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terça-feira, 9 de junho de 2015

Dom de reportagem: À beira de um ataque de nervos


 
A reportagem abaixo "À beira de um ataque de nervos" pertence à editoria de Saúde e bem-estar da revista "Retângulo 29" (da matéria Técnicas de Produção Jornalística I).

Brasília é caracterizada por ministérios que uns ao lado do outro compõem o cartão postal da cidade. É nesse meio que funcionários públicos se estressam com documentos, memorandos, limpeza geral, entre outras atividades que os deixam à beira de um ataque de nervos. É nesse contexto, também, que trabalhadores da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) criaram o QVT (Qualidade de Vida no Trabalho).

Ana Rodrigues (50) três filhos, servente, é destaque na forma como encara a vida. Sempre sorrindo e muito simpática não mede esforços para dar o seu melhor onde trabalha.


- Esse é o meu trabalho: subir e descer escadas carregando lixo. A dificuldade é que não tem elevador - brinca Ana.




Ana Rodrigues (50) não reclama de seu trabalho e participa do QVT


Assim como Ana, Maria do Nascimento (39) servente, leva um sorriso no rosto mesmo que disfarçado, trabalhadora das 6, 8, 10 horas. Levanta às 4h da manhã, chega à Funasa às 6:20h, quarenta minutos antes do início do serviço. Ali, ela é conhecida por todos os seus colegas como aquela que distribui os materiais de limpeza para os serventes.

Ana participa do QVT que visa a saúde dos trabalhadores. Ele surgiu da necessidade de minimizar o estresse causado por Lesões de Esforço Repetitivo (LER), pelas relações interpessoais e pela relação servidor-chefe. O QVT precisa ser analisado a partir das relações trabalhistas específicas de um órgão. Segundo o psicólogo Otávio Guimarães (30) formado pela UnB e que aspira a trabalhar em clínica, “o QVT é bom, mas não pode generalizar essa prática. Tem que se analisar toda a organização, as faixas organizacionais, relações entre colegas, hierarquia”, explica.

De fala mansa e bastante tímido Antonio Oliveira (55) servente, receia em falar por ser analfabeto. Analfabeto de letra, porém bastante alfabetizado pela vida. Trabalha há dois anos e meio na Funasa e não se arrisca a participar do QVT.


- Por que você não participa do programa?

Ele diz:

- Ah... porque eu não gosto.


Assim como Antonio, que não participa “porque não gosta”, Maria do Nascimento não se integra ao programa porque não tem tempo e porque nunca se informou sobre ele. A sugestão de Ana Rodrigues de estender o programa para os terceirizados, de divulgar, deixar claro, já é atendida pela coordenação do projeto. “O foco principal é os servidores públicos, mas como há estagiários, terceirizados, consultores, a gente não discrimina”, explica a coordenadora.

Para Antonio e para tantos outros só existe o dever de cumprir obrigações, mas eles não sabem o que oferece um programa como o QVT. De acordo com a Coordenadora Liliane Montefosco (53), “o foco do programa é a valorização do servidor no trabalho. Através das ações se busca a melhoria do ambiente, prevenção de doenças ocupacionais, fazendo com que o servidor trabalhe com mais produtividade, sem riscos a saúde”.


Estresse no trabalho

Segundo o psicólogo Otávio Guimarães hoje na modernidade existe uma pressão de querer as coisas para ontem. “A questão do tempo faz com que os trabalhadores tenham que se empenhar muito num espaço curto, pensar rapidamente e lidar com muitas informações”.

O dia-a-dia de Dulcinete de França (65) auxiliar administrativa é cansativo e estressante: subir, descer escadas, entregar documentos. A nossa maratonista sente muita dor no corpo por causa disso.

Já no trabalho de Maria de Fátima (62) auxiliar administrativa, ela utiliza muito a visão, as mãos e o cérebro – exige muito atenção. Trabalha sentada em frente do computador de 8 a 10 horas, manipulando documentos. Ela relata que são oito volumes destes com 200 folhas cada. “Às vezes eles são bastante velhos”.

Ingrid Amorim (34) analista de segurança de informação e Dina de Castro (61) assistente técnica possuem algo em comum: são máquinas de dar resultados. A cobrança é algo que incomoda as duas porque elas lidam com o público externo. Ingrid além de trabalhar de dia ainda faz faculdade a noite, o que deixa seu corpo ainda mais tenso.

