sábado, 5 de setembro de 2020

Aquela cena: quando 'Eu, a patroa e as crianças' previu o novo coronavírus






Olha o quadro que está de volta após cinco meses! Isso mesmo, o Aquela Cena! Na edição de hoje, pela primeira vez, trago um episódio completo ao ínves de uma cena propriamente dita. O episódio escolhido (sob sugestão do colaborador Layon Yonaller) foi um de Eu, a patroa e as crianças (My wife and kids, originalmente) chamado de Surto do macaco (4X19). Lançado há mais de 16 anos (2004), o episódio é atualíssimo e retratou o que estamos vivendo hoje com a pandemia do coronavírus. Sim, senhores, há 16 anos uma série já nos ensinava como lidar e se proteger do covid-19! 

No episódio, o protagonista Michael se prepara para ir ao jogo de LeBrom James, quando um surto de griper americana acontece, colocando em perigo sua ida ao evento. O episódio faz até mesmo referência à gripe do Ebola que estava no seu pico na época. Por meio de cenas engraçadas e hilárias, EPC (Eu, a patroa e as crianças) conseguiu tirar onda de uma gripe viral, além de informar e mostrar como deveríamos lidar com uma possível pandemia, que é o que estamos vivendo nos dias atuais. Assista ao episódio:





Como foi possível uma série prever tudo o que estamos vivendo, não é mesmo?! E o detalhe: dessa vez não foi Os Simpsons que previu! HAHAHA O interessante é perceber como o Michael lida quando toda sua família é contagiada com a gripe. Ou seja, ele deixa sua esposa em isolamento (quarentena) após ela ingerir uma pizza infectada; passa a tomar novas formas de cumprimento com sua família que estava infectada, pedindo que eles "abracem" seu pé; se previne com uma espécie de spray (Como se fosse o álcool em gel que utilizamos hoje), desinfectando sua família e o ambiente; passa a ingerir alimentos, com a sugestão do namoradinho da Kady, que tornariam seu sistema imunológico mais forte; e usa até mesmo uma máscara de proteção. Quer algo mais realístico que esses pontos?!

O episódio também mostrou como se dá o contágio, seja por meio do dinheiro, de frestas na casa (Por isso Michael as lacra com fita adesiva); contatos físicos; e compartilhamento de objetos pessoais, como o copo de suco da esposa de Michael. Uma das cenas que mostra esse último ponto (e é engraçada, por sinal) é quando o Michael Júnior tem contato com os lenços de papeis contaminados da mãe. Ele disse o seguinte (com grifos):

"Muita gente pensa que se pega gripe só de estar na mesma sala que uma pessoa doente, certo? Mas de acordo com esse livro o contágio só se dá através de contato direto. Por exemplo: digamos que eu mexa nesses lenços de papel e depois eu coce meus olhos [pausa dramática] ou meu nariz [pausa dramática]. Seria como pedir para o vírus se estabelecer em todo o meu sistema imunológico."


Em várias cenas foi mostrado que o contágio, se não for tomado os devidos cuidados, pode se dar facilmente. Tem um momento que somente o Michael não está infectado com o vírus da gripe, mas isso não dura muito tempo, pois ele pega na maçaneta que foi espirrada pelo médico de sua filha. Aliás, momentos antes, o médico disse uma frase muito legal, que pode ser aplicada nos dias de hoje:

"Lamento informar que a única coisa que funciona contra gripe é a vacina e geralmente leva umas semanas."

Sim! A tão sonhada vacina é o que também almejamos!





O episódio também abordou formas de prevenção à gripe. Por exemplo, Michael sempre estava com sua máscara facial, um colar de alho e um pulverizador na mão. Tudo bem que o colar de alho foi mais para zoação. Já Franklin, o namoradinho de Kady, estava vestido de uma forma inusitada. Ou seja, roupa de astronauta e luvas, já que ele fazia parte do Comitê de Controle de Doenças (CCD). 

Tudo foi tratado na brincadeira e de forma engraçada, até. Os roteiristas e produtores não imaginavam que um episódio fosse se tornar tão real como se tornou. Michael ganhou a cena no episódio (Assim como em outros) ao dizer para seus familiares infectados prenderem suas respirações, aspirassem todo o ar ruim do ambiente e mantendo o mínimo de contato possível com eles. Uma das frases mais engraçadas do episódio é quando ele leva  sua filha ao médico e solta a seguinte pérola para ele:

"Mas eu não tenho todo esse tempo. Eu tenho que ficar bem nos próximos dias. Depois eu posso ter até pneumonia." 


