quinta-feira, 25 de abril de 2019

Entre Frames #13: Flutua - Johnny Hooker feat Liniker







O Entre Frames dessa semana está lacrador! Eu e o Thiago Nascimento analisaremos o clipe Flutua de Johnny Hooker, com participação da Liniker. O vídeo foi lançado no dia 24 de dezembro de 2017 e conta com mais 4 milhões e 110 mil visualizações, 140 mil curtidas e 6,5 mil descurtidas. Os atores Jesuíta Barbosa e Mauricio Destri são os protagonistas do clipe produzido pela Elixir Entretenimento, dirigido por Ricardo Spencer e com fotografia de Pedro Von Kruger. 

Flutua conta a história romântica de um casal homossexual surdo. O clipe discute o relacionamento, bem como o preconceito vivenciado por ambos e a dificuldade que surdos possuem na sociedade. É um clipe romântico, mas cheio de sentido, discussões e reflexões - algumas doídas que chegam a machucar o coração. Assista-o:






Eu e o Thiago Nascimento percebemos várias nuances no clipe e iremos discutir a partir de agora.


Estética do clipe




Flutuar conta com quatro paletas de cores distintas que se mesclam e que se sequenciam. A primeira delas apresenta cores frias e neutras, como o cinza, verde, branco, preto e grafite (0:00 - 1:30). A segunda delas escuras, pois as cenas se passam em uma boate, e com filtros e detalhes coloridos em vermelho, lilás e amarelo (1:30 1:51). Há uma matiz de cores intensas que se contrastam com o breu. A terceira, para uma paleta de cores naturais em uma ambientação que parece ser noturna (1:53).  A quarta volta para um tom de breu com detalhes coloridos em amarelo, vermelho, lilás e azul (4:13). 






O clipe apresenta uma estética interessante, sempre focalizando nas cores, nuances e luzes coloridas (Falaremos mais à frente sobre isso). 



Barulho da cidade


O clipe é iniciado com o barulho da natureza e da cidade (carros, ventos e ar) - 0:00 - 0:07. É interessante como os produtores mesclam sons e silêncios em um clipe que possui como protagonistas surdos/mudos. Até que ponto o som pode incomodar? Até que ponto o silêncio pode gerar desconforto?

Ao final (6:23 - 6:35) o barulho é silenciado novamente e os sons da natureza e urbana ganham forma, assim como na metade do clipe, quando acontece uma atitude covarde (Falaremos mais à frente).



Liniker entra em cena




Exatamente aos 1:53 Liniker entra em cena e canta. E aos 2:21 Johnny Hooker e Liniker aparecem juntos. 













Simetria e alinhamento 




Flutua é um clipe simétrico, regular e harmônico. Do início até o fim existem frames  simétricos e regulares. O clipe já inicia com o personagem de Jesuíta Barbosa alinhado no meio do vídeo (0:14). Em outro trecho, ele e Mauricio estão alinhados em cena, juntamente com o espelho e o aro da toalha (1:46). As cenas dos cantores também são simétricas e lineares (4:03). 






Merece destaque a cena do beijo do personagem de Jesuíta e Mauricio na rua (2:29 3:00). Eles se aproximam aos poucos, até se beijarem, de forma receosa e tímida. Não há desarmonia ou deslocamentos, tudo foi calculado e filmado de forma simétrica.





Aos 2:02 os amigos do casal aparecem alinhados, o que significa que eles estão no mesmo barco e vivenciam as mesmas situações. 

Em outro trecho, porém, os personagens protagonistas ficam localizados na parte direita do vídeo (0:54). 





Formas geométricas







O clipe contém várias formas geométricas (retângulos, quadrados, círculos), seja no quarto do personagem do Mauricio (3:52) ou quando a câmera filma de cima para baixo o bairro/cidade e há quadrados e retângulos de diversos tamanhos (5:38). 