Para o psicólogo Otávio Guimarães, o trabalho define a personalidade, identifica e às vezes é preciso levá-lo para casa. Estender o serviço para fora do local de trabalho é algo que tem assolado os trabalhadores e tem produzido depressão em muitos. “As pessoas ficam depressivas, irritadas, com o humor instável, com baixa auto-estima, o que pode ocasionar gastrite, dores de cabeça, dores sem causa (fribromiogia), sangramento na visão”, comenta.


Quando foi perguntado se é possível conciliar trabalho e saúde foram dadas diversas opiniões:

-Eu tento –risos- mas não sei se é possível conciliar. Eu acordo 6h da manhã, vou para a academia quando eu posso. Se você tentar, você consegue - concluí Ingrid Amorim.

- Sim é possível. Desde que profissionais da saúde corrijam a postura de servidores, com cadeiras confortáveis, equipamentos adequados, apoio para os pés, computadores com foco de luz correto - analisa Maria de Fátima.

- É possível sim. Porque a gente tem o horário de trabalho, mas até dentro desse período é preciso que exista um parêntese - diz Dina de Castro.


O estresse de certa forma é bom porque alerta, deixa em movimento, mas isso até certo ponto. Quando ele é exagerado a pessoa começa a se exaurir, a ficar indisposta, ter problemas de saúde e de relacionamento. É preciso nesse caso minimizar o estresse. Uma das formas de diminuí-lo é estudar a organização no aspecto micro (servidor) e no macro (empresa). “Tem que estudar a relação daquela empresa, daquele ambiente de trabalho, para analisar o que está prejudicando o trabalhador de uma forma geral”, fala o psicólogo Otávio Guimarães.


Saúde do servidor e QVT

A “Quick Massage” ou “Massagem expressa” tem o intuito de aliviar o estresse de servidores públicos


Gilberto Costa e Silva (31) formado em fisioterapia pelo Uniceub, é monitor de massagem do programa “Aliviando o estresse”. Para ele, ao tocar já existe um efeito psicológico. “Fisiologicamente falando, o toque (fricção) produz calor nas mãos e proporciona um relaxamento às pessoas”.

João Filho (29) formado em Educação Física pela Alvorada, é assistente de ginástica laboral e trabalha com técnicas de alongamentos, massagens e aerodinâmica. “O objetivo desses exercícios é aliviar dores, prevenir lesões, além de proporcionar uma relação interpessoal entre os funcionários”.


- Qual a importância do programa QVT para você?

-Ah... –pensa Ana- é importante né? Que a pessoa tem... –diz com dificuldade- relaxou mais né?... –para outra vez- tem a ginástica... tem trabalhado melhor o nosso dia-a-dia.

- Ah... eu me sinto importante sabia? –diz entusiasmada Dina- porque a gente está tão desvalorizado, sei lá... como eles tem voltado essa parte pra gente, a gente se sente até com bem-estar viu?

- Eu fico feliz de ver que a instituição está começando a se preocupar com a QVT. Essa resposta –diz Maria de Fátima- não vai ser só da instituição, essa resposta vai vir de fora.


Essa satisfação dos servidores só tem aumentado a credibilidade do programa e, de acordo com a coordenadora Liliane, “a gente não faz essas atividades só por fazer, por isso existem os questionários avaliativos que são realizados antes do servidor entrar no programa e depois sempre se analisa os benefícios para a vida e para o trabalho”, explica.

Programas como: Aliviando o estresse, Corpo e movimento, Ginástica laboral, estão dando bons resultados para o QVT. “Diminuíram as queixas de saúde por parte dos servidores, as pessoas estão acreditando e participando mais do QVT”, diz alegre a coordenadora.





- Como as pessoas chegam as seções? E como elas saem?

- Há dias em que elas (as pessoas) chegam animadas, com preguiça, mas sempre saem alegres e com uma sensação de relaxamento e para trabalhar é até melhor –concluí João Filho (22).

- Elas sempre chegam com algum tipo de problema –comenta Gilberto- geralmente dor de cabeça, dor nos braços, dor na coluna. Muitas saem felizes, elogiando o nosso trabalho.

Por fim, Dina, servidora pública, se perguntou:
- O que é qualidade de vida?

E sem esperar uma resposta, ela respondeu:

- É você se sentir bem no trabalho, né? Não só em casa. J-J




Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dom de reportagem: Tratamentos adequados de doenças mentais



Doenças mentais. Cada dia mais elas são mais comuns na sociedade. Contudo, as pessoas tem mais preconceito do que com as doenças físicas. Isso porque as doenças mentais não possuem um sintoma físico. A própria pessoa que possui o transtorno reluta em se tratar. As pessoas ao seu redor acreditam que é frescura, preguiça. Não é porque a doença é emocional, que a pessoa não sofre.

