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sábado, 30 de abril de 2016

É possível aproveitar o momento com/sem um smartphone?

Quem seria capaz de dizer que não acorda e vê automaticamente suas notificações? Ou que não consegue deixar de checar o Snapchat, Facebook ou Instagram pelo menos duas vezes por dia? Até os mais conservadores e dinossáuricos já se renderam ao "zap zap". Minha mãe vez ou outra me fala: "Emerson, mande uma mensagem para ciclano ou beltrano, dizendo isso ou aquilo"

Enfim, quem, hoje em dia, vive sem as redes sociais? É uma realidade desse mundo contemporâneo. Pessoas em paradas, caminhando ou em ônibus não tiram os olhos dos seus celulares. Hoje "comemos" celulares, nos alimentamos de redes sociais, consumimos tecnologia. É uma necessidade de vida. O mundo está cheio de consumo tecnológico, mas até que ponto isso nos faria mal?



O ilustrador francês Jean Jullien é o responsável por criar artes que caracterizam o consumismo exacerbado das redes sociais e por ridicularizar esses usuários que já não distinguem a vida real da virtual e que já agregaram seus smartphones ao seu dia a dia. Confira alguns dos seus trabalhos:















Em tempos de Snapchat, usuários postam seu dia a dia simultaneamente e ao vivo, sem interrupções. Em tempos de Instagram, pessoas querem tirar as melhores fotos, selfies e pratos, não importando muito o lugar que se encontram. Quem realmente aproveita o momento hoje em dia? Quem vai a praia e não leva o celular, com o intuito de só curtir o momento, como a ilustração acima? Com certeza as ilustrações são dignas de reflexões. J-J

P.S.: Jean Jullien é o autor de Peace for Paris, uma ilustração que bombou e tem bombado devido aos atentados de Paris no final do ano passado. Tornou-se um símbolo e um ícone. Com certeza vocês se lembram dessa imagem:




Por: Emerson Garcia

terça-feira, 5 de abril de 2016

O mal do jornalismo: sensacionalismo, suítes póstumas e entretenimento barato



Hoje quero falar do mal do jornalismo. Não pense que porque estamos na Semana do Jornalista ou porque sou jornalista, não tocaria nesse assunto. Sei dos problemas da minha profissão, bem como das críticas e polêmicas que a rodeiam. Não irei tapar o sol com a peneira, muito menos dizer que o jornalismo tem somente o lado belo.


Bad news

Para iniciar a minha crítica, já digo: ODEIO jornais sensacionalistas e sanguinários. "Ah, Emerson, mas você é jornalista. Deveria se inteirar das notícias". Uma coisa é se informar, outra, é ter uma overdose de banho de sangue. Nunca gostei da forma como esses fatos são noticiados. Fala-se de quantos tiros se levou, que o cérebro virou suco, que a vítima agonizou. Depois entrevista-se os enlutados, coloca-se uma trilha sonora depressiva. E, por último, entrevista-se o assassino, faz umas piadas e o rechaça. Não! Não estou aqui pra isso!

Não me sinto mal informado, por não ver esse tipo de jornal. Creio que ganho bastante tempo, quando mudo pra outro canal ou conecto meu pendrive para ver minhas séries. O famoso ditado jornalístico "Good news is bad news" (Notícia boa é notícia ruim) nunca interessou-me. Morrerei de fome se precisar trabalhar com notícias sensacionalistas. Mas, o interessante, é que o jornalismo tem sobrevivido disso. Jornalistas tem-se enveredado por esse caminho.


O domingo, que era pra ser um dia alegre, de descontração e convivência entre família, torna-se triste por conta das matérias que passam nesses programas. "O cachorro que se perdeu na cidade e precisa voltar pra fazenda pra reencontrar sua família", "A senhora que precisa de uma cirurgia dentária pra arrumar seus dentes", "O menino de 3 anos que viu seus familiares serem assassinados na sua frente". Tudo isso com trilha sonora, chororó de jornalista ao vivo e muita apreensão. Até porque, você precisa prender a atenção das pessoas na tv. Você enrola e enrola mais um pouco para mostrar o cachorro reencontrando sua família humana. Demora um programa todo para mostrar como ficaram os dentes da senhora. 

#Oqueabreachavequeestavadentrodoenvelopequeestavadentrodeumacaixadentrodeoutracaixa? ITá no ar!


Esse sensacionalismo não atrai nem a mim nem a leitora Carla Wolf, do Vestindo ideias - que fez esse comentário no post de ontem:

Acho que sem as músicas (odeio músicas em reportagens) e alguém real contando sobre sua história sem o sensacionalismo, é jornalismo.


O problema é encontrar esse jornalismo genuíno hoje em dia, né Carla?


Suítes póstumas

"O que fazer para que outra tragédia como essa não aconteça novamente?". Essa é uma pergunta jornalística que me irrita profundamente. Isso mostra como estamos interessados em se aproveitar da dor do outro e ganhar audiência e prestígio na mídia.

