sábado, 23 de março de 2019

O ar psicodélico e bucólico do clipe 'Deus meu' de Israel Subirá e Marcos de Almeida




Hoje apresento um videoclipe muito legal que assisti esses dias. Trata-se de Deus meu do Israel Subirá e Marcos de Almeida. O vídeo foi publicado no dia 13 de março e já conta com quase 300 mil visualizações, 40 mil curtidas e 164 descurtidas

O vídeo é uma produção de FJR CREW (Flauzilino Jr + Trentino) que produziu e realizou nada mais nada menos que o INCRÍVEL clipe Liberdade de Priscilla Alcântara (já falado aqui). Flauzilino Jr já realizou mais de 50 vídeos e tem se tornado um diretor com características bem próprias. 

O trabalho faz parte do projeto Som do Reino, idealizado por André Aquino, Alessandro Villas Boas e Brunão Morada. 

O clipe tem um ar psicodélico e bucólico que apresenta diversas colagens que se sincronizam com o ritmo da música e com o vídeo. Assista-o:






O trabalho audiovisual de Deus meu enaltece a natureza, além de apresentar um astronauta que interage com o universo e e as borboletas que invadem toda a duração da obra. Merecem destaque as seguintes imagens e frames: planeta Terra, flores, prédios, monumentos, edifícios, carro, galáxias, universo, estrelas, borboletas, silhuetas de pessoa e urso. 

O astronauta é o grande protagonista do vídeo, além do carro verde - que parece ser um Chevette (Sim! Eu não entendo nada de carros!) - e das borboletas. O astronauta caminha nas cenas, corre, além de dançar e fazer vários passinhos contemporâneos enquanto borboletas invadem o ambiente. Já o carro verde perpassa a estrada e chega até mesmo a entrar em um túnel arredondado ao final. Por último, as borboletas - laranjas com bordas pretas - estão presentes voando e apresentando sua beleza por todo o videoclipe. 

As principais cores da obra que pude perceber são as seguintes: verde, amarelo, branco, azul e laranja, que se combinam e a deixa mais vivaz e alegre. 

O vídeo conta com letra, que facilita a visualização e memorização das pessoas. 


O clipe, a letra e a melodia


A letra fala de alguém que não se apega às riquezas e benefícios da vida terra, mas sim, em Deus e em seu poder. "O que tenho eu além de ti? E que certeza há no amanhã? E que motivo há pra sorrir Se não for você?"

Todo o universo irá passar, assim como as galáxias e estrelas, e só ficará alguém com quem nós poderemos nos apegar: à Deus. "A terra vai passar e nada nela vai ficar Todo ouro é abandonado e tesouro esquecido De que vale a minha riqueza na face da morte? Mas de mãos vazias, e o coração cheio Eu abro mão dos meus caminhos Para andar em ti".

O clipe faz referências a vários trechos da música. O universo e a galáxia representados fazem referência ao trecho que diz "a TERRA vai passar". O astronauta caminhando e correndo faz alusão clara aos versos: "eu abro mão dos meus CAMINHOS para ANDAR em ti".  

Percebemos que o clipe apresenta objetos, ícones, imagens e símbolos da vida terrena - flores, universo, planeta terra, carro, estrelas - e, nas entrelinhas, demonstra que nada disso é eterno e que não devemos nos apegar à essas coisas.

O ritmo e melodia da música é dançante, criativo, alegre e lembra bastante o gênero folk gospel.


E você, gostou do videoclipe? Já conhecia? O que você tirou dele? Digam tudo nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 21 de março de 2019

Quinta de série: Os dias eram assim

Pode conter spoilers!







No Quinta de série de hoje apresento a produção Os dias eram assim. Exibida entre 17 de abril e 18 de setembro de 2017, esta foi uma supersérie produzida pela Rede Globo que contou com 89 capítulos. Apresentada na faixa das 23 horas e com censura de 16 anos, fora escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi, com direção geral e artística de Carlos Araújo. O elenco teve a presença de Sophie Charlotte, Renato Góes, Maria Casadevall, Gabriel Leone, Cássia Kiss Magro, Marcos Palmeira, Letícia Spiller e Carla Salle. 

