domingo, 19 de maio de 2019

Especial 'Glee' #3: Top 10 - Melhores episódios



Como tudo o que é bom chega ao fim, essa é a última postagem da comemoração de 10 anos da exibição do primeiro episódio de Glee em 19 de maio de 2009. No texto de hoje, falarei sobre os dez melhores episódios de Glee na minha opinião. Então, aproveite!


10- The Power of Madonna - 1X15



Algo que Glee soube fazer muito bem ao longo de suas temporadas foram os episódios-tributos e você vai encontrar alguns deles aqui no Top 10. Na posição 10 da lista está The Power of Madonna. Como o nome já sugere, um episódio de homenagem a Rainha do Pop. O episódio foi assistido por 12,98 milhões de americanos no dia de sua exibição, em 20 de abril de 2010.

Neste episódio, as músicas de Madonna mostram seu poder no clube do coral depois de Will perceber que os meninos estão desmerecendo o talento das meninas, e quer mostrar a todos como ser mais respeitoso. Mercedes e Kurt passam pelo teste mais difícil de suas vidas ao ensinar Sue a dançar Vogue

Fonte da sinopse: Minha série


9- Sectionals - 1X13



Também havia competições entre clubes de corais e o episódio na posição 9, Sectionals, é onde o Glee Club do William McKinley High School enfrenta outros corais em sua primeira competição: as seletivas. Este episódio teve 8,13 milhões de espectadores no dia do lançamento, em 9 de dezembro de 2009.

Neste capítulo, segredos são expostos e as seletivas se aproximam. Alguns problemas surgem ao longo do caminho e eles fazem de tudo para contorná-los. Além disso, todos se unem para impedir que Rachel descubra o segredo de Quinn.


8- We built this Glee Club - 6X11



Com o fim da série chegando, era esperado um final para o ciclo do Glee Club e é o que é representado nesse episódio que nos prepara para a series finale. O episódio, exibido no dia 13 de março de 2015, teve 2,02 milhões espectadores. 

No episódio os novatos do Glee Club enfrentam as seletivas daquele ano e vencem seu maior rival: o Vocal Adrenaline


7- Good bye - 3X22




Com o final da terceira temporada vieram também muitas emoções em Good bye. O que já era esperado de um episódio com esse título, não é mesmo? O episódio teve 7,46 milhões de espectadores no dia de sua exibição, em 22 de maio de 2012. 

Seasons finales são, em sua grande maioria, cheio de emoções, e esta não foi diferente. Rachel foi aceita em NYADA (New York Academy of the Dramatic Arts), onde sempre teve o sonho de estudar. Então, ela precisa se mudar para New York, deixando sua cidade natal, Ohio, e seus amigos para trás.


6- On my way - 3X14



Outro episódio com muitas revivoltas foi este. On my way também teve 7,46 milhões de espectadores no dia de sua exibição, em 21 de fevereiro de 2012.

A princípio tudo estava bem, o Glee Club estava se preparava para enfrentar os Warblers nas Regionais, mas tivemos algumas surpresas. Temos o Karofsky tendo sua sexualidade exposta pelos seus colegas de time, onde ele toma algumas decisões extremas para terminar com sua dor; e, no finalzinho, um personagem querido por muitos sofrendo um acidente de carro. Este episódio causou o famoso efeito “prenda sua respiração”.


5- 100 - 5X12




O 100º episódio da série trouxe alguns personagens queridos de volta, como a professora substituta Holly Holliday (Gwyneth Paltrow) e April Rhodes (Kristin Chenoweth), e todos performaram músicas que já haviam sido apresentadas anteriormente para lembrar o quão longe o Glee Club chegou.

O episódio, exibido em 18 de março de 2014, teve 2,80 milhões de telespectadores em sua transmissão ao vivo.


4- Born this way - 2X18




Se dependesse de mim, esse episódio estaria inteiramente em primeiro lugar, porque para mim, como indivíduo, ele foi muito importante. Enfim, Born this way, exibido no dia 26 de abril de 2011, teve 8,62 milhões de espectadores.

Neste episódio, Rachel sofre um acidente e machuca o nariz. Com isso, ela aproveita que fará uma cirurgia nele, para realizar um procedimento estético. Além disso, O Sr. Schuester ensina ao Glee Club uma lição sobre auto aceitação.


