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sábado, 12 de janeiro de 2019

Observações das vinhetas 'Quem é daqui sabe o quanto'




As campanhas globais de vinhetas Quem é daqui tem o intuito de enaltecer características visuais, arquitetônicas e naturais do Distrito Federal, em especial de Brasília. 

De acordo com dados do colaborador Layon Yonaller elas surgiram em 21 de abril de 2018, em pleno aniversário de Brasília, antes de ir ao ar o programa Distrito Cultural e após o Jornal Hoje. O primeiro vídeo institucional foi o da faixa de pedestre. Assista-o:






Após esse vídeo, outros foram criados. Veja:










Tenho algumas observações sobre os vídeos e falarei adiante.


O visual 



Os vídeos apresentam um visual clean com toques coloridos e em degradê. As campanhas são minimalistas e com formas geométricas - como círculos, retângulos e esferas. 

Com poucos recursos, a Globo conseguiu passar a mensagem principal de cada vídeo, além de reiterar as arquiteturas e visual de Brasília cheias de linhas e formas.


A mensagem



Os vídeos sempre são iniciados com o seguinte texto: "Quem é daqui sabe o quanto...", seguido do restante da frase. Veja:

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO respeito é fundamental."

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO a arquitetura é moderna."

"QUEM É DAQUI SABE O QUANTO a natureza é bonita."


Essa frase está ligada à ideia de pertencimento e identidade de um local. É certo que quem é de Brasília entende todas as referências dos vídeos e tornar-se pertencente da localidade.


A arquitetura e outros elementos


Os vídeos retratam diversas arquiteturas brasilienses, como: a Caixa D'água de Ceilândia, a Praça do Relógio de Taguatinga, as formas da Casa do Cantador, as tesourinhas, as esferas do Memorial JK e a faixa de pedestre. 

Agora, irei comparar as fotos dos monumentos retratados com os vídeos.


Quem é daqui sabe o quanto respeito é fundamental.














O vídeo apresenta as famosas tesourinhas e faixas de pedestre do Distrito Federal.

Comparando as tesourinhas do vídeo com as reais, percebemos que aquelas são mais grossas que estas. Contudo, ao ver a vinheta da Globo logo nos remetemos às famosas faixas de trânsito. 















Esferas circulares também aparecem caminhando pela tesourinha. Elas fazem referência às esferas do Memorial JK e são fidelíssimas.



Quem é daqui sabe o quanto a arquitetura é moderna.


Neste vemos a Caixa D'água de Ceilândia, a Praça do Relógio de Taguatinga e a arquitetura da Casa do Cantador.












A Caixa D´água do vídeo é menos larga que a original, tanto na copa quanto na coluna. Para aquela ser idêntica à esta deveria ser mais grossa e com detalhes na coluna principal. Entretanto, entendi o viés minimalista que as vinhetas se propõem.
















Talvez a representação da Praça do Relógio de Taguatinga seja uma das mais verossímeis, pois a coluna é da mesma grossura da original, assim como o quadrado do relógio. 




Os famosos arcos da Casa do Cantador foram retratados de forma quase verossímel, exceto que a arquitetura da vinheta tem mais uma curva do que a original.



Quem é daqui sabe o quanto a natureza é bonita.


Árvores de ipês e visão panorâmica do Parque da Cidade são retratados. 














Os famosos ipês exuberantes e coloridos do Distrito Federal (Brasília) foram retratados de forma esférica, ao invés do formato original. Mesmo assim, as flores floridas foram bem representadas na vinheta. 




A Praça dos Cristais de Brasília foi apresentado de forma minimalista e simples, por meio de formas geométricas. Vários degradês de verdes também foram utilizados. 


Essas foram as minhas observações sobre as vinhetas. Agradeço ao Layon Yonaller pela disponibilidade dos vídeos. 


Vocês já tinham visto essas vinhetas? Gostaram? Digam nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Quebra-molas: segurança ou insegurança?



Quebra-molas, lomba (português de Portugal) ou lombada são costumeiramente utilizados nas estradas do Brasil e de outros países. Esse tipo de rampa ajuda a reduzir a velocidade dos carros e é formada de asfalto ou concreto. Elas devem ser criadas a partir de medidas, respeitando várias normas, de acordo com a Resolução nº 600/2016 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). 

O intuito do quebra-molas é acarretar na segurança do motorista e do veículo, caso aquele passe do limite de velocidade estabelecido pela via. Mesmo que muitos odeiem o quebra-molas (tem vias que tem três ou quatro, um atrás do outro), ele tem sua função de assegurar a vida das pessoas.

Por outro lado, ladrões aproveitam que o carro está em velocidade mínima ao passar em um quebra-molas para assaltar. Uma coisa que era uma segurança, transforma-se em insegurança. O colaborador do JOVEM JORNALISTA, Thiago Nascimento, observou que na sua cidade, Rio de Janeiro, o quebra-molas é sinônimo de insegurança para as pessoas (com grifos):

"Eu estava voltando da casa da minha tia e eu fico super ansioso quando estou na rua a essa hora. Daí no caminho tem uma sequência de 3 quebra-molas e eu já vi bandidos aproveitando desse tipo de situação, onde a pessoa tem que diminuir para não cair (no caso de bicicleta) ou qualquer outra consequência que um quebra-mola pode causar a um carro, e assaltar".


Percebo que o problema não está no quebra-molas, mas na falta de policiamento e segurança urbana. O quebra-molas é o facilitador de assaltos, mas não o motivador. Se houvesse mais policiamento nas vias, como no caso citado pelo Thiago, muitas situações seriam evitadas. Mas o que percebo é a carência de policiais nas ruas. Na minha cidade (Ceilândia Sul, Distrito Federal), por exemplo, os postos policiais estão vazios, depredados e vandalizados. Não há uma preocupação do governo de proteger motoristas, ciclistas e pedestres.

Por outro lado, os quebra-molas devem seguir certas normas, mas nem sempre elas são seguidas à risca. Alguns quebram realmente as molas do carro ou são mais altos ou baixos do que precisavam ser. Desse modo, compreendo a irritabilidade das pessoas com relação à eles. 





Em outros países, como o México e EUA, foram criados lombadas inteligentes, ou seja, quebra-molas com sensores e GPS somente acionados caso o motorista passe do limite da via. Se não acontecer isso, a lombada permanece no nível do asfalto. O nome dessa tecnologia é a Tope Inteligente e foi criada pela Companhia Inteligencial Vial do México. Assista o vídeo de como ela funciona:






Não sei se essa seria a solução para as estradas e rodovias do Brasil, mas pelo menos acredito que diminuiria o número de assaltos e a irritabilidade das pessoas com relação ao quebra-molas.

E na sua cidade? Como são os quebra-molas? Eles irritam vocês? Digam nos comentários! J-J







Por: Emerson Garcia

terça-feira, 5 de junho de 2018

Não sou a favor da suspensão total do racionamento de água no Distrito Federal e explico o porquê



Após um ano e meio o racionamento de água no Distrito Federal chegará ao fim no próximo dia 15. A decisão foi tomada com base na mudança de hábitos dos brasilienses e nos níveis de água dos reservatórios de Santo Antônio do Descoberto e Santa Maria. O primeiro encontra-se com 93,9 % e o segundo com 59,8 % de volume útil de acordo com a Adasa (Os dados foram colhidos no dia 04).

Em 17 meses a população brasiliense já habituou-se a toda semana ficar sem água por pelo menos 30 horas. Várias atitudes foram tomadas por cada um: lavar roupas em máquinas só uma ou duas vezes por semana; banhos mais curtos; reaproveitamento de água de máquinas de lavar e da chuva; varrer a garagem ao invés de lavá-la com mangueira; e baldes e baldes foram comprados para armazenagem do líquido precioso. A dúvida que permanece é se com o fim do racionamento a conscientização da população continuará, ou dará espaço para hábitos esbanjadores.






Acredito que a atitude de poupar recursos hídricos deveria ser contínua, já que o Distrito Federal, após a suspensão do racionamento, vivenciará o período de estiagem de chuvas e seca em meados de agosto. Não devemos acreditar que os níveis do reservatório de Santo Antônio do Descoberto permanecerá elevado para sempre. O especialista em Economia Ambiental e professor da Universidade de Brasília (UnB) Gustavo Maior acredita ser errôneo apegar-se aos dados atuais dos reservatórios. Veja (com grifos):

"Não pode fazer a conta pelo volume que está agora. A conta é de quanto estará no final da seca, lá para novembro. Se a seca for acentuada e o consumo aumentar, como estará o Descoberto? Voltará a ficar com 5%?”, salienta.


