sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Rádio Bagaralho: Programa "Você pede, a gente não toca" #4


Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento das Lojas Olhoko Ponto Cão começa agora mais um programa Você pede, a gente não toca!



Arthur: Alô, quem será o primeiro a pedir música hoje?

Carlos: Aqui é o Carlos, eu quero pedir a música 'Shape of you' do Ed Sheeran.

Arthur: Ok, vamos tocar 'Heart Shape Box' do Nirvana para o nosso querido Carlos.







Arthur: Mais uma ligação na área, alô.

Lorena: Alô. Será que você pode tocar para mim a música 'Flor e Beija-flor' da dupla Henrique e Juliano?

Arthur: Mas é claro. Vou tocar a música 'Presente de um beija-flor' do Natiruts.






Arthur: Alô, caro ouvinte, pede a sua música sem medo de ser feliz.

Willian: Alô. Aqui é o Willian e quero pedir a música 'Fresh Outpouring' da Kim Walker. 

Arthur: Ok, caro Will, vou tocar a música 'Fresh Prince of Bel Air' do Will Smith. 







Arthur: O telefone é feito para tocar. Vamos para a próxima ligação.

Duda: Quero pedir uma música, será que posso?

Arthur: Com certeza. Você pede, a gente não toca.

Duda: Então vou pedir a música "Photograph' do Ed Sheeran.

Arthur: Boa pedida. Caros ouvintes, fiquem com a música 'Photograph' do Nickelback.






Arthur: Para finalizar uma última ligação. Quem fala?

Pamela: Oi, aqui é a Pamela. Quero pedir a música 'K.O' da Pabllo Vittar.

Arthur: Tranquilo, Pamela. Vamos tocar para você a música 'Arrasa bi' do Supla.





Queridos ouvintes, quero agradecer a todos que pediram as músicas e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Aguardo mais pedidos para o próximo programa. Um bom fim de semana repleto de felicidades a todos. Beijos e abraços. J-J

























Por: Arthur Claro

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Quinta de série- nostalgia: Cult

(Pode conter spoilers!)







Hoje trago uma série de 2013, já considerada nostálgica: Cult. Ela foi cancelada com apenas uma temporada de 13 episódios. É da CW (rainha dos cancelamentos!) e foi criada por Rockne S. O'Bannon. 

Esta é definitivamente uma produção que não sinto a menor falta. Cult até trouxe uma premissa boa ao usar a metalinguagem e ser uma série dentro de outra série (falarei mais à frente), mas isso não deu muito certo. A série no geral foi um fiasco, com episódios ruins, atuações péssimas e roteiro fraco.

Cult é sobre a investigação do sumiço de Nate, irmão do jornalista investigativo Jeff Sefton. Nate dizia que o programa de TV Cult - uma série criminal estrelada por Billy Grimm - foi feito para o prejudicar. Jeff não acreditava nisso, até que ele desapareceu misteriosamente. O jornalista investigativo, então, começa sua caçada, com a ajuda da assistente de produção de Cult, Skye Yarrow. Juntos, eles investigam os fãs da série, seus atores e todo o frenesi que ela causa nos telespectadores. 

À medida que as investigações avançam, Skye e Jeff descobrem os efeitos que a série pode causar em quem a assiste, bem como suas mensagens sublimares. As consequências dela são tão visíveis que o ator do programa é visto como galã e seu personagem é bastante querido. 






Skye e Jeff compartilham a mesma dor, assim como vários personagens: o de ter perdido alguém da família. Vários desaparecimentos estão ligados à Cult e as respostas para isso só podem ser encontradas através de seus seguidores, conhecidos como True Believers

À cada pista, novos questionamentos são levantados. Muitas perguntas não foram respondidas, o que afetou na qualidade final do seriado. Diversas situações extraordinárias aconteceram, que não tiveram a mínima explicação. Creio que essa falha no roteiro foi visível.


Metalinguagem






A metalinguagem foi o principal conceito levantado pela série, mas que não deu muito certo. Cult pretendia misturar realidade e fantasia, mas acabou se perdendo no meio do caminho. Quando fala-se de uma série dentro de outra, logo vem à nossa mente duas tramas distintas com personagens diferentes. Saber interligar tudo isso não é tarefa fácil. Além disso, a conexão entre elas pode se dar de forma óbvia e pouco interessante, sem muitas surpresas.  



Crítica e audiência


Debates como esses são tratados em Cult: pessoas podem ser influenciadas por programas de TV? Qual é nossa relação com os personagens? Séries podem mexer com nosso psicológico e emocional? Você seria capaz de matar alguém por conta de uma série? Qual é a relação de um fã com um roteirista? 

Cult trata de obsessão, sugestões, efeitos de um programa de tv na sociedade e  vícios. Se fosse uma abordagem mais clara e profunda, a série poderia ser até interessante, mas parece que não teve um cuidado dos roteiristas. O que percebi é que foi uma série realizada de qualquer forma, com um roteiro excelente mal aproveitado.