De acordo com a jornalista Adriana Ishikawa, que realizou uma pesquisa sobre os portadores de doenças mentais como trabalho de TCC,  "desde a Grécia antiga foram criados conceitos errôneos sobre o transtorno mental, mas pessoas portadoras desta patologia também são pessoas como qualquer outra e tentam conquistar seu espacinho na sociedade". 


Toca da cutia


O que leva uma pessoa a entrar em um quadro de doença mental? "Acredito que qualquer doença patológica é de origem emocional ou genética. A sobrecarga adquirida sobre certo indivíduo pode desencadear diversos problemas mentais. Quando estamos passando por alguma situação difícil em nossa vida, todo nosso emocional é abalado", explica Ishikawa. 

Tratamentos errados
A depressão, bipolaridade e esquizofrenia, não são doenças atuais, são antigas, mas o preconceito ainda existe. Talvez por um desconhecimento, ou porque nunca passou por algo, ou porque não tem nenhum histórico familiar. 

Por causa do desconhecimento, os familiares da pessoa doente tomam medidas que não são as mais recomendadas. Se ela está com depressão, logo diz para lavar a roupa ou arrumar a casa. Também a leva em um médico e torce para que ele passe um remédio bem forte, esperando que os efeitos passem imediatamente. "O tratamento para portadores de transtornos mentais consiste em toda uma equipe. Só o tratamento medicamentoso não resolverá a causa do problema", explica a jornalista.

Outros a internam em clínicas psiquiátricas com tratamentos absurdos. "O tratamento através da internação em hospitais psiquiátricos é desumano e invasivo. Eletrochoque, lobotomia e trepanação são técnicas realizadas sem atestado médico", alerta Adriana. Ao utilizar esses métodos o paciente está em risco, pois traz efeitos colaterais sérios, causando mais perturbação.


Inova Brasil



Mesmo com o preconceito elevado frente as doenças mentais, o cenário já começou a mudar através do movimento conhecido como A Luta Antimanicomial. "Atualmente os manicômios foram substituídos pelos Centros de Apoio Psicossocial (CAPs). Através dos CAPs, os portadores de doenças mentais, são tratados de forma individualizada", diz Adriana.

Tratamentos que surtem efeitos
Os CAPs são importantes para o tratamento adequado de pessoas com doenças mentais, juntamente com o apoio da família. Artesanato, pintura e música, são atividades oferecidas dentro de um CAP, que promove a sensação de bem estar e prazer, e faz com que as pessoas se sintam úteis. Elas são pressionadas frente ao mundo porque muitas dizem que elas são incapazes. 

Esses exercícios é uma forma dela provar o contrário, além de ter saúde mental. De acordo com Ishikawa, "todos estes trabalhos que geram bem estar e trabalham a mente podem ser aderidos como forma de tratamento. Claro que agregado com o tratamento medicamentoso orientado pelo médico".



Mundo da Neusinha Brotto


Dentro do espaço psicossocial a pessoa com doença mental não vai se sentir tão só. Ali ela vai poder externar os seus sentimentos. Até a terapia do abraço pode ser algo que surte efeito. "Sou muito a favor da terapia do abraço, até porque as pessoas portadoras de transtornos mentais são pessoas em sua maioria abandonadas pela família, pelos amigos, sozinhas. Convenhamos que através de um abraço pode-se exteriorizar os melhores sentimentos, nos dando uma sensação de felicidade, contentamento e bem estar".

A música é outro tratamento que pode surtir efeitos positivos, embora algumas pessoas depressivas se encontram com baixo autoestima e não se alegram com nada. Mas o fato é que quando Martinho da Vila diz "Canta, canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá, canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar", ele quer dizer que pensamentos positivos atrai coisas positivas. "Se cada pessoa soubesse o poder da mente, usaria mais ao seu favor", explica a jornalista.


Patricinha Esperta


Tratamentos adequados da depressão, bipolaridade e esquizofrenia são primordiais para que a pessoa retorne a sentir bem estar e volte a viver a vida normal de antes. Para isso, é preciso força de vontade do doente, apoio da família e o convívio em CAPs. É preciso também entender que nenhuma pessoa está livre de uma doença mental. 

Por isso, enquanto ela não vem e caso ela venha, siga as dicas de Adriana Ishikawa: "Viva! Saia mais, leia mais, divirta-se mais. Faça coisas que lhe cause prazer, procure descobrir um mundo que ainda não conheceu, um mundo harmonioso, pacifico. Entenda que a vida sempre terá seus altos e baixos, mas jamais se deixem cair pelos momentos difíceis que eventualmente passarão"

E se cair, saiba que você tem total condição de se levantar de volta! J-J


Adriana Ishikawa é jornalista formada pela FIAM FAAM. Atualmente é  assessora de imprensa e redatora. Já concedeu palestra na CAPS ll de Santo André, explicando a importância do apoio familiar no tratamento para pessoas portadoras de transtornos mentais.

Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dom de reportagem: Marketing Digital- Diferencial, visibilidade e valor positivo



A propaganda é a base de um negócio. Com ela, um produto é conhecido, faz sucesso ou é fracassado. As empresas buscam inovação em suas vendas. O Marketing Digital é uma ferramenta a mais que deve fazer parte do ambiente empresarial. Ele é importante porque aumenta a fidelização de clientes, melhora a comunicação e produz seriedade, confiança e credibilidade. Várias marcas se deram bem nas redes sociais por meio de suas campanhas onlines e o modo como lidaram com seus públicos.

A social media Giovanna Bianchi dirige a empresa Bianchi Visione, onde atua na curadoria das redes sociais, criação de conteúdos, elaboração de sites, monitoramento e gerenciamento de crises para empresas. "Esse é o receio de algumas empresas quando o assunto é redes sociais, pois temem encarar o imprevisível e um dia querendo ou não, a crise há de vir. Para isso é necessário um bom plano de gerenciamento de crises eficaz, antes, durante e após o processo de conflito da empresa", diz.




Se por um lado, as empresas podem ser bem sucedidas nas redes sociais, elas também podem sofrer crises que interferem na sua reputação e identidade. Por isso, o uso do Marketing Digital serve tanto para alavancar uma empresa como para retirá-la de uma crise. A utilização correta dessa ferramenta é o grande desafio, uma vez que o poder da internet é grande, e muitas vezes há um desconhecimento total desse poder.

Diferencial do Marketing Digital
Um produto que está disponível de forma online traz maior comodidade ao cliente, uma vez que ele se sentirá mais a vontade em sua compra. Além disso, as lojas onlines funcionam 24h por dia, tanto para reclamações, como aquisições. "Percebi que algumas pessoas tem preguiça em entrar em lojas, possuem até uma certa curiosidade, mas só o fato de encarar o vendedor prestativo pressionando a venda, já inibe a vontade de conhecer um pouco mais sobre o que a loja tem a oferecer", explica Bianchi. 

A relação com os clientes através das redes sociais permite uma maior interação, além da fidelização dos clientes. "As empresas criam um perfil corporativo e todos os dias geram conteúdos interessantes porém, sem fugir do foco, a fim de conquistar seus clientes, atraindo cada dia mais curtidores em suas páginas. Quando alguém curte ou compartilha automaticamente os amigos visualizam a marca, se interessando e seguindo também o perfil da empresa", explica.





A repercussão das empresas é mais intensa na web. A facilidade de acesso a esse meio, permite que pessoas elogiem, ou critiquem um produto; façam marketing boca a boca ou realizem a destruição das empresas; permitindo que as empresas meçam a sua visibilidade e percebam como seus produtos estão sendo vistos. Com isso, a preocupação das empresas nas redes sociais torna-se dobrada.

Medir e mensurar a visibilidade das empresas nas redes sociais é essencial para as empresas que decidiram realizar Marketing Digital. "As redes sociais fornecem estatísticas de quantas vezes seu conteúdo foi visualizado, quantas pessoas visitaram sua página, classificação de idade e países enfim, fornece um raio x para as empresas", reitera a diretora da Bianchi Visione 


Gerenciamento de crises nas redes sociais




Muitas empresas são alvos de crises, críticas e reputações balançadas. Tem-se como prevenir e remediar alguns fracassos das empresas. Giovanna Bianchi dá 4 dicas de como gerenciar crises:

1- Monitore as redes
Muitas empresas cometem o erro de criar perfis corporativos em redes sociais e simplesmente abandona-las, Ao perceber algum consumidor insatisfeito é necessário agir rapidamente, reconhecendo o problema e se desculpando. 

2- Crie um grupo específico de apoio
Dependendo do tamanho da crise, é essencial ter uma equipe ciente do problema, separada somente para responder e auxiliar os clientes, com horários divididos.

3- Sempre elimine o problema de onde surgiu
Quando uma crise começa em uma determinada rede social, é necessário manter a conversa ali mesmo, jamais dissemine o assunto para as demais redes. Se possível ofereça ao cliente  um e-mail ou redirecione a outro canal de reclamação específico, como uma Web page com perguntas e respostas mediante a crise, para que a conversa fique mais privativa. 

