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quarta-feira, 5 de julho de 2023

Parque localizado em Taguatinga une pessoas

 




Taguaparque torna-se um local muito mais de reunião de seres humanos do que práticas esportivas

Taguatinga (DF) possui uma área esportiva com o objetivo de levar qualidade de vida e bem estar para a população. Localizado ao longo do Pistão Norte de Taguatinga e Vicente Pires, o Taguaparque é um local para se realizar atividades esportivas, como caminhada, ciclismo e futebol. Com 89 hectares (equivalentes à 107 estádios de futebol, Maracanãs, por exemplo) conta com pista de cooper e ciclovia, quadras esportivas, equipamentos de musculação, playground, Vila da Criança, pistas de jeepcross (700 m) e motocross (1.300 m), ginásio coberto e churrasqueiras. Ecologicamente correto e sustentável, é um dos maiores complexos diversionais, culturais, esportivos e turísticos do Distrito Federal. Mas, o que há por trás do cotidiano das pessoas que visitam o Taguaparque?

Quem visita o parque não vai só com o intuito de praticar esportes. É comum observar casais de namorados, amigos ou até mesmo pessoas que vão para descansar, atrás de sombra e água fresca. Há casais que se deitam no gramado com o bebê e passam tempo. Há pessoas que aproveitam a sombra da árvore para dar muitos beijos. Há aqueles que se sentam no banco da pracinha para ler as últimas notícias. Enfim, o parque é um ponto de encontro de pessoas, almas e esporte! 


Um dos administradores regionais de Taguatinga, Ezequias Pereira, falou o seguinte sobre o parque:

“O Taguaparque é o orgulho da população de Taguatinga. Um local seguro para atividades esportivas e de lazer e vamos trabalhar para que ele seja recuperado para toda a população”.


O aposentado Fernando Augusto (60) todo final de semana leva a neta no parque para brincar na areia. Ele possui uma relação de cumplicidade com ela. O Taguaparque é um elo entre os dois: neta e avô se divertem, pedalam e tomam sorvete juntos. 

Naquele sábado, um fato faria os dois rirem muito. Cachorros frequentam o local e ficam deitados numa pracinha, aparentemente são animais mansos. De repente, a neta de Fernando se aproxima de um deles que começa a latir e se levanta. A menina começa a correr e o avô começa a sorrir. Não deu outra: neta e avô riram por minutos da situação! 

O parque público de Taguatinga é um local onde é possível unir as relações sociais e as atividades físicas. Para a aposentada Helena Rodrigues (54) a prática da caminhada e o encontro com pessoas queridas torna a mente e corpo sãos. As mudanças de percurso também ajudam, porque você mudando de lugar, conhece pessoas diferentes e coisas novas. "Eu me canso das rotinas. Hoje, por exemplo, já vim por outro lugar para caminhar", disse.

Quem vem ao parque, vem para descansar. A lojista  Cinara dos Santos (30), traz o filho para brincar e vem para descansar. "Até porque tenho que ficar observando ele", comenta.

Quando se frequenta o local e se conhece pessoas novas, é possível criar amizades e, até mesmo, participar de passeios. Foi o que aconteceu com Helena. Em uma aula de ginástica, promovida pelo parque, pessoas se conheceram e foram para um hotel fazenda. "Foi bom demais. Visitamos cachoeiras e trilhas", explica. 


Atividades físicas

O Taguaparque é importante tanto para a cidade como para a vida das pessoas. A analista de sistemas Daniela Alves (35) frequenta o parque para caminhar e fazer exercícios físicos. Assim como o servidor Ubirajara Leite (38). Para eles, o parque melhora tanto suas qualidades de vida como da cidade.

Um local assim serve de escape para as pessoas que trabalham a semana inteira. É o caso do arquiteto Hugo Brito (40) que trabalha por conta própria durante a semana e procura ao parque para caminhar: "Aonde moro não existe local para lazer", afirma. 

As atividades físicas melhoram bastante a auto-estima das pessoas. De acordo com Helena, depois dela fazer caminhada a dor na coluna e a pressão alta não existem mais. 


Vila da Criança


O projeto, criado em março de 2022, visa a promoção da inclusão social, com a criação de um espaço com brinquedos adaptáveis, aparelhos lúdicos, fortalecendo o convívio com crianças portadoras de necessidades especiais. A Vila da Criança ocupará uma área de 336 metros quadrados, ficando localizada atrás da cascata. 

Assinado pela arquiteta da administração de Taguatinga, Charliete Mesquita, o projeto inclui brinquedos tradicionais, balanço adaptado frontal e brinquedos para psicomotricidade feitos com pneus reciclados. Ao redor do parque, vários pergolados com rede, além de biblioteca, banheiro adaptado e bancos. 

O Taguaparque ainda conta com um campo sintético; uma tradicional cascata, point preferido para fotos dos visitantes; e um parquinho de madeira. 


Histórico


O Taguaparque foi inaugurado com o objetivo de levar qualidade de vida e bem estar para  a população. O espaço de lazer do parque é muito bom. Várias revitalizações do ambiente foram realizadas. O parque possui churrasqueiras, plauground rústico, pista de jipecross, pista de motocross, quadras de volei de areia, quadras de futebol society, circuitos inteligentes de malhação, além de estacionamentos e ginásio coberto. 

