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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Trilha sonora da novela 'Jesus': histórias bíblicas em forma de canções



Encerra-se essa semana a novela bíblica da RecordTV, Jesus, após 187 capítulos e pouco mais de oito meses no ar (24 de julho de 2018 à 12 de abril de 2019). Entre várias coisas que chamaram minha atenção na novela (leia o post aqui), está a trilha sonora original criada especificamente para ela. 

Foram criadas sete canções. São elas: Precioso, Por você, Perdão, Maria, Segredos, Quando um amigo me ajudou e Um novo lugar. As músicas expressam personagens e momentos da novela e se casaram muito bem com as cenas. As faixas são composições de Marcello Breyner e Moysés Macedo e executadas pela banda Universos

Resolvi comentar sobre cada uma delas, além de trazer seus videoclipes e outras informações.


Precioso - Marcello Breyner








Esta é a música de abertura da novela, cantada por Marcello Breyner. Contudo, na abertura não contém a primeira estrofe, sendo iniciada no segundo parágrafo, que diz: "Jesus por amor se entregou naquela cruz Carregou um grande peso em meu lugar E levou sobre si a minha dor". A música possui um ritmo lento, mas envolvente. Agora, ouça a versão da abertura e compare com a original:





Foram adicionados diversos sons - labareda de fogo, bebê chorando, moedas, corda, prego sendo pregado, barulho da pedra - e deram uma nova roupagem à música original. 



Por você - Banda Universos





Mais uma vez Marcello Breyner interpreta essa canção, ao lado da banda Universos. A letra fala do amor incomparável de Jesus por cada pessoa e da escolha que cada um realiza ao segui-lo. O refrão diz: "Porque Ele te amou Te amou como ninguém Foi por você, filho Foi por você, filho Ele te escolheu por muito te amar Se entrega e vem para o altar Se entrega e vem para o altar".

O vídeo apresenta vários milagres de Jesus, bem como o encontro do Mestre com seus discípulos e amigos. É um vídeo emocionante, assim como a música. 


Perdão - Banda Universos





Narra a história de Adela, uma prostituta que é humilhada por todos devido sua condição, mas que encontra o PERDÃO em Jesus Cristo. O vídeo apresenta várias cenas da prostituta, até que ela se depara com o Mestre. A música é interpretada por uma mulher, que imprime toda sua emoção e dor na alma; e por um homem, que faz o papel de Jesus. Há um trecho muito forte e marcante que diz: "Levanta e vai, o Pai te perdoou Levanta e vai, o Pai te perdoou!"


Maria - Banda Universos





A música é composta por Marcello Brayner, Fernando Rodrigues e Lays Rodrigues e é interpretada por uma mulher. A letra fala sobre a trajetória de Maria até o nascimento de seu filho, o Mestre dos mestres. Um trecho fala: "Sou parte da história, da fé revelada Sou mãe e sou amada pelo amor do pai gerado em mim". É uma música bastante emocionante. 


Segredos - Banda Universos






Mais uma música emocionante e criativa, criada por Marcello Breyner e executada pela banda Universos. A canção apresenta um teclado, violão e violino bem marcantes e uma melodia suave, porém intensa. A melodia lembra bastante a música Precioso, assim como trechos que parecem ter saído da outra canção. 

A letra conta a história da serva Diana e de sua luta contra pensamentos de suicídio, até que ela encontra os discípulos de Jesus e é curada. Um trecho diz o seguinte: "As marcas em meus braços contam minha história Revelam os meus traumas Eu sei que Tu amas Me amas Me amas". Já outro, é uma entrega de Diana à Jesus e seu desejo de ser curada: "Jesus, Te pregaram na cruz em cravos a Te furar E no corpo, feridas em meu lugar E levou sobre si toda a minha dor Jesus, Me ajude a mudar e me encontrar Hoje eu vim aqui nesse lugar, Minha alma precisa desabafar"

Essa é uma das minhas músicas preferidas, porque fala de fraqueza, entrega, necessidade de cura e também porque é uma mistura de duas canções. 



Quando um amigo me ajudou - Moysés Macedo 





A música apresenta um teclado suave e marcante. A letra fala que podemos contar com Jesus Cristo em todas as horas, pois Ele é o verdadeiro amigo. Quando um amigo me ajudou traz um back vocal bem afiado e afinado. O refrão diz assim: "Levante a cabeça E sai dessa vida Pois eu já estive aí Assim como você Precisando de alguém". Infelizmente não tem clipe dessa música incrível e magnífica. 



