quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Registrado nº 3: O tema de fim de ano da Rede Globo



Campanha Um novo tempo de 2017/2018. | Rede Globo 


A terceira edição do Registrado foi sugerida pelo editor-chefe do Jovem Jornalista, Emerson Garcia, que em 2009 [1] já abordou o assunto a respeito. O registro que farei hoje é do tradicional tema de fim de ano da Rede Globo: a canção Um novo tempo. Neste período 2017/2018 a emissora lançou o tema: A gente toca junto [2].


As edições anteriores do Registrado estão aqui: [3] e [4].


RIO DE JANEIRO, RIO DE JANEIRO, BRASIL, 1971: No fim de ano da primeira década de 1970, o então diretor geral da Rede Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, encomendou aos músicos e compositores Nelson Motta e os irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle uma canção “Otimista, com espírito natalino, sofisticada e intuitiva”. Motta e Paulo Sérgio ficaram com a composição da letra, enquanto Marcos se encarregava da melodia:






Assim que a canção em forma de valsa fora aprovada por Boni o elenco da emissora foi chamado para realizar o vídeo com a música que, há 46 anos, está na memória de todos os brasileiros de diferentes gerações. O clipe era a chamada para o ano de 1972:







Além da música, encontrei o mesmo vídeo com a narração de Cid Moreira sem a referida música e com trilha distinta:







“[...] Produções valiosas e requintadas, novelas de nível artístico e literário. A consagração dos especiais como marca de bom gosto a permitir que a nossa imagem chegasse ainda mais perto de você. E como foi assim que vivemos o ano de 71, assim também viveremos de mãos dadas com você o ano de 72. Tempos de esperança e otimismo [...].”





Campanha Um novo tempo de 1971/1972. | Rede Globo



De fato, uma canção que serviria apenas para aquele período tornou-se um hino tradicional nas chamadas de final de ano da emissora carioca. A gravadora da então nomeada Organizações Globo, a Som Livre – criada no mesmo ano – lançou um disco compacto da canção:






Compacto em disco Um nôvo tempo, lançado pela Som Livre. | Rede Globo




Curiosidades, Silvio Santos e música em italiano



TMC com canção em italiano. Silvio Santos e Chacrinha em 1971 no coral global. | TMC/ Memória Globo



2012: No site do programa Video Show foram separadas determinadas e marcantes vinhetas de fim de ano da Globo [5]. Foi de tudo: artistas em funções dos trabalhadores de bastidores; personalidades negras cantando “axé” por conta do centenário da abolição da escravatura; elenco da emissora fazendo coisas fora de seus ofícios na campanha “Invente, tente. Faça um 92 diferente.”; atrizes da casa em sua função de mãe.

1994: Para comemorar a vinda dos futuros estúdios da Rede Globo (Projac – Projeto Jacarepaguá, atual Estúdios Globo) inaugurados no ano seguinte, o elenco da Globo esteve reunido em mesa. Roberto Marinho e sua esposa Lily Marinho estavam presentes em raro momento.



Roberto e Lily Marinho na vinheta de final de ano. | Rede Globo



2016: Já o jornalista do site EGO, Danilo Sanches, [6] publicou matéria com nove imagens do apresentador e animador Silvio Santos na época em que ele estava na Globo. Das nove, seis é da época da campanha de fim de ano em 1971 ao lado do então colega Chacrinha.

1988: A Tele Monte Carlo (TMC) – emissora de televisão que pertencia as Organizações Globo na Itália, atual La7 – colocou no ar a versão italiana de Um novo tempo. Uma raridade e ineditismo para quem nunca soube desse fato:






Segundo um usuário que comentou este vídeo, a letra é essa:

“Oggi, c'è tanta gente
C'è tanta gioia dentro di noi
Tanti nuovi giorni, tanti ritorni
Un nuovo tempo, un tempo in più
Tutta la magia dell'allegria
Si ha sempre vicino a voi

È una festa tua, una festa nostra
È di chi vorrà, chi verrà (BIS)”




