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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Cenários em miniaturas todos os dias













Atualmente composições em miniaturas são cada vez mais comuns. Você com certeza já viu algum projeto assim. Tem o Encolhi as pessoas do Renato Viana, o Toys da Clayci, entre tantos outros. Cada um deles tem suas peculiaridades e estilos. Para compor esse tipo de trabalho é preciso delicadeza, criatividade, organização e perfeição. 

Hoje quero apresentar as incríveis miniaturas do artista japonês Tatsuya Tanaka. Nascido em Kunamoto, em 1981, é diretor de arte e fotógrafo de miniaturas. Desde abril de 2011 criou o projeto Miniature Calender, onde todos os dias cria e publica um cenário com miniatura - como ele mesmo diz em seu perfil no Instagram: "Eu faço arte em miniatura todos os dias"





As paisagens em miniaturas são conhecidas popularmente como Dioramas. Estes são apresentações artísticas realistas de cenas do cotidiano e podem ser de vários temas, como históricos ou esportivos. Como exemplo de diorama temos os presépios natalinos. Você sabia disso?

A partir do conceito de diorama, Tanaka realiza composições cotidianas com objetos, alimentos, animais e utensílios e pequenas figuras artesanais. O resultado é surpreendente, pois ele consegue contar histórias e criar cenários com coisas improváveis do dia a dia. Quem poderia imaginar que uma esponja se tornaria em um campo de tênis? Que fitas K7 seriam uma esteira de academia? Que alfinetes são balões? 












Tanaka consegue modificar o contexto de objetos e alocá-los em algo maior. Veja o que ele diz sobre o seu projeto (com grifos):

"Todos deveriam ter pensado pelo menos uma vez: brócolis e salsa podem ser vistos na floresta e folhas de árvores flutuando na água parecem um barco. Considerando as coisas cotidianas do ponto de vista da miniatura, vou pensar em várias coisas interessantes
Eu pensei que queria moldar essas ideias como uma fotografia e comecei o "Calendário em Miniatura"."


Ficou curioso para saber o processo de criação do artista? Assista ao vídeo:






Calendário em miniatura


À cada dia, o artista produz uma composição diferente e publica em seu Instagram. No rodapé de cada imagem ele traz a data (Mês primeiro; dia depois); logo abaixo o nome do projeto e o site em que as imagens podem ser encontradas.

A ideia é criar um calendário mesmo, em que cada imagem ocupa um dia do mês, até que se componha o mês completo. Veja como ficou o mês de maio até outubro:






























































































































































O interessante é que o projeto também compreende datas comemorativas. Tanaka já criou cenários especiais para o Dia das Mães, Natal, entre outros. Veja um deles:






Produtos


O artista tem lucrado com seu trabalho, vendendo livros, calendários e até mesmo quebra-cabeças. Vale a pena adquirir algum de seus produtos, pois é um trabalho de miniatura muito diferenciado, delicado, criativo e interessante.










Já conheciam o trabalho desse artista? Gostaram? Digam nos comentários! J-J














Mais informações 
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Site
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Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Dom do olhar: 'Intimidade depressiva' por Leomax Lester e Douglas Amorim















Hoje, na parceria da tag jornalista  ≠ idealizada por mim e pelo Arthur Claro, iremos falar sobre o tema Setembro amarelo (já explicado aqui). O Arthur, por meio de sua ótica e foco (veja aqui o que ele bolou), e eu pelos meus. Desse modo, decidi trazer um ensaio fotográfico sobre o tema, um Dom do olhar.

O ensaio em questão chama-se Intimidade depressiva- Traduzindo em imagens doenças mentais, criado em dezembro de 2016 e publicado em janeiro de 2017, do fotógrafo Leomax Lester e do psicólogo Douglas Amorim. Ele tem o objetivo de apresentar doenças psicológicas e emocionais de forma visual, principalmente para quem não tem ideia ou conhecimento do que elas sejam, assim como o psicólogo falou:

“Quis mostrar visualmente essa angústia para quem nunca a sofreu”.






















Leomax é cuiabano, fotógrafo audidata e publicitário em formação. Já Douglas também é cuiabano e psicólogo organizacional. Ambos se uniram nesse projeto. Leia o que Douglas disse:

“Eu sabia que ia acontecer a campanha Janeiro Branco, e queria fazer algum tipo de manifestação. Vi um material que uma moça fez sobre ansiedade e gostei, mas queria algo mais artístico. Por isso, convidei o fotógrafo Leomax Lester, e juntos fizemos o projeto”.


Embora as fotos tenham sido criadas para a campanha Janeiro branco, elas podem ser tranquilamente para o Setembro amarelo

O ensaio rendeu à dupla bastante repercussão e compartilhamento das fotos no Buzzfeed de vários países, como do Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Espanha, além da mídia regional. Fico grato por esse reconhecimento, principalmente por ser de um trabalho de brasileiros. 