Um novo lugar - Moysés Macedo





A letra conta a história do discípulo Pedro que, em certa ocasião, pode andar sobre as águas. Ela também fala de fé, sobre milagres e acreditar no poder de Jesus Cristo. Um trecho diz o seguinte: É como a primeira vez Que eu molho os pés no mar O teu milagre me fez Em tudo acreditar Nenhum motivo que Possa me fazer fugir De onde vem essa voz Eu quero descobrir". É uma música que não possui videoclipe também, mas que seria interessante criar. 



Novelas e produções que possuem uma trilha sonora original chamam minha atenção. Tempo de amar tornou-se um produto inesquecível por conta de suas músicas criadas especialmente para ele. Acredito que o mesmo acontecerá com Jesus

E vocês, gostaram das músicas? Acharam-nas emocionantes? Acredita que uma trilha sonora original acrescenta em uma produção? Digam tudo nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 27 de março de 2019

11 motivos para acompanhar o 'Tá no ar! A TV na TV'



No quarto post da parceria Jornalista  ≠ do ano eu e o Arthur Claro resolvemos apresentar vários motivos para acompanhar o Tá no ar! A TV na TV (já falado em um Quinta de série aqui), um programa exibido pela Globo que será finalizado esse ano na sexta temporada. Este é um show que eu e o Arthur temos o costume de assistir e podemos dizer que somos fãs.

TNA foi um programa inventivo que satirizou e ironizou a própria TV com suas esquetes e cenas. Após seis temporadas e indo ao ar desde 2014, a Globo decidiu por não mais exibi-lo. Um de seus idealizadores - Marcius Melhem - disse que chegou a hora da produção fechar um ciclo e que está se debruçando em novos projetos inovadores para o canal.

Quais são alguns dos motivos para acompanhar o Tá no ar! A TV na TV? Separei 11. Você também pode ver os que o Arthur elencou no blog dele aqui. Vamos lá?! 


1- Ele levanta questões, critica e ri do universo da própria TV


O programa retrata e apresenta temas atuais da sociedade e que passaram em telejornais e noticiários, sempre de forma ousada e progressista. Ele fala de atualidades em seu próprio tom bem humorado. 



2- Trabalha com vários formatos e gêneros






TNA brinca e trabalha com os vários formatos e gêneros da TV, entre eles: humorísticos, telejornais, realitys shows, videoclipes, séries, documentários, programas eleitorais e políticos, publicidades e propagandas e programas de canais pagos. O show aproveita a riqueza desses gêneros e formatos. 



3- Fala de questões políticas, comportamentos e sociedade





Misoginação, homossexualidade, poliamor, novas configurações familiares, meio ambiente, sustentabilidade, racismo, comunidades indígenas e eleições foram alguns dos inúmeros temas apresentados no programa. Sempre com um humor sagaz e ácido, ele os apresenta sem se tornar piegas ou clichê demais. 



4- Satiriza programas de outros canais, mas sem nomeá-los






O programa parodia e muda os nomes de vários programas e produções sem nomeá-los ou dizer de qual emissora ele faz parte, mas o telespectador rapidamente faz essa ligação. Isso que é legal! O humor é totalmente inteligente e subliminar. 



5- Parodia todas as religiões (TODAS mesmo!)






Ao contrário do Porta dos Fundos - que satiriza e ironiza as religiões, principalmente as cristãs, de forma pejorativa e apelativa -, o TNA faz isso de forma muito tranquila e light. Nenhuma (Eu disse NENHUMA!) religião deixa de ser satirizada. Eles costumam criar esquetes bem pensadas e engraçadíssimas sobre a umbanda, candomblé, macumba, catolicismo, protestantismo e até mesmo o ateísmo. 



6- Com o programa a Globo se autocritica





Nem mesmo a Globo fica de fora da zoação e da crítica. Programas e artistas da Casa são alvo de piadas e esquetes. Sem falar ainda que o TNA conta com um ativista nordestino que critica as esquetes e cenas do programa, incorporado por Marcelo Adnet, uma das partes mais criativas e engraçadas. 



7- Faz piadas com artistas e celebridades





Vários artistas e celebridades, até mesmo de outros canais, fizeram participações no programa, que costuma satirizá-los e utilizar até mesmo seus sobrenomes para fazer piadas. 