3- The Sue Sylvester shuffle - 2X11



E em terceiro lugar, temos o episódio mais assistido na história da série: The Sue Sylvester shuffle. O episódio, exibido em 6 de fevereiro de 2011, atingiu 26,80 milhões de telespectadores. Isso em parte se deu pelo episódio ter sido exibido logo após ao Super Bowl

No capítulo, Mr. Schuester e a treinadora Beiste elaboram um plano para unir o clube do coral e o time de futebol americano do McKinley High. Enquanto isso, Sue, desesperada para vencer a competição nacional de líderes de torcida, tem um plano perigoso para conquistar o troféu. 

Fonte da sinopse: Minha série


2- The Quarterback - 5X03


Decididamente o episódio mais triste da série. Após a morte do ator Cory Monteith, os roteiristas decidiram matar também seu personagem, Finn Hudson. No episódio eles prestam uma homenagem ao ator e seu personagem. 

O episódio teve 7,39 milhões de telespectadores e foi exibido no dia 10 de outubro de 2013. Ele também marca a grande queda de audiência na série. Após ele, muitas pessoas deixaram de acompanhar a série.


1- Journey to Regionals - 1X22


E finalmente, em primeiro lugar: Journey to Regionals. O último episódio da primeira temporada marcou muito a série, principalmente pelo nascimento da filha da Quinn e pela competição do Glee Club contra o seu rival Vocal Adrenaline que performou Bohemian Rhapsody, levando o prêmio para casa. 

O episódio foi exibido em 8 de junho de 2010 e teve 11,07 milhões de espectadores.


Então, concordam com o Top? Tem mais algum episódio que gostam muito? Deixem nos comentários! Vamos discutir sobre os melhores episódios dessa série tão amada. J-J





Por: Thiago Nascimento

sábado, 18 de maio de 2019

Especial 'Glee' #2: Top 12 - Melhores performances




Dando continuidade ao nosso Especial Glee em virtude do aniversário de 10 anos da exibição do primeiro episódio da série, hoje falarei sobre minhas 12 performances favoritas, o meu TOP 12

Deixo avisado desde agora que este é apenas meu ponto de vista e estou aberto a discussões nos comentários. Sem mais delongas, vamos lá!


12 - Beautiful





Em 12º lugar temos Beautiful. Uma apresentação linda que deixa uma mensagem clara sobre a intenção do episódio, onde Mercedes Jones (Amber Riley) faz um discurso sobre autoestima e canta essa música da Christina Aguilera. 







11 - Roots before branches



Em 11º lugar temos Roots before branches. Uma das cenas que me gerou uma mistura de sentimentos ao longo da série. Estava feliz porque a Rachel (Lea Michele) ia realizar o seu sonho de estudar na melhor escola de artes, mas ao mesmo tempo triste por ela deixar seus amigos e amor para trás. 







10 - Get it right



Em 10º lugar temos Get It Right, uma canção original de Glee. Essa foi uma cena inesperada, embora já estivesse previsto que haveria uma trilha original na série. A letra foi importante e expôs como muitos de nós nos sentimos diariamente, uma das coisas que o programa consegue realizar em vários momentos.







9 - I feel pretty/unpretty




Em 9º lugar, temos I feel pretty/unpretty. Essa é de longe uma das minhas músicas favoritas da série. Um mash-up de I feel pretty do musical West Side Story (Amor, sublime amor) e Unpretty das TLC. A canção foi super bem encaixada, tanto na musicalidade quanto nas letras que combinaram com o contexto da cena onde Rachel decide aproveitar que havia machucado o nariz (e necessitaria fazer uma cirurgia) para fazer uma cirurgia plástica.







8 - Cough syrup



Em 8º lugar, temos Cough syrup com uma das cenas mais chocantes e tristes da série. Após ter sua sexualidade exposta e ser agredido, um dos personagens se ver tão desesperado, a dor é tanta, que decide tirar sua vida. Por sorte, seu pai o resgata. Eu nunca chorei tanto em um episódio como quando nessa cena.







7 - Born this way




Em 7º lugar, temos Born this way. A música de Lady Gaga teve uma performance linda em um dos melhores episódios da série (falaremos deste no post seguinte), onde os personagens devem usar uma camiseta com uma palavra dizendo uma característica sua.






6 - Vogue




Em 6º lugar, temos a melhor reprodução de clipes da série: Vogue. A reprodução em Glee segue a estética do clipe original da Madonna, só que dessa vez sendo performado por Sue Sylvester (Jane Lynch).







5 - We found love



Em 5º lugar, temos We Found Love com um dos pedidos de casamento mais lindos que já vi. Will Schuester (Matthew Morrison) pede ajuda de seus alunos do Glee Club para pedir sua namorada em casamento.







