sexta-feira, 19 de abril de 2019

Ovos de Páscoa com brindes tecnológicos



Marcas de ovos de Páscoa tem investido em brindes tecnológicos. Como bom apaixonado pela tecnologia me admirei com as surpresas que acompanham os chocolates. Alguns deles contém brindes comuns, como fones de ouvido, amplificadores de som e relógios digitais. Já outros, mais interessantes, como óculos de Realidade Virtual, Realidade Aumentada e leitores de QR Code. Cada vez mais crianças e adultos tem contato com a tecnologia.

Essas surpresas necessitam de outros dispositivos (smartphones, smart TVs e computadores pessoais) e sistemas operacionais (Android e Apple) para que a experiência seja interessante, satisfatória e criativa. São brindes com funcionamento a partir de outras tecnologias.

Por exemplo, os ovos Disney Minnie e Disney Mickey da Kopenhagen de 2017 continha um óculos de VR (Virtual Reality ou Realidade Virtual) que funcionava junto com um smartphone. O usuário colocava o óculos, imergia e interagia em um ambiente totalmente virtual através da tela do aparelho. Um dos jogos disponíveis fazia parte do aplicativo Caça aos Ovos, onde a criança ou o adulto se prendia e se divertia ao encontrar ovos de Páscoa. Confira como funcionava o jogo no vídeo abaixo:





De acordo com Renata Moraes Vichi, vice presidente do grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau o intuito é apresentar surpresas que fogem do padrão do varejo tradicional e prendem a atenção de crianças (E por que não adultos?!) que estão cada vez mais imersos na tecnologia. Leia (com grifos):

“Temos como referência a busca por inovações ainda não trabalhadas por outros players. O ovo da Disney tem essa característica de tecnologia. A gente sabe que hoje a criança está o tempo todo conectada aos aplicativos no celular, então, unimos tecnologia sem perder a essência do ovo dragê, que é super reconhecido e tradicional”.







A tendência da Realidade Aumentada não é exclusiva da Kopenhagen, mas a própria Nestlé criou uma linha de ovos esse ano que utiliza essa tecnologia, os ovos Surpresa (Surpresa DinoVenture - dinossauros, JungleVenture - animais da floresta e SeaVenture - animais aquáticos). Cada um dos modelos conta com cinco animais. 






Com o aplicativo Nestlé Realidade Aumentada, criado pela Flex Interativa,  o consumidor tem uma experiência única e inovadora. Cada ovo contém um disco de metal com leitor QR Code. Funciona da seguinte maneira: baixa-se o aplicativo, coloca o disco na palma da mão e posiciona-se o celular (no aplicativo) na direção do disco. Ao fazer isso, é projetado o animal/dinossauro se movimentando, fazendo barulhos e interagindo. Veja o vídeo abaixo:




Legal né?! É muito real. Parece que o animal está realmente em nossa mão.





Além da exibição do bicho, o aplicativo, em parceria com a Animal Planet, ainda apresenta informações sobre a espécie e seu habitat. Esse é um objetivo da marca de sempre oferecer um conteúdo educativo em seus produtos.



A Cacau Show, por sua vez, aposta nesse ano em toucas de monstros de pelúcia que realizam movimentos e emitem sons. Além disso, o monstrinho da touca ganha vida no aplicativo Cacau Kids. O monstro virtual assemelha-se bastante com o nostálgico Tamagoshi, pois também damos banho, alimento, brincamos e cuidamos dele. Ok, ok. Que esse brinde não é tão tecnológico assim e sim o aplicativo, mas achei interessante e por isso trouxe aqui. 



Ovos de Páscoa com brindes tecnológicos são tendência atualmente. E vocês, gostam de ovos com essas surpresas?! Que outros podem citar? Digam tudo nos comentários. J-J

OBS.: Não recebi nada para falar da Nestlé, Cacau Show e Kopenhagen, mas estou aí para qualquer parceria.
    

Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Quinta de série: The defenders

Pode conter spoilers!






