quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Músicas de plástico; músicas eternas

O que faz sucesso hoje em dia é ver Mariano seminu, com uma fralda geriátrica cantando sertanejo universitário em um show.


Quando o Pedro Blanche falou da falta de identidade do axé atual há uma semana e meia, percebi que a música brasileira não é mais como antes, quando as músicas eram eternizadas e perpassavam por gerações. Aliás, a música brasileira pode até ter seus prodígios, mas o que a mídia tem apresentado é um produto, com gosto de plástico; com letras, embora com "refrões chicletes", que não significam nada, e serão esquecidas rapidamente. 

A mídia tem pautado o que é bom no ramo musical. Claro, que algum tempo atrás, o que era dito "famoso", era realmente bom, como Legião Urbana, Engenheiros do Hawaí, e outros que fizeram história. Mas, hoje em dia, o gosto popular tem mudado, e por consequência, a veiculação desses gostos. É como se a sociedade precisasse de "pão e circo", e a mídia atendesse esse desejo. O que é realmente bom, dá espaço às modinhas do momento, ritmos musicais pobres, letras repletas de onamatopeias, que fazem de tudo, menos fazer com que a sociedade reflita.

Pergunte a qualquer criança de 5 ou 6 anos se ela conhece as músicas do Bonde do Tigrão, o Créu, o fabuloso refrão "Eu sou linda, absoluta, eu sou Stefhany", ou Eguinha Pocotó. Elas não saberão dizer, e arrisco dizer, que nem um adulto, com uma memória infalível, lembrará desses fenômenos.

Hoje em dia, as pessoas querem saber de "Barabarabará", de "A muriçoca soca, soca", de "Ziriguidum", "Lepo lepo". Nada que faça pensar, e que daqui há alguns anos serão meros fenômenos. Enquanto existem pessoas orfãs de bons sons, que só serão descobertos com pesquisa na internet, ou se algum amigo baixar no aplicativo 4Shared e te enviar por Whatsapp

Aliás, alguns cantores que estão fora da ótica do sucesso, merecem ser ouvidos. Minha amiga Stephanie, por exemplo, já conhecia a banda Scalene, que participou da última edição do Superstar, bem antes dela ir para a mídia. E ela conhece o trabalho amplo, que não foi passado em sua totalidade.




Eu conheci o cantor Cícero, não porque foi trilha sonora de alguma novela, ou porque apareceu em um programa televisivo. Minha prima me apresentou e eu viciei nesse ritmo, e nesse novo estilo de MPB. Ele já possui 3 álbuns, e não sei se a maioria do público conhece, ao menos, o primeiro dele.




Não sei se Cícero, Vanessa da Matta, Adriana Calcanhoto, e tantos outros cantores que não aparecem tanto na mídia, em comparação a outros - do sertanejo universitário ou do funk - poderão ter suas canções eternizadas. Não é porque estão na mídia que são ruins. E não é porque estão na mídia que são bons. Não culpo a indústria cultural de simplificar o gosto musical das pessoas, mas, elas próprias, que querem algo fast-food, banal, alienante e pobre de sentido. 

Dificilmente, uma canção pobre de sentido será eternizada - salvo "Olha, olha, olha, a água mineral, mineral, você vai ficar legal" (mas é porque estávamos falando de outra fase do Axé, que estava colada com outros sucessos, como os de Daniela Mercury, Ivete Sangalo e É o tchan). Não pense em ver um sucesso de Michel Teló, Cristiano Araújo, MC Naldo e Anitta eternizados (Nem com reza brava!). Esses últimos cantores fazem parte da geração de plástico, sem gosto e de sucesso momentâneo. E o que é um sucesso eternizado? Ouça Pais e Filhos, Let It Be e Stand By Me - esta última cantada por pessoas de várias culturas - que saberá.