Quantos se lembram de matérias que falassem da segurança de uma Range Rover e de se usar o cinto no banco de trás, antes do acidente que matou Cristiano Araújo e Alana? Respondo por você: poucas ou nenhuma! Para se prevenir no trânsito é preciso uma tragédia. Para a mídia falar que é obrigatório o cinto de segurança no banco de trás, alguém precisou morrer por não ter usado. 

Entendam que eu não critico os educadores ou profissionais de trânsito - até porque eles informam, realizam palestras e encenam peças de teatro. A crítica é sobre a mídia e seu oportunismo em um fato ruim. O pensamento dela é mais ou menos assim: "Cristiano Araújo morreu. Precisamos falar de quão seguro é o carro, quais suas funções e o que aconteceria se ele usasse o cinto de segurança. Vamos criar suítes, fazer matérias e simulações sobre". E aí saíram as matérias Range Rover Sport: saiba mais sobre o carro do cantor Cristiano AraújoRange Rover de Cristiano Araújo é um dos carros mais seguros do mundo, mas não foi suficiente.

Informações do carro em que Cristiano Araújo sofreu o acidente, no site do Auto Esporte



Na época do episódio, fiz uma crítica sobre isso que foi bem recebida pelos meus seguidores (9 curtidas):


É lamentável que só após o acidente que levou a óbito Cristiano Araújo e Alana, que se fale em segurança de trânsito. Su...
Publicado por Emerson Garcia em Quinta, 25 de junho de 2015


O mesmo aconteceu esse ano, dia 02 de fevereiro, quando um pai foi assassinado em frente a uma escola particular no Guará, em Brasília. Um caso tão grave quanto o de Cristiano, que envolveu a omissão do governo, falta de segurança urbana e poucas matérias de seguridade veiculadas na mídia antes do fato acontecer. Veja o meu desabafo (8 curtidas):


Sobre o roubo seguido de morte ontem no Guará:Não adianta tomar medidas depois que a tragédia aconteceu. Não adianta o...
Publicado por Emerson Garcia em Quarta, 3 de fevereiro de 2016



Entretenimento barato

"Dê ao povo pão e circo". Essa máxima romana é congruente com a mídia e os programas jornalísticos atuais. Trocamos informação de utilidade pública e notícias importantes, por porcarias e entretenimento que não mudam em nada a vida do cidadão. A mídia e os programas televisivos são capazes de tudo para elevar suas audiências e conseguir patrocínio de grandes marcas. A redução de estômago de uma jornalista é motivo de entretenimento e festa:





Em um programa jornalístico, coloca-se doses de humor, para reter público. Um apresentador de um jornal brinca com os repórteres por meio de apelidos pejorativos; põe-se a venda para desencalhar e encontrar uma namorada;  outra briga e forma barraco com convidado e "cai do salto", literalmente, em um programa ao vivo.






Entretenimento esse, que foi muito bem retratado por Sidney Lumet em Rede de intrigas (1976). 




Ainda há esperança


Ainda há esperança aos jornalistas que são homenageados essa semana. Nem todos são carniceiros, nem todos se aproveitam das dores alheias e nem todos se importam com audiência. Me policio todos os dias para não ser contaminado pelo mal do jornalismo. J-J


E aí? Essas coisas irritam vocês? O que mais te irrita?


#volteiapolemizar





Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 16 de março de 2016

Desabafo: A geração 7 a 1 Versus Rodrigo Hilbert

Parte da cena que "chocou o Brasil" | GNT


Iria falar do comportamento nojento da galera do PSDB cuja razão de viver é dar sobrevida ao PT e sua quadrilha canalizando toda voz opositora. Agora, falarei da frescura e da "indignação" dos internautas só porque o ator Rodrigo Hilbert matou uma ovelha para... Comer.

O acontecimento foi no canal de TV por assinatura GNT (antiga Globosat News Television). O resultado de tudo foi de textões no Facebook e até um abaixo-assinado pedindo a extinção do programa.

QUE ABSURDO! Olha, esta geração é a mais frescurenta e vergonhosa de todos os tempos que acredita que leite vem da geladeira, ou no máximo do supermercado. Uma geração leite-com-pera que se entope de alimentos sintéticos e sente uma fraqueza de um ancião de 90 anos mesmo tendo 20 no RG.


Você sabia?

Tanto Rodrigo quanto eu viemos de famílias numerosas e com o pé no campo, onde se tinha de plantar, colher e criar para comer e vender os frutos do trabalho na cidade grande. O tempo nos fizeram mudar os rumos da vida. Ele se tornou ator, e eu fui para o jornalismo.

Sai do campo, me adaptei ao meio urbano, venci na vida e não tem medo de enfrentar as intempéries. Hoje vejo em cada canto jovens urbanoides desanimados e derrotados com a vida. Não é à toa ver gente do campo dizer aos que voltaram da selva de pedra que "a cidade o estragou".