Criado em 1998, no dia 5 de maio, somente foi aberto ao público no dia 6 de junho de 2009. É considerado o maior parque de Taguatinga. J-J

 

*Reportagem criada no dia 30 de março de 2010 para a disciplina de Jornalismo Especializado, quando fazia o curso de Comunicação Social - Jornalismo na Universidade Católica de Brasília (UCB). A pauta teve o seguinte título: "A cotidianidade das pessoas que frequentam o Taguaparque", para a diretoria de Lazer e Esporte. 

**Reportagem passou por adaptações e atualizações. 

domingo, 29 de janeiro de 2023

Idosos na faixa dos 60 anos têm saúdes física e psicológica reabilitadas em Clínica-Escola de Águas Claras

Mais do que tratar a ruptura de um osso, dificuldade de locomoção ou membros atrofiados, os indivíduos são tratados em suas almas, no íntimo de seus seres



Eles superaram dores físicas e psicológicas com a ajuda da Clínica-Escola de Fisioterapia da Unieuro de Águas Claras (DF)

Os senhores Osmarino Borges (77), Divino dos Santos (74), Ceiça Garcia (60) e Adma Lucinda (58) tem tido suas qualidades de vidas aumentadas por participarem de um programa de fisioterapia para a terceira idade, da Clínica-Escola de Fisioterapia da Unieuro na cidade de Águas Claras, no Distrito Federal. Cada um deles passou por um trauma físico, que colocou suas saúdes na berlinda. Encontraram na Clínica-Escola a possibilidade de reabilitação não só de aspectos fisioterapêuticos, bem como psicológicos e emocionais.

Um problema lombar e desgaste de algumas vértebras da coluna, fez com que Osmarino Borges, militar EB Reformado, procurasse ajuda fisioterapêutica. Já o aposentado Divino dos Santos encontrou na Clínica-Escola a possibilidade de melhorar a sua coluna e também a capacidade de locomoção, devido às constantes quedas. A fratura do fêmur e rompimento de todos os tendões do joelho direito, por conta de uma queda acidental, fez com que Ceiça Garcia tivesse sua mobilidade posta à prova, achando no serviço da Unieuro a melhora. Por fim, Adma Lucinda, funcionária pública aposentada, foi diagnosticada com capsulite no ombro direito e reumatismo no joelho esquerdo logo após adquirir COVID-19 durante a pandemia, tendo que recorrer aos serviços fisioterapêuticos da Clínica-Escola.


Superação

Seu Osmarino achou que caminharia pelo resto da vida com a ajuda de uma bengala. 


Os pacientes têm experimentado situações surpreendentes. Eles evoluíram exponencialmente, superaram dores e traumas físicos, além de ter seus humores e autoestimas melhorados. Adma não conseguia movimentar um dos braços de forma alguma e vivia mancando. Ao chegar na clínica, achava que tinha apenas problemas físicos, mas descobriu debilidades psicológicas também. “Descobri lá que tenho um problema de memória muito sério. A equipe de profissionais começou a trabalhá-lo e eu melhorei muito. Hoje tenho o movimento do braço perfeito, os joelhos não doem como doíam e eu ando com uma facilidade maior”, conta entusiasmada.

Seu Divino tem melhorado a situação de sua coluna e andado bem melhor. Mas não só isso, tem melhorado seu humor, e autoestima, sendo uma pessoa mais alegre e de bem com a vida. É o mesmo caso de dona Ceiça: “Tenho percebido melhoras. Cheguei lá com uma depressão muito forte e fui melhorando em vários aspectos da minha vida”, explica.

A evolução foi sentida rapidamente pelo senhor Osmarino. As dores em seus membros diminuíram e ele quase não utilizava mais nenhum medicamento. Ele sentiu muito quando os serviços da clínica foram suspensos durante a pandemia. A situação piorou e ele teve que usar bengala por quase 1 ano. “Quando usava a bengala, tinha muita insegurança ao caminhar.

Algumas vezes, precisei me apoiar em paredes e em algumas coisas porque me desequilibrava por causa da dor aguda e a bengala me ajudou bastante. Quando retornei para a fisioterapia, cerca de 5 meses após o início da pandemia, abandonei o objeto e, hoje, ando perfeitamente, sem auxílio algum. O progresso do retorno foi fantástico”, ressalta.

Esses pacientes tiveram problemas físicos seríssimos e, antes do tratamento, estavam com suas esperanças apagadas e sem perspectiva de melhora. “Nunca imaginei que, num período tão curto, eu pudesse me reabilitar. Imaginava que teria que me apoiar numa bengala pelo resto dos meus dias. Graças a Deus, com o atendimento na clínica, com a orientação dos alunos e aplicação das técnicas necessárias para a reabilitação eu consegui me reabilitar e hoje consigo caminhar naturalmente. Faço as minhas caminhadas no parque regularmente”, comemora o senhor Osmarino.


Atendimento humano

Meyúry Lisboa leva sempre um sorriso para atender seus pacientes. 


A Clínica-Escola de Fisioterapia na área de geriatria liderada por Meyúry Lisboa (formada em gerontologia e geriatria) atende a idosos a partir dos 60 anos - ou que estejam entrando nessa faixa etária – com alguma dificuldade locomotora ou que passaram por algum tipo de acidente físico. O intuito é o de trabalhar não só aspectos físicos, mas psicológicos, como a comunicação e relação interpessoal. Os pacientes são tratados de forma igualitária, humana e repleta de alteridade. Mais do que tratar a ruptura de um osso, dificuldade de locomoção ou membros atrofiados, os indivíduos são tratados em suas almas, no íntimo de seus seres. “Eles gostam de vir para cá, pois são bem tratados, se sentem bem e melhoram física e psicologicamente”, ressalta Meyúry.

