sexta-feira, 24 de junho de 2022

Mais 25 símbolos LGBTQIAP+


Bem vindos à Pride Week 2022 do JOVEM JORNALISTA! Essa Semana do Orgulho colorida e respeitosa que já tem virado tradição nos últimos anos no blog. O intuito é gerar informação e visibilidade sobre e para a comunidade LGBTQIAP + (Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticos/Agênero, Pan/Poli e mais). Cada ano, a Semana apresenta temas mais interessantes. Não diferente, em 2022 11 pautas serão abordadas, trazendo informação, diversão, opinião e conceitos para o leitor. 

No post inaugural, falo de Mais 25 símbolos LGBTQIAP+. Em 2019 trouxe alguns, em 2020 trouxe o significado de várias bandeiras LGBTQIAP+ e em 2021 mais símbolos. Todos os movimentos sociais precisam de símbolos para gerar identificação e reconhecimento. Ao ver cada representação visual já acarreta em um significado. 

É interessante que cada gênero e sua identidade LGBTQIAP+ tem o seu próprio símbolo. E também há objetos, ícones e cores LGBTQIAP+ com seus significados. O post de hoje traz tanto símbolos de gênero e identidade de gênero, como outras representações visuais. Acompanhe! 


- Símbolo Neutro
Símbolo neutro é representado por um círculo, com um traço em cima. Ele é desprovido de qualquer outro sinal na parte superior. É o símbolo que não é nem feminino, nem masculino. 


- Travesti
É um círculo com uma ponta em formato de "T". O travesti é o homem que se veste com roupas femininas ou a mulher que se veste com roupas masculinas, com o mesmo sentido de crossdresser. Geralmente, não faz a transição definitiva para o outro gênero.   


- Bigênero



O símbolo contêm caracteres tanto femininos como masculinos. Ele combina símbolos de gêneros femininos como masculinos. Por exemplo, uma pessoa bigênero tem um símbolo distinto de uma pessoa neutro/intergênero. 


- Bisexual



Símbolo que agrupa ícones tanto masculinos quanto femininos, que mostra que o indivíduo se relaciona com os dois gêneros. 





- Assexual



Representado simplesmente por um círculo ou um anel, o símbolo é utilizado pelos assexuais e arromânticos.


- Gênero queer



Um círculo com um traço com a ponta com um asterisco (*) representa o símbolo do gênero queer, aquele que está questionando sua sexualidade, uma pessoa curiosa. 


- Outro gênero
Um círculo com uma seta para o lado com um risco no meio é utilizado para simbolizar a androgenia. Também há outros símbolos que significam a mesma coisa, como veremos adiante. 


- Hermafrodita / Andrógino


O sinal de seta com cruz significa hermafrodita/andrógino. A direção da seta não importa para o significado, seja inclinada para cima, para o lado esquerdo ou para o direito.  



Um outro símbolo, que também significa a mesma coisa é esse acima, que mistura dois símbolos diferentes que também significa hermafrodita/andrógino. 



- Demigênero


É um símbolo "quebrado" para significar que a pessoa se identifica parcialmente, de forma "quebrada", com certo gênero. Perceba que o símbolo sugere o de feminino, mas está quebrado uma parte.


- Demiboy


É o símbolo de masculino, mas quebrado. 


- Demigirl



É o símbolo de feminino, mas sem uma parte.


- Agênero



O símbolo significa a completa ausência de gênero. É quase o símbolo neutro, com a diferença que tem um traço no círculo. Algumas pessoas também se identificam como agênero por não entenderem bem seu gênero, ou por simplesmente não ligarem para gênero. 



- Intergênero


O símbolo apresenta símbolos femininos e masculinos, de modo que eles ficam no meio termo, no meio do caminho. A pessoa intergênero possui um gênero influenciado ou definido por seu intersexo. Possui o mesmo significado de gênero fluido e gênero não-binário. 



