domingo, 31 de outubro de 2021

Campanhas publicitárias e logos geniais sobre o 'Outubro Rosa'

O mês de outubro finaliza hoje (31) e também a campanha Outubro Rosa. Contudo, a campanha só é concluída de maneira informal, já que a prevenção contra o câncer de mama deve durar todos os dias e meses. Essa é uma campanha que mobiliza todos os setores da sociedade. Um deles é a área publicitária, com campanhas e logos geniais sobre a temática.

Foi então que tive a ideia: por que não falar de empresas que modificaram suas logomarcas esse ano de 2021 para a campanha do Outubro Rosa?! Ou então, porque não falar de campanhas publicitárias com o tema que chamaram a minha atenção?! Mas claro, o conteúdo tinha que ser recente, mais precisamente deste ano - 2021. 

Em pesquisas na internet encontrei algumas logos de marcas que foram modificadas, são elas: Manaahim - Elegância & Estilo, Avon, Prefeitura de Aracatu e MM's que criou uma campanha sobre o Outubro Rosa, uma arte e até mesmo disquetes na cor rosa! Abaixo, falo de cada uma dessas marcas que modificaram seus layouts e aparências por conta de uma causa nobílissima!


Manaahim - Elegância & Estilo



A loja goiana de moda e roupas femininas modificou a sua logo (Veja seu Instagram aqui) - um "M" formado por duas hastes na aparência de "A's" com dois círculos na parte superior - o "banhando" na cor rosa choque. O efeito final ficou incrível e demonstrou a luta à causa de forma minimalista. É válido lembrar que o símbolo forma tanto a letra "M" de "Mana" como a "A" de "Ahim". Veja abaixo como é o logo original da empresa:
Perceba que as cores originais da empresa são a cinza grafite e a dourado. 

É interessante mencionar que até mesmo os destaques do Insta da loja foram modificados esse mês, combinando com a logo rosa e o propósito do Outubro Rosa. Confira:




Avon



Este ano o Instituto Avon promove a campanha Todo mundo tem peito. Cuide do seu (saiba detalhes aqui). A iniciativa conta com diversos movimentos com o objetivo de fomentar o debate público sobre os cuidados e os direitos acerca do câncer de mama. A organização afirma o investimento de mais de R$ 90 milhões em 182 projetos direcionais à causa do câncer de mama, impactando mais de 3,8 milhões de pessoas

A arte dessa campanha está simplesmente incrível e apresenta imagens de mulheres de cores, raças e corpos diversos e a logo da Avon com o laço rosa. Uma arte bem colorida e pop. 


Prefeitura de Aracatu
A Prefeitura de Aracatu (BA) também aderiu ao movimento . A logo rosa choque ganhou espaço nas redes sociais da prefeitura durante todo o mês de outubro deste ano. 

Esse mês a prefeitura também realizou, nas redes municipais de saúde em Aracutu, diversas ações voltadas à prevenção do câncer de mama e do colo de últero, como a coleta de preventivos, testes rápidos, palestras, solicitação de mamografia, entre outras atividades.

A prefeitura criou ainda uma arte sobre o Outubro Rosa com a logo rosa pink. Veja:



A logo original da prefeitura era quase toda na cor verde-água, com detalhes em verde-limão. Confira:



MM's


No mês de outubro o MM's ficou literalmente rosa. Tal ação foi em parceria com a Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama). Essa edição especial dos disquetes rosas está nas lojas físicas e na Americanas. Mas atenção: é uma edição totalmente limitada!

Confira abaixo vídeos e posts do MM's cor de rosa no Instagram da marca!

 


O design da campanha é todo na tonalidade rosa, além de trazer uma mascote da MM's feminina, posuda, com lábios carnudos, glamurosa e até mesmo com botas estilosas. Confira:



Essas foram algumas das campanhas publicitárias e logos geniais sobre o Outubro Rosa deste ano. Que essa campanha possa durar para sempre de fomar criativa, interessante e informativa. J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 30 de outubro de 2021

Rádio Bagaralho: Programa 'Na trilha' #4


Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento da Bomboniere Beijo Doce vai começar agora o programa Na trilha. Bora trilhar ao som de boas músicas e sentimentos bons? Para este programa selecionei as músicas de alguns filmes. Espero que gostem como eu gostei de selecionar.


