domingo, 20 de janeiro de 2019

Registrado nº 4: Tela Quente – de tapa-buraco a principal sessão de filmes da Rede Globo




Em 2018, a Tela Quente completou 30 anos. | Rede Globo 

A quarta edição do Registrado é dedicada a contar um pouquinho da história da Tela Quente – sessão de filmes exibida todas as segundas-feiras na Rede Globo de Televisão. Nem sempre foi assim: o programa existia inicialmente para preencher um horário que fora ocupado por um dos maiores humoristas do Brasil. Hoje é a principal sessão de filmes da emissora carioca.

Conheça outros textos do REGISTRADO!
O Blecaute que tirou do ar a TV Globo em Pernambuco [1]
Os 80 anos do Grupo Bandeirantes [2]
A origem do tema de fim de ano da Globo [3]


RIO DE JANEIRO, BRASIL, finais do ano de 1987: No fim deste ano o humorista José Eugênio Soares (Jô Soares) cada vez mais alimentava o sonho de apresentar um talk show. Jô tinha o programa de humor Viva o Gordo desde 09 de março 1981 [4] que ia ao ar todas as segundas-feiras depois da Novela das Oito (atual Novela das Nove) por volta das 21h10.

O então vice-presidente de Operações da Rede Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) vetou a ideia, pois seria impossível por variados motivos entre os quais tinha a grade de programação da emissora. Mas não faltaram ensaios para que a visão de Jô se concretizasse. Tudo relatado em seu livro publicado em 2011: [5]

“O Jô queria fazer um talk show de segunda a sexta, o que seria impossível, mas queria a garantia de que entrasse no ar, no máximo às 23h30. [...] Foi para o SBT onde lançou dois programas: o ‘Veja o Gordo’ e o ‘Jô Soares Onze e Meia’, que ganhou logo o apelido de ‘Jô a qualquer hora’ porque daria para contar nos dedos os dias em que ele entrou realmente, no horário, conforme previsto no contrato. [...]”


Fac-símile do artigo de Jô Soares em 30/4/1988. | Jornal do Brasil


Resumo do resumo: Boni não queria dar um programa no horário que Jô Soares queria. Houve brigas, ameaças e coisas impublicáveis. Jô trocou a Rede Globo pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), onde ficou de 1988 até 1999. Durante a cerimônia de entrega do Troféu Imprensa em 1988, no qual recebeu o prêmio de melhor programa humorístico de 1987, Jô Soares leu seu artigo publicado no Jornal do Brasil em 30 de abril:






De tapa-buraco para vitrine de filmes de sucesso


O Ano de 1988 no SBT tinha o Jô Soares como sua nova contratação de sucesso. Na mesma segunda-feira o humorista apresentou o Veja o Gordo e diariamente o Jô Soares Onze e Meia – este último que não tinha hora certa para entrar no ar apesar do nome. A Globo preparou no mesmo período uma sessão de filmes de sucesso na época e inéditos na televisão.

O nome da sessão: Tela Quente. Ao menos um mês dedicado em exibir filmes blockbusters (filmes arrasa-quarteirão) em horário nobre e em confronto direto com o ex-empregado da Globo. O resultado foi alcançado. Segundo nas próprias palavras de Boni em seu livro, a Tela Quente “incinerou” o Jô. A nova atração das segundas-feiras da emissora deu certo e veio para ficar até os dias atuais.












A Tela Quente se consolidou como exibidora de filmes de sucesso e qualidade. Naquela época sem a popularização de videocassetes, internet e Netflix a solução para assistir aquele filme era se programar para ver naquele dia de segunda-feira depois da novela. Se perder, perdeu mesmo. Quiçá passava de novo na Sessão da Tarde, Temperatura Máxima ou Corujão.

O filme Batman (original: Batman) lançado nos cinemas em 1989 tinha sido prometido para ser exibido em 1991, mas só foi lançado na TV na semana do Natal de 1992. Sim, pessoal, os filmes que passavam na telona demoravam anos e anos para serem exibidos na telinha de casa. E não se espante, por que de 1989 até 1992 era “rápido” aos padrões da época. Assista!