A surdez



A surdez é retratada no clipe de forma tranquila e sem preconceitos. Os protagonistas são surdos (0:33) e os amigos deles também, o que demonstra uma aceitação da condição. O interessante é que os cantores também fazem sinais de Libras, totalmente compreensíveis pelo telespectador (Liniker e Johnny Hooker fazem o trecho "Como amar" em Libras entre 4:22 e 4:25; e Liniker sinaliza em Libras, mais uma vez, o refrão da música entre 5:31 e 5:33). 




O clipe levanta a bandeira que qualquer pessoa normal pode fazer Libras para compreender uma surda e qualquer um tem a capacidade de falar Libras fluentemente (Aprendemos muito sobre as dificuldades de uma pessoa surda/muda na série Switched at Birth - já falada aqui).


Diversidade!


O clipe retrata várias minorias e diversidades (0:46 - 0:52), tais como: gays, negros e surdos. Cada um desses segmentos são estigmatizados e vistos como escórias na sociedade. Se ser gay já é motivo de preconceito, imagina se for gay, negro ou surdo? 


Flutue




Em vários momentos do vídeo os personagens e cantores cantam e encenam o verbo "flutuar". Flutuar, em nossa opinião, é se encontrar em um estado de leveza de corpo, alma e espírito, sem preocupar-se com o que os outros vão pensar e/ou dizer (1:23 - 1:26). Quantas vezes ficamos com a alma pesada e parecendo carregar um fardo por cedermos às pressões dos outros?! Ser leve e flutuar é vida. 



Amizade




Outro tópico importante a ser salientado é a amizade que o casal gay possui com amigos surdos. Percebemos um companheirismo entre eles e o compartilhar de momentos (2:02). Eles estão juntos para celebrar, permanecer em um estado de leveza ou para confidenciar medos, dúvidas e experiências. O legal é que um se apoia no outro e se esforça para compreender o outro, falando em Libras (Tudo indica que todos os personagens são surdos). Eles cativam um ambiente saudável e de troca de experiências que dá gosto de ver. 


O relacionamento



Os personagens de Jesuíta e Mauricio possuem um relacionamento apaixonante, verdadeiro e arrebatador. Contudo, o personagem de Mauricio é agredido por um grupo de homofóbicos e Jesuíta, por ser surdo, acaba não ouvindo, o que deixa o relacionamento ameaçado. Somente com o tempo que o personagem de Mauricio compreende o de Jesuíta e eles reatam o namoro e se reconciliam. 


Aquéns à homofobia






Como falado no tópico anterior, há uma situação de homofobia que é negligenciada. Ao despedir-se do namorado, Jesuíta caminha para frente enquanto Mauricio vai para trás e é surpreendido por um ataque de violência de um grupo. Jesuíta não ouve por ser surdo. Nessa parte do clipe a ambientação fica sombria e todos os sons desaparecem. De forma proposital, os produtores fizeram isso para elevar as taxas dramáticas da cena e para que ficasse apenas o silêncio que o personagem de Jesuíta estava ouvindo na hora (Ficamos arrepiados e emocionados nesse trecho).

O que a cena quer dizer em poucos segundos (3:20)? Que a sociedade é surda para a violência e homofobia, não ouvindo os gritos de socorros de muitos. 

Jesuíta ficar em primeiro plano e a agressão de Mauricio em segundo também insinua algo: enquanto cuidamos de nossas vidas no primeiro plano, viramos as costas, literalmente, para a homofobia que está em segundo. 

Até que ponto muitos da sociedade ficaram aquém da homofobia e "surdos" para ela? Mesmo nesse cenário de negação, o clipe retrata, acreditamos, que a mãe do personagem de Jesuíta que o acarinha e o compreende (4:01). Aos 4:08 Jesuíta desabafa com ela e chora. Apesar desse cenário estarrecedor ainda existem pessoas que protegem a comunidade LGBTQ+ e não são surdas para ela. 




