Iiniciamos o ano de 2022. Janeiro, mês das férias, de encontros familiares, de passeios... mas também de alerta, como tantos outros meses, para a saúde das pessoas. Esse alerta se deve ao número excessivo de suicídios, transtornos de ansiedade, pânico, depressão. Para tanto, especialistas adotaram o mês de janeiro com o intuito da população se atentar para os problemas adquiridos com as doenças mentais.
A campanha Janeiro Branco chega à sua 9ª edição e faz um alerta à humanidade: em tempos de prolongada pandemia, de crises sanitárias, sociais, políticas, ecológicas e econômicas em escala global, o mundo pede por saúde mental.
Estudos recentes e produzidos por diferentes tipos de instituições sociais em vários países do mundo, chamam a atenção para o importante desafio que a humanidade não pode desprezar: é urgente a criação de uma cultura de saúde mental em meio a todas as relações das quais os seres humanos participem.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a pandemia interrompeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por esses mesmos serviços.
No Brasil, segundo pesquisa do Instituto FSB, 62% das brasileiras e 43% dos brasileiros achavam que sua saúde mental "piorou" ou "piorou muito" durante a pandemia.
Em estudo recente da Fiocruz e outras seis universidades nacionais, enquanto 40% da população brasileira apresentava sentimentos frequentes de tristeza e depressão, outros 50% da mesma população apresentavam sentimentos de ansiedade e nervosismo. Em relação às faixas etárias iniciais da vida, uma pesquisa da UNICEF/Gallup mostrou que 22% dos adolescentes e jovens brasileiros de 15 a 24 anos se sentem deprimidos ou tem pouco interessse em "fazer coisas".
10 atitudes para um mundo com mais saúde mental
1- Políticas públicas para a saúde mental e condições sociais dignas de existência;
2- Práticas de exercícios físicos e de hobbies terapêuticos;
3- Autoconhecimento;
4- Qualidade de vida;
5- Vínculos sociais profundos;
6- Abertura de novos conhecimentos;
7- Espiritualidade saudável;
8- Contato com a natureza;
9- Autonomia; e
10- Sentidos próprios de vida.
Isso tudo é muito bonito no papel, mas, na realidade, muito pouco se faz pela saúde mental dos brasileiros. Sem contar os preconceitos relacionados ao tema, no grupo familiar, no trabalho, enfim, em todos os ambientes. A própria pessoa que tem problemas às vezes reluta em aceitar que precisa de ajuda médica e de medicamentos. Isso se deve à falta de conhecimento sobre o tema, as causas que levam ao problema e como sair dele. Medo de iniciar um tratamento e achar que vai ficar dependente.
Digo com propriedade porque no final de 2017 tive duas crises de ansiedade - a segunda porque não quis ouvir o médico para tomar a medicação. E se agravou com a morte do meu marido. Por fim, procurei ajuda com a equipe da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no atendimento de excelência a todos os servidores do GDF. Mas, infelizmente, nem todas as pessoas tem acesso facilitado a esse atendimento por descaso das autoridades com o assunto.
Espero que num futuro breve tenhamos todos acesso a esse atendimento, pois imagino que a maioria das doenças físicas que nos ocorrem advêm da esfera da mente. J-J
Por: Rita Andrade, colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA








