Atualmente as logomarcas de novelas, programas e séries da TV Globo buscam por padronização e simplicidade em suas formas, o que reflete no projeto corporativo de unificação visual da TV Globo, mesmo quando busca remeter a sucessos do passado. A identidade visual das logos de produtos recentes aposta em releituras nostálgicas, remakes e tendências mais limpas alinhadas ao conceito de marca da emissora.
Infelizmente, esse parece ser um reflexo da atual fase da equipe de criação da emissora, que anda cada vez menos inspirada. Saudades quando Hans Donner e cia criavam logomarcas e aberturas autênticas, inteligentes e criativas.
Se pararmos para observar, todos os logos e títulos das produções recentes são sem personalidade, genéricos e incapazes de marcar a memória do público como acontecia antigamente.
Essa decadência começou com a péssima identidade visual de Amor de Mãe. Fonte pouco atrativa preta sob um fundo branco, que demonstra simplicidade e falta de criatividade. A partir daí, parece que falta ousadia e aquele cuidado em transformar a abertura e a logo em elementos tão icônicos quanto a própria novela.
A discussão da identidade visual de logos recentes tornou-se mais contundente com o lançamento do logotipo de Por você, atual novela das 7h da emissora. O logotipo gerou debate por ser uma homenagem explícita ao clássico Por amor (1997) de Manoel Carlos, com tipografia e traços afetivos semelhantes que remetem aos laços familiares no Rio de Janeiro.
É compreensível que a novela tenha como inspiração a obra de Manoel Carlos, mas será que não poderiam ter sido um pouco mais criativos na identidade visual? A impressão é que resolveram homenagear o autor simplesmente reaproveitando um logo praticamente idêntico ao de Por amor.
Por outro lado o remake de Vale Tudo (2025) manteve a essência do logotipo original icônico, mas recebeu uma repaginada com cores mais brilhantes e pequenas alterações na tipografia que preservam o degradê clássico do azul para o verde.
Dá saudades da época em que as novelas tinham identidades visuais memoráveis, não é mesmo?! J-J
Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento da Osmar Som - Som Automotivo começa o programa Ouça Essas.
João - Luísa Sobral
Amor Maginal - Johnny Hooker
Pisces - Jinjer
Wolf Totem - The Hu
Já era - Seu Pereira e Coletivo 401
Gatinha comunista - Vitroles
Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Peço que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir, pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram (@radiobagaralho).
Hoje é dia de Quinta de série aqui no JOVEM JORNALISTA! Falarei da nova versão do reality show de sobrevivência No Limite. A quinta, sexta e sétima temporadas do programa foram exibidas entre 2021 e 2023, com a apresentação de André Marques e, posteriormente, Fernando Fernandes. As primeiras versões foram com o apresentador e jornalista Zeca Camargo. Com a 7ª temporada, em 2024, o programa foi para a Amazônia com a edição No Limite - Amazônia. Logo após, o programa foi cancelado devido à baixa audiência.
O reality show é de sobreviência, onde os participantes passam por testes de resistência e provas. Eles convivem na floresta, à margem da sociedade e com restrições de privilégios e comidas, depois de obterem seu resultado final. No limite é uma versão do programa sueco Expedition Robinson, que, por sua vez, é conhecida nos Estados Unidos como Survivor. A versão brasileira teve alguns empencilhos e polêmicas devido aos direitos de exibição e cópia. A rede Globo foi acusada de munir dos direitos de exibição do programa, sem dar os devidos créditos e sem a permissão. Hoje em dia, nem as temporadas antigas estão disponíveis na Globoplay. A Globo teve de tirar do ar.
Como funciona o programa? Ele é formado por tribos de pessoas deixadas em um local inóspito do território brasileiro. Cada tribo é dividida com uma distribuição igual de idade e sexo. As equipes possuem nomes sugestivos que lembram astros terrestres e aludem à nossa fauna e flora. Cada uma delas recebe um kit básico de utensílios com os quais poderão contar para sobreviver: uma machadinha, cantis, e uma especial fonte de água feita para o programa. Esta fonte guarda uma água que os jogadores deverão ferver para beber, forçando as tribos a fazer fogo por si só ou ganhar como recompensa as ferramentas para fazê-lo. As equipes recebem cores e nomes específicos que são usados nas suas bandeiras, no trajeto das provas, nos textos na tela e em outros itens.
Como consistem as provas? Os participantes competem em equipe ou individualmente em provas. São competições de resistência, solução de problemas, trabalho em equipe, destreza e força de vontade, e geralmente trazem um tema ligado à temporada atual. As provas também contam com aquelas provas nojentas em que os jogadores devem comer olho de cabra, testículo de boi, cérebro de animais e por aí vai... São as provas para quem tem estômago forte. Além disso, contam com testes de conhecimento sobre o local e sobre os jogadores em si.
A competição também conta com as provas de privilégio e de imunidade. A de privilégio, os participantes competem por itens de luxo que não são essenciais para a sobrevivência mas facilitam a vida no acampamento. Exemplos: comida, fósforos, machados, capas de chuva e até mesmo pequenos passeios para fora do acampamento. Já na de imunidade, os participantes competem por imunidade (representada por um ídolo). A equipe vencedora garante mais um ciclo no jogo, enquanto a perdedora irá ao "portal" onde votará em um membro para ser eliminado.