Vinhetas de abertura da Tela Quente


Evolução do logotipo da Tela Quente. | Rede Globo


A vinheta da Tela Quente consistia até 2016 num feixe que atingia as seis telas que formava as letras “E”, que formava o nome do programa. Tinha explosões e calor num fundo escuro. A atual vinheta de 2016 seguiu a atual cor esbranquiçada da marca da Rede Globo em vigor desde 2014.






A primeira vinheta não tinha a música tema que conhecemos, mas durou apenas no ano de 1988.







E quem não se lembra da trilha de oferecimento da Tela Quente? Ela, ao lado de sua equivalente exibida aos sábados, o Supercine, colocava ao ar o anunciante depois da vinheta e antes do filme começar.






CD da Tela Quente, homenagens e a questão do streaming


Trilha sonora da Tela Quente lançada em 1999 | Mercado Livre


Em 1999, a Som Livre – gravadora pertencente ao Grupo Globo – lançou uma trilha sonora com tema de filmes famosos como Um lugar chamado Notting Hill, Batman eternamente, Titanic e Star Wars. [6]

Em 12 de novembro de 2018, a Tela Quente exibiu o filme O Espetacular Homem-Aranha 2: a Ameaça de Electro (original: The Amazing Spider-Man 2: Rise of Electro) em homenagem ao escritor Stan Lee – morto no mesmo dia citado. 






Com a vinda das plataformas de streaming, o Grupo Globo se prepara para competir com seus concorrentes como a Netflix, por exemplo. Para promover seu catálogo de filmes, séries e outras produções a Rede Globo usa a Tela Quente como atrativo promocional. Sua primeira experiência foi o anúncio da série exclusiva estrangeira The Good Doctor e a nacional Ilha de Ferro:












O futuro da Tela Quente


O modo de exibição dos filmes mudou bastante desde 1988. Se antes precisava esperar de quatro até sete anos para ver um filme inédito na TV, em nossos dias precisamos no mínimo ter um smartphone para ver aquela obra cinematográfica que saiu do forno há poucos segundos.

Os apocalípticos decretam até o fim absoluto da TV, mas se um programa como o Encrenca (RedeTV!) existe por causa da internet, por que decretar – sem reflexão – o fim dos filmes na telinha do televisor? As exibições das produções originárias do streaming, junto com a repercussão nas redes sociais mostram que a Tela Quente, por exemplo, tem muito futuro pela frente com garantia de audiência.

A reclamação dos telespectadores em relação aos cortes da Globo no filme Animais Fantásticos e Onde Habitam (original: Fantastic Beasts and Where to Find Them) [7] exibido em 07 de janeiro de 2019 comprova que a Tela Quente conta com grande prestígio com direito a hashtag #AnimaisFantásticosNaGlobo.

Enquanto a Globo manter a Tela Quente como sua principal vitrine de grandes filmes e evitar repetições não haverá motivos para tirá-lo da grade de programação. 

Resgatado, publicado e REGISTRADO! J-J






Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA

sábado, 19 de janeiro de 2019

O nome dela é Jenifer: o hit do momento e do carnaval



Habbemus hit do carnaval 2019! Trata-se de Jenifer, do cantor Gabriel Diniz. A música, que foi lançada em setembro de 2018 , somente ganhou fama no início de 2019 em plataformas como o Youtube e Spotify. Naquela são quase 112 milhões de visualizações, 1,6 mil curtidas e 86 mil descurtidas; nesta está entre as 50 músicas mais ouvidas.

Jenifer tem tudo para ser o hit do carnaval desse ano: um refrão chiclete, ritmo dançante, além de já ser um sucesso. O intérprete da música, Gabriel Diniz, torce para que isso aconteça:

“Neste ano estamos recheados de projetos, singles e parcerias novas, se Deus quiser, quero muito chegar a concretizar o sonho de Jenifer ser a música do Carnaval”.


