quinta-feira, 23 de março de 2023

Quinta de série: Zig Zag Arena

Pode conter spoilers!


"Nunca pare de brincar!". Esse é o slogan do game show Zig Zag Arena que foi ao ar nas tardes da Rede Globo entre 03 de outubro e 19 de dezembro de 2021. Apresentado pela jornalista Fernanda Gentil, foi criado por Boninho, sob a direção geral e artística de Raoni Carneiro. O programa contou com os narradores Everaldo Marques, Hortência Marcari e Marco Luque. 11 episódios foram exibidos, de um total de 18, isso porque o programa acabou sendo cancelado. Cada episódio possuiu a duração de cerca de 61 minutos

O programa funcionava como uma gincana, onde a cada domingo duas equipes de anônimos ou famosos se enfrentavam, em busca de uma maleta com cerca de R$ 20 mil. O cenário se parecia com um tabuleiro gigante de pinball, onde os participantes protagonizavam jogos inspirados em brincadeiras de rua nostálgicas, como pique-bandeira, cabo de guerra, corrida de saco, polícia e ladrão, queimado, entre outras. A arena era cheia de obstáculos e desafios. A competição era apresentada pela jornalista esportiva Fernanda Gentil; com os comentários dos lances das partidas da grande fera do basquete Hortência e do comediante Marco Luque; e narração dos jogos de Eraldo Marques. 


O programa possui o formato original da Globo e tinha sido idealizado para competir diretamente com o Passa ou Repassa do Domingo Legal do SBT. O cenário com 1500m² foi inspirado no estilo dos anos 80 e nos fliperamas. Automatizado e colorido, contou com 16 camas elásticas, escorregas e outros elementos, dividios em três áreas, que compreendem cada uma das três fases do jogo. 


Fases


A competição foi dividida em uma pré-fase e três fases: Mini game, Pique-pega, Mega Ball e Tudo ou Nada. Cada uma com regras específicas e com sua própria maneira de jogar. Em cada jogo, os juízes profissionais orientam os times e fiscalizam as regras do jogo e sinalizam faltas. As provas são narradas pelos cabinners (comentadores e narrador do programa). No final de cada episódio, a equipe que acumula mais pontos é a grande vencedora e leva o prêmio em dinheiro. Conheça cada uma das provas agora:

Mini game: é o desafio inicial do game, quando os jogadores se enfrentam em um jogo definido pela roleta. São eles: esqui coletivo, corrida do saco e canaleta com obstáculos. O grupo vencedor, tem o direito de escolher a posição no pique-pega, além de pontuar no placar. 

Pique-pega: uma brincadeira onde os competidores se dividiam entre pegadores e fugitivos. Relembrava o nostálgico pique-bandeira, que consisita em pegar bandeiras espalhadas pelo cenário, onde os pegadores precisavam pegar os adversários fugitivos. O diferencial está na dinâmica: os fugitivos utilizam coletes luminosos e os pegadores devem puxar a corda. Acionada, o fugitivo deve ir para uma sala e esperar o companheiro até voltar no jogo. O circuito também possui campos específicos com imunidade e um túnel, onde o fugitivo não podia ser pego por alguns segundos. Aquele que ficar até o final, ganhava a prova. 

Mega Ball: era uma mistura de vários esportes com bola (futebol, queimado e basquete). O campo era formado por camas elásticas. Os jogadores deveriam acertar a bola no gol ou no garrafão (cesta). Havia também a megabola (marcada com led vermelho e de cor diferente) que valia bem mais pontos. 

Tudo ou Nada: ocorria em uma estrutura em um labirinto e escorregadores. Nessa última prova, voltava a ser disputado o pique-pega com as mesmas regras, mas o cenário era um prédio de três andares com vários circuitos. A equipe que ficava com mais pessoas em jogo ganhava e era consagrada vencedora do programa.


Por trás do jogo, Show do intervalo e comentários dos narradores 



A competição misturava brincadeiras infantis nostálgicas e esporte e, por isso, tinha vários elementos que relembram o campo esportivo. No Por trás do jogo, mostrava-se os competidores criando estratégias para competir, além de bastidores que aconteciam entre uma prova e outra ou durante o intervalo. A câmera global não deixava nada passar. 

O Show do intervalo lembra muito os intervalos dos jogos de futebol, quando os narradores comentam os principais lances e fatos daquele primeiro tempo. No ZZA ocorria o mesmo: Luque, Hortência e Eraldo comentavam os principais lances do primeiro tempo, com bons insides e humor. Havia até análise tática do jogo e análise dos movimentos dos jogadores. Algo bem esportivo mesmo! 