4- Interrompa as ações de marketing quando necessário
Quando uma empresa está passando por uma crise, dependendo da gravidade é deselegante para a empresa enviar e-mail marketing ou propagandas promocionais aos clientes. A melhor forma é cessar por um período e após a tempestade, recuperar a imagem da marca e conquistar a confiança dos clientes.


Valor positivo de empresas nas redes sociais
Algumas empresas souberam como utilizar do Marketing Digital de forma positiva, conquistando seus clientes e chamando a atenção, como Dove, Comfort, Hellmann's, Dermacyd e Outback. Descubra o que elas fizeram!

Dove
Faz campanhas em mídias sociais sempre voltadas para o público feminino, como por exemplo os Selfies para aumentar a autoestima das mulheres.

Comfort
Faz campanhas promocionais sempre voltadas para as donas de casa. A empresa fez um hotsite onde se encontram informações úteis como dicas para o lar, lazer, conscientização ambiental e um link para se cadastrar e receber um amostra grátis do produto. Após o consumidor testá-lo e conhecer um pouco mais sobre a Comfort, o mesmo envia uma mensagem-resposta sobre o que achou, contando sua experiência com a marca. 



Hellmann's
Resolveram apostar em dois de seus produtos mais famosos, o Ketchup e a Maionese. A grande estratégia foi mostrar do que são feitos. Com isso, trouxeram a mensagem de que os produtos Hellmann’s não servem somente para hambúrgueres, mas também para molhos, carnes e outras receitas do dia a dia, onde lhe rendeu uma boa audiência nas mídias sociais.







Dermacyd
Lançou uma campanha pela saúde íntima da mulher, trazendo a conscientização e a importância da higiene íntima adequada. A Dermacyd começou essa campanha com um Buzz e contou com as celebridades como Fernanda Paes Leme, Fernanda Souza, Ana Maria Braga, Ticiane Pinheiro, Luciana Gimenez e Monica Apor . Elas escreveram em suas redes sociais a hashtag #DurmoSemCalcinha. A campanha repercutiu, se espalhando rapidamente e causando curiosidade entre os internautas. 




Outback
Em 2012 resolveu investir pesado em marketing digital nas principais redes como Facebook , Twitter, Foursquare e Instagram conquistando mais de 400 mil seguidores.




Visibilidade das empresas
As empresas recorrem as mais diversas plataformas de redes sociais para atingir os públicos de maneiras diferentes. Facebook, Google+, Twitter, Linkedin, Pinterest, Instagram, são alguns dos que podem ser utilizados, cada um com sua função. "As empresas recorrem a quase todas as plataformas, para marcar sua presença online e aproveitar todas os benefícios que as redes sociais tem a oferecer. Meu conselho é, marque presença online de sua empresa em todas as redes sociais possíveis, porém, só aquelas que você sabe que dará conta para gerencia-las todos os dias", explica Giovanna. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dom de reportagem: Paleta mexicana





As paletas mexicanas estão na moda no Brasil hoje em dia. Conheci quando fui a um shopping de Valparaíso (cidade vizinha à Brasília) e pedi uma de maracujá com leite condensado. Embora com o preço salgado (quase R$ 10) gostei muito do picolé, principalmente da mistura do azedinho da fruta com o doce do leite condensado. Recentemente, tive a triste notícia que elas não são mexicanas, e se tem algo parecido no México são os picolés de fruta, só que sem recheio nenhum. E lá não é esse absurdo de preço que nem no Brasil. Foi aí que me perguntei: de onde surgiu a verdadeira paleta mexicana?!




Bem, a verdadeira paleta mexicana surgiu no México, mas lá não é recheada, e somente a fruta pura e fresca. 








É um tipo de picolé, com consistência de sorvete. O nome vem do espanhol, "palo" ou "bastón", em referência ao palito que é congelado em cada sobremesa. Os locais onde elas são vendidas, são chamados de Paleteria e o profissional, de paletero.





Basicamente, elas podem ser de qualquer tipo de fruta (a que eu fiz com minha prima e meu sobrinho foi de morango). Manga, limão, açaí, creme, melancia, coco e tantos outros, estão entre os sabores. Quando se fala do recheio, os brasileiros variam entre doce de leite, leite condensado, cholocolate, nutella (tanto na parte externa, quanto interna) e por aí vai. Uma Paleteria em São Paulo tem 22 sabores diferentes. 





Enquanto no Brasil, o preço é exorbitante, no México, as paletas são tradicionais da cultura e são vendidas em lojas simples, com preço popular e barato. Além disso, elas não possuem recheio, mas as frutas são misturadas com hibisco, rum ou tamarindo. Não há franquia de lojas, ou seja, eles não querem lucrar com isso, e sim, paleteros que empurram seus carrinhos de paleta pelas ruas. Nada de espaço climatizado e com design colorido, como no Brasil. Em resumo, a paleta genuinamente mexicana é feita de fruta e água, somente.

