sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

A comunicação social em 'Mar do sertão'


A atual novela das 6 da Rede Globo tem feito enorme sucesso de audiência, aliás é a melhor produção da emissora do momento, apesar de alguns problemas de roteiro e enredo. Acompanho Mar do sertão e um dos aspectos que chama a minha atenção é a utilização da comunicação social na trama, assim como do próprio jornalismo e a publicidade e propaganda.

A cidade fictícia de Canta Pedra, em que a estória se passa, é caraterizada por ser pequena e civilizada, aonde todos os moradores se conhecem. Embora seja localizada no sertão nordestino, conta com ferramentas como de uma cidade grande. Tem consultório dentário, açougue, feira, casa lotérica, loja de eletrodomésticos e também um jornal e editora responsável por veicular informações locais, a Gazeta de Canta Pedra, liderada pelo jornalista Eudoro Cidão.

Cidão foi a maior parte da trama um jornalista de caráter duvidoso, que alugava espaços no jornal para falar bem e até promover fake news a quem pagasse mais. Era o típico jornalista comprado, sem escrúpulos e ética. Criador e editor-chefe do jornal local, a Gazeta de Canta Pedra, escrevia notícias e reportagens para quem "molhasse" mais sua mão. Era capaz de mentir, manipular informações e enaltecer coronéis e prefeitos corruptos da cidade. Acredito que Cidão era o retrato de muitos jornalistas atualmente que vendem sua reputação para propagar mentiras. 

Em outro ângulo, temos a personagem Cira, a fofoqueira-mor da cidade, uma verdadeira fonte de informações da vida de todos os moradores de Canta Pedra, que mantém um vlog onde mantém os seus seguidores bem informados sobre tudo que acontece na cidade. Cira também é capaz de criar fake news para atrair o público, inventando notícias e destruindo reputações e é fissurada para aumentar seus seguidores, os Ciralovers. 



Cira e Cidão são os representantes da comunicação social na trama. Eles que fazem a informação, verdadeira ou não, reverberar pela cidade. Interessante que eles trabalham em plataformas distintas, representando um pouco do jornalismo. Enquanto Cidão é do jornalismo impresso, Cira do eletrônico, virtual. E é legal que o autor da trama, Mário Teixeira, tencionou essas diferenças em cenas criativas e divertidas entre Cidão e Cira. Enquanto Cira entende de tecnologias e tendências atuais, Cidão preferia se manter no jornalismo tradicional, com seu bloco de anotações, gravadores e máquinas fotográficas do arco da velha. Cidão ficou tão estagnado, que se preocupou em Cira tomar o seu lugar... Cira utiliza apenas seu celular, um equipamento de luz e uma língua afiada para divulgar suas fake news. E ninguém a segura! Foi interessante que ela fez a cobertura real time do aniversário de casamento de Candoca e Tertulinho por meio de uma live em seu canal no celular, filmando a casa, a decoração, os convidados, os presentes em momentos íntimos e até mesmo entrevistando-os. Cidão também cobriu essa festa de aniversário de casamento, mostrando que nem um nem outro tipo de jornalismo foi descartado e menosprezado.

Cidão representava aqueles jornalistas tradicionais, que preferem anotar em bloco de notas, e gravar entrevistas em gravadores. Era o jornalista raiz mesmo. Avesso às tecnologias, relutou bastante em criar um portal online do jornal, mas quando criou viu o enorme sucesso que ele fez. Mesmo tendo o portal online, a Gazeta de Canta Pedra ainda mantém a edição impressa do jornal, reforçando a máxima que o jornalismo impresso não vai acabar ou ao menos está longe disso. 


Cira, por sua vez, representa o jornalismo instantâneo, rápido, tecnológico e dinâmico. Ela cria conteúdos e logo divulga em seu canal. A notícia mal chegou no seu faro, ela já está publicando. Também é uma tendência esse tipo de jornalismo e necessário. As pessoas querem ser informadas rapidamente, pois não tem muito tempo de parar para ler uma reportagem impressa, por exemplo.

