sexta-feira, 24 de maio de 2019

Continue o post: 'Filmes que eu ainda não assisti', de Arthur Claro

Pode conter spoilers!



A parceria entre o Jovem Jornalista e o Arthur Claro igual porém diferente está de volta! Dessa vez eu e o Arthur Claro tivemos uma ideia diferenciada: criarmos posts que são continuações de posts do blog parceiro. Não entendeu?! O Arthur decidiu qual post do blog dele devo continuar e vice-e-versa. Esta foi uma ideia diferente na história dos nossos blogs, pois não vimos algum outro fazer esse tipo de parceria. Então, mergulhe nessa nossa loucura.

O Arthur Claro escolheu o post Filmes que eu ainda não assisti para eu dar continuidade. Bem, ele selecionou os seguintes filmes que não assistiu ainda: Bonequinha de Luxo, Casablanca, A noviça rebelde, A primeira noite de um homem, Juventude Transviada, Feitiço do tempo e O pecado mora ao lado. O Arthur ditou a seguinte regra para o meu post: eu teria que escolher um filme da lista, assistir e escrever o que achei dele, sendo que ele já viu Bonequinha de LuxoCasablanca

Desse modo, na quarta-feira (22), assisti Feitiço do tempo (1993), pois foi a sinopse que mais chamou a minha atenção quando li no blog do Arthur. O filme conta a história de um meteorologista de televisão que vai à uma cidadela reportar sobre a celebração do Dia da marmota. Por não gostar da cidade, ele planeja apenas fazer seu trabalho e ir embora o mais rápido possível. Mas as coisas não saem como planejado, pois uma nevasca bloqueia as estradas, impedindo as pessoas saírem de lá. É então quando ele fica preso na cidade, mas não somente isso, no tempo também, pois revive por várias vezes os acontecimentos daquele fatídico 2 de fevereiro. 




Com isso, as cenas se repetem. Ele sempre acorda às 6 horas da manhã, ouve o noticiário de rádio, realiza suas atividades matinais, abre a janela, percebe o clima e as pessoas indo para a comemoração do Dia da marmota e se direciona para reportar sua notícia. Isso se repete por várias vezes, até que o meteorologista percebe que está vivenciando os mesmos acontecimentos. Ele alerta sua colega de profissão e o cinegrafista sobre isso, mas eles não dão crédito, pois todo o dia às 6 da manhã suas memórias são apagadas, menos a do repórter. 

O meteorologista, portanto, descobre que pode fazer várias coisas que não implicam no dia seguinte, pois ele não existe. É aí que a parte divertida e interessante do filme se encontra. O repórter dirige por uma estrada ferroviária, come as mais diversas guloseimas, bate em pessoas na rua, namora, se casa, morre de várias formas, rouba dinheiro do banco. O repórter ainda pode prevê o que acontece com as pessoas na rua e antecipa diálogos e falas. 

Ele então percebe que mesmo vivendo o mesmo dia pode mudar experiências e atitudes. Por esse motivo, o filme só é repetitivo no início, mas como o decorrer das cenas ele passa a ser inovador, mesmo que o dia 2 de fevereiro comece com o repórter acordando às 6 horas da manhã. Uma mesma cena é repetida por várias vezes com diferenciações de diálogos, perspectivas e pontos de vista. Um verdadeiro balé de edição é criado, o que deixa o filme interessante e com um roteiro não-linear.

Não falta no filme também romance, pois o meteorologista se apaixona por sua colega de trabalho ao viver o mesmo dia. Ele consegue conhecer com profundidade sua colega de trabalho, seus hobbys, o que gosta de comer ou fazer. Se fosse para conhecê-la em somente um dia não conseguiria, mas como é um mesmo dia que se repete isso é possível, pois à cada novo mesmo dia ele a conhece um pouquinho mais até se apaixonar por ela. 

Vivenciar o mesmo dia também dá a oportunidade do meteorologista se aprofundar em várias atividades. Ele aprende a tocar piano com uma perfeição imensa, faz esculturas de gelo e aprende a falar francês. 

Se por um lado, viver o mesmo dia pode ser monótono e cansativo, por outro pode ser interessante, criativo e libertador. Feitiço no tempo provou que basta apenas um dia para sermos felizes e que viver o dia como se fosse o único de sua existência é fundamental. 




Feitiço no tempo me lembrou das séries The Flash e Legend's of tomorrow, pois nestas também houveram um looping temporal em que os personagens viveram o mesmo dia por diversas vezes, mas de maneiras e perspectivas diferentes. O roteiro de Feitiço no tempo se aproxima bastante ao do episódio de Legend's of tomorrow, pois os personagens desse também viveram o dia de formas diferentes e sabendo que não haverá consequências no final. 

O longa é concluído de forma clichê, ou seja, o feitiço no tempo é concluído, o repórter fica apaixonado por sua colega de trabalho e o dia de amanhã acontece. Mesmo que o final seja esse, eu gostei do filme. Ele tem boas cenas que renderam risadas, momentos bem humorados, reflexões e cenas dramáticas. Um ótimo filme estilo Sessão da Tarde. J-J


11 comentários :

  1. Já assisti a esse filme e apesar de clichê, é bacaninha.

    Beijo.
    Cores do Vício

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    Respostas
    1. Pois é, eu me surpreendi com o longa. Até que ele prende a atenção.

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  2. Nunca assisti e não tinha conhecimento sobre o filme rsrs

    Beijos
    Pâmela Sensato

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  3. Nunca assisti mas valeu a dica. Vou anotar aqui, porque a história parece ser legal.

    www.vivendosentimentos.com.br

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  4. Amei a opinião sobre o filme. Ainda não assiste e confesso que amo essa temática de repetir o mesmo dia. Vou procurar depois
    Beijos
    https://www.dearlytay.com.br

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    Respostas
    1. Essa temática é bem interessante e explorada em vários produtos.

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  5. Eu já assisti a este filme e gostei bastante!

    www.paginasempreto.blogspot.com.br

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