A série também fala de um culto de seguidores de serial killer, assim como The Following (em breve falarei dela no blog) que estreou na mesma época, mas com sua própria identidade e diferencial. Cult fala das consequências de uma série de TV sobre serial killer, enquanto The Following sobre a busca implacável de um policial do FBI a um serial killer e seus seguidores. Confesso que The Following é muito mais excitante que Cult

A história tinha grande potencial e boas discussões para a sociedade, mas isso não aconteceu em seus episódios. A trama só vem a ficar um pouco interessante a partir do sexto episódio e os anteriores são muito ruins. Creio que isso fez com que muitos telespectadores abandonassem a série no meio do caminho. 

Cult foi tão ruim que foi cancelada com apenas 7 episódios. Depois dele, o canal exibia dois episódios por semana.

A series finale não foi uma conclusão propriamente dita, mas abriu para outras histórias e gerou mais dúvidas que respostas. Parece que a CW é mestre em deixar séries em aberto e sem conclusões né? Uma pena...

Cult teve uma recepção abaixo da média pelo Metacritic (46%) e uma nota dos usuários de 5,6. 


Esta é uma série que não recomendo por todos esses motivos citados no post. Só assista se você quer ficar com raiva e entediado mesmo. J-J






Por: Emerson Garcia

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A mensagem certa

Estaremos sempre aqui para você ter a mensagem certa. | ©Freepik


O texto de hoje é mais voltado a quem escreve e tem a mais difícil missão: passar a mensagem, a notícia, o relato de forma certa a você que nos lê todos os dias. Isso não se resume e este blog, mas é no campo da Comunicação em geral.

Ideias e pautas são mais fáceis de arranjar. Difícil é montá-las para que o povo entenda o recado em menor tempo e que fique consciente da mensagem que acabou de entrar em contato, seja na televisão, no rádio, meios impressos e a dinâmica internet. Até o nosso querido Jovem Jornalista tem um grupo especial no Whatsapp para discutir os próximos temas porque somos apaixonados pela informação e pelo slogan que norteia este site: comunicação, jornalismo e indústria cultural em um só lugar.

Isso sem falar na trabalheira que o editor-chefe do JJ, Emerson Garcia, tem para fazer a edição e condensar as publicações de seus seis colaboradores.


A recompensa pelo trabalho


Nos últimos tempos o trabalho, a paixão e a dedicação em passar a mensagem certa a você leitor surtiu muitos frutos como a busca do sorvete, recorde de visitas no post sobre o Reinaldo Azevedo, a homenagem que o JJ recebeu na Câmara Legislativa do Distrito Federal, além da vinda de novos colaboradores de diversas áreas para dar um gás a este site.

Nós iremos completar nove anos em novembro e vamos nos dedicar a manter os nossos laços com vocês leitores que é o combustível e a razão da continuidade dessa missão em passar a mensagem certa.

Até mais, pessoal. J-J














Por: Pedro Blanche

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Vibe humor: músicas ambiente






Olha quem voltou! Um dos quadros de maior sucesso do blog, o Vibe humor! Tem tempo que não temos ele aqui no blog. A última vez foi em dezembro de 2016. Já foram publicadas 32 playlists com temas diferentes (Veja no menu, na aba Vibe humor na lateral!). Hoje falarei de músicas ambiente, que por sinal já estava programado pra falar nos rascunhos.

Certamente você já ouviu alguma canção enquanto estava nos corredores de um shopping, dentro de uma loja de departamentos, de um elevador, de um supermercado ou em uma sala de espera, não é mesmo? A esse tipo de som, dá-se o nome de música ambiente. Veja o conceito, de acordo com o Wikipédia (com grifos):

"Música ambiente (Ambient Music) é um gênero musical substancialmente focado nas características timbrais dos sons, geralmente organizados ou executados com o intuito de se denotar ou estimular a criação de uma "atmosfera", uma "paisagem sonora" ou mesmo para apenas soar como um "discreto complemento” a uma ambiência."


Engana-se quem pensa que as músicas ambiente não possuem vozes e que são apenas instrumentais (como já fiz um post sobre aqui). Pelo contrário, elas também são cantadas, mas tanto as vozes, como os instrumentos trazem algum tipo de conforto, criam uma atmosfera agradável, aconchegante e convidativa. 

Músicas ambiente são fundamentais para salas de espera, como enfatizou esse post do IClinic (com grifos): 


"[...] a sala de espera de um consultório médico já pressupõe, na maioria das vezes, um encontro com o desconhecido, certa angústia, algum mal estar e muita ansiedade. [...]

Para “quebrar o gelo” e deixar seus pacientes mais à vontade, você pode criar uma atmosfera mais agradável e aconchegante enquanto eles esperam pela consulta na recepção ou na sala de espera. [...]"



Existe vários tipos de músicas ambiente, com variações, ritmos, estilos. Elas podem ser clássicas, calmas, harmoniosas, entre outras. Podem ter letras cantadas, ou não - como as músicas terápicas que remetem aos sons da natureza ou as instrumentais. 

Eu separei uma lista com 10 músicas ambiente e irei comentá-las uma por uma. Deem o play na playlist e vamos à leitura!