Havia também o momento zig (que tinha a ver com algum momento zicado ou movimento errado dos jogadores) e o zag (que era aquela jogada de mestre). Como se esquecer também quando Eraldo dizia que determinado jogador era "Ridículo" devido um lance em campo?! Havia o momento fantasma e nonsense, que era uma jogada ou algum momento inexplicável em campo. 


Times


Duas eram as cores dos times que se enfrentavam: ciano e rosa. A equipe era formada por anônimos e famosos que eram criativos na escolha do nome da equipe e até mesmo com a música-tema, quando ela entrava. Distraídos Venceremos, Ventania, Gariocas, Mariscou, Alta Pressão e Taqui Emoção foram alguns dos nomes bem criativos do programa. 

Participaram da competição, por exemplo: Sasha, Dilsinho, Bruno de Luca, Joaquim Lopes, Naiara Azevedo, Xand Avião, Jenifer Nascimento, Jéssica Ellen, Thiago Abravanel, Mariana Santos, Lexa e Felipe Araújo. 

O legal é que o programa trouxe para jogar profissionais importantes, como médicos, enfermeiros, garis, jornalistas, esportistas, cantores e comediantes, promovendo a importância de toda essa gente. 



Audiência e Recepção

Desde sua estreia, o programa não obteve bons índices de audiência. De 10 pontos, foi descendo para 8 e 6 pontos, chegando a alcançar o 4º lugar no Ibope, ficando atrás do SBT, RecordTV e Band. ZZA não agradou o público, que desaprovou a apresentação de Gentil, as provas confusas e as regras inexplicáveis do programa. Além disso, os telespectadores criticaram a narração dos narradores, que falavam ensandecidamente. 

Cancelamento

A baixa audiência, ocasionou no cancelamento do game show. Na semana seguinte após o descontinuamento do Zig Zag, a exibição do filme King Kong, na sessão Campeões de Bilheteria, conseguiu o dobro de audiência comum do game show. 

Zig Zag saiu do ar após dois meses de sua estreia, se tornando um grande fracasso e equívoco do entretenimento do canal. O fracasso foi tão grande, que a Globo antecipou o fim do programa, deixando de exibir 7 programas que já haviam sido gravados. 

Esse cancelamento demonstrou que os criadores da Globo são incompatíveis com game shows, já que a Casa acumula uma série de programas de entretenimento que não deram certo, tais como: Tomara que Caia, Adnight, Divertics, Lazinho com você, Os melhores anos das nossas vidas e Simples assim.  


Crítica


O game show prova que não adianta nada ter uma direção incrível, um cenário grandioso, uma ideia inovadora, grandes artistas e famosos, se a execução de tudo isso não funciona. O programa hospedou provas confusas, uma apresentação exagerada e totalmente perdida de Fernanda Gentil e comentários desnecessários dos comentaristas. 

Apesar de ser um modelo "novíssimo" e criativo, o programa não funcionou a maior parte do tempo. As regras do game são incompreensíveis, mesmo que a emissora tenha feito inserções no jogo para explicar o regulamento. 

Um game de qualidade é aquele em que o espectador joga junto, participa, interage, ao passo que torce por quem está lá. O programa até tenta isso, mas sem sucesso. ZZA não leva o público, em nenhum momento, para dentro da disputa. Como torcer para algum time, se você não entende o que está acontecendo? Isso, se deve as regras confusas, mas também o cenário suntuoso, escuro e confuso (A pirotecnia aqui não funcionou na prática!). O Passa ou Repassa ainda é um sucesso por quê quem assiste tenta responder, participa e se diverte com os erros alheios e brinca junto. 

Um programa de TV, deve envolver e entreter quem está no sofá, mas a sensação é que quem estava no estúdio estava se divertindo bem mais de quem estava em casa. Fernanda Gentil se esforçou para apresentar o programa, mas nem parecia que era apresentado por ela. Everaldo Marques se saiu bem, mesmo que sua empolgação não tenha, de fato, contagiado o espectador. Hortência incorporou o papel de comentarista séria, o que foi até engraçado. Que inusitado foi ver uma cestinha da seleção brasileira falar com tanta seriedade de um campeonato de pique-pega! Marco Luque, por sua vez, acrescentou pouco. 