4 - It's all coming back to me now


Em 4º lugar, temos It’s all coming back to me now. A música foi apresentada por Rachel (Lea Michele) em uma das competições do Glee Club, mas não era apenas uma competição. Além de estar valendo o prêmio, era também uma audição para entrar na escola de artes na qual Rachel sonhava em estudar. Ou seja, emoção a mil!







3 - Home



Em 3º lugar, temos Home. Uma das cenas que nos dá boas-vindas na 6ª e última temporada da temporada. É uma grande apresentação onde todos os principais personagens cantam.






2 - Bohemian Rhapsody





Em 2º lugar, temos Bohemian Rhapsody. O sucesso da banda Queen foi apresentado pelo coral adversário do Glee, o Vocal Adrenaline, mas isso não os impediu de entrar no nosso top porque uma boa apresentação merece ser assistida. Além de ser uma música apresentada em uma competição no final da primeira temporada, também ocorre o nascimento da filha de Quinn (Dianna Agron).







1 - Don't stop believing





Em 1º lugar, temos a música tema de Glee, onde tudo começou: Don’t stop believing. É claro que ela não podia faltar aqui. Mas não escolhi a performance do primeiro episódio, e sim, uma na qual vários outros membros a cantam no 100º episódio da série e prestando uma homenagem a Finn (Cory Monteith) e ao próprio intérprete que morreu de overdose no início da 5ª temporada.







Espero que tenham gostado dessa lista. E aí, pra vocês qual é a melhor performance da série? Digam nos comentários! J-J




Por: Thiago Nascimento

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Especial 'Glee': Melhores solos



Com a aproximação do aniversário de Glee, que completa 10 anos da exibição do primeiro episódio no dia 19 de maio, decidi fazer alguns posts para homenagear essa série incrível e que ajudou muitos jovens ao redor do mundo em diversos assuntos, de problemas com a família, orientação sexual, bullying à várias outras questões. 

A primeira publicação de um total de três será sobre os Melhores Solos – alguns ficaram melhores até que os originais, diga-se de passagem. Então vamos lá!

It's all coming back to me now - Lea Michele





Vamos começar com uma das minhas favoritas: It’s all coming back to me now, apresentado por Lea Michele no 21º episódio da 3ª terceira temporada, intitulado Nationals. É uma música muito linda e com vocais poderosos. Obviamente, a Lea não nos decepciona em nenhum momento com seus vocais ou apresentações, né? Aposto que Celine ficou super orgulhosa – caso ela tenha assistido a performance.




Vogue - Sue Silvester






Essa é uma das apresentações mais divertidas de toda a série na minha opinião, porque acredito que foi a primeira vez que tentaram reproduzir o clipe original da música no roteiro da série. Vogue foi apresentada por Jane Lynch no 15º episódio da 1ª temporada, intitulado The Power of Madonna, onde ela apresentou sua versão da cantora pop. 






Safety Dance - Artie






Ah, chegamos em uma das músicas mais polêmicas da série! Safety Dance foi apresentada por Kevin McHale, intérprete de Artie, no 19º episódio intitulado Dream On, onde seu personagem imagina se levantando de sua cadeira de rodas e dançando. Já vi algumas pessoas reclamando coisas do tipo “ah, mas onde já se viu um cadeirante levantar e dançar?”. Aposto que essas pessoas não entenderam nada desse episódio.



I want to hold your hand - Kurt






Agora uma das muitas apresentações tocantes da série: I want to hold your hand, apresentada por Chris Colfer, no 3º episódio da 2ª temporada, intitulado Grilled Cheesus. Nesta cena, o intérprete de Kurt está com medo que seu pai morra, então se lembra como foi perder sua mãe e canta essa música. 



Cough syrup - Blaine






Continuando ainda com cenas tristes e tocantes, essa é a minha apresentação favorita do Blaine na série, personagem interpretado por Darren Criss. A performance foi exibida no 14º episódio da 3ª temporada. Quando assisti esse episódio pela primeira vez, fui pego de surpresa. Me deixou chorando por um bom tempo, e ainda choro quando o assisto. É uma cena muito forte no contexto emocional da produção. 




Take me to church - Rodrerick






Esta apresentação foi uma das mais injustiçadas da série – assim como a de vários personagens que foram introduzidos apenas na última temporada e mereciam mais desenvolvimento. Take Me To Church foi apresentada no 11º episódio da última temporada da série - intitulado We Built This Glee Club – pelo personagem Rodrerick, interpretado por Noah Guthrie. 



Tightrope - Jane





Outra performance excelente foi a de Tightrope, no segundo episódio da última temporada da série – intitulado Homecoming. Nele, vemos Jane se apresentando para os Warblers da Dalton Academy e arrasando! Mais uma personagem que merecia ter sido introduzida muito antes na série para que muitas outras questões fossem discutidas e pudéssemos ver seu desenvolvimento.