Especulamos que o personagem de Mauricio culpa o de Jesuíta por não ouvi-lo em um momento de dor e sofrimento. Isso demonstra que a homofobia externa prejudica não só fisicamente os LGBTQ's, mas também o meio social. 


Reconciliação


Exatamente entre 5:14 e 5:29 os namorados se reconciliam e resolvem deixar de lado todo impedimento, falha ou defeito. Mas, antes disso, Mauricio vê no espelho a palavra "Flutua", o que acaba por engatilhar o perdão da parte dele para com o personagem de Jesuíta. É com essa palavra que ele entende e perdoa seu grande amor. Eles apenas querem se amar e flutuar, não se importando com os que os outros podem dizer. "E flutua, flutua Ninguém vai poder, querer nos dizer como amar".


Maior que tudo






Ao final do vídeo, os namorados estão mais seguros do que nunca (6:10 - 6:22). Isso é constatado por conta da pose que eles fazem, um se apoiando no outro e do beijo de Mauricio no ombro de Jesuíta. Tal cena demonstra que o amor é maior que tudo: que o preconceito, rejeição, homofobia, etc. 


A voz interior




O clipe explicita que mais que sons e barulhos, devemos conhecer e reconhecer nossas vozes interiores e sabermos ouvi-las. Se a negligenciarmos ou a colocarmos no "mute", vamos ficar doentes e com sentimentos represados. O trecho a seguir retrata bem isso: "Eu já cansei de me esconder entre olhares e sussurros com você"

Quantas vezes escondemos nossas vozes interiores por causa dos outros e somos prejudicados por conta disso?




Detalhes



Em meio à uma história tão forte e intensa, não poderíamos deixar de perceber alguns detalhes, os quais listamos logo abaixo:




-  há uma propaganda gratuita da Adidas na blusa do personagem de Jesuíta Barbosa (1:15)






- O personagem de Mauricio Destri tem um anel de compromisso na mão direita (1:26)





- O personagem de Mauricio pega no bumbum de Jesuíta (1:50)





- Filma-se um tênis azul e o exato momento em que a pessoa salta, em clara referência à flutuar (5:56)






- Close no rosto do personagem de Jesuíta Barbosa (4:06)






- O personagem de Mauricio coloca o dedo no espelho (4:38)





- Há um resgate da cena de homofobia (5:42)





- Jesuíta escreve 'flutua' no espelho (1:42 - 1:46)





- Liniker aparece na cena da boate ao fundo (4:30)



E você, percebeu mais algum detalhe no clipe? Entre em contato conosco pelos comentários que em breve atualizaremos esse post. 



Movimentos de câmera




A câmera é criativa e não-estática. Merecem destaque os movimentos de câmera que filmam de cima para baixo a cena, seja focando no casal e nos amigos deles (1:04) ou quando se filma prédios e casas de uma rua (5:38). 






Alternância entre cenas




O clipe conta com diversas alternâncias de cenas entre o bar e os cantores (4:25 - 5:20), o que acaba por deixar o clipe mais dinâmico e inteligente. 



Cores




As cores nesse clipe tem papel fundamental pois traduzem sentimentos  e contrastam com  as ambientações. Exemplo disso?! Cores neutras e claras - branco, cinza e grafite - contrastam com a blusa do personagem de Mauricio e com seu rosto machucado (0:41). 

Por outro lado, as máscaras coloridas do quarto do personagem de Mauricio realizam uma oposição com a ambientação do clipe (0:33). 





Além disso, assim como no clipe Terremoto (clique aqui), em Flutua há uma alternância de cores verificadas nas roupas das pessoas (PRETO - BRANCO - VERMELHO/PRETO - PRETO - VERMELHO/BRANCO - AZUL ESCURO - PRETO), sempre com cores opostas e contrastantes entre si (2:02). 





Beijaço



Entre outros fatores, o clipe não seria lacrador se não houvesse um beijaço entre Liniker e Johnny, né?! (6:05 - 6:08) Eles quebraram todos os estereótipos e preconceitos que poderiam subsistir. 


