sexta-feira, 6 de novembro de 2026

7 anos como servidor público - 20 aprendizados, dores e delícias

No último dia 01 de novembro de 2026 completei 7 anos como servidor público e isso é motivo de muitas comemorações. Como os leitores devem saber, sou jornalista há 12 anos, mas Deus resolveu me presentear também como funcionário público. Para mim, ser funcionário público tem seus aprendizados, dores e delícias.

O serviço público é um presente de Deus em minha vida. Amo servir o público e atendê-lo da melhor forma. É recompensador quando um servidor sai do meu atendimento com dúvidas sanadas e um sorriso no rosto. Não tem carinho e motivação maior que isso.

No post de hoje apresento 20 aprendizados, dores e delícias de ser um servidor público! Confira!


1- Impacto real na vida das pessoas

Cada processo concluído, atendimento realizado ou política pública executada gera um reflexo direto no cotidiano da população, exigindo responsabilidade ética e compromisso com o bem comum. Você tem a capacidade de impactar positivamente na vida de alguém. Às vezes, a pessoa vem triste, cabisbaixa e perplexa e sai de uma forma totalmente diferente.


2- Trabalho em equipe e cooperação

O serviço público mostra que você não pode viver isolado ou afastado das pessoas. Ele requer envolvimento com outras pessoas. Afinal, você passa mais parte do tempo com elas, do que com sua família. O espírito de equipe e cooperação é algo muito bacana de vivenciar. A articulação entre diferentes áreas e colegas é essencial para destravar fluxos.


3- Desenvolvimento de soft skills (habilidades comportamentais)

Lidar com o público - muitas vezes em situações de vulnerabilidade ou urgência - exercita profundamente a empatia, a escuta ativa, a resiliência e a gestão de conflitos.


4- É um espaço pleno de aprendizado

As leis, os sistemas e as demandas da sociedade mudam com rapidez, tornando o aprendizado constante e o uso de ferramentas como trilhas de capacitação indispenáveis para um bom desempenho.


5- Organização

No serviço público aprendi a lidar com documentos, processos, prazos e demandas simultâneas, além de trabalhar com triagem de processos e patrimônio público. Essas atividades administrativas me ajudaram a ser organizado.


6- Resolução de problemas

Encontrar soluções para situações inesperadas e desafios cotidianos também é um ponto importante a ser ressaltado. Tudo muda, a todo o instante e você precisa estar atento à essas mudanças.


7- Capacidade de adaptação

Tive que aprender a lidar com mudanças de gestão (há todo tempo a chefia pode mudar), sistemas (pode ficar mais automatizado e tecnológico), procedimentos e prioridades.


8- Paciência

No serviço público você tem que lidar com diferentes ritmos, personalidades e situações. É uma verdadeira prova de fogo.


9- Resiliência

Você tem que desenvolver capacidade para enfrentar dificuldades e continuar trabalhando. 


10- Inteligência emocional

Aprendi a administrar sentimentos diante de pressões e conflitos no trabalho e tenho me saído muito bem com relação a isso.


11- Escuta ativa

Compreender antes de responder e buscar entender diferentes perspectivas.


12- Humildade

Estou no serviço público para aprender e ser uma pessoa mais humilde. Tenho aprendido que ninguém sabe tudo e que sempre existe algo a aprender. Sou humilde e humano, nesse sentido.


13- Interesse coletivo

Entender que o serviço público deve priorizar o bem comum, não o meu bem estar. É claro que o serviço público me apresentou muitas vantagens e benefícios, mas esse não é o foco. 


14- Igualdade

Compreender a importância de oferecer tratamento justo e impessoal aos cidadãos. No atendimento ao público que faço trato todas as pessoas da mesma forma, como quero ser tratado. 


15- Responsabilidade social

Compreender que pequenas atitudes profissionais podem gerar grandes impactos coletivos.


16- Valorização do próprio trabalho

Durante esses 7 anos como servidor público, pude perceber como o meu trabalho é fundamental e importante para a vida das pessoas e dos meus semelhantes.


17- Equilíbrio emocional

Separar, quando possível, questões profissionais das pessoais. Nunca gostei de trazer meus problemas pessoais para o trabalho. Gosto de separar bem as coisas.


18- Autoconhecimento

Identificar pontos fortes, limitações e oportunidades de melhoria.


19- Persistência

Aprender que resultados importantes exigem tempo e dedicação.


20- Propósito

Compreender que trabalhar no serviço público é também uma forma de contribuir para a sociedade.



O serviço público é uma grande escola de vida profissional e pessoal. Ao longo da carreira, o funcionário público desenvolve conhecimentos, habilidades e valores que vão muito além das atribuições do cargo. Sou grato à Deus por esse trabalho! J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Quinta de série: O jogo que mudou a história

Pode conter spoilers!





Na Quinta de série de hoje falo da série que mistura ficção e realidade chamada O jogo que mudou a história. De autoria de José Júnior; tem direção de Heitor Dhalia, Matias Mariani e Cláudio Borrelli; e roteiro de José Júnior, Gabriel Maria, Bruno Paes Manso, Bruno Passeri, Clara Meirelles e Manaíra Carneiro. O elenco conta com Pedro Wagner, Jailson Silva, Rômulo Braga, Jonathan Azevedo, Babu Santana, Álamo Facó, Bukassa, Raphael Logam, Ravel Andrade, Alli Willow, Sérgio Laurentino, João Fernandes, Giulia Tavares e Fabricio Assis. Com 10 episódios lançados, a classificação etária da produção é de 18 anos, por conter violência extrema, drogas, agressão, sexo e nudez. Ela é produzida pela Globoplay em parceria com a AfroReggae Audiovisual e a Paranoid.

