sexta-feira, 3 de abril de 2026

Globo edita final de 'Shrek para sempre' para promover 'Avenida Brasil'


No dia da estreia de Avenida Brasil no Vale a pena ver de novo a TV Globo realizou um crossover e uma peça promocional digna de tirar o chapéu. A emissora utilizou uma edição especial, o típico congelamento de cenas nos finais dos capítulos da novela no final de Shrek para sempre, para promover a reprise no Vale a pena ver de novo. O congelamento de cenas foi popular. Lembro-me que até mesmo eu já utilizei em uma de minhas fotos.

A fim de garantir que ninguém esqueça a reestreia de Avenida Brasil, a emissora promoveu uma verdadeira invasão da trama em sua grade, chegando a usar recursos visuais inesperados até no encerramento de sua sessão de filmes. Foi uma estratégia de marketing que incluiu congelamento de imagem, transição direta e contexto de audiência. 

A cena escolhida para ser congelada foi a de Shrek, Fiona e de seus filhos. Enquanto eles seguravam seus filhotes e se beijavam, a cena foi congelada. Os personagens em destaque ficaram preto e branco, enquanto o fundo em preto e branco com bolinhas vermelhas, pretas, cinzas e brancas. Assista:


A ação teve o intuito de prender a audiência da Sessão da Tarde para o início imediato da trama de Carminha e Nina. A fim de alavancar e puxar a audiência da animação, para a trama que consagrou-se como uma das melhores da Globo. 

Por último, o ponto a ser relevante e destacado é o de contexto de audiência. A emissora apostou nessa estratégia criativa para impulsionar os números do Vale a pena ver de novo. A audiência foi amargada com a reprise de Rainha da sucata, sendo considerada uma das piores audiências do horário. Então, a reprise de Avenida Brasil vem com toda a força e com a tentativa de alavancar novamente os números do horário. 

A promoção da novela passou não só pelo congelamento de cena do ogro mais amado do mundo, mas foram realizados links ao vivo em várias capitais e a participação de atores do elenco original, como José Loreto. Essas atitudes mostram que o canal televisivo quer reverter a baixa audiência deixada por Rainha da Sucata a qualquer custo. 

Portanto, foi uma ação promocional de congelamento de imagem no final do filme Shrek para promover a novela, e não uma mudança permanente do título do filme. A estratégia agressiva tem um motivo claro nos bastidores e envolve os números registrados nas últimas semanas. Interessante que a emissora pegou esse timing e utilizou ao seu favor. J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta de série: Leila (podcast)

 Pode conter spoilers!



No Quinta de série de hoje trago o podcast documental em 8 episódios chamado Leila, disponível no Globoplay e Spotify. O material em áudio teve o intuito de investigar e apresentar fatos da história do incidente que envolveu a atriz de mesmo nome, famosa, bonita e glamurosa, em 1975 (numa época em que eu nem era nascido ainda). Narrado pela atriz Leandra Leal (no ar atualmente em Coração Acelerado), o podcast possui ideia original, roteiro e direção de Daniel Pech; pesquisa e roteiro de Sara Stopazzolli; produção de Deborah Osborn, Camila Nunes, Felipe Briso e Daniel Pech; produção executiva de Deborah Orborn e Camila Nunes; entre outros envolvidos. Um podcast original Globoplay, produzido pela bigBonsai em coprodução com a Multiverso Produções. São 8 episódios no total, com 35 minutos em média cada um.

No fatídico dia 12 de novembro de 1975, no auge da ditadura militar, um taxista vê a modelo Leila Cravo nua e machucada pela avenida Niemeyer, em frente ao Motel Vip's, Rio de Janeiro. Tudo leva a crer que a atriz tenha caído da suíte presidencial do estabelecimento, a 18 metros de altura, com um bilhete na mão. A modelo teve diversos ossos do rosto fraturados, politraumatismo craniano, perda parcial em uma das visões e traumatismo craniano. Ficou três dias entre a vida e a morte e 11 dias em coma. Acordou no dia 22 de novembro do mesmo ano, quando completou 22 anos. Ficou internada por quase um mês.

O caso levantou uma série de discussões. Foi tentativa de suicídio? Tentativa de feminicídio? Crime contra a vida? O episódio se tornou em um caso chocante, marcando a vida da jovem atriz na época e de sua família. A série true crime silenciou-os por décadas, até que fizeram um podcast em 2022, tratando sobre o assunto.

