Você já reparou que a abertura de Coração Acelerado, a atual novela das 7, da Globo foi criada com inteligência artificial?! Sim, isso mesmo, a emissora tem aderido cada vez mais ao recurso tecnológico, o que tem gerado comentários questionáveis e críticos por parte do público. Se por um lado, a emissora tem se aberto à novas tendências, por outro, de certa forma, tem deixado de lado as grandes invenções criativas e aberturas memoráveis, da época do incrível Hans Donner.
Um comentarista disse o seguinte:
"Uso de inteligência artifical em algumas cenas, excesso de transições com brilhos amarelados, locução desnecessário no final e uma desincronia do fim da música com a entrada da logo".
O que percebi na abertura é que ela é artificial, sem vivacidade, com certos manequeísmos. Assista:
Tiveram aqueles que elogiaram a abertura, dizendo que ela estava linda e não se importando que tem IA. Contudo, as críticas foram maiores. Teve quem por exemplo dissesse que a abertura não casou com a música. Prompts foram jogados aleatoriamente e não houve um cuidado mais fino com o produto.
Esse vídeo fala em detalhes sobre a abertura, destacando o uso de computação gráfica incrível para transições com IA não tão boas. Para quem assiste a abertura sem uma análise cuidadosa, não percebe isso, mas quem vai parando frame a frame, percebe.
A vinheta apresenta um estilo futurista/country com a música Olha onde eu tô de Ana Castela. O resultado final ficou brega, sem vida e uma coisa aleatória. Por que não gravar a abertura com os atores principais da trama? Porque isso sairia mais caro. Mas o resultado final foi um barato que saiu caro. A polêmica trouxe à tona o debate sobre o uso de ferramentas de IA na produção audiovisual brasileira e as expectativas dos telespectadores para aberturas de novelas.
A abertura é em pouco mais de um minuto e traz luzes pulsantes, cortes rápidos, transições alucinantes e uma trilha sonora vibrante que coloca o espectador dentro de um universo onde tudo acontece rápido demais.
Toda essa questão me fez refletir sobre o uso exagerado e desenfreado da inteligência artificial. É algo legal e maneiro? Sim! Mas tem que se tomar cuidado para a inteligência artificial não ficar tão artificial assim! J-J
Olá ouvintes daRádio Bagaralho FM ( Rádio Bagaralho, a rádio do... povo ). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual, porém diferente. Com o oferecimento do Sebo Livro Aberto começa agora o programa Capa & Conteúdo. Nele mostrarei uma capa diferenciada de um disco e uma música deste que encontrei no Youtube. Peço que não julguem o disco pela capa e nem pelo conteúdo.
Toe fat - That's My Love for You
Dragan Antonijevic Arlekino – Srecko Odžacar
Enochian – Night Monumental Evil - Fucked Holy Truth
Jamul - Tobbaco Road
Iron Angel – Hellish Crossfire - Rush of power
Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Peço que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir. Pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram(@radiobagaralho).J-J
No dia da estreia de Avenida Brasil no Vale a pena ver de novo a TV Globo realizou um crossover e uma peça promocional digna de tirar o chapéu. A emissora utilizou uma edição especial, o típico congelamento de cenas nos finais dos capítulos da novela no final de Shrek para sempre, para promover a reprise no Vale a pena ver de novo. O congelamento de cenas foi popular. Lembro-me que até mesmo eu já utilizei em uma de minhas fotos.
A fim de garantir que ninguém esqueça a reestreia de Avenida Brasil, a emissora promoveu uma verdadeira invasão da trama em sua grade, chegando a usar recursos visuais inesperados até no encerramento de sua sessão de filmes. Foi uma estratégia de marketing que incluiu congelamento de imagem, transição direta e contexto de audiência.
A cena escolhida para ser congelada foi a de Shrek, Fiona e de seus filhos. Enquanto eles seguravam seus filhotes e se beijavam, a cena foi congelada. Os personagens em destaque ficaram preto e branco, enquanto o fundo em preto e branco com bolinhas vermelhas, pretas, cinzas e brancas. Assista:
A ação teve o intuito de prender a audiência da Sessão da Tarde para o início imediato da trama de Carminha e Nina. A fim de alavancar e puxar a audiência da animação, para a trama que consagrou-se como uma das melhores da Globo.
Por último, o ponto a ser relevante e destacado é o de contexto de audiência. A emissora apostou nessa estratégia criativa para impulsionar os números do Vale a pena ver de novo. A audiência foi amargada com a reprise de Rainha da sucata, sendo considerada uma das piores audiências do horário. Então, a reprise de Avenida Brasil vem com toda a força e com a tentativa de alavancar novamente os números do horário.
A promoção da novela passou não só pelo congelamento de cena do ogro mais amado do mundo, mas foram realizados links ao vivo em várias capitais e a participação de atores do elenco original, como José Loreto. Essas atitudes mostram que o canal televisivo quer reverter a baixa audiência deixada por Rainha da Sucata a qualquer custo.
