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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Identidade visual das logos dos presidenciáveis 2026


No início da semana trouxe a identidade visual das logos dos candidatos ao GDF. Hoje, trago a identidade visual das logos dos presidenciáveis 2026. Antes de se conhecer uma proposta de um candidato, uma campanha já diz muita coisa visualmente falando. Tipografia, cor, fotografia, composição, contraste, símbolos, logo... isso tudo ajuda a construir uma percepção sobre quem está aparecendo ali. 

10 são os candidatos à presidência nas eleições desse ano. Meu objetivo foi de não analisar os candidatos, muito menos suas propostas, mas o que cada identidade visual tenta transmitir. Algumas buscam proximidade. Outras força. Algumas parecem mais institucionais, outras mais agressivas, populares ou modernas.

Esse post tem o intuito de analisar o bom gosto, a arte e a escolha das cores, até porque em uma eleição, identidade visual também comunica. Ou seja, tipografia, cores, símbolos, números e composição ajudam a construir reconhecimento e posicionamento antes mesmo de qualquer discurso.

Os 10 candidatos à presidência da República são: Caiado, Augusto Cury, Renan, Flávio Bolsonaro, Lula, Zema, Edmilson Costa, Clariana, Hertz e Samara. Falo de cada uma das identidades visuais a partir de agora. Confira!



Caiado

É uma logo que traz as cores do Brasil em degradê e gradiente de cores. O número dele, o nome e o cargo ficaram nítidos. A criatividade é tanta que os designers dessa logo bricaram até com a bandeira na letra D! O slogan de campanha do candidato é Coragem para mudar.


Zema



É pequeno, mas moderno, tem o nome legível e de fácil identificação. Também traz as cores da bandeira do Brasil (amarelo, verde e azul), acrescido da cor do seu partido - o laranja. O slogan é Brasil sem esquema. 


Lula


Utilizaram um estilo retrô-pop para comunicar com os mais jovens, tem fácil leitura, e ainda foram inteligentes de colocar a bandeira do Brasil (objeto utilizado majoritariamente pela direita). A combinação do vermelho com as cores verde, amarelo e azul ficou bem redondinha e cheia de significado. O slogan é O Brasil pronto para mais.

Lula preserva o reconhecimento na identidade: mantém o vermelho presente, mas abre espaço para as cores do Brasil, gerando um equilíbrio entre memória partidária e alcance nacional. 


Edmilson Costa


As informações até estão claras, mas a fonte e as cores parecem uma coisa meio macabra, ritual satânico mesmo HAHAHA! Sei que o vermelho significa luta aguerrida, mas com essa fonte pareceu manchas de sangue! Vade retro! Não curti a logo. Nada contra o candidato, nem o conheço. 


Samara


O preto nem sempre é uma saída para o minimalismo e o básico. Ele pode ser ligado ao luto e à tristeza. É o caso da logo de Samara com uma logo toda preta, com informações que sequer dá pra ler. Ao meu ver, parece que a candidata comprou uma versão demo de IA que só faz coisas em preto e branco. Se não conseguem nem fazer uma logo de bom gosto, imagina o que fariam na presidência? HAHAHAHA! Parece um carimbo (julgando apenas pela logo, também não conheço a candidata). 


Hertz


Observando a fonte e o mapa do Brasil, parece título de um desenho animado da Looney Tunes. A escolha da da cor podia ser bem melhor também. Fazer um gradiente ou um degradê, talvez. Entenda: não é feio... é bonitinho, mas não para um candidato à presidência. 


Flávio Bolsonaro


A escolha da fonte do nome Flávio poderia ser mais cuidadosa. Que tal uma fonte forte, caixa alta e letras largas, pra ter fácil leitura? O V com verde e amarelo dificulta a leitura, assim como o Bolsonaro em amarelo. O número 22, por sua vez, está bem legível e apresentável. Seria interessante aproveitar a força do nome do pai, pra deixar o nome BOLSONARO como a maior informação da logo. 

Flávio aposta em uma identidade mais pessoal. O V funciona como símbolo principal e assinatura e cria uma ponte com a memória política do pai, Jair Bolsonaro. O slogan da campanha é O Brasil vai vencer.


