O que o feminismo faz pela mulher? Quais as vantagens de ser feminista? Quando o feminismo vai dar certo? Respostas: nada, nenhuma e nunca.
Sempre ouço dizer sobre o poder feminino, da questão de direitos iguais, da defesa da mulher, dentre tantos outros assuntos envolvendo esse universo. Diálogo e ideologias bonitas mas que não acrescentam em nada à vida da mulher real. A mulher real se desdobra em 100 durante o dia cuidando da casa, dos filhos e do emprego; a mulher real não se abate por qualquer coisa ou desiste fácil; mas a mulher real, também, não se vê melhor ou pior que as outras pessoas, incluindo homens.
O discurso feminista é vitimista e superficial. Se o objetivo é elevar a mulher e sua força, o movimento está bem fora de contexto. Na sociedade moderna já existem leis que protegem a mulher de agressão pelo companheiro e de violência sexual, que são crimes que, na grande maioria dos casos, são cometidos por homens contra mulheres. Também há a igualdade para a mulher exercer qualquer profissão e decidir o que fazer com sua vida e esta acredito que seja a maior conquista da mulher: o poder de decidir. Essa posição de minoria do movimento não passa de mais um ideal marxista e um posicionamento de extrema esquerda política. Aquele movimento que separa para dominar.
As líderes esquerdistas gostam de alegar as vitórias do grupo, das quais só consigo me recordar da questão do voto, mas não mencionam as perdas que, ao meu ver, são mais significativas e fazem a diferença na vida da mulher. Exemplo bem prático e que poucos observam é o transporte coletivo. Na sociedade antiga, dita machista, o homem deveria ceder seu banco para a mulher que estivesse em pé, não por que ela não teria capacidade de ir daquela forma, e sim porque o homem tinha o hábito e a cultura de proteger a mulher. Outra alegação do movimento é que essa sociedade antiga proibia a mulher de seguir seu próprio caminho e até mesmo chegar ao poder, mas não foi o feminismo que fez a situação mudar, foi a consciência da população de que todo ser humano é igual perante a lei.
Talvez o movimento teria mais fundamento e consistência se tivesse como espelho personalidades femininas significativas na história mundial, como Frida Khalo e Dilma Roussef, por exemplo. Frida é uma pintora conhecida por suas sobrancelhas e seu exemplo de vida, por ter tido vários problemas de saúde e por ser bissexual (Juro que passei um dia inteiro lendo sobre ela, biografia, exemplos citados em blogs feministas e foi a única coisa significativa que achei. As obras de arte dela mesmo eu não encontrei). Dilma é uma ex presidente que conseguiu afundar a economia de um país inteiro, lutou contra uma “ditadura”, assaltando bancos, sequestrando pessoas, liderando grupos de guerrilha. Nunca vi uma feminista citar Margareth Thatcher, uma mulher que não ficou conhecida como "dama de ferro" à toa, liderou a Inglaterra e até hoje é exemplo de mulher e líder política. Imagino que não é adorada pelas feministas pelo fato de nunca ter se visto como minoria e por lutar contra os ideias socialistas.
Dito tudo sobre tal movimento, o que posso concluir é que sair nua na rua, defecar em cartaz de “estuprador” e gritar “girl power" não vai impedir que mulheres sofram violência em seus lares, sejam estupradas, sofram preconceito por ser mulher em seus empregos. A única coisa que pode transformar essa situação são medidas reais tomadas pelo legislativo e judiciário.
Não sou obrigada a ser feminista por ser mulher. J-J
Por: Stephanie Ferreira, nova colaboradora do Jovem Jornalista









