terça-feira, 26 de junho de 2018

Vibe humor: músicas do cotidiano e dia a dia da classe LGBTQ+






Já parou para pensar o que caracteriza a classe LGBTQ+? O que faz parte do cotidiano e dia a dia de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Queens e outros? Assim como cada comunidade possui sua identidade e marca, a LGBTQ+ também. 

Após fazer várias playlists de músicas de aceitação (aqui, aqui e aqui) e de preconceito e violência à classe LGBTQ+, seria interessante uma sobre o cotidiano e dia a dia da classe LGBTQ+. Meu intuito com essa playlist de hoje não é criar estereótipos ou padrões, mas listar algumas características bem próprias à classe. 

Ao contrário do que se possa pensar, o cotidiano LGBTQ+ não se resume apenas à tristeza, homofobia ou violência. Pelo contrário, também há alegria, liberdade de ser, agir e se vestir, momentos bem humorados e até mesmo um linguajar próprio.

A lista de hoje tem 9 músicas. Coloquei no modo de vídeo, porque também analisarei os videoclipes e recomendo que vocês assistam. Então, vem comigo!






Começo com um verdadeiro hino de aceitação que retrata não só a classe LGBTQ+, como todos os seres humanos. Toda forma de amor fala que o amor é o sentimento mais sublime e que não importa quem se ama. Este é um grito da classe LGBTQ+, pessoas de bem que só desejam amar quem quiserem. "E a gente vive junto E a gente se dá bem Não desejamos mal a quase ninguém E a gente vai à luta E conhece a dor Consideramos justa toda forma de amor".

Sair ou ficar no armário são escolhas que fazem parte da comunidade LGBTQ+. É um conceito muito utilizado não só por gays e lésbicas, como pela sociedade. Armário de Zeca Baleiro fala desse assunto de forma descontraída e engraçada. "Oh, meu amor, você me faz tão feliz, ninguém me fez tanto bem... Mas já que eu não posso sair do armário, peço que você entre no armário também...".

Bixa preta de MC Linn da Quebrada fala do cotidiano de um homossexual negro e os preconceitos sofridos, mas, acima de tudo, sua capacidade de chamar a atenção e de resiliência. A letra deixa claro suas características. "Que bicha estranha, ensandecida [...] Elas tomba, fecha, causa Elas é muita lacração Mas daqui eu não tô te ouvindo, boy Eu vou descer até o chão [...] Sempre borralheira com um quê de Chinderela Eu saio de salto alto Maquiada na favela".

Todo dia fala do espírito de alegria, descontração e curtição da classe LGBTQ+. Essa comunidade é acostumada a se divertir, entreter-se e dançar, não importando a época. "Eu não espero o carnaval chegar pra ser vadia Sou todo dia, sou todo dia! Eu não espero o carnaval chegar pra ser vadia Sou todo dia, sou todo dia!".





Mas nem só de alegria é feito o cotidiano da classe LGBTQ+. Há conflitos, provações, tristezas, angústias e dificuldades em se ser como é. Essas questões estão retratadas na trilogia Blue Neighbourhood de Troye Sivan - um clipe belíssimo de 13 minutos. O cantor e o vídeo souberam retratar muito bem a comunidade LGBTQ+ e o seu cotidiano. 

Na mesma vibe da faixa anterior, está Indestrutível de Pabllo Vittar - fala de um cotidiano não muito agradável que a classe LGBTQ+ passa: preconceito e homofobia. O certo era essas pessoas serem felizes, amadas e respeitadas, mas acontece justamente o contrário. O clipe soube trazer essa dor, sem filtro e maquiagem. "O que me impede de sorrir É tudo que eu já perdi Eu fechei os olhos e pedi Para, quando abrir, a dor não estar aqui". Em meio à esse cotidiano caótico, pode haver um fio de esperança. É Pabllo quem fala qual: "Eu sei que tudo vai ficar bem E as minhas lágrimas vão secar Eu sei que tudo vai ficar bem E essas feridas vão se curar Se recebo dor, te devolvo amor Se recebo dor, te devolvo amor E quanto mais dor recebo Mais percebo que sou Indestrutível".

Quebrada Queer de Rap Box é um verdadeiro hino da comunidade LGBTQ+ ao apresentar a vivência da comunidade e representá-la por meio do rap cantado por um grupo de gays ("Vai ter bicha no RAP sim! E eu nem sou pioneiro"). Fala-se com muita propriedade de preconceitos velados com gays, principalmente com gays no rap, e do orgulho que cada pessoa LGBTQ+ deve possuir de ser exatamente como se é. Vale a pena ver o clipe e escutar a música. Cada palavra é uma lição. "Nois tá aqui por cada bicha com a vida interrompida Por causa de homofobia, ódio e intolerância Resistimos no dia-a-dia Pra poder chegar o dia que prevaleça respeito, igualdade e esperança [...] Cê trombou com as bicha errada E agora vai ter que escutar Esse é só o primeiro desabafo que tá entrando pra história E, com certeza, o meu pai não ia se orgulhar E, mesmo assim, eu vou falar Por mim e todos que hoje eu tô pra representar E eles vão me julgar, sempre vão me julgar Mas nas mesmas crises nenhum deles vai me abraçar, então [...] Amor não é doença, é cura Não é só close, é luta Então vê se me escuta Aceita, atura ou surta!".