Renan


Na logo do Renan o 14 está grande, legível, mas o cargo presidente está quase camuflado, assim como o nome do partido. Aliás, junto com o PD do B, foram os únicos que colocaram o nome do partido no logo. É de um gosto duvidoso, que nem todo mundo pode gostar. O slogan é O futuro é glorioso. 


Clariana


Não gostei da cor roxa misturada com rosa. Não achei que combinou com o cargo. Dá uma sensação de logo de Deputada Distrital e Federal. 


Augusto Cury





Com o slogan Fala, Brasil. Cury escuta, a logo traz as cores azul escuro, verde água e laranja. Achei a logo interessante e a fonte também. Na letra O de Augusto tem a simulação de uma bandeira do Brasil desconstruída que ficou interessante.


Essas foram as identidades visuais das logos dos presidenciáveis 2026. Qual é a sua preferida? Diga nos comentários! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Identidade visual das logos dos candidatos a governadores do DF 2026


Estamos há uma semana das Eleições 2026. Uma campanha eleitoral é feita de muita conversa, panfletagem, diálogos, reuniões, mas também tem o lado visual da eleição. Uma campanha também é ganha assim. A campanha eleitoral para o Governo do Distrito Federal (GDF) conta com candidatos que oficializaram suas identidades visuais, slogans e logotipos para a disputa ao Palácio do Buriti.

Esse post tem o intuito de apresentar e analisar a identidade visual das logos dos candidatos a governadores do DF 2026. São 11 os candidatos ao GDF esse ano, são eles: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Professor Robson (PSTU), Professora Samara Mineiro (UP) e Rico Pinheiro (PRTB). Falo da maioria das identidades a partir de agora:


Celina Leão


A atual governadora disputa a reeleição e utiliza em sua identidade visual a frase de efeito "Coragem para mudar", mote que também marcou reestruturações na comunicação do GDF. Ela também utiliza um coração amarelo com a face de um leão e uma pata de leão amarela com o número de candidatura dentro (11). Suas cores principais são o azul claro e escuro e o amarelo.


Ricardo Cappelli


Gerou repercussão nos bastidores políticos ao adotar nas redes sociais o mesmo lema "Coragem para mudar" utilizado pela gestão atual, gerando debate sobre o uso da frase. Suas cores principais são o amarelo e o vermelho. A logo da campanha traz o sobrenome com o número 40 grande em vermelho, com um fundo com a arquitetura de Brasília.


José Roberto Arruda


A cor principal do candidato é a verde. Seu símbolo principal é uma folha de arruda. Sua logo traz o nome Arruda em verde claro, ao lado o número da candidatura (55) e as palavras "governador" e "vice Luiz Pitiman" na cor branco, sob um fundo verde escuro. Sua frase principal é "Pra resolver". O candidato concorre pela coligação Resgatar Brasília, focado o tom de sua campanha no retorno ao cargo e na lembrança de obras de infraestrutura de seus governos anteriores.


Leandro Grass


Representa a coligação DF do Povo (reunindo o campo progressista e partidos de oposição), com foco em propostas voltadas aos serviços públicos e críticas à atual administração. A cor principal de sua logo é a vermelha, com detalhes em laranja claro e bege. A logo do candidato é interessante e traz seu nome grande e ampliado, assim como o número 13. A apresentação de Dora Gomes (vice-governadora) também ganha evidência.


Professora Samara Mineiro


A legenda Unidade Popular apresenta identidade visual própria focada nos tons de laranja  e bege e no conceito de "poder popular" para o governo distrital. O nome da candidata aparece em evidência, na cor laranja e o número 80 bem grande e evidente. No banner de campanha Samara Mineiro aparece de punhos fechados em sinal de luta em alusão ao símbolo da Unidade Popular.


Rico Pinheiro



A identidade visual utiliza as cores verde "musgo" e a cor branca. Ela traz o nome Rico e 28 em evidência bem grandes e visíveis, com o nome "governador" na cor branca com um traço embaixo. O nome da vice - Cristiane Barros - também aparece em um bom destaque.


Kiko Caputo




As cores principais da campanha é azul e laranja. A logo traz o nome Kiko Caputo e o número 30 em laranja e "governador" e "vice Delegado Rafael" em azul escuro.


