segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Propaganda desonesta do Grupo Dignidade que compara gays a berinjelas e seus truques narrativos

Truque verbal desonesto: para este comercial, qualquer desacordo ao gay é “ódio”. | YouTube/ Grupo Dignidade


Caros leitores, alguns meses atrás passou nos intervalos comerciais da televisão uma campanha contra a “homofobia” (sic) com o título Eu odeio berinjelas, promovido pelo Grupo Dignidade, do Paraná. Assista e daqui a pouquinho vou apontar o que há por trás disso tudo:




Aos olhos mais ingênuos podem dizer algo como “Que isso, Pedro? Não há nada de ruim neste comercial”, “Ah, tá certo, Pedro! Não vejo nada demais”. Pois bem, lá vou eu.

Descrição: começa no vídeo onde, ao lado da moça, o rapaz comenta que odeia berinjelas, daí parte para uma realidade alternativa onde ele faz de tudo com o legume para descarregar seu ódio. De volta ao mundo real, ele apenas recusa o prato. Ao decorrer da publicidade vem esta mensagem:

“Sabe qual é a melhor maneira de lidar com algo com que você odeia? Com orientação sexual é a mesma coisa: você pode discordar, mas tem que respeitar.”


O que não é dito na propaganda?

A propaganda faz um truque verbal e narrativo: Primeiro, ela parte do ponto de que os que discordam do gay em si (lembre-se, “do gay em si”) o odeia a ponto de querer matá-lo de todas as formas. O gay, neste caso, é a berinjela. Segundo, uma mensagem importante e que é preciso cautela para raciocinar: QUEM DISSE QUE ODIAR É PROIBIDO? Particularmente eu odeio muitas coisas, até porque o ódio – assim como o amor, a tristeza, a alegria e o tédio, por exemplo – são sentimentos que nascemos e/ou adquirimos ao longo da vida.

O importante não é ter ou não o ódio - afinal somos seres humanos - mas o fundamental é O QUE FAZER (COMO TRABALHAR) ESTE ÓDIO? Na ficção está cheio de histórias de personagens que trabalharam este sentimento perante a adversidade imposta. Uns têm ciência em trabalhá-lo para voltar ao estado racional para não cometer uma besteira no qual se arrependerá para o resto da vida.


A propaganda do Grupo Dignidade é o suprassumo do politicamente correto e te impede da simples discordância

Ninguém tem nada haver com o que se faz na intimidade, mas é inaceitável o uso da sexualidade como arma política e comportamental. Quem não presta atenção nesta artimanha do movimento gay ataca o lado errado da questão. Qual? Atacar o ato homossexual em si (uma burrice monumental). Gays existem desde os tempos de sei-lá-o-quê assim como existe o comércio, os vulcões e as guelras.

O jovem da propaganda com as berinjelas podia dizer qualquer coisa do que um “eu odeio berinjelas”, mas para o movimento gay seria “ódio” e “apologia ao assassinato de homossexuais”. É isto que observo: A propaganda do Grupo Dignidade é o suprassumo do politicamente correto e te impede da simples discordância.

O exemplo disso foi o texto de Olavo de Carvalho ao falar da “homofobia” – sim, com aspas! – e que esta palavrinha não passa de mera artimanha. Seus dois artigos, Metáfora punitiva (2007) e Camisa-de-força (2011) denunciam esta tática que a propaganda impõe ao telespectador desatento. Destaco os principais trechos dos dois artigos (com grifos meus):

“Até hoje os apologistas do movimento gay não entraram num acordo sobre se existe ou não a homofobia como entidade clínica, comprovada experimentalmente. Uns dizem que sim, outros que não. O que é absolutamente impossível provar, por meios experimentais ou por quaisquer outros, é que toda e qualquer rejeição à conduta homossexual seja, na sua origem e nas suas intenções profundas, substancialmente idêntica ao impulso assassino voltado contra homossexuais.”