Os pacientes são atendidos de forma individualizada pelos estagiários de fisioterapia. Os alunos - que estão à dois semestres da formatura - devem conhecer o tipo de trauma e dificuldades dos pacientes, para aplicar as técnicas corretas. “Você aprende muito com o carinho, dedicação de cada aluno que vem com muita garra, vontade de aprender e de te ajudar. Cada aluno me ensina como faço cada trabalho para ativar minha memória e exercícios físicos em casa para melhorar o meu ombro, joelho e coluna”, ressalta a paciente Adma. Já Osmarino destaca o diferencial da Clínica-Escola: “Fiz fisioterapia em clínica particular e a diferença é visível. Na Unieuro o atendimento é individualizado. Numa clínica particular, um fisioterapeuta atende cinco a seis pacientes e, na escola, não. É um fisioterapeuta para cada paciente. E isso ajuda, e muito, a reabilitação de cada um dos pacientes”.

São visíveis os benefícios que um atendimento como esse produz na vida do paciente. Afinal, ser bem tratado é o primeiro item na recuperação e cura de debilidades e doenças. E os estagiários e a fisioterapeuta responsável pelo setor são receptivos, humanos e amigos. “Eles são muito carinhosos e nos atendem muito bem. Estão ali por amor. A gente se sente muito bem entre eles”, elogia Ceiça. Adma ressalta a preocupação que os atendentes possuem com os pacientes: “Em momento nenhum fui destratada. A Meyúry é maravilhosa, carinhosa, preocupada conosco e com os alunos que passam por lá e com o trabalho que está sendo desenvolvido”.

A Clínica-Escola proporciona o relacionamento com os estagiários e fisioterapeutas e isso, de certa forma, eleva a confiança, disposição e incentiva os pacientes para a reabilitação. “Quando você se sente impossibilitado de fazer algo simples, como caminhar sem dor e dificuldade, a sua autoestima vai para baixo e eles trabalham isso diariamente com os pacientes”, reitera Osmarino.


Ambiente da Clínica-Escola

Equipamentos novos e em perfeito estado compõem a sala onde ocorrem as sessões de fisioterapia da Clínica-Escola. 


O ambiente, em si, contribui e muito para a recuperação dos pacientes. A Clínica-Escola é arejada, com equipamentos de qualidade e itens que auxiliam na recuperação dos indivíduos. Há macas, bicicletas, caneleiras, alteres, elásticos, circuitos, bolas, esteiras e bambolês que ajudam nesse sentido. Esses circuitos e aparelhos estimulam os membros do organismo, os reabilitando para um bom funcionamento. Há uma espécie de estrada no chão onde o paciente deve caminhar por objetos com texturas e superfícies distintas.


Ambiente criado e adaptado para os atendimentos. 


Há também mãos de tinta guache ou de EVA nas paredes para estimular os movimentos das mãos. O intuito é provocar a mobilidade do paciente, pois ele deve colocar suas mãos embaixo e no alto também. “A salinha é linda. É um ambiente que quando você entra, o colorido... Os desenhos das paredes não são somente desenhos, você faz o exercício ali naquele próprio desenho. Ele foi feito especificamente para a gente. Além de ser uma pintura na parede, é um exercício que você vai fazer”, explica Adma.

Na Clínica-Escola a técnica de reabilitação pessoal é utilizada, em um aspecto global que envolve equilíbrio, força, coordenação motora e atividades lúdicas – bingo, forca, artesanato, DIY de jogos (“Faça você mesmo”, em português) e dança. Sempre num dia da semana, ou a cada 15 dias, tem uma atividade de jogos, brincadeiras e/ou memorização. “A gente se exercita, brinca, conversa e trabalha. A cada dia que vou lá, vou com uma expectativa melhor, vou sorrindo e feliz, porque eu sei que vou receber um carinho muito grande”, ressalta Adma.

Os pacientes também são estimulados à criatividade e produzem jogos de raciocínio lógico e entretenimento. Eles confeccionam esses brinquedos e depois jogam com o objetivo de trabalhar a coordenação motora, socialização e bem estar físico e mental. “A gente se sente em casa. Até se esquece um pouco das dores”, diz Ceiça.

O ambiente é leve, alegre e descontraído. Então, como não obter melhoras efetivas? “As meninas e os rapazes estão sempre sorrindo. Nos recebem com muito carinho, dedicação, seriedade e profissionalismo. Se não sabem da nossa dificuldade, pesquisam e na sessão seguinte nos ajudam mais ainda”, observa Adma.

Outro ponto positivo é que os pacientes se sentem amparados no ambiente e interagem com outras pessoas, criam amizades e tornam-se uma verdadeira família. “Eu digo que essa escola de fisioterapia é fantástica. Não conheço outras, mas se houver alguma escola de fisioterapia de alto nível no DF podemos classificar que a da Unieuro está entre as melhores”, opina Osmarino.

“Nível da dor”, disposto em uma das paredes do ambiente. 