Hoje é dia de herói, bebê! No Quinta de série falarei de Marvel's The Defenders que conta com Demolidor (aqui), Jessica Jones (aqui), Luke Cage (aqui) e Punho de Ferro (aqui), superheróis unidos para combater forças terríveis em Nova York. No quadro, já falamos de cada uma das séries, por isso agora podemos falar desta com mais propriedade. Para assisti-la é necessário ver as duas temporadas de Demolidor e as temporadas iniciais das outras

The Defenders (Os Defensores, em português) é uma produção de Douglas Petrie e Marco Ramirez baseada em caracteres da Marvel Comics e no universo cinematográfico da Marvel. Produzida pela Netflix, tem em seu elenco Charlie Cox (Demolidor), Krysten Ritter (Jessica Jones), Mike Colter (Luke Cage) e Finn Jones (Punho de Ferro). Além dos atores principais, a série ainda conta com Élodie Yung (Elektra Natchios), Sigourney Weaver, Rosario Dawson e Eka Darville. The Defenders foi produzida por Evan Perazzo e contou com o design de figurino de Stephanie Maslansky. Contou com 8 episódios e apenas uma temporada.




A série reúne quatro superheróis, com diversas habilidades que formam uma equipe em Nova York destinada a destruir uma seita que se instala que tem como líder a misteriosa e enigmática Alexandra e um grupo dos tentáculos. Por mais que cada herói possua um poder, eles apresentam suas fraquezas humanas e são conhecidos como heróis imperfeitos de Hell's Kitchen. Será que eles conseguirão derrotar essas forças malignas que assolam Nova York?

A temporada se inicia com vários terremotos estranhos e criminosos e com a reunião de cada um dos heróis, que se encontravam em vários cantos do país. A série conta com muitas cenas de ação, luta, mas também com diálogos interessantes.


Os Defensores


Diria que os defensores são heróis desajustados, comuns e bastante humanos. Cada um deles possui uma habilidade distinta, mas ligadas à lutas e defesas pessoais. Unidos, são invencíveis. Falo de cada um abaixo e também de Elektra - apesar de não ser uma defensora e se tornado uma vilã na série - que marcou presença na série e em Demolidor


Demolidor




Também conhecido como Matt Murdock, Demolidor é um advogado nas horas seculares e à noite combate os crimes de Hell's Kitchen utilizando suas habilidades. Ele é bastante sagaz, habilidoso e conhecedor de golpes, apesar da cegueira. 


Habilidade: superpoderes sensoriais
Figurino: traje vermelho escarlate, barra de ferro e máscara no estilo de demônio
Cor representativa: vermelho escarlate


Jessica Jones




Sofre de Transtorno Pós-Traumático e também é uma advogada, como Matt Murdock. Ela possui uma empresa de investigação chamada Alias Investigações. Sua habilidade ajudará no grupo de heróis. 

Habilidade: superforça
Figurino: calça jeans, camiseta e jaqueta. Bem informal mesmo
Cor representativa: lilás 


Luke Cage




Ex presidiário que após experimentos científicos tornou-se superforte e com a pele indestrutível, o que o deixa à prova de balas e de qualquer dano corporal. Luke Cage tenta reconstruir sua vida longe do superheroísmo, mas não consegue por muito tempo, acabando por revelar sua real identidade. 

Habilidade: superforça e pele indestrutível
Figurino: camiseta e calça jeans
Cor representativa: amarelo


Punho de Ferro



Milionário, monge budista e especialista em artes marciais que tem a habilidade de invocar o Punho de Ferro, com mantras e meditações. Ao fazer isso, sua mão fica brilhante e no tom amarelo. 

Habilidade: lutas marciais
Figurino: camisa sobreposta em outra camisa, calça folgada e confortável
Cor representativa: verde e amarelo


Elektra



É ex namorada de Matt e possui habilidades com armas. É extremamente calculista e fria em todas suas ações.

Habilidade: luta e utilização de armas
Figurino: roupa colada em tons vermelhos e pretos e duas facas colocadas de forma transversal nas costas
Cor representativa: vermelho e preto




Lançamento

A série foi lançada no dia 18 de agosto de 2017 no serviço de streaming da Netflix, por todo o globo, com qualidade de imagem e som Ultra HD 4K. Os episódios foram lançados de forma simultânea, totalizando quase oito horas de duração. 



Marketing



Achei interessante a forma como The Defenders foi publitizada na Comic Con 2016, em San Diego, com um teaser trailer destacando a palavra "Defender" e formada a partir de pedaços de papeis dos logos das quatro séries anteriores (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro). Além desses marketings, os atores também apareceram na Comic Con de Nova York juntos no palco. 





Crítica



The Defenders possui um bom ritmo e enredo. Isso pode ser verificado na diminuição dos episódios, que a deixou mais ágil e enxuta. A série conta com boas cenas de drama e ação, protagonizadas com maestria por Matt Murdock e Jessica Jones. A série possui bom plots e viradas de roteiro. 