No final, o que Michael mais temia acontece: ele é infectado. Mesmo assim, ele vai até o jogo para ver seu ídolo, LeBrom James, e acaba o infectando também. Lebrom, portanto, não pode jogar. O recado foi transmitido pelo narrador e a cena de Michael infectando Leblom passou no telão. Ri muito nessa cena também! Assim, a série abordou o perigo da infecção e a necessidade de ficarmos em casa para, caso estivermos infectados e assintomáticos, não infectemos as outras pessoas e coloquemos suas saúdes em risco (O famoso #fiqueemcasa que tanto pregamos na contemporaneidade). 


Nós na quarentena

É muito difícil não vermos esse episódio e não compararmos com nossos hábitos nos tempos atuais. O dublador de Michael, Marco Ribeiro, colocou um trecho do episódio em seu Instagram e logo as pessoas associaram com o momento atual. Entre os comentários, destaco os mais interessantes:

"Da ficção para a realidade. A Covid-19 está mudando o modo das pessoas quanto à higiene", Eduardo Pontes.



"Tô igual o Michal Kyle, querendo desinfetar tudo! Socorro", Lili Messel.


"Não imaginavámos que iríamos viver isso tão intensamente", Clécio Souto.



Esse episódio previu a pandemia. Agora, ninguém discorda dos métodos de Kyle (risos)", Lucas Santo Melo.


Abaixo você pode rever de novo a cena de Michael Kyle e o entregador de pizza (Vale a pena rir de novo em tão pouco tempo):





E você, se identificou com o episódio da série? Já tinha assistido? Esse foi o Aquela Cena de hoje. J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Quinta de série - nostalgia: The Chronicles of Narnia

Pode conter spoilers!





Estamos de volta com o Quinta de série no blog JOVEM JORNALISTA. Para esse retorno, falarei da série The Chronicles of Narnia (As Crônicas de Nárnia, em português). Ela foi exibida originalmente entre 1988 e 1990 pela BBC One. Com três temporadas, ela contou com 18 episódios de 25 minutos cada. A produção nostálgica é baseada em quatro dos sete livros do autor C.W. Lewis. A série foi produzida por Paul Stone. 

The Chronicles of Narnia foi a primeira produção televisiva dessa série incrível de C.W. Lewis. A primeira temporada adaptou O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa (1988); a segunda Príncipe Caspian e A viagem do Peregrino da Alvorada (1989); e a terceira A cadeira de prata (1990). A primeira temporada foi dirigida por Marilyn Fox, enquanto as demais por Alex Kirby. 

A série literária de C.W. Lewis ganhou o coração dos fãs. A partir de 2005, ela passara a ser adaptada para as salas de cinema. Assim, foram adaptados O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa, Príncipe Caspian e A viagem do Peregrino da Alvorada pela Fox. A continuação foi adiada por diversas vezes, mas nunca saiu do papel. Não sei o que possa ter havido para os filmes subsequentes não serem gravados e exibidos. Talvez um impasse entre a Disney e a The C.S. Lewis Company.

Em 2018, uma notícia alegrou os fãs: a Netflix iria fazer um reboot das Crônicas de Nárnia! Contudo, não tenho notícias atualizadas sobre isso. O reboot veio logo após o serviço de streaming anunciar um acordo de longa duração com a The C.S. Lewis Company, tendo exclusividade sobre os próximos lançamentos da saga. As séries ou filmes futuros serão produzidos sob esse acordo e assinados pela Netflix, com a produção executiva de Mark Gordon da Entertainment One (eOne), Douglas Gresham e Vincent Sieber. 


Um mundo mágico criado




Sou apaixonado pelo universo criado por C.S. Lewis. Tenho o livro em volume único e assisti à série. O que mais gosto são as analogias que o autor realiza com a Bíblia. Aslan, o leão, é uma analogia à Jesus Cristo; a feiticeira, ao diabo; e Nárnia ao mundo espiritual. Em A viagem do Peregrino da Alvorada os personagens vão até o inferno (submundo). Os filhos de Adão e Eva mencionados e intitulados é uma referência aos filhos de Deus. O reino de Nárnia, por sua vez, é referência há um lugar de paz e descanso, mas que, por vezes, é sitiado pelo mal. As Crônicas de Nárnia fala de reinados, príncipes, rainhas e reis que foram destituídos e outros que perderam seus tronos. Os filhos de Adão e de Eva em cada produção ou temporada tinham a missão de salvar o reino de Nárnia e/ou príncipes e reis. 