De volta do futuro



Curtindo a vida adoidado




Flashdance



Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Peço que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir, pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram (@radiobagaralho). J-J


Por: Arthur Claro

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

5Q: Modo avião

Pode conter spoilers!






Moral

O que você faria se ficasse sem sinal de celular, sendo uma influenciadora digital? O filme ensina que há um mundo a ser descoberto, longe de 'espelhos negros'.

Cena boa

Gostei muito da forma em que as cenas iniciais foram desenvolvidas, mostrando que a personagem dependia avidamente de internet e redes sociais. 

Cena ruim

Todas as cenas que envolvem a personagem Ana e seu par amoroso. Simplesmente eles não ornaram como casal romântico. Esperava mais. 

Perfil

Ana é uma influencer digital viciada e apaixonada em internet e redes sociais, que vê sua vida mudar quando recebe uma punição por ter batido o carro por estar (Adivinhem?!) mexendo no celular! Como punição, ela vai passar uns dias na casa de campo do seu avô, que mal conhece. E agora, como ela passará esse tempo? Será um tempo de descobertas bacanas, interessantes (E chocantes!) para Ana.

 

Opinião

Comédia nacional da Netflix, que só por ser desse serviço de streaming já vale a pena ser assistida (E que dane-se que tem Larissa Manoela no elenco!). Modo avião tem uma trama rasa, mas que creio que todos podem se identificar. Apesar dos clichês do longa, ele chama a atenção na medida do possível. O final traz aquela lição bacana, além de revelações curiosas. Vale a assistida. J-J




Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Quinta de série #serieteners2 #9: Pandemic

Pode conter spoilers!



É, falta pouco para finalizar o #serieteners2 - coronavírus em pauta. A série de hoje é a penúltima e daqui 15 dias finalizo esse especial que tanto amo fazer. A produção dessa edição é a série documental Pandemic - How to prevent an outbreak (Em português, Pandemia - Como prevenir um surto) da Netflix. Ao contrário do que possa parecer, ela não falou, ao menos não diretamente, da pandemia do coronavírus, mas construiu e preveu o cenário caótico que vivemos até os dias de hoje. A produção foi lançada no início de 2020, em 22 de janeiro, meses antes de eclodir a COVID-19.

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Com uma temporada, de 6 episódios no total, sendo que cada capítulo possui em média 50 minutos, a produção foi destinada em exibir a atuação dos profissionais na linha de frente do combate ao vírus da gripe (Discorre sobre a eclosão do ebola, Influenza, H1N1, SARS, MERS, entre outros vírus), a partir do instante em que oferecem atendimento e socorro às pessoas doentes até a corrida para o desenvolvimento de vacinas eficazes. Parece um cenário totalmente desconhecido por nós, não é? Mas só que não. A série soube falar desses vírus com muita propriedade, sendo que algumas (Algumas não), inúmeras situações são bem familiares. A série traça um percurso de como chegou-se na disseminação desses vírus, como a gripe aviária e suína, passando pela pandemia da gripe espanhola, e como uma nova pandemia poderia ser evitada. Mas, spoiler: não conseguiu-se evitar o pior!

A produção viaja para países e localidades, onde diversas pandemias eclodiram. A série tem gravação na República do Congo, Índia, China e Estados Unidos, por exemplo. Além disso, apresenta diversos especialistas importantes na área da saúde e ciência, tais como Syra Madad, Ron Klain e Raghu Sharma. 


A docuserie conta com seis episódios, são eles: Ela nos caça; A pandemia é agora; Procure, não esconda; Apegue-se às suas raízes; Rezas podem funcionar; e Não parem agora. Ela nos caça é o episódio de abertura que mostrou como médicos dos EUA e da Ásia lutaram com a gripe com a população, ao passo que exibiu como pesquisadores correm contra o tempo para desenvolver uma vacina mundial. É uma introdução muito bem feita que apresenta os vírus com certa consistência e profundidade.

A pandemia é agora apresenta a intensificação das campanhas de vacinação, a imunização da população contra o ebola na África e contra a gripe nas prisões entre a fronteira EUA-México. Também é um excelente episódio que mostra a realidade e o sofrimento das pessoas em momentos dramáticos e apreensivos.