8- Esteticamente, é como se estivéssemos assistindo TV na TV mesmo






TNA utiliza de vários recursos para que a experiência de "assistir TV" seja incrível e verossímel. Como exemplo, posso citar: o exercício de zapear a TV; as legendas dos programas; o "atenção para o toque de 5 segundos"; "esse programa não é recomendado" ou "esse programa é recomendado"; plantão; o layout de programas e canais de músicas; e o rodapé com informações de programas, entre outros. 



9- Dialoga bem com a sociedade


O programa dialoga muito bem com a sociedade e, principalmente, com os telespectadores, que se veem assistindo aos programas, mudando de canais ou ouvindo canais de músicas. 



10- O programa consegue ser genial em poucos segundos





Em meio à zapeadas dos canais, TNA consegue ser genial, criativo e inovador. Em poucos segundos, com uma cena ou a manchete de uma notícia, ele consegue ser engraçado e o telespectador não consegue nem ao menos pegar no ar aquela piada. Por isso, o site GShow separou uma lista de 60 vezes que o programa foi genial e o telespectador não prestou atenção. 



11- Ele consegue inovar e mudar o layout da logo da Globo em todos (Eu disse TODOS!) os programas






Sempre na chamada de alguma nova produção do canal costuma-se mudar o layout e cores da logo. A de Órfãos da Terra, por exemplo, é uma logo meio arenosa e de cor marrom. Agora, o Tá no ar consegue fazer isso durante todas as terças-feiras de exibição de uma forma criativa. Confira algumas das transformações da logo:





Confesso que esse é um motivo para assistir ao programa. Eu sempre fico ansioso por saber qual será a próxima transformação de logo. 


Esses são alguns dos inúmeros motivos desse programa que só falta alguns episódios para chegar ao fim.


E você, já conhecia esse programa? Gostou dos motivos? Digam tudo nos comentários! J-J











quarta-feira, 20 de março de 2019

Registrado nº5: Vídeo Show - um programa da Globo sobre a Globo



A pauta do quadro de hoje! I Internet


Com 35 anos no ar o Vídeo Show chegou ao fim no dia 11 de janeiro de 2019 às três e onze da tarde. O programa, que estreou no dia 20 de março de 1983, era uma espécie de vitrine da Rede Globo, que exibia atualidades, curiosidades, notícias dos artistas e os bastidores da emissora. 


Conheça outros textos do REGISTRADO!
O Blecaute que tirou do ar a TV Globo em Pernambuco [1]
Os 80 anos do Grupo Bandeirantes [2]
A origem do tema de fim de ano da Globo [3]
Tela quente - de tapa buraco a principal sessão de filmes da Globo [4]


Vídeo Show passou por diversas reformulações na estrutura do programa, com inserções de quadros, mudanças de apresentadores, de logo, entre outros. 

Em sua estreia, o programa apresentava imagens dos arquivos da Globo, trechos de shows e filmes. Depois, aperfeiçoou-se com entrevistas de artistas e personalidades, making offs de programas, erros de gravações, reportagens de bastidores, rotinas, casas e detalhes da vida dos famosos. Com o decorrer dos anos, houve a inserção de repórteres, que faziam uma espécie de jornalismo de entretenimento


As origens


Tássia Camargo foi a primeira apresentadora do Vídeo Show. I Internet


O Vídeo Show teve direção de Aida Silva e roteiro de Carlos Mello e possuía um formato de programa de variedades e do gênero de entretenimento. 

O programa estreou em um domingo de 1983, com a apresentação da atriz Tássia Camargo, com o objetivo de apresentar os principais fatos da emissora em seus 18 anos de existência. Era semanal, sempre apresentado na parte da tarde, por volta de 14 horas. De acordo com entrevista da Tássia Camargo publicada no UOL, o Vídeo Show nasceu da ideia de um programa internacional que apresentava diversos conteúdos:

"A ideia surgiu de um programa internacional comandado pela Olivia Newton-John. O saudoso Ronaldo Cury perguntou se eu tinha interesse em fazer um programa parecido. Começamos a trocar ideias e pautas até formatar o 'Vídeo Show' daquela época com memórias, falha nossa, entrevistas nas residências das celebridades etc."



Um vídeo divulgado no Youtube conta detalhes da estreia da atração:






O programa, durante a década de 1980, passou por várias mudanças de horário. Sendo exibido em sábados e domingos em três horários diferentes: 14 horas, 12h30 e 14h30. 

O primeiro formato contava com um convidado, que respondia perguntas, além de ter cenas relevantes exibidas, não dele mas de momentos importantes da sociedade, música, humor e televisão. 