First day of my life, do Bright Eyes, tem uma melodia folk que acalma e traz boas sensações como a de alegria.

A segunda música da lista chama-se The man comes around, da trilha sonora de Logan. Quando comecei a produzir esse post, me lembrei dela na hora. Ela tinha que estar aqui! Ela traz uma pegada country, com violão e guitarra acentuados. 

Angie tem um ar tropical, ideal para corredores de shopping e elevadores. É uma música gostosa de ouvir, que te deixará bem relaxado. Angie, em sua versão original, é um rock bem famoso, mas que nesse ritmo também ficou muito bom.

A versão de Hello da Adele na voz de Collin e Caroline ficou bem interessante e diferente da original. Enquanto Adele a cantou com toda força, nesta eles cantam de um jeito calmo e acústico.

A única instrumental da lista, Minuet de Luigi Boccherini é ideal para salas de espera, corredores de shopping e elevadores. Acho essa canção primorosa e me lembra as festas de debutantes.

Stay with me é outra regravação nesta playlist. Quantos já não a conheciam? A versão acústica ficou primorosa e traz calma e paciência. 





Ainda bem da Vanessa da Mata abre as músicas brasileiras dessa playlist. Com um ritmo envolvente, com a voz aveludada e doce de Vanessa, a música é ideal para os mais variados ambientes.

Ainda gosto dela do Skank traz uma agitação, mas bem contida, sem muitas variações. 

Em paz de Maria Gadú foi regravada pela banda 5 a seco. Gostei muito desse ao vivo, creio que seja a primeira música desse modo que coloquei nessa playlist. Acho uma canção ideal para lojas de departamentos.

Essa música da Céu é muito boa! Aliás, essa artista é incrível! Fecho essa playlist com o samba/pop envolvente Malemolência. É capaz de você se pegar cantando o refrão "Menino bonito, menino bonito, ai", sem nem perceber.


Esta foi a playlist músicas ambiente! Espero que tenham gostado. Saibam que músicas ambiente são bem mais do que as tocadas em elevadores sociais. Se tiverem ideias de playlists, estou aberto para acatar e fazer o post. J-J






Por: Emerson Garcia

domingo, 13 de agosto de 2017

E tudo começou com uma pequena homenagem... História do Dia dos Pais




Você sabe qual é a origem do Dia dos Pais? O que há por trás dessa data? Por que foi escolhido o segundo domingo de agosto no Brasil para a sua comemoração? Assim como o Dia das Mães (falado aqui), esse dia também tem um histórico interessante. 

O Dia dos pais talvez não tenha um peso tão grande quanto o Dia das Mães, isto na questão comercial. Por exemplo, na matéria divulgada recentemente pelo Metrópoles foi constatado que muitos filhos no Distrito Federal não presentearão seus pais nessa data mais por uma questão de escolha, do que financeira (com grifos):

"A maioria dos consumidores brasilienses não está disposta a comprar presentes para comemorar o Dia dos Pais. É o que mostra a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio. De acordo com o estudo, 37,3% dos entrevistados têm a intenção de presentear o pai, 46,5% não pretendem comprar presentes e 16,2% ainda não sabem. Os lojistas, por sua vez, estão otimistas: 43,1% deles esperam que as vendas este ano sejam maiores do que em 2016."


No Dia das Mães, por sua vez, há uma movimentação comercial maior, mas isso não significa que o valor do Dia dos Pais foi perdido. Muitos filhos homenageiam seus patriarcas com presentes sentimentais, assim como a data sugeriu em sua origem.

A ideia original do dia dos pais era criar uma data para fortalecer os laços familiares, assim como o respeito por aqueles que nos deram a vida, os progenitores. Vamos conhecer mais dessa origem de perto?


Origem



                                                       A ativista do Dia dos pais, Sonora Louis Doot.



De acordo com o Discovery News, essa data foi consolidada como um evento comercial. Veja o que o site Mega Curioso diz:

"[...] o Dia dos Pais foi consolidado como uma data para presentear os papais por uma associação de comerciantes de roupas masculinas de Nova York, que fez uma parceria com a indústria de cartões comemorativos. Tudo isso aconteceu durante a Grande Depressão, quando os lucros estavam bem abaixo do esperado, e o objetivo era impulsionar as vendas de gravatas e cartõezinhos de felicitação."


Essa é uma das explicações para a data, mas existe outra, diferente e afetiva.

Historiadores falam que a primeira vez que comemorou-se o dia dos pais foi em 19 de junho de 1919 nos Estados Unidos, por sugestão de uma filha chamada Sonora Louis Doot, como forma de homenagear seu pai, William Jackson Smart. Sonora não visou dar um presente caro para o seu progenitor, muito menos alimentar a indústria do consumismo, ela quis apenas enaltecer sua figura e presenteá-lo com um presente sentimental.