A trama retrata que tanto no jornalismo impresso como no eletrônico deve-se haver um cuidado com o que se publica, pois isso pode ter consequências e repercussões terríveis. E Cira e Cidão sofreram isso de perto também. Cira teve que se retratar por diversas fake news que veiculou em seu vlog, pois colocou a vida de pessoas inocentes em risco por conta de uma mentira. A veiculação dessas fake news colocou em risco até mesmo sua saúde física e psicológica. Já Cidão, sofreu com as consequências de mentiras veiculadas em seu jornal impresso, a ponto de ter sua reputação como jornalista colocada em risco, perdendo sua credibilidade e confiança.


Ultimamente, Cira tem aprendido com o que sofreu ao veicular fake news em seu vlog. Continua a mentirosa e fofoqueira de sempre, mas com mais cautela na divulgação de vídeos. Já Cidão, recebeu uma oportunidade de ouro de resgatar sua reputação como jornalista, divulgando apenas verdades e denunciando erros e corrupções em seu jornal e isso trouxe consequências positivas e benéficas para ele. Afinal, a pena ou a máquina de escrever de um jornalista jamais devem estar a venda. Em episódios mais recentes, Eudoro tem sido comprado e sua ética sendo posta a prova, e já sabemos que isso trará consequências e colocará sua reputação em jogo, novamente. 

É muito interessante, portanto, ver essas questões do jornalismo serem tratadas em uma trama de novela. A comunicação social tem sido peça fundamental na construção da informação e em como ela tem capacidade de transformar a vida das pessoas e de uma população de uma cidade tão pequenininha, como Canta Pedra. J-J


E você, já assistiu Mar do sertão? Percebeu essas questões de comunicação social e jornalismo na trama? Diga nos comentários!


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Quinta de série: Gabriel Monteiro - Herói Fake

Pode conter spoilers!

 

A minissérie documental Gabriel Monteiro - Herói Fake lançada no dia 6 de dezembro de 2022 em 4 episódios pela Globoplay teve o intuito de trazer mais luz para o caso do ex-PM e ex-vereador Gabriel Monteiro, acusado e preso por crime de estupro em novembro de 2022. A produção conta mais da história de Gabriel, desde suas primeiras estratégias para o sucesso até sua prisão. Com duração ao todo de 2 horas, Gabriel Monteiro - Herói Fake tem direção de Eliane Scardovelli, Rafael Norton, Clarissa Cavalcanti; e roteiro de Eliane Scardovelli, Rafael Norton e Mahomed Saigg. 

É traçada uma linha de raciocínio interessante, de primeiro mostrar por que Gabriel era considerado um herói, por ser defensor das mulheres, animais, honestidade, menores carentes, até fazer com que essa fama de heroísmo caísse por terra, mostrando um outro lado de sua personalidade e forma de ser e agir. No Youtube, Monteiro possui atualmente 6,36 milhões de inscritos e 4,2 milhões de seguidores no Instagram. Gabriel foi um herói, mas fake. Bolsonarista, amante de armas, de fazer justiça com suas próprias mãos, do politicamente correto, Gabriel viu seu mundo desmoronar, afinal, não há mentira que prevaleça e dure para sempre.

O ex-PM e ex-vereador teve sua fama de bom moço, galã, gostosão e corretão posta em perigo quando garotas começaram a denunciá-lo por estupro e abuso sexual. Sua imagem ficou corrompida e distorcida. O que estava sendo apresentado, não condizia em como Gabriel se portava nas redes sociais, mídia e sociedade. Estava destoante... Como assim aquele que defendia as mulheres, mantinha um discurso conservador, que era politicamente correto, que odeia a corrupção e a favor da justiça, estava envolvido em relações sexuais como menores de idade?! Além disso, que bom moço é esse que guardava vídeos sendo agressivo e abusador com as garotas?! Ou ainda: como rimar benfeitorismo com o desejo de editar vídeos para aparentar ser um bom moço?! Mais ainda: que consonância há entre um bom moço que maltrata seus encarregados e trabalhadores, a ponto de também abusar e assediar deles, moral e sexualmente?!