Home de Morgnx fala de aceitação, de encontrar o seu lugar no mundo e de sentir-se bem consigo mesmo. No início, o personagem do cantor sofre homofobia e fica recuado, mas resolvi ir até sua felicidade e se direciona para uma balada LGBTQ+. A música tem um ritmo muito animado e contagiante, imprimindo a alegria e descontração da comunidade em questão. "I'm going back home to the place where I belong There's nothing like it No, nothing like it Take me back home Where the blood runs through my soul I can't describe it, there's nothing like it" (Vou voltar para casa para o lugar onde eu pertenço Não há nada como ele Não, nada como ele Tome-me de volta para casa Onde o sangue corre através da minha alma Eu não posso descrevê-lo, não há nada como ele).







O clipe de Girls like girls de Hayley Kioto conta a história de duas garotas que descobrem gostar uma da outra, mas entre elas tem um garoto. Para seguir convenções sociais, uma delas resolve envolver-se com ele, enquanto a outra percebe alimentar sentimentos por ela. É um clipe que retrata muito bem o cotidiano lésbico, a partir de uma história dramática em um tom amarelado bonito. De uma forma geral gostei dele, mas achei as cenas finais mal construídas e mal feitas. Fique com um trecho da música: "Stealing kisses from your misses Doesn't make you freak out Got you fussing, got you worried Scared to let your guard down Boys, boys Boys, boys Roubar beijos de sua garota Não faz você pirar?" (Deixei você nervoso, deixei você preocupado Com medo de baixar sua guarda Garotos, garotos Garotos, garotos).

A rapper Luana Hansen joga verdades na cara da sociedade em Pra quem vai o seu amém?, ao criticar o Estatuto da Família e a heteronormatividade. Ela fala do cotidiano de LGBTQ+ que se sentem rejeitados por não estarem inseridos em muitas leis. "Compraram nosso som, mas silenciam nossa voz O estatuto da família não, não fala por nós Família de mãe solteira, Família de amor diversa Família de todo o tipo, A cara do Brasil é essa Lésbicas, gays, bis, trans, travestis Pedem acesso ao estudo, vida, trabalho, futuro E quando ligar a tv, Comédia, piada, clichê É sempre o estereótipo que querem promover".

Encerro a playlist de hoje com a engraçada, porém crítica, Lésbica Futurista de GA31. "Lésbica futurista, sapatona convicta Eu não vou deixar a inveja me abalar Pra sempre Lésbica futurista, sapatona convicta Eu não vou deixar a inveja me abalar Pra sempre".


Espero que tenha retratado bem o cotidiano da classe LGBTQ+. Desejo que ainda possa existir apenas um dia a dia alegre e contagiante, e não triste e dramático para essas pessoas. É claro que Gays, Lésbicas, Transexuais, Travestis, Queens e outros são bem mais do que apresentei aqui e possuem uma identidade própria e ampla, mas dei apenas uma ideia a vocês.


Gostaram da playlist? Acrescentariam alguma música? Que outras características e identidades vocês percebem na classe LGBTQ+? Digam nos comentários! J-J





Por: Emerson Garcia

15 comentários :

  1. Eu nunca li uma publicação com tanta animação quanto agora, não sabe o quão importante é para a classe LGBTQI+ ter um pouco de espaço dentro de diversas área, o seu blog foi um desses espaços que acolheu a causa com tanto respeito, mas com empatia e carinho. Fiquei impressionado por ter capitado as mensagens tão bem, notar que o nosso grito é um pedido de socorro e resistência.

    Emerson, você tem todo o meu respeito e carinho!
    www.blogdodeivy.com

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    Respostas
    1. Obrigado, Deivy. Aqui todas as questões, esferas e comunidades possuem espaço. Grato por ler e acompanhar.

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  2. Eu adorei a playlist, acho que retrata bem o cotidiano da classe LGBTQI+.

    Grande beijo, Franci Klein.
    www.delirioscotidianos.com

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  3. Nossa, muitas dicas super validas, algumas eu nem conhecia!

    https://clebereldridge.blogspot.com/

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  4. Adorei! Combinamos hoje na temática do blog O/
    Abraços!

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br

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    1. Verdade. Esse mês (junho) é bem emblemático mesmo.

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  5. Toda forma de amor é valida ♥

    https://itslizzie.space/

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  6. Olá JJ tudo bem???


    Adorei o post!!! Adoro essa música do Lulu!!!


    Beijinhos;
    Débora.
    https://derbymotta.blogspot.com/

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  7. Muito boa a playlist e o post também!! Adoro essa música do Lulu :)
    Beijos,
    https://blogluanices.blogspot.com/

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  8. Que seleção senhoras e senhores! Toda forma de amor é um hino!

    Super beijos,
    Missmoon | Studio Criativo
    Moda, Livros, Tarot e Cotidiano - Por Neila Bahia
    Blog ♥​ Shop ♥​​ Instagram​

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  9. Muito interessante as colocações. Não conhecia algumas das músicas.

    www.vivendosentimentos.com.br

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