Até as mulheres daquela época eram mais corajosas, porém, mais femininas e maleáveis. Os homens eram mais viris, mais musculosos e mais seguros de si. Hoje vemos franguinhos sem coragem e com medo de dizer um "oi" às garotas porque perderam o senso de como se relacionar com as mulheres.

E isso se engloba no mundo alimentício: a Amil fez este vídeo mostrando que nossas crianças entupidas de plástico não conhecem os alimentos.




"Pedro, o que isso tem haver?" TUDO, CARA PÁLIDA! O choque de algumas pessoinhas da internet apenas respalda o vídeo anterior. Estão chocados com o óbvio. O que me deu mais raiva ainda foi o ator ter de pedir desculpas por fazer algo tão corriqueiro no mundo culinário.


Oi, gente! Em primeiro lugar, respeito as opiniões de todos vocês. Venho de uma família grande, igual a muitas outras...
Publicado por Rodrigo Hilbert em Segunda, 14 de março de 2016



Doentia animalista

Independente se é ou não veg(etari)ano, os animais e a natureza estão na Terra para servir a gente, e não o contrário. Hoje, vemos pessoas chocadas por um animal morto, mas relativizam sobre quando começa a vida humana. Ninguém percebe que esta sociedade está doente e não sabe distinguir, literalmente, alhos de bugalhos.

Mire-se nos seus avós: quantos viveram por muito tempo comendo carne? Meu finado avô se lembrava e (disse para mim que) estava nas Linhas Maginot e era muito arteiro. Eles se alimentavam bem, ao contrário desta geração. Quem contextualiza melhor isso é o vlogueiro Leonardo Olivaria, o Conde Loppeux de Villanueva.




E para terminar: que o bom senso seja recuperado

Que todo este carnaval de insanos se encerre o mais breve possível. Se tiver filhos, é bom que se mostre de onde vem os alimentos. Ir a uma chácara será educativo e interessante a elas. Hoje a vida de nossos pequenos se resumem ao bloco de apartamento. Quando crescerem e não conhecerem o óbvio vão se chocar com cada coisita de nada.

O mundo não é um arco-íris. As carnes não vem prontas da sessão de carnes do Carrefour, e nem o leite vem da geladeira. Arrisque-se mais! Tenha ousadia e não medo de lidar com o desconhecido.

Agora, para os frescos que se chocaram de ver uma ovelha ser morta, descascada, cortada, frita e moída deixo este vídeo para vocês. Vocês é que merecem um 7 a 1 eternamente até aprenderem o que é a vida.




Até mais, pessoal! J-J


Por: Pedro Blanche

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Peanuts e as coisas simples da vida



Um conceito que chamou-me a atenção quando soube do lançamento do novo filme do Charlie Brown e Snoopy foi o de Peanuts. De 1950 até 2000 o autor e cartunista Charles Schulz já utilizava esse título (conceito) para as suas tirinhas de jornal. 



A tirinha acima traz uma situação cotidiana entre Charlie Brown e Lucy. Nela, Charlie questiona o que fazer para se encaixar no mundo. Entre divagações e filosofias, Lucy chega a conclusão que não existem outros mundos e pede "carinhosamente" para seu amigo viver nesse.

Mas, então, o que vem a ser Peanuts? De acordo com Ulisses de Carvalho essa é uma gíria americana bastante conhecida que significa "mixaria". Ele utiliza o seguinte exemplo:

That’s peanuts compared to what I spend.
Isso é mixaria comparado com o que eu gasto.


Os americanos costumam usar essa expressão para coisas banais, de pouca importância e que não deveriam demandar nosso precioso tempo. Ou seja, situações cotidianas, minimalistas e simples. A tirinha acima mostra exatamente isso bem como a produção Snoopy e Charlie Brown Peanuts- O filme



O filme retrata situações simples da vida e a história de amigos que brincam, possuem desejos e sonhos comuns sem precisar de computador, videogame, celular, redes sociais ou qualquer outro aparelho eletrônico.

A produção tem como foco o amor platônico de Charlie Brown por uma garota ruiva e a aventura imaginativa de Snoopy de conquistar a cadela Fifi e ser um excelente aviador. Amor, relacionamento, amizade são retratados no filme sem muitos recursos subjetivos, embora com computação gráfica e efeito 3D, deixando a lição que não é preciso de muita coisa para ser feliz. Sonhar grande, através de pequenas coisas.

"O mais legal de tudo é que apesar da abordagem gráfica ser outra, com uma animação computadorizada em 3D, a ideia permanece a mesma, sem informática, celulares ou qualquer mídia social. A socialização ocorre de forma real e cara a cara. É nostalgia pura". (Cinepop)





3 lições peanuts

Foram várias as lições peanuts que pude extrair do filme, mas resolvi falar de 3 delas. 

