“O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.”
Um livro simplesmente excelente! Muita magia, intriga, realidade, apesar de ser uma história de ficção. Renata Ventura, a autora dessa grande obra é, de fato, uma Capitã Gancho, como o Sr. Homero (pai dela) a chama. É simplesmente impossível parar de ler. Depois que você começa, não há volta. Ela, que acaba de ganhar o Codex de Ouro. Acredito eu que se tornará uma das maiores escritoras brasileiras da história.
Idá Aláàfin Abiodun, mais conhecido como Hugo, é o protagonista da história. O garoto descobre aos 13 anos que é um bruxo. Em sua primeira semana na Nossa Senhora do Korkovado, Hugo é convidado a fazer parte dos Pixies, um grupo de estudantes da Korkovado formado por: VinyY-Piranga, Caimana Ipanema, ItáloTwice (Capí) e Virgílio OuroPreto (Índio), que tem o objetivo de bagunçar o colégio, fazendo com que as pessoas questionem os seus atos.
Muitos mistérios rondam a escola: urros noturnos que não deixam os alunos dormirem nas quintas e sextas feiras, pessoas que se tornam violentas do nada e, ainda, uma varinha que foi fabricada por um azêmola e que não pode ser rastreada. E se vocês acham que a escola de magia no Brasil seria perfeita como na Europa, estão totalmente enganados. Com um toque de realidade, Renata aborda os fatos que cercam o país com tanta voracidade: violência, corrupção e drogas.
Então, convido a todos os Potterheads de plantão, e os que não são, a lerem essa incrível obra. Garanto a vocês que nunca mais olharão o Corcovado ou passearão no Parque Lage normalmente, como costumavam fazer.
Sobre a autora
Leitora voraz desde a infância, Renata Pacheco Ventura sempre quis ser escritora. Nascida no Rio de Janeiro em 1985, morou por quatro anos nos Estados Unidos, onde começou a cursar Comunicação Social na Universidade de Houston. Formando-se em Jornalismo pela PUC-Rio, escreveu a dissertação 100% Off – O Manual do Colonizado, na qual analisou a colonização cultural do brasileiro – tema que volta a abordar em A Arma Escarlate.
Trabalhou por três anos fazendo pesquisa e roteiro para cinema documentário antes de dedicar-se exclusivamente ao seu primeiro livro. Nesse meio-tempo, implementou uma forma de interação com seus leitores, em que eles podem conversar virtualmente com alguns dos personagens do livro através do Facebook. Seu objetivo como escritora é contar histórias que divirtam e, ao mesmo tempo, façam o leitor refletir sobre si mesmo e sobre o mundo à sua volta.
A Rê é a pessoa mais simpática que eu conheci em toda a minha vida. Eu fui à Bienal do Rio (2013) só para comprar A Arma Escarlate com o autógrafo dessa linda jovem escritora. Quando eu cheguei ao estande da Novo Século eu não a vi. Eu fiquei tão deprimido que eu não queria mais ficar lá. Até que minha tia a viu e disse: “Olha lá, não é ela ali?”. Eu não tenho certeza mas acredito que meus olhos encheram de lágrimas. J-J
P.S.: A continuação de A Arma Escarlate está prevista para 2014 com o livro A comissão chapeleira.
Por: Thiago Nascimento