Créditos





Os créditos são coloridos e em estilo de grafite/pichação (6:36 - 7:24) e combinam com as ambientações e detalhes de cores do clipe (laranja, lilás, verde, azul, roxo, rosa, verde água, etc). Não por acaso, as cores dos detalhes das ambientações e dos créditos são as mesmas da bandeira LGBTQ+. 


Inscrição no espelho/Fonte dos créditos




A pichação do espelho é a mesma que aparece nas fontes dos créditos. A fonte imita uma espécie de grafite/pichação. 


Ambientação dos cantores



Quando Johnny e Liniker aparecem em cena, o fundo é neutro - uma espécie de grafite - que se mistura com objetos prateados pendurados (julgamos ser estrelas ou flores) e com a iluminação do ambiente. 





Letra


Destacamos vários trechos significativos da música e comentamos logo abaixo:

“O que vão dizer de nós? Seus pais, Deus e coisas tais... quando ouvirem rumores do nosso amor [...]” 


Esse trecho claramente fala da preocupação das pessoas LGBTQs ao assumirem um relacionamento para sua família, apontando até a Deus que, na maioria das vezes, é a justificativa de muitas famílias rejeitarem o relacionamento dos filhos.



“[...] Baby, eu já cansei de me esconder. De olhares, sussurros com você. Somos dois homens e nada mais [...]” 


Um complemento a citação anterior. Neste caso, os dois homens no relacionamento estão cansados de se esconderem, como referenciado, entre olhares e sussurros, geralmente por medo da reação dos demais.



“[...] Eles não vão vencer, nada há de ser em vão [...]” 


Acredito que este texto seja autoexplicativo. A luta LGBTQ+ não foi, não é e nem vai ser em vão.



“[...] Um novo tempo há de vencer, pra que a gente possa florescer. E, baby, amar, amar sem temer [...]” 


Um outro trecho muito importante da letra fala sobre um tempo onde as pessoas LGBTQs florescerão seus relacionamentos de modo a não temer uma violência ao demonstrar afeto.



“[...] Ninguém vai poder, querer nos dizer como amar [...]" 


E chegamos no destaque da letra. Acredito que isso seja o sonho de todos os LGBTQs do mundo. Poder viver sem que ninguém diga que sua forma de amar está errada. Toda forma de amor é válida!


Música



Uma batida ritmada de guitarras e baterias, com elevações de teclado, que parece o ritmo de blues. A melodia traduz bastante a ideia da letra, que é de flutuar e elevar o corpo, alma e espírito. É uma música dançante, mas contida.


Essa foi nossa análise de hoje. Gostaram?! J-J
















Por: Emerson Garcia e Thiago Nascimento

quarta-feira, 24 de abril de 2019

A primeira protagonista negra de novela bíblica, 'Jezabel': Sim! Agora, a RecordTV pode se orgulhar disso!



A negra Lidi Lisboa é a protagonista da nova macrossérie da RecordTV, Jezabel. Esta é a primeira vez que uma atriz dessa cor estrela uma produção bíblica do canal. Até o presente momento somente Gabryela Moreira, negra, havia protagonizado uma novela (Escrava Mãe, 2016). O papel de destaque de Lidi Lisboa já tem feito história na RecordTV e levanta, mas uma vez, as discussões de representatividade negra.  

Lidi interpreta uma mulher ardilosa, esposa do rei Acabe, capaz das mais horrorosas atrocidades e crimes. Jezabel é uma personagem bíblica conhecida por sua impiedade, vaidade e elegância arrebatadoras. Lidi tem dado seu suor à personagem que, mesmo sendo uma vilã, tem aguçado a atenção dos telespectadores. Ela conquistou a todos nas chamadas (teasers) da produção, quando apresentava os personagens. Saiba mais da personagem e da história da macrossérie no vídeo abaixo:





A atriz interpreta uma mulher cheia de vaidade e exuberância (Jezabel realizava verdadeiros desfiles de moda com roupas elegantes e maquiagens exuberantes), mas não somente isso que chama atenção na conhecida "Rainha Má". Jezabel tinha uma importância no reinado de Rei Acabe, sendo manipuladora e controlando tudo e todos. É esse protagonismo que coube à Lidi Lisboa. Em Jezabel ela não interpreta uma negra submissa, à margem da sociedade, com fraquezas e vítima de preconceitos, e sim, uma negra com extremo poder. Somente esse fato já quebra com todos os estereótipos de atuações de negros em produções. 