Seu clipe, que estará em um Entre Frames em breve, é solar e dançante, ou seja, a cara do verão e do carnaval. Assista-o:





Esse post tem o objetivo de responder as seguintes perguntas: Qual é a história que existe por trás da origem da música? Por que ela ficou tão conhecida? Quais memes e brincadeiras surgiram a partir dela? Por que tem potencial de ser o hit do carnaval? Quais são suas curiosidades?


Origem


Jenifer foi composta por 8 goianos e foi rejeitada no início por nada mais, nada menos, que Gusttavo Lima que percebeu que a música não era para o seu perfil, de acordo com um dos compositores Junior Lobo:


“Acho que Gusttavo pensou que a música não era para ele, no timbre dele”.


Foi então que Gabriel Diniz a comprou, por acreditar que a canção tinha tudo a ver com sua identidade e seus fãs. No início ele acreditava que ela iria agradá-los, mas não mensurava que seria um sucesso tão estrondoso.

Afinal, quem é Jenifer? De onde esse nome surgiu? Bem, de acordo com os compositores não é ninguém em especial, apenas uma personagem fictícia criada para combinar com Tinder

Mesmo que o nome seja fictício, a situação da música não é. A história dela tem a ver com uma azaração em uma festa, conta Junior:

 “Eu estava no intervalo do show de um amigo e o baterista estava conversando comigo. De repente uma moça abraçou e conversou com ele e eu perguntei se era a namoradinha dele. Ele falou ‘não, essa é a do Tinder'”.


Em tempos que as redes sociais de relacionamento tem ganhado visibilidade, uma música como essa só poderia tornar-se um sucesso. Desse modo, Jenifer que diz "O nome dela é Jenifer, eu encontrei ela no Tinder. Ela não é minha namorada, mas bem que poderia ser" foi criada! 


Tão conhecida


Por que uma música que foi divulgada em setembro de 2018, só ganhou visibilidade no início de 2019? Oras, porque ela bombou nas redes sociais e nas rádios somente agora por meio do boca a boca virtual e do estouro de um meme. 

Isso demonstra que para uma música fazer sucesso hoje em dia é preciso utilizar as redes sociais ao seu favor. Não basta que ela toque nas rádios ou faça parte de playlists das pessoas, se ela não repercutir ou viralizar, nada feito. O diretor artístico da Rádio Metrópoles FM, Solano Reis, em entrevista disse exatamente isso:

“Ela cresceu após a viralização do meme. Muita gente só conheceu a faixa depois de receber a brincadeira no celular”.


O sucesso de Jenifer, portanto, é devido sua divulgação forte e proliferação de memes nas redes sociais. Depois dessas ações, aí sim as pessoas se inteiraram e a pediram em programas de rádio. Eu, por exemplo, fiquei sabendo da música por conta de memes e também porque vi um storie de uma amiga no Instagram que a cantavaFoi a curiosidade em saber por que as pessoas cantam a música e por que tem tantos memes que fizeram com que eu a procurasse e me inteirasse.


Memes


Vários memes e brincadeiras foram criados com a música Jenifer. Você já devem ter visto por aí. Separei alguns para vocês rirem:




Eu ainda não vi as garrafinhas da Coca Cola com o nome de Jenifer, mas será que elas estão vendendo bastante?






Esse é bem bobo, mas ao mesmo tempo muito engraçado. 





Vem dizer que sua orelha não está da mesma forma que a desse meme?





Rindo litros desse!






Essa paródia ficou incrível, não é mesmo?






Muito interessante essa camiseta!




Hit do carnaval?