O ensaio


O ensaio foi composto por dez fotos que traduzem diversas manifestações emocionais e psicológicas, como a depressão, suicídio, síndrome do pânico, embotamento afetivo ou emocional, transtorno de ansiedade, etc. 

O objetivo foi criar empatia e trazer informação sobre doenças mentais que podem levar ao suicídio, através de um viés artístico, fotográfico e, principalmente, teatral, já que Douglas Amorim também teve aulas de teatro e expressão corporal. Inclusive é ele o modelo das fotos, o que gerou polêmica e crítica (falarei em outro tópico!). Veja o que o psicólogo falou sobre o trabalho:

“Quis fazer as pessoas que sofrem se sentirem traduzidas e impelidas a buscar ajuda. Meu objetivo primeiramente era a psicoeducação, ou seja, ensinar as pessoas a procurar ajuda profissional tanto para tratamento quanto para prevenção de patologias. Além disso, eu queria acolher quem se sentia daquela maneira e, principalmente, mostrar para as outras pessoas, que nunca tiveram depressão, por exemplo, como os que têm se sentem. Criar um sentimento empático”.



Irei mostrar as fotos desse ensaio e comentá-las agora.


AVISO: Abaixo existem imagens sensíveis sobre suicídio!





Essa foto representa o sentimento de embotamento emocional e afetivo, que é quando a pessoa não tem vontade de fazer nada, muito menos levantar da cama e escovar os dentes. É uma imagem forte que impressiona, né?! 

Visual e estética: Gostei muito do lado sombrio dela e das composições com terra e raízes.





O clique representa a sensação de estar acorrentado, como muitos depressivos e pessoas com problemas emocionais se sentem. Quando alguém dizer que "depressão é frescura", mostre a ela essa imagem para ela compreender melhor a doença. “Quis mostrar visualmente essa angústia para quem nunca a sofreu”, explicou Douglas. 

Visual e estética: Iluminação sensacional! Além disso, parece que a foto está em movimento e que à qualquer momento o modelo será enforcado e cairá.





Esta traduz a sensação de ter virado um objeto e a perda de significado de si próprio. A vontade da pessoa depressiva é de sumir, desaparecer e se clamufar, assim como a foto sugere.

Visual e estética: Locação interessante. Ela traduz um ar bucólico, porém bastante triste.





Uma imagem que representa a sensação de sempre ser perseguido pela doença emocional ou psicológica, não importa onde vá. "Os morcegos representam a doença mental", explicou Douglas. Uma imagem que causa agonia e pânico só de olhar!

Visual e estética: Gostei muito dos recursos empregados na foto (Talvez o Photoshop pra criar os morcegos e a fumaça) porque a deixou com um ar sombrio e aterrorizante. Creio que a foto tenha sido trabalhada também em ambiente digital para ficar incrível.





Uma foto que representou muito bem o transtorno de ansiedade e a pessoa que sofre por antecipação e por conta de algo que ainda não aconteceu. Muitas vezes, elas são reféns do tempo, assim como retratado na foto.

Visual e estética: Adorei a máscara utilizada pelo modelo, assim como os relógios, que parecem estar em movimento e distorcidos.






Essa foto retrata a síndrome do pânico, que é uma sensação física de perigo mortal iminente. “As pessoas não sabem que tem tratamento, entendem como fraqueza. Os números só aumentam e isso não é tratado como caso de saúde pública”, explica o psicólogo. Li dia desses que a síndrome do pânico é o medo de ter medo, e concordo. É uma sensação de estar sufocado e preso.

Visual e estética: Uma foto que me deixou agoniado com esses vários braços e mãos! 






O clique representa fobia social e timidez patológica, ocasionadas pela depressão. Quem encontra-se nessa situação quer manter-se sozinho e acredita que o suicídio é a única saída existente.

Visual e estética: Gostei muito dos tons de preto utilizados na fotografia.






Uma foto que representa a bipolaridade e a instabilidade emocional. O bipolar ora está feliz, ora está triste; ora bem humorado, ora mal. Muitas vezes nem todos compreendem isso.

Visual e estética: A foto demonstra movimento. Também gostei bastante dessas bordas esbranquiçadas.






Está imagem representa alguém prostrado diante das coisas, a ponto de ficar paralisado e estagnado.

Visual e estética: Gostei muito de ser utilizado galhos na composição, assim como ampulhetas. A imagem me lembra bastante as estações do inverno e outono. 






Uma foto que traduz a despersonificação. Douglas a define como "transforma-se em outra pessoa, de forma que qualquer coisa pareça insuportável, intransponível. Quem está em depressão jamais age como agia.

