quinta-feira, 5 de março de 2015

Vem ni mim que eu tô facin?!

O mau uso da publicidade infantil já foi tema de dois posts aqui no blog. No mais recente, falei sobre o MC Pedrinho e seus funks pornográficos, como uma forma de publicidade e lucro. Vocês comentaram que com essas atitudes, teremos adultos doentes e que elas não condizem com o mundo infantil e que precisamos de mais educação e respeito. Em Brinquedos infantis?! falei sobre o incentivo de empresas para que crianças façam sexo desde cedo

E não para por aí. Há dois dias, o alvo foi a loja do apresentador Luciano Huck, UseHuck, acusada de estar vendendo camisetas infantis com a frase Vem ni mim que eu tô facinVeja bem: uma blusa dessa estava à venda, sabe-se lá a quanto tempo, e só foi retirada do ar porque houve muitas reclamações em redes sociais. 

Antes de dizer a visão do Luciano Huck ou da empresa, gostaria de emitir a minha opinião. A publicidade só é lucrativa se ela tiver tom apelativo, que beire ao erotismo ou a pornografia. Hoje em dia, é normal ver a adultização e a erotização precoce de crianças. Existem maquiagens infantis à venda; roupas infantis curtíssimas para meninas; e músicas com teor pejorativo em que as pessoas falam "não tem problema o meu filho de cinco anos dançar". 

O problema não está em vender uma blusa com esses dizeres, o problema está em veicular a imagem de crianças em uma propaganda dessas. Aí você me pergunta: "Emerson, então não teria problema se um adulto estivesse usando ela?" Eu te responderia que não, porque a pessoa é adulta e sabe muito bem das suas atitudes. Mas uma criança tem. Aí estaríamos colocando a inocência dela fora e a exporíamos ao sexo. Digo, sinceramente, que teria dó de uma criança com essa blusa nas ruas. Não é ser alarmista nem nada, mas teríamos mais problemas com estupros do que temos hoje em dia.



Não é a primeira vez que essa empresa tem publicidades infantis mau sucedidas. Mas parece que essa adultização de crianças vem de mais tempo, e sempre com teor sexual. O que pensar de uma menina usando uma blusa escrita Mamãe passou açúcar nimim? Inevitavelmente, que essa menina quer ser provada. "Mas isso que você está falando é um absurdo, Emerson". Um absurdo?! E o mundo atual é o que?! 

Um menino com uma blusa Me beija que eu sou carioca, eu pensaria que esse rapazinho é o maior "pegador" da atualidade. Essa blusa demonstra o "espírito canalhice" brasileiro, que com essa blusa infantil já passaria também para as crianças.

Uma criança que aparenta ter dez anos com uma camiseta escrita Se eu não lembro, eu não fiz, eu não pensaria em outra coisa, a não ser que ela é alcoólatra. Veja bem gente: uma empresa de uma pessoa famosa induzindo crianças a ingerirem bebidas alcoólicas. "Não Emerson, não é bem assim. Você está sendo radical. É só ilustrativo". Sim. Uma ilustração com crianças e uma publicidade feita pra vender pra elas!




Quem se lembra do caso daquele jogador de futebol, onde uma torcedora jogou uma banana no gramado pra ele? Pois é, a UseHuck fez uma blusa, dizendo Todos somos macacos, e foi criticada por isso. Ela queria acabar com o preconceito e foi mal interpretada. Mas também, dizendo que todas as pessoas são macacos. Eu por exemplo não sou. E você?! É?! 

Existiam outras formas de acabar com o racismo, que não essa. Assim como há outras formas de se vender camisetas infantis, que não essa, tão abusiva, pornográfica, erotizada e adultilizada.


Uma banana preta pra dizer que amamos as pessoas negras. Ah, vá!