Hung Up - Tina





Um dos momentos mais importantes da série, na minha opinião. Tina, interpretada por Jenna Ushkowitz, finalmente libera sua diva interior no 13º episódio da 4ª temporada – intitulado Diva – com a música da digníssima Madonna, Hung Up.



I will always love you - Mercedez





Uma das cantoras com a voz mais poderosa de todo o elenco da série – desculpe, Lea, mas Amber Riley, intérprete de Mercedez Jones, arrasou na performance de I will Always love you, no 13º episódio da terceira temporada, intitulado Heart. Não me canso de ouvir essa mulher cantar! SING, BABY! SING!



Girl on fire - Santana





Santana, interpretada por Naya Rivera, foi uma das personagens que mais evoluiu ao longo da série, na minha opinião. Todos aprenderam muito, mas ela – acho que por ser uma das minhas favoritas – foi muito mais fácil notar seu desenvolvimento. Essa música também foi apresentada no 13º episódio da 4ª temporada, Diva.



I'm a slave 4 u - Brittany






Um outro tributo como o da Madonna no episódio The Power of Madonna aconteceu no segundo episódio da segunda temporada, intitulado Britney/Brittany, onde a personagem Brittany - interpretada por Heather Morris - dorme com a anestesia do dentista e sonha que é Britney Spears e apresenta I’m a slave 4 u.



Everytime - Marley






Acho que podemos concordar ao dizer que Melissa Benoist, interprete de Marley Rose (atualmente intérprete da Supergirl) tem uma voz deliciosa de ouvir. Nesta apresentação ela faz uma versão de Everytime, uma música da Britney, no segundo episódio da quarta temporada – intitulado Britney 2.0.



Turning Tables - Holly Holliday





Na minha opinião, a aparição de Gwyneth Paltron como Holly Holliday foi uma das melhores participações especiais da série. Nesta performance, ela canta Turning Tables de Adele, no 17º episódio da segunda temporada - intitulado A Night of Neglect.



Bohemian Rhapsody - Vocal Adrenaline





Acredito que todos concordam que essa foi de longe a melhor performance da primeira temporada, merecendo até o prêmio na competição dos corais. Bohemian Rhapsody, apresentada pelo coral do Vocal Adrenaline, liderado por Jesse St. James, interpretado por Jonathan Groff, no episódio 22 da primeira temporada - intitulado Journey.



Girls just wanna have fun - Finn






E por último, mas não menos importante, temos Girls just wanna have fun, performado por Cory Monteith, intérprete de Finn. Deixei essa por último pois, como noticiado, o ator faleceu no dia 13 de julho de 2013 por overdose devido um histórico de abuso de drogas. A música foi apresentada no 7º episódio da 3ª temporada, intitulado I kissed a girl.




Enfim, essa foi minha seleção de Melhores solos de Glee. O que acharam? J-J






Por: Thiago Nascimento

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Quinta de série- nostalgia: Lost

Pode conter spoilers!








Hoje é dia de falar da série que foi sucesso de audiência, público, teorias e análises: Lost. Essa foi uma das produções que fez com que minha paixão por seriados aparecesse e uma das primeiras que acompanhei completamente. Lost estreou em 22 de setembro de 2004 e teve seu fim em 23 de maio de 2010, durando seis temporadas e 127 episódios. A série foi uma criação de Jeffrey Lieber, J. J. Abrams (Alias e Fringe) e Damon Lindelof e contou com um elenco extenso, entre eles, Matthew Fox, Evangeline Lilly, Josh Holloway, Naveen Andrews, Emilie de Ravin, Terry O'Quinn, Jorge Garcia, Maggie Grace, Malcolm David Kelley, Daniel Dae Kim e Yunjin Kim. A produção misturou drama, suspense e ficção científica de uma forma inovadora e arrebatadora. A série se passava na ABC

Lost (Perdidos em português) girava em torno da história de 48 sobreviventes após um acidente aéreo durante o voo Oceanic 815. O avião em que estavam à bordo e viajava de Sydney (Austrália) para Los Angeles (Estados Unidos) caiu em algum lugar do Oceano Pacífico e, agora, devem lutar pela sobrevivência e para serem resgatados. Só que isso não será fácil, já que a ilha é cercada de suspense e mistério e impede que eles sejam resgatados.