Tássia Camargo apresentou o Vídeo Show até a 19ª edição. A partir daí até 1984 vários atores globais apresentaram o programa, que passava a não ter um âncora fixo. Foram mais de 60 apresentadores que estiveram à frente da atração até 1987, quando Miguel Falabella foi escolhido apresentador. 



O famoso gesto de Miguel Falabella realizado aos finais do programa. I Internet


Miguel consagrou-se nessa função por conta de seu carisma e informalidade. Ele estreou no programa no dia 01 de agosto de 1987.  Foi a partir de 1988 que Falabella encerrava os programas com seu famoso juntar de mãos e abaixada de cabeça e as frases: "beijo super carinhoso" e "namastê". Neste ano foram introduzidos quadros como: Pergunte ao seu astro, Tricotando com Falabella e o inesquecível Falha Nossa

Em 1987, o programa contou com um tradicional tema de abertura que foi utilizado até sua extinção: a versão de Maynard Ferguson de Don't Stop 'Til You Get Enough, de Michael Jackson. Nessa época, o Vídeo Show contava com mais de 20 quadros, entre eles: Micro Especial Musical e A TV no Mundo.  



Cabeça Branca, interpretado por Marcelo Tas. I Internet


Durante o mês de julho de 1987, o diretor, escritor e roteirista Marcelo Tas passou a comandar o programa. Ele também interpretava o personagem Cabeça Branca, um personagem carismático que vivia dentro de um tubo de televisão. Na época, Marcelo explicou quem era o Cabeça Branca: "é bastante normal, só um pouco pálido, como deve ser uma figura que nunca saiu de dentro de um tubo de TV"

Em abril de 1988, o programa foi renovado e estendido, sem prejudicar sua proposta original: resgatar a memória televisiva. 

A narração das reportagens e quadros ficou na responsabilidade de Cissa Guimarães, a partir de abril de 1989. Ao lado de Falabella, formava a dupla mais famosa da história do programa. 

Durante a década de 1980, o cenário do programa também passou por alterações. No início, fotos de artistas compunham o ambiente de apresentação. A partir de 1984, o programa passou a ser exibido diretamente de uma ilha de edição. Em 1986 o Vídeo Show era comandado de um cenário que simulava a sala de uma casa com uma televisão no centro. Houve uma época que o cenário era composto de televisores antigos, com fios e válvulas visíveis e monitores novos, que apresentavam imagens dos temas abordados. 


Novas reformulações


O quadro de grande sucesso do programa, o Túnel do tempo. I Internet


A década de 1990 foi marcada por reformulações do programa, novos cenários e quadros. Um dos mais marcantes estreou em abril de 1991, o Túnel do Tempo. Quantos se lembram da icônica frase "Direto do túnel do tempo"? O quadro tinha o intuito de relembrar um momento marcante, seja do jornalismo, do entretenimento ou de um show, que havia sido exibido naquela data há 10, 15 ou 20 anos, por exemplo.

Em 1990, quando se comemorava os 40 anos da TV e os 25 anos da Globo, o programa realizou matérias especiais durante o mês de setembro e no dia 31 de dezembro de 1990.  

Já em 1992, ele ganhou um novo cenário, com fundo preto com luzes e neon. Em 1993, quando completou dez anos, o cenário foi renovado com cores claras. Além disso, novas músicas e vinhetas foram criadas. 

A partir de abril de 1994 o VS passou a ser exibido de segunda à sexta - como aconteceu até os seus últimos dias - no horário de 13h30 e possuía meia hora de duração. Novos repórteres, como Renata Ceribelli e Cissa Guimarães, foram adicionados, o que ocasionou a riqueza das matérias fora dos estúdios de gravação. 

Em 1995 o programa fez parte dos núcleos sob responsabilidade de Maurício Sherman e J.B. de Oliveira, o Boninho. Nesse ano, o VS comemorou 1000 edições, com uma matéria especial que relembrou todos os artistas que o apresentaram, os diferentes visuais de Miguel Falabella e os melhores momentos do Falha Nossa



Débora Secco recebe o Troféu Vídeo Show. I Internet


Em 1996, o programa passou por novas reformulações e contou com a instituição do Troféu Vídeo Show, que premiava artistas da Casa. 

Em 1998, o programa passou a ser exibido às 17h por pouco tempo, voltando a ser apresentado às 13h30, logo após o Jornal Hoje. Neste mesmo ano o VS ganhou um set para entrevistados e algumas matérias foram transmitidas ao vivo pela primeira vez. 