Toda a promoção e propaganda que se tem no Brasil é uma forma de arrecadar fundos. Quem não quer tomar um picolé mexicano? Contudo, as paletas passaram por transformações, principalmente no preço, e os brasileiros não reclamam porque pensam que ela é mexicana. O estrangeirismo sempre chamou a atenção do povo daqui, e não seria diferente com a paleta.





Se assustou com o preço de uma paleta mexicana?! Notícia: você pode fazê-la em casa!

Créditos: Jeans Rasgado









Mas não é só a paleta mexicana que está na moda no Brasil. Está ficando cada vez mais comum os picolés Naked (picolés pelados), que é basicamente, picolés de água de coco com pedaços de frutas naturais. E detalhe: isso foi criado por uma dupla de brasileiros *-*




O legal é que as frutas aderem ao formato do picolé.


A inovação é uma alternativa saudável para quem não abre mão de uma sobremesa dessas no calor. A Naked não possui ainda postos de compras, mas, se for de São Paulo, você pode fazer seu pedido por email getnaked@sorvetenaked.com.br. O valor ainda continua salgado, como a paleta: R$ 8.





Será um concorrente da paleta mexicana?! Eu não sei. Sei que esse assunto me deu calor e vontade de tomar um picolé. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 27 de maio de 2014

Dom de reportagem: 12 anos das 5 estrelas que criaram uma Atmozone


Em 2002, a seleção brasileira conquistava o pentacampeonanto em uma copa singular, bonita e curiosa, onde a atmosfera de harmonia e alegria reinavam



No dia 30 de junho de 2002, a seleção brasileira, encabeçada pelo técnico Luiz Felipe Scolari; e estrelada pelos craques Ronaldo - o Fenômeno, o nosso ex-capitão Cafú, além de Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e Denílson, se enaltecia com mais uma estrela que grudava em nossas camisas, a quinta estrela. De pensar que o evento fará 10 anos, mostra que a magia da conquista poderia durar mais tempo, no entanto, isso não foi possível, porque nas duas copas seguintes, em 2006 e 2010, a seleção brasileira fracassou, e fracassou feio. A comemoração, portanto, serve para mostrar a cada brasileiro que a garra não deve ser esquecida no tempo... Se o hexacampeonato vier nesse ano, vamos lembrar que já somos a única seleção pentacampeã do mundo!

Uma seleção pentacampeã que fez bonito em uma copa singular e cheia de curiosidades. Foram 7 jogos e 7 vitórias! O número da perfeição! 100% de aproveitamento da seleção e nenhuma derrota, muito menos algum empate! A seleção deu show do início ao fim do outro lado do mundo, no Oriente. Aliás, a Copa do Japão e da Coréia do Sul teve tudo para ser uma copa diferente, bonita, cheia de brilho e cor. Bendita decisão da Fifa de levá-la para o outro lado do mundo! E de ainda ser a 1ª copa na Ásia, sediada em dois países! Foi a copa em que mostramos a nossa força e vigor, acordando às 3h30 da madrugada para ver a nossa seleção entrar em campo, e no outro dia estar firme e forte para trabalhar! Isso que é ser brasileiro de verdade!

A Campanha

Foi a copa em que Felipão teve que descascar um abacaxi deixado por outros técnicos, e mostrar uma seleção vívida, forte e que resgatou, novamente, o prestígio do nosso verdadeiro futebol. Ao conquistar as cinco estrelinhas e ser realizada uma campanha considerada brilhante, entramos no primeiro patamar do ranking da Fifa! Para chegar nesse resultado, Felipão arriscou, levando mais meninos que jogavam dentro da nação, além de apostar em new faces, e sofrer severas críticas por não levar o baixinho.

A grande final, que garantiu um céu mais estrelado e mais verde-e-amarelo, foi realizada no estádio de Yokohama, no Japão, onde o Brasil enfrentou a seleção da Alemanha, e onde Ronaldo, o fenômeno, marcou dois gols que nos deram a vitória.

O Fênomeno
Fenômeno. Foi aí que surgiu o apelido, e muito bem merecido por sinal. Foi ele, o grande artilheiro da Copa, com 8 gols! O dentucinho foi um fenômeno. Desbaratou o jogador da Alemanha, Owen, e fez com que a votação de melhor artilheiro fosse somente depois de finais de mundiais!


