domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bombeiros: Aqueles que dão suas próprias vidas, para salvar outras




"No dia 27 de janeiro de 2013 aconteceu uma tradegia na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde um incêncio matou 235 pessoas na madrugada de domingo. Depois do ocorrido bombeiros estão fiscalizando todas as boates e no estado de SP 177 de 300 boates fiscalizadas pelos bombeiros têm irregularidades. "

Uma profissão perigosa, mas que salva e já salvou muitas vidas e não é reconhecida por muitos. Entrevistamos uma estudante do curso de Bombeiro para sabermos como é sentir essa adrenalina, como é sentir a sensação de salvar, ser o herói de uma pessoa. Letícia Colares Monteiro, 18 anos de Fortaleza - CE, que diz "acredito que ser bombeiro seja um dom. São anjos enviados por Deus com a missão de por em risco a sua vida por pessoas desconhecidas. É importante saber que sempre terá horário de sair de casa, mas não se sabe se retornará são e salvo. Não se pode festejar sempre, pois, enquanto todos se divertem o bombeiro fica atento para manter todos em segurança. Acho que a adrenalina na hora de um resgate é inevitável, mas com certeza o desejo de salvar vidas é muito maior que o medo. Um bombeiro sabe que não ficará rico, mas a profissão é tão gratificando que isso se torna apenas um mero detalhe. Esse é o meu sonho, poder ajudar as pessoas, poder salvar vidas!". Palavras sincera de uma estudante que faz parte dessa  profissão.

Apagar um incêndio é uma tarefa muito difícil. Também é extremamente difícil arranjar um emprego como bombeiro. Se você acha que está à altura deste desafio, aqui está como começar: fale com bombeiros; consiga experiência; consiga treinamento médico de emergência; encontre uma posição e faça os testes; complete sua formação e pra finalizar passe pelo período de estágio. É um trabalhado árduo, mas gratificante como diz Letícia Colares, futura bombeira.

Algumas características desejáveis:
  • autocontrole;
  • boa disposição física;
  • boa saúde;
  • capacidade de cumprir ordens e determinações;
  • capacidade de decisão;
  • capacidade de lidar com a visão de sangue e de pessoas acidentadas;
  • capacidade de lidar com situações adversas;
  • capacidade de liderança; 
  • capacidade de pensar e agir sob pressão;
  • coragem;
  • disciplina;
  • equilíbrio emocional;
  • habilidade para trabalhar em equipe;
  • raciocínio rápido e
  • resistência física.


Parabéns aqueles que escolheram essa profissão e já salvaram muitas vidas.







Por: Thalíta Moreira, nova autora do blog.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Música brasileira diferenciada

Olá, amigos blogueiros! Queria apresentar a vocês duas pessoas que estarão a frente do blog a partir de 2013 comigo. A primeira delas é a Thalíta Moreira, de São Paulo, e o segundo é o Allan dos Santos, de Brasília. Vamos dar as boas-vindas a eles? Sejam bem-vindos, Jovens Jornalistas!

Nesse sábado eu quis falar de uma coisa mais leve. Vou falar sobre três clipes que gostei muito e não paro de ouvir e ver. Dois deles é do cantor Cícero, o conheci ano passado através da minha prima; e o outro é do Marcelo Jeneci, o conheci através do programa da Fátima Bernardes.

Muitos dizem que a música brasileira não tem salvação, e eu confesso que pensava assim, mas o fato é que como cinema brasileiro tá mudando para melhor, a música também.



Cícero tem só 25 anos e sua genialidade é de quem viveu muito tempo. Ele é formado em direito, mas decidiu encaminhar-se para a música, o que deu muito certo. Seu álbum já foi baixado mais ou menos 50 mil vezes na internet. Antes de ser conhecido pelo mundo, ele faz sucesso nas redes. Seu álbum Canções de apartamento teve composições dentro de um apartamento. E é ai que as ideias de Cícero ecoam. Ele fala sobre o amor, a solidão, as dores e as incertezas que permeiam os relacionamentos. Cícero tem muita influência de Los Hermanos, outra banda que adoro! Assim como Los Hermanos, Cícero também é bem intimista.

Para quem quiser baixar Canções de apartamento, aqui, onde o próprio Cícero disponibilizou a todos.

Os clipes que eu escolhi de Cícero para mostrar a vocês foi Tempo de Pipa e Açúcar ou Adoçante?









É ou não é de primeira linha esse cara?






Marcelo Jeneci tem 29 anos, jovem como Cícero, começou sua carreira tocando sanfona e também como músico de apoio de Vanessa da Mata. A música que eu mais amo dele é Pra Sonhar, por que um dos meus sonhos é o casamento. No clipe ele contou com imagens de vários casamentos reais e depois fizeram montagens, mexeram na luz e iluminação. Foi um trabalho bem colaborativo. Vejam:





Ah, Cícero e Marcelo Jeneci merecem os nossos aplausos mais sinceros!! J-J

Por: Emerson Garcia

sábado, 26 de janeiro de 2013

Violento e polêmico, Django Livre é ótima opção nos cinemas


Imagem: Blog do Bonequinho, Jornal "O Globo"


