quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Quinta de série: Especiais Falas 2025

Pode conter spoilers!

Hoje é dia do Quinta de série aqui no JOVEM JORNALISTA. Falarei dos especiais Falas 2025 veiculado pela Globo e disponível na Globoplay. Esses especiais abordaram temas sociais com humor e sensibilidade, por meio de esquetes e standy-ups. Cada um deles trouxeram artistas e apresentadores diferentes. Falas Femininas trouxe Marisa Orth, Deborah Secco e Cacau Protássio; Falas da Terra, Dira Paes e Xamã; Falas de Orgulho, Milton Cunha e Bruna Linzmeyer; Falas de acesso, Pequena Lô e Tatá Mendonça; Falas da vida, Susana Vieira e Luiz Fernando Guimarães; e Falas Negras, Luis Miranda e Luellem de Castro. O objetivo desses especiais é refletir sobre questões presentes na vida dos brasileiros, baseando-se no ideal "Falas do Riso".

O Projeto Falas é uma série da TV Globo que, ao longo de cada ano, dedica especiais a diferentes recortes da sociedade e da cultura brasileira, utilizando reflexão e comédia para promover debates importantes.



O Falas Femininas tratou de assédio, exaustão, gaslighting e outros desafios femininos. Contou com a participação de atrizes como Lilia Cabral, Elisa Lucinda, Evelyn Castro, Arlete Salles e tantas outras para refletirem sobre questões sociais na vida da mulher. 



Foi escrito por Carolina Warchavsky, Clara Anastácia, Flávia Boggio, Luciana Fregolente e Veronica Debom; e dirigido por Matheus Malafaia e Nathalia Ribas.



Reflexões sobre povos originários e a vida no planeta misturando humor e conscientização foi o tema de Falas da Terra. A edição contou com a participação de Susanna Kruger, Grace Gianoukas, Adanilo, Dig Verardi, Fernanda Fuchs, Jefferson Schroeder, entre outros, que interpretaram diversos personagens em participações especiais. O roteiro foi escrito por Carolina Warchavsky, Clara Anastácia, Tukumã Pataxó, Flávia Boggio, Luciana Fregolente e Veronica Debom, com direção de Nathalia Ribas e Matheus Malafaia. 




    


A proposta do especial foi apresentar com crítica e sensibilidade questões como a demarcação de terras indígenas, a preservação da natureza, as mudanças climáticas e a sabedoria ancestral dos povos originários.



Falas de Orgulho celebrou o mês do Orgulho LGBTQIAPN+ com leveza e diversidade. A edição contou com a participação de Diego Martins, Nando Cunha, Digão Ribeiro, Galba Gogóia, Alan Oliveira, Lorena Comparato, entre outros, que interpretaram diversos personagens no especial. Foi promovida a reflexão sobre temas urgentes ligados à luta por direitos e à valorização da diversidade. 


O roteiro foi escrito por Clara Anastácia, Flávia Boggio, Bruna Braga, Bruna Trindade, Carolina Warchavsky e Luciana Fregolente, com direção de Matheus Malafaia, Naína de Paula e Nathalia Ribas. O episódio deu visibilidade às vivências do grupo e retratou o dia a dia da comunidade em situações cotidianas, revelando suas alegrias, desafios e afetos.


  



Falas de Acesso focou em inclusão e diversidade, com participação de Antonio Pitanga em cenas sobre deficiência. Foi proposta uma reflexão sobre temas urgentes ligados à luta por direitos e à valorização da diversidade. 


O roteiro foi escrito por Veronica Debom, Clara Anastácia, Bruna Trindade, Carolina Warchavsky, com direção de Matheus Malafaia, Naína de Paula e Nathalia Ribas.  



Falas da Vida abordou o envelhecer com humor e sensibilidade. A edição contou com a participação de Suely Franco, Cristina Pereira, Milton Cunha, Stella Miranda, Cosme dos Santos, Anselmo Vasconcelos, Digão Ribeiro e Ju Colombo. O programa tratou de temas urgentes como família, etarismo, mercado de trabalho e relacionamentos, além de abordar questões ligadas a liberdade, hábitos, mudanças corporais e saúde mental. O roteiro foi assinado por Flávia Boggio, Luciana Fregolente, Veronica Debom, Bruna Trindade, Clara Anastácia e Carolina Warchavsky, com direção de Matheus Malafaia, Naína de Paula e Nathalia Ribas.