Entre 1994 e 2000, uma edição aos sábados era exibida com o intuito de apresentar os melhores momentos do programa. 


Nova versão da revista eletrônica



Angélica sob o comando do Vídeo Game. I Internet


Com o intuito de aproximar os artistas globais de seu público, a revista eletrônica ganhou novas roupagens, com a presença de uma plateia. O objetivo era explorar o entretenimento, animação, diversão e interatividade no palco. Esquetes bem humoradas e clipes foram exibidos. Novos artistas, repórteres e apresentadores foram adicionados ao programa com esse objetivo. 

Uma nova edição, aos sábados, foi incorporada no início dos anos 2000, que era um especial dos melhores momentos da semana que também trazia episódios temáticos, como os 18 anos da atração, super-heróis e casas. 

Em dezembro de 2001, o Vídeo Show ganhou um novo quadro/programa, o Vídeo Game apresentado pela cantora e apresentadora Angélica, que tinha o objetivo de trazer artistas que se enfrentavam em uma competição sobre a televisão e programas globais. O quadro ficou no ar por 10 anos, até 2011, e era um dos grandes sucessos do VS

Em março de 2002, Miguel Falabella deixou de apresentar a atração. Ele ficou por 15 anos como âncora do programa. Em seu lugar entrou André Marques. 

Em dezembro de 2003, estreava o Vídeo Show Retrô, que tinha o intuito de resgatar os acontecimentos da telinha global daquele ano, com exibição dos melhores momentos de novelas, programas e jornais. 

Também em 2003, a produção do programa contava com o Astromóvel, um carrinho elétrico estilizado que era utilizado pelos apresentadores que o dirigiam na companhia de um ator até os estúdios de gravação, enquanto eram realizadas as entrevistas. 

No dia 13 de abril de 2009 o programa passava a ser exibido ao vivo, de modo que o mundo do entretenimento ganhou mais visibilidade. Além dos bastidores da TV, o programa dava informações sobre o mundo do teatro, cinema e música. 


Até os tempos atuais


Zeca Camargo e Suzana Vieira mexendo o corpo no novo formato do programa. I Internet


A última década do programa foi marcada por novas reformulações e a inserção de novos apresentadores. Chegou-se até mesmo a mudar o formato do show e seu objetivo original, com plateia, interatividade e novos conteúdos. Contudo, ele não ficou muito tempo no ar. Os telespectadores gostavam mesmo da atração com uma bancada e um apresentador.

Após 13 anos apresentando o programa, André Marques despediu-se em outubro de 2013. A partir daí, o VS experimentou um novo formato que trazia um artista convidado a cada dia. A apresentação era por conta de Zeca Camargo, que o entrevistava e realizava dinâmicas e games com o mesmo. 

Em 2015 foi realizado um rodízio de apresentadores no programa, que se revezaram na exibição de matérias sobre os bastidores da emissora durante suas cinco décadas de exibição. 

Em 2016, o programa ganhou um estúdio de vidro que permitia a visão da movimentação dos Estúdios Globo ao fundo. Foi nesse ano também que, dia 21 de setembro, estreava o quadro Meu vídeo é um show, com a participação de famosos e atores (Cássia Kiss Magro, Lima Duarte, Renata Sorrah, Juliana Paes, Ney Latorraca e Tony Tornado estavam entre os convidados). 

O Vídeo Game voltou a ser exibido em uma ocasião especial entre os dias 6 a 24 de novembro de 2017. 

Desde 2015 o programa voltou a ser ao vivo e contou com a mudança de apresentadores. Monica Iozzi, Otaviano Costa, Sophia Abrahão, Marcos Veras e Joaquim Lopes passaram pela bancada até a extinção do YS em janeiro desse ano. O Vídeo Show tentou resgatar a fórmula de sucesso antiga e inicial, finalizando com um pensamento ou reflexão de Miguel Falabella, mas o programa já estava fadado ao término devido a baixa audiência. 


Aberturas



Em 35 anos de existência o programa contou com 12 aberturas com mudanças no layout e no som instrumental da música Don't stop 'till you get enough de Michael Jackson em versão de Maynard Ferguson

Ouça a versão original logo abaixo:






Durante a década de 1980 a banda Roupa Nova desenvolveu a trilha sonora da abertura do programa. Os integrantes faziam parte do DAM (Departamento de Apoio Musical da Globo) e criou o som de atrações, como Fantástico, Discoteca do Chacrinha, além de novelas. O repertório do VS faz parte de medleys da banda até nos dias de hoje. 