Tome cuidado ao aplicar a palavra “homofobia” porque esta é usada para intimidar vozes discordantes do ato homossexual por si só. O politicamente correto que te censura em ter um juízo de valor. No texto seguinte, ao abordar sobre os absurdos da PLC 122/2006 que criminaliza a “homofobia” Olavo mostra que este projeto de lei é uma “camisa de força” mental por meio de palavras vagas e de múltiplas interpretações (com grifos meus):

“A permissão de “opiniões respeitosas, embora críticas” é com toda a evidência uma armadilha destinada a proibir toda e qualquer opinião crítica, mesmo moralmente digna e fundada em motivos intelectualmente relevantes. A própria escolha do adjetivo revela a ambigüidade maliciosa do autor do escrito. “Opiniões respeitosas”, diz ele. Respeitosas a quem e a quê? Respeitosas à pessoa humana somente ou respeitosa aos seus hábitos homossexuais também? É evidente que, se alguém considera um hábito respeitável, não tem por que criticá-lo do ponto de vista moral; se o critica, é porque não o considera respeitável de maneira alguma. Dito de outro modo: você pode criticar o homossexual, desde que aceite sua conduta homossexual como respeitável e superior a críticas, e desde que se abstenha de dizer até mesmo alguma palavra contra a homossexualidade em geral.”


Com 30 segundos de propaganda tudo isso ocorre. Em 23 de abril de 2013 o filósofo resumiu a armadilha da palavra “homofobia” em sua postagem em rede social:





Existe conduta sexual não passível de críticas? Não!

Alguém pode me apontar aqui pelo menos uma conduta sexual livre de críticas, comentários, aprovações e reprovações? Impossível, te garanto. Até o sexo heterossexual é legítimo até certo ponto, como prova, os casos extraconjugais de Bill Clinton e de Renan Calheiros quase custaram a permanência de seus mandatos... E isto é apenas um exemplo. Os casos onde houve acusação de traição entre cônjuges famosos fazem o povo ficar ao lado da pessoa traída e reprovando – e em certos casos hostilizando e agredindo – a figura traidora.

Se os atos sexuais dos héteros são bem vistos até certo ponto norteado pela moral, então jamais as críticas – mesmo aquelas construtivas – em relação ao homossexualismo (não adianta vim me dizer que o sufixo –ismo quer dizer doença, moleque!) devem ser criminalizadas ao ponto de dizer que isso é um ódio tão grande que se converte em violência e morte aos gays. Não tem escapatória. Nesse truque da propaganda eu não caio.


Os parceiros da instituição e um Cedoc da ONG com o nome de um autor de texto com teor pedófilo

É lógico que fui direto a quem dá suporte a essa propaganda. Na descrição do vídeo vi que a TV Globo deu apoio. Aí nada de surpreendente. Agora lá no site da ONG encontrei os organismos que de alguma forma contribuíram para este filme publicitário: o Governo Federal (do “golpixxta” Michel Temer); o Governo do Paraná (do “vilão” Beto Richa).; além da APP Sindicato (um dos cérebros coordenadores das invasões de escolas no estado, cujos atos que ocasionaram na morte de um aluno após uma festa regada à drogas e sei-lá-o-que); e a ONU com o seus satélites (de novo a ONU?).

Agora o que me deixou em choque foi o nome da biblioteca da ONG: Centro de Documentação Prof. Dr. Luiz Mott. Veja nesta imagem:


O print-screen como prova. | Grupo Dignidade


E quem é esse sujeito, além do que está escrito neste site? Luiz Mott é autor de um texto com alto teor pedófilo. Uma nojeira sem fim. Separei uns trechos menos desagradáveis (a íntegra está aqui) e tomara que você não esteja comendo enquanto lê. Lá vai (com grifos meus):

“[...]No meu caso, para dizer a verdade, se pudesse escolher livremente, o que eu queria mesmo não era um "homem" e sim um meninão. Um "efebo" do tipo daqueles que os nobres da Grécia antiga diziam que era a coisa mais fofa e gostosa para se amar e foder. Se nossas leis permitissem, e se os santos e santas me ajudassem, adoraria encontrar um moleque maior de idade mas aparentando 15-16 anos, já com os pentelhos do saco aparecendo, a pica taludinha, não me importava a cor: adoraria se fosse negro como aquele moleque da boca carnuda da novela Terra Nostra; amaria se fosse moreninho miniatura do Xandi; gostaria também se fosse loirinho do tipo Leonardo di Caprio. Queria mesmo um moleque no frescor da juventude, malhadinho, com a voz esganiçada de adolescente em formação. De preferência inexperiente de sexo, melhor ainda se fosse completamente virgem e que descobrisse nos meus braços o gosto inebriante do erotismo. Sonho é sonho, e qual é o problema de querer demais?![...]”