Logo descobrimos que os 48 sobreviventes não caíram na ilha por acaso. Cada um deles está lá por um motivo especial. No avião tinha passageiros americanos, iraquianos, coreanos e uma australiana. Agora, eles lidam com as diferenças entre si, principalmente entre o líder Jack (Matthew Fox) e o sublíder John Locke (Terry O'Quinn), que insistem em liderar o grupo com suas convicções. De um lado, Jack quer liderar com a ciência ao seu favor, do outro John com a fé. Afinal de contas, por que os sobreviventes estariam na ilha? Por motivos científicos, de fé, por acaso ou com um propósito?! 



A ilha, localizada no Havaí, não é comum. Nela existem sussurros, ursos polares (?), fumaça negra, escotilhas, salas experimentais, bunkers de funcionários da Iniciativa Dharma, o protetor da Ilha - Jacob, um bote do século XIX chamado Rocha Negra, uma aeronave com drogas, restos de uma estátua antiga, "Os Outros", aparições de pessoas do passado dos sobreviventes, entre vários outros absurdos. Então, além de procurarem uma forma de saírem da ilha, os sobreviventes descobrem e investigam seus mistérios.

Cada episódio é focado em um dos personagens principais da série. Eles tem o objetivo de mostrar a vida do sobrevivente antes da queda do avião, o que faziam e até mesmo ligações com outros personagens da ilha. Esses são os chamados flashbacks. As histórias pregressas dos sobreviventes são bem interessantes e inóspitas. Kate (Evangeline Lilly) era fugitiva da polícia; Jack (Matthew Fox) médico; Locke (Terry O'Quinn) paraplégico; Jin e Sun tinham segredos e problemas conjugais; Hugo era azarado mas que ganhou um prêmio de loteria; Charlie (Dominic Monaghan) astro de rock viciado em heroína; Sayid (Naveen Andrews) o militar iraquiano; Sawyer (Josh Holloway) o cafajeste; e Claire (Emilie de Ravin) a grávida. A partir do momento que acontece o acidente de avião, a vida de todos muda radicalmente. Kate deixa de ser fugitiva, Locke passa a andar, entre outros. 

À partir da quarta temporada a vida dos sobreviventes é contada sob uma perspectiva do futuro, ou seja, flashforwards. Descobrimos, então, que algumas das pessoas conseguiram sair da ilha e reconstruem suas vidas. Contudo, Jack e alguns dos outros personagens manifestam o desejo de retornarem à ilha por vários motivos, entre eles o de que a vida deles era melhor por lá. Confesso que esses flashforwards me deixaram confuso e provocou várias aberturas no roteiro. 
    
A sexta temporada se passa de forma íntegra na ilha e não há flashbacks e flashforwards, com o objetivo de solucionar os últimos mistérios do local e gerando uma tensão em apenas um conflito até o final da temporada.

Lost foi uma das produções mais caras da TV, pois se passou inteiramente no Havaí (Seu piloto saiu com preço elevado). Além disso, é uma das séries que reuniu um amplo número de atores. Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof construíram um universo incrível de vários personagens e histórias, além de mistérios e suspenses. Em sua estreia a série tornou-se uma febre, mas quando o roteiro ficou inverossímel demais - com os personagens querendo mover à ilha - as pessoas, de forma geral, perderam o interesse em assisti-la. Além disso, nem todos os mistérios que a produção levantou foram solucionados.


Personagens

Como falado no primeiro tópico, a série contou com 48 sobreviventes, incluindo os que estavam na cauda do avião. Além disso, contou com Os Outros e figurantes. Falarei dos personagens principais agora. Vem comigo.



Jack: Médico-cirurgião espinhal e zelador Dharma. Possui a razão aflorada e entra em conflito com John Locke na ilha. 




Kate: golpista e funcionária de uma fazenda, além de ser mecânica da Dharma. Na ilha, pode experimentar a liberdade, uma vez que o oficial de justiça que a levava para os EUA foi morto. 




John Locke: supervisor de uma fábrica de caixas, inspetor de casas, vendedor de lojas, caçador e líder dos Outros. Ao embarcar no avião está paraplégico e ao sair dele, misteriosamente, passou a andar. É considerado o herói da fé e o contraponto à Jack. 




Sawyer: golpista e chefe de segurança da Dharma. Também é jogador de boxe e um exímio sedutor. Na série foi o que mais bateu e apanhou. 




Claire: aplicadora de piercing e garçonete. Durante o vôo estava grávida. No decorrer das temporadas descobre que é irmã de Jack. 




Sayid: ex-Oficial de Comunicações da Guarda Republicana do Iraque, Chef e Assassino. Ao mesmo tempo que pode ser doce, pode ser um violento torturador. 