A série

A série televisiva adaptou os livros a partir da segunda obra. De forma geral, foi uma adaptação fiel, tanto às cenas como aos diálogos. As temporadas mais bem desenvolvidas, em minha opinião, são a primeira e a terceira. A segunda, por ser uma adaptação de dois livros, as histórias ficaram corridas. 

Os efeitos visuais foram limitados, mas a história é interessante e emocionante. Digo limitados por conta da época em que a série foi criada. A aparência de Ripchip é medonha e me causou gargalhadas, assim como quando Eustáquio estava transformado em dragão. A computação gráfica de Aslan me surpreendeu. Me senti afagado por sua voz e sua aparência física. As lutas e batalhas poderiam ser melhor executadas (Tiveram momentos bem trashs). Talvez as mais nonsenses foram as que misturavam cenas reais com desenhos e computações gráficas.  

Agora, falarei de cada uma das histórias da série.  


O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa 




Conta a história de quatro crianças - Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie - que por meio de um antigo e misterioso guarda-roupa vão até o mundo de Nárnia. O país enfrenta um terrível e prolongado inverno, ocasionado pela falsa rainha do país, a Feiticeira Branca, que durava cem anos. Com a ajuda do grande e poderoso leão Aslan, as crianças precisam derrotar a feiticeira para que a paz volte a reinar em Nárnia. 


Príncipe Caspian



Narra o retorno dos irmãos Pevensie à Nárnia. Chegando lá, eles encontram um mundo totalmente diferente: os telmarinos invadiram Nárnia, desmataram os bosques e assassinaram as criaturas narnianas. Os Pevensie conhecem Caspian X, um bondoso príncipe telmarino. Então, eles precisam derrotar o falso rei de Nárnia, Miraz, com a ajuda de Aslan. 


A viagem do Peregrino da Alvorada

Edmundo e Lúcia Pevensie retornam à Nárnia, juntamente com o ranzinza primo Eustáquio Mísero. Juntos de Caspian X e do rato Ripchip eles viajam a bordo do navio Peregrino da Alvorada, com o intuito de encontrar os sete fidalgos banidos por Miraz. Eles enfrentam inúmeros perigos e aventuras em diversas ilhas. 



A cadeira de prata




Apenas Eustáquio Mísero e sua amiga de escola, Jill Pole, vão à Nánia. Lá, eles devem encontrar o príncipe Rillian, filho desaparecido do rei Caspian X (já idoso e beirando a morte). Com os conselhos de Aslan, Eustáquio e Jill devem percorrer o país em busca do rei. 


Onde assistir?

Se você se interessou pela série, saiba que ela está disponível de forma completa - as três temporadas - no Youtube. Veja:













A abertura traz o mapa de Nárnia em tons amarelo queimado e um instumental tocante.


Prêmios


A série ou minissérie (como foi conhecida) foi indicada à 14 prêmios, incluindo uma indicação para um Emmy na categoria de Programa Infantil de Destaque. A produção ganhou o BAFTA de Melhor Vídeo de Iluminação em 1988. 



Considerações finais


As Crônicas de Nárnia é uma produção de aventura e fantasia que amo assistir. Vale a pena ver essa versão. Fique agora com o trailer que traz cenas cruciais dos episódios.  J-J 






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Poesia pra Silvana - Querida Mamita




1
Lembro quando a conheci
Muito carinhosa, amiga, sensível
Grande humanidade eu vi
Uma pessoa maravilhosa, incrível!

2
Nossos caminhos se cruzaram
Foi Deus quem a escolheu
Os corações se entrelaçaram
E quem ganhou com isto, foi eu.

3
Quero lhe dizer, minha querida
Sou feliz por ter você
Como mãe do coração em minha vida,
Jamais a irei esquecer


Uma homenagem a uma ex-diretora, com a qual trabalhei 8 anos e que foi uma verdadeira mãe para mim. Esta poesia escrevi para comemorar o aniversário dela no dia 23 de agosto de 2020. J-J


Por: Marilza Luciano, poetisa e colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Um ode à Chadwich Boseman, o eterno Pantera Negra



O mundo dos heróis está de luto. O intérprete de Pantera Negra, Chadwich Boseman, faleceu na última sexta-feira (28/08) aos 43 anos vitimado por um câncer de cólon. A notícia abalou não só fãs, como famosos também. Chadwich foi eternizado por interpretar o primeiro super herói negro da Marvel Studios

Chadwich enfrentou o câncer silenciosamente, desde 2016, ou seja há 4 anos, sem comunicar a indústria do entretenimento. Em abril desse ano ele apareceu magerrímo, o que chamou a atenção dos fãs.