A Clínica-Escola da Unieuro é uma excelente clínica para pessoas acima de 60 anos que necessitam de reabilitação física e motora e recuperação fisioterapêutica. A contemplação para participar leva em conta a gravidade do caso e avaliação. Essa é uma clínica fisioterapêutica que não trabalha apenas os aspectos físicos do paciente, mas todos os demais. A Unieuro deve persistir nesse projeto para as pessoas carentes, que precisam. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Clínica-Escola de reabilitação fisioterapêutica da Unieuro de Águas Claras é exemplo de atendimento

Além da reabilitação física dos pacientes, a clínica trabalha aspectos sociais e psicológicos de seus pacientes 


O Centro Universitário Euroamericano de Águas Claras (Unieuro) possui um programa de atendimento fisioterapêutico aberto para a comunidade com funcionamento gratuito na Clínica Escola de Fisioterapia. Meyúry Lisboa, fisioterapeuta pós graduada em gerontologia e geriatria com quatro anos na área, é a responsável pelo recrutamento de pessoas da terceira idade, além de auxiliar e monitorar os estagiários em seus trabalhos com os pacientes.

A Clínica-Escola de Fisioterapia na área de geriatria liderada por Meyúry atende a idosos a partir dos 60 anos, com alguma dificuldade locomotora ou que passaram por algum tipo de acidente físico. O intuito de Meyúry e dos estagiários de fisioterapia é o de trabalhar não só os aspectos físicos dos pacientes, mas também os psicológicos. Quando o paciente chega na clínica-escola vem com vários traumas, daí a necessidade de trabalhar a comunicação, relação interpessoal e oferecer cuidado e carinho para eles. 

Os pacientes são tratados de forma igualitária, humana e repleta de alteridade. Mais do que tratar a ruptura de um osso, dificuldade de locomoção ou membros atrofiados, os pacientes são tratados em suas almas, no íntimo de seus seres. Por isso, é importante que os estagiários de fisioterapia façam estudos de envelhecimento e desenvolvimento humano, para tratar os pacientes da forma mais adequada. 

Além dos estudos de envelhecimento e desenvolvimento humano, faz-se necessário a aplicabilidade de técnicas para serem transportadas para as salas de fisioterapia. O resultado só pode ser positivo.


Crescimento acadêmico

O estágio na Clínica-Escola de Fisioterapia da Unieuro é uma das etapas finais para a aprovação do aluno e ingresso na área. De 20 em 20 dias o ciclo de estagiários é modificado. Antes de começar o tratamento, os pacientes já são informados sobre essa mudança. 

Meyúry avalia os alunos em vários requisitos, a fim de observar se está apto ou não para a profissão. São analisados tom de voz, simpatia, aplicação de métodos e técnicas do estagiário e como é o diálogo com o paciente. Esses quesitos são anotados em uma planilha criada por Meyúry em seu computador. 

É necessário que o aluno conheça, a fundo, o seu paciente, bem como o tipo de trauma e dificuldades físicas que ele possui, para aplicar as técnicas corretas. Ele precisa ter conhecimento prévio de suas demandas, necessidades e limitações. A cada encontro, que dura cinquenta minutos de duas a três vezes por semana, o estagiário deve descrever a evolução do paciente, até que seja reabilitado completamente e encaminhado para atividades mais intensas – uma espécie de academia disponível no próprio andar da clínica-escola. “Os alunos tem aprendido e crescido muito”, explica a fisioterapeuta Meyúry.

O trabalho dos alunos é otimizar e trabalhar a funcionalidade dos pacientes, de modo que sejam reabilitados e  vivam de forma mais saudável e funcional. Para isso, a técnica de reabilitação pessoal é utilizada, em um aspecto global que envolve equilíbrio, força, coordenação motora e atividades lúdicas – bingo, forca, artesanato, DIY de jogos (“Faça você mesmo”, em português) e dança. No dia que fui conversar com a fisioterapeuta Meyúry, os pacientes estavam animados pois jogavam bingo, que valia uma barra de chocolate. “Os pacientes gostam de vir para cá, pois são bem tratados, se sentem bem e melhoram física e psicologicamente”, explica.


Desenvolvimento do paciente


Esse trabalho produz melhoras significativas na vida do paciente nas mais diferentes esferas. Ele fica com a auto estima elevada, mais alegre e comunicativo, além de criar vínculos de amizade e de relacionamento que leva para seu convívio no dia a dia. São visíveis os benefícios que um atendimento como esse produz na vida do paciente. Afinal, ser bem tratado é o primeiro item na recuperação e cura de debilidades e doenças. E os estagiários e a fisioterapeuta responsável pelo setor são receptivos, humanos e amigos. 

O ambiente, em si, contribui e muito para a recuperação dos pacientes. A Clínica-Escola é arejada, com equipamentos de qualidade e diversos itens que auxiliam na recuperação dos indivíduos. Há macas, bicicletas, caneleiras, alteres, elásticos, circuitos, bolas, esteiras, bambolês e uma série de outros objetos e artifícios que ajudam nesse sentido. Meyúry, além de avaliar os estagiários, ainda auxilia na preparação dos aparelhos disponíveis. 

Esses circuitos e aparelhos estimulam os membros do organismo, os reabilitando para um bom funcionamento. Há um circuito, espécie de estrada no chão, em que o paciente deve caminhar por objetos com texturas e superfícies distintas. Há também a utilização de elásticos, que estimulam as articulações e movimentação dos membros para que não sejam atrofiados e mãos de tinta guache ou de EVA nas paredes para estimular os movimentos das mãos. O intuito desse exercício é provocar a mobilidade do paciente, pois ele deve colocar suas mãos embaixo e no alto também. 




