quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Quinta de série: No Limite (2021)

 Pode conter spoilers!






Hoje é dia de Quinta de série aqui no JOVEM JORNALISTA! Falarei da nova versão do reality show de sobrevivência No Limite. A quinta, sexta e sétima temporadas do programa foram exibidas entre 2021 e 2023, com a apresentação de André Marques e, posteriormente, Fernando Fernandes. As primeiras versões foram com o apresentador e jornalista Zeca Camargo. Com a 7ª temporada, em 2024, o programa foi para a Amazônia com a edição No Limite - Amazônia. Logo após, o programa foi cancelado devido à baixa audiência.

O reality show é de sobreviência, onde os participantes passam por testes de resistência e provas. Eles convivem na floresta, à margem da sociedade e com restrições de privilégios e comidas, depois de obterem seu resultado final. No limite é uma versão do programa sueco Expedition Robinson, que, por sua vez, é conhecida nos Estados Unidos como Survivor. A versão brasileira teve alguns empencilhos e polêmicas devido aos direitos de exibição e cópia. A rede Globo foi acusada de munir dos direitos de exibição do programa, sem dar os devidos créditos e sem a permissão. Hoje em dia, nem as temporadas antigas estão disponíveis na Globoplay. A Globo teve de tirar do ar.




Como funciona o programa? Ele é formado por tribos de pessoas deixadas em um local inóspito do território brasileiro. Cada tribo é dividida com uma distribuição igual de idade e sexo. As equipes possuem nomes sugestivos que lembram astros terrestres e aludem à nossa fauna e flora. Cada uma delas recebe um kit básico de utensílios com os quais poderão contar para sobreviver: uma machadinha, cantis, e uma especial fonte de água feita para o programa. Esta fonte guarda uma água que os jogadores deverão ferver para beber, forçando as tribos a fazer fogo por si só ou ganhar como recompensa as ferramentas para fazê-lo. As equipes recebem cores e nomes específicos que são usados nas suas bandeiras, no trajeto das provas, nos textos na tela e em outros itens.

Como consistem as provas? Os participantes competem em equipe ou individualmente em provas. São competições de resistência, solução de problemas, trabalho em equipe, destreza e força de vontade, e geralmente trazem um tema ligado à temporada atual. As provas também contam com aquelas provas nojentas em que os jogadores devem comer olho de cabra, testículo de boi, cérebro de animais e por aí vai... São as provas para quem tem estômago forte. Além disso, contam com testes de conhecimento sobre o local e sobre os jogadores em si.



A competição também conta com as provas de privilégio e de imunidade. A de privilégio, os participantes competem por itens de luxo que não são essenciais para a sobrevivência mas facilitam a vida no acampamento. Exemplos: comida, fósforos, machados, capas de chuva e até mesmo pequenos passeios para fora do acampamento. Já na de imunidade, os participantes competem por imunidade (representada por um ídolo). A equipe vencedora garante mais um ciclo no jogo, enquanto a perdedora irá ao "portal" onde votará em um membro para ser eliminado.

Após as primeiras eliminações, as duas equipes se fundem em uma só e passam a viver no mesmo acampamento. A prova de imunidade passa a ser individual e o participante imune também tem direito a voto no portal. 



O Vale dos exilados é uma espécie de repescagem que foi inserido apenas na terceira temporada. Os 6 últimos participantes eliminados antes das duas finalistas foram enviados para esse local (uma espécie de "jaula" localizada em meio à selva) e disputariam uma prova, onde o vencedor teria lugar garantido na grande final.

Até a sétima edição, o No limite já contou com 113 participantes oficiais. As temporadas finais registraram 21, 17 e 14 pontos de média. 

O programa foi extinto, como já falado anteriormente, devido de o produtor do programa Survivor, Mark Burnett, ter acusado a versão brasileira de ter copiado a americana. Segundo ele, não haveria problemas se o programa fosse um formato comprado para uma adaptação. Por ter sido copiado sem autorização da emissora detentora dos direitos originais, a TV Globo foi processada e, ciente de uma derrota, determinou o fim temporário do No Limite.

As temporadas com Fernando Fernandes foram interessantes. Ele estava bem no papel de apresentador, mas confesso que as temporadas com Zeca Camargo eram mais chamativas e as provas mais eletrizantes.  



A versão na Amazônia fiquei curioso em assistir, mas quando acessei o Globoplay vi que ela não estava mais disponível por conta dos motivos apresentados anteriormente. Ia ser interessante ver os jogadores e sobreviventes no coração da Amazônia, com indígenas e costumes locais, mas não foi possível. Isso, sem contar com a exuberância e beleza da Amazônia, um dos lugares mais bonitos e incríveis de todo o mundo. 