Hugo "Hurley": ex-funcionário de uma lanchonete e milionário de um prêmio em dinheiro ao jogar em números misteriosos. Também é cozinheiro da Dharma. É um dos grandes alívios cômicos da série e um gordão camarada. 





Jin: porteiro/empregado da máfia e representante da Paik Automóveis. É casado com Sun e passa por dificuldades no relacionamento com ela. Na ilha é segurança Dharma. É um coreano quieto e pacífico. 




Sun: diretora gerente das Indústrias Paik, dona de casa e casada com Jim. É uma mulher inquieta, diferente de seu marido.




Boone: COO de subsidária da empresa de casamento da mãe e apaixonado por sua irmã




Walt: estudante e filho de Michael. 




Charlie: jovem músico de banda de rock e viciado em drogas. Mantém um relacionamento amoroso com Claire após o acidente. Na ilha passa a ser o grande herói dos sobreviventes.




Shannon: professora de balé, irmã de Boone e considerada uma garota-problema. 




Michael: trabalhador em construção e artista freelancer. É o pai que só queria dar orgulho para seu filho, Walt.  




Ana-Lucia: policial da LAPD e segurança de Aeroporto. É a líder dos sobreviventes da cauda do avião. 




Mr. Eko: ex-traficante e auto-proclamado padre. 




Libby: psicóloga. Na ilha manteve um caso amoroso com Desmond e Hurley. 




Desmond: velejador, prisioneiro e soldado do exército britânico. É um escocês que faz turismo pelo mundo. 




Benjamin Linus: um dos vilões da série e líder dos Outros




Juliet: médica em fertilidade e mecânica Dharma. Ela fazia parte dos Outros, mas os traiu para ficar com os Oceanics (sobreviventes do voo 815). 




Nikki: golpista e atriz. É a namorada de Paulo. 




Paulo: golpista e cozinheiro. Namorado de Nikki. É enterrado vivo.




Daniel Faraday: físico que foi vítima de seus próprios experimentos. 




Charlotte Lewis: antropologista que nasceu e morreu na ilha.




Miles: médium que possui contato com espíritos e segurança da Dharma. 




O Homem de Preto: morador da ilha e inimigo de Jacob.




Jacob: homem que repousa à sombra da estátua. 




Ilana: caçadora de recompensas e ajudante de Jacob. 




Richard: conselheiro de Jacob e dos outros, ex-escravo e fazendeiro. É eternamente jovem.




Frank Lapidus: piloto da Oceanic Airlines e da Ajira Airlines.




O monstro: vapor negro assassino, que persegue as pessoas e conhece suas memórias. 


Claro que a série tem muito mais personagens (A Superinteressante listou 98), mas seria praticamente impossível falar de todos nesse post. 


Mistérios

Lost se pautou em suspenses e mistérios. Por que a ilha fica invisível para o mundo exterior? Quem são Os Outros? O que é a fumaça negra? Por que os sobreviventes experimentaram verdadeiros milagres ao caírem na ilha? Por que a ilha tem o poder de unir ou separar pessoas e criar conexões? Por que há um urso polar em uma ilha tropical? Por que os sobreviventes que saíram da ilha querem voltar para lá? O que é a Iniciativa Dharma? Esses e outros inúmeros mistérios foram desvendados no decorrer das temporadas. Mas o difícil era que quando um mistério era solucionado vários outros surgiam.

Teorias, conspirações e pontos de vistas ganharam as redes sociais no decorrer da exibição da série. Detalhes, easter eggs e mistérios se encontravam em cada frame de cena. Por isso, muitos telespectadores optaram por assistir a série dublada, pois existiam muitas referências e mistérios em uma cena. 

Fazendo um balanço, a série conseguiu solucionar a maioria dos mistérios, mas ainda seguem aqueles não-resolvidos que falo no subtópico abaixo. 


Mistérios não-resolvidos


4, 8, 15, 16, 23 e 42: essa sequência de números aparece em vários momentos e cenas da série, que prefiro não comentar para não estragar a surpresa, mas qual é o real significado dela? Segue sem explicação.




Regras que regiam a ilha: logo sabemos que existe uma força ou um conjunto de regras que rege a vida na ilha, mas não sabemos até hoje quais elas são e para que servem.

Poderes de cura na ilha: como mencionado, John Locke, que era paraplégico voltou a andar, e até mesmo Sun, que era estéril voltou a engravidar. Mas como esses poderes funcionavam na ilha? Havia uma seleção para cura de determinada pessoa e não de outra?

Quem era a protetora original da ilha? a série não soube esclarecer quem era a protetora original da ilha e criadora de Jacob e do Homem de Preto.