- Gênero fluido


O símbolo é dinâmico e parece estar em movimento, girando. As pessoas gênero-fluido são indivíduos cujas identidades de gênero passam por transformações de tempos em tempos. 


- Terceiro gênero



É um círculo com um traço com outro círculo na ponta e significa um outro gênero, um terceiro gênero. 


- Pangênero


O símbolo pangênero é uma mistura de diversos outros símbolos, como setas, cruzes, círculos com traços e traços com asteriscos. A pessoa pode se identificar com vários gêneros ao mesmo tempo, ao passo que também se relaciona com vários gêneros. 


- Butch



Símbolo feminino exacerbado e reatualizado, ligado à mulher lésbica. Butch atribui ou reconhece uma identidade feminina mais masculinizada, enquanto femme, uma mais feminina.  



- Panos coloridos


É um código muitíssimo utilizado recentemente, para mostrar qual é a sua preferência sexual e o seu gênero por meio da cor dos panos. Este é colocado no bolso traseiro da calça, significando fetiches, identidades, exibicionismos, entre outros. 


- Mão púrpura


Em meio aos protestos da Revolta de Stonewall em 1969, esse símbolo surgiu. O símbolo significa poder e representatividade gay. 


- Matachín

Antes da Revolta de Stonewall, existiram outros símbolos relevantes, como o Mattachine da Sociedade Mattachine, em 1950. O Mattachín é uma espécie de acrobata teatral que dizia certas verdades nas cortes antigas, servindo como modelo de reivindicação para o fundador da sociedade Mattachine, Harry Hay. 


- Cravo verde


Utilizado para identificar homens, como Oscar Wilde, com os mesmos interesses. Surgiu no Reino Unido victoriano. 


- Coroa dobre


Um símbolo da Ordem de Queronea apresentava uma coroa dobre como ícone com a misteriosa palavra AMRRHAO, cujo significado ainda é desconhecido. A Ordem de Queroneia foi uma sociedade secreta para o desenvolvimento de um ethos moral, ético, cultural e espiritual homoafetivo. 


- Flores violetas


Flores violetas eram utilizadas na época vitoriana por mulheres lésbicas, que não eram reconhecidas e estavam invisíveis na sociedade. A poetisa Safo se coroava com essas flores, além de gostar de ver suas companheiras coroadas da mesma forma. 


- Triângulo negro


Durante o nazismo, todas as mulheres indesejadas deveriam usar um triângulo negro no peito. O símbolo também foi empregado por mulheres lésbicas. A entidade lésbica Las Daughters of Bilitis também o utilizou. 


- Laço vermelho

O símbolo não é ligado totalmente à causa LGBTQIAP+, mas também é conhecido na comunidade. A crise do HIV gerou a necessidade de criar um símbolo relevante. O conhecido laço vermelho foi empregado desde 1991, resultando num signo internacional. 


- Outros símbolos




Vários foram criados, sendo variações dos que já falei aqui, tais como: F2M trangênero "cuntboy", com suas formas originais e alternativas; símbolos andróginos e seus variantes: andrógino homem e variante de foco em homem; M2F tansgênero "shemale" e suas formas alternativas. 


Bandeiras, triângulos, letras gregas. A simbologia do movimento LGBTQIAP+ é riquíssima. De acordo com o desenvolvimento histórico, novos símbolos foram criados. É necessário pensar, cada vez mais, em novos símbolos e emblemas e resgatar alguns antigos. Até o próximo post! J-J





Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Entre Frames: Xanalá - Gaby Amarantos e Duda Beat






Na edição de hoje analiso o clipe Xanalá da Gaby Amarantos ft. Duda Beat. Lançado no dia 09 de outubro de 2019, já conta com quase 850 mil visualizações, 52 mil curtidas e 8,1 mil descurtidas no Youtube. Dirigido por Fernando Moraes, roteirizado por Fernando Moraes e Gaby Amarantos e com direção de arte de Giulia Barbero, Martina Zaguini e Bruna Sperling, Xanalá é um ode ao órgão sexual feminino: a vagina.