Paula Belmonte


Suas cores principais são o azul, amarelo, verde e branco. Na logo o nome da candidata aparecem em placas que lembram as placas do Distrito Federal, com sinalizações e setas.


Essas foram as principais identidades visuais das logos dos candidatos a governadores do DF 2026. Uma boa campanha também leva em consideração os aspectos visuais.

Qual é a sua logo preferida dessas apresentadas? Diga nos comentários. Ainda nessa semana, trago um post das identidades visuais das logos dos presidenciáveis 2026. Até lá! J-J


Por: Emerson Garcia

terça-feira, 31 de março de 2026

Erika Hilton pode representar as mulheres?!


Os homens estão questionando o fato da Erika Hilton ter sido eleita representante da Comissão de Mulheres e, inclusive um pastor que votou a favor dela foi excluído da igreja, da Assembleia de Deus.

Acho isso um absurdo. Preconceito, discriminação, coisa que Jesus não fez. Nós temos claramente isso na Bíblia, que quando levaram a mulher adúltera para ser apedrejada, Jesus ficou escrevendo na areia e falou "aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra". Todo mundo saiu e ele virou e falou: "Cadê seus acusadores?". Ela respondeu: "Ah, foram embora!". Ele replicou: "Se eles não te acusam, eu também não acusarei. Vai e não peque mais!". Outra coisa: Jesus foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Também foi acusado de comer com os publicanos e pecadores. Ele disse: "Eu vim para os doentes, não para os sãos". 

Não é com preconceito que a gente vai mudar a história do país. Se a Erika Hilton não pode ser representante das mulheres, o presidente da república não pode, governador não pode, prefeito não pode, vereador não pode, deputado não pode, senador não pode, ninguém pode! Nenhum homem pode representar as mulheres! 

Agora eu digo: eu, sendo solteira, nunca tive filho, não posso representar as mães?! Quer dizer que só porque eu nunca tive filho, eu não sei o que é dor de um parto, não sei porque uma mulher sente dores na hora do parto, uma mulher que sente dor quando alguém faz o mal para o filho dela? Quer dizer que eu não sei, o que uma mulher sente se eu fizer um mal para o filho dela? Claro que eu sei! Paulo na Bíblia fala que "ora pelo doente, como se você tivesse doente, ore pelo pecador como se você também fosse o pecador. Coloque-se no lugar dele". 

Erika Hilton está se colocando, embora se ache uma mulher, no lugar de uma mulher. Coisa que muito homem não faz. Então, assim, eu sou totalmente contra. Ela me representa sim! E ela é brigona, ela briga mesmo pelos direitos da mulher, da criança, do adolescente e tudo. Não precisa ter vagina, útero, seios, não precisa ficar menstruada para defender uma mulher, não. Basta ter o coração voltado para o bem da mulher! J-J


Por: Marilza Luciano, colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Ética na profissão de jornalista


A Ética aplicada ao Jornalismo está ligada às reportagens jornalísticas de caráter investigativo, uma vez que o repórter tem o objetivo de denunciar escândalos, corrupções, até então não sabidos do público. O trabalho assemelha-se a investigação policial, onde deve-se ter cuidado com as informações, e, principalmente, cautela.

A cautela é o principal elemento para a realização de um trabalho desse calibre, pois, muitas vezes, o jornalista, por achar que deve informar o público a qualquer preço, passa por cima de princípios éticos, utilizando gravadores escondidos ou câmeras. Leandro Fortes (2005), consagrado jornalista investigativo, diz que as empresas jornalísticas podem obter informações de maneira limpa ou então de forma que ultrapassa limites:

"Uma das maiores dificuldades da investigação jornalística reside, justamente, nas bases éticas de uma atividade muito mais próxima do trabalho policial do que, propriamente do jornalismo [...] A tentação de se descobrir a verdade, ou dela se apropriar como trunfo, pode levar as redações a optarem por todo tipo de meio investigativo, legal ou não [...]" (FORTES, 2005, p.19)