Os pacientes também são estimulados à criatividade e produzem jogos de raciocínio lógico e entretenimento. Eles confeccionam esses brinquedos e depois jogam com o objetivo de trabalhar a coordenação motora, socialização e bem estar físico e mental. 

A Clínica-Escola da Unieuro é uma excelente clínica para pessoas acima de 60 anos que necessitam de reabilitação física e motora e recuperação fisioterapêutica. A contemplação para participar leva em conta a gravidade do caso e avaliação. Essa é uma clínica fisioterapêutica que não trabalha apenas os aspectos físicos do paciente, mas todos os demais. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 9 de junho de 2015

Dom de reportagem: À beira de um ataque de nervos


 
A reportagem abaixo "À beira de um ataque de nervos" pertence à editoria de Saúde e bem-estar da revista "Retângulo 29" (da matéria Técnicas de Produção Jornalística I).

Brasília é caracterizada por ministérios que uns ao lado do outro compõem o cartão postal da cidade. É nesse meio que funcionários públicos se estressam com documentos, memorandos, limpeza geral, entre outras atividades que os deixam à beira de um ataque de nervos. É nesse contexto, também, que trabalhadores da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) criaram o QVT (Qualidade de Vida no Trabalho).

Ana Rodrigues (50) três filhos, servente, é destaque na forma como encara a vida. Sempre sorrindo e muito simpática não mede esforços para dar o seu melhor onde trabalha.


- Esse é o meu trabalho: subir e descer escadas carregando lixo. A dificuldade é que não tem elevador - brinca Ana.




Ana Rodrigues (50) não reclama de seu trabalho e participa do QVT


Assim como Ana, Maria do Nascimento (39) servente, leva um sorriso no rosto mesmo que disfarçado, trabalhadora das 6, 8, 10 horas. Levanta às 4h da manhã, chega à Funasa às 6:20h, quarenta minutos antes do início do serviço. Ali, ela é conhecida por todos os seus colegas como aquela que distribui os materiais de limpeza para os serventes.

Ana participa do QVT que visa a saúde dos trabalhadores. Ele surgiu da necessidade de minimizar o estresse causado por Lesões de Esforço Repetitivo (LER), pelas relações interpessoais e pela relação servidor-chefe. O QVT precisa ser analisado a partir das relações trabalhistas específicas de um órgão. Segundo o psicólogo Otávio Guimarães (30) formado pela UnB e que aspira a trabalhar em clínica, “o QVT é bom, mas não pode generalizar essa prática. Tem que se analisar toda a organização, as faixas organizacionais, relações entre colegas, hierarquia”, explica.

De fala mansa e bastante tímido Antonio Oliveira (55) servente, receia em falar por ser analfabeto. Analfabeto de letra, porém bastante alfabetizado pela vida. Trabalha há dois anos e meio na Funasa e não se arrisca a participar do QVT.


- Por que você não participa do programa?

Ele diz:

- Ah... porque eu não gosto.


Assim como Antonio, que não participa “porque não gosta”, Maria do Nascimento não se integra ao programa porque não tem tempo e porque nunca se informou sobre ele. A sugestão de Ana Rodrigues de estender o programa para os terceirizados, de divulgar, deixar claro, já é atendida pela coordenação do projeto. “O foco principal é os servidores públicos, mas como há estagiários, terceirizados, consultores, a gente não discrimina”, explica a coordenadora.

Para Antonio e para tantos outros só existe o dever de cumprir obrigações, mas eles não sabem o que oferece um programa como o QVT. De acordo com a Coordenadora Liliane Montefosco (53), “o foco do programa é a valorização do servidor no trabalho. Através das ações se busca a melhoria do ambiente, prevenção de doenças ocupacionais, fazendo com que o servidor trabalhe com mais produtividade, sem riscos a saúde”.


Estresse no trabalho

Segundo o psicólogo Otávio Guimarães hoje na modernidade existe uma pressão de querer as coisas para ontem. “A questão do tempo faz com que os trabalhadores tenham que se empenhar muito num espaço curto, pensar rapidamente e lidar com muitas informações”.

O dia-a-dia de Dulcinete de França (65) auxiliar administrativa é cansativo e estressante: subir, descer escadas, entregar documentos. A nossa maratonista sente muita dor no corpo por causa disso.

Já no trabalho de Maria de Fátima (62) auxiliar administrativa, ela utiliza muito a visão, as mãos e o cérebro – exige muito atenção. Trabalha sentada em frente do computador de 8 a 10 horas, manipulando documentos. Ela relata que são oito volumes destes com 200 folhas cada. “Às vezes eles são bastante velhos”.

Ingrid Amorim (34) analista de segurança de informação e Dina de Castro (61) assistente técnica possuem algo em comum: são máquinas de dar resultados. A cobrança é algo que incomoda as duas porque elas lidam com o público externo. Ingrid além de trabalhar de dia ainda faz faculdade a noite, o que deixa seu corpo ainda mais tenso.

Para o psicólogo Otávio Guimarães, o trabalho define a personalidade, identifica e às vezes é preciso levá-lo para casa. Estender o serviço para fora do local de trabalho é algo que tem assolado os trabalhadores e tem produzido depressão em muitos. “As pessoas ficam depressivas, irritadas, com o humor instável, com baixa auto-estima, o que pode ocasionar gastrite, dores de cabeça, dores sem causa (fribromiogia), sangramento na visão”, comenta.


