No dia 26 de novembro de 2011 o Jovem Jornalista completou 3 anos! Parece que foi ontem...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Diante do Trono - História - Repaginado
Diante do Trono. Quantos conhecem? A banda tem 14 anos e (pasmem) eu a conheço desde sua origem. Lá em 1998. O grupo, liderado por Ana Paula Valadão, sempre me encantou, não só pelas canções, mas por causa da sua história, a trajetória da cantora e a unção profética que repousa sobre ele.
Quem diria que a jovem Ana, estudante de direito, tornaria-se tão usada nas mãos do mestre!! E quem diria que seus primeiros rascunhos de música, rejeitados por um músico experiente (e gagá) se tornariam canções nas bocas de tantos brasileiros. Sim! No início, tinha gente que ODIAVA as músicas da Ana. E hoje...
Eles possuem a idade da minha prima, Samara Andressa, do blog Transitório. E já passaram por cinco regiões do país. São elas: Norte (DT9), Nordeste (DT7, DT11, DT14), Sudeste (DT1, DT2, DT3, DT4, DT6, DT10, DT12, DT13), Centro-Oeste (DT5) e Sul (DT8). Em cada lugar, ponto estratégico, um clamor, uma história, uma performace e um siginificado. Em 2001 a ministra recebeu das mãos de Deus uma missão: ministrar para todo Brasil e profetizar para ele.
E desde o DT4, gravado no Mineirão, o grupo possui esse chamado. A cantora não imaginava que seu ministério seria tão poderoso e edificante. Quem diria que de cultos da IBL (Igreja Batista da Lagoinha) sairia verdadeiros shows ao Rei dos reis!
O que mais me impressiona no grupo é ele ser tão consolidado, com poucas alterações de músicos, instrumentistas e vocais (a não ser o DT14). Existem pessoas que estão desde o início ao lado da Ana. Como o maestro Sérgio, a profetiza Ezenete e o Grupo Mudança.
Eu diria que o Ministério DT é um ministério completo: tem música, coral, coreografia, profecia, ministração e por ai vai! E tudo é impecável, pois eles sabem para QUEM fazem.
O que me impressiona também é o figurino de todos, específico e condizente com cada projeto. Nos Braços do Pai dominou o azul, Quero me apaixonar o vermelho, Ainda Existe uma Cruz roupas de frio marrons, Príncipe da Paz prata, roxo e branco, A canção do Amor rosa. Enfim, tudo é perfeito e beautiful!!
O grupo também me encanta por conta das canções especiais que a compositora Ana faz para cada cidade em específico. Quero me apaixonar, um remix, por ser em SP; Esperança, a canção Salvador, para a BA; Por amor de ti, oh Brasil, Casa do pão, por ser em PA; Príncipe da paz, bossa nova, RJ; Aleluia, uma repaginada country para Este é o dia. E para o mais novo projeto do grupo, Sol da Justiça, medleys em forma de forró, RN.
Falando em repaginar...
O grupo, depois de 13 anos, sempre ministrando em capitais, foi para o interior SP, Barretos, onde as porteiras foram abertas. E garanto a vocês que foi uma das melhores gravações!!!
Para o ano de 2011 mudanças mais visíveis, mas que não tira a essência do grupo. Na IBL tem o treinamento CMDT, onde jovens desenvolvem atividades artísticas, e muitos deles foram para o DT. Isso quer dizer que o DT, a partir do 14, ficará mais jovem, com roupagens mais modernas e com características, não mais de um ministério, e sim de uma banda. Da composição antiga, só a Ana que ficou.
Mas para compensar essas "demissões", um medley DT de 24 min com todos que passaram pelo DT, são eles Mariana e André Valadão, Helena Tannure e Nívea Soares. Ficou muito bonito e nostálgico.
O destaque do DT14 vai para a performace do dançarino Em meio a tua glória, a voz de Robertinha em Anseio e Me Ama (regravado do Jesus Culture).