Mesmo que o ZZA convide o público a resgatar brincadeiras de infância, não entrega com inteireza este resgate à quem assiste. Até que os participantes se divertiram jogando, mas quem assistiu pode não ter visto a menor graça. Pra que gastar rios de dinheiro com estruturas e leds, se não houve uma preocupação com a essência do programa?! Em meio a luzes, detalhes impressionantes e com tantos estímulos, para onde focar a atenção?

É certo que tem alguns momentos bem humorados, como comentários e tombos dos participantes, mas o público esperou bem mais do que viu em tela. Não recomendo esse programa! J-J 



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 21 de março de 2023

Pins do Castelo Rá-Tim-Bum



Você já deve ter percebido que ultimamente estou bem nostálgico aqui no JOVEM JORNALISTA. É que quando relembro coisas e programas da minha infância, fico nesse estado mesmo. Esses dias, via stories no Instagram quando me deparei com pins do Castelo Rá-Tim-Bum. Meus olhos brilharam na hora... Para quem não sabe, pins são como se fossem broches temáticos que você pode colocar em mochilas, bolsas, roupas, etc. 

Os pins do Castelo Rá-Tim-Bum estão sendo vendidos no site Icebrg. São muito bem feitos, de metal, bonitos e fofinhos. Cada um deles custa o preço salgado de R$ 42, mas para quem é fã da produção qualquer quantia alta em dinheiro é centavo! HAHAHA

A coleção é formada por 10 pins diferentes, de personagens marcantes, principalmente objetos e bonecos manipuláveis. São eles: Mau, Relógio, Ratinho, Etevaldo, Celeste, Porteiro, Godofredo, Adelaide, Gato Pintado e Castelo. Confesso que senti falta dos personagens principais, assim como das Passarinhas, Tíbio e Perônio, Dr. Abobrinha, Penélope, Bongô e Caipora. Quem sabe o Icebrg não esteja preparando uma nova leva de pins, tendo em vista que o Castelo Rá-Tim-Bum comemora 30 anos em 2024?!




























Diz se esses pins não são as coisas mais incríveis que você já possa ter visto?! E parece que eles são de muito boa qualidade, resistentes, de ferro, bem pintados e com uma tinta bem duradoura. A representação dos personagens ficou fidelíssima! 

O site preparou dois box com pins, sendo que cada um deles vem com 5 modelos diferentes. O design do box está divino e traz a logo do programa em uma caixinha nas cores azul escuro e lilás. Você pode comprar cada box por R$ 219,95. Nada que um fã ensandecido não possa e não queira comprar!
 







Até mesmo as cartelas aonde os pins vem são estilosas, charmosas e cheias de design. 




Se eu quero esses pins?! É claro, que sim! Poucas foram as programações que me marcaram e essa foi uma delas! Não vejo a hora de colocar esses pins que possuem muito significado para mim na minha mochila e sair por aí! Minha criança interior gritaria muito forte! J-J




Por: Emerson Garcia

sábado, 18 de março de 2023

Rádio Bagaralho: Programa 'Lá vem a história' - Rockabilly


Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento da Gráfica ALC começa o programa Lá vem a história. No programa de hoje vou falar um pouco da história do estilo musical Rockabilly.

Rockabilly surgiu no sul dos Estados Unidos no começo da década de 1950. É uma mistura da música country com o rhythm and blues, dando origem ao que se considera como o rock and roll "clássico". O termo é uma junção das palavras rock e hillbilly (uma referência à música country que costumava ser chamada de música hillbilly nos anos 40 e 50). Uma banda típica de rockabilly inclui geralmente um cantor, uma guitarra elétrica, uma bateria (muitas vezes reduzida a uma caixa, um bumbo e um prato) e um contrabaixo executando um slapback e/ou às vezes um pizzicato. 

Podem ser citados como principais expoentes do estilo: Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Elvis Presley, Buddy Holly, Bill Halley, Johnny Cash, Gene Vincent, Wanda Jackson, Eddie Cochran e Johnny Burnette. As letras geralmente se referem aos temas recorrentes da cultura popular americana na década de 1950, como o automóvel ou os relacionamentos românticos. 