Vamos a defesa... A empresa alegou que as estampas são escolhidas de forma aleatória, logo após o ensaio, por uma equipe de comunicação. Para a empresa, "a criança é apenas mais um nicho de mercado, um alvo a ser atingido, para aumentar sua margem de lucro"



Luciano Huck não se pronunciou sobre o caso, mas a empresa emitiu a seguinte nota:


Claro, claro... A culpa é da máquina de estampas. A empresa diz que é "normal" as artes serem aplicadas após o ensaio. Percebi que é normal mesmo, pois há tantas blusas infantis com frases inocentes (#sqn). E entendi também que a criança é uma publicidade e uma MERCADORIA, literalmente. Agora tudo faz sentido. J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dom de reportagem: Paleta mexicana





As paletas mexicanas estão na moda no Brasil hoje em dia. Conheci quando fui a um shopping de Valparaíso (cidade vizinha à Brasília) e pedi uma de maracujá com leite condensado. Embora com o preço salgado (quase R$ 10) gostei muito do picolé, principalmente da mistura do azedinho da fruta com o doce do leite condensado. Recentemente, tive a triste notícia que elas não são mexicanas, e se tem algo parecido no México são os picolés de fruta, só que sem recheio nenhum. E lá não é esse absurdo de preço que nem no Brasil. Foi aí que me perguntei: de onde surgiu a verdadeira paleta mexicana?!




Bem, a verdadeira paleta mexicana surgiu no México, mas lá não é recheada, e somente a fruta pura e fresca. 








É um tipo de picolé, com consistência de sorvete. O nome vem do espanhol, "palo" ou "bastón", em referência ao palito que é congelado em cada sobremesa. Os locais onde elas são vendidas, são chamados de Paleteria e o profissional, de paletero.





Basicamente, elas podem ser de qualquer tipo de fruta (a que eu fiz com minha prima e meu sobrinho foi de morango). Manga, limão, açaí, creme, melancia, coco e tantos outros, estão entre os sabores. Quando se fala do recheio, os brasileiros variam entre doce de leite, leite condensado, cholocolate, nutella (tanto na parte externa, quanto interna) e por aí vai. Uma Paleteria em São Paulo tem 22 sabores diferentes. 





Enquanto no Brasil, o preço é exorbitante, no México, as paletas são tradicionais da cultura e são vendidas em lojas simples, com preço popular e barato. Além disso, elas não possuem recheio, mas as frutas são misturadas com hibisco, rum ou tamarindo. Não há franquia de lojas, ou seja, eles não querem lucrar com isso, e sim, paleteros que empurram seus carrinhos de paleta pelas ruas. Nada de espaço climatizado e com design colorido, como no Brasil. Em resumo, a paleta genuinamente mexicana é feita de fruta e água, somente.

Toda a promoção e propaganda que se tem no Brasil é uma forma de arrecadar fundos. Quem não quer tomar um picolé mexicano? Contudo, as paletas passaram por transformações, principalmente no preço, e os brasileiros não reclamam porque pensam que ela é mexicana. O estrangeirismo sempre chamou a atenção do povo daqui, e não seria diferente com a paleta.





Se assustou com o preço de uma paleta mexicana?! Notícia: você pode fazê-la em casa!

Créditos: Jeans Rasgado









Mas não é só a paleta mexicana que está na moda no Brasil. Está ficando cada vez mais comum os picolés Naked (picolés pelados), que é basicamente, picolés de água de coco com pedaços de frutas naturais. E detalhe: isso foi criado por uma dupla de brasileiros *-*




O legal é que as frutas aderem ao formato do picolé.


A inovação é uma alternativa saudável para quem não abre mão de uma sobremesa dessas no calor. A Naked não possui ainda postos de compras, mas, se for de São Paulo, você pode fazer seu pedido por email getnaked@sorvetenaked.com.br. O valor ainda continua salgado, como a paleta: R$ 8.





Será um concorrente da paleta mexicana?! Eu não sei. Sei que esse assunto me deu calor e vontade de tomar um picolé. J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 3 de março de 2015

As conexões em "Deus não está morto"



Recentemente vi o filme Deus não está morto. O que me chamou atenção foi a forma como a história é contada. São pelo menos quatro histórias, além da principal, que tem como sinopse O que é Deus e o que Ele pode fazer? Além disso, percebi que os personagens estão conectados entre si, como na série Lost ilustrada na imagem acima. 

Inspirado na série, fiz um mapa de conexões do filme e me surpreendi com o resultado. O personagem principal (Josh), por exemplo, está ligado a 6 personagens. Já a banda Newsboys a 7 personagens. Confira mais conexões: 





ATENÇÃO! CONTÉM SPOILERS!