Negros não tem o costume de protagonizar histórias, como falei no post Chip do embranquecimento: Quando a mídia busca atores brancos ou negros tendo em vista o sucesso. Quando protagonizam é para reforçar estereótipos, interpretar pessoas mazeladas ou por meritocracia, tendo em vista à aceitação da grande massa. A própria Lidi fez parte dessa constatação. Ela já interpretou a PRESIDIÁRIA Cátia em Insensato Coração (2011), a BABÁ Gracinha em Cheias de Charme (2012), a ESCRAVA VILàEsméria em Escrava Mãe (2016) e era MEIO FIGURANTE e vivia uma policial em Segundo Sol (2018), que nem me lembro dela nesse papel para dizer a verdade. Lidi, por ser negra, era escalada para papeis secundários, estereotipados e que reforçavam ainda mais seu tom de pele. Os personagens supracitados não eram dignos ou de destaque. 

Não quero dizer que Lidi é uma péssima intérprete, até porque seus papéis tiveram sua importância (Como se esquecer dela como a escrava vilã que atormentava Juliana em Escrava Mãe?!). O talento da atriz é incontestável. O que coloco em questão é que ele só fora utilizado, costumeiramente, para papéis secundários. Agora, portanto, ela tem a chance de apresentar todo o seu talento em um papel de destaque. Não sei se por meritocracia ou por representatividade, mas agora a RecordTV pode dizer que possui uma protagonista negra em novela bíblica.

Este é um fato inédito na emissora de Edir Macedo. Como falado no mesmo texto linkado acima, a RecordTV escalava atores brancos para interpretar personagens de regiões orientais. Relembre (com grifos):

"E não pense que é só a Globo que tem esse posicionamento! A própria RecordTV, atual emissora de Samara Felippo que achincalhou a Vênus Platinada, também (#Hipocrisiaagentevêporaqui). Suas novelas bíblicas, que se passaram em regiões orientais onde o sol é mais quente que o inferno - como 'Os dez mandamentos' e 'O rico e Lázaro' - trouxeram protagonistas branquinhos da cor de leite e pouquíssimos atores negros na trama. O mesmo acontece com 'Apocalipse' e ocorrerá com 'Jesus', em que o protagonista Dudu Azevedo é branco (E daí que Jesus era moreno? É ficção isso aqui!)."  


Contudo, mesmo sendo uma artista negra, Lidi ainda está dentro dos padrões comerciais televisivos e midiáticos - é magra, linda e com tudo em cima. Prova disso é quando estampou a capa da Revista Visual Fashion







O que isso significa? Que mesmo com a representatividade negra, a RecordTV ainda preza muito pela imagem de seus artistas. Eles devem ser perfeitos, magros e lindos, sem nenhuma ruga, defeito. 

Mesmo com essa ressalva, o que tenho percebido é que as produções não focam mais no racismo em si e nos estereótipos dos negros, mas sim na humanização destes. Negros também possuem boas histórias a serem contadas, afetos, sonhos, ambições e experiência humana no mundo. Um negro também pode ingressar em uma posição superior do que de um branco, como é o caso da Rainha Má. Tais representações da raça aproximam mais o público com narrativas e imagens de perspectivas outrora não trabalhadas. Um negro pode representar outros tipos que não o motorista da família, a babá, a presidiária, a escrava ou a doméstica. J-J


Por: Emerson Garcia
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