As roupas refletiam o estilo dos músicos da época: calças, camisetas coloridas, casacos com a gola levantada, um sapato em particular usado na década de 1950 chamado brothel creeper. Além dos jeans da Levi (501 ou 505) e outros itens casuais, como camisetas e jaquetas de motocicletas, fazem parte do guarda-roupa. Em relação às roupas, o rockabilly tinha muitos elementos em comum com outros movimentos da época, como os Greasers, os Teddy Boys e os Rockers. Todos tinham paixão por carros clássicos americanos, como Cadillacs e motocicletas britânicas. 

Para Barbara Pittman o Rockabilly era na verdade, um insulto para os roqueiros do Sul naquela época. Ao longo dos anos ele pegou um pouco de dignidade. Era a sua maneira de nos chamar de 'hillbillies (caipiras)'. Um dos primeiros usos escritos do termo "rockabilly" foi feito em 23 de junho de 1956, em uma resenha da Billboard para Rock Town Rock de Ruckus Tyler. Três semanas antes, o rockabilly foi usado em um press release de Be-Bop-A-Lula de Gene Vincent.


Agora fiquem com algumas músicas que representam este estilo musical.


Carl Perkins - Blue Suede Shoes




Elvis Presley - Jailhouse rock




Bill Haley & his Comets - Rock around the clock




Jerry Lee Lewis - Great balls of fire




Buddy Holly - That'll be the day




Chuck Berry - Johnny B. Goode




Little Richard - Tutti Frutti






Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Peço que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir, pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram (@radiobagaralho). J-J


Por: Arthur Claro

sexta-feira, 17 de março de 2023

12 momentos marcantes, nostálgicos e surpreendentes de 'Castelo Rá-Tim-Bum: Reencontro'



No dia 25 de fevereiro foi ao ar pela TV Cultura com o apoio de Oreo, marca da Mondelēz International, o especial Castelo Rá-Tim-Bum: Reencontro, que teve duração de aproximadamete 1 hora, após 26 anos do final do programa na TV brasileira

Foi construído uma réplica fidedigna do castelo, com objetos e aposentos e um palco com plateia na famosa Biblioteca do Gato Pintado. O episódio foi dirigido e apresentado pelo grande criador da série Cao Hamburguer. O Gato também ajudou a apresentar o especial, ao lado de personagens queridos como Nino (Cássio Scapin), Zequinha (Fred Állan), Biba (Cintya Raquel) e a Feiticeira Morgana (Rosi Campos). Além desses personagens que marcaram presença, outros 14 também, para abrilhantar esse reencontro que realmente foi inesquecível! 

O especial já está disponível na internet, no canal do Youtube da marca @OreoReceitasBrincantes.  A TV Cultura, por sua vez, divulgou um vídeo de bastidores do programa. Acompanhe abaixo:




O diretor de marketing de biscoitos da Mondelez Brasil, Felipe Pedrolli, disse o seguinte sobre o especial:

“Ficamos muito felizes de ajudar a realizar esse reencontro memorável.  Sabemos a importância que Castelo Rá-Tim-Bum tem para centenas de milhares de pessoas e famílias. É uma honra poder fazer parte desse sentimento mágico e nostálgico que só esses personagens conseguem despertar."


Já Eneas Pereira, vice-presidente executivo da emissora e responsável pela programação, ressaltou:

“Trata-se de uma parceria extremamente feliz. Em breve o Castelo completará 30 anos do seu lançamento e essa iniciativa, além de homenagear os intérpretes e criadores, inicia uma série de comemorações em relação a esse que é um dos maiores sucessos da emissora.”


A ideia dessa reunião de reencontro com toda a equipe do Castelo existia já há algum tempo. De fato, esse foi um dos programas infantis de maior sucesso da TV brasileira. Quando a Oreo lançou uma campanha publicitária com alguns atores do projeto ano passado percebeu o frisson causado nos fãs da série. A Oreo queria resgatar o espírito brincante no público e se juntou ao Castelo Rá-Tim-Bum... Foi o match perfeito! A nostalgia tomou conta das pessoas e a repercussão nas redes sociais foi tamanha. Foi dessa forma que esse especial surgiu. 

Castelo Rá-Tim-Bum: Reencontro foi um programa e tanto! Agora, veja 12 momentos marcantes, nostálgicos e surpreendentes desse especial! 


1- A reconstituição do Castelo foi bastante fiel


Quando vi toda a caracterização e construção do Castelo, fui remetido diretamente para minha infância. Tudo está reconstruído de forma fiel... O porteiro, relógio, o hall de entrada, a árvore da Celeste, a escada que dá acesso ao quarto de Morgana, a biblioteca... Que nostalgia! Até mesmo os fantoches dos personagens - cobra Celeste, Gato Pintado, Mau, Godofredo e muitos outros - estão fidedignos! 