Voltando a canção em português. O modo como a música foi composta, a tradicional exibição anual e as articulações harmônicas [7] podem explicar o sucesso da canção-tema da Rede Globo (com grifos):

“[...] A canção não começa a ser cantada no I grau da escala harmônica, onde seria o ponto de partida convencional. Dessa forma um  estranhamento  sutil  é sugerido, dando uma sensação de “novidade”, ou de ano novo. Além disso em algumas passagens há a chamada cadência plagal, uma variação entre os graus I e IV da escala harmônica que confere uma sensação de placidez. No trecho: “Todos nossos sonhos serão verdade”,  ocorre uma mudança de tom justamente na palavra “sonhos”, abrindo-se  uma nova realidade, justo num momento do ano em que os sonhos de todo mundo estão à flor da pele. Já o  refrão da música parece deslizar  de tanta naturalidade, além de ser bastante curto, o que facilita a memorização e  torna a continuidade possivelmente infinita, a critério do arranjo que se faça pra a música. [...]”


A canção Um novo tempo, composta pelos irmãos Valle e Nelson Motta a pedido do então todo-poderoso Boni idealizada em 1971, é uma das marcas que consolidam a identidade da Rede Globo de Televisão perante o povo brasileiro, unindo a inovação da melodia sem se esquecer dos alicerces passados. J-J

Resgatado, publicado e REGISTRADO!
















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do Jovem Jornalista

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Aquela cena: "Doçura de não se fazer nada" (Dolce far niente) em 'Comer, rezar e amar'







Há pouco mais de um mês (01 de novembro) Pedro Blanche publicou um texto sobre o preço que pagamos por conta da rotina acelerada e cheia de velocidade. Algumas semanas depois, ele respondeu aos comentários desse post em outro. A leitora Gisley Scott, do blog Querido Deus, obg por me exportar! fez um muito legal neste último e citou a cena de um filme. Editei parte do que ela disse (com grifos):

"[...] Eu tb acredito que essa velocidade( do cão dos infernos) só nos faz mais insatisfeitos. A gente não consegue apreciar uma xícara de café, um bom almoço, uma boa música. Outra coisa que observei quando eu vim morar aqui nos EUA: as pessoas não deixam as coisas terminarem( uma música, um programa de tv), sei lá, dá um nervoso neles, entende? Acredito que esse sentimento foi muito bem trabalhado no filme Comer,Rezar e amar. Deixo um trechinho pra você conferir." 


Pedro lhe respondeu, com carinho e atenção (com grifos):

"Gisley, isso é fantástico! Vou pedir ao editor-chefe do JJ, Emerson Garcia, para fazer de seu comentário um texto aqui mesmo. E ainda mais com essa cena de "Comer, rezar e amar"... Isso é espetacular! Quando isso ocorrer vou pedir para entrar em contato contigo. Um abração daqueles. | PEDRO BLANCHE"



E aqui estou eu! A partir desse comentário da Gisley resolvi criar um Aquela cena. Na cena citada por ela a personagem da Julia Roberts está em um salão de beleza italiano e discute sobre rotinas, descanso e responsabilidade com os presentes. Durante a conversa, realiza-se um paralelo entre os costumes dos italianos e dos americanos. Assistam e vejam a diferença:






A cena mostrou que para os americanos "descansarem", precisam sair pra comprar uma cerveja que viu em uma propaganda de TV. Já para os italianos fazerem o mesmo, basta que não façam nada durante um dia de descanso. Os italianos, de acordo com o trecho, sabem ter prazer nas mínimas coisas; já os americanos, não - até quando tiram um dia de descanso, precisam sair. É aquela terrível sensação de estar descansando, mas com mil pensamentos, sabe?! Acaba que não se descansa como deveria.






De acordo com o siteDolce far niente é uma expressão italiana que significa, literalmente, doce fazer nada, e é usada para falar do prazer dos momentos indolentes. Sinto a necessidade de aplicar essa filosofia em minha vida. Às vezes percebo que estou com o cérebro e olhos cansados, as mãos doendo (pois escrevo bastante) e o meu corpo pede por uma pausa. E não é uma pausa de fachada, onde estou deitado, dormindo, mas com mil pensamentos, mas uma de fato, onde eu não faria nada vezes nada.