Vestidas com um adorno carnavalesco parecido com a genitália feminina, Gaby e Duda causaram nas redes sociais pouco antes da música ser lançada no Youtube. Internautas ficaram chocados e ansiosos pelo seu nome.

O clipe apresenta uma música tecnobrega e trata do amor livre, prazer feminino e o mundo lésbico. Ele se passa praticamente dentro de uma vagina (É possível perceber as cavidades e camadas internas dela). Assista-o:





O vídeo é relativamente curto (3 minutos) e um pouco repetitivo, contudo, destaquei alguns tópicos importantes. 


Predominância de rosa









O clipe de forma geral possui um fundo na cor rosa bebê que lembra a parte interna da vagina. Em um segundo momento (1:06-1:07) o cenário muda para um fundo marrom. As duas cores são contrastantes e ajudam a destacar elementos. Por exemplo, o fundo rosa ajuda a ressaltar a pele negra de Gaby Amarantos e o fundo marrom destaca a roda de vaginas e Gaby Amarantos, que aparece com vestidos brancos e rosa. 




Se pararmos para pensar o rosa e o marrom são cores complementares e estão na mesma escala (paleta de cores). Como se faz o rosa? Com VERMELHO e branco. E o marrom? VERMELHO e verde. Perceberam que eles possuem o VERMELHO como base?! Veja os tons do Rosa Quartz da Pantone e perceba o marrom presente:




Não é à toa que o rosa e o marrom foram escolhidos como cores principais do clipe, pois há uma mulher de pele escura (Gaby) e uma de pele clara (Duda).

Depois da predominância do rosa, vem as cores branco e azul. O rosa é uma cor contrária ao azul, pois estão em posições opostas, mas o efeito final ficou interessante. 


Rosa e azul

O lado feminino é representado na música pela cor rosa bebê e o masculino pela cor azul bebê.


Lençol e Lábios




Logo no início (0:00-0:04) surge um lençol de cetim rosa amassado no meio que sugere os lábios de uma vagina. O mesmo frame é repetido logo mais à frente (0:55). 




O clipe começa (0:05) e termina (2:55) com os lábios de Gabi na vertical que também sugerem uma vagina. A câmera na vertical focando nos lábios da Gaby foi um recurso original. 


Câmeras e closes




A câmera do clipe é inventiva (Como perceberam no tópico anterior). O recurso de filmar de cima para baixo e de dentro para fora é utilizado com o intuito de localizar os espectadores no vídeo.

Além disso, muitos closes são feitos, como o foco no rosto da Gaby e depois a abertura da câmera (0:08-0:10); quando a câmera perpassa o corpo da cantora, com o objetivo de enaltece-lo (0:32-0:34), e em seu busto (0:34-0:35), quando ela passa sua mão pelo corpo de forma sensual.



Closes em Duda Beat também não ficaram de fora (0:20).


Simetria, centralismo e transversalismo



O clipe é bem simétrico, até porque a vagina (amplamente referenciada) é simétrica, com suas cavidades e lábios alinhados. Por isso, percebemos Gaby centralizada (0:11-0:13); as cantoras centralizadas (0:19); os bustos das cantoras simétricos (0:21-0:22); e até mesmo quando elas "invadem" a vagina é de forma organizada e equilibrada (0:18).



Em outro frame, as cantoras ficam na transversal na tela (0:23).


Coreografia



A coreografia do clipe é contida, no entanto apresenta alguns movimentos corporais. Por se tratar de uma música tecnobrega tem muitas jogadas de ombro, como a de Duda no trecho "Daquele jeito bom, bom, bom" (0:22). Além dessas jogadas de ombro, em determinado trecho Gaby faz uma espécie de "créu", movimentando as mãos na parte que diz "Me agarra por trás" (2:01).

A dança do clipe poderia ser melhor elaborada, mas as cantoras e os produtores se detiveram em explorar movimentos e enaltecer cenas da vagina como foco. 