A primeira abertura do programa (1983) apresentava imagens de shows, filmes, esportes e jornalismo do que se passava na época ao som do hit






Já em 1987 uma abertura com bailarinos embalados pelas músicas de diferentes épocas em salas de televisão tentou substituir a clássica melodia, mas sem sucesso. 






Em 1988 a música marcante retornou com imagens projetadas nas letras que compõem a palavra 'Vídeo Show'







Em 1990 a abertura dava closes na construção das letras do nome do programa.






Em 1995 pequenos quadrados com cenas marcantes formavam as palavras.







Já em 2000 a abertura fora criada sobre um fundo de céu com nuvens. 







Em 2010, o grafismo com telas em um fundo azulado marcou a abertura.







Em 2013 foram criadas duas vinhetas: uma com imagens dos Estúdios Globo e a logo com uma fonte alongada e mais fina.








A partir de 2014, o colorido do cenário tomou de conta da abertura e a logomarca elogiada retornou. 








Evolução das logos



Em seus anos de exibição, a logo do programa passou por 14 transformações, que variavam em mudanças nas fontes, fundo e formato. O site Logos disponibilizou todas elas e vocês podem ver as variações abaixo:
























































Uma cronologia de vinhetas divulgada no Youtube mostra a evolução das logomarcas. Assista entre 0:09 e 0:25:







O término



O Vídeo Show saiu do ar no dia 11 de janeiro desse ano, às 15h11 (horário de verão), segundo informações do colaborador do blog, Layon Yonaller. Com o seu fim, a Sessão da Tarde vem logo após o Jornal Hoje. Além disso, para tapar o buraco da ausência do programa a Globo exibe depois do filme um compilado de especiais da Grande Família, o Álbum da Grande Família

Já tinha anos que o VS demonstrava que não estava bem das pernas. Várias mudanças de formatos foram introduzidas, assim como apresentadores, para alavancar a audiência que só despencava frente ao programa da concorrente, A hora da venenosa. O programa já não era mais a mesma coisa de que nos seus tempos áureos, com a apresentação de Miguel Falabella. 

O produto foi encerrado com um clipe que homenageou os produtores, idealizadores, artistas e apresentadores do programa com a música Trem Bala, de Ana Vilela, de fundo. Além disso, Sophia Abrahão e Joaquim se despediram e Miguel Falabella encerrou o programa de forma melancólica com a frase “Um beijo muito carinhoso, fiquem com Deus e até…”.





Para suprir a falta



Com o possível objetivo de suprir a futura falta do programa, foi divulgado nas redes sociais no dia 19 de dezembro de 2018 uma propaganda do canal de entretenimento e bastidores da Globo, o GShow





Atualmente o site - que tem o slogan "As histórias das histórias que a gente conta" - é a principal fonte de informação e entretenimento do canal. O comercial ganhou mais divulgação dias depois do anúncio da extinção do VS


Momento Vídeo Show

Ana Maria apresenta o Momento Vídeo Show em seu programa. | Internet



Dias após o programa terminar, o Mais Você exibia o chamado Momento Vídeo Show que apresentava os bastidores da festa de lançamento da novela Verão 90. A ideia foi de tornar o programa lembrado. 


Versão portuguesa



Ricardo Pereira é o apresentador da versão da terrinha do Vídeo Show. | Internet



Na Globo Internacional- Portugal há uma versão do programa que é apresentada pelo ator Ricardo Pereira aos sábados às 20 horas. O produto tem a mesma premissa que a do VS: conhecer os bastidores de uma cena, a adrenalina da gravação e a rotina do set, além de entrevistar vários artistas da Globo sobre suas carreiras e trajetórias de vida.

Esse foi o meu registro sobre o programa Vídeo Show, substituindo o Layon Yonaller excepcionalmente hoje.


Resgatado, publicado e REGISTRADO! J-J



Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 13 de março de 2019

Por que a novela 'Jesus' é mais bem sucedida que 'Apocalipse'?










Atualmente a RecordTV exibe a novela bíblica Jesus desde 24 de julho de 2018. Essa, que é a quinta novela bíblica do horário das 8 e 45 da noite, sucede Apocalipse que durou de 21 de novembro de 2017 a 25 de junho de 2018 e foi a primeira novela bíblica contemporânea do canal.

Jesus e Apocalipse não conseguiram aproximar-se do sucesso estrondoso de Os dez mandamentos que colocou a produção no segundo lugar na audiência e, algumas vezes, em primeiro lugar, assustando até mesmo a Vênus Platinada.