Kovach e Rosenstiel (2004) conceituam a reportagem investigativa em três tipos, são elas: a Reportagem Investigativa Original, a Interpretativa e Sobre Investigações. Para estudar a ética na profissão, é interessante aprofundar-se na Reportagem Investigativa Original, que está diretamente associada ao trabalho policial:

"Pode usar táticas similares ao trabalho policial, como sair em busca de informações, consultas a documentos públicos, uso de informantes e até, em circunstâncias especiais, trabalho secreto ou monitoramento subreptícia de atividades" (KOVACH e ROSENSTIEL, 2004, p. 177)


Os meios legais, ou não, que os jornalistas utilizam devem ser analisados à luz do Código de Ética do Jornalismo Brasileiro, aprovado em 29 de setembro de 1985 pela Federação Nacional dos Jornalistas. No código diz que o jornalista deve deixar claros os meios que irá utilizar para compor a reportagem, tais como disfarces ou câmeras ocultas, justificando-os e comprovando que não teria outra forma de buscar as informações.


No que se refere à ética ainda, o código confere autonomia ao jornalista no que tange as fontes. É dever do profissional resguardar o sigilo destas: “Sempre que considerar correto e necessário, o jornalista resguardará a origem e a identidade das suas fontes de informação” (CÓDIGO DE ÉTICA DO JORNALISTA PROFISSIONAL, pg. 5). Mas o direito de preservação pode vir da fonte por uma recomendação de colocar nomes fictícios e de não gravar vozes ou tirar fotos. Desse modo, o código apresenta um problema, ao retirar o direito das fontes diante da informação.

Kovach e Rosenstiel falam da importância de colocar a transparência em relação ao trabalho jornalístico. Ele precisa ser leal e verdadeiro com as suas fontes, explicando-lhes o trabalho que pretende realizar. Di Franco (1996) fala que é direito do ser humano a privacidade, e por isso, os jornalistas precisam respeitar o espaço de suas fontes:

"Há uma fronteira ética entre o direito à informação e o direito à privacidade: o bem comum, o verdadeiro interesse público. A imprensa tem relevante papel de denúncia, de contraponto. Essa função, no entanto, nada tem a ver com a curiosidade agressiva, com o afã de escândalo ou com atitudes de retaliação" (DI FRANCO, 1996, p.18)



A Ética no Jornalismo, ao meu ver, não deve ser generalista, e, sim, contemplar as particularidades da profissão. Por outro lado, a consciência ética de cada jornalista deve contar bastante, e isso não está escrito no código. Pensamos a profissão como elencada à ação social tradicional que Weber explica no livro de Kunczik (WEBER apud KUNCZIK, 2001, p. 40). Ele diz que ela deve ser resultante da constante prática de hábitos éticos. Desse modo, para uma boa conduta ética jornalística faz-se necessário um contínuo aprendizado de valores que desafia o profissional diariamente. J-J


Por: Emerson Garcia para a disciplina de Ética da UCB

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Reflexão sobre as festividades dos 64 anos de Brasília ou Pense bem, quando for votar, em 2026

Seria tão bom se os 64 anos de Brasília fosse festejado com professor em sala de aula e leitos para pessoas que estão enfermas. Como que vou para um show me divertir, estar muito feliz, tendo pessoas nos corredores de hospitais precisando de um leito, enfermaria, pelo menos, precisando de uma UTI, chegando a morrer, esperando pela justiça? E os alunos, que estão sem professores? O governo tem que investir na saúde, educação e segurança, pois elas são prioridades na constituição.

Mas o GDF está investindo em festas e mesmo que os artistas não cobrem nada, ele vai ter que gastar, com palco, eletricidade, água, com pessoas para trabalharem, pois as pessoas não trabalham de graça. É uma ignorância achar que a comemoração será toda de graça, porque não vai. Agora, e as escolas, está tendo banheiros? 

As pessoas não raciocinam e votam em qualquer candidato, como votaram no atual governador, para ele continuar como governador e ele ganhou no primeiro turno, e quem ganha no primeiro turno acha que está bombando. Você não tem que dar o máximo, para quem não fez o máximo. Por exemplo, o governador não fez o máximo no primeiro governo dele. Ele foi o primeiro que fez o lockdown, mas quando o governador de Goiás abriu, ele abriu aqui, só que lá não teve o tanto de mortos que Brasília teve. Então, era a hora de trocar de governador. Era melhor colocar um outro do que reeleger um candidato que não foi bom, e em primeiro turno. 


