sábado, 30 de maio de 2026

Milena: depois de quase 40 anos, chega o primeiro gibi solo inédito da MSP Estúdios

Após 37 anos a MSP Estúdios registrou um fato inédito, criativo e único: chegou nas bancas o primeiro gibi solo inédito, o gibi da Milena! A personagem chegou ao universo Mauricio de Sousa em 2019 e agora tem uma revista pra chamar de sua!

Foi um momento emblemático e emocionante em mais de 60 anos de história da MSP Estúdios. Milena, é a primeira personagem negra da turminha mais querida dos gibis a ter um impresso solo. Eu cresci lendo as revistas da Turma da Mônica (era assinante) e fiquei simplesmente vidrado com essa novidade.

Acredito que as revistinhas já podem ser encontradas nas bancas e assinaturas, mas no site da Panini você já pode adquirir por R$ 8,90. Os gibis serão publicados quinzenalmente e desde o dia 11 de maio, Milena passou a integrar o catálogo ao lado dos títulos clássicos do Bairro do Limoeiro.

 


A capa da primeira revistinha traz Milena centralizada, com a Turma da Mônica ao redor. Milena parece segurar uma câmera e é como se ela tirasse uma selfie animada e criativa. 

Milena chega às bancas com um novo layout e design de revistinhas: com maior espaço para as artes de capa e o nome do personagem central do gibi na parte superior, centralizado. Esta é uma nova fase editorial da MSP Estúdios, que traz Milena no núcleo central ao lado de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. A última vez que houve uma revista com protagonista, foi com Magali, no final da década de 1980 - em 1989.

 


E qual é o conteúdo que poderá ser encontrado em Milena? Bem, a nova revista vai acompanhar de perto a forma como Milena observa o mundo, reage aos desafios e interfere de maneira ativa no que acontece ao seu redor. Nesse novo ciclo, sua característica curiosa ganha um contraponto divertido: Milena passa a revelar também seu lado completamente bagunceiro.

Milena traz uma representatividade negra que pode ser verificada na reunião de autoras negras da MSP Estúdios na primeira edição, além da escritora Eliana Alvez Cruz, jornalista e autora reconhecida por obras que abordam memória, cultura afro-brasileira e identidade. Esta escritora retoma sua cobaboração com a personagem após assinar o livro Milena e o Enigma do pássaro antigo, lançado em 2024 pela Editora Malê.

Esse movimento editorial se conecta com a presença crescente de Milena em outras frentes do universo da MSP Estúdios. Milena já protagonizou a série Milena & Franjinha: Em busca da ciência, disponível na HBO Max, e se destaca no mercado de lienciamentos, entre os personagens com melhor desempenho em diferentes categorias de produtos. Esses desdobramentos reforçam a consistência da personagem junto ao público. J-J  


Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 29 de maio de 2026

5 Produções que abordam direção perigosa, álcool e responsabilidade

Estamos no Maio Amarelo, o mês de conscientização no trânsito. Com essa vibe, apresento 5 produções que abordam direção perigosa, álcool e responsabilidade de forma mais sensível, reflexiva e humana. Algumas decisões podem mudar vidas para sempre.

Durante muito tempo, velocidade, imprudência e excessos foram tratados pelo entretenimento quase como símbolos de liberdade. Aos poucos, filmes e séries começaram a mostrar o outro lado dessa história: as consequências reais de escolhas feitas em segundos. Confira os filmes a partir de agora! 


1- Another round


Vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa estrelado por Mads Mikkelsen acompanha um grupo de amigos que decide testar os efeitos do álcool no cotidiano. Apesar do filme ter cenas hilárias e de alívio cômico, ele também mostra como o consumo exagerado pode afetar controle emocional, segurança e relações. Em diversos momentos, a narrativa faz refletir sobre responsabilidade e limites.


2- Relatos selvagens


O trânsito é cenário para impulsividade e explosões emocionais. Entre imprudência, discussões agressivas e perda de controle, o filme escancara como pequenos conflitos podem crescer de forma perigosa. A produção faz pensar sobre estresse, comportamento ao volante e intolerância - temas sobretudo atuais. 


3- Sob Pressão


A série médica brasileira retratava vítimas de acidentes causados por álcool, distração e velocidade. Mais do que mostrar o impacto físico, a produção evidencia o efeito dessas tragédias nas famílias, nos profissionais de saúde e em todos ao redor. Cada emergência reforça que o trânsito não envolve apenas quem dirige, mas toda uma rede de vidas conectadas.