Claro que para se chegar em todas essas acusações citadas foi montado um caminho, uma lógica. As acusações não foram infundadas, mas baseadas em depoimentos de vítimas de Gabriel, sejam garotas abusadas por ele ou sua equipe de trabalho. Gabriel foi exposto, em um verdadeiro jogo de "merda no ventilador" tanto por mulheres, como ex-assessores. Esses depoimentos foram levados, também, para delegacias, bem como a instância política, já que na época, Gabriel Monteiro exercia o cargo de vereador na Associação Legislativa de Vereadores do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).


Os depoimentos são fortes e para quem realmente tem estômago de ouvir... Que força e coragem os depoentes tiveram de narrar fatos que talvez ainda doíam em seus seres! Imagina contar que sofria tortura e assédio por seu chefe?! Ou narrar, em detalhes, o que um vereador e PM fez com você dentro de quatro paredes e até mesmo na frente de outras pessoas? Deve ter sido uma mistura de humilhação e alívio!

Isso tudo culminou em sessões e depoimentos na Alerj, para definir se tudo que havia sendo dito procedia, ou não. Foi dado lugar de fala aos depoentes, políticos e até mesmo a Gabriel. Foi interessante que algumas sessões eram abertas aos cidadãos. Havia, por exemplo, simpatizantes de Gabriel, que o apoiavam, assim como mulheres que se sensibilizavam com as vítimas estupradas por ele e mais uma plateia que torcia para que a justiça fosse feita. Realmente cenas cinematográficas!


Há uma votação para decidir se as denúncias tinham fundamento e se Gabriel Monteiro deveria ter seu mandato cassado. Em 19 de agosto de 2022, Gabriel foi cassado com o voto de 48 vereadores, e apenas dois a favor. Em 7 de novembro de 2022, a Justiça decretou a sua prisão preventiva. A série foi lançada um mês após sua prisão, aproveitando esse timing e discussões acaloradas que o caso gerou no estado do Rio de Janeiro e no Brasil. 

A Globoplay conseguiu ótimos resultados com Flordelis - Questiona ou adora (que eu ainda não assisti) e lançou essa na mesma linha e gênero. Gabriel Monteiro - Herói Fake apresenta depoimentos inéditos, vídeos da época em que o influenciador era policial militar, dentre outros.  

A diretora e roteirista Eliane Scardovelli explicou todo o conceito da produção e como ela foi construída:

“A série tem dois fios condutores: a cassação do mandato dele e as histórias das vítimas. É a desconstrução de um herói fabricado nas redes sociais. Mostramos como ele surgiu e como sua reputação foi ruindo. Mas também é uma história bonita de união de mulheres que, apesar do medo, tomam coragem para contar os episódios de agressões que sofreram."


Herói Fake tem sua cena inicial e final bem redondinhas, começando e terminando no dia da cassação do mandato do Gabriel. Foi o julgamento pelos seus pares e sua defesa nesse dia que alinharam o construto da narrativa. Os quatro episódios tem o seguinte título: PM, youtuber, vereador; Ratinhos de laboratório; As mesmas marcas; e A hora da decisão.

PM, youtuber, vereador mostra a ascenção do ex-policial nas redes sociais e a denúncia de uma jovem. Ratinhos de laboratório as denúncias de ex-assessores de Gabriel Monteiro e a defesa de Gabriel contra as acusações. Em As mesmas marcas há novos depoimentos de mulheres que também sofreram abusos do ex-PM. Tais relatos se parecem e envolvem gravação de sexo com adolescentes, agressões e estupros. O último episódio, A hora da decisão, mostra mais manipulações de Gabriel, que agora tenta desbaratar os depoimentos e acusações, e mais uma acusação de estupro que pode ser crucial no momento em que colegas vereadores irão decidir o seu futuro político. 

Esse é um trabalho investigativo resultante de oito meses de reportagem e apuração. O intuito foi o de realizar uma investigação própria da Globo, independendo do trabalho da Polícia Civil e dos vereadores da Câmara do Rio. Os repórteres foram às ruas atrás de histórias e descobriram novas vítimas de Gabriel. Eles mergulharam num universo obscuro, onde ficaram escondidos crimes e abusos. 


