quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Quinta de série: Turma da Mônica - A série


Pode conter spoilers!


A Turma da Mônica saiu direto dos quadrinhos para o mundo das séries e numa produção que te envolve do início ao fim! Criada por Mariana Zatz, Marina Maria Iorio, Mauro D'Addio e Daniel Rezende; escrita e roteirizada por Mariana Zatz, Marina Maria Iorio, Mauro D’Addio, Yann Rodrigues e Daniel Rezende; e com direção de Daniel Rezende, a série foi produzida pela Biônica Filmes, está disponível na Globoplay e a primeira temporada conta com 8 episódios, de em média 20 minutos, somente. A série foi lançada no dia 21 de julho de 2022

Sério! Que nostalgia boa essa produção me deu. Ver os personagens que acompanharam minha infância nos gibis, não tem preço! E ver eles de carne e osso, então?! A caracterização, atuação e trejeitos de cada um foram espetaculares! É simplesmente formidável ver atores dandos vozes, trejeitos, feições e traços humanos para Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão e cia. E também sons às onomatopéias e imagens que só víamos no papel.

O enredo dá sequência aos filmes Turma da Mônica: Laços e Turma da Mônica: Lições (já falados aqui e aqui, no blog). Ele foca na criação do Clube da Turma, construído no Parque Municipal Antônio Molinari, em Poços de Caldas, sendo inspirado nos quadrinhos de Mauricio de Sousa. A estória foca num suspense infantojuvenil que irá tirar o seu fôlego! Uma festa da popular Carminha Frufru foi misteriosamente sabotada e a turminha se torna a principal suspeita. Os amigos, então, terão que superar suas inseguranças e revelar segredos afim que o mistério seja decifrado. Denise, a fofoqueira do bairro do Limoeiro, decide investigar toda essa confusão!  

Cada episódio é focado num personagem. Vamos conhecendo suas versões, segredos e, aos poucos, vamos criando teorias do que pode ter acontecido, até o autor da sabotagem ser revelado. Os capítulos possuem os seguintes títulos: Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Milena, Perfeição, Segredo e LamaA estória é totalmente original e feita, especialmente, para a série. 


   

  

O pôster da produção foi revelado apenas dois dias antes da estreia, o que me deixou ensadecido e com vontade de assistir tudo de uma só vez. E a maratona não foi difícil, já que os episódios são curtinhos. Achei bem legal a produção e ela teve uma recepção positiva da crítica especializada. Janda Montenegro, do website CinePOP, elogiu a série:

"Turma da Mônica – A Série cumpre o que promete, entregando diversão, entretenimento e legado pop para a cultura nacional. Altamente maratonável, é uma série com sabor de férias, que já deixa o gostinho de quero mais."


Em 2 horas e 50 minutos, a produção conseguiu transportar para o formato live-action todo o encanto, diversão e as lições presentes nos gibis. Ela venceu 4 prêmios da SEC Awards e do Jovem Brasileiro de Melhor série/web série, Melhor série e Atriz em série adolescente e Melhor série nacional


Parece que haverá uma segunda temporada, mas sem previsão de estreia. 

   


Para 2024 teremos Turma da Mônica: Origens que focará no primeiro encontro entre os principais membros da turminha. A produção é uma parceria da Maurício de Sousa Produções e Globoplay e terá um elenco totalmente novo, representado por crianças. 



  


Também teremos a live-action Turma da Mônica Jovem: Reflexos do medo, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa e uma animação sobre o dinossauro Horácio, comandada por Carlos Saldanha, responsável por filmes como Rio, O Touro Ferdinando e A Era do gelo. Ao todo, Mauricio de Sousa planeja 13 filmes e séries do universo da turminha. J-J







Por: Emerson Garcia

Quinta de série: Vou viver de HQ

Pode conter spoilers!


Quais são os desafios para quem quer ou trabalha com HQ? É possível viver e tirar sustento de revistas em quadrinhos? A minissérie documental Vou viver de HQ da Globoplay, lançada em 23 de novembro de 2022, apresenta a história dos irmãos gêmeos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá, e responde essas perguntas. Criada e dirigida por Giuliano Zanelato e Rogério Zagallo, contou com 6 episódios, de em média 30 minutos cada

A série aborda três aspectos dos irmãos: saga de sucessos, prêmios e desafios pessoais. Com a criação da série de quadrinhos Daytripper a dupla venceu três Einser Awards - o mais importante prêmio do mercado internacional de HQs. Então, aborda-se a produção dessa revista em quadrinhos, bastidores e outros detalhes. Além disso, também conta com a apresentação do projeto da adaptação do romance Dois Irmãos (série já falada aqui no blog) em HQ. 



Acompanhamos a saga tanto de trabalho como na vida dos irmãos. Técnicas de desenhos e bastidores são apresentados, assim como a relação dos irmãos entre si, amigos e familiares. É uma minissérie bem humana, que também apresenta a luta dos irmãos, os percalços na saúde que um deles enfrentou e as histórias de infância de Fábio e Gabriel, desde os primeiros traços até a decisão de apostar na carreira de quadrinistas. Gabriel Bá falou um pouco mais:

“É muito interessante poder rever a nossa história dessa maneira, relembrar situações que vivemos, lugares que visitamos. E acho que é isso que pode atrair o público. A série mostra os caminhos que nos trouxeram até aqui, pois as coisas não acontecem por um passe de mágica, da noite para o dia. O público nos vê no evento, vê nossos livros, mas não vê sempre tudo que fizemos para chegar até ali e o documentário ajuda a contar essa trajetória”.