1- Vida

Os personagens possuem várias personalidades e uma forma de ver o mundo e a vida. Será fácil nos identificarmos com seus dilemas, pois as situações vivenciadas por eles são comuns às nossas. O pessimismo de Lucy e a resiliência de Charlie para lidar com situações difíceis são um exemplo disso. 




2- Amizade

Todas as crianças são amigas, deixando o preconceito e os problemas de lado. Compartilhar divagações, participar de momentos alegres, ter lealdade e intimidade são algumas de suas atitudes. Charlie e Snoopy tem uma amizade duradoura e forte. Charlie e Lucy é o tipo de amigo "a gente se odeia, mas se ama". Enfim, para ser feliz nas amizades não é preciso muita coisa.





3- Amor


O primeiro amor, puro, genuíno e simples também é retratado na produção, tanto quando Charlie se apaixona pela "menininha de cabelinho ruivo", como quando Snoopy por Fifi. Amar é sublime, mas também é algo simples que precisamos fazer todos dias. Como bem retratado em Peanuts amar é saudável e não precisa de grandes coisas para provar esse sentimento. Como exemplo dessa lição peanuts cito: a cena em que Charlie Brown lê o livro Guerra e Paz para agradar seu amor platônico e devolve a caneta da menina ruiva e quando Snoopy salva Fifi do perigo. 

Ambos esses amores não correspondidos trazem uma lição:

"Um amor não correspondido pode ser o que [...] precisa para mudar a si mesmo. Uma experiência negativa com o amor pode fazer você se sentir indigno de ter o mesmo sentimento em troca – assim como Charlie Brown –, mas é importante saber encarar a situação com outro olhar". (Brasil Post)





Saber lidar da melhor forma com a vida, possuir amizades duradouras e fortes e amar, não importa quem, são coisas simples da vida que devemos colocar mais em prática. Talvez a lição peanuts mais importante, que eu ainda não falei, é saber viver a vida com simplicidade e nunca desistir dos sonhos, mesmo com os problemas e a incapacidade. Como bem Charlie Brown nos ensinou devemos ter dedicação, força de vontade e resiliência sobre o pessimismo para atingirmos os locais mais altos em nossas vidas. Voe de forma simples! J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A ficção científica mais divertida do ano, #sqn




No último dia 10, na premiação do Globo de Ouro - que é um esquenta para o Oscar que acontece dia 28 de fevereiro - um prêmio chamou a minha atenção: Perdido em marte, na categoria de Comédia/Melhor musical. Pensei assim: "Isso não é possível nem aqui, nem em marte". No dia que ouvi essa notícia, ainda não havia assistido a produção, mas tinha lido a respeito que se tratava de ficção científica, aventura, ou qualquer outra coisa do gênero, mas não uma comédia.

Depois da premiação, corri pra assistir ao filme. Ele tem uma boa história, personagens carismáticos, e de certa forma, é leve para a temática de sci-fi. A produção mescla o drama do personagem Mark Watney, com doses de humor - nada exagerado que pudesse classificá-lo como comédia. Aliás, se eu ri duas ou três vezes foi muito. Talvez o clima do filme seja bem humorado e leve, quando o astronauta Mark planta batatas e as rega com uma água criada por ele mesmo. Se eu fosse classificar o filme seria em drama ou ficção científica, como disseram no site UOL:

"É inexplicável o motivo de o filme ter entrado para a categoria de comédia/musical, já que conta o drama de um astronauta, vivido por Damon, que é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos. Sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra, ele deve sobreviver e esperar seus parceiros lhe buscarem".


Já na opinião de Douglas Lambert, da Folha, o filme está dentro da comédia sim:

"Esqueçam o espaço hostil de "Alien" (1979) [...] O futuro que o diretor Ridley Scott nos apresenta [...] é outro: divertido e cheio de esperança". 


Há um motivo para o filme ter ganho prêmio de Comédia/Melhor musical: ele é baseado no livro homônimo de Andy Weir, que é considerado livro de comédia.



Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.


Está aí o motivo do filme ter ganho o prêmio, mesmo a contra-gosto do próprio diretor em uma reportagem: o livro de Andy Weir.

O filme se arvora em muitas cenas hilárias do livro de Andy, que me deixaram otimista e arrancaram de mim (alguns) sorrisos, mas não durante o filme todo, nem em sua maior parte. Rodrigo Salem, também da Folha, cita algumas das cenas do livro:

"Em compensação, todos os ingredientes da obra [de Andy] estão presentes nesta produção [...]: a tiração de sarro com a disco music e séries dos anos 70 - único material deixado como entretenimento em Marte -, frases de efeito espertinhas ("Toma essa, Neil Armstrong"), clima otimista e a personalidade leve do astronauta botânico levado com perfeição por Damon. "Perdido em Marte" não é filme de Oscar, mas é a ficção científica mais divertida do ano"


Na verdade, Rodrigo só errou na última parte da sua colocação: Perdido em Marte concorrerá ao Oscar, sim, dia 28, na categoria de Melhor filme. Talvez uma categoria correta para um filme que foi considerado de comédia. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Uma opinião sobre disciplina de filhos

Antes do JJ entrar de férias, pedi aos queridos leitores que mandassem ideias de pautas e temas para discutir no retorno do hiatus. A leitora Jeice Cruz mandou uma sugestão:

Seu desejo é uma ordem!