No terceiro episódio, cientistas examinam animais, como porcos, aves e morcegos e seus cuidadores contra novos vírus. Nos EUA e na Índia, médicos possuem longas jornadas de trabalho no tratamento de pacientes com gripe. Este é um dos meus capítulos preferidos.

Apegue-se às suas raízes mostra o discurso negacionista e antivacina que provoca discussões acaloradas no Congo entre médicos e profissionais de saúde. O episódio também mostra que apesar dos cortes de verbas nos EUA, pesquisadores realizam avanços em território guatemalense. 

Rezas podem funcionar é um dos meus capítulos prediletos por trazer a temática principal de doenças e fé. Será que ambos assuntos podem caminhar juntos? O episódio, assim, mostra que o sentimento de família e fé colaboram com médicos e defensores da saúde em encarar um difícil caminho na luta contra o vírus da gripe.

O último capítulo discute o sucesso de alguns em detrimento de outros, que surtos virais continuam em crescimento no mundo e a eminência de uma pandemia, que é essa que vivemos atualmente. 

É interessante que a série trouxe a figura importante de Bill Gates, que ajudou no financiamento de curas e vacinas de diversas gripes até então. Bill Gates também aparece, meses depois, em outra docuserie Coronavirus: explained (já falada no especial #serieteners2 aqui). Foi uma das predições mais surpreendentes que poderia existir. Quem diria que o entrevistado Bill Gates de Pandemic, seria entrevistado meses depois em Coronavirus: explained?! Achei um efeito bem Os Simpsons, se é que o leitor me entende.


O que mais médicos, virologistas e pesquisadores afirmam em Pandemic é sobre a inevitabilidade de uma pandemia. Esta seria algo inevitável de ocorrer novamente. Os cientistas esperavam um vírus tão letal e devastador como a gripe espanhola, que acarretou na morte de mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Eles já sabiam que iria acontecer, só não sabiam como e quando. Isso me fez lembrar no surgimento da pandemia da COVID-19 no final de 2019 (No Brasil ela surgiu em março de 2020), quando uma cientista, que não me recordo o nome, declarou: "Essa é a pandemia que estávamos aguardando. Essa é a grande pandemia". E o fato é que ela tem sido a maior pandemia de todos os tempos! 

A série, então, tem como ponto de partida a investigação, dúvidas e hipóteses se a sociedade estaria preparada para uma pandemia dessa estirpe e o esforço de profissionais da saúde para tomar medidas preventivas e satisfatórias. Contudo, mesmo com toda a previsão e esforço, o fato é que o mundo em peso não estava preparado e não soube como agir, pelo menos a maioria dos países e localidades, com essa grande pandemia. 

Pandemic foi lançada no mesmo timing em que o coronavírus surgia na China e passava a assustar todo o mundo. Para uma das produtoras, a médica Sheri Fink, a série foi pensada a partir de duas coisas: primeiro, para apresentar informação de qualidade às pessoas em um tempo muito difícil e complicado; e segundo, por conta da ciência que a produtora possuía do estrago que um novo patógeno causaria. Para ela, Pandemic, gravada em apenas cinco meses, ajudou na contribuição da informação e prevenção de surtos, como o do novo coronavírus. A série atraiu atenção especial da mídia por ser bastante profética e por ter sido lançada em meio à pandemia de COVID-19. 

A série é riquíssima em seu enredo ao acompanhar os personagens em suas rotinas diárias, nos hospitais, laboratórios, nos criadouros de aves, nos tribunais e no campo de campanhas de vacinação contra a gripe. A docuserie optou, ao invés de fazer uma produção sobre a pandemia da gripe com um grupo de especialistas falando sobre a doença com imagens de arquivo e gráficos repletos, fazer algo com as pessoas nas linhas de frente, que representam o agora e o que está sendo realizado. Essa foi uma opção para que os telespectadores compreendessem o que seria a pandemia de influenza e as armadilhas que ela carrega. A produção trouxe isso de uma forma atraente e interessante. 

Produzida pela Zero Point Zero Productions (ZPZ), Pandemic foi apresentada à diversos canais, mas foi a Netflix quem comprou os seus direitos. Jeremiah Crowell, produtor executivo da ZPZ e um dos idealizadores da série, disse que acompanhar os personagens de forma subjetiva, deixou o documentário mais realístico e concreto do que investir em entrevistas tradicionais. 

O roteiro de Pandemic apresenta hospitais cheios, operando no limite e altos índices de contaminação. Ou seja, uma realidade bem palpável e sem filtros. Quando os produtores começaram a trabalhar na docuserie, perceberam as fragilidades do sistema de saúde mundial, mas também o trabalho lindo de verdadeiros heróis e salvadores da vida. Mais do que uma série de bastidores, ela apresenta vários pontos de vistas e ideias conflitantes sobre o tema da pandemia, além do trabalho árduo na prevenção ao ataque de patógenos. 

A série mostrou que o mundo não estava perfeitamente preparado para uma nova pandemia, mas que há formas de preparação. A produção também reiterou que sempre novos patógenos mais letais podem ser criados, mas que há a possibilidade de lutar contra eles, com o trabalho da ciência, em diagnósticos e vacinas. 


Pandemic foi filmada ao longo da temporada de gripe entre 2018 e 2019. A série apresenta cenários hipotéticos e de simulações, como a de uma equipe de profissionais da área médica que se equiparam de proteções da cabeça aos pés para testar sua prontidão para um grande surto de gripe em Nova York. Outro cenário hipotético é o de um único viajante que chega de avião em Nova York e como esse fato desencaderia um surto avassalador que, em semanas, incapacitaria a cidade. Será que essas simulações soam familiares com a realidade que vivemos?

No quinto capítulo, os pesquisadores mostram resultados de testes em porcos eficazes, bem como o financianamento de uma vacina universal prevista para 2025. Contudo, os testes em humanos ainda não haviam sido realizados. A série não mostra, contudo, a resposta científica ao novo coronavírus. 

Pandemic tem a classificação de 14 anos. E se você acha que a série é aterrorizante, está errado. Na verdade, o espectador sai é com esperança da mesma. Até a última série de #serieteners2 daqui 15 dias! J-J 

 


 


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Esperança rosa

Estamos chegando ao final de outubro, mês este dedicado às mulheres e denominado de Outubro RosaEste mês serve para alertar a todas as mulheres sobre o câncer de mama.

Todos os anos faço meus exames de rotina, e entre eles está a mamografia. Isso ficou mais rotineiro após minha mãe ter sido diagnosticada com um câncer na coluna, que provavelmnente começou na mama. Ela faleceu em 1999, após cinco anos de muita luta e várias radio e quimioterapias.

Gostaria que todas as mulheres, independente de nível social, tivessem a mesma oportunidade que eu tenho. Que realmente o governo colocasse mais dinheiro e empenho em insumos e aparelhagem para detectar o tumor com celeridade e o tratamento com eficácia e êxito.

Infelizmente o que vemos são mulheres falecendo ou tendo de ir aos meios de comunicação para denunciarem o descaso do governo para com a saúde dos cidadãos.

Espero um dia não ter notícias sobre morte e sim, "vida"! Esperança de dias melhores. J-J


Por: Rita Andrade, especialmente para JOVEM JORNALISTA

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Entre frames #53: Kiss Me More - Doja Cat ft. SZA



"(Can you kiss me more?) We're so young, boy We ain't got nothin' to lose, oh, oh (It's just principle) Baby, hold me 'Cause I like the way you groove, oh, oh". Será que o leitor já ouviu esses versos?! No Entre frames de hoje analiso o clipe Kiss me more de Doja Cat ft. SZA. Lançado no dia 09 de abril de 2021, o clipe já conta com 226.671.109 visualizações, 3,4 milhões de curtidas e 83 mil descurtidas. Kiss me more tem direção de Warren Fu (responsável por Levitating de Dua Lipa, já falado aqui, e especialista em efeitos visuais - foi ele quem trabalhou nos efeitos de Star Wars e no reboot de Star Trek), produção executiva de Sara Nix, produção de Whitney Jackson e execução da RCA Records. O vídeo conta também com a interpretação do ator Alex Landi, o médico Nico na série Greys Anatomy.