Quando foi perguntado se é possível conciliar trabalho e saúde foram dadas diversas opiniões:

-Eu tento –risos- mas não sei se é possível conciliar. Eu acordo 6h da manhã, vou para a academia quando eu posso. Se você tentar, você consegue - concluí Ingrid Amorim.

- Sim é possível. Desde que profissionais da saúde corrijam a postura de servidores, com cadeiras confortáveis, equipamentos adequados, apoio para os pés, computadores com foco de luz correto - analisa Maria de Fátima.

- É possível sim. Porque a gente tem o horário de trabalho, mas até dentro desse período é preciso que exista um parêntese - diz Dina de Castro.


O estresse de certa forma é bom porque alerta, deixa em movimento, mas isso até certo ponto. Quando ele é exagerado a pessoa começa a se exaurir, a ficar indisposta, ter problemas de saúde e de relacionamento. É preciso nesse caso minimizar o estresse. Uma das formas de diminuí-lo é estudar a organização no aspecto micro (servidor) e no macro (empresa). “Tem que estudar a relação daquela empresa, daquele ambiente de trabalho, para analisar o que está prejudicando o trabalhador de uma forma geral”, fala o psicólogo Otávio Guimarães.


Saúde do servidor e QVT

A “Quick Massage” ou “Massagem expressa” tem o intuito de aliviar o estresse de servidores públicos


Gilberto Costa e Silva (31) formado em fisioterapia pelo Uniceub, é monitor de massagem do programa “Aliviando o estresse”. Para ele, ao tocar já existe um efeito psicológico. “Fisiologicamente falando, o toque (fricção) produz calor nas mãos e proporciona um relaxamento às pessoas”.

João Filho (29) formado em Educação Física pela Alvorada, é assistente de ginástica laboral e trabalha com técnicas de alongamentos, massagens e aerodinâmica. “O objetivo desses exercícios é aliviar dores, prevenir lesões, além de proporcionar uma relação interpessoal entre os funcionários”.


- Qual a importância do programa QVT para você?

-Ah... –pensa Ana- é importante né? Que a pessoa tem... –diz com dificuldade- relaxou mais né?... –para outra vez- tem a ginástica... tem trabalhado melhor o nosso dia-a-dia.

- Ah... eu me sinto importante sabia? –diz entusiasmada Dina- porque a gente está tão desvalorizado, sei lá... como eles tem voltado essa parte pra gente, a gente se sente até com bem-estar viu?

- Eu fico feliz de ver que a instituição está começando a se preocupar com a QVT. Essa resposta –diz Maria de Fátima- não vai ser só da instituição, essa resposta vai vir de fora.


Essa satisfação dos servidores só tem aumentado a credibilidade do programa e, de acordo com a coordenadora Liliane, “a gente não faz essas atividades só por fazer, por isso existem os questionários avaliativos que são realizados antes do servidor entrar no programa e depois sempre se analisa os benefícios para a vida e para o trabalho”, explica.

Programas como: Aliviando o estresse, Corpo e movimento, Ginástica laboral, estão dando bons resultados para o QVT. “Diminuíram as queixas de saúde por parte dos servidores, as pessoas estão acreditando e participando mais do QVT”, diz alegre a coordenadora.





- Como as pessoas chegam as seções? E como elas saem?

- Há dias em que elas (as pessoas) chegam animadas, com preguiça, mas sempre saem alegres e com uma sensação de relaxamento e para trabalhar é até melhor –concluí João Filho (22).

- Elas sempre chegam com algum tipo de problema –comenta Gilberto- geralmente dor de cabeça, dor nos braços, dor na coluna. Muitas saem felizes, elogiando o nosso trabalho.

Por fim, Dina, servidora pública, se perguntou:
- O que é qualidade de vida?

E sem esperar uma resposta, ela respondeu:

- É você se sentir bem no trabalho, né? Não só em casa. J-J




Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dom de reportagem: Tratamentos adequados de doenças mentais



Doenças mentais. Cada dia mais elas são mais comuns na sociedade. Contudo, as pessoas tem mais preconceito do que com as doenças físicas. Isso porque as doenças mentais não possuem um sintoma físico. A própria pessoa que possui o transtorno reluta em se tratar. As pessoas ao seu redor acreditam que é frescura, preguiça. Não é porque a doença é emocional, que a pessoa não sofre.

De acordo com a jornalista Adriana Ishikawa, que realizou uma pesquisa sobre os portadores de doenças mentais como trabalho de TCC,  "desde a Grécia antiga foram criados conceitos errôneos sobre o transtorno mental, mas pessoas portadoras desta patologia também são pessoas como qualquer outra e tentam conquistar seu espacinho na sociedade". 


Toca da cutia


O que leva uma pessoa a entrar em um quadro de doença mental? "Acredito que qualquer doença patológica é de origem emocional ou genética. A sobrecarga adquirida sobre certo indivíduo pode desencadear diversos problemas mentais. Quando estamos passando por alguma situação difícil em nossa vida, todo nosso emocional é abalado", explica Ishikawa. 

Tratamentos errados
A depressão, bipolaridade e esquizofrenia, não são doenças atuais, são antigas, mas o preconceito ainda existe. Talvez por um desconhecimento, ou porque nunca passou por algo, ou porque não tem nenhum histórico familiar. 

