terça-feira, 20 de outubro de 2015

Abra a mente, ao invés de fechar os punhos

Novelas, filmes, séries, livros, campanhas publicitárias  e ações para combater a homofobia


Parte 1: histórico

Há três anos, dois irmãos que andavam abraçados na Bahia, foram espancados por oito homens que, segundo a delegada que investigou o caso, achavam que eles fossem um casal gay. “Os agressores e as vítimas não se conheciam e não tiveram nenhuma briga anterior, por isso, acho que a motivação seja a homofobia”, explica a delegada.



Casos como esse refletem o sentimento de intolerância para com pessoas homossexuais, ao qual se dá o nome de Homofobia. Homo: mesmo sexo; Fobia: pavor, medo. Medo ou pavor de pessoas que se relacionam com o mesmo sexo. Essa nomenclatura só tem esse título por conta de agressões físicas e verbais a homossexuais. Ou seja, denegrir o outro por meio de tapas, empurrões, socos, pontapés, xingamentos.

Esse tipo de coisa está se tornando muito comum na sociedade atual. Em pleno século XXI temos que enfrentar problemas, como o preconceito contra homossexuais. Os direitos e os deveres, previstos na Constituição, abrangem a todos os cidadãos. Por conta do preconceito, da intolerância, da não-aceitação, é que a sociedade não admite demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo, nem a união estável e a constituição de famílias gays.

Como se pode combater a homofobia? Pequenas e grandes ações podem ser a chave para começar a abrir a mente das pessoas, ao invés de fechar seus punhos. Novelas, séries, livros, campanhas publicitárias, filmes, podem ser a possível solução para a intolerância.


Parte 2: ações

Temática gay na mídia


Por que um beijo dado entre dois personagens de novela, Amor à Vida, gerou uma polêmica imensa? O amor é universal e deveria ser aceito, não importando quem são os envolvidos. Embora a Globo tenha quebrado um difícil tabu, ainda percebe-se a homofobia, com comentários ofensivos nas redes sociais e críticas fortes a empresa.

As produções brasileiras são bem tímidas nesse sentido. Geralmente quando ela traz esse tema é de forma secundária, como em Somos Tão Jovens, que aborda a história de Renato Russo e sua possível homossexualidade; ou em Cazuza - O tempo não pára, e também no drama Flores Raras, que conta a história de amor de uma escritora e sua agente.

Não sei se podemos dizer que os americanos e europeus são mais “evoluídos” pois nunca moramos em nenhum desses lugares, mas, levando em consideração a quantidade de filmes produzidos, nos leva a acreditar que eles, talvez, sejam mais receptivos.




Há vários filmes e seriados com essa temática, como: O Segredo de Brokeback Mountain, um filme que ficou famosissímo por enfatizar o tema; Pariah, que aborda a crise de identidade de uma jovem lésbica e os conflitos familiares; Meninos não choram, garota homossexual que sofre preconceitos por se vestir como homem e ter o cabelo curto; De repente, Califórnia, outra produção que aborda o preconceito de famílias e amigos de pessoas homossexuais; Azul é a cor mais quente, que conta a história de uma adolescente que descobre que é lésbica quando se apaixona pela jovem Emma; Clube de Geografia que leva o assunto para dentro das escolas e conta a história de um grupo de adolescentes homossexuais, o “Grupo de Apoio Para Homossexuais” ou “Clube de Geografia”.





Há também seriados como Greys Anatomy, Queer As Folk, GleeLooking, Scandal e How To Get Away With Murder que trata do assunto de forma explícita, sem rodeios.

Greys Anatomy conta com um casal de lésbicas médicas que são aceitas pelo hospital e pela sociedade, tendo uma filha adotiva, formando uma família, e demonstrando seu amor. Elas passam por problemas difíceis e intensos, como qualquer outro casal.




Queer As Folk e Looking são séries parecidas porque falam sobre o relacionamento de amigos homossexuais com a sociedade. 

Looking acompanha três amigos vivendo e amando na moderna cidade de São Francisco, na Califórnia. Mesmo unidos pela amizade, cada um está em um ponto diferente da vida. Patrick é um designer de videogame com 29 anos que tenta voltar a namorar após descobrir que seu ex está noivo. O artista Agustín, de 31 anos, está cogitando a ideia de assumir um relacionamento mais sério com seu namorado; enquanto o mais velho do grupo, o garçom Don, de 39, começa a enfrentar a crise da meia-idade.



Queer As Folk narra a história de cinco homens homossexuais que vivem em Pittsburgh, Pensilvania: Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted. Compondo o elenco principal, ainda temos o casal de lésbicas, Lindsay e Melanie e a mãe orgulhosa de Michael, Debbie. O nome do seriado é uma brincadeira com um ditado em inglês, de "ninguém é tão estranho como nós" ("nobody is so weird as folk"), para "ninguém é tão gay como nós" ("nobody is so queer as folk"). 

Debbie merece destaque pela forma como lida com a homossexualidade de seu filho, Michael, de forma alegre, carinhosa e contagiante.