A proposta do episódio foi apresentar, de forma crítica e afetuosa, as complexidades e riquezas do envelhecer, dando visibilidade às vivências dessa parcela da população e evidenciando seus desafios, afetos e conquistas no cotidiano.





Falas Negras foi lançado no Dia da Consciência Negra e contou com a participação de Luísa Périssé.



O elenco do especial foi majoritariamente negro e contou com nomes como Ícaro Silva e Tatá Mendonça, para reforçar a importância da discussão sobre diversidade no audiovisual. O especial utilizou do humor, ironia e consciência para abordar a história e cotidiano da população negra no Brasil, segundo a ótica de pessoas negras. O roteiro final foi de Veronica Debom e direção de Naína de Paula.


Os Especiais Falas 2025 trouxeram uma modalidade que não havia sido trabalhada em outros, que é o humor. E como o humor ensina, ajuda, auxilia, entre outras questões. Gostei muito de como os programas foram montados com um palco e uma plateia e com várias esquetes que servem para arrancar risadas, mas também para refletir muito. Vamos ver o que esses especiais reservam para o ano de 2026! J-J



Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

5Q: O enfermeiro da noite

Pode conter spoilers!






Moral
A morte pode ser silenciosa e não deixar rastros visíveis. Não confie nem em enfermeiro nem em médico, pois eles podem não salvar sua vida, atentando contra ela. Tome cuidado!

Cena boa
As cenas boas compreendem o suspense crescente da investigação; as atuações elogiadas dos protagonistas, Jessica Chastain e Eddie Redmayne; a dinâmica tensa entre eles; e a revelação gradual dos crimes de Charles Cullen, com destaque para o momento da confissão e a crítica ao sistema de saúde. Algumas cenas marcantes incluem a descoberta dos frascos de soro adulterados e o confronto final onde Amy convence Charlie a confessar, revelando os nomes das vítimas.

Cena ruim
Não há cenas de violência explícita e nem Charles Cullen dá medo em quem assiste ao longa. Talvez isso atenue o clima pesado do longa. Se tivesse alguma cena de violência explícita, o filme seria mais aterrorizante e horripilante. 

Perfil
Baseado no livro de suspense homônimo de Charles Graeber, 'O enfermeiro da noite' conta a história da perseguição a Charlie Cullen, enfermeiro apontado como um dos assassinos em série mais perigosos de todos os tempos. Com uma vida normal com sua esposa, ele é conhecido como o 'Anjo da Morte'. Ele trabalhou em diversos hospitais e teria assassinado cerca de 300 pessoas ao longo dos seus dezesseis anos de atividade. Paralelamente, seguimos Amy, a protagonista mocinha da trama e que é conhecida como "a boa enfermeira" (daí o título original do longa). Ela sofre de burnout na área da UTI, além disso, tem que cuidar de seu filho como mãe solteira. A ajuda vem com o novo enfermeiro Charlie, com qual compartilha longos plantões durante a madrugada e acaba ficando próxima dele como amigos. Com o novo amigo, Amy finalmente vê a luz no fim do túnel, que ela e sua filha irão contornar a situação por cima. Mas quando acusações chegam perto de casa, Amy é forçada a arriscar sua vida e a segurança de seus filhos para descobrir a verdade. 



Opinião
É um bom suspense psicológico. Logo no início você sabe que existe alguma coisa errada, mas desconhece a origem e o motivo disso. A atuação de Eddie é aterrorizante. O enfermeiro aparenta ser uma pessoa agradável e um excelente profissional, mas no profundo e escondido não é assim. O filme mostra a dificuldade que foi em dar uma autoria aos crimes no hospital, já que não tinha nada aparentemente que acusasse o enfermeiro. A atuação da boa enfermeira para incriminar o enfermeiro da noite foi fundamental e de suma importância. O longa possui boas atuações, fotografia e movimentos de câmera. Recomendo a produção. J-J









Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

5Q: A melhor mãe do mundo

Pode conter spoilers!





Moral
A coragem, resiliência e o amor podem surgir a partir de situações caóticas e de violência. São esses sentimentos que podem gerar segurança e um futuro melhor para quem a gente ama.