Poderes de Walt: o garoto Walt podia prever o futuro e controlar animais, mas a produção nunca esclareceu se ele teve os poderes na ilha ou se já os tinha.

Personagens com mediunidade: Myles, Hurley e o Homem de Preto possuíam esse poder, mas nunca foi esclarecido o porquê.

Sussurros: na ilha era possível ouvir vários sussurros, mas a série seguiu sem revelar o que eles significavam.

Mortos vivos: desde o primeiro episódio, apareciam pessoas mortas ligadas aos sobreviventes. Por que eles apareciam? Eram aparições ou espíritos?





Black Rock: um navio surge ainda na primeira temporada deteriorado. Quem eram seus tripulantes? Por que ele chegou até à ilha?





Adão e Eva: de quem eram os esqueletos encontrados na ilha? Quem a habitava há 60 anos atrás, antes da época dos sobreviventes?




Estátua de quatro dedos: não é revelado quando e por que ela foi construída.




Richard, o homem que não envelhece: por que o personagem não envelhecia? 


Viagem no tempo: a ilha permitia viagem no tempo apenas girando uma roda congelada. Mas por que isso acontecia?




O site G1 selecionou 15 mistérios não-resolvidos da série, em um infográfico interativo e com um bonito design.





























Iniciativa Dharma




A Iniciativa Dharma era um dos grandes mistérios da ilha. Dharma significa Departamento de Heurística e Pesquisa em Aplicações Materiais (Department of Heuristics And Research on Material Applications Initiative, em inglês). Basicamente era um projeto de pesquisa da ilha, que se subdividia em 11 estações (Estudos de fandom mostram que existiam outras), cada uma destinada à uma frente.

Os propósitos dessas estações eram desconhecidos, mas era o que havia de mais avançado na ilha. Todas elas possuíam energia elétrica, suprimento de água, máquinas, aposentos, computadores, suprimentos e materiais médicos, ao contrário dos sobreviventes da ilha que viviam em situações inóspitas. 

Em 2008, no auge da série, foi lançado o site da Iniciativa Dharma e os fãs da série puderam saber mais do seu significado e propósito. Os fãs souberam que seus interesses estão ligados à ciência marginal e que o termo é um sânscrito utilizado no hinduísmo, budismo, jainismo e sikhismo. Desse modo, a mitologia e a fantasia se instaurou, mais uma vez, na série. 





O logo da Dharma é um octógono com a palavra Dharma dentro, assim como os das outras estações que falo e explano logo abaixo. 


Ilha principal


A Flecha



É considerada por muitos como a primeira estação da Iniciativa Dharma, embora alguns dizem que ela é a segunda. A estação funciona como um depósito, contendo apenas duas caixas. Fora utilizada com o objetivo de desenvolver técnicas de combate.


O Cisne



Usada para estudos de eletromagnetismo. Foi encontrada por Locke e Boone. Na estação tem que digitar uma sequência numérica a cada 108 minutos durante 540 dias, pois era um protocolo a ser seguido. 


A Chama




Utilizada para comunicações. Ela contém uma sala com computadores e equipamentos.


A Pérola



Utilizada para observação remota e Estudos Psicológicos. O objetivo da estação é monitorar a estação Cisne, por meio de um sistema de monitoramento remoto. 


A Orquídia



Criada para estudos através do espaço e do tempo. Mesmo que possa parecer, não era uma estação botânica mas tinha o objetivo de controlar viagens temporais. Ela era o centro onde os sobreviventes podiam mover a ilha, em uma espécie de Efeito Casimir


O Cajado



É uma estação médica utilizada para o cuidado e experimentos com mulheres grávidas da ilha. 


A Tempestade



Gerava energia e armazenava gás para toda a ilha, contudo não se sabe como a energia é produzida. 


A Porta



Até o presente momento sua utilização é desconhecida. Ela é formada por celeiros do lado de fora e duas portas que não tinham utilidade alguma. 



Centro de Segurança



A estação possui diversas câmeras de monitoramento da ilha, com o objetivo de garantir a segurança do local.



Em Los Angeles

O Farol


Localiza a ilha no tempo e no espaço. É uma estação situada fora da ilha. 


Na costa

O Espelho



Criada para impedir o contato para fora da ilha. A estação é submersa e ligada apenas por um cabo. A estação é responsável por bloquear a comunicação de fora para dentro da ilha e de dentro para fora. 


Outra ilha

A Hidra



Criada para fins de estudos zoológicos. Possui uma parte acima do solo e outra subterrânea e foi utilizada para estudar e conter animais da ilha, como o urso polar.


