quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O acelerador genético


“Tenho que cumprir o meu destino”. Era o que eu tinha em mente quando aquele cientista, meio maluco, meio não, totalmente maluco, queria que eu e mais três amigos participássemos de um experimento chamado de “Acelerador Genético”.

Eu no início não aceitei, e nem meus amigos. Até que um dia ele nos mandou quatro cartas bem lacradas com uma etiqueta em comum que dizia: “O homem perfeito – Acelerador Genético”, e nós resolvemos avaliar o caso.


Eu e meus amigos, então, nos encontramos no Parque da Cidade e ali discutimos se iríamos participar da experiência ou não. Mas primeiro teríamos que interpretar o que significavam aquelas quatro cartas. Meu amigo Mário resolveu abrir a sua carta primeiro que dizia: – Do outro lado da vida você pode encontrar seu destino. “Pode ser a morte”, disse ele. Depois, José Carlos deslacrou a sua e disse em voz alta: – Se rebelar contra os valores morais e éticos pode ser seu destino. “Isso só pode ser um marginal”, pensei eu. Foi a vez de André abrir o seu envelope e declamar: – Fazer o controle nacional e político de uma nação é o seu chamado. “É alguma coisa relacionada a política”, dissemos nós quatro quase que simultaneamente. Chegou a minha vez de abrir a carta. Eu a deslacrei e em letras garrafais estava escrito: – Faça você mesmo seu destino. Bem – parei para pensar – “Não tenho idéia”. Acreditamos na sorte de que nada de ruim aconteceria; afinal aquele cientista era biruta, mas nem tanto.

Era um laboratório estranho e o cientista gritava: – “Rapazes, por favor, sigam seu destino!”. De repente as luzes se apagaram e fomos submetidos a uma lavagem cerebral. Mário se matou com um revólver porque estava insatisfeito com os acontecimentos do mundo inteiro. José Carlos se rebelou e tornou-se bandido porque não queria satisfazer Mário. André sentiu-se com a necessidade de melhorar a vida do povo e hoje é presidente, porque queria ,pelo menos, melhorar a vida brasileira, mas não conseguiu e nem está conseguindo.

Seria mesmo um acelerador genético? Se é, eu não sei, mas eu sei que com isso eu me tornei um palhaço de circo, porque eu poderia seguir o meu destino e o destino do povo é ser palhaço.(JJL*)

*O texto que você leu acima é uma tentativa de eu torna-me um "Jovem Jornalista Literário". O texto não chega a ser jornalístico, mas possui doses literárias. Ele não chega a ser "o ápice da literatura", muito menos algo que você nunca tenha lido antes. Enfim, o fiz pelo hobby, mas, mesmo assim, ele traz ensinamentos, como o que eu vejo na sociedade atual, ou seja, as pessoas procuram melhorar suas vidas em um espaço curto de tempo, ou então pessoas são dispostas a ajudá-las em uma rapidez incrível, mas o resultado pode ser incontrolável e devastador. Bem... é isso!
Por: Emerson Garcia

4 comentários :

  1. Oi
    Amei o texto.
    Mostra realmente o que os brasileiros de alguma forma se tornam, palhaços.

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  2. Nossa, que associação diferente, mas muito boa!

    Parabéns pelo novo formato de texto, ficou bem legal.. faça mais vezez!

    Quanto ao tema... é as pessoas têm que pensar melhor antes de sair fazendo loucuras pra todo lado!Porém acho que o final quando diz: "destino do povo é ser palhaço" não concordo... o destino do povo não é ser palhaço, o destinho do povo é ser respeitado...por isso, a gente ainda vê pessoas lutando pela sociedade!! Só q tá complicado né?!

    Por Samara Correia

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  3. meu bem, gostei muito do texto e sim com relacao ao tema do blog, eu mudo demais, quando eu abuso, entao, fiz umas pesquisas e vi que com o fundo preto as fotos se descatam mais.... :)
    e amoooooo blackkkkk


    kisses, baby....

    obg pelo seu comment

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  4. Este texto enquadra-se mais num género de crónica conheces? Falar sobre um tema, podendo dar ao mesmo tempo a nossa opinião :))
    bjs JJ*

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