Quentin Tarantino fez uma bela homenagem ao faroeste spaghetti: criou um filme em muitos momentos inverossímil, repleto de sangue e violência, mas cheio de tiradas sarcásticas e humor negro. Não é um filme indicado para mentes sensíveis, entretanto nada ali é gratuito.
O longa de 2h45 conta a história de Django (Jamie Foxx) um escravo adquirido por King Schultz (Christoph Waltz),  dentista austríaco que trabalha como caçador de recompensas e lhe propõe um acordo: sua libertação em troca de auxílio na captura de três valiosos alvos. Com o surgimento de uma inusitada amizade, os dois se unem para libertar a mulher de Django, Broomhilda (Kerry Washington), vendida ao latifundiário cruel e sem escrúpulos Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).
A vingança, mote favorito do diretor, teve como pano de fundo a brutal escravatura nos EUA, que gerou tensões entre o Norte industrial e o Sul agrário, levando o país à Guerra de Secessão (1861-1865). Uma das consequências do conflito foi o fim da escravidão.
O teor agressivo da obra, que não se furtou em usar termos pejorativos para ressaltar a discriminação aos negros na época, incomodou alguns segmentos de defensores dos direitos humanos e de afrodescendentes e causou grande polêmica. O protagonista Jamie Foxx, que já sofreu com o preconceito na infância, abordou o assunto de modo direto: “Foi o roteiro mais incrível que já li em toda minha vida. Pensei: ‘quem teria coragem de contar a história como realmente foi?’ O jeito que ele [Quentin] relata os fatos é de rasgar a pele de tão desconfortante”.
O colega Leonado DiCaprio também saiu em defesa da obra: “Quando li o roteiro, (…) falei para Quentin que havia coisas ali que eu não poderia aceitar. Ele explicou que não poderíamos mostrar aqueles horrores de outra maneira, senão estaríamos suavizando o que aconteceu”, conta o ator. “Nada no filme é pior do que os eventos reais. Se você assistir a qualquer documentário sobre o período de escravidão nos Estados Unidos, verá que ‘Django Livre’ só mostra a ponta do iceberg”.
Com boa atuação de Foxx, DiCaprio soberbo como vilão e Samuel L. Jackson memorável na pele do escravo servil, além do talento de Christopher Waltz (vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por Bastardos Inglórios, também de Tarantino), Django Livre é um filme de entretenimento com seus exageros e inconsistências, mas de qualidade e com um pano de fundo histórico e social. Merece ser visto e apreciado.  J-J

Por: Allan Virissimo (novo colaborador do blog)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nimeyer VII- O final!


Percebe-se que a C.C. não é só o atual, o concreto e o aparente. Ela nasceu de um projeto ancorado nas idéias de Gonçalo Bezerra e Oscar Niemeyer. O primeiro, idealista da Casa e “quem mais lutou por ela”, segundo Damião, foi aquele que conseguiu o apoio financeiro de governadores nordestinos e do DF, além da colaboração da Caixa Econômica. Seu pedido foi atendido, e materiais foram doados através de firmas. As viagens de Gonçalo ao nordeste foram patrocinadas pelo governo Sarney, na época, com a ajuda de passagens e dinheiro. Paulo Maluf também foi um colaborador. Dessa forma, foi Gonçalo que reivindicou a cidade de Ceilândia e a fundação da Casa do Cantador. Por isso, para muitos, Gonçalo é considerado o “pai de Ceilândia”. Segundo Damião, “quando Ceilândia foi fundada, já era considerada grande”. É que na época de 1970 a 1972 a cidade era um aglomerado de vilas e foi se estabilizando a medida que barracos irregulares eram autenticados. Cerca de 14.690 barracos foram removidos e transformados em mais de 17.000 lotes. Ruas foram pavimentadas – 54.008 M2; a cidade se iluminava – com 27.400 M2 de redes elétricas instaladas. Gonçalo foi um dos responsáveis pelo melhoramento dessas vilas, além de ser o presidente do MDC (Movimento Brasileiro de Cordel).
O segundo, Oscar Niemeyer, foi responsável por colocar o sonho de Gonçalo no papel.
Segundo o ABC Poético da C.C.:

“[...] Para enriquecer a casa
 Do poeta menestral
 Oscar Niemeyer, Arquiteto
Desenhando num papel
E depois fez o Palácio
Da cultura de Cordel [...]”
  

1) NEUMARA
Neumara depois dessa conversa continua administrando os eventos da C.C. e auxiliando os cantadores na questão de como fazer um espetáculo. “Eles fazem exatamente da forma que vem do Nordeste. Meu dever é mudar um pouquinho essa forma de apresentação”. A mulher de óculos e cabelos curtos continua a atender telefonemas com a solicitação de contratação de cantantes e equipamentos eletrônicos e sonoros.
Ainda continua com o pé atrás com os casamentos.

2) DAMIÃO RAMOS
Damião Ramos, depois disso, viajou para São Paulo e voltaria em breve com toda sua família e o caminhão. Passou 45 dias hospedado no hotel que a Casa oferece. Sentiria saudades daquele lugar por um tempo. Já eu, lembraria das qualidades e dos costumes de Damião. Do jeito único de falar. “Aquele da terrinha mesmo, né?”. Teria nostalgia do “oxente”, do “pruque”, do “prumodi” e dessa frase que resume esse homem inesquecível: “‘Incrusive’ eu ‘tô’ preparado pra que eu dê o melhor – com o “r” puxado – de mim pra que o povo tenha o melhor – última letra mais acentuada - também para ouvir”. 

Fim!


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