Ao menos, em Verdades Secretas, a trilha sonora está requintada, com músicas não tão conhecidas, e até com a de uma banda que você já ouviu por aí, mas que não está todos dias na telinha: Los Hermanos, com Sentimental




Que os ouvintes possam apreciar músicas mais interessantes, aproveitando essas "migalhas", que vez ou outra, aparecem na mídia, e passar a gostar (e até apreciá-las), colocando-as nas paradas de rádio, nos trending topics das redes sociais, e até mesmo, valorizando shows. Eu, por exemplo, tenho vontade de ir a um show do Cícero, mesmo que ninguém o conheça, nem que o seu público seja comparado a de um Cristiano Araújo da vida. J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha fotográfica: O homem que calculava


Simplesmente me apaixonei por esse livro! O homem que calculava, de Malba Tahan, conta a história de Beremiz, a partir da narrativa de um amigo que o encontra no deserto, Hank Tade-Maiá. Beremiz é um exímio calculista e matemático, que soluciona os mais difíceis problemas. A história é ambientada nas arábias, por volta de 1300, e é recheada de problemas numéricos; histórias filosóficas; reflexões de vida; amores; entre outros. 



A edição é de um primor incrível, em comemoração aos 120 anos de nascimento de Malba Tahan. De capa dura, de uma cor lilás belíssima, e um acabamento perfeito.


Você começa a ler, e não consegue parar. Até antes de lê-lo tinha aversão a matemática, e foi Beremiz que fez eu me apaixonar por ela. Cada capítulo apresenta uma nova aventura, e com ela, um novo problema para o calculista solucionar. Mas não de forma convencional e fria, e sim, cheia de romance e doçura, principalmente quando ele começa a dar aula de matemática para a filha de um senhor importante do Oriente Médio.



O início de cada capítulo traz uma ilustração e o resumo detalhado do que vamos ler para a frente. Destaque para a cor das folhas e a diagramação, que não me deixou hora nenhuma entediado.






As ilustrações, ao decorrer dos capítulos, também são muito bem feitas e ornamentadas.





O livro contêm mais de 35 capítulos, apêndice e todos os problemas do decorrer do livro, detalhados ao final. São mais de 230 páginas de matemática!



O destaque, vai também, não só para as ilustrações, como para a demonstração gráfica de cada problema. Isso ajudou muito a clarificá-los em minha mente. Visualizar é muito melhor do que apenas ler.





O interessante também (já que até a forma como a matemática é apresentada é interessante) é que o livro emociona, sejam com poemas, frases de reflexão, e histórias de grandes matemáticos, como Bháskara, Pitágoras e Arquimedes (Eureca!). Um dos trechos que mais gostei foi o da imagem abaixo e a frase "Se os meus amigos fugirem, muito infeliz serei, pois de mim fugirão todos os tesouros"















Então, corre pra ler O homem que calculava! Se você já era apaixonado por matemática, você será mais. Se não era, se apaixonará, como eu. J-J




Ideia de resenha fotográfica: Descrevendo Nuvens
Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vibe humor: músicas impactantes



Bom dia! Boa segunda! Há algum tempo, o Thiago Nascimento me deu uma missão. Ele fez uma lista de músicas impactantes e queria que eu fizesse um Vibe Humor sobre elas. Missão dada, é missão cumprida! 

Sempre existem aqueles momentos de dor de cotovelo, de fins de relacionamentos, traição, brigas entre casais, que a reação é ficar mal, entrar em depressão, e ouvir as músicas mais de fossa que existem. Mas no caso dessa lista, a atitude em relação a todas essas situações, é chutar o pau da barraca, de mostrar-se mais forte que o outro, e de mandar verdadeiras diretas. Dá o play, macaco!




O Thiago me disse que ia fazer uma lista muito difícil para eu analisar, e as 14 músicas retratam isso que ele queria. 

A primeira é Please Don't Leave Me, da P!nK. A melodia é bem forte, traz um refrão fácil de pegar. Tem um ritmo meio rock n' roll, e uma letra que fala sobre o fim de um relacionamento, e a vontade da mulher de "partir" o homem em pedaços, assim como ele fez com seu coração. Da da da-da da Please don't leave me Please don't leave me I always say how I don't need you (Da da da-da da Por favor não me deixe Por favor não me deixe Eu sempre digo como eu não preciso de você).