Trajetória essa que contou com provações, furacão na intimidade, dramas, dificuldades, desafios e alegrias. A ideia foi a de mostrar que nada na vida é fácil, tudo tem um preço. Além disso, a série incentiva as pessoas a lutarem pelos próprios sonhos, objetivos e metas. Fábio Moon aconselha:

“Vale a pena, mesmo que demore, e provavelmente vai demorar mesmo. É nessa demora que as surpresas acontecem”.


Quem diria que de "fanzines" independentes, eles seriam vencedores de de prêmios internacionais e autores best-sellers, sendo reconhecidos nacional e mundialmente?!


O documentário é bem legal. Porque documenta o processo de criação e lançamento de Daytripper, numa editora grande dos EUA,  e além disso, mostra os desafios e percalços na realização de sonhos. O trabalho de produção foi grandioso e durou uns três anos, mais ou menos, com bastante horas de materiais gravados. Ao final, há a informação que a história de trabalho de HQs dos irmãos não acabou, há outros caminhos pela frente. Como sugestão para a Globoplay, seria interessante se em cada temporada da série fosse aborda a história de um quadrinista brasileiro famoso. Recomendo a produção! J-J 

 


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

5Q: Sob pressão - o filme

 Pode conter spoilers!



Moral

É possível salvar vidas vivendo situações delicadas e sob muita pressão. Na vida temos que fazer escolhas difíceis; resolver problemas fazendo das tripas coração; e realizar tudo o que é possível e impossível. 

Cena boa

 Difícil escolher uma cena boa. O filme todo tem muita ação e adrenalina, prendendo a atenção. 

Cena ruim

Algumas cenas iniciais acredito que poderiam ser melhor produzidas. 

Perfil

Dr. Evandro e sua equipe precisam realizar três cirurgias difíceis - de um traficante, de um policial militar e de uma criança de família rica. Eles foram feridos no mesmo tiroteio em uma favela perto do hospital. Com recursos parcos, eles precisam atender a todos e lidar com as pressões sociais da situação. Quem salvar? Quem deixar morrer?  Os médicos fazem escolhas difíceis e tentam o possível e impossível para salvar a vida dos pacientes. 

   
Opinião

Tem um quê de série de TV americana de hospital, que é um elogio e tanto. O elenco, enredo e roteiro são excelentes. Esse é o filme que deu origem à série de enorme sucesso. Faz jus ao título, por trazer adrenalina e emoção à todo instante. Discute temas importantes como a ética da medicina e a ética social. O longa foi bastante premiado e elogiado. Conheça a origem da série! Recomendo. J-J 



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Dom do olhar: ensaios sobre a prematuridade

 

Ensaios fotográficos sobre a prematuridade e new borns (recém-nascidos) tem feito enorme sucesso na atualidade. A prática de tirar fotos de bebês, mensalmente, o que vem a ser o mesversário, também tem sido bem comuns. Registrar momentos dos pequeninos é um gesto de fofura, amor, carinho, ternura e cuidado, ainda mais quando se trata de bebês prematuros. 

Nascidos antes das 37 semanas de gestação (o período ideal é entre 38 e 42 semanas), eles necessitam de uma série de cuidados especiais, a fim de estimular o desenvolvimento. Os ensaios fotográficos de prematuros são realizados com sensibilidade, dissipando a apreensão diária dos riscos do nascimento antes dos 9 meses. 

Não há como não ficar comovido e inspirado com esses ensaios. São momentos que ficam para sempre guardados na memória e que trazem um acalento para o bebê e sua família, que pode se desenvolver melhor. 

Esse ano, durante o mês de novembro, os fotógrafos Alessandra Moraes, Marcos Bontempo e Ricardo Khalil registraram fotografias de bebês prematuros do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), uma região satélite do Distrito Federal. O projeto foi intitulado de Um mergulho na unidade neonatal do HRC. 



Esses serezinhos são guerreiros e lutam pela vida diariamente, com bravura, força e empenho. Por isso, em muitas dessas fotos, eles aparecem vestidinhos de super heróis, pois possuem o superpoder de lutar pela vida. Eles também surgem vestidos com a cor roxa, representando o mês da Consciência Prematura, o Novembro roxo/lilás

Os ensaios sobre a Consciência Prematura tem o objetivo de gerar aprofundamento da prematuridade, conhecer os desafios, lutas, incertezas diante da nova vida e as vitórias dessas famílias. Não deixa de ser uma vitória, não é?! A vitória pela vida. 

Nessas fotos, a criatividade rola solta. Os bebês são vestidos, também, de bichinhos, em ambientes na selva, no fundo do mar, entre outros. O alerta de fofura sempre vive dando sinais.



O trabalho de produção dessas imagens é fabuloso. Há maquiagem, fantasias, preparação de ambientes, roupinhas e letras confeccionadas pela própria equipe de hospitais e fotógrafos. A escolha pela cor rox/lilás não é à toa: ela representa a sensibilidade e individualidade, características da prematuridade. A ideia é proporcionar leveza, descontração e suporte às famílias.  

Realmente é preciso Dom do olhar e sensibilidade para registrar essas fotos cheias de ternura e amor. Parabéns para esse trabalho! J-J


Por: Emerson Garcia

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