Gostaram da cena? Ela fez com que refletissem? Vocês também consideram ter um 'Dolce far niente' ou acha isso uma besteira? Digam nos comentários! J-J





Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Mauricio de Sousa Produções leva explosão nerd para a CCXP 2017





Na semana passada (27) recebi releases interessantes sobre a participação da Mauricio de Sousa Produções na Comic Con Experience 2017, que terá sua quarta edição esse ano. As recebi de Adrieli Garzin, relações públicas da MSP. Fiquei muito feliz delas terem chegado até a mim. Amo a Turma da Mônica e queria ir em um evento nerd em que ela estará presente. Mas esse ano não será possível. Para quem tem condições e vontade de ir, compartilho as informações que recebi.

A Turma da Mônica, e muitos outros personagens do Mauricio de Sousa, irão participar da 4ª edição da CCXP, que acontecerá entre os próximos dias 7 e 10 de dezembro, no São Paulo Expo. Ela apresentará novidades e lançamentos exclusivos para o evento mais nerd e épico do ano. 

Acho incrível esse universo de super-heróis, séries e hq's. É um evento que é a cara da Turminha mesmo. Em 2016 o Thiago Nascimento até relatou como foi o Geek Expo 2.0 Rio 2016, que parece que foi incrível! Queria ter ido!

Na CCXP 2017 será construído um estande de 270 m² somente para a Mauricio de Sousa Produções. Imagina o tanto de coisa que será feita lá? A decoração será toda inspirada no Big Bang, de acordo com a redatora que me mandou a release: "aquela grande onomatopeia que deu vida a tudo". Estou ansioso para ver como ficará. Acredito que incrível, pois esse pessoal é muito criativo.

A programação foi feita com todo carinho, de forma especial. Terá artistas que desenharão ao vivo; sessões de autógrafos; encontros com personagens; novidades em quadrinhos, apps, cinema e animação; lançamentos da Lojinha da Mônica com diversas artes novas.






A Adrieli não me mandou detalhes, mas essas informações que me deixaram curioso acerca do evento. Acredito que será uma grande surpresa para todos que forem. Em 2016 o evento reuniu 196 mil pessoas e bateu o recorde de público em comic cons no mundo. Essa edição espera receber mais de 220 mil visitantes. Os ingressos estão à venda pelo site da CCXP, com preços a partir de R$ 99,99.


Gostam desse tipo de evento? Vão na CCXP esse ano? Digam nos comentários! J-J



Por: Emerson Garcia, com informações da Mauricio de Sousa Produções

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Eu vi #13: O novo Jornal Nacional, telejornais locais da RecordTV, Brasil Urgente repaginado, filmes sem número de partes na Globo e erro de português corrigido a tempo




Resgate de detalhes captados na televisão. | montagem: LAYON YONALLER





EM PRIMEIRO LUGAR: peço desculpas pelo longo período distante. O que devia ter saído em julho ou agosto só saiu agora. Os imprevistos da vida nos puxam a milhas de distância do que gostamos.

Em breve virá o Eu vi #14.

EM SEGUNDO: Agora o quadro Eu vi terá o número de contagens assim como no Registrado [1]. O objetivo é que o leitor do Jovem Jornalista tenha a oportunidade de fazer consultas a textos anteriores a este quadro do blog. Esta é a nossa 13ª edição onde percebi mudanças na tela da TV, além de contar outras coisas da telinha.


O novo Jornal Nacional com referências passadas



Desde o dia 19 de junho de 2017 o Jornal Nacional (Globo) estreou seu novo cenário, vinhetas, grafismos. Se você quiser saber mais sobre as novidades implantadas clique aqui [2], porque o que será abordado é o que vi e lembrei ao ver a nova roupagem do noticioso.

Começo pela trilha: ao menos desde 1º de janeiro de 2003 o tema sonoro já era usado para as edições especiais como posses presidenciais, casamento real britânico, mortes de líderes e outros assuntos. Confira:






















Agora a trilha especial substitui a anterior usada desde a década de 1990. Outra referência do novo JN ao passado, foi as linhas que interagem com o cenário na abertura e encerramento do telejornal: o recurso foi usado no estúdio especial do Grupo Globo em 2016 durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.