Esses realitys de sobrevivência e de convivência são bem interessantes de serem acompanhados (vide Largados e pelados). Como viver e sobreviver situações que exigem coragem e resistência física ao máximo, com recursos limitados e uma série de desafios que vão além da convivência?! Esses questionamentos são levantados no programa. Recomendo, apesar de não ter mais disponível. É um bom entretenimento. J-J




Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Turnê Três Graças: uma experiência imersiva da novela de Aguinaldo Silva

Nos dias 7 e 15 de maio ocorreu a Turnê Três Graças no Rio de Janeiro e em São Paulo. A ideia foi a de provocar uma experiência imersiva no universo da novela das 9h da TV Globo. Com direção de Rodrigo Nascimento e direção artística de Luiz Henrique Rios, o show foi comandado por Belo e Xamã e contou com participações de Sophie Charlotte, Alana Cabral e Péricles, entre outros.

A Turnê Três Graças foi um especial musical e uma ode à obra de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, exibida após o último capítulo da trama. O evento foi pago e contou com números musicais da trilha sonora da novela e performances musicais e de encenação dos cantores Belo e Xamã, que participaram da trama nos papéis de Misael e Bagdá, que foram os anfitriões da noite; e de uma encenação da atriz Grazi Massafera com as cosplayers da estátua das Três Graças - rolou até beijos e abraços da intérprete de Arminda com as estátuas. 

Os ingressos foram de R$ 70 a R$ 295 variando de posições na plateia e de privilégios de exibições e visões. No Rio de Janeiro o show ocorreu no Qualistage; já em São Paulo, o evento aconteceu no Vibra. 

O legal da turnê é que ela contou com apresentações musicais e instrumentais de atores que encantaram com suas vozes e perfomances instrumentais. Além de Belo e Xamã, cantaram e encantaram Sophie Charlotte, Gabriela Medvedovsky e Alana Cabral. Pedro Novaes, por sua vez, deu um show em uma performance na bateria. 


A experiência imersiva misturava a exibição ao vivo do último capítulo da trama em um telão com um show musical reunindo o elenco e convidados especiais. O legal da turnê é que ela exibiu cenas emblemáticas da novela de dramas, ações e aventuras. Destaque especial vai para a exibição de cenas do casal Loquinha, que enlouqueceram os presentes e Belo e Xamã, que estavam no palco.

Com direção artística de Luiz Henrique Rios, que também assina a direção artística da novela, o projeto é uma grande celebração dessa história. Ele disse o seguinte:

“A ideia é promover um diálogo entre o público e seus ídolos, colocando no palco a cultura da periferia como mostramos na novela, com identidade e protagonismo”.


E o resultado final foi o melhor possível. Os números musicais foram de uma qualidade exorbitante. Foi um show que valeu a pena assistir do início ao fim (Vi pelo Globoplay). O encerramento com cantores e atores cantando e encantando com Clareou (tema de abertura da trama) foi de tirar o chapéu, tamanha a qualidade musical e cenográfica (os artistas não fizeram uso de playback, cantaram no gogó mesmo).


A diretora do gênero de Música e Eventos da Globo, Joana Thimoteo, disse que a ideia com a turnê é de transformar histórias em experiências. Acompanhe: 

"Ao levar para o palco universos que já fazem parte do dia a dia dos brasileiros, ampliamos a conexão da Globo com o público e criamos novas formas de viver essas narrativas além da tela".


Os shows do projeto Turnê Três Graças tem produção de Nicolas Rebouças, produção executiva de Valesca Campos e direção de gênero de Joana Thimoteo. Fica aqui a dica para assistir. Mesmo que você não tenha acompanhado a trama, como eu, é um incrível e belo entretenimento! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Homenagens à Maneco e seu universo em 'Por você'


A atual novela das 7h, Por você, é uma clara homenagem ao autor de novelas Manuel Carlos e todo o seu universo criado. Tais semelhanças tem a ver com a ambientação da novela, trilha sonora e, até mesmo, sua logomarca.

Tanto Por você quanto Por Amor se passam no Rio de Janeiro. O clima carioca praiano e de localidades como Leblon, Copacabana, Ipanema, entre outros está presente. A ideia foi a de homenagear Maneco, que faleceu no início desse ano. A mesma atmosfera das novelas de Maneco, está presente na trama de Dino Cantelli e Juliana Peres. Tem aquele clima familiar, com dramas fortes e intensos entre famílias e amigos.

Mas a homenagem não termina por aí. A trilha sonora também tem esse mesmo intuito. Logo na cena inicial da produção de Por Você, pode-se ouvir Palpite de Vanessa Rangel, canção que se sagrou em Por Amor. Logo nos segundos iniciais, a canção foi tocada e eu a reconheci ainda em seus acordes instrumentais. 