Além de Gustavo Maior, outros profissionais acreditam não ser prudente suspender o racionamento no próximo dia 15 de junho, antes das estiagens das chuvas e da seca. O ideal seria paralisá-lo em agosto.

Também não sou a favor da suspensão total do racionamento de água, logo agora que os brasilienses se habituaram a viver sem ela uma vez por semana e criaram hábitos conscientizadores - mesmo que por obrigação ou forçosamente. É aquela questão né?! A crise te obriga a se reiventar. Se ela não existe ou acaba, as pessoas se acomodam e passarão a pensar: "Eu posso esbanjar água. Ela está quase 100% no reservatório"

Por que a suspensão do racionamento não poderia ser paulatina e/ou paliativa? Por exemplo, racionar a água nas cidades a cada 15 dias, em feriados ou em um dia do final de semana até agosto? Ou então, ao invés de 24 horas (Ou 30 horas) sem água por semana, o consumidor ficasse sem o recurso até 15 horas (Ou 18 horas)? São inúmeras as medidas para diminuir o racionamento de água, ao invés de suspendê-lo completamente

Obras como o Sistema Produtor de Corumbá IV, o subsistema do Bananal/captação de água do Lago Paranoá e do Descoberto ajudaram no aumento das taxas dos níveis dos reservatórios. As intervenções ocasionaram em cerca de 16,5 % a mais de captação de água. Contudo, para captar ÁGUA é preciso de ÁGUA e o que seria captado caso a seca fosse severa esse ano? Milhões de recursos investidos perderiam o sentido e o Distrito Federal teria prejuízos socioeconômicos. 





Para os níveis de água dos reservatórios não chegarem à números alarmantes é necessário a confluência de uma série de fatores, como: a conscientização da população e números razoáveis de chuvas. Deve ter uma relação simbiótica entre o uso racional da água e as chuvas. Várias hipóteses devem entrar em pauta, como: quando os níveis decaem, espera-se que se chova; quando os níveis diminuem e não há chuva, é requerida a economia das pessoas. Não só o consumo racional tem fator preponderante nessa questão, como as chuvas, pois são elas que ajudam a recuperar as nascentes; aumentam os níveis dos reservatórios; e, por conseguinte, das águas para captação. 

A pergunta principal é: o que acontecerá quando os níveis dos reservatórios estiverem baixos, não chover e não ter água para captação? Um novo racionamento será aberto? Antes de chegar à essa consequência extrema, era preferível manter a medida por mais um tempo ou diminuí-la. Tomara eu que nossas águas não acabem durante a seca. 





Esta foi a primeira vez, desde que a capital do Brasil foi transferida para Brasília em 1960, que a população da região vivencia uma crise hídrica. Uma medida totalmente necessária. Espero que não precisemos passar por isso novamente. Acredito que a lição foi aprendida. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O vídeo da FETCESP não é o motivador da greve dos caminhoneiros!




Um vídeo divulgado e publicado pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) tem sido investigado desde o último dia 25 pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) por, supostamente, terem sido encontrados indícios de ação premeditada e organizada dos caminhoneiros, o que poderia ter antecipado os movimentos grevistas que vivemos nos últimos dias.

Soube dessa informação ao ver uma reportagem no Jornal Hoje da Globo no dia 26. Como jornalista, não fiquei satisfeito somente com ela, mas procurei pesquisar e investigar mais à fundo sobre o que estava sendo noticiado. E foi assim que esse post nasceu.

Ele terá o intuito de: desvendar o vídeo da FETCESP; falar sobre a investigação do CADE; esmiuçar a reportagem da Globo; e apresentar o lado da FETCESP.


O vídeo


O vídeo que está sendo investigado foi publicado no Youtube no dia 8 de maio de 2017, HÁ MAIS DE UM ANO ATRÁS e foi criado com o intuito de valorizar os caminhoneiros e a valorização das cargas. Assista:






Entre outras coisas, a propaganda enaltece a profissão dos caminhoneiros e suscita a hipótese de uma greve da categoria e suas consequências durante apenas 5 dias de paralisação. O locutor narra, dia a dia, o que aconteceria com os principais serviços da sociedade. Ao final, a FETCESP conclui que a sociedade se tornaria prejudicada, além de falar da importância dos transportes de carga.