4- Flight


Interpretado por Denzel Washington, o protagonista vive um piloto experiente que consegue evitar uma tragédia aérea, mas precisa lidar com as consequências de suas escolhas relacionadas às drogas e ao álcool. Apesar de não ser sobre trânsito terrestre, o filme aborda vício, responsabilidade e os riscos de assumir o controle de qualquer veículo sem condições adequadas.


5- Baby driver


Com visual estilizado e cenas eletrizantes, o filme chama atenção pelas perseguições e direção em alta velocidade. Mas o filme também evidencia como decisões impulsivas e envolvimento com o crime colocam vidas em risco. Por trás da adrenalina, existe uma reflexão sobre consequências e responsabilidade.


Essas produções mostram que, no trânsito, álcool e direção nunca combinam. E direção perigosa não afeta apenas quem está ao volante - impacta sonhos, famílias, vidas inteiras e futuros. O Maio Amarelo existe justamente para lembrar algo simples, mas essencial: responsabilidade também é uma forma de cuidado.

Que outras produções rememoram e tem o trânsito e a direção como temas? Digam nos comentários. J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Quinta de série: Caçador de Marajás

Pode conter spoilers!







No Quinta de série de hoje apresento uma série documental original do Globoplay chamada Caçador de Marajás, que foi lançada em 16 de outubro de 2025. A produção enfoca na ascensão meteórica e a queda dramática de Fernando Collor de Mello, o presidente mais jovem do Brasil e o primeiro a sofrer um processo de impeachment. Caçador de Marajás foi escrita por Charly Braun; roteirizada por Bruno Passeri, Charly Braun, Guilherme Schwartsmann e Miguel Antunes Ramos; e dirigida por Charly Braun. Produzida pela Boutique Filmes, Waking Up Filmes e Estúdios Globo, ela conta com 7 episódios de em média 50 minutos cada um.

Caçador de Marajás se refere à um apelido que Fernando Collor de Mello possuía. Fernando utilizou o marketing e o apelido, prometendo combater a corrupção e privilégios. O tema de abertura da produção é o instrumental de Pense em mim, de Leandro & Leonardo. A escolha da música foi acertada, uma vez que na época a sociedade inteira pensava em Fernando Collor de Mello. A música sertaneja foi então acusada de ser "a trilha sonora da era Collor". Ele viveu seus tempos áureos, mas também tempos sombrios e de queda.

A produção mostra a trajetória política e pessoal dessa figura emblemática. A série, sobretudo, fala sobre as denúncias feitas pelo irmão de Fernando, Pedro Collor, que levaram ao seu afastamento. Além disso, ela explora o esquema de corrupção comandado por PC Farias, o impacto da inflação na época, as mobilizações estudantis dos "Caras-Pintadas" (lideradas por figuras como Lindbergh Farias) e as entrevistas históricas que abalaram o governo. 


 
A série utiliza vasto material de arquivo e depoimentos de figuras-chave do período. O elenco da produção conta com depoimentos riquíssimos de Thereza Collor, Luiz Estevão, Dora Kramer, Boris Casoy, Mônica Waldvogel, Xico Sá, Ricardo Kotscho, Merval Pereira, Ali Kamel, Boni, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Alexandre Frota e grande elenco. Os depoimentos são claríssimos e o objetivo não é de enaltecer a vida de Collor, mas mostrar quem ele realmente é nos bastidores. 

A fotografia da produção é de Carol Quintanilha e ela faz um trabalho impecável de captação de imagens. A série faz um retrato fidedigno do político alagoano e de sua família, do começo do poderio político familiar até a chegada de Collor à presidência e sua renúncia frente ao processo de impeachment.

Caçador de Marajás é um documentário de investigação jornalística que se transforma em um retrato intenso sobre poder, corrupção e impunidade no Brasil. O documentário faz isso por meio de uma narrativa dinâmica e cheia de tensão, misturando depoimentos, documentos e reconstituições para mostrar como essas investigações ganharam repercussão nacional. Um dos pontos altos da produção foi quando Collor, na época, pediu para que a sociedade saísse às ruas nas cores verde e amarelo em busca de seus direitos. Ocorreu justamente o contrário: jovens e pessoas saíram vestidos de preto e com a cara pintada de verde e amarelo - os famosos caras-pintadas.