Visual e estética: Adorei o recurso de edição de retirar a cabeça do modelo, assim como a posição em que ele manteve-se na foto. As aranhas e suas teias, bem como as árvores escuras atrás também deram um ar a mais na imagem.


Mais do que informação e alerta, esse é um ensaio artístico que se comunica com o imaginário humano e produz diversas sensações emocionais. Com essas fotos, Lester e Amorim imergiram em um mundo paralelo, mas que tem um pé na realidade, para construir imagens baseadas em dramas humanos existentes. 


A inspiração


Douglas e Leomax se inspiraram esteticamente no trabalho da fotógrafa americana Brooke Shaden. Ela cria imagens surreais e impressionistas com uma câmera e o auxílio do editor de imagens Photoshop.

Quando colocamos o trabalho de Leomax e Douglas ladeado ao de Brooke percebemos muitas semelhanças. Inclusive, abaixo, selecionei algumas imagens da fotógrafa que me lembraram muito o ensaio Intimidade depressiva (Você pode ver o trabalho completo de Brooke aqui). Veja:


























E aí, o que vocês acharam?


Enquanto no trabalho de Brooke percebe-se muito do expressionismo, no de Lester e Amorim vai além, a partir de uma comunicação direta com seu interlocutor.


As críticas


"O que?! Um psicólogo se expor dessa forma? Falar de suicídio, de doenças mentais e emocionais teatral e artisticamente? É inadmissível 'ficar de brincadeira' nas redes sociais ao se falar desse tema!" Os críticos disseram a respeito de Douglas Amorim.

Existe o tabu que psicólogo não pode expor seus sentimentos e doenças, e Douglas fez exatamente isso. Ele, que possui 29 anos, já teve depressão e não contou à ninguém. Resolveu expor isso com esse ensaio e recebeu uma ligação de sua tia, chateada ao vê-lo que ele era o modelo das fotos. Fora muito criticado pela exposição por ser um psicólogo. E psicólogo não sente dor, não sofre e é de ferro né?! Entretanto, antes de tudo psicólogo é humano.

Além disso, provavelmente Douglas Amorim sofreu represálias pelo tom artístico e teatral das fotos. E não pode "ficar de brincadeira" nas redes sociais ao retratar esse tema tão sério, não é mesmo?!

Douglas não só se expôs com esse ensaio (QUE PECADO! UIUIUI!), como com sua conta pessoal no Instagram (clique aqui). Leia seu depoimento (com acréscimos):

“Na verdade eu fui muito criticado por isso, por colegas que me diziam que o psicólogo não podia se expor. Mas foi depois que deixei essa ideia de lado que eu consegui fazer o que eu queria [criar a conta no Instagram com reflexões e textos], porque não existe nada no código de ética que impeça o profissional de ter uma vida online”. 



Que esse trabalho repercuta! 


Criar um ensaio como esse não é "ficar de brincadeira nas redes sociais sobre um assunto tão sério" (Mais detalhes sobre essas aspas na próxima segunda, 18). Não é por que trata-se de um trabalho artístico, estético e teatral que os autores foram desrespeitosos e brincalhões com a depressão e o suicídio. Pelo contrário, eles quiseram alertar, despertar e impactar as pessoas. 

Espero que esse trabalho repercuta ainda mais e que as doenças psicológicas e emocionais não sejam mais vistas como um tabu, já que agora todos as entendem, a partir desse ensaio psicoeducacional. J-J


#vocênãoquermorrer
#desabafe
#setembroamarelo





sábado, 31 de dezembro de 2016

Dom do olhar: Boa sorte, um ensaio!





Gabriel Estrëla, brasiliense, ator e idealizador do projeto Boa sorte, um ensaio! 



O mês de dezembro é conhecido como o mês da Luta Contra a Aids ou dezembro vermelho (no JJ já falamos do porque da escolha dessa cor). Com essa ideia, surgiu o Boa sorte, um ensaio!, um projeto  de Gabriel Estrëla em parceria com a Cia. Fábrica de Teatro, o fotógrafo Daniel Fama e os produtores Gabriel Martins, Josuel Júnior e Tássia Aguiar. O ensaio já vem sendo encaminhado desde o ano passado (outubro) e já foram divulgadas diversas fotos nas redes sociais.

O projeto reuniu cerca de 60 modelos voluntários que retrataram a vida de quem vive ou convive com HIV. As sessões fotográficas trouxeram duplas, trios - e até famílias inteiras! - de diversas sorologias, raças, diferenças culturais e sexuais. Cada pessoa foi fotografada abraçando a outra, em um sentimento de amor e compreensão - o "abraço da aceitação". Gabriel Estrëla explica mais:

"Metade dos modelos são soropositivos, mas não necessariamente foram pareados de forma sorodiferente, um positivo e um negativo. A ideia é que justamente se perceba que é impossível definir, pelo corpo, quem tem ou não HIV".