Apesar da rapidez para que a série ficasse pronta e se assemelhando mais à uma reportagem televisiva extensa em capítulos, do que uma minissérie documental, gostei da produção e acredito que ela vá direto ao ponto, mostrando a que veio. Desconstruir um falso herói, um paladino da justiça, não é tarefa para qualquer um, apenas para jornalistas e repórteres investigativos que foram até o fundo, às vias de fato! Desde o início da produção, já não simpatizava com Gabriel (Talvez por ranço mesmo), e a cada momento passei a ter mais raiva dele. Que tipo de ser humano é esse que grava vídeos defendendo mulheres e acabando com a Anitta e, depois, grava vídeos de sexo com violência com menores de idade?! Como alguém pode ser cínico e dissimulado a ponto de editar vídeos, encenar cenas e pedir, até mesmo para uma criança falar tudo que ele queria? Esse cara, realmente, é muito fake! De pensar que com suas edições, manipulações, vídeos mentirosos e fake news esse cara ganhou muito dinheiro. Isso me fez pensar em que as pessoas são capazes de realizar para serem famosas, ganharem dinheiro e aparentar serem boas... E, além disso, que ele não era nada do que aparentava na tela ou diante das câmeras. Ver ele se defender na câmara dos vereadores me deu vontade de vomitar! Graças a Deus que há justiça na terra e essa produção também mostra isso. Um perigoso farsante, atualmente, está atrás das grades e com seu destino nas mãos da justiça! Veja essa declaração da produtora Clarissa Cavalcanti: 

"O documentário conversa muito com temas que são universais. É uma discussão super atual do que é assédio e do que é estupro. Uma reflexão sobre o falso moralismo, que rende notoriedade. São temas que extrapolam o caso Gabriel Monteiro e falam de uma realidade mais ampla."


Recomendo a minissérie fortemente, mas se prepare para muita encenação de um herói deveras fake. J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Rosas ao invés de armas

Como uma democracia é caracterizada? Manifestações, opiniões próprias, revoluções e movimentos... Ela é vista, principalmente, pela liberdade política e de pensamento. Em uma democracia, toda luta é válida e bem vinda, já que emerge da vontade plena e soberana de um povo. 

Manifestação, opinião, revolução e movimento... Embora sejam termos fortíssimos, mas eles não estão ligados à violência, guerra e terror, não. Aliás, é possível se manifestar de forma pacífica, sem quebrar o nariz ou o patrimônio público de ninguém, por exemplo. Então, dizer que "não existe revolução pacífica" é um argumento de alguém que não conhece nada de história mundial e que quer resolver as coisas da forma mais espatafúrdia possível. Você pode se manifestar e derrubar um governo pintando seu rosto, pode protestar contra uma guerra ferrenha oferecendo uma flor para os combatentes e guerrilheiros, pode enfrentar uma guerra com clamor e orações e pode até impeachmar um presidente com panelaços.

O problema é quando se acredita que algo só pode ser modificado por meio da violência, da guerra. Que só há mudança se você quebrar e depedrar o patrimônio público, se invadir as sedes dos três poderes e vandalizá-los, se impedir o direito de ir e vir de cidadãos comuns bloqueando estradas, se fazer parte de greves que prejudiquem cidadãos comuns. Qual recado é deixado com essas atitudes?! É o de paz, democracia? "Deus acima de todos, Brasil acima de tudo?"  Certamente não. Aliás, suas atitudes valem mais do que qualquer discurssinho barato que profira por aí... Deus não está no meio da violência, da depredação, do quebra-quebra... De forma alguma! E digo isso com certeza e convicção. O Deus que sirvo não é assim, não.

De que adianta se manifestar de forma pacífica, de vestir as cores verde-e-amarela, se sua atitude posterior coloca tudo isso a perder?! E depois quer reclamar que te chamaram de terrorista e extremista? Qual é o nome que se dá para pessoas que "vão para o lado negro da força" e "toma atitudes do avesso, totalmente extremas?". Certamente se estivessem acampados com suas famílias em manifestações pacíficas, de paz e amor, não estariam sendo chamados assim. Então quer dizer que sempre que algo não der certo por meios legais e pacíficos, tenho que apelar e agir pelo lado mais extremo, que beira quase a insanidade?! Esses manifestantes - que agora não podem ser chamados mais assim - também reclamaram de terem sido chamados de vândalos. "Mas qual é o nome pelo que se chama alguém que vandaliza e depreda patrimônios públicos?". 