Alex Landi interpreta um astronauta que pousa, sem saber o motivo, no fictício planeta chamado Planet Her. Traduzindo, fica Planeta delas, um ambiente cor-de-rosa habitado apenas por mulheres sensuais e sedutoras. Doja e SZA interpretam duas alienígenas que seduzem o astronauta bonitão. O clipe funciona como um curta metragem de ficção científica, carregado de uma estética espacial e com referências incríveis da cultura pop, incluindo a franquia Matrix. Com um aspecto futurista, o clipe possui tons róseos, sépias e neons; muitos efeitos visuais; movimentos incríveis de câmera; figurinos e looks ousados; muita sensualidade e erotismo; e tecnologia. O final do vídeo é surpreendente e te deixará de boca aberta. Confira! 


Vamos às minhas considerações agora?!


Estética



Um dos aspectos que mais gosto de analisar em clipes é o visual, a paleta de cores do vídeo. Kiss me more tem uma das paletas de cores mais lindas que já vi. O clipe foi todo construído com base na cor preferida da cantora Doja Cat - o rosa! Do início ao fim essa tonalidade está presente, assim como suas variações, são elas: tons róseos, pasteis e neons. Os efeitos, figurinos e até a ambientação possuem uma tonalidade estonteante.

O planeta extraterrestre das garotas é incrível e maravilhoso justamente por conta de sua paleta de cores. E quando há a junção de filtros de cores em tom rosa, lilás, roxo, azul e rosa bebê, então? É de encher os olhos! Sem falar quando se compõe filtros que fogem dos tons principais do clipe, como quando há a união de tons lilás, amarelo, laranja e amarelo queimado. Um desbunde só!



O clipe trabalha tons sobre tons como não pude perceber em nenhum outro clipe. As cores combinam entre si, em cada cena e de um frame para o outro. Tons rosa bebê, azul e sépia fazem sentido juntos. E quando cria-se camadas e planos em uma tonalidade ou um conjunto de tons, então?! Meus olhos simplesmente vibram... 

Não posso deixar de citar a caracterização das cantoras, que também está em congruência com a estética do clipe. Uma representa uma extraterrestre com a tonalidade rosa; enquanto a outra, uma alienígena na cor verde. As cores de ambas não foram escolhidas aleatoriamente, já que elas tem o intuito de fazer parte da natureza, ou melhor, desse planeta habitado somente por mulheres.



Perdido

O clipe inicia com o astronauta perdido e reconhecendo o Planeta Her (0:00 - 0:09). Pela sua expressão facial percebemos que está completamente perdido, sem saber onde se encontra. Ele testa seus equipamentos e percebe que eles não estão mais funcionando, tanto é que ele chega a dizer, audivelmente, Come on (Vamos lá, em português) quando mexe em um dos equipamentos (0:10 - 0:14). 


Segundos após, vemos mulheres centralizadas em contraluz e segurando esferas. A câmera se aproxima delas em slowmotion. O frame é muito bonito esteticamente e também conta com silhuetas de coqueiros ao fundo (0:17 - 0:20). Há uma transição e esmaecimento sutis e a cena corta para o astronauta perdido no planeta (0:20 - 0:21). Em seguida, para as mulheres e vemos o reflexo de mulheres vestidas com roupas rosas nas esferas (0:26 - 0:30). 

Entre 0:30 e 0:32 o astronauta caminha pelo planeta e mostra suas pegadas na areia. Perceba a assimetria e o alinhamento do personagem à direita do vídeo. O astronauta encontra um barco no meio do mar e olha para o lado desconfiado, parecendo que está sendo vigiado (0:32 - 0:34). Será que trata-se de uma armadilha das extraterrestres? Será que é um teste? Os tons rosa bebê, azul e sépia do frame é algo incrível de se perceber...