Está provado: para um hit do carnaval surgir é preciso que ele seja extremamente conhecido e tocado, até o ponto de enjoar e estragar a música. Além disso, precisa ter um ritmo universal e uma letra chiclete, fácil de ser cantada, como falado nesse post em 2017

O autêntico padre Fábio de Mello fez um compilado dos hits de carnaval de 2008 para cá. Vamos ver se se lembram de todos:

2008 - "Creu, creu, creu..."
2009 - "Ado a ado cada um no seu quadro..."
2010 - "Reboleixon xon reboleixon xon"
2011 - "Nossa nossa asssim você me mata..."
2012 - "Agora fiquei doce doce doce..."
2013 - "Ah lek lek lek"
2014 - "Ah ah ah lepo lepo"
2015 - "E a muriçoca soca, soca, soca"
2016 - "Pega a metralhadora trá trá trá trá trá"
2017 - "Despacito"
2018 - "Que tiro foi esse? Que tiro foi esse que tá um arraso"
2019 - "O nome dela é Jenifer..."



E aí, se lembraram? O difícil é ver um hit de 2018 pra trás sendo cantado hoje em dia, né? Acredito que Jenifer desaparecerá da memória de todos a partir do dia 6 de março de 2019. É esperar pra ver. Mas até lá a música tocará sem limites nas rádios e a Mariana Xavier, intérprete de Jenifer, já virou até mesmo máscara de carnaval







Curiosidades


Jenifer possui várias curiosidades, como:


Empoderamento feminino

A música contém muito empoderamento feminino, principalmente pelas mulheres que se chamam Jenifer. O clipe, por sua vez, apresenta uma atriz plus size que é cobiçada pelo cantor, isso não só empodera as mulheres, como dá força às gordinhas. 


Jenifers da vida real fazem sucesso

Se você tem o nome de Jenifer, então atualmente você está no auge. Brincadeiras podem gerar curtição pelas meninas com esse nome e, até mesmo ojeriza - já que algumas não aguentam mais os trocadilhos. Se você for Jenifer e estiver no Tinder, nem se fala. Fiquei sabendo de uma menina que teve não sei quantos matchs no Tinder esses dias. Fora os seguidores de pessoas com esse nome, que nos últimos dias triplicaram. 


Brasília (minha cidade) é uma das cidades com mais 'Jenifers do Tinder' do Brasil 

Sim! Aí está a notícia que mudará sua vida! A lista de 'Jenifers do Tinder' é a seguinte, de acordo com o site Metrópoles

1. São Paulo
2. Rio de Janeiro
3. Brasília
4 .Belo Horizonte
5. Curitiba
6. Porto Alegre
7. Manaus
8. Goiânia
9. Joinville
10. Salvador


Se esse vai ser o nome mais colocado em meninas de 2019, eu ainda não sei. O pior não é nem ser chamada de Jenifer, mas de Jenifer do Tinder da Siva, por exemplo KKKKK 


Ultrapassou fronteiras





Nunca duvide da criatividade dos brasileiros. Mais um ano eles emplacaram um hit de carnaval. Em que momento Gabriel Diniz imaginaria que a música que canta ultrapassaria fronteiras nacionais e ele seria reconhecido internacionalmente?

O sucesso de Jenifer conseguiu desbancar o pagonejo (hit do Réveillon) de Felipe Araújo e Ferrujem, Atrasadinha - que somente esteve nas paradas de sucesso, mas não houve uma movimentação de memes nem máscaras de carnaval. 


E vocês, concordam que esse é o hit do carnaval de 2019? Já conheciam a música ou 'Deus mi dibre'? Digam tudo nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Quinta de série: La casa de papel

Pode conter spoilers!






O Quinta de série de hoje apresenta um verdadeiro sucesso de audiência e crítica, La casa de papel. A produção mistura ação, suspense e assalto em um triller de tirar o fôlego. Criada por Álex Pina para a rede espanhola Antena 3, ela estreou em maio de 2017 e já conta com 2 temporadas e 21 episódios. Recentemente, a Netflix adquiriu os direitos de exibição. No elenco estão Úrsula Corberó, Alba Flores, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Pedro Alonso, Paco Tous, Jaime Lorente, Miguel Herrán, Darko Peric e Roberto García. 

