sábado, 12 de setembro de 2026

Rádio Bagaralho: Programa 'Ouça Essas' #8


Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento da Osmar Som - Som Automotivo começa o programa Ouça Essas.


João - Luísa Sobral




Amor Maginal - Johnny Hooker  




Pisces - Jinjer 





Wolf Totem - The Hu 





Já era - Seu Pereira e Coletivo 401 





Gatinha comunista - Vitroles 








Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Peço que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir, pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram (@radiobagaralho).


Por: Arthur Claro

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Quinta de série: No Limite (2021)

 Pode conter spoilers!






Hoje é dia de Quinta de série aqui no JOVEM JORNALISTA! Falarei da nova versão do reality show de sobrevivência No Limite. A quinta, sexta e sétima temporadas do programa foram exibidas entre 2021 e 2023, com a apresentação de André Marques e, posteriormente, Fernando Fernandes. As primeiras versões foram com o apresentador e jornalista Zeca Camargo. Com a 7ª temporada, em 2024, o programa foi para a Amazônia com a edição No Limite - Amazônia. Logo após, o programa foi cancelado devido à baixa audiência.

O reality show é de sobreviência, onde os participantes passam por testes de resistência e provas. Eles convivem na floresta, à margem da sociedade e com restrições de privilégios e comidas, depois de obterem seu resultado final. No limite é uma versão do programa sueco Expedition Robinson, que, por sua vez, é conhecida nos Estados Unidos como Survivor. A versão brasileira teve alguns empencilhos e polêmicas devido aos direitos de exibição e cópia. A rede Globo foi acusada de munir dos direitos de exibição do programa, sem dar os devidos créditos e sem a permissão. Hoje em dia, nem as temporadas antigas estão disponíveis na Globoplay. A Globo teve de tirar do ar.




Como funciona o programa? Ele é formado por tribos de pessoas deixadas em um local inóspito do território brasileiro. Cada tribo é dividida com uma distribuição igual de idade e sexo. As equipes possuem nomes sugestivos que lembram astros terrestres e aludem à nossa fauna e flora. Cada uma delas recebe um kit básico de utensílios com os quais poderão contar para sobreviver: uma machadinha, cantis, e uma especial fonte de água feita para o programa. Esta fonte guarda uma água que os jogadores deverão ferver para beber, forçando as tribos a fazer fogo por si só ou ganhar como recompensa as ferramentas para fazê-lo. As equipes recebem cores e nomes específicos que são usados nas suas bandeiras, no trajeto das provas, nos textos na tela e em outros itens.

Como consistem as provas? Os participantes competem em equipe ou individualmente em provas. São competições de resistência, solução de problemas, trabalho em equipe, destreza e força de vontade, e geralmente trazem um tema ligado à temporada atual. As provas também contam com aquelas provas nojentas em que os jogadores devem comer olho de cabra, testículo de boi, cérebro de animais e por aí vai... São as provas para quem tem estômago forte. Além disso, contam com testes de conhecimento sobre o local e sobre os jogadores em si.



A competição também conta com as provas de privilégio e de imunidade. A de privilégio, os participantes competem por itens de luxo que não são essenciais para a sobrevivência mas facilitam a vida no acampamento. Exemplos: comida, fósforos, machados, capas de chuva e até mesmo pequenos passeios para fora do acampamento. Já na de imunidade, os participantes competem por imunidade (representada por um ídolo). A equipe vencedora garante mais um ciclo no jogo, enquanto a perdedora irá ao "portal" onde votará em um membro para ser eliminado.

Após as primeiras eliminações, as duas equipes se fundem em uma só e passam a viver no mesmo acampamento. A prova de imunidade passa a ser individual e o participante imune também tem direito a voto no portal. 



O Vale dos exilados é uma espécie de repescagem que foi inserido apenas na terceira temporada. Os 6 últimos participantes eliminados antes das duas finalistas foram enviados para esse local (uma espécie de "jaula" localizada em meio à selva) e disputariam uma prova, onde o vencedor teria lugar garantido na grande final.

Até a sétima edição, o No limite já contou com 113 participantes oficiais. As temporadas finais registraram 21, 17 e 14 pontos de média. 

