O Natal é essa época que produz em nós memórias afetivas, com lembranças de nossa infância e juventude. Um cheiro, uma foto, a cena de um filme, um objeto ou até mesmo uma música, comida, sobremesa... Tudo isso provoca uma mistura de nostalgia com sentimento de alegria e felicidade.
O Natal Afetivo só é assim, por conta de nossas memórias com avós, pais, parentes e amigos, afinal, Natal tem que ser comemorado com a família! Algumas memórias são tão marcantes que permanecem vivas por anos, em nosso pensamento. São tão fortes, que temos a capacidade de reviver esses momentos como se estivessem acontecendo aqui, agora!
No Natal, podemos fazer o que se chama de Decoração Afetiva que, nada mais é, que a distribuição de recordações por toda a casa, com fotos e objetos que amamos. A Árvore de Natal daqui de casa, por exemplo, conta com bolas com fotos de toda a família, além de meias de pano e tecido que ganhei de uma querida de Portugal há uns 3 ou 4 anos atrás. Falando em boas recordações, como se olvidar de uma árvore natalina que minha tia fez há uns 15 anos de vassoura, espetos, bolas e enfeites natalinos? Naquela época não tínhamos muitos recursos, mas o que vale é a intenção! Hoje, podemos ver que essas recordações trazem afeto, amor e liberdade, além de tirarmos importantes lições sobre a própria vida e a história de nossa família.
As memórias não param por aí... Lembro, ainda, de quando meu irmão se vestiu de Papai Noel e presenteou todos e os meus sobrinhos também durante um Natal há 10 anos... Até os adultos se divertiram e sentaram no colo do Papai Noel! E também de um de brinquedo eletrônico que minha avó me deu quando era pirralho, por volta de 6, 7 anos de idade.
As músicas natalinas me acompanham desde pequeno também. Como se esquecer daqueles arranjos dos carros de som que passavam nessa época na rua?! Ou do single de Natal de Simone, que embalava várias campanhas sonoras?! Toques de sinos, brilhos, anjos, o som do Papai Noel e das renas... Tudo é memorável. É difícil conhecer alguém que nunca tenha cantado esses versinhos: "Bate o sino pequenino, sino de Belém Já nasceu Deus menino para o nosso bem". Essas músicas com temas natalinos remontam povos antigos, que cantavam hinos durante o período anterior à data.
As meias também sempre fizeram parte de minha memória afetiva. A utilização delas nessa época remonta uma tradição, quando o Papai Noel visitou uma família pobre e depositou moedas de ouro pela chaminé, que acabaram caindo dentro das meias que estavam penduradas para secar. Há uns três ou quatro natais, ganhei meias de pano e tecidos, decoradas e bem bonitas de uma blogueira portuguesa. Distribui entre os meus familiares e fiquei com duas, para decorar o Natal aqui em casa.
Os cartões e presentes natalinos são a melhor forma para desejar um Feliz Natal e Próspero Ano Novo para as pessoas. Até hoje, guardo vários cartões dentro de um caixa de recordações. Pena que hoje em dia, não se troca mais cartões natalinos físicos, mas sim virtuais.
Selos natalinos também são cheios de afetividade. Eles foram originados em 1904, quando um carteiro dinamarquês chamado Einar Holboell introduziu esses selos. Eles consistem em adesivos ou etiquetas natalinas distribuídos dunrante a época de festas para arrecadar dinheiro para a caridade.
E o que falar das comidas natalinas que aquecem nossos corações, adoçam nossas vidas e nos dão água na boca?! Não posso deixar de citar o pudim da minha mãe, as balas de coco da minha avó, o bacalhau de forno da minha tia, os panetones de minha cunhada, a delícia de abacaxi e coco de minha outra cunhada e o manjar de coco da minha prima! Certamente, essas e outras comidas são afetivas e adoçam e trazem alegria a qualquer festa.
A memória afetiva traz lembranças felizes, emocionantes e marcantes. São histórias que ficam guardadas para sempre na memória, aquecem o coração e influenciam o estado de espírito. J-J





















