A trama é narrada por Tóquio e conta a história de um grupo de oito ladrões que se trancafiam junto de reféns durante uma semana na Casa da Moeda da Espanha com o objetivo de fabricar dinheiro e fugir por um túnel secreto (o objetivo é imprimir 2,4 bilhões de euros). O plano é arquitetado pelo inteligentíssimo e manipulador conhecido por El Profesor, que fora da Casa da Moeda direciona a equipe, media a relação dos prisioneiros e da polícia e manipula esta última.

A equipe é formada por pessoas que não se conhecem e possuem nome de cidades: Tóquio, Denver, Rio, Oslo, Nairobí, Moscou, Berlim e Helsink, além do Profesor. Cada um deles possui uma personalidade e objetivos diferentes para quando ficarem bilionários. Mesmo sendo desconhecidos uns para os outros, o convívio permite que sejam íntimos e tenham relações interpessoais, até mesmo entre um ladrão e uma refém. 



À cada episódio que passa, a tensão aumenta. Será este o maior roubo da história? Será que os ladrões terão êxito em sua missão? E se algo der errado? Do início ao fim das temporadas, ficamos apreensivos e até mesmo torcemos pelos ladrões. A adrenalina fica à mil: a polícia tem dificuldades de acabar com o assalto, novos fatores são adicionados à ele e cenas de suspense e ação te deixam perplexo. 

O plano foi todo arquitetado meses antes da ação e vemos ele por meio de flashbacks. El Profesor pensou em tudo: o que fazer caso o plano desse certo e, até mesmo, o que fazer caso desse errado. Ele estudou a Casa da Moeda da Espanha por meio de uma maquete, as atitudes da polícia e instruiu os oito ladrões de como deveriam agir. Um dos planos era que eles se tornassem reféns e que todos vestissem um macacão vermelho e máscaras do pintor Dalí. Isso despistaria a ação da polícia e a confundiria, preservando suas identidades pelo maior tempo possível. Acompanhar a execução do plano e sua origem foi magnífico. Realmente El Profesor pensou em tudo. 

Cerca de sessenta e seis pessoas foram feitas de reféns, sendo que uma delas era filha do ministro da Espanha. Para executar o plano sem falhas, será preciso não só lidar com a impressão de dinheiro, como com cada um dos aprisionados. Mas até isso El Profesor deu-se ao trabalho de pensar.

La casa de papel é uma série surpreendente, que te deixará perplexo e vidrado, além de torcer por cada ladrão com nome de cidade. A série possui bons plots, personagens ricos, ação, aventura e suspense.




Personagens



El Profesor: é o líder e cérebro do grupo que controla as ações dos ladrões na Casa da Moeda de fora. Possui aparelhagem de última geração e se comunica com a polícia. Faz de tudo para que o plano seja executado. Extremamente inteligente, planejou o assalto monumental há meses. 




Tóquio: é a narradora da história. De personalidade forte, possui sonhos e se apaixona por um dos ladrões. É impulsiva, inconsequente e não tem medo dos resultados de suas atitudes.




Nairóbi: é sensível e possui uma infância difícil. É especializada em falsificações e perdeu a guarda de seu filho. Agora, tudo o que ela mais quer é tê-lo de volta e reconstruir a sua vida.





Moscou: possui habilidades com metais e é capaz de quebrar qualquer cadeado. É um homem simples que foi preso por roubo de jóias. Entra no mundo do crime ao descobrir que possui asma. 




Denver: é filho de Moscou e possui uma personalidade impulsiva. Apresenta um caráter explosivo e tem em seu pai a única esperança. Durante o assalto se apaixona por uma das reféns. 




Helsink: é sérvio e tem poucas habilidades com a fala. Ao lado de Oslo, é capaz das mais sagazes atitudes. 




Rio: um jovem imaturo, mas bastante inteligente, com especialização em crimes cibernéticos. É um dos ladrões mais sensíveis e que coloca o sentimento na frente de qualquer coisa. 





Berlim: é o líder do grupo de ladrões. Extremamente desumano, insensível e firme em seus posicionamentos. Possui uma doença que pode colocar o plano do Profesor a perder. 