O desafio encontrou-se em justamente unir todos os heróis em um único produto, daí a habilidade de harmonizar todas as estéticas e cores dos personagens (Falado no tópico Os Defensores). Mas isso é conseguido de forma única, criativa e inovadora. A paleta de cores da série apresenta um visual multicolorido, respeitando as cores de cada personagem. Há cenas com paletas de cores frias, verde, azul e lilás - com Jessica Jones e Punho de Ferro - e com quentes, vermelho e amarelo - Demolidor e Luke Cage. 

O início da série foca em cenas individuais de cada herói. Não houve uma preocupação de acelerar o encontro deles. Tudo ocorre com certa fluidez e contemplação. The Defenders começa com a continuação dos plots de Punho de Ferro e Demolidor, além dos de outros heróis. 

O quarteto possui uma boa integração e química nas telas. Os diálogos não são superficiais, mas possuem bons ganchos e reflexões. Percebemos uma química maior entre Matt Murdock e Jessica Jones, mas todos atuaram bem. 

Com TD, a Marvel e a Netflix se preocuparam em criar um universo. Vários personagens secundários, porém importantes, mostrados nas quatro produções anteriores, estão de volta: Foggy Nelson, Karen Page, Jeryn Hogarth, Claire Temple, Colleen Wing, Misty Knight, Stick e Trish Waker. 

TD possui uma boa trilha sonora, mas ela não ganha tanto destaque como na série Luke Cage. Há boas trilhas sonoras em cenas de luta, ação e diálogos.

The Defenders empolga e fecha com chave de ouro a união desses heróis desajustados.  


Pronto! Atualizamos mais uma série do universo Marvel/Netflix. Agora só falta a temporada final de Demolidor e as segundas de Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, além da única de Punisher. Aguardem as próximas resenhas do Quinta de série. J-J










Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 17 de abril de 2019

JJPLAY #1: Primitive Tecnology – a pré-história em nossos dias



 ...E o princípio era uma pedra lascada. | Primitive Tecnology/ YouTube


Entra no ar o novo quadro do JOVEM JORNALISTA que publicará canais de vídeos relevantes e úteis da internet. [1] Boas vindas a todos ao JJPLAY. Todo mês e no dia de quarta-feira terá uma dica de vídeo. Hoje você vai saber mais deste primeiro canal.



Paus, pedras, barro e água. Pegue o conhecimento de nossos antepassados e terá a criação de casas, ferramentas, fornos, martelos d’água e a descoberta dos metais. Junte tudo isso e terás o canal Primitive Tecnology – em português literal, “Tecnologia Primitiva”.




















CANAL DE VÍDEOS: YouTube [2]
LINKS EXTERNOS: Blog do canal [3], Wikipédia (EN) [4]
DADOS DO SOCIALBLADE: estatísticas [5]
APOIO FINANCEIRO: Patreon [6]


Com todos os materiais extraídos da natureza, John Plant mostra como fazer de um ambiente natural e hostil um lugar civilizado. Com uma pedra faz-se machado, com esse machado é possível cortar madeira, com a madeira se levanta uma casa e por aí vai. Começando do zero se percebe o processo de construção de artefatos, plantações e ferramentas apenas com os itens encontrados na natureza.

Assim John Plant descreve seu canal:

“Primitive technology is a hobby where you build things in the wild completely from scratch using no modern tools or materials. These are the strict rules: If you want a fire, use a fire stick - An axe, pick up a stone and shape it - A hut, build one from trees, mud, rocks etc. The challenge is seeing how far you can go without utilizing modern technology. I do not live in the wild, but enjoy building shelter, tools, and more, only utilizing natural materials. To find specific videos, visit my playlist tab for building videos focused on pyrotechnology, shelter, weapons, food & agriculture, tools & machines, and weaving & fiber.” (COM GRIFOS MEUS)


As criações de John Plant com materiais oriundos da natureza. | Primitive Tecnology/ YouTube


Pode até se pensar que John Plant vive este estilo de vida, mas não é não. Ele vive como um homem de nossa era como qualquer outro. É mais um hobby que ele compartilha em seus vídeos que já inspiraram outras pessoas a fazerem filmagens com temas semelhantes.


Demonstração de vídeo

A caminho da idade dos metais – Em vídeo publicado dia 17 de agosto 2018 inicia-se no Primitive Tecnology a saga da era dos metais. Com materiais naturais, fogo e carvão, Plant recolhe os primeiros resultados metálicos de seu esforço.