Enfim, deu para perceber que eu AMO DT e como diz a minha amiga: "Quer ver algo que você goste? DT." (JJ)
Por: Emerson Garcia
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Despertai!
O sexto cd da banda Jesus Culture já está nas melhores lojas do mundo!!! Despertar, é o título dessa obra que foi gravada em Chicago nesse ano de 2011. Confesso que quando achei essa notícia na net fiquei feliz e pensei: "Mais um excelente trabalho!". E eu não pensei errado.
O cd, dessa vez, é duplo, e conta, ainda (ainda bem) com Cris Kilala e Kim Walker, nos vocais, além de outros convidados! A banda conquistou tanto a juventude que ajuntou 14.000 deles para a honra do mestre durante TRÊS DIAS. "Creio que Deus está despertando uma geração cujos corações estão queimando para ver Jesus exaltado nas nações ", diz Banning Liebscher, diretor do grupo.
Awakening está um cd super bonito com arranjos inovadores e entradas fenomenais de pianos e teclados. Conta com regravações de Dance, Burning Ones, Nothing But the Blood, We are Hungry e Holding Nothing Back. Favoritei as canções Dance, Father of Lights, Glorious, I Surrender e He Is Faithful. O destaque ainda vai para o cabelão da Kim Walker. Ficou beaultiful *-*
Com certeza não é mais um cd, e sim o cd desse ano de 2011!!! Você irá despertar com as canções e fazer brilhar o Cristo que existe em ti!! (JJ)
Por: Emerson Garcia
Awakening está um cd super bonito com arranjos inovadores e entradas fenomenais de pianos e teclados. Conta com regravações de Dance, Burning Ones, Nothing But the Blood, We are Hungry e Holding Nothing Back. Favoritei as canções Dance, Father of Lights, Glorious, I Surrender e He Is Faithful. O destaque ainda vai para o cabelão da Kim Walker. Ficou beaultiful *-*
Com certeza não é mais um cd, e sim o cd desse ano de 2011!!! Você irá despertar com as canções e fazer brilhar o Cristo que existe em ti!! (JJ)
I love a blusa de mulher maravilha da Walker e o ÚÚÚOH rsrs
Por: Emerson Garcia
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Os Sertões: Jornalismo e Literatura em diálogo
Em sua obra Os Sertões Euclides da Cunha consegue mesclar elementos primordiais do jornalismo juntamente com os de literatura. Euclides apresenta uma linguagem rica e variada em seu texto, a partir de um fato histórico, em que ele foi correspondente jornalístico do Estado de São Paulo. O diferencial do autor encontra-se na sua forma de, além de narrar o evento, utilizar conceitos antropológicos, científicos, geológicos, o que enriquece seu trabalho.
O livro foi lançado em 1902 e é considerado um dos mais sublimes livros da história brasileira. O livro é enquadrado como pré-modernista, pois faz uma análise crítica da realidade social e cultural brasileira do século XX.
Canudos era uma vila no interior do sertão baiano, com cerca de 5200 casas postas em labirinto. Os mais de 30 mil habitantes tinham como líder político e religioso Antonio Maciel, o Conselheiro.
Figura considerada como sublime e divina. “Era o profeta, o emissário das alturas, transfigurado por ilapso estupendo, mas adstrito a todas as contigências humanas, passível do sofrimento e da morte, e tendo como função exclusiva: apontar aos pecadores o caminho da salvação” (pág. 134). Vestia um mato branco e um turbante azul na cabeça. Pregava que o messias viria e iria destruir todos os homens maus. Era tido como condutor, um feixe de esperança.
Canudos possuía autonomia até que começou a incomodar os poderosos e a igreja. A vila foi subjugada quatro vezes pelos militares pelas ideias monarquistas de Conselheiro e pela sua negação à instauração da república. Euclides da Cunha, portanto, é comissionado para ser correspondente da guerra que logo iniciaria em Canudos.
