa para meninos e azul para meninas). Somente entre 1920 e 1950, que as lojas inverteram isso, para aumentar as vendas."


Tais convenções sociais podem ter levado ao preconceito de um menino não usar um acessório ou uma vestimenta na cor rosa, embora esta signifique força e coragem. Além disso, não poderia usá-la por uma questão de marketing. Não foi a Damares que delimitou o uso das cores, mas a sociedade




Inspirações de decorações para o Chá de Revelação (da esquerda para a direita): 1 - bolo com recheio; 2- balões; 3- bigodes e lacinhos; e 4 - placar. 



Falei das cores de brinquedo para cada gênero, mas até mesmo o Chá de Revelação possui convenções sociais: balões, sprays, ovos ocos, bolo e elementos azuis caso o bebê seja menino; balões, sprays, ovos ocos, bolo e elementos rosas, na ocasião se for menina. Por que esses ideológicos de plantão não fazem o chá de revelação com inversão de cores? Por que, se cor não tem gênero, no chá de revelação, sim?! Por que ninguém ousa, mesmo com ideais de gênero, presentear a grávida que espera um menino com um enxoval rosa? Respondo: por que já temos conceitos e ideais impregnados em nossa sociedade.

O Youtuber Jonathan Nemer satirizou o Chá de Revelação em um vídeo em seu canal, o Desconfinados. Veja:





Não adianta um famoso lacrar nas redes sociais de rosa, sendo que costuma vestir sua filha negra de rosa. Não adianta uma moça vestir-se de azul e presentear sua afilhada com um enxoval todo rosa bebê. Há, nesse sentido, uma hipocrisia descarada.


Hipocrisia







O ator Bruno Gagliasso protestou contra a frase da ministra com uma blusa MANIPULADA rosa, de acordo com o maquiador Agustin Fernandez:


"A hipocrisia e a vontade de lacrar são tão grandes que não tinha nenhuma camiseta rosa no armário, daí editou uma foto velha"


Este foi um protesto por conveniência, com o objetivo único de aparecer e gerar cliques.

Em outra ocasião, Bruno Gagliasso aparece vestido de unicórnio AZUL e sua esposa, Giovanna Ewbank, de um ROSA. Tem alguma coisa errada, não?! Será que o Bruno segue convenções sociais? Em minha opinião, é claro que segue e só quer 'lacrar', como dizem por aí. 





Assim como Bruno, outros famosos resolveram protestar contra a fala da ministra.


#Cornãotemgênero





A hashtag #Cornãotemgênero tomou de conta das redes sociais. A jornalista da Globo News, Andréia Sadi, protestou de azul em uma entrevista com a ministra Damares; famosos como Luciano Huck, Mônica Iozzi, Fernanda Paes Leme, Maria Gadu e Leilane Neubarth em seus protestos enfatizaram que cor não possui gênero.

Em minha opinião, este foi um protesto desnecessário. Vimos que a fala da ministra foi metafórica e não literal. 




Ouvi uma vez de alguém que, na verdade, realmente as cores não tem gênero ou sexo, mas sim as pessoas. O mesmo com as roupas: elas não possuem gênero, mas sim os seres humanos. 

Acredito que ninguém pode dizer que rosa é de menina e azul de menino, mas a própria convenção social, como falado anteriormente, não nos permite que demos um tênis rosa para um menino e quando vemos um menino com uma camisa rosa na rua ainda há aquelas falas maldosas que dizem que "rosa é cor de menina" e que "o menino que usa rosa é veado".

Enfim, cor não tem gênero, mas as pessoas sim e uma menina diz "obrigada" e um menino "obrigado", como em uma imagem do Gran Cursos divulgada.








Use a cor que quiser





Meninos e meninas podem usar rosa, azul, preto, branco, verde, branco, vermelho, lilás, marrom e outra infinidade de cores. As cores são universais e não possuem gênero. Cor alguma pode definir uma pessoa ou sexualidade. Escolhas de cores não definem quem você é. Contudo, não podemos deixar de negar as convenções sociais já bastante consolidadas na sociedade. J-J 



Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Desesperos em tempos de tecnologia




Sigo a Netflix no Instagram e acompanho os posts e stories criativos da empresa de streaming. Um post publicado no dia 21 de outubro chamou minha atenção por mesclar títulos de filmes com desesperos tecnológicos. Confira:





Gostei das frases e dos designers de cada poster. Abaixo comento cada um dos desesperos em tempos de tecnologia:




Esse poster faz menção ao filme E o vento levou. Diz aí se não bate o desespero quando o celular molha ou entra água? Já aconteceu duas vezes com meu celular atual, enquanto banhava e ele estava na janela do banheiro e caiu lá de cima, sendo molhado e indo ao encontro com o chão. Quando isso aconteceu fiquei sem reação, mas a sorte é que nada de pior aconteceu.





A arte faz referência à A queda de Hitler e é outra coisa que acontece de forma costumeira comigo e com as pessoas que moram na minha casa. Geralmente ocorre quando muita gente está logada no Wi-Fi. 






O layout e a frase fazem referência ao longa O dia que a Terra parou. Vem dizer que nunca aconteceu com você? E sempre é um lado do fone que para e depois os dois lados. Perdi as contas de quantos fones perdi por causa disso. 






Não sei à que filme esse poster faz referência, mas a cor preta e um cara com o dedo na boca o deixaram bem sombrio e aterrorizante. O catálogo macabro é quando a gente quer assistir algo na Netflix e demora minutos para assistir um conteúdo e às vezes nem conseguimos por serem muitas opções.


E aí?! Já aconteceu essas coisas com você? Qual é o pior desespero em sua opinião? Digam nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia
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