Ao ver o vídeo, é possível que façamos uma relação com os dias que vivemos e ainda temos vivido. Contudo, o contexto deve ser levado em consideração e ser melhor interpretado: Não se fala de greve, nem se orquestra uma, apenas é enfatizado a importância da profissão e do profissional. Leia o texto publicado junto com o vídeo no site da FETCESP. 

Uma segunda propaganda foi publicada no dia 27 de maio de 2018 com o mesmo intuito da anterior (Leia o texto da Federação aqui). Nela, a FETCESP promove a valorização do transporte de carga alimentícia, tais como verduras, frutas e legumes. Assista:






É BURRICE fazer analogias dos vídeos com o momento que o Brasil passa. Após a exibição do primeiro vídeo, vários outros acontecimentos sociais, políticos e econômicos culminaram e que podem estar ligados à greve. É uma atitude CRETINA encontrar relações entre um vídeo de valorização de transporte de carga e a greve. 



A investigação


O CADE abriu uma investigação contra o vídeo O que aconteceria se os caminhões sumissem durante 5 dias do FETCESP. O CADE percebeu indícios de ação premeditada sobre a greve e uma tentativa de prejudicar a economia e a concorrência no mercado.  O intuito é levantar todos os dados possíveis, para que as pessoas envolvidas sejam ouvidas pelo Conselho.

Acredito ser de suma importância que a investigação não descarte a data do vídeo (11 de maio de 2017); e o contexto em que ele foi criado. Só dessa forma se pode chegar em uma justiça justa. 



A reportagem da Globo



A reportagem Vídeo da Federação de Empresas de Transporte de Cargas de SP é investigado pelo Cade anunciada pelo apresentador Dony de Nuccio e reportada por Camila Bonfim no último dia 26 teve o intuito de tão somente demonizar os caminhoneiros e já colocar a FETCESP no banco dos réus. Por isso que disse no início que não me contentei apenas com a reportagem. 

À todo o momento, percebemos que a Globo tenta culpar os caminhoneiros pela crise. O vídeo só veio para corroborar com a visão negativa que a emissora já tem deles e facilitou que a classe fosse ainda mais culpabilizada. Frases repetidas intencionalmente, como "A FETCESP está sendo investigada. ESTÁ SENDO INVESTIGADA" "A FETCESP entrou na mira do CADE" só vem para reafirmar que a Globo não está do lado dos caminhoneiros, muito menos da população. Veja:







Precisa de provas mais contundentes? Acompanhe os tópicos que destaquei:



- A repórter não diz a data de publicação do vídeo


Logo que o link da repórter entra, ela diz que "um vídeo da FETCESP foi divulgado", mas sem dizer o dia exato, pois isso inocentaria a federação e não era o intuito da Globo. A reportagem faz crer que o vídeo foi publicado recentemente. Somente no final, em uma pequena frase da repórter, que se menciona que o vídeo foi divulgado em 2017, mas isso depois de meter o pau na FETCESP e na classe dos caminhoneiros, claro. 


- Trecho do vídeo colocado de forma intencional

Por ser uma reportagem de TV, logicamente um vídeo de 3:30 não seria exibido na íntegra, mas até mesmo o trecho escolhido para exibição teve o intuito de demonizar os caminhoneiros e associá-lo com os dias de greve que temos vivido. O trecho selecionado mostra os efeitos de uma possível paralisação de 5 dias. Intencionalmente, suprimiu-se o contexto do vídeo, a ideia de valorizar a classe caminhoneira e a importância do transporte de cargas. 



- A reportagem relaciona diretamente o vídeo com a greve dos caminhoneiros


Por não dizer literalmente a data de exibição da campanha e por conta do trecho escolhido, a reportagem consegue a façanha de relacionar a greve dos caminhoneiros com o vídeo. Até porque, se uma data não é apresentada, podemos acreditar que o material audiovisual é recente e fora gravado na semana passada, por exemplo.