A história possui duas versões. A primeira é de que Leila havia ido a uma festa no bar Antonio's com o advogado Marco Aurélio Sampaio Moreira Leite, que era casado. Após o bundalelê, eles foram ao motel. Depois da modelo ter sido achada inconsciente e sido levada ao hospital, ele contou que a havia deixado no quarto de madrugada ao seu próprio pedido. Anos depois, contudo, Leila revelou que Marco Aurélio havia combinado com outros dois homens de ir ao motel também. Ela teria se negado a ter relações sexuais, tendo sido estuprada, espancada e forjado uma situação que parecesse suicídio. 

A segunda seria uma tentativa de suicídio de Leila, que teria saído do quarto apenas enrolada em um lençol e se jogado de um jardim no andar. A atriz revelou que um dos homens era ministro do governo Geisel, mas nunca disse seu nome.

Nenhuma das duas hipóteses levantadas foram realmente comprovadas, apesar da primeira ser muito mais replicada e acreditada. Daniel Pech falou de como o acidente deixou Leila sem perspectivas de vida:

"Ela era figurinha fácil nas festas mais badaladas do Rio de Janeiro e nos bastidores da TV Globo, mas o incidente acabou com sua vontade de viver".


Na época o caso teve ampla repercussão pública, tendo sido noticiado pela imprensa como tentativa de suicídio, sendo arquivado anos depois. Segundo sua filha Tathiana, a mãe por um longo tempo usou drogas e era violenta, reafirmando essa hipótese de tentativa de suicídio. Veja o que ela disse: 

"Se eu soubesse que minha mãe foi vítima dessa crueldade toda, teria tido compaixão e não raiva, como muitas vezes senti por ela. Minha família nunca contou o que tinha acontecido e eu não entendia por que minha mãe vivia drogada e reclusa do mundo".



A produção apresenta contradições de testemunhas e revela o ambiente das festas da elite carioca dos anos 70. Ela inclui revelações realizadas por Leila a sua neta, Ana Júlia, pouco antes de sua morte, sobre quem estava no motel naquela noite.

Leila Cravo, foi uma modelo, atriz e apresentadora de grande sucesso dos anos 1970. Ela chegou a ser apresentadora do Fantástico na TV Globo e ficou bastante conhecida por suas partipações em filmes de pornochanchadas, além de ter aparecido em algumas novelas quando fez sua estreia na televisão em 1974.

A época em que o incidente ocorre - ditadura militar - levanta uma série de motivações para o incidente. Será que estavam tentando calar a modelo? Nesse sentido, o projeto destaca como a voz de Leila foi suprimida por uma sociedade machista e conservadora durante a ditadura. Leila era uma mulher à frente do seu tempo, livre, desimpendida e vanguardista, isso porque ela atuou até mesmo em pornochanchadas. 

O podcast contou com materiais de arquivos em reportagens da Globo; matérias de jornal da Última Hora/FolhaPress, O Globo e Jornal do Brasil; matérias de revista da Manchete, Fatos e Fotos, O Cruzeiro, O Pasquim e Ele e Ela; e do livro Passagem Secreta de Leila Cravo. Para a pesquisa ainda, contaram com o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional-Brasil e com o livro Os motéis e o poder de Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo.  

A narração de Leandra Leal traz para a trama investigativa um tom literário, dando visibilidade aos verdadeiros fatos do crime que aconteceu na época. O podcast, ainda, reúne depoimentos inéditos de familiares da vítima. Leila Cravo morreu em 2020, aos 66 anos, após sentir dores no peito. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Projeto Chá Musical: recital dos veteranos (19 de março de 2026)

No dia 19 de março de 2026 foi ao ar mais uma edição do incrível projeto Chá Musical. Dessa vez, os veteranos - aqueles que já fazem parte do projeto já há algum tempo e tem uma considerável carreira musical - se apresentaram e encantaram aos presentes. Ouvimos a apresentação dos talentos Danne Strauss, Lucimar Rodrigues, Eduardo Martins, Hilda Abreu e Paulo Vieira. Lídia Henrique e Marilza Luciano que comandaram a noite e as atrações.



Danne Strauss foi quem abriu a noite magistralmente, com criatividade e talento. Ele trouxe uma espécie de luz vermelha e pediu que desligassem as luzes para que ele apresentasse a incrível canção Dor e dor de Tom Zé. A música possui um ritmo acelerado e envolvente, lembrando músicas de faroeste.