A notícia que Jeice Cruz se refere, foi veiculada no G1 no dia 03 de janeiro, com o título Homem raspa cabelo da filha de 12 anos e é preso na Serra, ES. Primeiramente, quem sou eu para julgar a forma como pais educam seus filhos. Cada um educa da forma que achar correta. Uns na base do diálogo, outros por meio de correções corporais. Em minha opinião não existe jeito certo de educar. Eu já apanhei para ser corrigido e não tenho trauma disso. 

Contudo, preciso admitir que alguns pais optam por métodos violentos e humilhantes, que não ajudam em nada no desenvolvimento do caráter e personalidade dos seus pequenos. Existe uma diferença imensa entre "corrigir com a vara" e "deixar marcas com a vara". Progenitores não sabem a medida certa da correção e depositam toda sua raiva, rancor e frustração em seus filhos. Eles acham que quanto mais doer, mais serão corrigidos e aprenderão. Mal sabem eles que quando uma criança é disciplinada ela chora mais por conta da correção, do que pela dor. Então por que deixar marcas?

O caso do pai e da filha que pintou o cabelo de papel crepom é bem mais grave. Não foi apenas danos físicos, quando seu pai raspou seu lindo véu encaracolado, mas também psicológicos. O pai queria puní-la, mas somente viu aquele momento. Será que ele parou pra pensar o tempo que levará para o cabelo crescer novamente? Ou então, como sua filha está psicologicamente? Não. Até porque, como diz no ditado: "Quem bate esquece. Quem apanha jamais esquece"


Como você corrigiria esse filho que sujou a parede com mãos com tinta?


De fato, todas as vezes que apanhei jamais me esqueci, mas não guardo mágoa e rancor da minha mãe. Eu lembro dessas correções físicas como benéficas para o meu caráter. A menina, por sua vez, também se lembrará desse episódio, mas só ela sabe as marcas que seu pai deixou em seu psicológico.

Sou a favor da correção, não do vexame ou humilhação. E para mim, essa garota foi humilhada por seu pai. Ele não deveria ter tomado uma atitude tão drástica, sabendo que o cabelo de uma mulher é algo "sagrado". 


Comentário de leitor na notícia do G1.



Se ele queria corrigí-la, que procurasse outra forma para isso. Embora eu tenha algumas reservas quanto à não-gravidade de uma menina pintar o cabelo de papel crepom - até porque dois dias depois se lava e aquilo sai - se ele julgou importante aplicar a disciplina, que ele até batesse, colocasse de castigo ou utilizasse a "pedagogia dos cortes", mas que não fizesse o que fez.  

Emerson, você tem probleminha? Preferia que o pai batesse em sua filha ao invés de cortar o cabelo? Sim, de acordo com o que falei até agora, preferia sim, conquanto que não deixasse marcas graves na garota. Até porque, perder o cabelo irá trazer mais prejuízos a ela que qualquer atitude.


Juízo final: tapa na cara ou corte de cabelo?


Ele poderia optar pela não-violência total também. Deixar ela "de cara pra parede" como meu pai deixava meus irmãos (mas não a mim porque eu era bebê demais), proibir ela de sair pra casa das amigas e deixá-la trancada no setor habitacional.

E por último, a "pedagogia dos cortes". "Ficar sem uma coisa, por causa disso e disso". Bem eficaz e causa efeitos corretivos. O pai poderia dizer: "Você vai ficar sem redes sociais, sem Whatsapp, porque pintou o cabelo de verde com papel crepom". Ela ia sofrer, se escabelar - hoje ninguém vive mais sem redes sociais - mas iria ser corrigida. Ao utilizar essa metodologia, o pai não poderia deixar de explicar os motivos pelos quais a filha iria ficar sem as redes sociais. Isso é muito importante.

Porém, como disse, quem sou eu para julgar como um pai deve corrigir seus filhos? Eu, quando for pai, optarei por outras formas de correção, que não a violência corporal. Tem muitas formas eficazes para disciplinar os meninos e livrá-los do perigo de tornarem-se maus, violentos e caras de pau. 

Contudo, há aqueles que optam por não corrigir seus filhos, o que os deixam sem limites, rebeldes e indisciplinados. E aí também está um grande perigo: um filho que não respeita os pais, que não está debaixo de uma autoridade, sofrerá muito depois. A própria sociedade irá corrigí-lo, e não será de uma forma branda.