Com mais de 160 capítulos Jesus já demonstra que é mais bem sucedida que sua antecessora, tanto em questão de audiência, história, quantidade de capítulos, como repercussão. Com o resultado positivo, a novela se encaminha para a segunda temporada - feito que Apocalipse não obteve, sendo encurtada - focada em contar a vida dos 11 apóstolos após a ressurreição de Jesus, a minissérie Atos dos Apóstolos.  

Vários foram os motivos que fizeram de Jesus mais bem sucedida que Apocalipse. Cito alguns nos tópicos abaixo:


1- A novela é realmente baseada em fatos bíblicos





Em alguns momentos senti falta do respaldo bíblico na novela Apocalipse. Os versículos eram apresentados de forma isolada e sem aproveitar suas riquezas narrativas. Por várias vezes a novela fugiu dos capítulos de Apocalipse, optando por contar histórias aquém da Bíblia. Sinto que os enredos do livro da revelação poderiam ser mais aprofundados e até mesmo ilustrados. Se houve um fato bíblico que a novela soube trabalhar foi o do Apóstolo João na Ilha de Patmos.






Por outro lado, Jesus tem uma riqueza narrativa incrível. A novela sabe aproveitar os capítulos dos quatro evangelhos, ilustrando situações e se aprofundando nos personagens. Cada um deles tem sua própria história, narrativa e momentos antes e após conhecerem Jesus Cristo.  

A novela não foge dos fatos bíblicos e não os floreia ou os ressignifica. Eles aparecem como realmente devem ser, assim como os personagens são apresentados de acordo com a descrição da Bíblia. 


2- A continuidade é verossímel



Em Apocalipse ficava com a cabeça bugada quando um personagem estava nos Estados Unidos em uma cena e na seguinte no Brasil, ou quando um estava em Roma, e no minuto seguinte nos Estados Unidos. Realmente a falta de continuidade dessa novela contribuiu para que ela não fosse um sucesso absoluto. 

Por outro lado, os personagens tinham suas histórias simplesmente cortadas ou encurtadas. Por exemplo: aparecia um casal que se odiava juntos e que estavam se amando, mas não se mostrava o processo até ficarem junto. 

Em Jesus não há isto. As cenas são muito bem construídas, continuadas e produzidas para facilitar a compreensão. 



3- Personagens com histórias cativantes


Raros foram os personagens que me apeguei em Apocalipse. Eles não possuíam histórias cativantes ou diálogos interessantes. Por incrível que pareça, os meus preferidos foram todos arrebatados HAHAHAHAHA!


Já em Jesus acontece justamente o contrário. Me apaixonei desde pelo protagonista - Jesus - até a serva da rainha, por exemplo. Os personagens são muito bem construídos, tanto física quanto psicologicamente.



4- Não há correria para contar as histórias






Algo que Apocalipse sofreu bastante foi com a baixa audiência. Isso fez com que as histórias fossem encurtadas e eles corressem com a novela. Histórias mereciam ser melhor trabalhadas, como os selos, as trombetas, o julgamento do trono branco, o milênio e o Armagedom. Já outras, poderiam ser encurtadas, como os efeitos do arrebatamento. 





Em Jesus não há essa correria. A vida antes do mestre e Messias foi contada com calma e, agora, os feitos, milagres e a vida de Jesus em detalhes. Pela primeira vez na história da TV e do cinema, Sua história é contada na íntegra (desde seu nascimento, crescimento, até seus milagres, morte e ressurreição), algo que os filmes e minisséries até o presente momento não haviam conseguido. 




5- Trilha sonora tocante



Jesus tem uma trilha sonora original incrível, como as músicas Precioso, Nome precioso, Maria, Segredos e Perdão, por exemplo, o que torna a história mais emocionante e incrível (Em breve me aprofundarei nas canções em post posterior). Além disso, as cenas dos próximos capítulos são embaladas por músicas fortes e de adoração, a maioria na língua inglesa.







Apocalipse não teve uma trilha sonora original, apenas algumas canções que foram compradas, como a magnífica e incrível Ninguém explica Deus



6- Livre de efeitos visuais medianos




Apocalipse foi cheio de efeitos visuais medianos, como: a materialização da besta, o arrebatamento, os cavalos e cavaleiros do Apocalipse, a guerra final e o julgamento do trono branco. Sinto que esses efeitos poderiam ser melhor elaborados.