E quem era esse pai que recebeu uma homenagem tão honrosa e merecida? (Digo isso porque tem muitos pais que não merecem ser homenageados) Smart era um veterano da Guerra Civil Americana que após a morte de sua mulher teve que criar sozinho Sonora e os outros filhos. Foi no dia do seu aniversário, em 19 de junho de 1919, que Sonora resolveu homenageá-lo. Confira, de acordo com o site Brasil Escola (com grifos):

"O dia em questão, 19 de junho, era a data de nascimento de seu pai. O gesto simples da moça acabou por mobilizar muitas pessoas da mesma cidade a fazer o mesmo tipo de homenagem. De Spokane, a prática alastrou-se para outros estados dos EUA."


Que bela homenagem, né? Ela vale mais que dinheiro. Confira detalhes da busca do desejo de Sonora em comemorar a data e tudo que ela fez, de acordo com o Portal da Família (com grifos)

"Em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade."


Em 1966 a comemoração americana mudou do dia 19, para o terceiro domingo de junho. Foi em 1972, com a chancela do presidente da época Richard Nixon, que a data foi oficializada: o Father's Day, o Dia dos Pais como conhecemos. Essa mesma data é comemorada pela Inglaterra. 


As rosas





Desde a primeira comemoração do Dia dos Pais até os dias atuais o símbolo escolhido são as rosas, diferentemente do Dia das Mães que são os cravos. As rosas vermelhas são dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos. 

Mas por que Sonora escolheu esse símbolo? Wilson Neves, em um post da Sociedade Pública, escreveu algumas conjecturas quanto ao significado da rosa e sua cor. Vale a pena ler (com grifos e omissões):

"A rosa é a flor de maior simbolismo na cultura ocidental. A rosa vermelha significa o ápice da paixão, o sangue e a carne. Para os romanos, as rosas eram uma criação da Flora (deusa da primavera e das flores). [...]

A presença do pai como símbolo de força, amparo e guarnição é cada vez mais exigida. [...]

A construção de uma sociedade mais justa começa a partir de firmes raízes no chão que se semeia, e com o tempo ver a vida nascer da semente. Cada folha da rosa é uma degrau da escada natureza que conduz ao cálice onde as pétalas se unem e cada gesto e atitude correta e benigna do pai são os degraus que conduzem ao lar onde os filhos se unem [...]"


O vermelho tem um simbolismo muito forte, como já disse nesse post que fez parte da Semana das cores em setembro de 2016. Fazendo uma analogia à figura do pai, percebemos que ele precisa ser forte, intenso e marcante na vida dos filhos. Sobre a cor, se remete ao sangue, e que outro símbolo que significa  laço familiar pode ser mais certeiro que o sangue?

O interessante é que até mesmo os pais falecidos são lembrados na data, com rosas brancas, em sinal de paz e ternura. Em minha opinião, os pais ausentes e desconhecidos também deveriam ser homenageados, apesar de todos os percalços.



Tudo não começou com rosas!


Oficialmente a data é comemorada com rosas, mas estudos mostram que já se ouvia falar de homenagens à pais há mais de 4 anos. Não foram rosas que foram presenteadas, mas um cartão moldado em argila! Este cartão foi confeccionado por um jovem chamado Elmesu para o seu pai, que era nada menos que o rei da Babilônia Nabucodonosor. Neste objeto ele desejava sorte, saúde e longa vida ao seu progenitor.



A comemoração no mundo todo






Nos Estados Unidos e em várias outras nações, o dia dos pais é comemorado no terceiro domingo de junho; em Portugal e Espanha, no dia 19 de março; na Rússia, 23 de fevereiro; e no Brasil, no segundo domingo de agosto.

Em Portugal, por exemplo, a data é comemorada em 19 de março, porque é uma tradição católica em que se comemora o dia de São José, esposo da Virgem Santa Maria. Para muitos, portanto, essa é uma homenagem a figura paterna da família cristã e também aos antepassados pais. 

Desse modo, a data está relacionada à aspectos culturais de cada país ou região, bem como seus costumes. É o caso da Rússia que comemora a data no dia 23 de fevereiro, que é também o Dia do Defensor da Pátria Local. 



No Brasil


                                  Página 1 - Edição de 15 de agosto de 1953 de O Globo. I Memória Globo


Você sabe quem implementou a data do Dia dos Pais no Brasil? E se eu te disser que foi o pai das Organizações Globo, Roberto Marinho? À princípio a data escolhida era 14 de agosto, dia de São Joaquim, pois ele é considerado o patriarca da família. Mas a primeira comemoração no Brasil foi no dia 16 de agosto.

Esta data foi pensada em conjunto pelo jornalista e empresário Roberto Marinho e pelo publicitário Sylvio Bhering, com o objetivo de incentivar as vendas comerciais e o faturamento do jornal. Segundo o site Brasil Escola, o objetivo de Bhering com a escolha da data era tanto social como comercial. Veja (com grifos):

"A tentativa inicial foi associar a data ao dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus Cristo, que é comemorado em 16 de agosto, no calendário litúrgico da Igreja Católica, já que a população brasileira era predominantemente constituída de católicos. No entanto, nos anos seguintes, a data também foi deslocada para um domingo, o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje."