Josh: protagonista. Estudante de filosofia de uma universidade, que terá o propósito de colocar a teoria que Deus está morto por terra. 
Conexões: Ayisha, Newsboys, Pr. Dave, P. Radisson, Martin e Kara.


P. Radisson: professor de Filosofia de uma faculdade, que debatará sobre a não-existência de Deus com Josh. 
Conexões: JoshMinaMartin, Newsboys e Pr. Dave.


Pr. Dave: pastor da igreja que aconselha e discipula vários personagens do filme. Conexões: P. Radisson, Jude, Josh, Ayisha Mina.


Jude: grande amigo do Pr. Dave, que acredita em Deus sobretudo. 
Frase marcada: "Deus é bom... o tempo todo. O tempo todo... Deus é bom"
Conexões: Pr. Dave.


Kara: namorada de Josh. Quer que ele pare com as discussões sobre a existência de Deus. Conexões: Josh.


Newsboys: banda gospel, que realiza um show importante. 
Conexões: JoshAyisha, Mina, Willy Roberson, P. RadissonAmy Ryan e Martin.


Ayisha: aluna muçulmana e cozinheira de uma universidade. Está em processo de conversão e terá que superar dogmas para manter sua fé em Deus. 
Conexões: Josh, Pr. Dave, e Newsboys.


Mina: cristã que está com problemas no relacionamento e com sua mãe. 
Conexões: P. Radisson, Pr. Dave, Senhora Shelby, Mark e Newsboys.


Willy Roberson: cristão rockeiro, apaixonado por Deus. 
Conexões: Newsboys e Amy Ryan.


S. Shelby: senhora cristã que está sofrendo os sintomas do mal de Parkisson. 
Conexões: Mina e Mark.


Amy Ryan: jornalista que descobre que está com câncer e duvida da existência de Deus. Conexões: Mark, Newsboys e Willy Roberson.


Mark: empresário ganancioso e excêntrico. 
Conexões: Amy Ryan, S. Shelby e Mina.


Martin: aluno chinês da faculdade de Filosofia. Começará a acreditar em Deus. Conexões: Newsboys, P. Radisson e Josh.


As conexões aparecem logo no início do filme quando observamos que Ayisha trabalha na cozinha da faculdade de Josh. Sem nenhum diálogo a vimos lá e já imaginamos a ligação com o personagem central. Em uma cena mais a frente, descobrimos que ela está em processo de conversão e Josh terá papel importante nisso, assim como o show do Newsboys.

Josh resolve questionar a teoria do prof. Radisson, o que colocará em uma situação desafiadora. Martin, em um diálogo com ele, pergunta porque "ele está fazendo o que está fazendo". Ele responde que "é porque ama a Deus". Martin interage com seu pai, que não aceita a sua fé. Ele acaba se convertendo e vai para o show do Newsboys. 

Ammy Ryan entrevista Willy Roberson e sua mulher sobre a existência de Deus, e em uma das últimas cenas, Willy Roberson reaparece em um momento importante do filme (Vou chamar de Evento Global). Descobrimos que ela tem um relacionamento com Mark que a deixa logo após saber que ela está com câncer. No final do filme, ela resolve ir para o show do Newsboys, para colocar Deus à prova, mas acaba recebendo uma linda oração da banda. 

Mark, por sua vez, é irmão de Mina (namora o prof. Radisson) se importa com dinheiro e consigo mesmo, e não se importa com sua mãe que está doente. 

Prof. Radisson tem um relacionamento de julgo desigual com Mina. Em um jantar com professores de Filosofia, ele debocha de Deus, falando da discussão do seu aluno Josh que diz que Deus não está morto, acabando por magoar Mina. Logo, ela procura ajuda com o pr. Dave, que diz que "Pra pessoa errada você não terá importância nenhuma, mas para a pessoa certa você será tudo"

Pr. Dave tem conexão com boa parte do elenco, seja para dar conselhos, conforto, uma palavra amiga, ou para ser um agente de salvação. Protagoniza cenas engraçadas com seu amigo Jude, e sempre tem que colocar sua fé em prática. O fato de seu carro quebrar três vezes, não é uma cena desconexa. O carro dele quebra com um propósito que está ligado a vida do prof. Radisson. 