Movimentos

Foram captados diversos movimentos interessantes no clipe. Cito-os logo abaixo:


- Gaby move seu vestido pela tela (0:29);



- Gaby faz um dos sinais da vagina com as mãos (0:52-0:53);



- Gaby aperta o lençol com força (0:56);



- Gaby passa a mão em uma "vagina" com carinho (1:08);



- Uma das Gabys levanta o vestido e mostra a calcinha com a expressão "Xanalá" (1:32); e



- Duda passa a mão em sua roupa, parecendo que está passando a mão em sua vagina (1:57).



Como veremos mais a frente, o sinal da vagina com as mãos e apertar o lençol com força possuem alto teor de erotismo e sensualidade, uma vez que tais movimentos se tornaram comuns para representar o que representam.


A vagina



A vagina é a grande protagonista do vídeo ao lado das cantoras. Amada por elas, aparece nos chapéus e nas roupas das cantoras e em um círculo, que o considero "mágico", pois ele é formado por várias vaginas e de cada uma delas sai algo diferente. 

No segundo e terceiro figurinos das cantoras (Falarei dos figurinos logo à frente), Gaby usa um chapéu de vagina na cor morena, que por sinal é a cor de sua pele. Já Duda na rosa, pois possui a pele clara. O adereço é completado por saias com vaginas.

O círculo de genitálias femininas aparece pela primeira vez em 1:11. Há cerca de 12 vaginas, com cores, tamanhos e jeitos diferentes. De cada uma delas sai algo. Falarei dos objetos que saem das vaginas e o que eles significam:

- Orgasmo: uma das Gabys tira uma espécie de gel (gozo) de uma das vaginas (1:25-1:27). A música fala sobre o prazer feminino (falarei com mais detalhes à frente) e nada melhor que retratar isso por meio do gel. O clipe é sensorial e é possível perceber a consistência do gel, mesmo que você não participe do vídeo. Gaby, por exemplo, passa o dedo no gel e percebe sua consistência (0:39-0:40). Em outro momento, há um ovo em que cai uma espécie de "leite" (0:59). 








- Pérola: a vagina no clipe é comparada como uma ostra por conta de seu formato e Gaby Amarantos faz jus à essa constatação quando de uma das vaginas tira uma pérola (1:19-1:20). A vagina, nesse sentido, é vista como algo precioso, de grande valor. Em outro momento a cantora paraense segura uma super pérola (2:21).





- Fumaça: há momentos em que a mulher está preparada para o sexo e fica com certo "calor" nos países baixos (1:34-1:35). Mas talvez essa fumaça seja comparada à menopausa. 



- Menstruação: também foi retratado o período em que as mulheres estão "naqueles dias", ou seja, a menstruação. Esta é representada por um pano vermelho retirado de seu orifício (1:21-1:24).



A vagina no clipe, portanto, possui várias conotações, são elas: sensualidade, prazer, sexualidade, fervor, preciosidade, riqueza. 


Sensualidade

O clipe possui alto teor de sensualidade, como o momento que Gaby coloca o dedo na boca (2:15) ou quando amassa o lençol, apertando-o com ferocidade.




Prazer 


Quem disse que a mulher não pode sentir prazer?! O clipe aborda isso com muita naturalidade e tranquilidade.


Sexualidade


Esse aspecto também é abordado no clipe quando é retratado um órgão SEXUAL ou quando a Gaby faz vários sinais com as mãos, que representam a vagina. Mesmo retratando a sexualidade, ela não é apresentada de forma grosseira e banal. 


Exaltação do corpo feminino



Não só a vagina é exaltada no vídeo, como os corpos de Gaby e Duda. Como falado no tópico Câmeras e closes, os corpos foram enfocados e mostrados com certo sensualismo (falado em um tópico anterior). O interessante é que são representados diferentes tipos de corpos. De um lado, o corpo plus size de Gaby e do outro o corpo mais magro de Duda. 