Com o rei na barriga. O perigo de não corrigir os filhos. I JW



Juízo final: comentários extremistas e um válido

Esse é o meu ponto de vista sobre o fato, mas a Jeice Cruz também disse que "houveram muitos comentários machistas, mas também muitos feministas" na notícia reportada. Pude constatar isso bem. Leitores que foram a favor do pai; outros da menina. Alguns dos depoimentos foram extremistas, com alto teor de julgamento e falta de compaixão. Já outros, compassivos.

O comentário abaixo me revoltou por ser extremamente machista. Parece que não é um pai que está falando, mas "um machão da esquina". Você pode corrigir sua filha, mas chamá-la de "vagabunda" e expor sua força de macho, não.


Uiii! Que macho!


Já esses, mostram como o pensamento dos homens ainda está retrógrado. Mulher tem que ficar em casa e não pode passear com amigas. Sendo que ela poderia ser uma mãe que desse assistência a sua filha, mas também que vivesse uma vida normal. Mulher não pode fazer nada, mas homem, sim. Até raspar o cabelo da filha.



Lugar de mulher é dentro de casa.




E olha o que você fez com a responsabilidade do pai sobre a filha...



Além dos comentários, que defenderam a menina e seu cabelo, a opinião abaixo chamou-me a atenção, por ver a situação com sensatez e sobriedade. 



 Comentário sensato.



Talvez o meu posicionamento sobre o fato mostrou que sou feminista, mas a questão, ao meu ver, não é estar do lado dos machos alfas ou das mulheres. A notícia não deveria ter gerado guerra de gêneros de forma alguma. Deveria ter gerado reflexão, se a atitude do pai foi correta, ou não. Creio que eu esteja não do lado do feminismo, mas da análise crítica sobre o fato. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O renascimento no natal

Há uma saída para as tristezas do final de ano.


Do fundo do coração, pelo menos uma vez você já sentiu um sentimento de vazio, um frio cortante quando chega o Natal? Eu já. É quando se cria em nós um sentimento de solidão, de que não deu tempo para fazer o que se deve. E as coisas pioram nestes novos tempos de individualismo negativo – sim, eu acredito que há um lado positivo – e de apatia. Não tem ninguém para te fazer companhia nesse frio pessoal.

Foi assim comigo por dois anos após a morte de minha esposa. Já passei por ideias tenebrosas que envolvia abreviar minha vida por completo. Mas a cura foi o foco no trabalho, no meu filho e na solidariedade de parentes e amigos. Eu renasci no Natal. E para quem não tem esse último citado? Como se sobressair perante esse lado sombrio e não propagado por aí? Ninguém fala dessa solidão nesta época.

ATENÇÃO! De claro advirto que aqui não é um centro de autoajuda, se “conselho” desse certo seria vendido e não dado.


Foco, besteirinhas e amor próprio

Advinha que desenho é esse! Eu assisto para passar a tristeza e o tédio no Natal.


É assim que me viro quando chega a época do Natal. Arranjo qualquer coisa para ocupar a mente: conferir o telhado de casa, limpar uns objetos que ficou uns meses sem tratamento, consertar o encanamento ou a fiação elétrica. Isso eu chamo de Foco

Quando termino de fazer as coisas, assisto filmes, séries e programas de humor. Vi e estou assistindo de novo uma série de desenho animado engraçada e divertida (que em breve falarei dela). Relaxa-me muito e alivia a tensão. Isso eu chamo de Besteirinhas

E o mais importante: me presenteio e busco ter mais atenção a minha pessoa. Se estou só por que vou me estragar e esfarelar? O único prejudicado sou eu. Então busco alcançar o que chamo de Amor próprio.

É, pode parecer dicas bobinhas, mas é a válvula de escape para renascer no Natal. O ano está acabando. Tente se livrar deste sentimento de vazio, de frio sentimental. O importante é manter a mente ocupada com coisas boas e estimulantes. De resto, desejo a todos um feliz Natal. J-J




Por: Pedro Blanche

domingo, 20 de dezembro de 2015

E daí que Papai Noel não existe de verdade?

Hoje começamos uma série especial de 7 posts chamada Semana do Natal.




O Papai noel dos Correios é uma campanha de final de ano da maior empresa de entregas do Brasil, o Correios, que acontece há mais de 20 anos em 28 diretorias regionais. O projeto tem como finalidade atender os pedidos de crianças que enviaram suas cartas ao Papai Noel. Com o espírito natalino, de solidariedade, crença e sonho, os voluntários e as crianças fazem dessa data, uma data mágica.

Quando crianças, acreditávamos em papai noel. Ao crescermos, somos racionais, e cremos somente no visível. A campanha faz renascer essa fantasia. As crianças escrevem com o intuito de receber alguma resposta, algum presente. O ato de adotar uma carta, faz com que se alimente esse sonho, fazendo acreditar em algo mágico, lúdico, fantástico. 