Portanto, foi uma ação promocional de congelamento de imagem no final do filme Shrek para promover a novela, e não uma mudança permanente do título do filme. A estratégia agressiva tem um motivo claro nos bastidores e envolve os números registrados nas últimas semanas. Interessante que a emissora pegou esse timing e utilizou ao seu favor. J-J
No Quinta de série de hoje trago o podcast documental em 8 episódios chamado Leila, disponível no Globoplay e Spotify. O material em áudio teve o intuito de investigar e apresentar fatos da história do incidente que envolveu a atriz de mesmo nome, famosa, bonita e glamurosa, em 1975 (numa época em que eu nem era nascido ainda). Narrado pela atriz Leandra Leal (no ar atualmente em Coração Acelerado), o podcast possui ideia original, roteiro e direção de Daniel Pech; pesquisa e roteiro de Sara Stopazzolli; produção de Deborah Osborn, Camila Nunes, Felipe Briso e Daniel Pech; produção executiva de Deborah Orborn e Camila Nunes; entre outros envolvidos. Um podcast original Globoplay, produzido pela bigBonsai em coprodução com a Multiverso Produções. São 8 episódios no total, com 35 minutos em média cada um.
No fatídico dia 12 de novembro de 1975, no auge da ditadura militar, um taxista vê a modelo Leila Cravo nua e machucada pela avenida Niemeyer, em frente ao Motel Vip's, Rio de Janeiro. Tudo leva a crer que a atriz tenha caído da suíte presidencial do estabelecimento, a 18 metros de altura, com um bilhete na mão. A modelo teve diversos ossos do rosto fraturados, politraumatismo craniano, perda parcial em uma das visões e traumatismo craniano. Ficou três dias entre a vida e a morte e 11 dias em coma. Acordou no dia 22 de novembro do mesmo ano, quando completou 22 anos. Ficou internada por quase um mês.
O caso levantou uma série de discussões. Foi tentativa de suicídio? Tentativa de feminicídio? Crime contra a vida? O episódio se tornou em um caso chocante, marcando a vida da jovem atriz na época e de sua família. A série true crime silenciou-os por décadas, até que fizeram um podcast em 2022, tratando sobre o assunto.
A história possui duas versões. A primeira é de que Leila havia ido a uma festa no bar Antonio's com o advogado Marco Aurélio Sampaio Moreira Leite, que era casado. Após o bundalelê, eles foram ao motel. Depois da modelo ter sido achada inconsciente e sido levada ao hospital, ele contou que a havia deixado no quarto de madrugada ao seu próprio pedido. Anos depois, contudo, Leila revelou que Marco Aurélio havia combinado com outros dois homens de ir ao motel também. Ela teria se negado a ter relações sexuais, tendo sido estuprada, espancada e forjado uma situação que parecesse suicídio.
A segunda seria uma tentativa de suicídio de Leila, que teria saído do quarto apenas enrolada em um lençol e se jogado de um jardim no andar. A atriz revelou que um dos homens era ministro do governo Geisel, mas nunca disse seu nome.
Nenhuma das duas hipóteses levantadas foram realmente comprovadas, apesar da primeira ser muito mais replicada e acreditada. Daniel Pech falou de como o acidente deixou Leila sem perspectivas de vida:
"Ela era figurinha fácil nas festas mais badaladas do Rio de Janeiro e nos bastidores da TV Globo, mas o incidente acabou com sua vontade de viver".
Na época o caso teve ampla repercussão pública, tendo sido noticiado pela imprensa como tentativa de suicídio, sendo arquivado anos depois. Segundo sua filha Tathiana, a mãe por um longo tempo usou drogas e era violenta, reafirmando essa hipótese de tentativa de suicídio. Veja o que ela disse:
"Se eu soubesse que minha mãe foi vítima dessa crueldade toda, teria tido compaixão e não raiva, como muitas vezes senti por ela. Minha família nunca contou o que tinha acontecido e eu não entendia por que minha mãe vivia drogada e reclusa do mundo".
A produção apresenta contradições de testemunhas e revela o ambiente das festas da elite carioca dos anos 70. Ela inclui revelações realizadas por Leila a sua neta, Ana Júlia, pouco antes de sua morte, sobre quem estava no motel naquela noite.
Leila Cravo, foi uma modelo, atriz e apresentadora de grande sucesso dos anos 1970. Ela chegou a ser apresentadora do Fantástico na TV Globo e ficou bastante conhecida por suas partipações em filmes de pornochanchadas, além de ter aparecido em algumas novelas quando fez sua estreia na televisão em 1974.
A época em que o incidente ocorre - ditadura militar - levanta uma série de motivações para o incidente. Será que estavam tentando calar a modelo? Nesse sentido, o projeto destaca como a voz de Leila foi suprimida por uma sociedade machista e conservadora durante a ditadura. Leila era uma mulher à frente do seu tempo, livre, desimpendida e vanguardista, isso porque ela atuou até mesmo em pornochanchadas.
O podcast contou com materiais de arquivos em reportagens da Globo; matérias de jornal da Última Hora/FolhaPress, O Globo e Jornal do Brasil; matérias de revista da Manchete, Fatos e Fotos, O Cruzeiro, O Pasquim e Ele e Ela; e do livro Passagem Secreta de Leila Cravo. Para a pesquisa ainda, contaram com o Acervo da Fundação Biblioteca Nacional-Brasil e com o livro Os motéis e o poder de Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo.
A narração de Leandra Leal traz para a trama investigativa um tom literário, dando visibilidade aos verdadeiros fatos do crime que aconteceu na época. O podcast, ainda, reúne depoimentos inéditos de familiares da vítima. Leila Cravo morreu em 2020, aos 66 anos, após sentir dores no peito. J-J