Temporadas 

Como falado anteriormente, Lost durou seis temporadas. Abaixo faço um resumo da história de cada temporada para que aqueles que ainda não assistiram tenham curiosidade de ver. 


1ª temporada

Introduz a história e foca na vida de cada um dos sobreviventes. Ao final da temporada, eles conhecem Danielle Rousseau, que está na ilha há 16 anos. 


2ª temporada


A história continua a partir de 44 dias após a queda do avião. Os sobreviventes descobrem a misteriosa Iniciativa Dharma. Na temporada conhecemos Os outros e os sobreviventes da cauda do avião. 


3ª temporada


Vários personagens são acrescentados e novos mistérios surgem. 


4ª temporada


Uma das temporadas mais curtas da série (16 episódios) por conta da famosa greve dos roteiristas em 2008. Um misterioso navio cargueiro surge no oceano, com o objetivo de resgatar os sobreviventes. Seriam eles gente de bem? No fim da temporada, seis sobreviventes conseguem sair da ilha. 


5ª temporada


Nesta temporada, os sobreviventes passam por experiências de caos e os seis da Oceanic que saem da ilha na quarta temporada precisam voltar por um motivo. 


6ª temporada


A trama se baseia no confronto final entre o bem e mal, representados por Jacob e seu nêmesis (Homem de Preto), que logo descobrimos ser o monstro da fumaça negra. Várias atitudes interferem na ilha e há aqueles que precisam protegê-la a qualquer custo. 


A reinvenção de como se assiste séries


Lost foi uma série que não terminava quando o episódio era televisionado. Várias discussões, teorias e análises foram feitas por fandoms, sites especializados, fóruns, podcasts que sempre observava e estudava questões que passavam desapercebidas pela maioria dos telespectadores.

Lembro que na época aguardava ansioso pelo próximo episódio, procurando informações, pré-roteiros e aperitivos do que iria acontecer à seguir. Na época não contava com o serviço de Torrent, mas sempre dava um jeito de assisti-lo, mesmo que fosse legendado em algumas vezes. 

Lost utilizou muitas metalinguagens e easter eggs. É uma série que ia além da TV, passando por podcasts, jogos (The Lost Experience e Find 815), análises e os famosos extras dos DVD's que tinham explicações aprofundadas das teorias e conexões entre os personagens. Tudo com o objetivo de saciar o desejo dos telespectadores que não se contentavam apenas com o episódio televisionado. 


Wrecked




Em 2016, seis anos após o término de Lost, foi criado uma série chamada Wrecked, espécie de sátira à produção. Com plots e mistérios mais fáceis de entender, a série durou apenas três temporadas (já falada aqui), com o mote de comédia, suspense e mistério.  



Audiência 

A série teve uma média de 15 milhões de telespectadores. As duas primeiras temporadas teve 15 milhões. A partir da terceira temporada esse número decresceu: 15,05 milhões (terceira temporada); 13,4 milhões (quarta); 11,05 milhões (quinta) e 10,31 milhões (sexta). Isso demonstra que a série no início era inovadora e criativa, e com o decorrer do tempo se perdeu por conta do roteiro fantasioso demais. Contudo, a acompanhei do início ao fim.


Prêmios

Em todo seu tempo de exibição, a série acumulou mais de 50 prêmios de um total de 176 indicações. Lost participou de premiações como Emmy Awards, Golden Globe Awards, Satellite Awards, Teen Choice Awards, entre outros. 



Crítica

Com certeza Lost foi uma série divisora de águas do que foi produzido e do que passaria a ser produzido. A série, de forma geral, prendia a atenção do telespectador com bons plots, cliffhangers e personagens com histórias ricas. Além disso, temas como sobrevivência, fé, ciência, ficção científica e dramas pessoais foram trabalhados.

Lost mudou o conceito de assistir séries, além de introduzir bem flashbacks - não tão bem os flashforwards - linhas temporais e realidades paralelas.  Após ela, várias outras trabalharam os termos em seus episódios. 

No entanto acredito que a série decaiu quando passou a ter um roteiro fantasioso demais e quando os flashforwards não se encaixavam com o momento atual dos personagens. Tudo bem que a série era baseada em ficção científica e fantasia, mas chegou em um momento que tudo era difícil demais de engolir. 

A série teve vários pontos positivos, como os dramas dos personagens, os mistérios e toda a mitologia construída. Como pontos negativos, estão sua longa duração e os mistérios que não foram solucionados ao final do show.


Essa é a dica de série de hoje. E você, já assistiu esse mito de série? O que achou? Diga nos comentários. Vamos discutir sobre. J-J






Por: Emerson Garcia
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