Tem se alegado também que nesses atos tinham gente infiltrada de outros partidos políticos, mas isso não foi comprovado até a produção desse post. Se havia gente infiltrada ou não, não compete a mim dizer, mas tenho que ver a situação com uma visão ampla e crítica, analisando os fatos que estão diante dos meus olhos... Houve, sim, uma depedração dos três poderes, com prejuízos inestimáveis, isso é inquestionável. E não importa, sinceramente, se foi determinado grupo ou outro que foi o responsável, mas é um prejuízo que atinge todos os brasileiros. Eu e você, independente do lado político que estivermos, é que teremos que pagar por todos os danos que os patrimônios sofreram! Então, quem aplaudiu e foi conivente com as manifestações, um recado: "O prejuízo é para todo e qualquer cidadão! Até pra você que foi a favor!".

É lamentável como há pessoas que acreditam que a resposta para a violência, falta de educação e seguridade se encontram nas armas. Como se traz paz, oferecendo mais guerra e contenda?! Ao longo da história, as flores se tornaram símbolos de luta por paz e igualdade e armas de protesto. Batalhas podem ser enfrentadas e vencidas com flores, educação, livros e até mesmo leituras. Não é uma arma que vai te proteger e dar segurança, não, mas o conhecimento e a educação, pelo menos essa é a minha opinião. Então, pra quê ganhar guerras e batalhas com violência?! Você vai mesmo colocar sua identidade e o que você construiu, a perder, por conta de uma atitude extrema, sem retorno?! Pense nisso! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

5Q: Em guerra com o vovô

Pode conter spoilers!

 





Moral

Não há família perfeita e sem brigas. Uma família sadia também é feita de desgastes e desentendimentos. Um ambiente familiar não é só feito de paz, mas de guerra também, mas um dia esta última acaba. 

Cena boa

A cena em que Peter troca a espuma de barbear do seu avô Ed por selante. Hilária a cena! 

Cena ruim

A cena em que Sally, mãe de Peter, invoca com o namorado da filha e começa a correr atrás dele e persegui-lo no estacionamento do hospital. Achei muito fake e desinteressante a cena.

Perfil

Peter é forçado a deixar o seu quarto, confortável e equipado, e cedê-lo ao seu avô Ed, que morava só e se muda para a casa da família. Peter vai dormir no sótão e arma vários planos para expulsá-lo do seu quarto. Contudo, seu avô decide revidar e dá-se início à uma guerra. E agora, neto ou avô quem ganhará essa batalha?

 

Opinião 

O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito por Robert Kimmel Smith. É uma divertida comédia infantil sobre avôs e netos, que trata do choque de gerações, bastante retratado nas produções ultimamente. Relembra a essência dos filmes estilo Sessão da tarde dos anos 1990 e um pouco de Esqueceram de mim (Mas nada explícito e exagerado). Tem boas atuações de Robert de Niro como o vovô coprotagonista; e Uma Thurman, a mãe do protagonista - que em algumas vezes se apresenta em tela se referenciando ao seu grande papel em Kill Bill. O longa tem o objetivo de trazer certo humor em um drama familiar, e consegue. Não apresenta uma trama surpreendente, e não é esse o objetivo. Tem humor, drama e comédia e aquelas cenas de besteirol americano também. O núcleo da terceira idade do longa é bem divertido e a irmã de Peter, Jennifer, é muito fofa e fará com que você fique apaixonado pelo natal o ano inteiro (A cena em que ela promove uma reunião de reconciliação entre Peter e seu avó, Ed, é sensacional! rsrs). Os críticos deram uma nota mediana e abaixo da média para o filme e eu até que concordo. É um bom divertimento para uma tarde de domingo. O final tem aquela lição fofinha que a guerra traz consequências e nada melhor com que a paz reine na família e no lar. A cena final sugere uma sequência, algo como 'Em guerra com a namorada do vovô' (Título dado por mim). J-J






Por: Emerson Garcia
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