A notícia da morte do ator foi dada por sua família pelo Twitter, se tornando o tuíte mais curtido da história. Até a redação desse post o post tem 7,5 milhões de curtidas. Acompanhe:

Em português o post diz o seguinte (com grifos):


“É com tristeza incomensurável que confirmamos o falecimento de Chadwick Boseman.⁣ Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon em estágio III em 2016 e lutou contra ele nos últimos quatro anos enquanto progredia para o estágio IV. Um verdadeiro lutador, Chadwick perseverou em tudo e trouxe a você muitos dos filmes que você tanto ama. Foi a honra da carreira dele dar vida ao rei T’Challa em Pantera Negra. Ele morreu em casa, com sua esposa e família ao seu lado. A família agradece pelo amor e pelas orações e pede que vocês continuem a respeitar a privacidade deles durante esse momento difícil.”



Chadwick foi um herói da vida real. Ele lutou até o fim contra o câncer, tendo esperança, perseverança e a força de vontade para vencer. Fez tudo isso em silêncio, uma vez que só sua família sabia de seu estado de saúde. Morreu como um verdadeiro herói, ao lado de sua esposa e família em sua casa em Los Angeles. Chadwick deixa a esposa, a cantora Taylor Simone Ledward.


Biografia

Chadwick Aaron Boseman nasceu no dia 29 de novembro de 1976 em Anderson. Chadwich foi ator, diretor e roteirista. Era filho de Carolyn e Leroy Boseman, ambos afro-americanos. Sua mãe tinha como profissão a enfermagem e seu pai pai trabalhava em uma fábrica de têxteis e estofados.

Boseman se formou em T. L. Hanna Hight Scholl em 1995. Em seu primeiro ano, escreveu sua primeira peça Crossroads, e encenou na escola. Estudou na Universidade Howard em Washington D.C., formando-se em 2000 em artes plásticas. 

Desde sempre, Boseman gostaria de escrever e dirigir, o que o levou a estudar atuação. Foi então que ele voltou para os EUA e se formou na Academia Digital de Cinema de Nova York (British American Dramatic Academy). Boseman foi instrutor de drama no Schomburg Junior Scholars Program. Em 2008, mudou-se para Los Angeles para dar continuidade à sua carreira como ator. 


Carreira e papeis

O ator interpretando protagonistas dos filmes: 1- 42; 2- Get on up; 3- Deuses do Egito; e 4- Pantera Negra I Internet


O rei de Wakanda, T'Challa, é um dos personagens mais importantes e impactantes da carreira de Chadwick, mas ele também interpretou ícones negros como James Brown e Jackie Robinson nos cinemas. Esse tópico terá o objetivo de falar um pouco da carreira do astro e de seus papeis.

Chadwick obteve seu primeiro papel de televisão em 2003, em um episódio de Third Watch. Em oportunidades subsequentes trabalhou nas séries Law & Order, CSI: NY e ER. Em 2008 ganhou um papel recorrente na série de televisão Lincoln Heights e surgiu em seu primeiro filme, The Express

Em 2013, desempenhou seu primeiro papel principal no filme 42, onde retratou a estrela Jackie Robinson, o primeiro atleta negro da liga profissional de beisebol dos EUA. Para ganhar o papel ele concorreu com outros 25 atores, mas o diretor Brian Helgeland se apaixonou pela bravura de Boseman e lançou-o após ele fazer a audição duas vezes. No mesmo ano, o ator estrelou o filme indie The Kill Hole.

Já em 2014, ele fez Draft Day juntamente com Kevin Costner, no qual ele jogou uma perspectiva preliminar da NFL. No mesmo ano também, ele estrelou como James Brown, em Get on Up - A história de James Brown.

Já em 2016, ele estrelou como Tot, uma divindidade da mitologia egípcia, em Deuses do Egito.  Em 2017, interpretou Thurgood Marshall, em Marshall.

Seu papel mais conhecido é como o super herói Pantera Negra nos filmes do Marvel Cinematografy Universe (MCU). Ele o interpretava desde 2016, quando o personagem surgiu em Capitão América: Guerra Civil. O personagem também ganhou um filme solo em 2018 e deu as caras em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019). 

Boseman participou de cerca de 15 filmes e de 9 séries. A seguir deixo uma cena marcante do Pantera Negra no filme Vingadores: Guerra Infinita. É uma cena arrepiante e emocionante. Sinta o poder de Wakanda. Para sempre, Wakanda!






