segunda-feira, 17 de julho de 2023
5Q: Gonzaga- De pai para filho
sexta-feira, 14 de julho de 2023
Glam Rock
Após 5 meses a parceria Jornalista ≠ está de volta! Essa parceria não precisa ser frequente para ser verdadeira, forte e intensa. Eu e o Arthur Claro nos damos muito bem e sempre que um sugere a parceria, o outro acata. É uma amizade que já tem anos e que ninguém recebe um cachê para isso!
Sugeri para esse retorno a seguinte pauta: daríamos um gênero musical para o parceiro e ele deveria encontrar músicas desse estilo e fazer uma playlist. A ideia foi desafiar o outro com ritmos que talvez ele não conhecesse. O Arthur Claro foi bonzinho e me fez escolher entre três ritmos. Escolhi pelo que fugiu da caixinha e do óbvio - o Glam Rock!
Ele é um subgênero do rock criado no Reino Unido no final dos anos 1960 e início dos 1970. É conhecido como rock glitter, rock purpurina. Esse gênero criou muitas tendências na moda e estética. Você, certamente, deva conhecer David Bowie e seu estilo excêntrico, com roupas escandalosas, maquiagem, penteados e botas de plataforma. Muitos dos artistas do Glam adotam um visual andrógino e não se consideram nem homem nem mulher.
O ritmo tem referência ao bubblegum e rockabilly, além de músicas de cabaré, ficção científica e art rock. Ele mistura irreverência, crítica e acidez do rock n' roll a muito glitter, glamour e estilo.
Confira, agora, a playslit que criei com músicas nacionais e internacionais! Espero que agrade ao gosto de Arthur!
A playlist está bem diversa com Marc Bolan, David Bowie, Velvet Goldmine, Edy Star, Ney Matogrosso e os Secos e Molhados, Dzi Croquetes e Rita Lee & Tutti Frutti. Esse ritmo é bem alegre e divertido. Ele mostra um lado rock n' roll mais leve, purpurinado e glamourizado.
Finalizo o post com City of hope de Amanda Cook, que já direciona para o ritmo que sugeri para o Arthur. Entre no blog dele e confira! J-J
quarta-feira, 12 de julho de 2023
Nova bandeira LGBTQIAPN+
Em dezembro de 2022 a bandeira LGBTQIAPN+ foi atualizada com novos estilos, formatos e símbolos. A versão mais recente possui 13 cores e um círculo, com o intuito de representar cada vez mais a diversidade - com símbolos trans, intersexo e antirracismo. O emblema foi lançado oficialmente durante a 27ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, em Copacabana (RJ).
O símbolo do intersexo lilás surge dentro de uma figura geométrica de cor amarela. Pessoas intersexuais não se identificam nem como homem nem como mulher. As cores rosa, azul e branca também foram adicionadas e representam os transgêneros; e as listras preta e marrom representam a luta antirracista.
A atualização da bandeira LGBTQIAPN+ gerou discussões há mais de cinco anos.
Ideias de bandeiras
Criada em 1978, por mais de três décadas, a bandeira LGBTQIAPN+ possuiu seis cores. As mudanças começaram nos anos 2010. Em 2017, no estado de Filadélfia (Estados Unidos) foram incluídas duas novas listras horizontais - uma marrom e outra preta - com o intuito de representar pessoas negras e latinas que vivenciaram episódios racistas na cidade. Essa bandeira foi lançada na parada local de 2017.
Em 2018, o designer Daniel Quasar, de Portland (EUA), incluiu na bandeira tradicional LGBTQIAPN+, linhas com as cores trans e do movimento pela igualdade racial. Na época, a ideia viralizou. Essas linhas estavam dispostas como setas à esquerda, elucidando o progresso e avanço.
Três anos depois, em 2021, a designer ítalo-britânica Valentino Vecchietti, atualizou a versão de Quasar com a imagem do orgulho intersexo, classificação que ela se identifica.
Após ser adotada, de vez em quando, em paradas LGBTQIAPN+ pelo mundo, o símbolo oficializou-se num grande evento organizado pelo Grupo Arco-Íris, ONG responsável pela organização da parada no Rio de Janeiro. A flâmula foi estendida em Copacabana e tinha 24 metros de comprimento e 10 de largura, sendo considerada a maior do mundo.
As cores na nova bandeira LGBTQIAPN+
O novo emblema possui 13 cores, veja o significado de cada uma delas:
Amarelo e roxo: pessoas intersexo
Branco, rosa e azul: pessoas trans
Marrom e preto: luta antirracista
Amarelo: luz do sol
Verde: natureza
Turquesa: arte e magia
Violeta: espírito humano
Vermelho: vida
Laranja: cura
Origem da bandeira
Foi lançada em 1978 para o Dia de Liberdade Gay de San Francisco, na Califórnia (EUA). O desenhista foi Gilbert Baker, que faleceu em 2017 anos 65 anos. Ele foi desafiado pelo ativista Harvey Milk para criar algo que simbolizasse a comunidade. O emblema possuía oito cores, cada uma representando um aspecto do grupo: rosa, vermelho, laranja, amarelo, verde, turquesa, azul e violeta. Mais tarde, o rosa e violeta saíram da bandeira. Trinta voluntários ajudaram Baker a pintar as duas primeiras flâmulas. Em 2015 o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa) adquiriu duas unidades para sua coleção, tornando-se um marco histórico do design.
Versão alternativa
Durante a Copa do Mundo de Qatar, devido as polêmicas e discriminações contra os LGBTQIAPN+ e a proibição de propaganda de símbolos da comunidade durante os jogos, várias demonstrações subliminares foram utilizadas em apoio à causa. Seleções da Europa entraram com braçadeiras nas cores do arco-íris em manifestação contra a homofobia, mas foram barradas pela Fifa.
Já a Pantone - referência mundial em sistemas de cores e tecnologias para sua reprodução precisa - lançou uma bandeira LGBTQIAPN+ branca, substituindo as cores pelos códigos de referência para driblar a proibição da bandeira no Qatar. A iniciativa foi uma parceria com a instituição Stop Homofobia, sendo implementada poucos dias antes da abertura da Copa, para driblar as autoridades do Qatar.
A Trangender Europe (TGEU), a organização trans mais reconhecida mundialmente, adicionou uma sombrinha vermelha com o intuito de lembrar de quem trabalha com prostituição à bandeira mais recente. Esse símbolo é, desde 2001, o símbolo mundial da luta pelos direitos e proteção das pessoas que sobrevivem do sexo pago.
Polêmicas
A nova bandeira e essas versões alternativas tem o intuito de incluir as orientações sexuais do espectro LGBTQIAPN+, embora ainda exclua movimentos importantes como das lésbicas e das pessoas biafetivas. De certa forma, a atual flâmula apaga a importância e a história da bandeira arco-íris, criada em 1978, e dilui a luta LGBT ao incorporar outras demandas na bandeira. A ideia de disseminar a representatividade é incluir, não ofuscar ou excluir.
O arco-íris, querendo ou não, já dava essa ideia de diversidade e representatividade. Afinal, as 7 cores dão origem a outras. Toda luta é válida e merece ser destacada, mas quando se destaca uma ou outra, em detrimento de algumas isso não é inclusão. J-J

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