- A posição do CADE é muito mais enfatizada


Mostrar todos os lados de uma situação é primordial em reportagens, e em 3 minutos e 30 segundos a Globo não equilibra a posição do CADE e da FETCESP. Apenas 7 segundos da matéria são dedicados para a defesa da FETCESP e, por conseguinte, da classe caminhoneira. Há uma preocupação maior em falar da investigação do CADE, mostrar um vídeo editado propositalmente, do que ser imparcial.



- Ao final, a repórter fica desatenta

A credibilidade de uma reportagem pode ser colocada em jogo quando não é percebido firmeza em quem passa as informações. Logo após a exibição do trecho EDITADO SAFADAMENTE do vídeo da FETCESP, Camila Bonfim está claramente desatenta, sem feeling com o telespectador e sem levar à sério o que reportou. Ela fica no seu Iphone teclando não sei o que/com não sei quem por incríveis 6 SEGUNDOS. Assista:






E no G1?

No G1, a canalhice das organizações Globo também está presente, quando foi divulgado o vídeo da campanha da FETCESP editado. O original possui 2:49, enquanto o da página de notícias 2:24. A escrotidão também foi tamanha quando o site disse que o vídeo da FETCESP foi divulgado "NO ÚLTIMO DIA 11", ou seja, em 11 de maio de 2018, enquanto na verdade ele fora disponibilizado no Youtube no dia 8 de maio de 2017. Veja: 







Quer mentira maior que essa? De modificar a data de um vídeo só para que a sociedade acredite que ele estava ligado com a paralisação dos caminhoneiros? A expertise do G1 foi tão grande que a matéria fora divulgada no dia 26 de maio de 2018 e a frase "NO ÚLTIMO DIA 11" faz referência à 11 de maio de 2018. No coments!

Só para desmentir a "Rede Bobo" mais uma vez, veja quando a matéria sobre o vídeo foi divulgada no site da FETCESP: 11 DE MAIO DE 2017!

























A defesa do FETCESP


Frente à investigação do CADE e a reportagem da Globo, o FETCESP se pronunciou com a seguinte nota. Leia (com grifos):



"A FETCESP esclarece que não apoia e tampouco incentiva qualquer tipo de paralisação das atividades de transporte rodoviário de cargas.

A notícia da abertura de investigação da FETCESP pelo CADE em virtude de vídeo divulgado pela entidade, mostra apenas parte do vídeo o que distorce o sentido da mensagem nele contida e que se pretende passar ao público em geral.

Esclarece que iniciou no ano passado uma campanha com o objetivo único de valorizar a imagem do transporte rodoviário de carga, que é a mensagem final do vídeo divulgado e omitida no noticiário. A intenção clara no vídeo é a de conscientização da população sobre importância do transporte rodoviário de cargas e de amenizar a rejeição ao caminhão.

Este foi o primeiro vídeo da campanha que se justifica em razão das restrições ao tráfego de caminhão.

Daí a importância de mostrar o seu papel relevante no abastecimento das cidades.

A FETCESP entende que a manifestação em curso no País não contribui com a valorização da imagem do transporte e atua no sentido de que seja restabelecida a normalidade e as empresas, que são inquestionavelmente prejudicadas com a paralisação, possam livremente desenvolver seu trabalho e sua atividade de escoamento da produção e o abastecimento de todo o mercado."

Flavio Benatti,
Presidente da Fetcesp


Ressalto os seguintes tópicos:


- A notícia mostrou apenas parte do vídeo;
- A campanha foi iniciada no ano passado; e
- As manifestações não contribuem com a valorização da imagem do transporte de cargas. 



Greve dos caminhoneiros


A atual greve da classe não foi impulsionada pelo vídeo de maio do ano passado da FETCESP. Pelo contrário, outros interesses estão em jogo. Vimos que de forma alguma a Federação é a favor da greve e que o intuito dela com os vídeos apresentados é valorizar a categoria e a importância do transporte de cargas. 

É fácil para a Globo culpabilizar os caminhoneiros por conta da greve e encontrar motivos no vídeo para isso, mas escondendo a verdade, o contexto e principalmente a data da campanha de você, telespectador. Sim, a Globo achou que distorceria a situação, mas não conseguiu.