Avaliação, justificativas e legado

O canal Primitive Tecnology transporta o internauta aos primórdios da pré-história. Faz-nos refletir quanto tempo demorou em que a humanidade chegasse ao grau de conforto, rapidez e longevidade de nossos dias. A sabedoria do homem não tem limite em atender suas necessidades e, assim que as mesmas são saciadas, sempre há um modo de aperfeiçoar.

Por que recomendo o canal Primitive Tecnology? Acredito que os internautas podem conhecer as técnicas utilizadas no passado e refletir o quanto foi demorado para a humanidade chegar onde estamos. Se acaso achar que sua vida é complicada, reflita e aprenda.

O legado que se deixa é em relação à consciência sobre o consumo: tudo o que temos nos satisfaz? Vivemos melhor que nossos antepassados? Nossa vida está mais burocrática? Viver na cidade ou afastado do mundo do concreto armado, da água potável, geladeiras e automóveis? Se escolher o caminho da vida natural, o que renunciar do mundo eletrônico e frenético?



O que achou? Digite e/ou sugira outros canais nos comentários.

Espero ter gostado da sugestão. Até a próxima!

UM BOM PLAY PARA TODOS! J-J



Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA

terça-feira, 16 de abril de 2019

Desabafo: e quando escolhemos não decepcionar quem amamos, mas somos infelizes em nossas escolhas?





“Deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida. Preciso demais desabafar.” - MD2


Há muito tempo sinto algo que não conseguia descrever. Era um sentimento que, a princípio, parecia besteira e foi se agravando e, na maioria das vezes, acontecia sempre com o mesmo gatilho.

Ao entrar na universidade, aprendi muitas coisas, inclusive a ser mais sociável. Mas, como um professor do primeiro período disse: “O meio acadêmico não é para todos”. No começo não entendia, ou fingi que não entendi, mas passado algum tempo, essa frase se repetiu na minha cabeça.

Ingressei na universidade porque me parecia uma boa opção. Estudaria, me formaria e sairia de lá com uma profissão comprovada por um pedaço de papel. Mas quando entrei, percebi que não é bem assim que funciona. Na vida real o buraco é muito mais embaixo.

Ao começar a estudar, me questionei se era aquilo mesmo que queria, porque não me via atuando na área escolhida. Mas daí insisti. “Não pode ficar muito pior que isso”, pensei. Não sei quando, mas em algum momento ficou e o sofrimento surgiu.

Mas que sofrimento? Em estudar? Não. O sofrimento não era o estudar pela própria ação. Ele vinha por parte de mim mesmo. Estava infeliz e em negação. O famoso “empurrando com a barriga”. Era exatamente isso que estava fazendo. Com medo de decepcionar as pessoas que amava, decidi que valia a pena continuar por elas.

Amo a minha tia (moro com ela desde criança). Ela me apoiou quando ninguém mais o fez, me ajudou quando ninguém mais ajudou e acreditou em mim quando ninguém mais acreditou. E a única coisa que queria é deixá-la orgulhosa, e isso acabou sendo muito doloroso quando se está no estado psicológico que me encontro. Você sabe que a pessoa acreditou, colocou a esperança dela, gastou tempo, dinheiro, conselhos e você não consegue cumprir isso. 

Então, tenho os seguintes problemas (os mais evidentes, quero dizer): não estou mais satisfeito da maneira que estou fazendo o que faço, mas também não consigo me desvencilhar desse sentimento de decepção por não estar conseguindo seguir. E o pior de tudo é que ele não parte nem de decepcionar a mim mesmo, mas as outras pessoas.

Fiquei, por muito tempo, acreditando que esses sentimentos eram passageiros. Achava que a tempestade ia acabar porque, afinal, nada dura para sempre. Agora, como minha amiga disse em uma conversa, “o copo que estava vazio, começou a encher até transbordar”. Isso aconteceu porque a tempestade não parou. Eu teria que virar o copo para esvaziá-lo ou trocar por outro. Mas fico pensando: “será que trocá-lo vai terminar com a tempestade?”.






“Calma, vai passar. Deixa a tempestade clarear.” - Supercombo



A gente sempre pensa no tempo quando decidimos fazer algo. E quando acontece de “gastar” os anos e não ter algo concreto a partir disso? “Gastar” entre aspas porque não é com o sentido de desperdício, porque sempre há um tipo de aprendizagem, mas sim no de que o tempo passou. Ele é cruel e não espera você tomar suas decisões. Enquanto você pensa, ele passa.