Os dias eram assim foi o primeiro produto da emissora considerado como supersérie, ou seja, uma obra com similaridades de novela e série ao mesmo tempo. Esta supersérie assumiu o que se conhecia até então como novela das onze

A supersérie tem como pano de fundo os anos 1970 e 1980, quando o Brasil passava pela chamada ditadura militar. Nela conhecemos o casal Renato Reis e Alice que se apaixona, mas que passa por dificuldades, que envolve o momento político da nação da época. Além dessas dificuldades, eles também devem vencer a fúria e o ódio de Vitor, ex namorado de Alice, que não gosta nada da ideia da aproximação dos dois e arma sempre para separá-los.

A produção é mais que uma história de romance e dificuldade, mas de luta, ideias políticos e um retrato de como a sociedade se portava. Os dias eram assim foi uma obra corajosa por mostrar sem filtros ou edições a realidade da época. E que realidade era essa?! As torturas, exílios, paixões proibidas, tentativa de mudar o sistema, o processo de Diretas Já, o tri mundial da seleção brasileira, a descoberta da Aids etc. 




Desse modo, Os dias eram assim é uma história de romance, mas também de luta, de busca por ideias e de tentativa de mudança política e social. O interessante é que a trama aborda o auge da ditadura militar e o seu fim nos anos 1980 (Ela abrange os anos de 1970 até 1984), com detalhes e informações - vídeos, documentos, mídias e jornais da época. 

Em ODEA acompanhamos o drama de Alice e Renato que se amam, mas que não podem ficar juntos por questões políticas. Idealistas e sonhadores, mesmo com os empecilhos da vida, procuram mudar a realidade ao seu redor, mesmo com a distância e o passar dos anos. Será que esse amor tem o poder de vencer um regime político tão forte?! Será que com o decorrer dos anos e longe um do outro, Alice e Renato ainda se amam? Perguntas que só quem assistiu ou assistirá a supersérie pode responder. 


Personagens


A supersérie contou com duas fases distintas: a primeira de 1970 à 1979 e a segunda de 1979 à 1984. Com o passar dessas fases, alguns atores mudaram e outros se mantiveram. Selecionei personagens marcantes da trama. 




Alice: protagonista da trama. É uma estudante idealista e questionadora que se apaixona por Renato, mas que é afastada dele por vários motivos. 





Renato: também protagonista da trama. É um médico idealista, sempre disposto a ajudar e salvar vidas. Se apaixona por Alice, mas tem que se afastar dela e ir morar exilado no Chile. 





Vitor: vilão e antagonista da trama. É o ex namorado de Alice, que afasta ela de Renato junto com a ajuda de Arnaldo. 





Rimena: médica chilena que se encontra com Renato quando ele vai para o Chile. Os dois constituem uma família e tem um filho. 





Gustavo: irmão de Renato. É estudante, músico, que luta pelos seus ideais e contra a ditadura militar. Em um momento da trama é preso. 





Túlio: jovem idealista e amigo de Gustavo. É contra a ditadura e planejou ao lado do amigo o atentado contra uma construtura que apoiava o movimento da época. 





Vera: viúva e mãe de três filhos - Renato, Gustavo e Maria. É dona de uma livraria em Copacabana. 





Arnaldo: dono da construtora Amianto e apoiador da ditadura militar. É pai de Alice e Fernanda e fará de tudo para que sua primogênita (Alice) se case com o magnata e advogado Vitor. É ambicioso e inescrupuloso. 





Cora: é a mãe do vilão, Vitor. Extremamente oportunista e interesseira. 





Fernanda: conhecida como Nanda, é a irmã mais nova de Alice. Extremamente boêmia, gosta de viver a vida como se fosse seu último dia. Ela adquire Aids em uma época que a doença era pouco conhecida. 


Questões políticas


A trama aborda a questão política, passando pelos Anos de Chumbo. O interessante é que a Globo retratou a época de forma verossímil, ao contrário do que aconteceu na realidade, quando ela apoiou o movimento. Então, essa série é uma forma de retratação do canal. 

