terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Política: Quem manda, por que manda, como manda




De fácil entendimento, a obra faz um guia sobre as principais questões relacionadas a política. João Ubaldo utiliza exemplos bastante corriqueiros e abre mão de referências teóricas para que a leitura torne-se mais agradável, tendo a ideia de trazer o conceito mais próximo da sociedade.

O conceito que Ubaldo associa à política é o de profissão, pois é exercício de poder. Como toda profissão, a política tem seus prós e contras, além das suas consequências. Sendo assim, o autor a associa ao sentido de coletividade, onde o exercício interfere diretamente na sociedade. Uma vez clarificada a ideia de política, as pessoas poderiam participar ativamente do quadro.

Na política é preciso um ordenamento da vida social, e para se pensar nisso, é preciso ter a ideia de Estado. Ele é um conjunto de instituições que servem para resolver as questões sociais. Sem Estado, uma sociedade não sobrevive, pois como poder dominante, necessita resolver os conflitos do povo.

O Estado soberano, ideia trabalhada pelo autor, não se subordina a ninguém. Para um Estado ser soberano necessita-se de independência econômica, política e social. Atualmente, o governo Dilma pretende erradicar a pobreza para criar um Estado independente e soberano (#sqn).

No capítulo O que o Estado faz, o autor mostra as atribuições dos três poderes do Estado, contudo, o autor traz uma indagação. Os papeis do Estado estão bem definidos - possui a função de controlar a vida social, com a gerência da economia e o comando – mas quem será que o controla? Em minha opinião, deveria ser a sociedade, por ela ser a interessada, mas como muitos cidadãos não possuem arsenal de controle, o papel está nas mãos da Imprensa, e requer que os jornalistas sejam bem preparados, tendo o poder de denunciar e de mostrá-lo cada vez mais transparente. Desse modo, eu concordo com o autor quando diz que a existência de três poderes independentes não garantem uma real participação dos cidadãos no processo decisório público, porque o poder está nas mãos de poucos.

A ideia de democracia é desmitificada pelo autor, uma vez que sua existência não garante, de fato, uma participação efetiva do cidadão, tendo em vista que muitas das decisões do Estado não cabem a sociedade, e sim aos poderes. Um exemplo é o sufrágio universal, que, de acordo com ele, sofre limitações. O cidadão tem direito de votar em quem quiser, só que, muitas vezes, acaba ajudando a eleger quem não quer. Tiririca teve recorde de votação para deputado federal, mas foi necessária somente certa quantidade de votos, o restante foi para sua legenda. Sendo assim, os cidadãos podem eleger candidatos indiretamente.

Apesar de o autor suscitar que o poder absoluto está nas mãos do Estado, a sociedade pode ter importância fundamental nas questões políticas, se ela, de fato, se interessar. Contudo, ela fica acomodada e permite que um Estado tirano governe. Eu creio que a sociedade possa comandar um Estado, mas as formas de comando são fortes, assim como o processo eleitoral.

O autor coloca o partido político como o único caminho formal em busca do acesso ao poder, e também como uma via natural de ação política. Na sociedade há diversos partidos que tem o intuito de tomar o poder, contudo, de acordo com Ubaldo, eles são fortes e fracos. Os partidos políticos possuem ideologias que atendem a determinado público específico. O interessante é que o autor diz que a via mais fácil de conhecer partidos socialistas e fascistas é ir ao encontro diretamente à fonte, para que não incorra em erros de julgamento.

Quem manda, de acordo com o escritor, é quem está levando vantagens, quem está forte e possui uma ideologia bem definida. Ele diz que existem ideologias que dominam o povo, retirando a capacidade de pensamento, tornando-se uma ditadura. Esse é o grande dilema: até que ponto um Estado serve ao povo, até que ponto manda no povo?

É por esse motivo que a obra torna-se essencial para que a sociedade saiba os bastidores da política, até onde vai o poder e até onde ela pode criticar e realizar revoluções sem ferir o Estado. Os cidadãos podem agir de forma consciente, sabendo qual o funcionamento de votação e sem medo de errar. O autor exemplifica de forma clara os conceitos de quoficiente eleitoral, sistema majoritário e proporcional, assim a sociedade saberá que a política faz parte da vida. J-J


Por: Emerson Garcia

10 comentários :

  1. Gosto dessas teorias, vou tentar ler.

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  2. Interessante Emerson, fiquei curiosa com o livro!

    http://naomemandeflores.com

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  3. Não conheço a obra. Mas será sem dúvida interessante, de facto a política por mais que alguns acham um fardo, tem e toda a importância. Todos nós devemos nos consciencializar para ela! E votar...
    http://modadarapunzel.blogspot.pt/

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    Respostas
    1. Verdade. Somos seres políticos e sociáveis. Deveríamos participar mais da política.

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  4. Ótima dica de livro, Emerson. Acho que todos nós queremos saber mesmo... Já fiquei curiosa pra ler;)
    Bjs!

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  5. Dica interessantíssima, Emerson! Sou fascinada por política e a obra com certeza entra na minha listinha. Obrigada mesmo pelo review, só me deu mais empolgação ainda pra conferir logo *__________* HAHAHAHHA!

    Beijão ;*

    Faroeste Manolo
    Página Facebook

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  6. Legal, adorei a dica! Beeijos

    www.ataquedamodaa.com

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  7. Achei muito interessante mesmo. Sua resenha ficou ótima deu pra ter um gosto do que o livro traz e me deixou curiosa para saber mais.

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  8. Oi Emerson,
    Não faz meu estilo não. Infelizmente, não leria.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br

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