O programa foi extinto, como já falado anteriormente, devido de o produtor do programa Survivor, Mark Burnett, ter acusado a versão brasileira de ter copiado a americana. Segundo ele, não haveria problemas se o programa fosse um formato comprado para uma adaptação. Por ter sido copiado sem autorização da emissora detentora dos direitos originais, a TV Globo foi processada e, ciente de uma derrota, determinou o fim temporário do No Limite.

As temporadas com Fernando Fernandes foram interessantes. Ele estava bem no papel de apresentador, mas confesso que as temporadas com Zeca Camargo eram mais chamativas e as provas mais eletrizantes.  



A versão na Amazônia fiquei curioso em assistir, mas quando acessei o Globoplay vi que ela não estava mais disponível por conta dos motivos apresentados anteriormente. Ia ser interessante ver os jogadores e sobreviventes no coração da Amazônia, com indígenas e costumes locais, mas não foi possível. Isso, sem contar com a exuberância e beleza da Amazônia, um dos lugares mais bonitos e incríveis de todo o mundo. 










Esses realitys de sobrevivência e de convivência são bem interessantes de serem acompanhados (vide Largados e pelados). Como viver e sobreviver situações que exigem coragem e resistência física ao máximo, com recursos limitados e uma série de desafios que vão além da convivência?! Esses questionamentos são levantados no programa. Recomendo, apesar de não ter mais disponível. É um bom entretenimento. J-J




Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Turnê Três Graças: uma experiência imersiva da novela de Aguinaldo Silva

Nos dias 7 e 15 de maio ocorreu a Turnê Três Graças no Rio de Janeiro e em São Paulo. A ideia foi a de provocar uma experiência imersiva no universo da novela das 9h da TV Globo. Com direção de Rodrigo Nascimento e direção artística de Luiz Henrique Rios, o show foi comandado por Belo e Xamã e contou com participações de Sophie Charlotte, Alana Cabral e Péricles, entre outros.

A Turnê Três Graças foi um especial musical e uma ode à obra de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, exibida após o último capítulo da trama. O evento foi pago e contou com números musicais da trilha sonora da novela e performances musicais e de encenação dos cantores Belo e Xamã, que participaram da trama nos papéis de Misael e Bagdá, que foram os anfitriões da noite; e de uma encenação da atriz Grazi Massafera com as cosplayers da estátua das Três Graças - rolou até beijos e abraços da intérprete de Arminda com as estátuas. 

Os ingressos foram de R$ 70 a R$ 295 variando de posições na plateia e de privilégios de exibições e visões. No Rio de Janeiro o show ocorreu no Qualistage; já em São Paulo, o evento aconteceu no Vibra. 

O legal da turnê é que ela contou com apresentações musicais e instrumentais de atores que encantaram com suas vozes e perfomances instrumentais. Além de Belo e Xamã, cantaram e encantaram Sophie Charlotte, Gabriela Medvedovsky e Alana Cabral. Pedro Novaes, por sua vez, deu um show em uma performance na bateria. 


A experiência imersiva misturava a exibição ao vivo do último capítulo da trama em um telão com um show musical reunindo o elenco e convidados especiais. O legal da turnê é que ela exibiu cenas emblemáticas da novela de dramas, ações e aventuras. Destaque especial vai para a exibição de cenas do casal Loquinha, que enlouqueceram os presentes e Belo e Xamã, que estavam no palco.

Com direção artística de Luiz Henrique Rios, que também assina a direção artística da novela, o projeto é uma grande celebração dessa história. Ele disse o seguinte:

“A ideia é promover um diálogo entre o público e seus ídolos, colocando no palco a cultura da periferia como mostramos na novela, com identidade e protagonismo”.


E o resultado final foi o melhor possível. Os números musicais foram de uma qualidade exorbitante. Foi um show que valeu a pena assistir do início ao fim (Vi pelo Globoplay). O encerramento com cantores e atores cantando e encantando com Clareou (tema de abertura da trama) foi de tirar o chapéu, tamanha a qualidade musical e cenográfica (os artistas não fizeram uso de playback, cantaram no gogó mesmo).