E as pessoas estão reclamando de que agora? O cara foi até afastado porque estava envolvido no 8 de janeiro. E Brasília está em primeiro lugar, no Brasil inteiro, em mortos pela dengue. Uma cidade dessas, planejada, capital do país, ser primeiro lugar em dengue? Se na capital do país está assim, imagina em outras capitais?! As pessoas precisam ter conhecimento das coisas, para não ser enganado, ficar falando besteira e coisas que não tem nada a ver. J-J 


Por: Marilza Luciano, colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

sábado, 19 de agosto de 2023

Marcha das Margaridas- Mulheres de lilás com chapéus com margaridas fazem a diferença e são as vozes das mulheres dos campos, florestas e águas!

Milhares de mulheres vestidas de lilás com chapéus de palha decorados com margaridas em passeata com cartazes e flores colorindo o trajeto de aproximadamente seis quilômetros em Brasília num dia de agosto. Essa é a famosa e marcante Marcha das Margaridas que ocorre de quatro em quatro anos desde 2000 na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 

A Marcha das Margaridas é uma manifestação de mulheres trabalhadoras rurais (agricultoras) do Brasil, em busca de direitos sociais e contra a violência contra as mulheres do campo, das águas e das florestas. As margaridas - como são conhecidas as mulheres desse movimento - lutam por democracia, igualdade e respeito, por meio de relações justas e igualitárias. Elas mostram que é possível pautar a sociedade em valores como ética, solidariedade, reciprocidade, justiça e respeito à natureza. 

O evento é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federações e Sindicatos (Fetags) e faz parte da agenda do Movimento Sindical de Trabalhadoras e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) e de organizações feministas e de mulheres trabalhadoras e centrais Sindicais. 

E por que ela recebe esse nome? A escolha do nome e data é em homenagem à Margarida Maria Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Ela foi assassinada no dia 12 de agosto de 1983 por defender os direitos de trabalhadores rurais de seu estado, a mando de latifundiários da região. Por mais de 12 anos, Margarida lutou pela carteira assinada, 13º salário, jornada de trabalho de 8h, direito de cultivo de terras, educação de filhos, fim do trabalho infantil no corte de cana e férias para trabalhadores e trabalhadoras do campo. 

Era uma mulher aguerrida, forte e corajosa que incomodou os fazendeiros da região, que resolveram ceifar sua vida e encomendaram seu assassinato. Ela foi brutalmente assassinada aos 50 anos, na porta de sua casa, em frente ao seu esposo e único filho. O crime teve ampla repercussão midiática, mas ainda segue sem justiça, com os assassinos impunes. A Marcha das Margaridas, portanto, mobiliza as mulheres das cinco regiões brasileiras para que o legado de Margarida ainda permaneça vivo, levando e revivendo seu nome e sua memória. Margarida Maria Alves era semente, e continua florescendo flores por aí no Brasil e mundo todo... 

Margarida era a autora da frase “É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. Essa mulher, e seu legado, tem inspirado outras "Margaridas" que são muitas em apenas uma: mulheres da classe trabalhadora, rurais, urbanas, jovens, negras, lésbicas, trans, agricultoras familiares, camponesas, indígenas, quilombolas, assentadas, acampadas, sem-terra, assalariadas rurais, extrativistas, quebradeiras de coco, catadoras de mangaba, apanhadoras de flores, ribeirinhas, pescadoras, marisqueiras, coletoras, caiçaras, faxinalenses, sertanejas, vazanteiras, retireiras, caatingueiras, criadoras em fundos de pasto, raizeiras, benzedeiras, geraizeiras,entre tantas outras. As mulheres trabalhadoras rurais estão em inúmeros biomas, mosaicos de vida e diversidade. 