Oslo: também sérvio, é calado e um ótimo soldado para a execução do plano do Profesor ao lado de Helsink. 





Raquel: é a inspetora policial responsável pelas investigações e negociações do sequestro. Possui uma vida sentimental conturbada e lida com a doença degenerativa de sua mãe. No decorrer dos episódios apaixona-se por uma pessoa improvável e proibida. 




Ángel: trabalha ao lado de Raquel como inspetor do caso. Nunca se sentiu tão desafiado na profissão como dessa vez, quando terá que lidar com pessoas ardilosas, fortes e incompassivas. 




Bella Ciao

Esta foi uma emblemática música que foi tocada durante os episódios. A versão original data da Segunda Guerra Mundial e era cantada pelos partisans italianos (resistência) contra o governo nazista e tornou-se conhecida com a série. Várias paródias foram criadas a partir dela. Ouça a versão original: 






Fotografia e trilha sonora




A fotografia da série é intensa e forte. Paletas de cores vermelha, contrastam-se com branca e neutras. As músicas e trilhas sonoras instrumentais casam muito bem com as cenas, ao reproduzir sentimentos e narrar a história. 



Prêmios 


La casa de papel já ganhou diversos prêmios entre 2017 e 2018 como de Melhor Roteiro pelo IRIS, Melhor Série Dramática pelo Emmy e Melhor Série pelo Prêmio Fenix. Além desses, ganhou de melhor ficção, atriz e direção. 


Audiência

A série é uma das de mais elevadas audiências em se tratando de série não-americana. A pontuação no TVST (TV Show Time) também é boa: possuindo 99% de aceitação e notas que variam de 9,7 e 9,9


Crítica




La casa de papel possui bons plots, enredo e roteiro. Tudo acontece sem enrolação e repetição. A série mescla cenas de ação e drama, sempre apresentando flashbacks e explicando alguma situação do momento atual. 

Os personagens possuem uma riqueza de personalidades e perspectivas. Nenhum ladrão é igual ao outro, com sua própria história. 

A corrida policial também é boa, exceto que em algumas horas acontecem deslizes e cenas pouco improváveis de ocorrer na vida real.

LCP prende do início ao fim, mesmo que demore alguns episódios para engrenar de vez.


Sobre a terceira temporada



A Netflix divulgou um teaser da terceira temporada que tem como trilha sonora a música Bella Ciao. O novo volume promete dar um desfecho à história de Berlim, supostamente morto no final da segunda parte. Assista:






Além dos rostos já conhecidos das duas primeiras partes, a terceira temporada contará com Bogotá, Alicia, Tamayo e El ingeñiero. 


Com La casa de papel encerramos essa temporada do Quinta de série. Até qualquer dia. J-J





Por: Emerson Garcia

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Vem aí: JJPLAY! Os vídeos (úteis) da internet

O JJPLAY será o um espaço aberto ao vídeo útil. | ilustração: LAYON YONALLER

O mais novo quadro do JOVEM JORNALISTA será um misto de prestação de serviço, informação e diversão a todos. Após o nosso Hiatus de verão entrará no ar o JJPLAY!

Num monte de vídeos de gente pintando a cor do cabelo, arrancando dentes, passando trotes contra familiares e amigos, notícias falsas e conspirações mirabolantes é obrigação nossa divulgar conteúdos edificantes, úteis e de bom gosto ao maior número de pessoas.

Inicialmente, uma vez por mês na quarta-feira será divulgado um canal de vídeos úteis com suas características, curiosidades e as justificativas do por que ele vale a pena ser visto e apreciado. Você leitor do blog e/ou dono de um canal de vídeos poderá indicar canais que poderão ser úteis a todos. Isso é importante porque o mundo atravessa uma fase de inutilidade onde tudo é tão fácil que a preguiça e o ócio reina sobre os que se esforçam em contribuir com o que é útil a todos.

Nem pense em perder essa ou vai ficar de fora! 

Até a próxima!

UM BOM PLAY PARA TODOS! J-J



















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do JOVEM JORNALISTA
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