Torturas são apresentadas de forma realística. Há bastante sangue, violência e assassinatos desmedidos. Desse modo, a série não é nenhum pouco leve e light. Ela mostra e personaliza os torturadores da época em personagens como Arnaldo (Antonio Calonni), Vitor (Daniel de Oliveira) e Olavo Amaral (Marco Ricca). 

A Globo obteve êxito em criticar o movimento político que, alguns dizem, ter a ver com os dias atuais de nossa sociedade. Há quem fale que os dias eram assim, estão assim e tendem a ficar assim. Então, a produção critica a censura, exílio e a falta de democratização. 

Para amenizar sua posição de apoiadora da ditadura militar, a Globo utilizou o recurso de edição de reportagens em que, claramente, retratava somente um lado das Diretas Já

Outra questão política muito forte são os movimentos estudantis, em que pessoas idealizavam  e eram a favor da democratização do país. 


Questões sociais


A série inicia-se com a comemoração do tricampeonato da seleção brasileira. Um momento de alegria, descontração e felicidade, que contrastava com o que acontecia no país. Seria possível comemorar um título em meio à exílios e torturas?! Não sei como o governo se aproveitou desse título na época, mas deve ter utilizado de forma positiva, de modo a enaltecer a nação e só mostrar seu lado bom. 

Também merecem destaque, as criações artísticas - seja por meio de livros, músicas, televisão ou teatro - que mesmo em uma época de extrema censura, ainda se conseguia produzir bons conteúdos. 

Por outro lado, o movimento de libertação sexual estava em alta, em que as pessoas buscavam o prazer à qualquer custo. Desse modo, a obra discute a bissexualidade e a homossexualidade. 


Aids



Um dos melhores temas tratados pela produção foi a Aids. Na época em que a trama se passa a doença ainda estava em descoberta e não havia os remédios (coqueteis) de tratamento disponíveis. A trama apresentou todo esse drama através da história de Nanda, uma jovem apaixonada pela vida que a viu se transformar com a descoberta da doença. A interpretação e maquiagem do personagem merecem destaque. 

Na época que se passa a história, foi quando perdemos Renato Russo e Cazuza para a doença, dois astros do rock nacional. 


Abertura e trilha sonora


A abertura conta com a trilha sonora Aos nossos filhos, de Ivan Lins e é incrível e curiosamente cantada pelos protagonistas da trama: Sophie Charlotte, Renato Góes, Gabriel Leone, Daniel de Oliveira e Maria Casadevall. Fiquei sabendo disso no último capítulo, quando a trama foi encerrada com eles cantando nos bastidores. 





Achei interessante a iniciativa de atores da trama cantarem a trilha sonora. Seria plausível que outras tramas fizessem o mesmo. 



Audiência


A audiência da supersérie oscilou entre 22,7, 27, 26 e 23 pontos. - números bastante expressivos. Sua média foi de 21 pontos e a trama bateu recorde de 32 pontos

Os dias eram assim foi uma das tramas das onze mais assistida desde que o horário de fora criado. Verdades Secretas detinha esse recorde com 20 pontos de audiência. Já Os dias eram assim 21 pontos. 



Crítica

A trama apresentou uma temática inovadora, mas que não traduziu fielmente sua complexidade nos capítulos. As autoras preocuparam-se mais em destrinchar a história de romance do casal de protagonistas, que relatar com profundidade a ditadura militar. Esses fatos foram tratados de forma simplória, pasteurizada e movidas por clichês que podem, ou não, ser confirmados. 

Contudo, em seus momentos de contextualização histórica  a trama resgatou reportagens, imagens e músicas da época, em uma documentação até que relevante. O pecado encontrou-se quando foi incorporada à trama uma música que somente foi lançada em 1986, Tempo Perdido, sendo que a trama foi até 1984. Mesmo com esse impasse, não poderia deixar de citar a música de Renato Russo tão bem representada por Thiago Iorc. 






Algo que pode ter atrapalhado a trama também foi sua duração (89 capítulos). Há quem diga que não era necessário essa quantidade de capítulos e que ela poderia ser mais enxuta.