Também consultei o Memória Globo para me aprofundar mais. O Globo, de acordo com o site, acrescentou a data no calendário comemorativo brasileiro, que se espalhou por todo o país. Confira (com grifos):

"Foi com o propósito de fortalecer os laços familiares que O GLOBO lançou, em 1953, no calendário de comemorações do Brasil, o Dia do Papai. A criação da data atendeu aos anseios da comunidade que sentia necessidade de celebrar o chefe da família. A iniciativa foi recebida com tanto entusiasmo que, no segundo ano após ter sido anunciada, passou a ser comemorada não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, e se transformou numa das datas mais importantes do calendário do país."



Detalhe da matéria sobre o Dia dos Pais publicada na edição de 9 de agosto de 1980 I Memória Globo




Curiosidades


Veja essas curiosidades, de acordo com o site Mega Curioso


- Durante os anos 20 e 30, surgiu um movimento nos EUA em favor da criação uma única data para celebrar o dia dos pais e das mães, com a premissa de que os dois deveriam ser amados e respeitados juntos; e

- Só nos EUA, a venda de presentes e cartões movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano. O Dia das Mães, por outro lado, movimenta mais de US$ 18 bilhões.



Espero que tenham conhecido mais da origem e histórico do Dia dos Pais, assim como suas curiosidades. É uma data dotada de significado. Espero que tenha mostrado que o significado não é somente comercial, mas que existe um afeto e um sentimento por trás disso. J-J


A todos os pais,

 presentes, ausentes, biológicos, de criação, padrastos, solteiros, desconhecidos, um 

FELIZ DIA DOS PAIS!






Por: Emerson Garcia

sábado, 12 de agosto de 2017

Pai: significado, função e papel social



Pai. Uma função familiar que existe desde a fundação do mundo. Uma figura social de suma importância. Uma pequena nomenclatura que sempre esteve presente nas árvores genealógicas que vimos ou que até mesmo construímos nas escolas. O pai possui um significado, função e papel social que pode ser compreendido, deturpado ou resignificado. Será que ainda pai significa a mesma coisa que tempos atrás? Será que a função deste não foi deturpada no decorrer da história?

Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que o verdadeiro conceito de pai se perdeu. Isso por conta das relações humanas, cada vez mais baseadas em ter e suprir, e devido à falta de tempo. Observo uma preocupação imensa dos pais em manter a casa, em colocar os filhos no mundo e criá-los, não deixando faltar nada. De acordo com a revista Família Cristã: Proteção, parceria e amor é preciso um resgate da verdadeira paternidade:

"O homem afastou-se da dimensão sacerdotal e tornou-se apenas um provedor, mas o pai deve ser aquele que ensina pela voz, pelo exemplo e pela vida." (pág. 26)


No post de hoje pretendo ultrapassar alguns limites da dimensão do que é ser pai, desmitificando alguns conceitos e ampliando discussões. Hoje, meu objetivo (por meio de opiniões, científicas ou não) é que percebam que existe uma diferença enorme entre ser pai e ter um filho e que ser pai não é apenas colocar um filho no mundo, dar seu sobrenome a uma criança ou preencher aquele campo "pai" em uma certidão de nascimento.


Ser pai e ter um filho





Engana-se quem pensa que ser pai é apenas colocar um filho no mundo. Se assim o fosse, seria pai aquele homem que abandonou a mulher grávida ou quando ela ganhou o filho, não é mesmo? 

Na verdade, há uma tentativa em equiparar alguém que gerou um embrião através de seu espermatozoide ou apenas o doou para um banco de esperma  e um pai à mesma função ou missão. Irei mostrar que ter um filho é fácil demais, o difícil mesmo é cumprir com a missão da paternidade. 

Ser pai, antes de tudo, é uma dádiva e uma escolha. A escolha de alguém que mesmo não estando 24 horas com um filho dentro do ventre, o amou desde que soube que sua esposa estava grávida. É o que diz esse incrível post do Super Mamães

"Um homem não engravida, não pode parir, não pode amamentar, mas quando ele quer de fato, ele pode acompanhar todos os passos da gravidez, pode estar presente no nascimento, pode apoiar a amamentação. Não só pode fazer tudo isso, como deve."


Aí se encontra a diferença entre ser pai e ter um filho: quem é pai soube não apenas colocar um filho no mundo, mas paternar por meio do sangue ou da afeição. Digo 'afeição' porque ainda há aqueles que não possuem ligação genética/sanguínea, mas souberam amar e paternar alguém (pais adotivos, tios, figura masculina), fazendo-se pais. 

O post do Super Mamães ainda lista o que é ser pai de verdade. Confira (com grifos):

"Um pai de verdade não vira as costas para o filho, nem para a sua mulher (ou ex mulher).
Um pai de verdade está presente nos bons momentos de brincadeiras, e nos maus, como em hospitais. Um pai de verdade conhece uma noite mal dormida, conhece o cansaço da paternidade, conhece seu filho.
Um pai de verdade divide as tarefas, é ativo na criação dos filhos, é presente. Um pai de verdade se doa por inteiro, sabe priorizar."