Sedução

Há um fade in em tela preta e vemos as cantoras vestidas com a cor rosa em cima de uma cama. Sensuais, mandam beijo para o astronauta, de acordo com a letra da música que diz "Can you kiss me more?" (Você pode me beijar mais?) (0:42 - 0:44). Enquanto isso, o astronauta veleja pelo mar no barco, explorando a vegetação e o ambiente natural do planeta, até se deparar com a cantora Doja gigantesca pintada de rosa, em efeito visual incrível em que a mostra em alta dimensão. A câmera a filma da direita para a esquerda, lentamente, até vermos todo o seu corpo. O astronauta, por sua vez, aproxima-se cada vez mais (0:44 - 0:53). A câmera, então, foca no rosto da alienígena rosa e o astronauta fica surpreso, chegando a babar por ela. A grande mulher canta e seduz o astronauta, como se fosse a lenda folclórica brasileira Iara (0:57 - 1:15).

O clipe corta para SZA que aparece com um figurino laranja pastel. O ambiente também é em tons pasteis e traz a cantora em cima de uma plataforma no centro da sala, sob um lago, com dois gatos que jorram um líquido da boca em cima de escadas nas laterais. SZA veste um figurino combinado com um pano que voa pelo ambiente (1:16 - 1:29). Entre 1:30 e 1:47, ela faz vários gestos sensuais e obscenos, de acordo com a letra da música. A cantora chega a apontar para sua vagina quando se canta "Niggas wishin' that the pussy was a kissing booth" (Os manos querendo que minha buceta fosse uma barraca do beijo). A paleta de cores dessas cenas foi toda trabalhada em tons róseas, sépias e pasteis. 

A sedução ao astronauta é visível, como quando no frame que Doja Cat manda um super beijo para o astronauta (1:52). 


Enfeitiçado


As mulheres seduzem o astronauta de tal forma que ele fica cansado e estressado, parecendo estar incrivelmente enfeitiçado (1:58 - 2:00). O personagem chega a bugar e piscar os olhos, parecendo que está com sono. Também surgem frames mesclados das sedutoras (2:07 - 2:08). 

Velejando ainda pelo mar, vemos as cantoras gigantes com outro visual e figurino. Enquanto uma aparece com uma peruca rosa pink, maiô e detalhes rosas, a outra com peruca branca, maiô e detalhes verdes (2:10 - 2:12). O astronauta se aproxima delas, surpreso (2:16 - 2:23). 


A partir de 2:27 conhecemos mais detalhes desse planeta habitado somente por mulheres, sua vegetação, rios, flores e cores. É um planeta que exala o poder da feminilidade e da fertilidade. A câmera mostra SZA vestida com uma roupa feita de rosas, em cima de uma pedra, numa espécie de ilhinha com árvores com flores e frutos. Perceba a paleta de cores estonteante e maravilhosa... A câmera filma de dentro para fora a cantora, com um enquadramento simétrico e alinhado. SZA senzualiza, mexe seu corpo e dança (2:27 - 2:46). 


SZA pisca para a câmera em tom sedutor, no mesmo instante que ouvimos um som como de "estalo" (2:46 - 2:48). A garota faz um movimento com o dedo, como de mágica e feitiço, atingindo diretamente o astronauta (3:00 - 3:01). 


Portal


Após o estalo de dedos de SZA, o astronauta se depara com uma caverna com a figura de lávios femininos de pedra. Ele, então, percebe uma árvore com uma espécie de "fruto proibido" e o degusta com toda vontade e paladar (3:01 - 3:15). O fruto tem um líquido azul e deixa o astronauta entorpecido. A caverna se abre, fazendo um barulho. (3:16 - 3:18). Surge um clarão, o astronauta meio que fecha os olhos por conta da claridade e é atraído para a caverna. Há um fade in e a próxima é dele deitado na cama com as garotas (3:18 - 3:19). 

 

O feitiço do prazer e do sexo


O astronauta está de olhos fechados na cama e os reabre, se levantando desnorteado na cama. As garotas começam a beijar seu corpo malhado e maneiro e agir de forma sensual (3:19 - 3:27). Em close, o astronauta olha todo desconfiado para as cantoras, que continuam fazendo poses sensuais e aparecendo de forma turva para ele (3:31 - 3:37). 

A pegação continua com cenas para lá de quentes, sensuais e sexuais, com lambidas de lábios, muito suor, cara de tesão e até mesmo exibições do corpo sarado do astronauta, bem como de suas axilas e suvaco (3:40 - 3:52; 3:57). As garotas jogam o astronauta com toda força, vigor e ímpeto na cama e ele desmaia (3:58), mostrando que o médico gay de Greys Anatomy nada mais foi do que um brinquedo e um objeto!