Chadwick deixa ao menos um filme póstumo a ser lançado ainda em 2020. Trata-se do longa da Netflix, Ma Rainey's Black Bottom vom, produção de Denzel Washington e também com a participação de Viola Davis. O filme é ambientado na Chicago da década de 1920 e baseado em uma história real, que acompanha quatro membros da banda de Ma Rainey que esperam em um estúdio e lidam com dois produtores brancos enquanto a cantora de blues grava novas músicas. Boseman dá vida a Leeve, um trompetista jovem e ambicioso. 



Vida pessoal

Boseman foi cristão. Batizado em uma igreja protestante, fazia parte do coro e de um grupo juvenil. Apesar da luta em sua saúde, ainda mantinha a perseverança e a fé. Antes de dar vida ao Pantera Negra, ele fez preces para o papel.


A importância de Pantera Negra na luta racial


O personagem Pantera Negra foi criado pela Marvel em 1965. Seu filme trouxe à tona discussões importantes, como a representatividade negra na cultura pop, o racismo e o empoderamento negro. Em um mundo contemporâneo racista e com o auge do movimento Vidas Negras também importam (Black Lives Matter), ter um herói negro é como se calasse (Ou ao menos minimizasse) as vozes das desigualdades. Pantera Negra foi um filme majoritariamente de pessoas negras, que trouxe como protagonista o brilhante Chadwich Boseman.

Pantera Negra foi um filme ousado, que mostrou que na África também pode existir inteligência, tecnologia (afrofuturismo) e, sobretudo, grandes heróis. Pantera Negra foi um grito de liberdade e reconhecimento da raça em questão. Os pesquisadores Danielle Vaz e Marco Bonito sobre esse tema disseram o seguinte:


“[A figura do] Pantera Negra no filme é retratada como forma de resistência e representação para a população negra tanto presente no filme quanto na vida real, consumindo esse audiovisual.”

Com esse filme, os negros (principalmente os africanos) puderam ser representados.



Homenagens

Colegas de elenco e intérprete de super heróis, como o Capitão América, Capitã Marvel e Hulk homenagearam o ator. 

Brie Larson, a intérprete da Capitã Marvel, escreveu o seguinte: "Chadwick era alguém que irradiava poder e paz."

Já Chris Evans falou: "Chadwick era especial, verdadeiramente original. Era profundamente comprometido e um artista sempre curioso. Eu sou infinitamente grato por nossa amizade. Descanse no poder, Rei."

Mark Rufallo, que deu vida à Hulk, se manifestou: "Eu tive a grande honra de trabalhar com você e de te conhecer. Que ser humano generoso e sincero."

O presidente da Marvel, Kevin Feige, também manifestou suas condolências ao dizer:


“Ele era o nosso T’Challa, nosso Pantera Negra e nosso querido amigo. Toda vez que ele pisava no set, radiava carisma e alegria, e toda vez que aparecia nas telas, ele criava algo realmente indelével. Ninguém era melhor em trazer grandes homens à vida. Ele era esperto, gentil, poderoso e forte quanto qualquer pessoa que ele interpretou.”


Ícones brasileiros como Lázaro Ramos e IZA também se posicionaram. Lázaro Ramos e IZA fizeram postagens lindas no Instagram, onde demonstraram seu amor e admiração pelo ator. Veja:







Uma publicação compartilhada por IZA (@iza) em



O artista Boubou Niang também homenageou o ator ao pintar um quadro com rosas e tinta de cabeça para baixo em time lapse. É de arrepiar. Assista:




Uma publicação compartilhada por BOU BOU (@bouboudesign_) em



Finalizo esse post com a ilustração de Wilberth Gonzalez que traz quatro astros inesquecíveis que perdemos recentemente. São eles: o jogador de basquete Kobe Bryant, o eterno Pantera Negra, a atriz Naya Rivera e a drag queen Chichi Devayne. Essa foi a minha singela homenagem à Chadwich Boseman! #wakandaforever J-J



P.S.: O rapper Akon começa a construir a cidade de Wakanda que ficará no Senegal, na África. As primeiras imagens do local foram divulgadas no Youtube (vídeo abaixo). O artista já conseguiu cerca de US$ 6 bilhões, cerca de R$ 32 bilhões para a construção da cidade futurista no país africano. A cidade terá um hospital com mais de 5 mil leitos.   





Por: Emerson Garcia
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