Para participar da iniciativa, cada modelo deveria responder: "que abraço te dá sorte e que cor ele irradia?". Desse modo, as fotos tiveram uma cor predominante, baseada nas sete cores do arco-íris. E o resultado foi de imagens criativas, leves, bem humoradas, diversificadas e sem preconceito.

A ideia desse incrível projeto - que é brasiliense - veio do ator Gabriel Estrëla que revelou nas redes sociais ser soropositivo. Isso desencadeou em ideias e no Boa sorte, um ensaio!O idealizador Gabriel pretende que essas fotografias rodem todo o país e o mundo, promovendo a democratização, aceitação e diálogo sobre essa doença tão grave. O objetivo é exterminar o preconceito que ainda persiste no Brasil, como Diego Iraheta falou no Brasil Post (com grifos):

"Mesmo com as campanhas de esclarecimento do Ministério da Saúde, contrair o HIV e conviver com o vírus persistiram como tabu no Brasil. Ainda que milhares de soropositivos não desenvolvam a doença, as dúvidas e o preconceito em relação ao HIV não cessaram.
Por isso, projetos como Boa Sorte, idealizado pelo artista e ativista Gabriel Estrëla, são fundamentais para colocar em debate a vida dos positivos, como ele gosta de chamar".







Os responsáveis explicaram com clareza esse projeto:






O poder do abraço

Esse belíssimo ensaio me fez refletir não só no diálogo da AIDS, como também sobre o poder de um abraço. Este, tem a capacidade de mudar tudo: desde nossas próprias convicções, até o coração ferido de alguém. Iraheta explica:

"Um abraço de verdade é um gesto de acolhimento. Ao abraçar alguém, não importa a sorologia dessa pessoa, mas o afeto, o carinho".


Ao realizar uma pequena pesquisa para escrever esse texto, cheguei à página oficial do projeto Boa Sorte no Facebook e me deparei com um incrível depoimento de Gabriel Estrëla. Assista:






Um 2017 cheio de abraços, é o que desejo




2016 está acabando - aliás, diferentemente de 2015, a retrospectiva do blog esse ano está acontecendo na fanpage e Instagram do blog e via Whatsapp (Se inscreva nas redes e não perca nenhum mês!) - e o que desejo pra todos é um ano de tolerância, abraço, carinho, amor e compaixão. Algo um pouco diferente do que foi esse ano: guerras, traições, assassinatos, sangue, falta de solidariedade, cuspes na cara e dedos apontados pra face. Que todos tenham um 2017 repleto de abraços! J-J


FELIZ ANO NOVO!
FELIZ 2017!

















Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dom do olhar: Fotografia e desenho de "teuzebio"


Hoje é finalizada a exposição Interferências de Toninho Euzébio no Parkshopping, em Brasília. O publicitário e artista plástico apresenta 24 quadros que mesclam desenhos feitos à mão e fotos digitais. As obras expostas foram tiradas em Brasília - que fez 56 anos no mês passado (21) - mas em seu Instagram (@teuzebio) existem outras dezenas de bons trabalhos.




O artista cria desenhos que conversam, interagem e completam, com a imagem que é pensada em sua própria cabeça. É preciso um olhar apurado para que tudo se encaixe perfeitamente e faça sentido. Ele estuda ângulos, proporcionalidade e cria desenhos criativos e bem humorados em um caderninho, que leva sempre com ele.












O cara não só manda muito bem nas imagens captadas, como nos desenhos esboçados no caderno. Fala sério né? O que eu mais gostei nas imagens acima, é que ele brinca com ícones de Brasília (foguete do Parque da Cidade, Torre de TV e monumento do Parque da Cidade) de uma forma única e própria. Esses locais são bem comuns pra mim, e estão na minha memória afetiva, e eu nunca iria pensar nessa montagem de foto e desenho que Toninho faz. 

Você pode se perguntar: "Como ele tira boas fotos em dois planos diferentes, com texturas diferentes e isso fica nítido, visível e com ar de completude quando vemos a imagem final?" É o próprio fotógrafo que responde essa questão:

“A fotografia amadora com o celular limita um pouco o trabalho, especialmente na questão do foco. Por isso resolvi experimentar o processo usando uma máquina profissional e com uma lente especial que permite conseguir maior nitidez em dois planos diferentes”, explica.


Toninho utiliza do bom humor e da criatividade em seus trabalhos:
















Espero que tenham gostado desse verdadeiro artista. J-J


Serviço: 
ParkShopping (SAI/SO, nº 6.580, Guará). Até 2 de maio, hoje, até às 22h. Entrada franca. Classificação indicativa livre.


Por: Emerson Garcia
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