Os dias eram assim possui boas cenas, ganchos e cliffhangers, mas não podemos esquecer que trata-se de uma obra de ficção. J-J






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 20 de março de 2019

Registrado nº5: Vídeo Show - um programa da Globo sobre a Globo



A pauta do quadro de hoje! I Internet


Com 35 anos no ar o Vídeo Show chegou ao fim no dia 11 de janeiro de 2019 às três e onze da tarde. O programa, que estreou no dia 20 de março de 1983, era uma espécie de vitrine da Rede Globo, que exibia atualidades, curiosidades, notícias dos artistas e os bastidores da emissora. 


Conheça outros textos do REGISTRADO!
O Blecaute que tirou do ar a TV Globo em Pernambuco [1]
Os 80 anos do Grupo Bandeirantes [2]
A origem do tema de fim de ano da Globo [3]
Tela quente - de tapa buraco a principal sessão de filmes da Globo [4]


Vídeo Show passou por diversas reformulações na estrutura do programa, com inserções de quadros, mudanças de apresentadores, de logo, entre outros. 

Em sua estreia, o programa apresentava imagens dos arquivos da Globo, trechos de shows e filmes. Depois, aperfeiçoou-se com entrevistas de artistas e personalidades, making offs de programas, erros de gravações, reportagens de bastidores, rotinas, casas e detalhes da vida dos famosos. Com o decorrer dos anos, houve a inserção de repórteres, que faziam uma espécie de jornalismo de entretenimento


As origens


Tássia Camargo foi a primeira apresentadora do Vídeo Show. I Internet


O Vídeo Show teve direção de Aida Silva e roteiro de Carlos Mello e possuía um formato de programa de variedades e do gênero de entretenimento. 

O programa estreou em um domingo de 1983, com a apresentação da atriz Tássia Camargo, com o objetivo de apresentar os principais fatos da emissora em seus 18 anos de existência. Era semanal, sempre apresentado na parte da tarde, por volta de 14 horas. De acordo com entrevista da Tássia Camargo publicada no UOL, o Vídeo Show nasceu da ideia de um programa internacional que apresentava diversos conteúdos:

"A ideia surgiu de um programa internacional comandado pela Olivia Newton-John. O saudoso Ronaldo Cury perguntou se eu tinha interesse em fazer um programa parecido. Começamos a trocar ideias e pautas até formatar o 'Vídeo Show' daquela época com memórias, falha nossa, entrevistas nas residências das celebridades etc."



Um vídeo divulgado no Youtube conta detalhes da estreia da atração:






O programa, durante a década de 1980, passou por várias mudanças de horário. Sendo exibido em sábados e domingos em três horários diferentes: 14 horas, 12h30 e 14h30. 

O primeiro formato contava com um convidado, que respondia perguntas, além de ter cenas relevantes exibidas, não dele mas de momentos importantes da sociedade, música, humor e televisão. 

Tássia Camargo apresentou o Vídeo Show até a 19ª edição. A partir daí até 1984 vários atores globais apresentaram o programa, que passava a não ter um âncora fixo. Foram mais de 60 apresentadores que estiveram à frente da atração até 1987, quando Miguel Falabella foi escolhido apresentador. 



O famoso gesto de Miguel Falabella realizado aos finais do programa. I Internet


Miguel consagrou-se nessa função por conta de seu carisma e informalidade. Ele estreou no programa no dia 01 de agosto de 1987.  Foi a partir de 1988 que Falabella encerrava os programas com seu famoso juntar de mãos e abaixada de cabeça e as frases: "beijo super carinhoso" e "namastê". Neste ano foram introduzidos quadros como: Pergunte ao seu astro, Tricotando com Falabella e o inesquecível Falha Nossa

Em 1987, o programa contou com um tradicional tema de abertura que foi utilizado até sua extinção: a versão de Maynard Ferguson de Don't Stop 'Til You Get Enough, de Michael Jackson. Nessa época, o Vídeo Show contava com mais de 20 quadros, entre eles: Micro Especial Musical e A TV no Mundo.  