A diretora do gênero de Música e Eventos da Globo, Joana Thimoteo, disse que a ideia com a turnê é de transformar histórias em experiências. Acompanhe: 

"Ao levar para o palco universos que já fazem parte do dia a dia dos brasileiros, ampliamos a conexão da Globo com o público e criamos novas formas de viver essas narrativas além da tela".


Os shows do projeto Turnê Três Graças tem produção de Nicolas Rebouças, produção executiva de Valesca Campos e direção de gênero de Joana Thimoteo. Fica aqui a dica para assistir. Mesmo que você não tenha acompanhado a trama, como eu, é um incrível e belo entretenimento! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Homenagens à Maneco e seu universo em 'Por você'


A atual novela das 7h, Por você, é uma clara homenagem ao autor de novelas Manuel Carlos e todo o seu universo criado. Tais semelhanças tem a ver com a ambientação da novela, trilha sonora e, até mesmo, sua logomarca.

Tanto Por você quanto Por Amor se passam no Rio de Janeiro. O clima carioca praiano e de localidades como Leblon, Copacabana, Ipanema, entre outros está presente. A ideia foi a de homenagear Maneco, que faleceu no início desse ano. A mesma atmosfera das novelas de Maneco, está presente na trama de Dino Cantelli e Juliana Peres. Tem aquele clima familiar, com dramas fortes e intensos entre famílias e amigos.

Mas a homenagem não termina por aí. A trilha sonora também tem esse mesmo intuito. Logo na cena inicial da produção de Por Você, pode-se ouvir Palpite de Vanessa Rangel, canção que se sagrou em Por Amor. Logo nos segundos iniciais, a canção foi tocada e eu a reconheci ainda em seus acordes instrumentais. 

Preciso fazer um comentário pertinente sobre essa cena: ela perpassou por três produtos distintos: Por Amor, Coração Acelerado e Por Você. Em poucos minutos, a trama de Por Você fez homenagem e menção às tramas de Maneco, a produção que acabara de anteceder e a sua própria. A cena provou que a transição perfeita existe. A estreia da atual novela das 7h começou já fazendo uma passagem de bastão daquelas. Dentro do carro, a protagonista Bella, interpretada por Sheron Menezes, ouviu Coração Acelerado, tema da novela anterior, e disparou: "Sempre depois de um sucesso vem outro". Segundos depois, começou a tocar Por você, música que leva o mesmo nome da nova trama das sete. A seleção musical, a referência e o timing da cena... tudo pensado nos mínimos detalhes!

Agora, sobre a logomarca... Ela é uma clara referência a logo de Por amor, o mesmo estilo e conceito. Nas redes sociais, a semelhança vinha gerando especulações de que a marca seria apenas provisória. Houve críticas de pessoas que disseram que resolveram homenagear o autor simplesmente reaproveitando um logo praticamente idêntico ao de Por amor. 


O que as logos revelam? Além do nome parecido, o detalhe da palavra "POR" dentro da letra "O". A tipografia também é semelhante e simplória. A referência aproxima ainda mais a trama do estilo que fez história no horário das oito/nove. A narrativa da atual novela das 7h aposta no drama, mas suavizado pelas belas paisagens da zona sul do Rio de Janeiro. Será se o drama proposto pela novela vai dar certo? É algo que a gente costuma ver nas novelas das 9h, mas nem tanto nas da 7h, que tem um ar mais farsesco e de comédia.

Por você evidencia influências do universo criado por Maneco, que, além de Por amor (1997), mobilizou o público das 9h com Laços de Família (2000), Mulheres apaixonadas (2003), Páginas da vida (2006) e Viver a Vida (2009). Uma curiosidade interessante é que Juliana Peres, uma das autoras de Por você, colaborou nas duas últimas, além de Em família (2014), despedida de Maneco no gênero. Outro fato importante é que Fausto Galvão, colaborador de Juliana e de Dino Cantelli, trabalhou com Manoel Carlos entre Laços de família e Páginas da vida.  

Com a referência a Por amor no logo e toda essa homenagem à Maneco e seu universo, a Globo reforça o elo entre a investida às 7h e o estilo que foi sucesso e faz falta às 9h. É como se a emissora conectasse presente e passado, dando ao espectador a sensação de que o horário das 9h, agora, começará mais cedo.

Já tinha reparado nessas referências? Diga nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

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