O fenômeno, no entanto, não queria causar somente mudanças climáticas futebolísticas, ele queria ser um fenômeno midiático. Ser conhecido além do seu gingado de pés, como também por alguém que faz a “cabeça”, inventando moda, literalmente. Ele raspou o cabelo, mas deixou um tufo, em formato meia-lua, na fronte. Não deu outra! Moda! O jogador até ganhou outro apelido: Cascão. Chamar atenção era o que Ronaldo queria. E deu super certo.

Os mascotes
Moda... Futebol de primeiro mundo... Copa diferente... A começar pelos mascotes escolhidos. Enquanto se achava que os mascotes seriam tradicionais animais e personagens típicos da Coréia e do Japão, os organizadores resolvem criar bichinhos de outro mundo. E por que? Porque aquela copa era de outro mundo! Os extraterrestres, antes de tudo, eram simpáticos e foram criados com uma tecnologia um tanto como oriental: o 3D!! Conhecidos como Spheriks, os bichinhos representavam partículas de energia na atmosfera e mostraram um pouco da cultura zen oriental.


Segundo os organizadores, eles habitavam o planeta Atmozone, onde praticavam um futebol de outro mundo, o Atmoball. Certo dia, Electro, rei de Atmozone, deu uma missão ao filho Ato: criar a atmosfera ideal para a realização da Copa do Mundo de 2002. Ato, portanto, recrutou seus melhores alunos. Nik e Kaz não foram escolhidas e resolveram seguir Ato até que chegaram a Terra para assistir aos jogos da Copa em 2002.

E o que eles viram? Viram uma seleção pintada de verde-e-amarelo, um técnico rígido, um fenômeno com cabelo de cascão e resolveram celebrar conosco a vitória do pentacampeonato brasileiro! Bendito foram os Spheriks que nos trouxe boas vibrações e a conquista de nossas cinco estrelinhas!

A Atmozone
E que atmosfera oriental foi essa? A atmosfera do equilíbrio e de um mundo melhor. Durante a abertura da Copa de 2002, percebemos a busca pelo equilíbrio, onde os organizadores mesclaram o passado que se uniu ao presente e que se uniu ao futuro. Essa mescla ficou sendo o equilíbrio que tanto se presa no Oriente. Sacerdotes coreanos, seres futuristas, todos em harmonia, dançando no ritmo de antigos tambores e moderníssimas baterias! O high tech se misturou aos Samurais. Entende-se o futuro, a partir dos atos do presente e da lembrança do passado. Só se pode viver em harmonia se compreendermos que tudo que vivemos, tudo que estamos vivendo e tudo que viveremos, faz parte do nosso aprendizado.





Por isso, hoje, 27 de maio de 2014, vamos resgatar o espírito da abertura da Copa Oriental em 2002? Por que o que vivemos hoje, faz parte do arsenal que tivemos no passado. Que tal lembrarmos da vez em que fomos pentacampeões mundiais? E que tal esquecermos das derrotas e desilusões que a gente passou, por um instante? Nós só saberemos o melhor dia das nossas vidas quando vivermos ele. E agora sabemos que o melhor dia da sua vida foi há 12 anos atrás, quando o Brasil conquistava as cinco estrelinhas. Futuro, presente e passado são inseparáveis e a perfeita harmonia entre eles é que dá o equilíbrio da vida. Vamos lembrar dos Spheriks! J-J

Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dom de reportagem: Por que ir à Cidade Maravilhosa?



Final do ano. Época que a maioria das pessoas entram de férias. Período em que uma porção delas decide passar o final do ano em um lugar que não seja a sua casa. Muitas delas viajam pra fora, outras para algum estado dentro do seu país, embora com o discurso que "viajar para fora sai mais barato". Será?! O blog Jovem Jornalista em um período de 15 dias, com a ajuda da Giovanna Bianchi, que entende de turismo e viagem; pesquisaram como viajar dentro do território nacional gastando pouco. O destino?! Rio de Janeiro!


Pinterest

A Cidade Maravilhosa é a segunda cidade mais populosa do Brasil, além de ser um dos principais destinos de turistas não só no fim de ano, como em outras épocas. Os cariocas são extremamente dóceis, hospitaleiros e tem o costume de abraçar e beijar. O povo de lá é muito solicito, além de ter inúmeras belezas naturais, como o pôr do sol na Pedra do Arpoador, sua arquitetura natural e suas praias.

Por que ir à Cidade Maravilhosa no final do ano? Uma das principais vantagens é o Réveillon carioca. Assistir a tradicional queima de fogos em Copa é um show fascinante, principalmente para quem ainda não conhece. Contudo, de acordo com Giovanna Bianchi, que já visitou a cidade, "Os albergues costumam subir o valor no final do ano, por isso, não aconselho os que estão em Copacabana. Recomendo os que estão um pouco mais distante da praia", alerta.