Cena boa
As cenas de Gal e seus filhos Rihanna e Benin. É legal ver como eles possuem resiliência e transformam situações caóticas. A cena do banho de chafariz e quando eles cantam e dançam "Eu vou tomar um tacacá, brincar, curtir, ficar de boa..." no meio da rua e sem medo de ser feliz, são memoráveis.

Cena ruim
O filme possui algumas cenas repetitivas ao expor de forma contínua o sofrimento e os cenários de vulnerabilidade e de violência sem um desenvolvimento significativo da história ou dos personagens, o que pode ser cansativo ou frustrante para alguns espectadores. As cenas em que Leandro quer reatar o relacionamento com Gal também achei de uma vergonha alheia sem tamanho.

Perfil
Gal é uma catadora de recicláveis que foge do domínio do marido Leandro após denunciá-lo e ser ignorada pela polícia. Disposta a proteger seus filhos, ela abandona a casa, coloca suas duas crianças pequenas, Rihanna e Benin, na carroça e as leva numa jornada pela cidade de São Paulo. Tentando garantir a inocência dos filhos, Gal os faz acreditar que estão vivendo uma aventura grandiosa, mesmo diante de inúmeros sacrifícios e perigos da rua.



Opinião
O filme tem uma pegada meio 'Que horas ela volta?'. É um drama sem muitos acontecimentos, que mostra mais o cotidiano e cenas corriqueiras da recicladora e de seus filhos. A atuação de Seu Jorge é boa e da intérprete de Gal também. Ele tenta retratar a situação que muitas mulheres vítimas de violência doméstica sofrem e como elas se mantém em um emaranhado de situações que a impedem de sair desse cenário de violência e desrespeito. Apesar da temática, é um filme que traz esperança e alegria, por algumas cenas. Não fica explícito o motivo de Gal ser a melhor mãe do mundo, mais para o final que essa máxima é trabalhada. O filme é razoável, o recomendo, mas com algumas ressalvas. J-J









Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Rádio Bagaralho: Programa: 'Discografia Gilberto Gil'


Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento do salão de festas Tua Fiesta és Loca começa agora o programa Discografia.  

Hoje vou apresentar as obras do músico soteropolitano (Salvador - BA) Gilberto Gil. Não irei apresentar as obras ao vivo, nem acústico e nem os covers que ele fez.


Louvação - Água de Meninos (1967)  

É uma canção que conta a história de uma feira de mesmo nome, típica nordestina que se localiza próxima ao cais do porto. Nesta canção Gilberto Gil retrata um incêndio ocorrido no local.



Gilberto Gil - Domingo no Parque (1968) 

É uma canção que uma introdução que ao meu ver (do Arthur Claro) se assemelha à música Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos The Beatles, pois tem um vozeril de fundo que parece pessoas ao redor de uma praça ou parque, mas a letra das duas não tem nada similar. A música de Gilberto Gil retrata os amigos João e José que disputavam o amor de Juliana. Ela foi apresentada no III Festival da Record, ficando em 2º lugar com a participação da banda Os Mutantes.



Cérebro Eletrônico - Cérebro Eletrônico (1969)  

Gilberto Gil, atento ao mundo, mostra nesta canção o risco da crescente maquinização, robotização e computadorização, muito tempo antes das Inteligências Artificiais serem populares. Ele mostra que as máquinas não podem ser superiores aos humanos e nunca vão conseguir ser iguais aos humanos, por não possuírem sentimentos.




Gilberto Gil - "Nêga (Photograph Blues)" (1971)   

Esta música foi feita no tempo que o Gilberto Gil passou em Londres exilado por causa da Ditadura Militar em 1964. O músico relatou em diversas entrevistas que teve um grande encantamento com a cultura de Londres nos anos 1970, que o influenciou a ter ideias para diversas músicas, entre elas esta.




Expresso 2222 - Back in Bahia (1972)  

Esta música que Gilberto Gil escreveu quando ele voltou do exílio, mostra a saudades que ele tinha do Brasil quando estava em Londres.




Refazenda - Refazenda (1975) 

Esta música transmite a essência da simplicidade e da conexão com a natureza. Ela evoca imagens do campo e da vida rural, utilizando o abacateiro como uma metáfora central para falar sobre paciência, ciclos da natureza e renovação. Esta música faz parte do primeiro disco da trilogia RE, os discos que compõe esta trilogia é Refazenda, Refavela e Realce. 