Após as primeiras eliminações, as duas equipes se fundem em uma só e passam a viver no mesmo acampamento. A prova de imunidade passa a ser individual e o participante imune também tem direito a voto no portal.
O Vale dos exilados é uma espécie de repescagem que foi inserido apenas na terceira temporada. Os 6 últimos participantes eliminados antes das duas finalistas foram enviados para esse local (uma espécie de "jaula" localizada em meio à selva) e disputariam uma prova, onde o vencedor teria lugar garantido na grande final.
Até a sétima edição, o No limite já contou com 113 participantes oficiais. As temporadas finais registraram 21, 17 e 14 pontos de média.
O programa foi extinto, como já falado anteriormente, devido de o produtor do programa Survivor, Mark Burnett, ter acusado a versão brasileira de ter copiado a americana. Segundo ele, não haveria problemas se o programa fosse um formato comprado para uma adaptação. Por ter sido copiado sem autorização da emissora detentora dos direitos originais, a TV Globo foi processada e, ciente de uma derrota, determinou o fim temporário do No Limite.
As temporadas com Fernando Fernandes foram interessantes. Ele estava bem no papel de apresentador, mas confesso que as temporadas com Zeca Camargo eram mais chamativas e as provas mais eletrizantes.
A versão na Amazônia fiquei curioso em assistir, mas quando acessei o Globoplay vi que ela não estava mais disponível por conta dos motivos apresentados anteriormente. Ia ser interessante ver os jogadores e sobreviventes no coração da Amazônia, com indígenas e costumes locais, mas não foi possível. Isso, sem contar com a exuberância e beleza da Amazônia, um dos lugares mais bonitos e incríveis de todo o mundo.
Esses realitys de sobrevivência e de convivência são bem interessantes de serem acompanhados (vide Largados e pelados). Como viver e sobreviver situações que exigem coragem e resistência física ao máximo, com recursos limitados e uma série de desafios que vão além da convivência?! Esses questionamentos são levantados no programa. Recomendo, apesar de não ter mais disponível. É um bom entretenimento. J-J
Nos dias 7 e 15 de maio ocorreu a Turnê Três Graças no Rio de Janeiro e em São Paulo. A ideia foi a de provocar uma experiência imersiva no universo da novela das 9h da TV Globo. Com direção de Rodrigo Nascimento e direção artística de Luiz Henrique Rios, o show foi comandado por Belo e Xamã e contou com participações de Sophie Charlotte, Alana Cabral e Péricles, entre outros.
A Turnê Três Graças foi um especial musical e uma ode à obra de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, exibida após o último capítulo da trama. O evento foi pago e contou com números musicais da trilha sonora da novela e performances musicais e de encenação dos cantores Belo e Xamã, que participaram da trama nos papéis de Misael e Bagdá, que foram os anfitriões da noite; e de uma encenação da atriz Grazi Massafera com as cosplayers da estátua das Três Graças - rolou até beijos e abraços da intérprete de Arminda com as estátuas.
Os ingressos foram de R$ 70 a R$ 295 variando de posições na plateia e de privilégios de exibições e visões. No Rio de Janeiro o show ocorreu no Qualistage; já em São Paulo, o evento aconteceu no Vibra.
O legal da turnê é que ela contou com apresentações musicais e instrumentais de atores que encantaram com suas vozes e perfomances instrumentais. Além de Belo e Xamã, cantaram e encantaram Sophie Charlotte, Gabriela Medvedovsky e Alana Cabral. Pedro Novaes, por sua vez, deu um show em uma performance na bateria.
A experiência imersiva misturava a exibição ao vivo do último capítulo da trama em um telão com um show musical reunindo o elenco e convidados especiais. O legal da turnê é que ela exibiu cenas emblemáticas da novela de dramas, ações e aventuras. Destaque especial vai para a exibição de cenas do casal Loquinha, que enlouqueceram os presentes e Belo e Xamã, que estavam no palco.
Com direção artística de Luiz Henrique Rios, que também assina a direção artística da novela, o projeto é uma grande celebração dessa história. Ele disse o seguinte:
“A ideia é promover um diálogo entre o público e seus ídolos, colocando no palco a cultura da periferia como mostramos na novela, com identidade e protagonismo”.
E o resultado final foi o melhor possível. Os números musicais foram de uma qualidade exorbitante. Foi um show que valeu a pena assistir do início ao fim (Vi pelo Globoplay). O encerramento com cantores e atores cantando e encantando com Clareou (tema de abertura da trama) foi de tirar o chapéu, tamanha a qualidade musical e cenográfica (os artistas não fizeram uso de playback, cantaram no gogó mesmo).
A diretora do gênero de Música e Eventos da Globo, Joana Thimoteo, disse que a ideia com a turnê é de transformar histórias em experiências. Acompanhe:
"Ao levar para o palco universos que já fazem parte do dia a dia dos brasileiros, ampliamos a conexão da Globo com o público e criamos novas formas de viver essas narrativas além da tela".
Os shows do projeto Turnê Três Graças tem produção de Nicolas Rebouças, produção executiva de Valesca Campos e direção de gênero de Joana Thimoteo. Fica aqui a dica para assistir. Mesmo que você não tenha acompanhado a trama, como eu, é um incrível e belo entretenimento! J-J