A primeira edição, em 2000, reuniu cerca de 20 mil agricultoras, quilombolas, indígenas, pescadoras e extravistas de todo o Brasil. As três primeiras marchas tiveram como foco a fome, a pobreza  e a violência sexista. As de 2011 e 2015 a luta pelo desenvolvimento sustentável com justiça, democracia, autonomia, igualdade e liberdade. A de 2019, a soberania popular, democracia, justiça, igualdade e fim da violência. A desse ano, 2023, o tema foi o seguinte: Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver. Essa foi a 7ª edição da Marcha das Margaridas, marcando a luta de trabalhadoras rurais em busca de visibilidade, reconhecimento social e político. 

Agora que já conhece o que é, a origem e o significado da Marcha, que tal nos aprofundarmos mais um pouco com os seguintes tópicos? São eles: como acontece?; objetivos; demandas; conquistas; e tema de 2023.


Como acontece?

Realizada para mobilizar e organizar mulheres do Brasil inteiro, para os mais diferentes viéses, tais como: formação, denúncia, pressão, proposição, diálogo e negociação política como Estado. 

É o maior evento feminino do Brasil que ajuda no processo de construção de uma plataforma política e ações de formação. É uma homenagem à Margarida Alves. As margaridas ficam hospedadas na Cidade das Margaridas, com alojamento, oficinas, seminários e debates, além de tendas expositivas de produtos fabricados e trazidos pelas mulheres e um espaço de saúde para atendimento feminino. 


Objetivos

São 7 objetivos principais da Marcha, são eles:

1- Fortalecer e ampliar a organização, mobilização e formação sindical e feminista das mulheres trabalhadoras rurais;

2 - Apresentar, através das proposições, uma crítica ao modelo de desenvolvimento hegemônico a partir de uma perspectiva feminista;

3 - Denunciar e protestar contra todas as formas de violência, exploração e discriminação, e avançar na construção da igualdade para as mulheres;

4 - Reafirmar o protagonismo e dar visibilidade à contribuição econômica, política e social das mulheres do campo, da floresta e das águas na construção de um novo processo de desenvolvimento rural voltado para a sustentabilidade da vida humana e do meio ambiente;

5 - Contribuir para a democratização das relações sociais no MSTTR e nos demais espaços políticos, visando, assim, com a superação das desigualdades de gênero e étnico-raciais e protestar contra as causas estruturantes da insegurança alimentar e nutricional que precisam ser enfrentados para a garantia do direito humano à alimentação adequada e da soberania alimentar;

6 - Atualizar e qualificar a pauta de negociações, propondo e negociando políticas para as mulheres do campo e da floresta e das águas, considerando as suas especificidades; e

7 - Lutar pelo aperfeiçoamento e consolidação das políticas públicas voltadas às mulheres do campo, da floresta e das águas desde a esfera municipal, estadual e federal, contribuindo para que elas incidam no cotidiano das mulheres do campo, da floresta e das águas.


Objetivos para alcançar a luta legítima por direitos e também contra a violência, uma vez que os índices de feminicídio no Brasil são cada vez maiores. A busca por melhorias para o território de cada uma das margaridas é um dos motes principais. A luta das mulheres não é só para hoje, como também para amanhã e depois.  


Demandas

A expressão "Mulheres do campo, florestas e águas" surgiu em 2015 para afirmar a diversidade das mulheres rurais. Elas são camponesas; sem-terra; acampadas; assentadas; assalariadas; artesãs; extrativistas; quebradeiras de coco; seringueiras; pescadoras; ribeirinhas; quilombolas; indígenas, e por aí vai. 

Com tanta diversidade, é preciso uma organização de demandas, por meio de oficinas, encontros e plenárias em todos os estados do Brasil. Trabalha-se, portanto, em torno de 10 eixos temáticos, são eles: 

- terra, água e agroecologia; 

- autodeterminação dos povos, soberania alimentar e energética; 

- proteção e conservação da biodiversidade; 

- autonomia econômica, trabalho e renda; 

- direito à previdência e à assistência social pública, universal e solidária; 

- acesso a saúde pública em defesa do SUS; 

- educação não sexista, anti-racista e direto à educação do campo; 

- autonomia e liberdade das mulheres sobre seu corpo e sua sexualidade; 

- vida livre de todas as formas de violência; e

- fortalecimento da representação política das mulheres.