O livro é constituído em três partes principais embasadas em uma concepção científica determinista do historiador Taine, que dizia que para estudar um povo era preciso conhecer seu meio, sua origem e sua história. Partindo desses elementos, Euclides organiza seu livro em A Terra, O homem e A luta, demonstrando grande repertório de sua parte para tratar de temas, como raça, geografia e história, de forma detalhada, minuciosa e descritiva. Para ele chegar a falar do homem que habita aquele lugar, ele inicia o seu texto a partir da geologia desse lugar, de seus traços climatológicos, vegetativos, montanhosos e terrenos.
Em A Terra, a primeira parte do livro, realiza-se um estudo científico onde o sertanejo vive, mostrando, em riquezas de detalhes, o sertão nordestino. “O sertão de canudos é um índice sumariando a fisiografia dos sertões do Norte. Resume-os, enfeixa os seus aspectos predominantes numa escala reduzida. É-lhes de algum modo uma zona central comum” (pág.40).
Nesse bloco, Euclides explica primeiramente o relevo do Planalto Central, que segundo ele “a terra se alonga em planuras amplas, o se avulta em falsas montanhas, de denudação, descendo em aclives fortes” (pág. 19-20, adaptado). Depois ele passa a descrever a paisagem sertaneja: seca, dias quentes e noites frias, cheias de árvores sem folhas e espinhentas. O autor descreve o sertão como “o terror máximo dos rudes patrícios” (pág. 40) por causa do mal que assola a todos: a seca. Euclides ainda consegue fazer um estudo da seca em um espaço de anos, o que acarreta valor histórico ao seu livro.
Descreve-o ainda a partir de sua flora. A partir de valores sentimentais ele diz que “a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças [...]” (pág. 44). Percebe-se que além de descrever o ambiente, o autor procura tirar suas impressões deste, procurando dar a ele sentimentos dos mais variados. Muitas vezes ele dá características humanas a flora.
Em O homem tenta-se mostrar a origem do sertanejo, sua cultura, seus costumes e suas crenças. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte [...] Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas” (pág. 105, adaptado). O escritor traça o perfil físico e psicológico do sertanejo, o caracterizando, por exemplo, como “Hércules Quasimodo” e como um “homem fatigado”.
Caracteriza também Antonio Conselheiro, que, além das características já citadas, agrega em torno de si, pessoas alienadas e retardadas culturalmente. “A sua biografia compedia e resume a existência da sociedade sertaneja” (pág. 135). Nasceu em Quixeramobim, no Ceará, onde trabalhou e logo se casou. Quando foi traído pela mulher, resolveu andar pelos sertões. Após dez anos, Antonio surgiu como o líder religioso e como o peregrino de muitos sertanejos. Ele era um reflexo do seu povo.
Em A luta o líder religioso instala-se em uma antiga fazenda em Canudos o que agrava a situação, porque esse abrigo era um abrigo de criminosos. Tal atitude levou o governo do Estado da Bahia a organizar uma expedição para desbaratar o arraial de Canudos. Muitas expedições de guerra foram realizadas, e sempre o povo resistia. Muitos foram presos e degolados. E muitos também resistiram com fome e sede. A Luta é uma das partes mais importantes do livro, porque mostra o massacre sanguinolento realizado pelo exército, e a luta perseverante dos sertanejos. “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo,na precisão integral do termo, caiu no dia 5 (de outubro de 1897), ao entardecer, quando caíram seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas : um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam ruinosamente cinco mil soldados”.
Os Sertões, motivo de estudo para pesquisadores das mais variadas áreas do conhecimento, possui leitura rica, detalhada, mas que requer de grande aporte de conhecimento. Para lê-lo é preciso bagagem teórica acerca da Guerra de Canudos. É necessário também de um dicionário, visto sua complexidade extensiva, seu vocabulário erudito e repleto de detalhes. A obra requer preparo. (JJ)
Por: Emerson Garcia
Por: Emerson Garcia
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