Por causa do desconhecimento, os familiares da pessoa doente tomam medidas que não são as mais recomendadas. Se ela está com depressão, logo diz para lavar a roupa ou arrumar a casa. Também a leva em um médico e torce para que ele passe um remédio bem forte, esperando que os efeitos passem imediatamente. "O tratamento para portadores de transtornos mentais consiste em toda uma equipe. Só o tratamento medicamentoso não resolverá a causa do problema", explica a jornalista.

Outros a internam em clínicas psiquiátricas com tratamentos absurdos. "O tratamento através da internação em hospitais psiquiátricos é desumano e invasivo. Eletrochoque, lobotomia e trepanação são técnicas realizadas sem atestado médico", alerta Adriana. Ao utilizar esses métodos o paciente está em risco, pois traz efeitos colaterais sérios, causando mais perturbação.


Inova Brasil



Mesmo com o preconceito elevado frente as doenças mentais, o cenário já começou a mudar através do movimento conhecido como A Luta Antimanicomial. "Atualmente os manicômios foram substituídos pelos Centros de Apoio Psicossocial (CAPs). Através dos CAPs, os portadores de doenças mentais, são tratados de forma individualizada", diz Adriana.

Tratamentos que surtem efeitos
Os CAPs são importantes para o tratamento adequado de pessoas com doenças mentais, juntamente com o apoio da família. Artesanato, pintura e música, são atividades oferecidas dentro de um CAP, que promove a sensação de bem estar e prazer, e faz com que as pessoas se sintam úteis. Elas são pressionadas frente ao mundo porque muitas dizem que elas são incapazes. 

Esses exercícios é uma forma dela provar o contrário, além de ter saúde mental. De acordo com Ishikawa, "todos estes trabalhos que geram bem estar e trabalham a mente podem ser aderidos como forma de tratamento. Claro que agregado com o tratamento medicamentoso orientado pelo médico".



Mundo da Neusinha Brotto


Dentro do espaço psicossocial a pessoa com doença mental não vai se sentir tão só. Ali ela vai poder externar os seus sentimentos. Até a terapia do abraço pode ser algo que surte efeito. "Sou muito a favor da terapia do abraço, até porque as pessoas portadoras de transtornos mentais são pessoas em sua maioria abandonadas pela família, pelos amigos, sozinhas. Convenhamos que através de um abraço pode-se exteriorizar os melhores sentimentos, nos dando uma sensação de felicidade, contentamento e bem estar".

A música é outro tratamento que pode surtir efeitos positivos, embora algumas pessoas depressivas se encontram com baixo autoestima e não se alegram com nada. Mas o fato é que quando Martinho da Vila diz "Canta, canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá, canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar", ele quer dizer que pensamentos positivos atrai coisas positivas. "Se cada pessoa soubesse o poder da mente, usaria mais ao seu favor", explica a jornalista.


Patricinha Esperta


Tratamentos adequados da depressão, bipolaridade e esquizofrenia são primordiais para que a pessoa retorne a sentir bem estar e volte a viver a vida normal de antes. Para isso, é preciso força de vontade do doente, apoio da família e o convívio em CAPs. É preciso também entender que nenhuma pessoa está livre de uma doença mental. 

Por isso, enquanto ela não vem e caso ela venha, siga as dicas de Adriana Ishikawa: "Viva! Saia mais, leia mais, divirta-se mais. Faça coisas que lhe cause prazer, procure descobrir um mundo que ainda não conheceu, um mundo harmonioso, pacifico. Entenda que a vida sempre terá seus altos e baixos, mas jamais se deixem cair pelos momentos difíceis que eventualmente passarão"

E se cair, saiba que você tem total condição de se levantar de volta! J-J


Adriana Ishikawa é jornalista formada pela FIAM FAAM. Atualmente é  assessora de imprensa e redatora. Já concedeu palestra na CAPS ll de Santo André, explicando a importância do apoio familiar no tratamento para pessoas portadoras de transtornos mentais.

Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dom de reportagem: Marketing Digital- Diferencial, visibilidade e valor positivo



A propaganda é a base de um negócio. Com ela, um produto é conhecido, faz sucesso ou é fracassado. As empresas buscam inovação em suas vendas. O Marketing Digital é uma ferramenta a mais que deve fazer parte do ambiente empresarial. Ele é importante porque aumenta a fidelização de clientes, melhora a comunicação e produz seriedade, confiança e credibilidade. Várias marcas se deram bem nas redes sociais por meio de suas campanhas onlines e o modo como lidaram com seus públicos.

A social media Giovanna Bianchi dirige a empresa Bianchi Visione, onde atua na curadoria das redes sociais, criação de conteúdos, elaboração de sites, monitoramento e gerenciamento de crises para empresas. "Esse é o receio de algumas empresas quando o assunto é redes sociais, pois temem encarar o imprevisível e um dia querendo ou não, a crise há de vir. Para isso é necessário um bom plano de gerenciamento de crises eficaz, antes, durante e após o processo de conflito da empresa", diz.




Se por um lado, as empresas podem ser bem sucedidas nas redes sociais, elas também podem sofrer crises que interferem na sua reputação e identidade. Por isso, o uso do Marketing Digital serve tanto para alavancar uma empresa como para retirá-la de uma crise. A utilização correta dessa ferramenta é o grande desafio, uma vez que o poder da internet é grande, e muitas vezes há um desconhecimento total desse poder.