Gradualmente, o astronauta começa a se desintegrar e a desaparecer (3:58 - 4:07). Peraí?! Será que nada do que foi mostrado foi real? Seria uma realidade paralela e imaginária? Será que foi apenas uma simulação de algo? Responderei essas perguntas mais rápido do que você imagina, mas o que posso comentar dessa cena é que ela foi bem Matrix e os efeitos visuais estão de primeira linha! 


Jogo Vs. Realidade


No segundo seguinte, percebemos que o astronauta está capturado dentro de um tubo. Analise os tons de rosa da cena e que ele está desacordado e imerso em um líquido (4:08 - 4:19). Ele aparece de cueca preta e com seu aparato de astronauta de lado. A câmera, então, abre e logo mais a frente vemos que as cantoras jogam um jogo virtual. É legal analisar que há várias camadas e planos, com as garotas na frente e diversos tubos com homens na parte inferior (O alinhamento, simetria e harmonia é algo incrível de ser percebido, havendo esses efeitos até mesmo nas luzes em frente aos tubos!). Outra coisa interessante a ser mencionada é o uso da paleta de cor em tom rosa (4:20 - 4:22).

Perceba que elas jogam um game que se assemelha com o clipe. Há um avatar de astronauta em um barco, que corre atrás de beijos. O design, ações e jogabilidade do game é praticamente o mesmo do clipe. Tem um momento que o avatar bate no portal de beijo de pedra e não consegue entrar. As jogadoras descobrem que ele deve comer um fruto de uma das árvores para habilitar o portal. As jogadoras, então, andam com o astronauta do barquinho e fazem-no pular nas árvores, até encontrar o fruto que também se asemelha com o visto no clipe. O portal se abre e reproduz o mesmo clarão de outrora (4:23 - 4:51).   


O astronauta que está no tubo desperta, pede ajuda, grita, bate no vidro do tubo e as garotas pedem para ele calar a boca com um sonoro Shut up (Traduzindo, Cale a boca) (4:53 - 5:12). 

Essas cenas mostram o domínio feminino sobre os machos. Elas tem o poder de controlar, de decidir e de até mesmo jogar com os homens. Também mostra a mistura da ficção e realidade, as famosas pílulas vermelha e azul da franquia Matrix


No filme, as pílulas são símbolos da cultura popular e representam a escolha da verdade, por vezes dolorosa (pílula vermelha) e a ignorância abençoada, viver uma ilusão (pílula azul). No clipe, a realidade e a ficção e escolher entre uma pílula e/ou outra tem consequências drásticas e dolorosas para... os homens! Além disso, que realidade é real ou que realidade é ficcional? 

No clipe parece que essa realidade é um tanto imaginativa e fantasiosa. Trazendo para nossa reflexão, há a crítica que cada vez mais temos vivido uma realidade moldada, inventada e com requintes de um jogo ou um game. Algo bem Black Mirror mesmo, sabe?! As garotas do clipe representam o controle e o empoderamento sobre os homens, mas o oposto também poderia acontecer. 



O clipe é finalizado com a ilustração de um beijo e a palavra "Fin" (5:12).


Letra

A letra de Kiss me more mostra a confiança feminina de uma forma diferente. Ela foi escrita por Doja Cat, SZA, Yeti Beats, Rogét Chahayed, tizhimself e Carter Lang, sendo produzida por Yeti Beats. 

Os versos mostram toda a sensualidade e erotismo femininos, descrevendo atos eróticos e sexuais, sem filtros e de forma bem direta. Separei algumas estrofes, com comentários:

"We hug and yes, we make love

And always just say goodnight (la-la-la-la-la)

And we cuddle, sure I do love it

But I need your lips on mine"

(Nos abraçamos e sim, fazemos amor

E sempre nos desejamos boa noite (la-la-la-la-la)

E nós nos abraçamos, com certeza eu te amo

Mas eu preciso de seus lábios nos meus)

Um sexo romântico, com muita entrega e devoção ao outro. 


"(Can you kiss me more?)