Acho que essa unilateralidade do tempo é algo que deva incomodar muita gente, não só a mim. Desde que comecei a me sentir desconfortável, comecei a pensar: “mas e o tempo que passou e podia estar fazendo outra coisa?”. Isso pesa. Pesa e muito. 

O que fazer quando estamos numa situação delicada, com medo de decepcionar quem colocou expectativas e esperanças em você, mas não nos sentimos mais satisfeitos com nada? O psicológico já não é mais o mesmo. Houve cansaço, muitas perdas e a insistência numa coisa que não era mais do meu interesse. Tudo isso me fez perder ainda mais o controle dos meus próprios pensamentos, que começavam a se tornar cada vez mais sombrios a ponto de chegarem a lugares que nunca achei que chegariam.

Uma mistura de sentimentos sempre se intensifica. INGRATIDÃO, RAIVA, TRISTEZA, MEDO e ARREPENDIMENTO surgem. No meu caso, a INGRATIDÃO se dá pelo fato de sentir ser ingrato com a pessoa que me ajudou por muito tempo (e ainda ajuda). Ela colocou muitas expectativas e eu vou destruí-las com minha escolha. A RAIVA porque tudo é muito incerto, então metemos a cara na escolha que achamos melhor para gente, mas... sempre há consequências. Além disso, ela é gerada dos dois lados porque quando se há grandes expectativas, a decepção aumenta e quando estamos assim há uma grande chance dela se mostrar dessa forma. Depois da raiva, a TRISTEZA é algo que toma conta. Ela chega sem pedir licença e se espalha como uma bactéria, de modo que em poucos minutos você está muito pior do que achava a princípio. O MEDO de fazer escolhas erradas é sempre constante, mas como você sabe que a escolha é certa? Se você está infeliz é um indício não ser de fato a escolha certa. O ARREPENDIMENTO é algo recorrente, principalmente em pensamentos do tipo “e se”. Esses são sempre os piores. “E se há 3 anos atrás tivesse decidido não fazer isso?”. “E se tivesse parado antes?”. “E se tivesse escolhido mudar quando tivesse tal oportunidade?”.

Com isso, você tem que lidar com suas expectativas, sentimentos ruins e ainda assim, com as expectativas de outras pessoas. 




Viver é difícil. 

Como devo resolver isso?

Muitos sentimentos. 

Devo sentir isso tudo mesmo? 

Como faço para sentir menos?

Isso tudo é invenção minha?

Estou ficando maluco?

Os sentimentos de culpa são normais? 

Isso é tudo besteira?

E a vontade de deixar de existir? É besteira também?

Dói, mas não sei explicar como. Deveria ser assim?



Não estou feliz. Mas gostaria de ser. Talvez precise resolver isso para que consiga sê-lo. Mas haverá consequências? Obviamente. Mas vou sofrê-las sendo feliz pelo menos?

Isso é tudo o que queria. Não sentir essa dor, essa culpa. Não achar ser tudo invenção da minha cabeça, tudo besteira. Não ter essa vontade de deixar de existir. 

Eu queria ser feliz. Acho que nem que fosse por pouco tempo. Gostaria de me sentir bem e que ao me perguntarem “tudo bem?”  eu respondesse com sinceridade: “está tudo bem, sim”. Acho que em 22 anos nunca respondi essa pergunta desse jeito e com sinceridade.

Eu só queria...

Eu só...

Eu...





Chega a parecer até um pouco egoísta esse pensamento em mim, principalmente levando em consideração que não é só em mim que pensei para chegar nessa situação. Antes fosse.

Devo não pensar no que já foi, mas sim no que pode ser, mas também sem criar muitas expectativas para não decepcionar ninguém, sempre com muita cautela e regras de segurança.

São diversos os sentimentos.

Eu não quero sentir.

Mas sentir é humano.

Errado também é humano.

Mas por que parece ser algo tão imperdoável?

Decepcionar alguém que ama, sabendo que a pessoa também te ama. Por que isso é tão difícil?

Como resolverei esse problema?

Isso é de fato um problema?

Pensamentos perdidos.

Dores diversas.

Sentimentos confusos.

Lágrimas.

Tensões.

Decisões.

Culpa, decepção, ingratidão, raiva, tristeza, arrependimento, infelicidade, vazio, medo, sobrecarga. Estou preso na minha própria mente, com a luz apagada, procurando uma solução. Será que encontrarei? J-J





Por: Thiago Nascimento
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Template por Kandis Design