Na sua estante é um verdadeiro tapa na cara dado por Pitty. As guitarras são bem secas e intensas e uma bateria ensurdecedora. Nessa música, uma mulher está cansada de ser o brinquedo do seu ex. Ela sempre acreditou no romance, mas chegou uma hora que ela desistiu. Antes tarde do que nunca, né Pitty?! Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam E essa abstinência uma hora vai passar.

Who You Are traz um ritmo mais calmo, mas sem deixar de ser impactante. A intérprete conversa com seu próprio 'eu', para aumentar sua auto estima. Don't lose who you are in the blur of the start Seeing is deceiving, dreaming is believing, It's okay not to be okay. (Não perca quem você é no borrão do início Ver é enganar, sonhar é acreditar Tudo bem não estar bem).

Guardian vai na mesma linha que a anterior na questão do ritmo. Fala sobre uma pessoa que protege a outra dos tombos da vida. I'll be your keeper for life as your guardian (Serei sua protetora para o resto da vida, como sua guardiã).

Somebody That I Used To Know, de Gotye, traz um ritmo muito gostoso de se ouvir. A melodia vai crescendo, e ficando intensa a cada minuto. Realmente arrebata tanto pelo ritmo, como pela letra. Fala sobre uma desilusão amorosa, onde o rapaz se vê como um estranho após o relacionamento. But you didn't have to cut me off Make out like it never happened and that we were nothing And I don't even need your love But you treat me like a stranger and that feels so rough (Mas você não precisava me cortar Fazer como se nunca tivesse acontecido e que não éramos nada E eu nem sequer preciso do seu amor Mas você me trata como um estranho e isso é tão rude).

Let Me Down Gently, de La Roux, fala sobre as decepções de relacionamento. A mulher diz que será desapontada de qualquer forma, mas faz o pedido de que "peguem mais leve", tipo: "Eu vou terminar com você, querida, mas eu gosto de você" ou "Eu te traí com sua melhor amiga, mas pense que ela é 'sua melhor amiga' ". A música também é crescente, como de Gotye. Ela começa mais suave, e depois mais incisiva. Let me down gently That's what I think I need (Deixe-me gentilmente Acho que é disso que eu preciso).

Same Mistake fala de um cara que comete o mesmo erro várias vezes e diz que continuará fazendo isso. O ritmo é bem suave, mas a mensagem é forte. Give me reason, but don't give me choice 'Cause I'll just make the same mistake again (Me dê razão, mas não me dê escolha Porque eu apenas vou cometer o mesmo erro de novo).





The One That Got Away conta uma verdadeira história de amor, cheia de aventuras, romances e fatos, que acaba sendo interrompida pelas transformações da vida. In another life, I would be your girl We'd keep all our promises, be us Against the world (Em uma outra vida, eu seria sua garota Nós manteríamos todas as nossas promessas Seriamos nós contra o mundo).

I hate this part conta sobre uma crise de relacionamento. O casal não se separou, mas está por um fio. A letra fala sobre um clima pesado, onde as lágrimas falsas e as palavras secas predominam. I hate this part right here I hate this part right here I just can't take your tears I hate this part right here (Odeio essa parte aqui Odeio essa parte aqui Não consigo aguentar suas lágrimas Odeio essa parte aqui).

I Was Here fala de alguém que quer deixar seu legado no mundo, suas conquistas, seus amores, suas derrotas. É uma música impactante, porque a pessoa vence a si mesma. A voz forte de Beyoncé trouxe uma magia a mais. I was here I lived, I loved I was here I did, I've done everything that I wanted And it was more than I thought it would be I will leave my mark so everyone will know (Eu estava aqui Vivi, amei Eu estava aqui Fiz, fiz tudo o que queria E foi mais do que pensei que seria Vou deixar minha marca para que todos saibam).

Continuamos com Beyoncé, e a música Broken-Hearted Girl, que fala sobre auto estima, e alguém que conseguiu dar a volta por cima em um relacionamento tóxico. I don't want a broken heart And I don't wanna play the broken-hearted girl No, no, no broken-hearted girl I'm no broken-hearted girl (Eu não quero um coração partido Eu não quero ser a garota de coração partido Não, não, nenhuma garota de coração partido Não sou nenhuma garota de coração partido).