A propaganda do Gelol, que apresentei no post da última quinta-feira (10), retrata o verdadeiro significado de paternidade com o slogan "Não basta ser pai, tem que participar". Tem que ter presença, participação e empenho, é o que revela o texto O que é Ser Pai? 5 coisas MUITO IMPORTANTES que você DEVE saber que mostra quatro coisas que um pai não deve ser e uma que ele deve ser. 

O pequeno vídeo abaixo baseado em uma cena de Onde vivem os monstros também mostra que ser pai é estar presente. Assista e não irá se arrepender:





“Meu pai era um homem simples, mas teve grandeza. E o mais importante, ele torcia por mim. Para mim, esse é o significado maior de um pai. Alguém capaz de torcer, sempre, sem nenhuma condição, nenhuma imposição. Porque a única condição entre pai e filho deve ser sempre o amor” - Walcyr Carrasco



Ser pai é ter hombridade


Mas qual é a característica que alguém possui para ser pai? Diria que são várias, mas destaco a hombridade. Veja o conceito, de acordo com o site Significados:

"Hombridade é a característica de quem é destemido, corajoso, honrado, e que age e se comporta de modo íntegro e digno. [...] No sentido figurado de hombridade, esta pode indicar a "nobreza da alma" de determinada pessoa, ou seja, a sua louvável altivez e grandeza de índole."


Este é um conceito apreciado social e biblicamente, que tem a ver com o caráter das pessoas - digo 'pessoas' pois tanto homens como mulheres podem possuir hombridade. Ela é um requisito para ser pai porque um pai deve ter honra, integridade e dignidade para a sociedade e para seu filho.



Papel do pai





Agora que deixei claro o que significa ser pai, é preciso que discutamos seu papel. Este é de suma importância para a criação de um filho e para o seu desenvolvimento em sociedade. Quando esse papel não é ou não pode ser desenvolvido pelo próprio pai, é imprescindível que seja exercido por uma figura masculina, próxima à criança. 

Assumir o papel de pai é saber carregar uma série de características que serão importantes para a vida de uma criança, como explica esse post do Sempre Família. Veja um trecho (com grifos):

 "[...] o homem, ao se tornar pai, carrega em si a chance de ser um mundo para outro ser. Carrega autoridade, força, segurança, coragem. Sua presença na vida desse novo ser pode fazer toda a diferença e, para muitos, isso depende da escolha de efetivamente querer desempenhar esse papel e realmente crescer como ser humano."


De acordo com o site M de Mulher existem papeis que dizem respeito às mulheres e outros que dizem respeito aos homens, e não me refiro a apenas mães e pais, já que quero tornar a discussão mais ampla. Leia (com grifos):

"A conexão entre mãe e filho durante a gestação e amamentação transforma a mulher em um porto seguro. [...] A figura masculina, em contrapartida, provoca uma ruptura nesse relacionamento, e isso não é nada ruim. A forma como a criança percebe a família nos primeiros anos de vida é simples: a mãe representa o conforto e o cuidado e o pai, as leis e a castração.”


É necessário que a criança possua contato com uma figura masculina, pois isso a ajuda na sua identificação tanto sexual, como humana, como explicou o Sempre Família (com grifos): 

“A partir do primeiro ano de vida, o pai começa a aparecer mais. Ele representa a responsabilidade. É o contato com a realidade. O pai que ama os filhos não é somente aquele que manda, mas aquele de quem a criança tem orgulho e com quem quer se parecer. Essa admiração é o elemento de masculinidade que o pai transmite. Encontrar-se com o pai significará não somente poder separar-se da mãe, mas também encontrar uma fonte de identificação masculina, imprescindível tanto para a menina como para o varão. [...]”


Mesmo que o pai assuma esse papel, isso não significa que ele precise deixar de ser amoroso, cuidadoso e protetor. É preciso saber dosar as emoções e fazer com que o filho não se sinta apenas seguro no colo da mãe (figura feminina), mas também no do pai (figura masculina). 

É preciso deixar claro que um pai não assume seu papel como tal apenas estando presente, mas participando de forma intrínseca da vida dos filhos e estando emocionalmente presente, como fala esse texto do Pais e Filhos (com grifos):

"Por isso, é necessário que o pai não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos filhos, e não seja indiferente ao desenvolvimento deles. [...] quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional."


Em outras palavras: o papel de pai não se restringe apenas a trocar uma fralda ou amarrar o tênis de um filho, mas vai além. O pai pode estar no mesmo ambiente que o filho, mas se preocupar apenas em mantê-lo e deixá-lo seguro, enquanto ele possui outras demandas muito mais profundas e importantes.

O papel de um pai compreende quatro esferas, de acordo com a revista Família Cristã: Proteção, parceria e amor. A primeira, já falei na introdução desse post (dimensão pedagógica - o ensino do pai), as outras dizem respeito à dimensão espiritual; moral; social; e afetiva. Confira como o autor Estevam Fernandes discorre sobre cada uma delas (com grifos e adaptações):


"A dimensão espiritual - a doutrina do pai:
[...] não há nada mais determinante para um indivíduo do que o legado de ensino [religioso e espiritual] - proveniente do exemplo - deixado por seu pai.