Algumas crianças nunca receberam um brinquedo. Muitas delas, nem receberam um feliz natal. Outras, tiveram sua imaginação interrompida, quando ouviu: "Papai noel não existe, inocente. Ele não mora no pólo norte, não tem barba branca, nem usa roupa vermelha. Ele simplesmente não existe". Você já parou pra pensar quantas crianças pobres, moradoras de rua, que não podem sonhar, porque a realidade não permite?



Aí chega o Papai noel dos Correios, para mudar um pouco essa realidade. E adota cartas de crianças sonhadoras, carentes e faz parcerias com escolas, creches e instituições beneficentes, e me faz crer em um mundo melhor, em pessoas que fazem o bem, sem pedir nada em troca, apenas para fazer uma criança feliz.

É como se o mundo tivesse algo de bom ainda. É um contraponto para injustiças sociais, trabalho infantil, assédio sexual de menores, e tantas coisas horríveis que existem. E daí que Papai Noel não existe de verdade? O que importa, vai além de uma crença e comprovação. É a finalidade que interessa. Vale a pena alimentar o sonho de uma criança. Vale a pena vestir-se de roupa vermelha, barba branca e rechear um saco vermelho cheio de presentes. Vale a pena colocar um brinquedo na meia do seu filho de madrugada e fazer com que ele acredite que o bom velhinho passou por ali.

O problema é que deixamos de sonhar. E além de deixarmos de sonhar, não permitimos que os outros sonhem. A comprovação científica pode acabar com tudo. É como se você precisasse ir ao pólo norte, pra dizer que o papai noel não existe. Ele de fato não existe, mas o espírito natalino está aí. Precisamos compartilhar alegrias e dividir sonhos. J-J









Por: Emerson Garcia

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dois casos de homofobia



O universo LGBT já foi pauta de vários posts no blog. Alguns deles foram feitos para questionar o preconceito e a homofobia quanto a causa. Outros, para criticar as atitudes desse grupo. Tudo isso pra não mostrar somente um lado da história. Hoje irei refletir especificamente sobre a homofobia, e as duas maneiras que elas podem aparecer. Uma, motivo de proveito; outra, criminosa.

Quando falei sobre homoafetividade no post Dom de reportagem: Além do arco-íris, uma frase que ficou muito marcada foi: “Às vezes os homossexuais não se dão o respeito”, de Rodrigo Cristiano*. Só para contextualizar os episódios que falarei a frente, preciso dizer que todos possuem não somente direitos, como deveres. A frase "O direito de um ser humano termina quando começa o do outro" fará muito sentido nesse post, bem como reconhecer seus limites e atitudes.

O episódio de proveito aconteceu aqui em Brasília, quando dois primos fingiram um relacionamento homossexual, e foram vítimas de uma suposta atitude homofóbica. O episódio criminoso foi visto por mim na série Queer as Folk (já falada no blog), em que Melanie e Lindsay são vítimas de homofobia em um hospital. Irei detalhar esses episódios mais a frente, mas preciso considerar algumas coisas sobre homofobia.


Homofobia

"[...] Casos como esse refletem o sentimento de intolerância para com pessoas homossexuais, ao qual se dá o nome de Homofobia. Homo: mesmo sexo; Fobia: pavor, medo. Medo ou pavor de pessoas que se relacionam com o mesmo sexo. Essa nomenclatura só tem esse título por conta de agressões físicas e verbais a homossexuais. Ou seja, denegrir o outro por meio de tapas, empurrões, socos, pontapés, xingamentos". Abra a mente, ao invés de fechar os punhos


Eu vi (e vejo) a homofobia dessa forma. Não é só agressões físicas que podem ser consideradas atitudes homofóbicas, mas também agressões verbais, xingamentos e ofensas. No site Guia de direitos exemplifica-se os tipos de intolerâncias que podem ser delicadas, sutis e talvez inofensivas, como:

"o agressor costuma usar palavras ofensivas para se dirigir à vítima ou aos LGBT como um todo;
é comum o agressor fazer uso de ofensas verbais e morais ao se referir às minorias sexuais;
a agressão física ocasionada pela homofobia é comum e envolve desde empurrões até atitudes que causem lesões mais sérias, como o espancamento;
o agressor costuma ficar mais agressivo ao ver explícitas demonstrações amorosas ou sexuais que fogem ao padrão heteronormativo (por exemplo: mãos dadas, beijos e carícias)".


Atitudes homofóbicas batem de frente com o que diz na Constituição Federal. No artigo 3º, inciso IV da Constituição fala-se da promoção do bem de todos, independente de origem, raça, sexo, cor, idade, e qualquer outro tipo de discriminação. A Constituição não conceitua que a homofobia é crime textualmente, mas leva a crer que "qualquer outro tipo de discriminação" a inclua. De acordo com o site Significados, acerca da homofobia:

"A homofobia pode ser contemplada como uma outra forma de discriminação, podendo ser classificada com um crime de ódio, podendo e devendo ser punida".