2- Em todo instante, somos surpreendidos com presenças ilustres do Castelo



Esse especial é para quem tem o coração forte, pois à todo minuto somos surpreendidos com presenças ilustres do Castelo, como atores, produtores, personagens, intérpretes, dubladores, músicos e por aí vai... As surpresas estão condensadas em toda uma hora do programa. Elas não foram concentradas só no início, meio ou no final. Até mesmo atores que não puderam estar presencialmente, participaram por videoconferência. Fui surpreendido em ver que os atores envelheceram, mas tem a mesma essência de antes. 


3- Há muitas descobertas dos bastidores


Conhecemos, em riqueza de detalhes, as ideias por trás dos cenários e vozes, improvisos, brincadeiras no set de filmagens e até perrengues para tirar maquiagens. Fui surpreendido, por exemplo, por saber como a Cobra Celeste foi criada e a concepção para criar sua voz e trejeitos. Além disso, por saber que as crianças saíam da escola para gravar e passava o dia inteiro no estúdio. Ou, então, o perrengue do Etevaldo e Caipora de não conseguir tirar a maquiagem. O intérprete de Etevaldo ficava o dia todo com manchas rosas pink pelo corpo, enquanto a de Caipora com manchas escarlates. 


4- Descobertas de manias de Cao Hamburguer


O criador e diretor da série, Cao Hamburguer, tinha a mania de esfregar a cabeça na hora de alterar o roteiro na base do improviso e foi muito interessante quando Cassio Scapin e o próprio Cao relembraram isso. 


5- Homenagens em memórias dos atores/personagens que já partiram


O especial reservou belos momentos, como as homenagens aos atores que já partiram, como Etevaldo (Vagner Belo), Dr. Victor (Sérgio Mamberti), Mau e Porteiro (Cláudio Chakmati) e Flap (Gérson de Abreu). Lindas palavras foram ditas sobre eles e o momento em que Carlos Mamberti entra no palco, caracterizado como o tio de Nino e patriarca do Castelo Rá-Tim-Bum foi de arrancar lágrimas! Não teve um presente no especial que não tenha esboçado emoção e não deixou uma lágrima cair nesse instante. Até eu assistindo fiquei muito emocionado e triste! 

Carlos ficou muito idêntico ao seu pai e satisfeito por interpretar esse personagem 30 anos depois. Ao caracterizar-se como Dr. Victor, ele mandou a foto para os irmãos que se surpreenderam e disseram: "Tá parecido"


6- Conhecemos a origem de alguns personagens 


Foi muito interessante saber que o personagem Nino foi inspirado no Mickey, o Dr. Victor no Frankstein, que a Caipora surgiu com o intuito de homenagear o folclore brasileiro e que a bruxa Morgana não foi criada para assustar ninguém e esteve presente em todos os acontecimentos históricos mundiais e por isso podia contar histórias de todos eles com propriedade.  


7- A revelação da ideia do programa


Cao gostaria de fugir do estereótipo de castelo de contos de fadas, o castelo de bruxa. Ele queria fazer alguma coisa misteriosa, mas também alegre. Como ele mesmo disse em entrevista: "Uma reserva humanista no meio de uma cidade violenta e cinza"

Queria também contar uma história com começo, meio e fim, mas com muitos quadros educativos e lúdicos permeando. Um desafio! Rosi Campos ainda complementou dizendo que o Castelo possui uma narrativa lúdica, que ajuda os pequenos no aprendizado de forma agradável no decorrer dos períodos. Ela disse o seguinte: “A maneira como a gente ensina no Castelo é muito divertida. E você falar de um mesmo assunto de várias maneiras diferentes enriquece muito uma aula.”


8- A importância da representatividade negra em um programa



Foi muito legal saber como os atores negros foram escolhidos no elenco da série e a importância que os produtores deram para a representatividade negra. Durante o especial Cintya Rachel (Biba) e Eduardo Silva (Bongô) mencionaram a importância de serem atores negros e atuarem na TV, em um programa infantojuvenil, na época. O elenco da trama era bem pequeno e o fato de possuir 4 atores negros foi algo inovador. Eduardo ressaltou "Você era referência de negro que não era escravo nem bandido, isso me emociona muito.” 