A série de ação, drama e crime foi lançada em 2024 e foi inspirada em fatos reais. Ela retrata o surgimento das facções do narcotráfico no Rio de Janeiro nos anos 70 e a trajetória dos seus personagens. Ambientada durante as décadas de 1970 e 1980, a tramaexplora o crescente comércio de entopercentes, o surgimento de grandes líderes do crime organizado, o fortalecimento das facções e a intensa guerra às drogas que surgiu logo em seguida. O que começou com um simples jogo de futebol acarretou numa guerra de 25 anos no Rio de Janeiro, que é contada a partir de diferentes pontos de vista ao longo dos episódios.



O jogo que mudou a história é visceral, com muitas cenas de violência extrema, com sangue nas telas e cenas escancaradas de drogas e sexo. Confesso que senti dificuldades de continuar assistindo após o primeiro episódio, mas tive forças e consegui concluir a produção. Foi interessante ver o nascimento do narcotráfico no Rio de Janeiro e como apenas um jogo mudou as questões políticas e territoriais de um lugar. A trama também se divide com cenas dentro e fora das prisões, para contar essa história. 

A série dá início à franquia Afroverso, universo compartilhado que também engloba A divisão, Arcanjo Renegado e Veronika com K, funcionando como a primeira história em ordem cronológica entre as produções.

Ela busca abordar de forma realista e impactante o mundo do tráfico de drogas no Brasil. A história da produção é muito bem amarrada e apresentada, causando impacto entre os telespectadores. A segunda temporada da produção foi confirmada em janeiro de 2025, mas ainda não foi executada, tendo um salto temporal para os anos 90. 



A produção recebeu avaliações positivas da crítica especializada. Ela foi elogiada pela recriação de época, direção, fotografia e pelo cuidado na construção narrativa. A crítica destacou o roteiro de José Junior por retratar a formação do crime organizado sob uma perspectiva humana, sem romantizar a violência, além de ressaltar as atuações do elenco principal e o ritmo envolvente da narrativa.

Além desses destaques, a produção chama a atenção por conta da atuação dos atores, que entregaram seus melhores em interpretações viscerais. A forma como a narrativa evita glamourizar o universo do crime, privilegiando uma representação crua dos acontecimentos também é outro ponto positivo. 

Recomendo a produção, apesar dela ser perturbadora e violenta. J-J







Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Pica-Pau em 18 estilos diferentes


E se o nosso querido e amado Pica-Pau tivesse estilos diferentes, de acordo com animações famosas? Foi essa a ideia do desenhista brasileiro Filipe J. que tem o sonho de ser cartunista e animador e que criou o desenho animado Roger e seus amigos.

A ideia de fazer artes do "seu mano cabelo de fogo" veio após já algum tempo ele não ter feito artes da ave mais amada do mundo das animações. Então, ele resolveu dar uma brincada com vários estilos de desenhos diferentes. Foi assim que surgiu Pica-Pau em 18 estilos diferentes! Acompanhe os resultados:

 


Eis os 18 estilos diferentes que o Filipe J. se inspirou: original, seu estilo (Roger); Era Cartoon Network 90s, Dexter; Era Cartoon Network 00' Calarts; A vaca e o frango; Hora da Aventura; Apenas um show; Hanna-Barbera; Ren e Stimpy; Os Simpsons; Looney Tunes; Baby Looney Tunes; e Family Guy (Uma família da pesada). 

Gostei muito do projeto do Filipe. Achei bastante inovador e deve ter dado muito trabalho pegar a essência de cada desenho e inserir no Pica-Pau. Espero que esse projeto do desenhista dure por muito tempo.

E você, o que achou das releituras do Pica-Pau? Qual a sua preferida? Diga nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Como seriam os aplicativos modernos nos velhos tempos?

Vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico. As redes sociais, aplicativos e plataformas tem dominado todos os ambientes. Tanta tecnologia na atualidade nos faz refletir como seriam os aplicativos numa época retrô. A design Luli Kibudi, nascida na Argentina e que vive na Barcelona, pensou isso com o ensaio de design chamado de Once Appon a time (Era uma vez, em tradução livre).

Luli, com o ensaio, mostra que o tempo passa, surgem novas tecnologias, mas as necessidades humanas permanecem praticamente as mesmas. Na época analógica essas redes sociais existiriam facilmente, em novas roupagens, aplicações, ferramentas e plataformas.


Se antes precisávamos exclusivamente de um telefone ou uma carta para nos comunicar à distância com alguém, hoje um e-mail ou uma mensagem de Whatsapp supre essa necessidade. Assim como precisávamos de uma máquina de escrever, de enciclopédias físicas e de filmes de câmera, hoje a gente precisa apenas do Word, Wikipédia e Instagram. Os tempos são outros, mas parecem que as necessidades são as mesmas. 

Kibudi captou muito bem esse conceito ao criar essa série. Confira seu excelente projeto:

























































Legal o projeto né? É interessante que Luli utilizou objetos retrôs muito bem, sob um fundo nas cores que lembram cada plataforma. E você, gostou do projeto da artista? Qual foi a adaptação retrô de aplicativo preferida sua? Diga nos comentários. J-J


Por: Emerson Garcia

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