Cabeça Branca, interpretado por Marcelo Tas. I Internet


Durante o mês de julho de 1987, o diretor, escritor e roteirista Marcelo Tas passou a comandar o programa. Ele também interpretava o personagem Cabeça Branca, um personagem carismático que vivia dentro de um tubo de televisão. Na época, Marcelo explicou quem era o Cabeça Branca: "é bastante normal, só um pouco pálido, como deve ser uma figura que nunca saiu de dentro de um tubo de TV"

Em abril de 1988, o programa foi renovado e estendido, sem prejudicar sua proposta original: resgatar a memória televisiva. 

A narração das reportagens e quadros ficou na responsabilidade de Cissa Guimarães, a partir de abril de 1989. Ao lado de Falabella, formava a dupla mais famosa da história do programa. 

Durante a década de 1980, o cenário do programa também passou por alterações. No início, fotos de artistas compunham o ambiente de apresentação. A partir de 1984, o programa passou a ser exibido diretamente de uma ilha de edição. Em 1986 o Vídeo Show era comandado de um cenário que simulava a sala de uma casa com uma televisão no centro. Houve uma época que o cenário era composto de televisores antigos, com fios e válvulas visíveis e monitores novos, que apresentavam imagens dos temas abordados. 


Novas reformulações


O quadro de grande sucesso do programa, o Túnel do tempo. I Internet


A década de 1990 foi marcada por reformulações do programa, novos cenários e quadros. Um dos mais marcantes estreou em abril de 1991, o Túnel do Tempo. Quantos se lembram da icônica frase "Direto do túnel do tempo"? O quadro tinha o intuito de relembrar um momento marcante, seja do jornalismo, do entretenimento ou de um show, que havia sido exibido naquela data há 10, 15 ou 20 anos, por exemplo.

Em 1990, quando se comemorava os 40 anos da TV e os 25 anos da Globo, o programa realizou matérias especiais durante o mês de setembro e no dia 31 de dezembro de 1990.  

Já em 1992, ele ganhou um novo cenário, com fundo preto com luzes e neon. Em 1993, quando completou dez anos, o cenário foi renovado com cores claras. Além disso, novas músicas e vinhetas foram criadas. 

A partir de abril de 1994 o VS passou a ser exibido de segunda à sexta - como aconteceu até os seus últimos dias - no horário de 13h30 e possuía meia hora de duração. Novos repórteres, como Renata Ceribelli e Cissa Guimarães, foram adicionados, o que ocasionou a riqueza das matérias fora dos estúdios de gravação. 

Em 1995 o programa fez parte dos núcleos sob responsabilidade de Maurício Sherman e J.B. de Oliveira, o Boninho. Nesse ano, o VS comemorou 1000 edições, com uma matéria especial que relembrou todos os artistas que o apresentaram, os diferentes visuais de Miguel Falabella e os melhores momentos do Falha Nossa



Débora Secco recebe o Troféu Vídeo Show. I Internet


Em 1996, o programa passou por novas reformulações e contou com a instituição do Troféu Vídeo Show, que premiava artistas da Casa. 

Em 1998, o programa passou a ser exibido às 17h por pouco tempo, voltando a ser apresentado às 13h30, logo após o Jornal Hoje. Neste mesmo ano o VS ganhou um set para entrevistados e algumas matérias foram transmitidas ao vivo pela primeira vez. 

Entre 1994 e 2000, uma edição aos sábados era exibida com o intuito de apresentar os melhores momentos do programa. 


Nova versão da revista eletrônica



Angélica sob o comando do Vídeo Game. I Internet


Com o intuito de aproximar os artistas globais de seu público, a revista eletrônica ganhou novas roupagens, com a presença de uma plateia. O objetivo era explorar o entretenimento, animação, diversão e interatividade no palco. Esquetes bem humoradas e clipes foram exibidos. Novos artistas, repórteres e apresentadores foram adicionados ao programa com esse objetivo. 

Uma nova edição, aos sábados, foi incorporada no início dos anos 2000, que era um especial dos melhores momentos da semana que também trazia episódios temáticos, como os 18 anos da atração, super-heróis e casas. 