A dimensão moral - o exemplo do pai:
[...] Nos dias atuais, vê-se que falta a muitos filhos o milagre de poderem dizer: eu quero ser como o meu pai; ele é o meu exemplo de vida. Essa é a dimensão moral da figura paterna.


A dimensão social - a instrução do pai:
É o pai quem deve preparar os filhos para a luta, para o estudo, para o trabalho, para o esforço [...]


A dimensão afetiva - a companhia do pai:
O pai é responsável por nutrir a família com afeto [...]"




A Natura, através do incrível vídeo abaixo, reuniu pais e filhos em um estádio de futebol. Achei-o interessante e congruente com este tópico do post por abordar o papel de um pai na vida de um filho, bem como histórias de cumplicidade, aprendizado e declarações de amor e afeto. Assista:






Exercer papeis em parceria


É preciso haver um equilíbrio de papeis entre pais e mães. Hoje em dia muitas mães acreditam que podem criar seus filhos apenas com sua figura, mas a masculina é de suma importância. Por outro lado, casais não delegam papeis, e acaba que um fica com uma carga maior com relação ao outro. Cibele Scandelari, autora do artigo A importância do pai na vida dos filhos disponível no Sempre família, falou da união de um casal para o desenvolvimento de um filho:

"[...] um casal, unido, contribuindo com as especificidades próprias de seus sexos, para a formação dos filhos, vai ao infinito."


Dividir papeis é fundamental, como explicou o post do Pais e Filhos:

"Criar e cuidar de uma criança são tarefas árduas que exigem esforço, tempo, dedicação, paciência… Por isso, não deve ser responsabilidade única da mãe. Quando o trabalho é dividido entre mãe e pai, além de ficar mais rico, ele fica mais fácil. Pai e mãe devem participar de todo o processo de desenvolvimento e a função paterna vai muito além de “ajudar” a mãe a cuidar dos filhos."


O site M de Mulher deu diversas dicas de como pode acontecer essa divisão de tarefas e papeis, tais como:

"Dê espaço:
É importante permitir que a figura masculina participe da rotina, assumindo tarefas, como ninar, contar histórias, passear, buscar na escola…


Conceda poder de decisão:
Não é só a mãe que sabe o que é melhor para a criança. O homem da casa também deve colaborar nas escolhas.


Delegue:
Peça para o pai dar colo e mamadeira, trocar as fraldas… Cuidados que envolvem contato físico criam laços."



O vídeo abaixo, da Fundação Maria Cecilia, é excelente e didático, ao mostrar como o pai pode exercer o seu papel e como ele pode dividir tarefas que irão ajudar no desenvolvimento de uma criança. Assista:







Pai ausente







Este é um tópico que pode causar desconforto e dor em muitos leitores, mas não poderia deixar de abordá-lo. Talvez seu pai seja ausente, porque não o conheceu; talvez, porque ele morreu; mas talvez, e o mais grave, porque não cumpriu o papel de pai ou o abandonou. De fato, não ser criado por um pai ou não ter uma figura masculina presente pode ser grave e gerar uma série de problemas.

Um pai ausente (na última situação que relatei no primeiro parágrafo desse tópico) pode afetar o desenvolvimento da criança, gerar medo, introspecção, produzir mimos e injetar uma dose desnecessária do papel de mãe em sua vida. É uma necessidade do indivíduo possuir influência de papeis maternos e paternos, como definiu o post M de Mulher:

"A tendência é a filha ou o filho se tornarem mais fechados e medrosos. Isso também reflete na adolescência e na vida adulta. Muitas vezes intempestivos, os jovens, além de buscar o acolhimento materno, desejam se deparar com os limites impostos pelo pai, que os direciona e ajuda a formar valores."


A nulidade paterna também pode gerar problemas de saúde na vida de uma criança, como o post do Saúde que apresentou uma pesquisa sobre isso:


"A pediatra Melissa Wake, da Austrália, realizou uma pesquisa com quase 5 mil crianças entre 4 e 5 anos. Ela descobriu que a incidência de sobrepeso e obesidade na garotada em idade pré-escolar tem relação direta com a negligência dos papais."


Um post do Guia Infantil, por sua vez, apresentou 10 consequências de um pai ausente na vida de um filho. Vale a pena a leitura!



Como mudar o cenário?


A ausência paterna na vida de um filho não significa que ele não pode ser tutelado ou assessorado por alguém que possa vir a ocupar esse espaço. Esta pessoa pode ser um homem da família ou uma pessoa chegada à criança, como revelou o post do M de Mulher (com grifos):


"Na ausência do pai, é saudável que as crianças adotem outro modelo masculino. Pode ser o avô, o tio, o irmão, o padrinho, um amigo chegado… No entanto, deixe claro para o seu filho quem é essa pessoa na dinâmica familiar para evitar confusões na cabeça do pequeno."


Fiz questão de grifar essa parte porque essa dinâmica e configuração de papel deve ser clara na mente da criança.

