Olha o quadro que está de volta após cinco meses! Isso mesmo, o Aquela Cena! Na edição de hoje, pela primeira vez, trago um episódio completo ao ínves de uma cena propriamente dita. O episódio escolhido (sob sugestão do colaborador Layon Yonaller) foi um de Eu, a patroa e as crianças (My wife and kids, originalmente) chamado de Surto do macaco (4X19). Lançado há mais de 16 anos (2004), o episódio é atualíssimo e retratou o que estamos vivendo hoje com a pandemia do coronavírus. Sim, senhores, há 16 anos uma série já nos ensinava como lidar e se proteger do covid-19!
No episódio, o protagonista Michael se prepara para ir ao jogo de LeBrom James, quando um surto de griper americana acontece, colocando em perigo sua ida ao evento. O episódio faz até mesmo referência à gripe do Ebola que estava no seu pico na época. Por meio de cenas engraçadas e hilárias, EPC (Eu, a patroa e as crianças) conseguiu tirar onda de uma gripe viral, além de informar e mostrar como deveríamos lidar com uma possível pandemia, que é o que estamos vivendo nos dias atuais. Assista ao episódio:
Como foi possível uma série prever tudo o que estamos vivendo, não é mesmo?! E o detalhe: dessa vez não foi Os Simpsons que previu! HAHAHA O interessante é perceber como o Michael lida quando toda sua família é contagiada com a gripe. Ou seja, ele deixa sua esposa em isolamento (quarentena) após ela ingerir uma pizza infectada; passa a tomar novas formas de cumprimento com sua família que estava infectada, pedindo que eles "abracem" seu pé; se previne com uma espécie de spray (Como se fosse o álcool em gel que utilizamos hoje), desinfectando sua família e o ambiente; passa a ingerir alimentos, com a sugestão do namoradinho da Kady, que tornariam seu sistema imunológico mais forte; e usa até mesmo uma máscara de proteção. Quer algo mais realístico que esses pontos?!
O episódio também mostrou como se dá o contágio, seja por meio do dinheiro, de frestas na casa (Por isso Michael as lacra com fita adesiva); contatos físicos; e compartilhamento de objetos pessoais, como o copo de suco da esposa de Michael. Uma das cenas que mostra esse último ponto (e é engraçada, por sinal) é quando o Michael Júnior tem contato com os lenços de papeis contaminados da mãe. Ele disse o seguinte (com grifos):
"Muita gente pensa que se pega gripe só de estar na mesma sala que uma pessoa doente, certo? Mas de acordo com esse livro o contágio só se dá através de contato direto. Por exemplo: digamos que eu mexa nesses lenços de papel e depois eu coce meus olhos [pausa dramática] ou meu nariz [pausa dramática]. Seria como pedir para o vírus se estabelecer em todo o meu sistema imunológico."
Em várias cenas foi mostrado que o contágio, se não for tomado os devidos cuidados, pode se dar facilmente. Tem um momento que somente o Michael não está infectado com o vírus da gripe, mas isso não dura muito tempo, pois ele pega na maçaneta que foi espirrada pelo médico de sua filha. Aliás, momentos antes, o médico disse uma frase muito legal, que pode ser aplicada nos dias de hoje:
"Lamento informar que a única coisa que funciona contra gripe é a vacina e geralmente leva umas semanas."
Sim! A tão sonhada vacina é o que também almejamos!
O episódio também abordou formas de prevenção à gripe. Por exemplo, Michael sempre estava com sua máscara facial, um colar de alho e um pulverizador na mão. Tudo bem que o colar de alho foi mais para zoação. Já Franklin, o namoradinho de Kady, estava vestido de uma forma inusitada. Ou seja, roupa de astronauta e luvas, já que ele fazia parte do Comitê de Controle de Doenças (CCD).
Tudo foi tratado na brincadeira e de forma engraçada, até. Os roteiristas e produtores não imaginavam que um episódio fosse se tornar tão real como se tornou. Michael ganhou a cena no episódio (Assim como em outros) ao dizer para seus familiares infectados prenderem suas respirações, aspirassem todo o ar ruim do ambiente e mantendo o mínimo de contato possível com eles. Uma das frases mais engraçadas do episódio é quando ele leva sua filha ao médico e solta a seguinte pérola para ele:
"Mas eu não tenho todo esse tempo. Eu tenho que ficar bem nos próximos dias. Depois eu posso ter até pneumonia."
No final, o que Michael mais temia acontece: ele é infectado. Mesmo assim, ele vai até o jogo para ver seu ídolo, LeBrom James, e acaba o infectando também. Lebrom, portanto, não pode jogar. O recado foi transmitido pelo narrador e a cena de Michael infectando Leblom passou no telão. Ri muito nessa cena também! Assim, a série abordou o perigo da infecção e a necessidade de ficarmos em casa para, caso estivermos infectados e assintomáticos, não infectemos as outras pessoas e coloquemos suas saúdes em risco (O famoso #fiqueemcasa que tanto pregamos na contemporaneidade).
Nós na quarentena
É muito difícil não vermos esse episódio e não compararmos com nossos hábitos nos tempos atuais. O dublador de Michael, Marco Ribeiro, colocou um trecho do episódio em seu Instagram e logo as pessoas associaram com o momento atual. Entre os comentários, destaco os mais interessantes:
"Da ficção para a realidade. A Covid-19 está mudando o modo das pessoas quanto à higiene", Eduardo Pontes.
"Tô igual o Michal Kyle, querendo desinfetar tudo! Socorro", Lili Messel.
"Não imaginavámos que iríamos viver isso tão intensamente", Clécio Souto.
Esse episódio previu a pandemia. Agora, ninguém discorda dos métodos de Kyle (risos)", Lucas Santo Melo.
Abaixo você pode rever de novo a cena de Michael Kyle e o entregador de pizza (Vale a pena rir de novo em tão pouco tempo):
E você, se identificou com o episódio da série? Já tinha assistido? Esse foi o Aquela Cena de hoje. J-J
Por: Emerson Garcia

