Jesus também possui efeitos visuais, que embora mais simples dão de 10 a 0 nos de Apocalipse. Posso citar a pesca maravilhosa, a cura do jovem hidrópico, a mulher com lepra e a transformação da água em vinho.



7- Passagem de tempo compreensível


A passagem de tempo de 20 anos em Apocalipse foi confusa, devido a grande quantidade de personagens e núcleos. Ficou difícil eu compreender quem é quem na trama, mesmo que se colocasse o personagem 20 anos mais novo de um lado e 20 anos mais velho do outro ou os nomeasse. Além disso, a trama teve duas grandes passagens de tempo. 

Em Jesus também há uma, mas que englobou poucos personagens. Isso facilitou bastante a compreensão. 



8- Não há barrigas


Apocalipse contou com várias barrigas e extensões de histórias desnecessárias, como os efeitos do arrebatamento e a ascensão do anticristo. Por outro lado, na reta final tudo foi televisionado às pressas e bem compactado.

Em Jesus não há barrigas, enrolações e encheção de linguiça. A trama nem é rápida, nem lenta demais, atendo-se nos fatos dos quatro evangelhos e não se estendendo sobre eles. Por exemplo, bastou apenas um capítulo para contar a história da pesca maravilhosa e um para apresentar a história da mulher adúltera. 



9- Elenco enxuto


A antecessora de Jesus contou com inúmeros núcleos, três fases distintas e diversos personagens, alguns totalmente desnecessários para a trama. Na metade da novela, uma atitude foi tomada para esse abarrotamento de elenco: muitos sumiram com o arrebatamento e outros morreram por participarem de uma seita. 

Jesus possui um elenco enxuto, plausível e suficiente. Ninguém está na trama por acaso e todas as histórias são bem desenvolvidas. Quando um personagem não faz mais sentido para a trama ou ele desaparece ou morre, como o caso da Herodíades, que depois da morte de João Batista não tinha porque permanecer mais viva e foi morta por uma cobra venenosa no deserto. 




10- Incrível produção


Apocalipse tinha tudo para ser uma grande produção. O início da trama parecia mostrar à que ela veio: tsunamis e desastres naturais por todo o planeta. Contudo, o que era para ser sucesso, tornou-se um fracasso e a trama teve que ser encurtada. As histórias que poderiam ser melhor produzidas, foram reduzidas ou extintas, o que deixou a trama a desejar.

Jesus, desde o seu primeiro episódio, teve uma incrível produção, desde os personagens, suas histórias, figurinos e fotografia, até edição de cenas e continuidade. 



11- Um protagonista seguro




Se Apocalipse tinha três protagonistas (Igor Rickli, Juliana Knust e Sérgio Marone) que se perdiam no amplo número de personagens e acontecia quase não haver protagonismo, em Jesus temos um protagonista seguro e bem definido: Dudu Azevedo.






Esse, sem dúvidas, é o melhor papel de Dudu Azevedo nas telinhas. De um ator inseguro, irrelevante e sem expressão, Dudu passou a ser seguro, com a voz firme, e atuação admirável e excelente. Não posso deixar de citar a atuação de Mayana Moura como Satanás (Realmente ela está incrível e medonha!), o antagonista número um e principal da novela. Uma novela com protagonistas, antagonistas, protagonistas e vilões tem tudo para dar certo. 








12- Audiência considerável 


Apocalipse manteve uma audiência razoável de 7 e 9 pontos. Já Jesus entre 9 e 11 pontos, ultrapassando a antecessora, mas não chegando perto de Os dez mandamentos (de 11 a 14 pontos, com recordes de 14,1; 15,5; 15,9; 16,6; 18,9; 19,1; 21, ultrapassando a Globo por várias vezes e assumindo a vice liderança em outras).

Os dados não mentem e mostram que a novela Jesus foi mais bem sucedida que Apocalipse em todos os âmbitos.  



13- Um bom texto


Apocalipse tinha um texto fraco, chato e superficial, já Jesus texto dinâmico e ousado para um folhetim bíblico e curioso. As melhores falas são a de Jesus e, por incrível que pareça, de Satanás, que possui falas interessantes, divertidas e fascinantes.



14- Planos


Nesse quesito, Jesus também vence Apocalipse. O diretor Edgard Miranda optou por planos mais modernos e menos contemplativos, como fazia Alexandre Avancini em Os dez mandamentos, por exemplo. 



Por esses 14 motivos e outros Jesus é mais bem sucedida que Apocalipse. E vocês, concordam com isso? Digam tudo nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia
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