É cômodo falar que a falta de medicamentos, alimentos, combustíveis, gás de cozinha e outros serviços públicos é por conta da greve dos caminhoneiros. E antes da greve, quantas pessoas morreram em hospitais por conta da falta de vacinas e medicamentos? Quantos tem morrido por falta de alimento e nutrição, não por conta da greve da classe, mas devido à miséria e à crise financeira que assola o país? A Globo só esqueceu de colocar o principal causador de tudo isso: o governo omisso, corrupto e que pouco se importa com a sociedade.

Que você não engula essas ideias que a Globo tem a intenção de nos fazer acreditar. Que, de uma vez por todas, não associe a greve dos caminhoneiros com o vídeo da FETCESP e com a falta de medicamentos, alimentos, combustíveis, gás de cozinha e outros serviços públicos. O causador de tudo isso é outro. E você sabe muito bem quem. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 27 de março de 2018

Ceilândia, a menina que virou mulher, completa 47 anos de história

Exatamente hoje (27) Ceilândia, a cidade que nasci e vivo completa 47 anos de idade. Ela é uma cidade-satélite do Distrito Federal, capital do Brasil. Recebi um artigo muito interessante por email da deputada Luzia de Paula e resolvi reproduzi-lo. Boa leitura!




A história da minha vida se mistura com a da cidade que escolhi para viver. Nasci e cresci em Minas Gerais e logo cedo vim em busca do sonho do progresso na nova Capital.

Em Ceilândia construí minha família, tive filhos e netos. Aqui vivo há mais de 43 anos, tempo suficiente para falar com propriedade sobre os problemas que enfrentamos e os desafios que ainda temos.

Vi o crescimento de cada cidade, bairro ou região, como queira chamar, porque Ceilândia não é uma. Ceilândia são várias. Cada uma com sua característica única. A Ceilândia do Centro, que é diferente da Ceilândia Sul, da Norte, do Setor O, Setor P Sul, Setor P Norte, Condomínio Privê, Expansão do Setor O, QNQ, QNR, Guariroba, Pôr do Sol, Sol Nascente e da Área Rural.

Essa é a nossa Ceilândia, uma das maiores cidades do Brasil, que apesar de não ter prefeitura, se fosse município, de tão grande que é, conviveríamos com o segundo turno na eleição de prefeitos e vereadores.

A Ceilândia de tantas culturas, forte no Rap e no Hip Hop, tradicional no Forró, atual no Sertanejo Universitário, sem perder as origens da Moda de Viola, sem contar com o Axé, Pagode e Funk que embalam as novas gerações.

E a Feira, ou melhor, as Feiras? Quem nunca foi na Feira Central de Ceilândia ou na Feira do Produtor? Sem falar em todas as outras espalhadas em vários bairros da cidade.

Ceilândia de atletas e artistas consagrados, uma verdadeira fábrica de talentos. Imortalizada na música de Renato Russo, o clássico Faroeste Caboclo.

A Ceilândia da minha história de vida. Que ao longo de mais de 30 anos me deu a oportunidade de formar mais de 30 mil crianças, que contribuem para um Distrito Federal melhor.

Essa é a Ceilândia que conheço, que me deu tudo, e que por mais que eu tente devolver, sempre será pouco para a maior cidade do Distrito Federal e uma das maiores do Brasil.

Para você, Ceilândia, desejo dias de progresso e muito trabalho, porque nossa história foi construída por gente trabalhadora. Afinal, são 47 anos de muito esforço.

Desejo um feliz aniversário para cada um que aqui ajudou a construir a história da nossa cidade, nossa Ceilândia, a menina que virou mulher. J-J


Por: Luzia de Paula, deputada distrital

quarta-feira, 21 de março de 2018

Da assimilação à irritação: músicas dos carros da Coleta Seletiva e carros de som



Há quase 4 anos a população do Distrito Federal está habituada com o som musical do carro da coleta seletiva. A iniciativa de sinalizar os caminhões surgiu depois dos cidadãos reclamarem que não ouviam quando o veículo passava na rua para recolher os materiais e lixos recicláveis. O toque escolhido foi a cantiga de roda infantil Escravos de Jó

Quantos não conhecem a famosa música? Ela fez parte da infância de muitas pessoas, mas são as crianças que tendem a reconhecê-la mais facilmente quando o caminhão passa. De acordo com o diretor geral do SLU (Serviço de Limpeza Urbana), Gastão Ramos, a escolha partiu porque Escravos de Jó remete à infância e as crianças já assimilam o som com facilidade.