Em dezembro de 2001, o Vídeo Show ganhou um novo quadro/programa, o Vídeo Game apresentado pela cantora e apresentadora Angélica, que tinha o objetivo de trazer artistas que se enfrentavam em uma competição sobre a televisão e programas globais. O quadro ficou no ar por 10 anos, até 2011, e era um dos grandes sucessos do VS

Em março de 2002, Miguel Falabella deixou de apresentar a atração. Ele ficou por 15 anos como âncora do programa. Em seu lugar entrou André Marques. 

Em dezembro de 2003, estreava o Vídeo Show Retrô, que tinha o intuito de resgatar os acontecimentos da telinha global daquele ano, com exibição dos melhores momentos de novelas, programas e jornais. 

Também em 2003, a produção do programa contava com o Astromóvel, um carrinho elétrico estilizado que era utilizado pelos apresentadores que o dirigiam na companhia de um ator até os estúdios de gravação, enquanto eram realizadas as entrevistas. 

No dia 13 de abril de 2009 o programa passava a ser exibido ao vivo, de modo que o mundo do entretenimento ganhou mais visibilidade. Além dos bastidores da TV, o programa dava informações sobre o mundo do teatro, cinema e música. 


Até os tempos atuais


Zeca Camargo e Suzana Vieira mexendo o corpo no novo formato do programa. I Internet


A última década do programa foi marcada por novas reformulações e a inserção de novos apresentadores. Chegou-se até mesmo a mudar o formato do show e seu objetivo original, com plateia, interatividade e novos conteúdos. Contudo, ele não ficou muito tempo no ar. Os telespectadores gostavam mesmo da atração com uma bancada e um apresentador.

Após 13 anos apresentando o programa, André Marques despediu-se em outubro de 2013. A partir daí, o VS experimentou um novo formato que trazia um artista convidado a cada dia. A apresentação era por conta de Zeca Camargo, que o entrevistava e realizava dinâmicas e games com o mesmo. 

Em 2015 foi realizado um rodízio de apresentadores no programa, que se revezaram na exibição de matérias sobre os bastidores da emissora durante suas cinco décadas de exibição. 

Em 2016, o programa ganhou um estúdio de vidro que permitia a visão da movimentação dos Estúdios Globo ao fundo. Foi nesse ano também que, dia 21 de setembro, estreava o quadro Meu vídeo é um show, com a participação de famosos e atores (Cássia Kiss Magro, Lima Duarte, Renata Sorrah, Juliana Paes, Ney Latorraca e Tony Tornado estavam entre os convidados). 

O Vídeo Game voltou a ser exibido em uma ocasião especial entre os dias 6 a 24 de novembro de 2017. 

Desde 2015 o programa voltou a ser ao vivo e contou com a mudança de apresentadores. Monica Iozzi, Otaviano Costa, Sophia Abrahão, Marcos Veras e Joaquim Lopes passaram pela bancada até a extinção do YS em janeiro desse ano. O Vídeo Show tentou resgatar a fórmula de sucesso antiga e inicial, finalizando com um pensamento ou reflexão de Miguel Falabella, mas o programa já estava fadado ao término devido a baixa audiência. 


Aberturas



Em 35 anos de existência o programa contou com 12 aberturas com mudanças no layout e no som instrumental da música Don't stop 'till you get enough de Michael Jackson em versão de Maynard Ferguson

Ouça a versão original logo abaixo:






Durante a década de 1980 a banda Roupa Nova desenvolveu a trilha sonora da abertura do programa. Os integrantes faziam parte do DAM (Departamento de Apoio Musical da Globo) e criou o som de atrações, como Fantástico, Discoteca do Chacrinha, além de novelas. O repertório do VS faz parte de medleys da banda até nos dias de hoje. 

A primeira abertura do programa (1983) apresentava imagens de shows, filmes, esportes e jornalismo do que se passava na época ao som do hit






Já em 1987 uma abertura com bailarinos embalados pelas músicas de diferentes épocas em salas de televisão tentou substituir a clássica melodia, mas sem sucesso. 






Em 1988 a música marcante retornou com imagens projetadas nas letras que compõem a palavra 'Vídeo Show'







Em 1990 a abertura dava closes na construção das letras do nome do programa.