Outra maneira de mudar o cenário é manter o pai da criança por perto após a separação e fazer com que ele possa participar, mesmo que esteja distante e, claro, se aceitar isso:


"Quando o casamento acaba, o pai deve continuar presente na rotina do filho. Lembre-se que não ter sido a pessoa certa para você não significa que ele não é essencial para a criança."


Mães que fazem o papel de pai


Uma mãe fazer o papel de mãe e pai é a atitude mais adequada na criação de um filho? Posso dizer que na maioria dos casos, não, mas no meu caso foi. Perdi o meu pai muito cedo e não tive a ocupação desse papel por um avô, tio ou irmão (por mais que muitas vezes meus irmãos tentassem). Foi minha mãe que se desdobrou nos dois papeis e soube dosar afeto e amor, com correção e disciplina. Quase sempre sinto falta do papel de um pai na minha vida, mas reconheço que minha mãe fez isso muito bem. O texto do M de Mulher soube discutir isso de forma congruente:

"Em caso de morte, mudança de cidade, adoção independente ou qualquer situação em que o convívio com o pai não é possível, a mãe não pode ceder demais e tentar compensar essa ausência. É preciso fazer o papel de pai e mãe. Dar carinho ao mesmo tempo que estabelece limites."



Pai é quem cria ou quem gera?







Por tudo que falei neste post pai é quem cria. Tanto é, que veja o slogan que usei na arte da semana: "Pai é quem cria. Pai é quem cuida. Pai é quem ama". Mas este não é o pensamento de todos. É o caso de Arthur Claro, um dos colaboradores do blog e responsável pelo quadro Rádio Bagaralho:


"Pai é quem gera. Mulher não tem espermatozoide para gerar sozinha. Como uma mulher fica grávida sem espermatozoide? Para você nascer, algum homem teve que dar o espermatozoide para a sua mãe; para Jesus nascer, Deus teve que gerar em Maria; para o cachorrinho nascer, o cachorro teve que dar o espermatozoide para a cachorra."


A expressão "pai é quem cria" revela como a filiação socioafetiva está presente na sociedade e como a adoção e as novas configurações familiares também fazem parte dessas discussões. O ministro Luís Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu o que vem a ser a filiação socioafetiva (com grifos):

"É a relação que se constrói não com base na descendência, mas no comportamento de quem expende cuidados, carinho e tratamento, quer em público, quer na intimidade do lar, com afeto verdadeiramente paternal, construindo vínculo que extrapola o laço biológico."


A filiação socioafetiva entrou em debate, assim como a busca pelo pai biológico. Afinal de contas, é possível a um filho requerer a paternidade adotiva e biológica na justiça? A Veja discutiu isso


Novas configurações familiares e pais gays







Não polemizarei se um filho deve ou não ser criado por um casal gay neste subtópico. O meu papel é discorrer o assunto, que está em evidência na sociedade atual. 

As novas dinâmicas sociais permitiram novas configurações familiares, tais como: pais e mães solteiros, pais e mães adotivos, mães que criam seus filhos e pais que criam seus filhos (Fiz questão de retratar isso na arte da semana). Esses arranjos desafiam a sociedade e geram dúvidas, ideia trabalhada pelo texto Novas configurações de família trazem desafios de lidar com realidades distintas e multiplicidade de amores do Uai (com grifos e acréscimos):


"Em seu lugar [família tradicional] surgem novas configurações familiares que desafiam a flexibilidade e a criatividade de seus integrantes. E também geram muitas dúvidas e angústias. Afinal, qual é a forma mais adequada de enfrentar os novos desafios que se estabelecem com tanta novidade debaixo de um mesmo teto?"



Novos casamentos, famílias monoparentais, uniões homoafetivas com filhos, paternidade e maternidade socioafetiva só foram possíveis devido a transformações sociais, explica o post do Uai:


"[...] como a facilidade para o divórcio, a participação da mulher no mercado de trabalho e a crescente aceitação das relações homoafetivas. Sem contar o fato de o Judiciário ter passado a agasalhar novos arranjos de família para os quais não há previsão específica na legislação."


Esse post do Hypeness provou que o amor vai além do tradicional 'mãe + pai + filhos'. Leia um trecho (com grifos):

"[...] a família não é mais apenas aquela formada por um pai, uma mãe e um filho. A família brasileira, mais do que nunca, vem também em novas configurações.

Mães e pais solteiros, divorciados que unem suas famílias, casal de homossexuais que têm filhos de um relacionamento heterossexual anterior, crianças que são criadas pelos avós, pessoas que só tem seu animal de estimação como família, praticantes do poliamor, heterossexuais que adotam, homossexuais que adotam, casais sem filhos, amigos que moram juntos, três gerações que dividem o mesmo teto, casais divorciados que vivem na mesma casa: as possibilidades são diversas."



E pra você? Qual seu conceito de família? Pai é quem cria ou quem gera? Espero que possam ter compreendido essas novas configurações familiares existentes e que meu objetivo de amplificar as discussões de pai tenha sido cumprido. Que o significado de ser pai possa ser retomado, assim como sua função e papel social, seja biológica ou socioafetivamente falando. J-J 






Por: Emerson Garcia
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