Contudo, depois de 4 anos, qualquer pessoa que ouve a primeira estrofe instrumentalizada na rua ("Escravos de Jó jogavam caxangá") já sabe que o carro da coleta seletiva está passando. Já ficou marcado, afinal é repetido o som por quatro vezes e depois dá-se uma pausa e continua por mais quatro vezes. 

O sinal sonoro dos carros da coleta seletiva do DF me induz às seguintes reflexões: os sinais sonoros geram assimilação? Podemos lembrar de algo porque ouvimos determinado som? Sons familiares são mais fáceis de gerar alguma lembrança? Até que ponto uma música que era para informar pode irritar?


Músicas dos carros da coleta seletiva do DF, SP e GO


Além do Distrito Federal, estados como São Paulo e Goiás adotaram um som musical para tocar enquanto o caminhão da coleta seletiva passa nas ruas. Cada um deles foi criativo nas escolha. No DF optou-se por um som clássico de uma cantiga de roda que possui várias versões de letras; em SP por uma música autoral; e no GO por uma música instrumental.


Carro da coleta seletiva no DF

Onze notas sequenciais formam a nova versão de Escravos de Jó. O som final me lembra os teclados de brinquedo, sabe? Até que acho o som divertido, mas nem todos gostam. 

Essa cantiga é tão popular que o cantor Wilson Simonal gravou uma versão criativa e inovadora dela em 1967. Ele conseguiu a transformar em um hit e uma música de grande sucesso ao dar nova melodia e desenvoltura à ela. Ouça:




Wilson também fez uma releitura de Meu limão, meu limoeiro em um show dos 35 anos da antiga TV Record em 1967. O vídeo é uma relíquia e merece ser visto:







O sinal musical Escravos de Jó do carro da coleta seletiva, criado em conjunto pelo SLU e pelos músicos da Escola de Música de Brasília (EMB), foi bem desenvolvido mas não posso negar que Wilson Simonal também foi criativo ao recriar essa cantiga e a de Meu limão, meu limoeiro



Carro da coleta seletiva em GO

O som não remete à nenhuma música ou cantiga de roda, mas é criativo e único. 



Carro da coleta seletiva em SP


Acredito que o som dos caminhões da coleta seletiva de SP é mais interessante que do DF e menos enjoativo. Foi criado um reggae muito legal e chiclete que tem a seguinte letra: "Coleta Coleta Olha a coleta aí". Essa letra é repetida por várias vezes, mas não me irrita.


Editei um vídeo com os sinais sonoros dos três estados (DF, SP e GO). Ouça e decida qual o seu preferido. O meu é o de São Paulo. 






Os sons dos carros de coleta seletiva são marcantes né? Mas não somente eles marcam as ruas das cidades.



Outros sons


Buzina do carrinho de quebra-queixo; música em ritmo de praia do carro do picolé; música Noites Traiçoeiras do carro do ovo; "assobio" e barulho da moto que faz a ronda na rua; "Óhh, o gááás" do carro do gás... Esses são alguns dos inúmeros carros de som que passam aqui no meu bairro. Na maioria das vezes eles me informam, mas em outras me tiram do sério.

É ótimo você saber que o carro do ovo está passando somente ao ouvir Noites Traiçoeiras. Já facilita e ajuda bastante. Assim como se ouvir o "assobio" da moto já sabe que sua rua está sendo vigiada. Isso dá um norte, uma direção bem interessante.

Por outro lado, sons podem ficar enjoativos e te irritar. Por exemplo: não aguento mais a música em ritmo de praia do carro de picolé. Tem uma hora que cansa. Aquilo que era para assimilar, te tira a atenção. É só lembrar daquelas músicas de espera das empresas. Algo que era para te fazer esperar e relaxar, acaba com sua paciência e você não vê a hora de terminar. E o detalhe: NÃO ACABA! Continua até a eternidade. 

Uma dessas músicas de espera bastante utilizada é a Für Elise de Beethoven, acreditam? Pois é, até uma composição sinfônica belíssima conseguiram deixar chata e enfadonha.