Este seriado é um marco na luta dos direitos GLBTS (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes), pois mostra homossexuais como pessoas comuns, vivendo seu dia-a-dia. As dificuldades e conquistas desta comunidade são brilhantemente retratadas nessa produção.

Scandal How To Get away with murder são duas séries criadas pela arrasadora de corações, Shonda Rhimes, que, ao contrário de Greys Anatomy, traz os dramas e conflitos de um casal homossexual do sexo masculino. Alguém certa vez perguntou a ela: "Será que as cenas não estão forçadas? Não são muito fortes?". Ela simplesmente respondeu: "Eu gosto de retratar a vida como ela é. Isso é apenas a realidade".

James e Cyrus, de Scandal, tem opiniões diferentes quando se fala em adotar um filho. Quem será que irá ceder? 


 


Em How To Get Away With Murder, Connor e Oliver, protagonizam algo que não é um romance, mas um lance, que começa com segundas intenções, e com objetivos somente de trabalho. Será que essa relação vingará?





Glee trata de assuntos polêmicos, como a homossexualidade, de forma interessante e de cunho social, por meio dos casais Brittany e Santana e Kurt e Blaine. A série mostra os seus conflitos, suas paixões, suas relações sexuais, de uma forma leve e descontraída.



Campanhas publicitárias e literatura


Um ensaio fotográfico com atletas de remo britânicos teve como objetivo lutar contra a homofobia e o preconceito. Nas fotos, eles estão pelados e brincando uns com os outros, de forma inocente e descontraída. Os britânicos são héteros e levantaram a bandeira dos gays.









Claro que O Boticário também não poderia ficar de fora:





Mate Leão também colocou a cara pra bater com essa propaganda:





O autor Walcyr Carrasco em 2010 lançou uma coleção de livros infantis com temas polêmicos, chamada Todos Juntos. Uma das obras tem o título de Meus dois pais, que conta a história de um menino que é adotado por um casal de homens. A ação do escritor foi justamente para quebrar paradigmas e acabar com a homofobia. Na época, Meus dois pais gerou muita polêmica, por se tratar de livros infantis.




Em um mundo que é dominado pela intolerância e discriminação, ações como essas vêm na contra mão de atitudes violentas e estatísticas lamentáveis contra homossexuais. Abrir a mente para o homossexualismo é uma atitude mais dócil, do que simplesmente negá-lo por meio de um soco. J-J






Don't lose who you are in the blur of the stars (Não perca quem você é no borrão das estrelas)
Seeing is deceiving, dreaming is believing (Ver é enganar, sonhar é acreditar)
It's okay not to be okay (Tudo bem não estar bem)
Sometimes, it's hard to follow your heart (Às vezes, é difícil de seguir seu coração)
Tears don't mean you're losing (Lágrimas não significam que você está perdendo)
Everybody's bruising (Todo mundo se machuca)
Just be true to who you are (Só seja verdadeiro com quem você é)
Who You Are - Jessie J



Por: Emerson Garcia e Thiago Nascimento

11 comentários :

  1. Meus dois pais foi polemico mesmo, adorei o post

    Bjuuuuuu
    http://www.blogjumedeiros.com/

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  2. adorei o post, parabéns! está fantástico e concordo :)

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  3. Não ao preconceito!!
    http://modadarapunzel.blogspot.pt/

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  4. Adorei o post. Fiquei fã do boticário quando vi a propaganda no dia dos namorados.
    Existem vários outros seriados, como Pretty Little Liaris, Sense 8, Faking It, Orange is the new Black, e muitos outros.
    Sou bi, namoro uma mulher, e mesmo conhecendo quase a cidade toda, confesso que ainda tenho medo de andar de mãos dadas.

    www.ataquedamodaa.com

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    1. Que bom que você lembrou desses seriados. Dava até pra fazer outro post sobre o tema. Pois é, por mais que a sociedade esteja com a mente mais aberta, o preconceito ainda existe.

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  5. Acho que esse assunto nem deveria mais ser polemica ou forma de preconceito. Nossa sociedade já vive isso mais que tudo, todos tem o direito de amar, não importa a forma. Acho que as pessoas que tem preconceito deveriam cuidar mais da sua vida e não da dos outros. vivemos em uma sociedade livre, pelo menos teria que ser assim..

    www.vivendosentimentos.com.br

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    Respostas
    1. Vivemos em uma sociedade livre, onde todos tem o livre arbítrio, mas claro, isso no papel.

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  6. Como professora, eu vejo que hoje o preconceito na sala de aula não existe, como era quando eu estudava, e olha que sai da escola não tem nem cinco anos.
    Em pouco tempo, a concepção das pessoas mudaram, e isso é muito bom, alguem que tem uma opção sexual diferente do que era comum, não significa que ele não é um cidadão com direitos com tudo mundo tem.

    Bejus
    http://acidadeliteraria.blogspot.com.br/

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  7. O mais importante é abrir a mente e também o coração! Preconceito não está com nada! É um direito de cada um ser livre para viver a sua vida como bem entender. É vergonhoso que ainda vemos por aí tanto preconceito com relação a opção sexual dos outros, muita coisa ainda precisa mudar.
    Beijos

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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Obrigado por mostrar seu dom. Volte sempre ;)

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