Stronger aconselha a uma pessoa que caiu e se feriu em um relacionamento a se levantar. Kelly Clarkson dá esse conselho com todo vigor. What doesn't kill you makes you stronger Stand a little taller (O que não te mata, te deixa mais forte Erga-se mais alto).

Keep holding on, de Avril Lavigne e regravada em Glee, traz uma sensação boa, seja pelo ritmo ou pela letra, que fala sobre união e companheirismo frente às batalhas da vida. Keep holding on Cause you know we'll make it through (Continue aguentando Porque você sabe que conseguiremos).

A lista é encerrada (reclamem com o Thiago pelo tamanho da playlist kkkk) com Who says, uma das músicas mais animadas do post. É tipo um 'beijinho no ombro' para aqueles que nos menosprezam e nos invejam. You made me insecure Told me I wasn't good enough But who are you to judge? (Você me deixou insegura Me disse que eu não era boa o bastante Mas quem é você para julgar?).


Espero que todos esses tapas na cara te façam mais forte e com esperança de prosseguir na vida. Maior do que as vitórias, é a capacidade de se levantar diante dos fracassos. Estou aberto a dicas de playlists. Até a próxima! J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 1 de agosto de 2015

O homem, o Atlas e seus desafios

Jesus Cristo, Horatio Nelson, Aristides de Sousa Mendes, Winston Churchill, Olavo de Carvalho, Aristóteles, Osvaldo Cruz, Mozart, Alberto Santos Dumont, D. João VI de Portugal.


Em 15 de julho foi o Dia do Homem no Brasil. Em 19 de novembro, a efeméride é comemorada internacionalmente. Este texto é uma homenagem ao homem, este ser que foi, é e será, o sustentáculo do progresso e continuação da vida. Cientistas, heróis de guerra, estadistas, gênios, filantropos, pais, médicos, enfim. Os grandes homens que em seu tempo fizeram a diferença – não em prol de sua vaidade pessoal e “pelos homens” – à toda a humanidade.

O mundo jamais foi fácil para nós.


Atualmente, e especificamente, desde os anos 1960, os movimentos revolucionários (socialismo, feminismo, movimento LGBT, ecoterrorismo, ONGs e outros que mamam nas tetas do governo) banalizaram todas as atitudes e até a vida do ser humano do gênero sexo masculino. Já falei no blog sobre o documentário Agenda, onde expõe as razões do movimento revolucionário em excluir a figura varonil da família.


A jornada do homem para a humanidade

Os liquidadores de Chernobyl morreram para preservar a vida de muita gente. Os homens do Titanic, idem.


Desde os primórdios, enquanto as mulheres ficaram nas cavernas cuidando da prole exercendo atividades domésticas, os homens iam à caça, mesmo correndo o risco do animal – por vezes maior que ele – devorá-lo. Nas histórias militares, este ser cheio de testosterona conquistou impérios e defendeu sua civilização para proteger os fisicamente mais fracos. No RMS Titanic “mulheres e crianças primeiro” foram a escolha masculina em nome da sobrevivência ao naufrágio das águas geladas do atlântico norte. No desastre nuclear de Chernobyl os “liquidadores” arriscaram suas vidas para evitar que a Europa inteira fosse vítima da ameaça atômica. Enfim, arriscamos nossas vidas porque sabemos quem e como somos. Não nos permitimos ver nossos entes queridos chorarem, passarem por altos riscos e, muito menos, que estes sejam feridos.

Na ciência e tecnologia criamos vacinas, desenvolvemos as técnicas de armazenamento da comida, antes da invenção da geladeira. Willis Carrier salvou a todos com sua invenção – o ar condicionado. Não há sufoco no calor! O imperador Carlos Magno foi corajoso em enfrentar os islâmicos na Batalha de Poitiers, caso contrário, todos nós escreveríamos da direita para a esquerda; mulheres seriam apedrejadas ao menor sinal de ‘desobediência’; e muitas coisas que não cabem falar aqui.