Pesquisa de locais, albergues, restaurantes e meios de locomoção são primordiais para quem quer visitar o Rio de Janeiro nessa época. É claro que existem preços caros, mas um pouco de empenho e conhecimento de locais baratos e até mesmo de graça, são uma carta na manga. 


Arpoador (Pinterest)

A escolha dos gastos
Não é possível estimar um valor de até quanto se pode gastar indo ao RJ. O que se pode é dar dicas para o viajante gastar um valor em conta. A pessoa pode fazer uma série de escolhas, como: viajar de ônibus; alugar transporte coletivo ou bicicleta; optar por lanches; e repor sua água de garrafinha.

"Se eu ficasse por 3 dias, provavelmente eu comeria lanches e pagaria por cada um deles aproximadamente R$ 13. Outra dica de ouro é fazer como os americanos, comprar água nos supermercados e sempre repor durante o passeio, pois desta forma é possível economizar R$ 20 ou mais", explica Giovanna.

Abrir mão um pouco do luxo não vai doer. Principalmente não vai doer no seu bolso. Quando se fala de alimentação, algo de extremo valor, é possível comer bem, gastando pouco. Os PF's de R$ 13, um pouco distante da praia de Copa e as refeições de R$ 1 do Bom Prato, ao lado da Estação Central do Brasil, são dicas de ouro para quem não quer gastar R$ 25 em um restaurante em Copa.

Além disso, um genuíno cachorro quente carioca pode ser vendido por R$ 7 e substituir uma refeição comum. "Quando se trata de lanches, nenhum chega aos pés do RJ. Tente imaginar de tudo dentro de um pão, aí você coloca mais um pouco e acrescenta codorna, queijo ralado e fatias imensas de bacon. Não se esqueça de comer a famosa rabanada típica da cidade, é uma delícia!", diz a turista.


BikeRio (Pinterest)

Optar por meios de locomoção como bicicletas e transportes coletivos é mais em conta do que andar de táxi, carro ou ônibus nas vias cariocas. "O aluguel de bicicleta BikeRio é R$ 10 por mês, enquanto a passagem de ônibus e metrô está R$ 2,75", explica Bianchi. Andar de bike é uma atitude econômica, além disso saudável. As ciclovias do RJ são bem sinalizadas e estruturadas. Você pode conhecer a cidade de uma nova forma, além de ter a segurança de guardá-la em bicicletários e também no trânsito, por conta da iluminação e sinalização.

Pontos turísticos em conta
Existem vários pontos turísticos cariocas interessante e em conta, que não estão na rota tradicional de lugares para se visitar. O Free Tour, passeio gratuito em português, oferece ao turista 3h30min de passeio histórico à pé pelo Centro do RJ, Morro da Urca, Pedra Bonita e Corcovado. Além de economizar, você estará fazendo caminhada. O limite máximo é de 15 pessoas. 

O turista interessado poderá visitar o Espaço Cultural da Marinha- além de conhecer um submarino e um helicóptero; o Mirante da Paz- verá a vista das Ilhas Cagarras, a praia de Ipanema, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Morro Dois Irmãos e o Cristo Redentor; passear pela pista Claudio Coutinho- ideal para caminhadas, corridas ou para curtir a paisagem; e encontrar um casarão encantador, trilhas, parques infantis, áreas para piquenique e cavernas artificiais no Parque Lage; tudo isso totalmente free!!!


Parque Lage (Pinterest)

Para quem quer ver a cidade de uma vista panorâmica, o Bondinho de Santa Teresa, que passa sobre os Arcos da Lapa tem o custo de R$ 0,60. Já para quem quer apreciar história e cultura, o Forte de Copacabana é uma boa opção, com o valor de R$ 4, a inteira.

Para quem quer passar o final de ano no Rio temos a praia de Copacabana e as outras ao seu redor. Além da região dos Lagos, Ilha Grande e Paraty, para quem quer sossego e tranquilidade.

Estão ai bons motivos para visitar a Cidade Maravilhosa. Viajar para dentro do país pode não ser tão caro assim, se tiver informações e conhecimentos, além de fazer uma pesquisa detalhada.


Ilha Grande (Pinterest)


Para todos vocês, um bom final de ano!!! J-J



Mais informações:  http://quandoforviajar.blogspot.com.br/2013/11/sem-carro-sem-dinheiro-como-conhecer-em.html 
Free Tour: contato@rebel-tours.com. 



Por: Emerson Garcia
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