Conquistas

Desde o início da Marcha, as reivindicações trouxeram melhorias para as mulheres do campo, como acesso à terra, igualdade de gênero e saúde, empoderamento e independência. Uma das grandes conquistas, também, foi que o título da terra nos lotes de assentamentos de casais também consta o nome da mulher, sendo emitido primeiro em seu nome. Com isso, a  mulher usufrui da renda e dos benefícios econômicos e sociais. Outra, foi a construção de 54 unidades móveis em áreas rurais, para atendimento às mulheres em situação de violência - incluindo unidades móveis fluviais para a região amazônica -, e o Projeto de Saúde Reprodutiva da Mulher.    


Bem Viver

A ideia da marcha atual é reconstruir as políticas públicas para as mulheres do campo. Nos últimos anos, a natureza e a biodiversidade foram ameaçadas, assim como os direitos femininos. Por isso, a importância de visar um "Brasil do Bem viver". A ideia é a de uma experiência de vida coletiva, como forma de organizar a sociedade e o viver coletivo, com práticas políticas. O Bem Viver proporciona a integralidade do mundo e a vivência em harmonia com a natureza. 

Esse ano, o Congresso Nacional recebeu projeções de imagens e frases em alusão ao evento, com margaridas pelas cúpulas e a frase "Avante Margaridas" nas torres.




Esse é um evento muito importante para todas as mulheres, em especial as dos campos, das florestas e das águas. A Marcha das Margaridas pára Brasília quando acontece e à cada edição tem chamado mais atenção e tem crescido bastante. J-J





Por: Emerson Garcia

terça-feira, 28 de março de 2023

Campanha 'O silêncio pode sufocar'


Esse mês de março é conhecido como o mês da mulher. No dia 8 comemorou-se o Dia Internacional da Mulher, uma data da luta feminina. Para alertar e homenagear as mulheres, a Controladoria-Geral do DF criou uma campanha importante e forte sobre o feminicídio, afinal mais do que um mês de luta, é um período para relembrar quantas mulheres partiram por conta da violência, ou seja, também é um mês de luto.

A campanha, que eu vi no Instagram do GDF, é forte e impactante e está sendo divulgada desde o dia 6 de março. Com imagens de mulheres sufocadas, com expressões tristes, temorizadas e com os rostos agredidos violentamente, elas são caladas por uma fita vermelha com a frase O silêncio pode sufocar.

As artes apresentam dados que mostram a dura realidade das mulheres que sofrem violência no Brasil. A mensagem é muito forte: a omissão pode levar à morte e a conivência só faz com que a violência contra a mulher e os índices de feminicídio aumentem. Por isso, o alerta e a informação que você pode ligar e denunciar se ver/ouvir qualquer agressão com as mulheres nos telefones 180 e 190 (Telefone da Polícia Militar, caso a situação seja de emergência). 

A violência contra a mulher e o feminicídio importam a todos nós. Não sejamos negligentes. Podemos salvar vidas. Se você conhece alguma mulher que está com medo de denunciar o seu agressor, denuncie por ela. 


Além dessas artes, também foi lançado um filtro no Instagram (Dia da Mulher CGDF) para aqueles que querem aderir à campanha, ajudando no incentivo à denúncia dessas situações. De forma interna, a CGDF incluiu as peças na área de trabalho de todos os servidores durante esse mês, divulgando nos meios de comunicação interna. 

À título de informação, o feminicídio é qualquer assassinato praticado contra a mulher devido seu gênero e à violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação à condição da mulher. E é uma questão complicada, porque no Brasil o feminicídio está em quinto lugar em número de morte de mulheres, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Antes do feminicídio tornar-se uma prática, existem sinais e pré-cuidados que se deve ter. As mulheres, vítimas de feminicídio, vivem situações de violência verbal, psicológica ou física, antes de morrerem. 


Agora, vou trazer alguns canais de denúncia contra a violência à mulher aqui do Distrito Federal: 

► Ligue 197 – Disque Denúncia ► Defensoria Pública

► Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher 

► Ligue 190 – PMDF 

► Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

► Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Mulher (Nudem)

► Observatório da Mulher do Distrito Federal 



Está aí uma campanha que tem o meu apoio. Ainda sonho com o dia em que as mulheres não sofram mais violência e não sejam assassinadas. J-J


Por: Emerson Garcia

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