9- Curiosidades dos atores e personagens


Dr. Abobrinha (Pascoal da Conceição) era o personagem mais odiado do especial e ele conta histórias muito curiosas, como a de que seus colegas de elenco recebiam cartas dos fãs e ele não, até que recebeu uma carta de um fã garoto que disse que queria ser seu filho e "que quando ele comprasse o Castelo, que desse pra ele". Foi bem divertido esse relato!

Também há histórias ditas por Angela Dip (Penélope) e Ciça Meirelles (Patativa) de fãs que resolveram seguir a profissão de repórter por conta da personagem Penélope ou fazer um curso de música por conta das passarinhas do quadro Que som é esse?. E como se esquecer do relato de Rosi Campos e sua escolha de interpretar a bruxa Morgana? 

Aliás, essa foi a primeira personagem criada e a primeira escolhida! Descobri também que Sérgio Mambertif oi o primeiro ator escolhido para o projeto. Ele adorou, e deu muita força por ser um ator veterano do teatro e televisão, trazendo toda sua bagagem e prestígio. Cao Hamburger disse: "Ele ganhou muita coisa com o Castelo, e o Castelo ganhou muito com ele"

As curiosidades sobre Tíbio e Perônio (Flávio de Souza e Henrique Stroeter) para mim foram as mais surpreendentes! Nunca imaginei que a dupla não era de gêmeos, mas de atores que nem irmãos eram e pareciam que eram, pois adquiriram o artifício de um fazer as ações e gestos e o outro interpretar! 

Patrícia Gaspar revelou o que fez para criar e interpretar a Caipora. Ela tinha o receio de não saber como fazer, por ser um ser místico e mítico, mas foi criando trejeitos, performances e falas. 


10- Os momentos musicais foram lúdicos e nostálgicos!


A música foi algo bem marcante no programa e foi muito legal os produtores musicais falando como foi o conceito da trilha sonora de abertura e tocando velhos clássicos ao vivo, como a música do Ratinho Limpinho. 


11- O significado de alguns quadros 


Que legal conhecer mais à fundo o significado de alguns quadros do programa! Que som é esse? foi criado com o intuito de apresentar o som de instrumentos musicais e as Patativas revelaram que elas se movimentavam corporalmente de acordo com o som dos instrumentos. Também falaram do desafio de entrar dentro de um ovo! As fadas Lana e Lara, Fabiana Prado e Teresa Athayde, disseram que o quadro Lustre do Castelo foi criado especificamente para bebês e dialogava, e muito bem, com a primeira infância! 


12- A participação dos intérpretes de bonecos


Momentos altos e marcantes do especial! Não poderia faltar a presença dos manipuladores dos bonecos que circulavama pelo castelo. Foi ótimo ver quem dava voz e gesto para Celeste/Godofredo (Alvaro Petersen), Gato Pintado/Relógio/Fura-Bolos (Fernando Gomes) e Mau (Enrico Verta). Eles falaram do desafio de criar personagens inanimados, de imprimir vozes e trejeitos. Além disso, falaram dos bastidores por trás de tudo. 

Enrico Verta não era o marionetista original de Mau, já que seu intérprete original - Cláudio Chakmati - que também fazia o Porteiro faleceu em 1997. Mas foi ótimo perceber que ele interpretou muito bem e trouxe a essência do boneco. Suas caras e bocas ao interpretá-lo foi impagável! Alvaro Petersen não interpretou a Cobra Celeste desde o início. Ele pegou essa interpretação de Fernando Gomes, que já estava com muitos outros personagens para manipular. 


Esses foram 12 momentos marcantes, nostálgicos e surpreendentes desse programa (Claro que tiveram muitos outros!). Não puderam participar Marcelo Tas (TeleKid) e Luciano Amaral (Pedro). Com certeza, se tivessem participado os momentos seriam mais incríveis ainda! 

O fato é que esse especial foi um abraço na infância brasileira. A plateia, que com certeza foi formada por adultos que eram crianças na época de exibição, vibrou a cada instante. Aliás, há um diálogo com curiosos e adultos que possuem um carinho afetivo e nostálgico com o seriado. Afinal, qual foi a  criança dos anos 90 e 2000/2010 que não se lembra de um dos quadros do programa com boa memória?! Se você ainda não assistiu o especial, mas tem vontade, vá com o coração aberto e com a memória afetiva ativa, porque com certeza você terá uma sensação plena de que foi feliz assistindo e ainda será revendo! J-J




Por: Emerson Garcia
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