Diferencial do Marketing Digital
Um produto que está disponível de forma online traz maior comodidade ao cliente, uma vez que ele se sentirá mais a vontade em sua compra. Além disso, as lojas onlines funcionam 24h por dia, tanto para reclamações, como aquisições. "Percebi que algumas pessoas tem preguiça em entrar em lojas, possuem até uma certa curiosidade, mas só o fato de encarar o vendedor prestativo pressionando a venda, já inibe a vontade de conhecer um pouco mais sobre o que a loja tem a oferecer", explica Bianchi. 

A relação com os clientes através das redes sociais permite uma maior interação, além da fidelização dos clientes. "As empresas criam um perfil corporativo e todos os dias geram conteúdos interessantes porém, sem fugir do foco, a fim de conquistar seus clientes, atraindo cada dia mais curtidores em suas páginas. Quando alguém curte ou compartilha automaticamente os amigos visualizam a marca, se interessando e seguindo também o perfil da empresa", explica.





A repercussão das empresas é mais intensa na web. A facilidade de acesso a esse meio, permite que pessoas elogiem, ou critiquem um produto; façam marketing boca a boca ou realizem a destruição das empresas; permitindo que as empresas meçam a sua visibilidade e percebam como seus produtos estão sendo vistos. Com isso, a preocupação das empresas nas redes sociais torna-se dobrada.

Medir e mensurar a visibilidade das empresas nas redes sociais é essencial para as empresas que decidiram realizar Marketing Digital. "As redes sociais fornecem estatísticas de quantas vezes seu conteúdo foi visualizado, quantas pessoas visitaram sua página, classificação de idade e países enfim, fornece um raio x para as empresas", reitera a diretora da Bianchi Visione 


Gerenciamento de crises nas redes sociais




Muitas empresas são alvos de crises, críticas e reputações balançadas. Tem-se como prevenir e remediar alguns fracassos das empresas. Giovanna Bianchi dá 4 dicas de como gerenciar crises:

1- Monitore as redes
Muitas empresas cometem o erro de criar perfis corporativos em redes sociais e simplesmente abandona-las, Ao perceber algum consumidor insatisfeito é necessário agir rapidamente, reconhecendo o problema e se desculpando. 

2- Crie um grupo específico de apoio
Dependendo do tamanho da crise, é essencial ter uma equipe ciente do problema, separada somente para responder e auxiliar os clientes, com horários divididos.

3- Sempre elimine o problema de onde surgiu
Quando uma crise começa em uma determinada rede social, é necessário manter a conversa ali mesmo, jamais dissemine o assunto para as demais redes. Se possível ofereça ao cliente  um e-mail ou redirecione a outro canal de reclamação específico, como uma Web page com perguntas e respostas mediante a crise, para que a conversa fique mais privativa. 

4- Interrompa as ações de marketing quando necessário
Quando uma empresa está passando por uma crise, dependendo da gravidade é deselegante para a empresa enviar e-mail marketing ou propagandas promocionais aos clientes. A melhor forma é cessar por um período e após a tempestade, recuperar a imagem da marca e conquistar a confiança dos clientes.


Valor positivo de empresas nas redes sociais
Algumas empresas souberam como utilizar do Marketing Digital de forma positiva, conquistando seus clientes e chamando a atenção, como Dove, Comfort, Hellmann's, Dermacyd e Outback. Descubra o que elas fizeram!

Dove
Faz campanhas em mídias sociais sempre voltadas para o público feminino, como por exemplo os Selfies para aumentar a autoestima das mulheres.

Comfort
Faz campanhas promocionais sempre voltadas para as donas de casa. A empresa fez um hotsite onde se encontram informações úteis como dicas para o lar, lazer, conscientização ambiental e um link para se cadastrar e receber um amostra grátis do produto. Após o consumidor testá-lo e conhecer um pouco mais sobre a Comfort, o mesmo envia uma mensagem-resposta sobre o que achou, contando sua experiência com a marca. 



Hellmann's
Resolveram apostar em dois de seus produtos mais famosos, o Ketchup e a Maionese. A grande estratégia foi mostrar do que são feitos. Com isso, trouxeram a mensagem de que os produtos Hellmann’s não servem somente para hambúrgueres, mas também para molhos, carnes e outras receitas do dia a dia, onde lhe rendeu uma boa audiência nas mídias sociais.







Dermacyd
Lançou uma campanha pela saúde íntima da mulher, trazendo a conscientização e a importância da higiene íntima adequada. A Dermacyd começou essa campanha com um Buzz e contou com as celebridades como Fernanda Paes Leme, Fernanda Souza, Ana Maria Braga, Ticiane Pinheiro, Luciana Gimenez e Monica Apor . Elas escreveram em suas redes sociais a hashtag #DurmoSemCalcinha. A campanha repercutiu, se espalhando rapidamente e causando curiosidade entre os internautas. 




Outback
Em 2012 resolveu investir pesado em marketing digital nas principais redes como Facebook , Twitter, Foursquare e Instagram conquistando mais de 400 mil seguidores.




Visibilidade das empresas
As empresas recorrem as mais diversas plataformas de redes sociais para atingir os públicos de maneiras diferentes. Facebook, Google+, Twitter, Linkedin, Pinterest, Instagram, são alguns dos que podem ser utilizados, cada um com sua função. "As empresas recorrem a quase todas as plataformas, para marcar sua presença online e aproveitar todas os benefícios que as redes sociais tem a oferecer. Meu conselho é, marque presença online de sua empresa em todas as redes sociais possíveis, porém, só aquelas que você sabe que dará conta para gerencia-las todos os dias", explica Giovanna. J-J


Por: Emerson Garcia
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