We're so young, boy

We ain't got nothin' to lose, oh, oh

(It's just principle)

Baby, hold me

'Cause I like the way you groove, oh, oh"

((Você pode me beijar mais?)

Somos tão jovens, cara

Não temos nada a perder, oh, oh

(É apenas princípio)

Amor, me abrace

Porque eu gosto do seu jeito de curtir, oh, oh)

O beijo é uma das formas mais incríveis de demonstrar o amor e paixão à outra pessoa. Quando uma pessoa beija a outra, ela não tem nada a perder e nada mais importa. Algumas chegam até mesmo fechar os olhos e se entregar de corpo e alma ao momento. 


"I, I feel like fucking something

But we can be corny fucking

Sugar, I ain't no dummy-dummy

I likе to say: What if?

But if we can kiss and just cut the rubbish

Then I might bе on to somethin'

I ain't givin' you one in public

I'm givin' you hundreds, fuck it

Somethin' we just gotta get into

Sign first, middle, last, on the wisdom tooth

Niggas wishin' that the pussy was a kissing booth

Taste breakfast, lunch and gin and juice

And that dinner just like dessert too

And when we french, refresh, gimme two

When I bite that lip, come get me too

He want lipstick, lip-gloss, hickeys too, huh"

(Eu, eu estou com vontade de foder alguma coisa

Mas podemos ser piegas

Anjo, eu não sou nenhum docinho

Gosto de dizer: E se?

Mas se nos puder se beijar e apenas cortar a baboseira

Então talvez eu esteja certa

Eu não vou te dar um em público

Eu estou te dando centenas, que se foda

Algo que só temos que aceitar

Soletrar meu primeiro, meio e último nome, no dente do siso

Os manos querendo que minha buceta fosse uma barraca do beijo

Prove o café da manhã, almoço e gim e suco

E aquele jantar assim como a sobremesa

E quando nós nos beijarmos, repita, me beije mais uma vez

Quando eu morder os lábios, venha me buscar

Ele quer batom, brilho labial, chupões também, hein)

O trecho mostra todo o não-romantismo da eu-lírica da música. O que ela quer mesmo é uma boa e incrível noite de amor. Ela não tem meias palavras nem recato. Há uma certa volúpia e tesão aflorados no trecho quando a mulher diz que o seu peguete quer "batom, brilho labial e chupões", não só na boca como por todo o corpo masculino.


"Say give me a buck, need that gushy stuff

Push your limit, no, you ain't good enough

All your niggas say that you lost without me

All my bitches feel like I dodged the county

Fuckin' with you feel like jail, nigga

I can't even exhale, nigga

Pussy like Holy Grail, you know that

You gon' make me need bail, you know that

Caught dreepin' with your friend

You ain't even half man, lyin' on ya—, you know that

Got me a bag for the break, you know that

Control don't slow the pace, if I pull back

All this ass for real (ahh)

Drama make you feel (ahh)

Fantasy and whip appeal

Is all I can give you"

(Diga me dá um trocado, preciso daquela coisa boa

Vá além, não, você não é bom o suficiente

Todos os seus manos dizem que você tá perdido sem mim

Todas as minhas amigas sentem que eu escapei de uma cilada

Fodendo com você parece uma prisão, mano

Não consigo nem expirar, mano

Buceta como o Santo Graal, você sabe disso

Você vai me fazer precisar de fiança, você sabe disso

Te peguei saindo na surdina com seu amigo

Você nem é meio homem, deitado na sua, você sabe disso

Me trouxe um presente pelo vacilo, você sabe disso

Se controle não diminua o ritmo, se eu recuar

Toda essa bunda pra valer (ahh)

Drama te faz sentir (ahh)

Fantasia e direito de se gabar

É tudo que eu posso te dar)

Toda essa entrega mostra certa dependência da mulher com o "seu macho". É uma dependência tão controladora que a mulher chega a aceitar as puladas de cerca do seu homem. 


Música


É dançante e contagiante. É um midtempo delicioso de ouvir, com uma pegada sensual, como as outras canções de Doja Cat, Say so e Leave the door open. A música alcançou a primeira posição na Malásia, Nova Zelândia e Singapura e o top 5 nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Irlanda, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Lituânia e Grécia. J-J













Por: Emerson Garcia

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