Em 1995 pequenos quadrados com cenas marcantes formavam as palavras.







Já em 2000 a abertura fora criada sobre um fundo de céu com nuvens. 







Em 2010, o grafismo com telas em um fundo azulado marcou a abertura.







Em 2013 foram criadas duas vinhetas: uma com imagens dos Estúdios Globo e a logo com uma fonte alongada e mais fina.








A partir de 2014, o colorido do cenário tomou de conta da abertura e a logomarca elogiada retornou. 








Evolução das logos



Em seus anos de exibição, a logo do programa passou por 14 transformações, que variavam em mudanças nas fontes, fundo e formato. O site Logos disponibilizou todas elas e vocês podem ver as variações abaixo:
























































Uma cronologia de vinhetas divulgada no Youtube mostra a evolução das logomarcas. Assista entre 0:09 e 0:25:







O término



O Vídeo Show saiu do ar no dia 11 de janeiro desse ano, às 15h11 (horário de verão), segundo informações do colaborador do blog, Layon Yonaller. Com o seu fim, a Sessão da Tarde vem logo após o Jornal Hoje. Além disso, para tapar o buraco da ausência do programa a Globo exibe depois do filme um compilado de especiais da Grande Família, o Álbum da Grande Família

Já tinha anos que o VS demonstrava que não estava bem das pernas. Várias mudanças de formatos foram introduzidas, assim como apresentadores, para alavancar a audiência que só despencava frente ao programa da concorrente, A hora da venenosa. O programa já não era mais a mesma coisa de que nos seus tempos áureos, com a apresentação de Miguel Falabella. 

O produto foi encerrado com um clipe que homenageou os produtores, idealizadores, artistas e apresentadores do programa com a música Trem Bala, de Ana Vilela, de fundo. Além disso, Sophia Abrahão e Joaquim se despediram e Miguel Falabella encerrou o programa de forma melancólica com a frase “Um beijo muito carinhoso, fiquem com Deus e até…”.





Para suprir a falta



Com o possível objetivo de suprir a futura falta do programa, foi divulgado nas redes sociais no dia 19 de dezembro de 2018 uma propaganda do canal de entretenimento e bastidores da Globo, o GShow





Atualmente o site - que tem o slogan "As histórias das histórias que a gente conta" - é a principal fonte de informação e entretenimento do canal. O comercial ganhou mais divulgação dias depois do anúncio da extinção do VS


Momento Vídeo Show

Ana Maria apresenta o Momento Vídeo Show em seu programa. | Internet



Dias após o programa terminar, o Mais Você exibia o chamado Momento Vídeo Show que apresentava os bastidores da festa de lançamento da novela Verão 90. A ideia foi de tornar o programa lembrado. 


Versão portuguesa



Ricardo Pereira é o apresentador da versão da terrinha do Vídeo Show. | Internet



Na Globo Internacional- Portugal há uma versão do programa que é apresentada pelo ator Ricardo Pereira aos sábados às 20 horas. O produto tem a mesma premissa que a do VS: conhecer os bastidores de uma cena, a adrenalina da gravação e a rotina do set, além de entrevistar vários artistas da Globo sobre suas carreiras e trajetórias de vida.

Esse foi o meu registro sobre o programa Vídeo Show, substituindo o Layon Yonaller excepcionalmente hoje.


Resgatado, publicado e REGISTRADO! J-J



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 19 de março de 2019

Aquela cena: muita ação em 'Demolidor'






O Aquela cena de hoje apresenta uma sequência de ação da segunda temporada de Demolidor (2X03), onde este último tem lutas com o Justiceiro e os Cães do Inferno. Assista:





É uma cena cheia de adrenalina e que me deixa com o coração na mão. Tem várias sequências assim, mas essa foi uma das que mais me chamaram à atenção. O Demolidor no início está preso e tem uma jogada de mestre para se livrar, surpreeendendo o Punisher. Depois, ele invade um prédio e quebra com tudo. Vale a pena ver a sequência até o final.

Gostaram da cena? Até a próxima! J-J




Por: Emerson Garcia
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