Um som de alerta e assimilação, portanto, pode levar à irritação.



"Esse barulho é irritante?"






A música do carro da coleta seletiva de GO fez com que o jovem Iago Sousa Venâncio se irritasse e tomasse uma atitude extrema em 2010 (Na época o infrator tinha 18 anos). Assista e divirta-se:







E aí? Iago teve razão de depredar o carro da coleta seletiva, ou não?! Achei engraçado que até mesmo o policial admitiu que o barulho é irritante ao dizer: "Ele tem uma buzininha até meio enjoada." HAHAHA!

Os sons nas ruas podem gerar alertas e assimilações, mas também irritação. Deve-se tomar cuidado porque o limite de uma função para a outra é pequena (Apenas um fio de cabelo). 


E nas cidades de vocês, tem algum som característico dos caminhões de coleta seletiva? Quais sons vocês são habituados a ouvirem no seu bairro? O som te ajuda, alerta, gera assimilação ou irritação? Compartilhem suas experiências nos comentários! Adorarei conversar com cada um. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 20 de março de 2018

Uma poesia e um vídeo sobre a falta de segurança pública e violência



Nos últimos dias o Rio de Janeiro tem vivido momentos de violência e falta de segurança pública. É claro que isso já tem sido recorrente na cidade maravilhosa (mas não tão maravilhosa assim), mas na semana passada a população local, nacional e mundial chocou-se e comoveu-se ainda mais com os episódios de um pai executado na frente do filho e os assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

Esses fatos violentos não tem sido registrados somente no RJ, mas em vários outros lugares do mundo. A minha cidade, por exemplo, tem vivido dias de terror. Moro na Ceilândia, cidade satélite da capital do Brasil (Brasília), e posso citar alguns eventos: homem que matou a esposa e depois se matou; homem que ateou fogo na esposa e em si mesmo; carro fuzilado por bandidos em um posto de gasolina (o carro tinha seis pessoas); dois homens feridos por tiros na avenida principal da cidade (tudo leva a crer que foi acerto de contas);  mulher atropelada enquanto ia para o trabalho; e mulher que fugiu de um assalto no ônibus que estava e foi atropelada (tendo sua cabeça esmagada) pelo próprio veículo. SIM! Todos esses eventos ocorreram na minha cidade próximos de onde moro em UM CURTO ESPAÇO DE TEMPO

Todos, sem exceção, tem sofrido com a violência das cidades e a falta de segurança pública. O Arthur Claro, blogueiro responsável pelo Arthur Claro = porém ≠, criou uma poesia exatamente com o intuito de retratar os seres humanos que sofrem os efeitos desse caos mundial. Leia e reflita:


Presente

Mais lágrimas para uma voz calada
Atentado diário nas nossas cidades
Rua taciturna acorda depois de alvejada
Instantes mortais das maiores crueldades
Executaram sem compaixão
Lágrimas não aliviaram o sofrimento
Lágrimas não cessaram o sentimento
Entre o pensamento e o caixão

Armadilha preparada com antecedência
Notícias nem tão novas nos noticiários
Disparos aumentando a violência
Escassez de empregos e baixos salários
Retrato do país inteiro manchado
Sonho interrompido prematuro
Olhos cerrados para o futuro
Não podemos ficar aqui calado

Poetizo estas palavras para protestar
Represento em palavras a minha voz
Expresso com palavras o meu descontentamento
Solto o verbo com estas palavras
Estas palavras não podem ser censuradas
Não me calem
Tenham respeito por todos
Este protesto não acabou aqui

Arthur Claro



A poesia do Arthur já foi curtida por vários famosos, como Elizabeth Savala, João Barone, Bárbara Borges, Camila Pitanga e Cláudia Ohana. Se ela te tocou, copie e cole nas suas redes sociais com a hashtag #ArthurClaro

Finalizo o post de hoje com o vídeo que bombou nas redes sociais e foi exibido até mesmo no Jornal Nacional na noite de quinta-feira passada (15) da autoria de Ana de Cesaro, em que é uma reflexão exatamente sobre a violência e a falta de segurança pública:







Chega de violência! J-J


Por: Emerson Garcia
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