Leis foram criadas para contemplar o grupo LGBT, como a aprovação e regulamentação do casamento civil gay e a legalização de casamentos em cartórios, sujeito a penas, caso os juízes de direito se neguem a realizar a cerimônia.

Outras leis, como a PLC 122 foram arquivadas por distorcer um pouco o sentido da homofobia. Nela, criminalizava-se a discriminação motivada apenas na orientação sexual ou na identidade de gênero. 


A farsa da 'Terça do casal'

Michael Nascimento é assumidamente gay. Em uma promoção de um cinema daqui de Brasília foi com seu primo, que é heterossexual. Para conseguir desconto no ingresso, ele passou-se por namorado de seu primo e diz ter sofrido homofobia porque o atendente pediu para que se beijassem. Juízo final agora: Michael e seu primo sofreram homofobia ou não?

Para o G1, eles sofreram. O G1 não diz explicitamente, mas vitimiza Michael a todo momento da reportagem, mostrando somente seu lado, e não discute a atitude da mentira e do proveito. Para mim, as pessoas tem que parar de vitimizar-se e ver onde o problema está. Como pedir respeito e acabar com a homofobia, por meio de mentira e corrupção, queridos?! O mundo está tão estranho que admite-se a mentira em prol de um fim proveitoso. 

O caso de Michael te deu pena? Em mim nenhum pouco. I G1


Vou analisar o caso primeiro como se o casal fosse falso e depois se o casal fosse verdadeiro.


Casal como se fosse falso

“Eu apontei para o meu primo e disse que ele era meu namorado. O atendente se surpreendeu e perguntou se estávamos de sacanagem. Quando achava que o preconceito não poderia ser pior, ele nos mandou dar um beijo na boca. Eu sou gay e fiquei perplexo com tamanha homofobia”, disse Michael Nascimento.


Para o atendente 'se surpreender', como a vítima relata, é porque ele viu algo de suspeito no casal. Talvez eles não tinham química, ou seria apenas um namoro de fachada. E quando o atendente disse para se beijarem, é porque queria confirmar. Daí como era um casal falso, a vítima alegou homofobia e preconceito.


Casal como se fosse verdadeiro

Sim! Nesse caso a atitude do atendente poderia ser tida como homofóbica. Pedir para um casal homossexual se beijar pode ser desrespeitoso e preconceituoso. A homofobia poderia ser considerada por ofensas verbais, como as frases "vocês estão de sacanagem" e pedir para dar um beijo na boca.


Homofobia criminosa em um hospital

Veja a cena abaixo. Preciso de um juízo final: Melanie e Lindsay foram vítimas de homofobia?




A cena é idêntica dos pseudos namorados da Terça do casal. Um casal de lésbicas leva seu filho para ser atendido em um hospital, e a atendente diz que "somente a mãe da criança poderia entrar". Elas alegam que ambas são os pais do menino e tanto o enfermeiro como a atendente do hospital agem com preconceito.

"Qual de vocês é a mãe?" e "Vocês possuem documentos de adoção?" são as perguntas que o enfermeiro pergunta em tom homofóbico, além de dizer para a outra mãe que ela deveria esperar na recepção. 

Melanie percebe que sua mulher esqueceu do cobertor do bebê, e pede a atendente para entregar. Ela a trata com discriminação ao dizer "Senhor... ou seja lá o que você for, eu acredito que já ficou claro para você que apenas os tutores legais da criança são permitidos para ficar com ele". Melanie fica furiosa com a atitude e a xinga, dizendo: "Sua buceta homofóbica impertinente"

O decorrer da cena é bem reflexivo e dramático, mostrando a diferença de tratamento da mãe lésbica da criança e do seu pai biológico. Uma cena que mostrou a homofobia como tal, e pode ser considerada verdadeira, ao contrário do caso anterior.


Dois casos de homofobia

Nem tudo que se diz que é homofobia, de fato é, como pude mostrar nesses dois casos. Espero que tenha deixado claro as configurações dessa atitude criminosa.

Dois casos de homofobia. Um pautado em interesses, mentiras, que visa somente os direitos e não preza pelo respeito, de nem mesmo das pessoas que se julgam vítimas de homofobia. O outro, pautado na verdade (mesmo que em uma cena ficcional), na denúncia, no preconceito, e no drama que os homossexuais vivem todos os dias.

Com toda a sinceridade, não senti pena hora nenhuma de Michael e seu primo. Não sou hipócrita e 'bonzinho'. Não passo a mão na cabeça de nenhum hétero ou homossexual se perceber inverdade em suas ações. Senti, sim, dor no peito, vontade de chorar e de compartilhar dores, na cena de Melanie e Lindsay. Os seres humanos deveriam ser tratados com igualdade. É assim que eu penso, e ponto final. J-J


Por: Emerson Garcia
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