Coleguismo



À todo momento foi verificado certo coleguismo e aproximação física entre as cantoras (1:04), que pode (ou não) representar um relacionamento lésbico. Elas parecem ser bastante amigas no clipe, ao vestirem roupas semelhantes e até mesmo óculos que as deixaram com um tom nerd (0:16-0:17). 












Pororoca


Em determinado trecho da música, tira-se o foco de vagina e as cantoras falam do pênis, de acordo com observações do colaborador Arthur Claro. O trecho em questão é "uma pororoca pra gente surfar", um trocadilho com piroca

Gaby declarou-se lésbica recentemente, mas falou sem problemas sobre pororoca, demonstrando coragem e quebrando estereótipos. Ela sendo lésbica, não necessariamente pode falar de xanas (xanalás), mas do que quiser. 



Figurinos, cabelos e maquiagem




Duda usa dois figurinos: um vestido de cetim rosa bebê; e uma roupa (sutiã e saia) e chapéu de vaginas. Já Gaby, quatro: vestido de cetim azul; vestido branco com mangas bufantes (1:06-1:07); vestido rosa e sutiã; mangas bufantes,  saia e chapéu com vaginas. 

Os cabelos delas também foram bem produzidos. Em um primeiro momento, elas usam um coque com laçarotes amarrados, em outro o cabelo da Gaby fica alto e volumoso e em um terceiro momento elas usam supertranças.

Os responsáveis pelos figurinos, cabelos e maquiagens foram o styling Rodrigo Polack e os beautys Edu Hyde e Camila Alves de Alexandre. 


Falar de sexo sem problemas



O clipe de Xanalá demonstra que é possível falar de vagina e sexo, sem se tornar vulgar e chulo. Há muitas referências ao órgão sexual, como viram nesse post, e a letra é cheia de trocadilhos, como veremos a seguir. 


Letra


Escrita por Gaby Amarantos, Renato Rosas, Arthur Espíndola e Duda Beat, a letra possui conotação sexual e diversas rimas. Separei alguns trechos:


"Foge comigo sem avisar ninguém 
A gente cola, deita e rola
Só no ratatatá"

Foge tem o mesmo som de fode e essa palavra não foi escolhida à toa. Colar tem a ver com aproximação de corpos, deitar nos remete à cama (onde acontece o sexo) e rola é tudo que é permitido acontecer entre quatro paredes.


"Vou te dar canseira 
Daquele jeito bom bom bom"

Aqui a música se refere à várias rapidinhas e momentos sexuais. 



"Morde minha nuca
Me agarra por trás 
Que meu xibíu já tá no frevo
Vem no tom tom tom tom"

Um trecho sexual e sensual que fala do amor livre. Xibíu fala claramente do órgão sexual feminino. Na terra de Gaby Amarantos (Pará) o órgão ganha esse nome, assim como xanalá, xana, pirikitossauro, xavaska, shanaya twain e cuçeta (Pense em um nome que rime com isso). "Xibíu já tá no frevo" é a mesma coisa que dizer que a vagina está pronta para o sexo. 


"Na ilha deserta até amanhecer 
Hoje a tua meta é me dá prazer"

Trecho que fala do orgasmo.



"Uma pororoca pra gente surfar
Xarque pra você pirar"

Pororoca significa piroca (pênis) na música, como vimos; e os macaréus amazônicos (fenômeno natural de ondas). Xarque é carne e Gaby refere-se à vagina como uma espécie de "carne" - com seus lábios, vulvas e cavidades. 



"Vou te dar xanalá
Pra gente endoidecer 
E fazer tererê
Gostosinho com você"


Xanalá é a mesma coisa que xana e vagina. Tereré é o bom e velho sexo, na música; e o chimarrão frio que se toma com bombilha. 



Música

A música é no estilo tecnobrega e é dançante. Tem uma pegada eletrônica e uma parte instumental, além do trecho que fala "au au au au aúúúú"


Esse foi o Entre Frames de hoje. Curtiram? J-J


















Por: Emerson Garcia
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