Preciso fazer um comentário pertinente sobre essa cena: ela perpassou por três produtos distintos: Por Amor, Coração Acelerado e Por Você. Em poucos minutos, a trama de Por Você fez homenagem e menção às tramas de Maneco, a produção que acabara de anteceder e a sua própria. A cena provou que a transição perfeita existe. A estreia da atual novela das 7h começou já fazendo uma passagem de bastão daquelas. Dentro do carro, a protagonista Bella, interpretada por Sheron Menezes, ouviu Coração Acelerado, tema da novela anterior, e disparou: "Sempre depois de um sucesso vem outro". Segundos depois, começou a tocar Por você, música que leva o mesmo nome da nova trama das sete. A seleção musical, a referência e o timing da cena... tudo pensado nos mínimos detalhes!

Agora, sobre a logomarca... Ela é uma clara referência a logo de Por amor, o mesmo estilo e conceito. Nas redes sociais, a semelhança vinha gerando especulações de que a marca seria apenas provisória. Houve críticas de pessoas que disseram que resolveram homenagear o autor simplesmente reaproveitando um logo praticamente idêntico ao de Por amor. 


O que as logos revelam? Além do nome parecido, o detalhe da palavra "POR" dentro da letra "O". A tipografia também é semelhante e simplória. A referência aproxima ainda mais a trama do estilo que fez história no horário das oito/nove. A narrativa da atual novela das 7h aposta no drama, mas suavizado pelas belas paisagens da zona sul do Rio de Janeiro. Será se o drama proposto pela novela vai dar certo? É algo que a gente costuma ver nas novelas das 9h, mas nem tanto nas da 7h, que tem um ar mais farsesco e de comédia.

Por você evidencia influências do universo criado por Maneco, que, além de Por amor (1997), mobilizou o público das 9h com Laços de Família (2000), Mulheres apaixonadas (2003), Páginas da vida (2006) e Viver a Vida (2009). Uma curiosidade interessante é que Juliana Peres, uma das autoras de Por você, colaborou nas duas últimas, além de Em família (2014), despedida de Maneco no gênero. Outro fato importante é que Fausto Galvão, colaborador de Juliana e de Dino Cantelli, trabalhou com Manoel Carlos entre Laços de família e Páginas da vida.  

Com a referência a Por amor no logo e toda essa homenagem à Maneco e seu universo, a Globo reforça o elo entre a investida às 7h e o estilo que foi sucesso e faz falta às 9h. É como se a emissora conectasse presente e passado, dando ao espectador a sensação de que o horário das 9h, agora, começará mais cedo.

Já tinha reparado nessas referências? Diga nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Hiatus de inverno 2026 - de 3 de agosto à 7 de setembro



Após um ato de confiança em mim (Arthur Claro), o Emerson Garcia deixou em meus dedos e cérebro a responsabilidade para criar um texto para anunciar o Hiatus de inverno do blog JOVEM JORNALISTA. Não fiquem tristes, pois o Emerson precisa de descanso e arejar as ideias para continuar criando os posts que vocês acompanham há anos. Mas quem quiser encher o saco do Emerson vai lá no e-mail emersongaffonso@gmail.com, deixando nos comentários neste ou em qualquer outro post e também no Instagram @jovem_jornalista.

Porém quem achar que está órfão de posts para ver, sugiro a visita no blog ARTHUR CLARO = PORÉM ≠ para ver os posts mais diversificados que a mente deste que vos fala acredita ser diferente de tudo que já se viu por aí. Mas, se você tem um lado safadinho que gosta de posts sobre sexo, sugiro a visita no meu outro blog o SEMINUDEZ.

O hiato do Jovem Jornalista começa hoje, 03 de agosto e vai até o dia 7 de setembro de 2026. O Emerson me disse que vai aproveitar esse hiato para continuar visitando e comentando nos blogs que ele já faz normalmente e também vai focar no trabalho remunerado que ele possui. Me confessou que vai ouvir muito K-POP da banda Black Pink, ensaiar as coreografias da música inédita da Anitta (não sei qual, mas com certeza que nesse hiato do blog vai ter algum lançamento). Como um bom consumidor de filmes e séries, o Emerson disse que vai continuar vendo as novelas verticais de doramas que estão bombando no Tik TokBrincadeiras à parte, o Emerson estará criando posts com o mesmo primor que sempre criou, para que vocês continuem visitando e comentando nos posts dele. 

Sobre a Rádio Bagaralho, eu (Arthur Claro) tenho um spoiler para vocês: em breve vai ter continuação de programas que ficaram faltando aparecer! Também quero sugestões de músicas para outras pessoas ouvirem. Quem tiver coragem e vontade de participar do programa ENTREVISTA MUSICAL, é só entrar em contato com o Emerson e/ou comigo no Instagram @radiobagaralho

Agora, me despeço dizendo que não chorem pelo hiato, mas pelo fato de eu (Arthur Claro) ter vindo escrever esse monte de letras que formam palavras, as palavras que formam frases e estas frases que se tornam em um texto enorme para anunciar o HIATUS DE INVERNO. Até a volta! J-J



Por: Arthur Claro

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