Linhas que interagem com cenário do JN foram usados em 2016. | Rede Globo



Além das linhas, o Jornal Nacional possui os mesmos monitores transparentes que foram usados pela TV Globo e GloboNews nas eleições de 2016. Veja:


Monitores transparentes estreavam em 2016. | Rede Globo/ GloboNews



Uma das coisas que notei de novo foi o uso do GC animado "O QUE DIZEM OS CITADOS" no canto esquerdo inferior no dia 20 de julho de 2017, onde ao final de uma matéria [3] os apresentadores falam da versão dos citados sobre denúncias de corrupção:


GC adverte a versão de citados em matérias do telejornal. | Rede Globo



E para encerrar o assunto, o GC que mostra o nome e função/ localidade da pessoa no vídeo foi posicionado no canto extremo da área de segurança (safe area) da TV. Para quem ajustou sua imagem nos televisores analógicos convertidos para o formato antigo notou que o “J” do JN ficou “escondido”:


O “J” do JN ficou de fora da safe area no vídeo do telejornal. | Rede Globo



O novo telejornal local da RecordTV


Os Praça Record foram repaginados. | Emissoras RecordTV



Em 25 de julho de 2017 a RecordTV e suas emissoras reformularam o formato de seus telejornais locais noturnos. Em São Paulo, o SP Record voltou após a emissora reformular sua grade no final de tarde e disputar audiência com seus concorrentes.







Em Salvador, o Bahia Record agora se denomina BA Record. O padrão das vinhetas é flexível em relação aos nomes “maiores e mais palatáveis” de se dizer, como nos casos do Rio Grande Record e o Pará Record.



Brasil Urgente repaginado e padronizado


No mesmo dia, 19 de junho de 2017, o Brasil Urgente (Band) fez estreia de seu cenário, renovação da vinheta e na linha coerente do pacote gráfico presente nos telejornais da Band e BandNews TV. O estúdio recebe gráficos interativos com o apresentador para ilustrar as notícias. Confira:


Brasil Urgente renovado e GC padronizado. | Band



“Esse filme tá em que parte mesmo?”


Eu reparei a partir do dia 17 de julho de 2017 – mas enfatizo que já observava e desconfiava meses antes – que a TV Globo não exibe mais em que parte as sessões de filmes e seriados estrangeiros estão. Se está na parte 1, parte 2 ou no final não se sabe mais, a não ser que veja o filme ou seriado do início ao fim. Assista:






Aliás, não mostrar em que parte está o filme já era feito pelo SBT há décadas. A Band idem. Apenas a RecordTV mostra em que parte o filme está, mas só faz isso uma vez e quando repete os créditos no rodapé da tela esta informação não retorna.

LEMBRANÇAS PESSOAIS – Geralmente reparei que os filmes exibidos na Globo se dividem em quatro partes incluindo o final; no passado já foram em seis partes. Outra coisa que me recordo foi no ano 2000, quando o filme Titanic [4] foi exibido pela primeira vez na TV brasileira.

A Globo o dividiu em duas partes (o filme tem 195 minutos e daria umas quatro horas na televisão) e naquele dia não foi exibido o “parte 1”, “parte 2”, “parte 3” e por aí vai. Eu esperava em vão ver “parte 10” na tela da Globo.



Erro de português corrigido a tempo na RecordTV


De tantos erros de português catalogados nos textos do Eu vi este é mais um, porém é especial. No programa Domingo Show, em 21 de maio de 2017 às 15h10, na mensagem do rodapé estava escrito “veêm” (forma errada da antiga escrita “vêem”). Logo após, a palavra foi corrigida. Compare:


Erro de escrita corrigido a tempo. | RecordTV




Novidades


Em breve terá o Eu vi #14 com novos detalhes televisivos flagrados, além de uma novidade para 2018. Que novidades são essas? Fique conosco no Jovem Jornalista. J-J

















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do Jovem Jornalista
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