Ainda tem mais! (com grifos meus):

“[...]Que fique com o cuzinho piscando, fisgando, se abrindo e fechando, quando massageio delicadamente seu furico. Cuzinho bem limpo, piscando na ponta do dedo molhado com um pouquinho de cuspe é das sensações mais sacanas que um homem pode sentir: o moleque querendo meu cacete, se abrindo, excitado para engolir a manjuba toda. Gostosura assim, só dois homens podem sentir!
Assim é como imagino meu moleque ideal: pode ser machudinho, parrudo, metido a bofe. Pode ser levemente efeminado, manhoso, delicado. Traço os dois! Tendo pica é o que basta: grossa ou fina, grande ou pequena, torta ou reta, tanto faz. Se tiver catinguinha no sovaco, uma delícia! Se for descarado na cama e no começo da transa quiser chupar meu furico, melhor ainda. Sem pudor, sem tabu.
Ah, meu menino lindo! Se você existir, se você algum dia me aparecer, que seja logo, pois quero estar ainda com tudo em cima e dar conta do recado, pois do jeito que quero te amar e que vamos foder, vou precisar de muito mocotó ou viagra para dar conta do rojão.... Meu Moleque Ideal[...]”


Não, pessoal. Não se trata de mera “fantasia sexual”. É algo mais grave. Mais trechos (com grifos meus):

“[...]Se as minhas pesquisas acadêmicas provam e os meus dados científicos demonstram que... No útero o bebê já tem ereção e a libido infantil é aceita por todos, logo... As leis devem ser mudadas para que crianças e adolescentes sejam totalmente livres, até para escolher um adulto como parceiro afetivo e sexual. que nossas leis sejam mudadas e sobretudo, que se mudem as mentalidades (...) daqueles que, sob a desculpa de proteger a inocência dos mais jovens, negam o direito inalienável das crianças e adolescentes de terem respeitadas sua livre orientação sexual e sua liberdade sexual. O que foi bom para bárbaros e gregos deve ser melhor ainda para crianças e adolescentes brasileiros.[...]”


Sem mais, meritíssimo.


Considerações finais

Em vídeo, Olavo de Carvalho deixa claro quais são as intenções de gente como esta ONG em criminalizar a “homofobia” e cita o Luiz Mott. O vídeo original está neste link. Aqui você verá a parte que interessa (de 37:50 até 45:52):





Bem caros leitores, fiquem de olhos abertos com campanhas que propagam “boas intenções”, mas no fundo querem calar qualquer voz dissonante que desagrade um grupinho pequeno, porém furioso e sedento de poder. Reprovo este jogo de palavras para ludibriar até o mais incauto dos seres humanos.

Até mais, pessoal! J-J













Por: Pedro Blanche

10 comentários :

  1. Respostas
    1. Valeu po comentar. Beijinho "procê" também. | PEDRO BLANCHE

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  2. Respostas
    1. Pois é, né. Beijinhos "procê" também. | PEDRO BLANCHE

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  3. Achei super interessante sua abordagem do tema.
    beijos!
    www.garotadelicada.com.br

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    Respostas
    1. Muito obrigado, Garota Delicada. Beijos 'procê' também. | PEDRO BLANCHE

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  4. Olá, tudo bem?
    Eu já senti o preconceito na propaganda já de início. O discurso, ironicamente, está carregado de preconceito, merece ser problematizado sim e revisto também.

    ABraço.
    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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    1. Este comercial do Grupo Dignidade é uma armadilha. Muitos focariam no beijo gay exibido em período diurno, mas como eu não sou bobo nem nada e sabia dessa arapuca, dei a volta nos toureiros da ONG e golpeei-os do outro lado. Um abraço para ti também. | PEDRO BLANCHE

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  5. Ainda não sabia sobre isso, mas fiquei chocada. Que horror.
    Ótimo post!

    Um beijo.
    www.anneabreu.com.br

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    1. Com o que você se chocou, Anne? Conte mais! Um beijo 'procê' também. | PEDRO BLANCHE

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