No meio do filme, há uma sequência de cenas conectadas:

- Ayisha é despejada por acreditar em Deus;
- Prof. Radisson explica a Josh porque não acredita em Deus;
- Pai de Martin diz que é inaceitável ele acreditar em Deus e
- Ammy escreve em um blog sobre a sua doença e joga o notebook no chão, com raiva de Deus.

O show do Newsboys eu digo que é um Evento Global porque ele consegue envolver se não todos, quase todos os personagens. O final do filme ficou muito bom com eles. Percebemos que o show é o grande desencadeante de várias cenas, como:

- O próprio show onde os personagens - Ammy Ryan, Mina, Josh, Martin, prof. Radisson, Ayisha e Willy Roberson - estavam e
- As mensagens virais que dizem que Deus não está morto, que envolveu os personagens que estavam no show, e outros que não estavam (pai de Martin, Judy, Pr. Dave e Mark).




As mensagens virais eu achei incrível, tanto que não ficou somente no filme, mas as pessoas que foram ao cinema, mandaram uma mensagem uma às outras dizendo que "Deus não está morto".

Deus não está morto é um filme bem amarrado e conectado, para mostrar, por meio de diversas histórias, que Ele vive e Ele tem propósito em tudo. Todos os personagens mostraram isso. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ilusão de ótica

Baseado no vestido branco/dourado e/ou azul/preto que parou o mundo na semana passada.


O mundo literalmente parou semana passada por causa da polêmica do vestido branco/dourado e/ou azul/preto. A apresentadora do Fantástico foi com um vestido parecido; foi pauta de diversos programas; além de discussões científicas na internet. Mas não é só o vestido que causa discórdia e polêmica. Depois disso, muitas outras coisas apareceram na internet, que poderão deixar as pessoas loucas. Ah! Essa tal de ilusão de ótica...


O francês Levalet pode deixar as pessoas de orelha em pé ao fazer desenhos nas ruas de Paris, utilizando objetos agregados aos seus desenhos tridimensionais. As obras não são meramente artísticas, mas sim, críticas, já que de maneira divertida, o artista discute assuntos da cidade. Veja esse ensaio e confunda a realidade!




1- Ele utilizou alavancas com fios para fazer esse desenho impactante. O variado movimento dos fios e a posição do homem dá vários significados à obra. Genial! 
2- Levalet utilizou um minotauro de metal da própria cidade para criar o seu corpo, o que deu um ar de tridimensionalidade, como se o minotauro nos encarasse e estivesse no asfalto.
3- Esse é muito bom. Indica movimento e ação, em uma cena com papéis e papelão.
4- O quadrado laranja é da própria rua. Parece que é um homem dentro de um raio X. Sem palavras...
5- O artista teve como obra prima uma simples latinha de Coca-Cola. Os efeitos quase reais foram graças ao desenho e a calçada com bancos de concreto.



Os muros de Quebec (Canadá) passaram por mudanças incríveis nos últimos 15 anos, com um projeto intitulado La Fresque des Québécois, que tornou-se uma atração turística importante. Com o decorrer do tempo, os muros apreciavam a arte do graffitti e aguçavam a visão de quem via as obras, composta por desenhos incríveis que retratam a arquitetura, casas, centro antigos e elementos culturais. Palmas para essa obra!





Vejam várias fotos que podem pregar peças nas cabeças de vocês...




1- A princípio, a sensação que dá é que o homem está flutuando, mas na realidade, a poça d'água no chão dá essa ilusão de ótica.
2- Homem diferente, não?! Mas nada mais é que uma mulher abraçando o seu namorado.
3- Seria um bebê com o bumbum avantajado, se não soubéssemos que ele está sentado nas costas da mãe!
4- Não é uma zebra com duas cabeças, não! São duas zebras!
5- Parece dois quadrados de diferentes cores de mesmo tamanho, mas basta colocar o dedo no lugar apontado, que vamos ver que não é nada disso.
6- Calma! O elefante só tem quatro patas. A ilusão de ótica deve-se ao grande artista que desenhou.
7- Não tem nenhuma bolinha preta no desenho, acredite.
8- A água tem poderes, como tirar a cabeça de uma atleta.
9- Nada mais é que uma fita que deu a sensação da modelo estar cortada.

Gostaram?! J-J


Por: Emerson Garcia
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