A produção tem o intuito de revelar os bastidores de um sistema político que durante anos funcionou quase sem ser questionado. Perguntas como: até que ponto a sociedade acompanha o uso do dinheiro público? E como a transparência pode mudar essa relação entre população e poder?, são levantadas e colocadas em questão.

Enfim, a produção transforma um tema político e administrativo em algo acessível e envolvente. É o tipo de série que provoca indignação, mas também reflexão sobre responsabilidade coletiva, ética e participação social. É uma produção para quem gosta de documentários investigativos que unem informação, tensão e debates extremamente atuais. Uma das lições que a produção nos deixa é que o Brasil mudou para melhor. A outra é que ele não mudou tanto assim. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Participações luxuosas em 'Coração acelerado'

 

A atual novela das sete da Globo, Coração Acelerado, tem o objetivo de discorrer sobre o mundo do sertanejo. No decorrer dos seus capítulos, ela contou com participações especialíssimas desse mundo. São elas: Ana Castela, Lauana Prado, Naiara Azevedo, Daniel, Michel Teló, Maiara & Maraisa, Roberta Miranda e Paula Fernandes. 

Eles interpretam eles mesmos, contracenando com os protagonistas e enriquecendo o universo musical da trama com shows e rodas de viola. A partir de agora, apresento como foram as participações desses sertanejos na trama. Confira!


Paula Fernandes


Está no elenco fixo da novela. Interpreta Cecília, avó de Agrado que já faleceu, mas continua a aparecere nos sonhos da neta. A personagem foi cantora no passado e dá conselhos e recados para a jovem. Ela surge em meio à flashbacks, de forma recorrente na trama. Veja o que a atriz disse em entrevista:

"Acho que a novela traz muito desse movimento feminino, mulheres fortes, mulheres artistas, de geração em geração, que começa na Cecília. Eu estou extremamente feliz, acho que um dos momentos mais incríveis da minha vida, ultimamente, tem sido estar no set de gravação para conceber essa personagem. A Cecília é forte, ela é determinada, ela quer, ela é artista, genuinamente artista, e ela enfrente esse machismo do marido".


Daniel e Michel Teló


Apareceram em roda de viola, tocando e cantando com o personagem de Filipe Bragança, João Raul. As cenas foram gravadas em um sítio no Rio de Janeiro. Eles entoaram clássicos do gênero sertanejo. Daniel falou mais do papel:

"Poder cantar clássicos sertanejos para essa galera que assiste novela é muito especial, é uma forma de manter a música e a cultura sertaneja sempre vivas. E eu, que já sou noveleiro, vou ficar esperando ansioso para ver a nossa cena".


Roberta Miranda


Interpreta uma caminhoneira e amiga de Zuzu (Zumira), comadre de Janete. Ela surgiu na novela cantando a clássica A majestade, o sabiá. Sua voz potente e forte trouxe mais prestígio para a trama.


Lauana Prado


Participou contracenando com Agrado e Eduardo. Na trama, elas até gravaram músicas, sempre em tom de amizade e descontração. 


Naiara Azevedo


Teve participação pontual na trama. Ela dividiu o palco de um show com a protagonista Agrado, uma cantora em ascensão na história. Ela trouxe o clima dos grandes festivais para a tela. Sua participação como convidada especial reforça o realismo das cenas de palco.


Maiara e Maraisa


Surgiram na trama desde o início. O ator Filipe Bragança, que interpreta o protagonista e astro da música João Raul, gravou cenas num show real com as irmãs. Ele também cantou uma música original da novela, chamada Fora do compasso, em parceria com a dupla. Assim, elas tiveram uma ligação ainda mais técnica com o roteiro, integrando o repertório que ajuda a conduzir os sentimentos dos personagens. Maiara falou mais da participação na trama:

"A novela está bem real, eles estão fazendo o máximo para imprimir com responsabilidade o que é o sertanejo. Vejo nossa música retratada de uma forma muito verdadeira. É uma música que vai entrar no nosso repertório, no nosso show. É essa brincadeira da ficção com a realidade".


Ana Castela


Interpreta uma cantora que convida o casal Agrado e João Raul para gravar uma música com ela, como parte de seu álbum novo. A artista é a que tem participação mais longa na trama e que fica entre intrigas e tramas que permeiam os protagonistas e a antagonista.


Participações luxuosas, não é mesmo?! Eles engrandecem a trama, além de relatar, com certo didatismo aos telespectadores, sobre o mundo do sertanejo e da sofrência. Ponto para as atuações dos cantores, produtores e idealizadores da trama! J-J


Por: Emerson Garcia

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