A seguir, foi a vez de Lucimar Rodrigues encantar os presentes com a MPB e bossa nova Água de beber de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, enquanto Danne Strauss dedilhava a canção no violão. Logo após a apresentação, Lucimar contou um pouco mais da história da canção, enriquecendo a apresentação e trazendo certo didatismo para os presentes. 


Talento e brilhantismo ecoaram na próxima apresentação, com Eduardo Martins ao piano tocando e encantando os presentes com Valsa de esquina nº 10 de Francisco Mignone. Eduardo possui destreza e elegância ao tocar o piano, o que deixou sua apresentação mais bonita e incrível. 


Uma história de amor não correspondido foi o tema da penúltima apresentação da noite. Hilda Abreu cantou Senti m'ami de Giovanni Pergolesi com Paulo Vieira ao piano. Hilda imprimiu toda sua voz e dramaticidade na canção, trazendo certa verdade à música e aos presentes.

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher no dia 8 de março, houve uma apresentação de Lucimar Rodrigues e Paulo Vieira. Lucimar, representou todas as mulheres homenageadas. Ela cantou Gente humilde composta por Aníbal Augusto Sardinha (na parte instrumental) e Vinicius de Moraes e Chico Buarque (na letra). 


Além dessa linda homenagem para as mulheres, a noite foi marcada por homenagens, sorteios, entrega de moções honrosas para os veteranos e muita espiritualidade. 




Merecem destaque e moções honrosas nesse post: a coordenadora do projeto Marilza Luciano, que está a frente de tudo e faz tudo com amor e excelência; a gestora de projetos do Centro de Artes, Lídia Henrique, que tem muita gentileza e delicadeza e foi uma das responsáveis por trazer o projeto Chá Musical para o ambiente; e a professora de Xilogravura, Marlene Marciel, por sua contribuição de lanches maravilhosos que leva para o Chá Musical. 





Fica aqui o registro dessa noite memorável e magnífica. O último encontro foi ontem (31) com um recital dos novos talentos. Em breve você vai acompanhar tudo aqui no JOVEM JORNALISTA. J-J







Por: Emerson Garcia

terça-feira, 31 de março de 2026

Erika Hilton pode representar as mulheres?!


Os homens estão questionando o fato da Erika Hilton ter sido eleita representante da Comissão de Mulheres e, inclusive um pastor que votou a favor dela foi excluído da igreja, da Assembleia de Deus.

Acho isso um absurdo. Preconceito, discriminação, coisa que Jesus não fez. Nós temos claramente isso na Bíblia, que quando levaram a mulher adúltera para ser apedrejada, Jesus ficou escrevendo na areia e falou "aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra". Todo mundo saiu e ele virou e falou: "Cadê seus acusadores?". Ela respondeu: "Ah, foram embora!". Ele replicou: "Se eles não te acusam, eu também não acusarei. Vai e não peque mais!"Outra coisa: Jesus foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Também foi acusado de comer com os publicanos e pecadores. Ele disse: "Eu vim para os doentes, não para os sãos"

Não é com preconceito que a gente vai mudar a história do país. Se a Erika Hilton não pode ser representante das mulheres, o presidente da república não pode, governador não pode, prefeito não pode, vereador não pode, deputado não pode, senador não pode, ninguém pode! Nenhum homem pode representar as mulheres! 

Agora eu digo: eu, sendo solteira, nunca tive filho, não posso representar as mães?! Quer dizer que só porque eu nunca tive filho, eu não sei o que é dor de um parto, não sei porque uma mulher sente dores na hora do parto, uma mulher que sente dor quando alguém faz o mal para o filho dela? Quer dizer que eu não sei, o que uma mulher sente se eu fizer um mal para o filho dela? Claro que eu sei! Paulo na Bíblia fala que "ora pelo doente, como se você tivesse doente, ore pelo pecador como se você também fosse o pecador. Coloque-se no lugar dele"

Erika Hilton está se colocando, embora se ache uma mulher, no lugar de uma mulher. Coisa que muito homem não faz. Então, assim, eu sou totalmente contra. Ela me representa sim! E ela é brigona, ela briga mesmo pelos direitos da mulher, da criança, do adolescente e tudo. Não precisa ter vagina, útero, seios, não precisa ficar menstruada para defender uma mulher, não. Basta ter o coração voltado para o bem da mulher! J-J


Por: Marilza Luciano, colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

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