“Esto vir!” e “Ser homem é se sacrificar”
Somos mais que trocadores de lâmpadas, matadores de baratas e, de forma pejorativa, estupradores incontroláveis em potencial – aliás, essa última é uma crítica preconceituosa das feministas. Os homens abriram mão até de sua vida para salvar os outros. Neste vídeo, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. destrincha em distintos aspectos da vida masculina (religiosa, sociológica e biológica):




Aos 5m16s ele explica a formação do menino nos aspectos que citei acima, e aos 34m21s ressalta esta natureza masculina que foi, é e será fundamental para a continuidade da humanidade. "Esto vir!" (Seja homem!) e “Ser homem é se sacrificar” são as divisas do macho humano que foram fundamentais em situações hostis como incêndios, enchentes e, até mesmo, nos casos citados como o de Chernobyl e o RMS Titanic. Vale a pena ver o vídeo completo. Tire um tempinho para assistir!

A testosterona, muitas vezes vista como algo negativo pelos movimentos revolucionários, é fundamental para tomar coragem. O negócio é como o homem pode usá-la. Um exemplo disso é o que ocorre nos territórios dominados pelos terroristas do Estado Islâmico. Mulheres sequestradas para servirem de escravas sexuais foram resgatadas por heróis corajosos e conduzidas de volta a suas famílias. Um deles, até se disfarçou de “comprador” dessas meninas para atingir o épico objetivo. Só por isso, eles já fizeram muito mais do que aquelas feministas do Femen, usando de seu tempo para ‘denunciar’ a ‘opressão’ que a mulher sofre no mundo ocidental – aliás, muito mais cheio de leis e decretos que as protegem de tudo e de todos.

Por mais que os homens fizeram pela humanidade, a visão do Establishment é que nós somos seres descartáveis e a culpa de todos os problemas do mundo é nossa. Injusto e preconceituoso. O que é carregar tijolos e sacos de grafiato de 50 quilos todos os dias receber um soldo miserável, correr o risco de assaltos e de acidentes de trabalhos que podem acarretar no mínimo em uma invalidez?

Como é ser alguém que contribui mais na Previdência Social e se aposentar mais tarde apesar da taxa de expectativa de vida menor? Como é estar invisível socialmente e lutar em todos os sentidos – fazer academia e ficar forte, ganhar dinheiro, ser destacado, inteligente, corajoso, ser popular, etc. – e fazer algo para reverter o quadro atual. Ser homem é um eterno Atlas!

Estes dez homens, na foto de capa do texto, fizeram a diferença em seu campo de atuação – religiosa, militar, diplomática, política, filosófica, humanística, sanitária, artística, aeroespacial e nacionalista - tiveram que enfrentar os ceticismos dos conformistas e a forte oposição dos que dominavam a sociedade. Foram corajosos e ganharam seu lugar de destaque. Fizeram ser visíveis e reconhecidos. Um deles morreu na cruz em nome da TODA a humanidade. Foram homens.

Encerro este texto com uma cena da série Todo mundo odeia o Chris onde Julius (Terry Crews), o pai do personagem-título (Tyler James Williams), vai enfrentar um bandido nem que isso o levasse para a cadeia. No mundo da ficção, Julius é um exemplo de homem. Um cara que têm dois empregos e mesmo assim segura o tranco. Graças a sua esposa Rochelle (Tichina Arnold) – “Eu não preciso disso. Meu marido tem dois empregos!” – que legitima sua autoridade de pai e líder da casa. “Achou que eu ‘tava’ brincando?”. J-J





BÔNUS! Essa lição que Rocky Balboa (Sylvester Stallone) dá ao filho Robert (Milo Ventimiglia) é maravilhosa. Afinal de contas o roteiro do primeiro filme da franquia mostra a superação e força do “garanhão italiano”. Mais detalhes aqui:

“[...]O mundo não é um grande arco-íris. É um lugar sujo, é um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar. Você, eu, ninguém vai bater tão duro como a vida.  Mas não se trata de bater duro, se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente.[...]”






Por: Pedro Blanche
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