Refavela - Refavela (1977) 

A música mostra as raízes africanas com os orixás e também revela o salto que o preto pobre tenta dar, uma arrancada de mudança do seu barraco para um apartamento no bloco do BNH (Banco Nacional da Habitação). A música faz parte do segundo disco da trilogia RE. Os discos que compõe esta trilogia é Refazenda, Refavela  e Realce. Segundo o próprio músico foi inspirada na sua participação do FESTAC (Festival de Arte e Cultura Negra) em Lagos (Nigéria). Foi nesta ocasião que ele encontrou uma paisagem sub-urbana do tipo dos conjuntos habitacionais que existiam aqui no Brasil. 




Realce - Realce (1979)  

A canção é inspirada na disco music e é possivelmente uma ode a beleza. A letra é um retrato da época que Gilberto Gil chamava de "salário mínimo da cintilância a que têm direito todos os anônimos".  




Sarará Miolo - Nightingale (1979) 

Esta música é uma abordagem direta ao conflito interno das pessoas mestiças no Brasil, especialmente aquelas conhecidas como "Sarará" (indivíduos de pele clara, cabelos loiros e crespos). O destaque para a palavra "miolo" é para mostrar que estas pessoas precisam valorizar a sua essência e aceitar as suas raízes afrodescendentes. No refrão "sara, sara, sara cura dessa doença de branco" é um apelo para ser superado o desejo de alisar os cabelos, demonstrando a rejeição das próprias características negras. 




Palco - A gente precisa ver o luar (1981) 

Nesta música, o Gilberto Gil expressa o sentimento de renovação e pureza ao se apresentar, mesmo assim sem se esquecer das suas origens e a capacidade de reunir as pessoas com o poder da música. 




Punk de Periferia - Extra (1983)  

Nesta música Gilberto Gil se transforma em um jovem marginalizado, simbolizando a resistência para denunciar as desigualdades sociais.  




Tempo Rei - Raça Humana (1984) 

Esta música é uma reflexão sobre a passagem do tempo e a inevitabilidade das transformações. Com isso, o Gilberto Gil reconhece que isso não vai se iludir, mesmo que tudo mude e que as outras coisas continuem imutáveis. 




Roque Santeiro, o Rock - Dia Dorim Noite Neon (1985) 

Uma música que faz uma comparação entre o passado e o presente, mostrando um conflito de gerações de uma forma respeitosa e de reconhecimento. Nesta letra Gilberto Gil faz algumas referências à bandas de rock que estavam na cena musical no momento. 




De Bob Dylan à Bob Marley, um samba provocação - O eterno Deus Mu dança (1989) 

Nesta música Gilberto Gil utiliza a sua habilidade de abordar temas complexos e controversos, misturando as suas referências históricas e culturais. 




Parabolicamará - Parabolicamará (1992) 

Nesta letra existe uma reflexão sobre as mudanças perceptíveis do mundo causadas pela tecnologia. Esta música fez parte das duas versões da novela Renascer da Rede Globo. 




Table Tennis Table - Kaya N'Gan Daya (2002) 

Nesta música Gilberto Gil utiliza a metáfora de uma mesa de pingue-pongue para explorar a dualidade e a conexão humana. Também traz referência ao poema Me/We do Cassiu Clay (Muhammad Ali) e a filosofia rastafári. 




Vinte e Seis - Fé na Festa (2010)  

Uma música onde Gilberto Gil compartilha uma tradição íntima, onde ele revela que o dia 26 de junho se tornou um Natal aonde celebra com uma data especial. Vale saber que essa é a data de aniversário do Gilberto Gil.  




Um abraço no João - Gilbertos samba (2014) 

Uma música homenagem ao músico João Gilberto que foi uma das referências musicais de Gilberto Gil. 





OK OK OK - OK OK OK (2018) 

Uma reflexão sobre a pressão social e política que Gilberto Gil enfrentava para se posicionar sobre as questões sociais e políticas na época que foi escrita essa música.  






Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Vocês também podem dar ideias de bandas e cantores para que eu realize uma discografia deles. Peço também que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir, pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram (@radiobagaralho). J-J


Por: Arthur Claro
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