quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Janeiro Branco: vamos cuidar da nossa saúde mental?


Iiniciamos o ano de 2022. Janeiro, mês das férias, de encontros familiares, de passeios... mas também de alerta, como tantos outros meses, para a saúde das pessoas. Esse alerta se deve ao número excessivo de suicídios, transtornos de ansiedade, pânico, depressão. Para tanto, especialistas adotaram o mês de janeiro com o intuito da população se atentar para os problemas adquiridos com as doenças mentais.

A campanha Janeiro Branco chega à sua 9ª edição e faz um alerta à humanidade: em tempos de prolongada pandemia, de crises sanitárias, sociais, políticas, ecológicas e econômicas em escala global, o mundo pede por saúde mental.


Estudos recentes e produzidos por diferentes tipos de instituições sociais em vários países do mundo, chamam a atenção para o importante desafio que a humanidade não pode desprezar: é urgente a criação de uma cultura de saúde mental em meio a todas as relações das quais os seres humanos participem.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a pandemia interrompeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por esses mesmos serviços.

No Brasil, segundo pesquisa do Instituto FSB, 62% das brasileiras e 43% dos brasileiros achavam que sua saúde mental "piorou" ou "piorou muito" durante a pandemia.

Em estudo recente da Fiocruz e outras seis universidades nacionais, enquanto 40% da população brasileira apresentava sentimentos frequentes de tristeza e depressão, outros 50% da mesma população apresentavam sentimentos de ansiedade e nervosismo. Em relação às faixas etárias iniciais da vida, uma pesquisa da UNICEF/Gallup mostrou que 22% dos adolescentes e jovens brasileiros de 15 a 24 anos se sentem deprimidos ou tem pouco interessse em "fazer coisas".


10 atitudes para um mundo com mais saúde mental


1- Políticas públicas para a saúde mental e condições sociais dignas de existência;

2- Práticas de exercícios físicos e de hobbies terapêuticos;

3- Autoconhecimento;

4- Qualidade de vida;

5- Vínculos sociais profundos;

6- Abertura de novos conhecimentos;

7- Espiritualidade saudável;

8- Contato com a natureza;

9- Autonomia; e

10- Sentidos próprios de vida.


Isso tudo é muito bonito no papel, mas, na realidade, muito pouco se faz pela saúde mental dos brasileiros. Sem contar os preconceitos relacionados ao tema, no grupo familiar, no trabalho, enfim, em todos os ambientes. A própria pessoa que tem problemas às vezes reluta em aceitar que precisa de ajuda médica e de medicamentos. Isso se deve à falta de conhecimento sobre o tema, as causas que levam ao problema e como sair dele. Medo de iniciar um tratamento e achar que vai ficar dependente.


Digo com propriedade porque no final de 2017 tive duas crises de ansiedade - a segunda porque não quis ouvir o médico para tomar a medicação. E se agravou com a morte do meu marido. Por fim, procurei ajuda com a equipe da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no atendimento de excelência a todos os servidores do GDF. Mas, infelizmente, nem todas as pessoas tem acesso facilitado a esse atendimento por descaso das autoridades com o assunto.

Espero que num futuro breve tenhamos todos acesso a esse atendimento, pois imagino que a maioria das doenças físicas que nos ocorrem advêm da esfera da mente. J-J


Por: Rita Andrade, colaboradora especial do JOVEM JORNALISTA

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Do caos à bênção



Já dizia Candinho de Êta mundo bom!: "Tudo que acontece de ruim na vida da gente é pra 'meiorá' ". Sempre que estava diante de alguma dificuldade ou que sua vida não estava muito boa, o personagem mencionava essa frase. O rapaz encarava seu dia a dia com esperança, paixão, bom humor, humildade e generosidade, e no final, o ruim, se transformava em bom, excelente. Era como se do caos, ele vivesse uma grande bênção.

Tenho vivido essa verdade, assim como Candinho, e olha que não sou nenhum personagem de novela ou de produção fantasiosa ou cinematográfica. Na verdade, esse lema não é ficcional, mas real e, sobretudo, bíblico. Aliás, as histórias bíblicas são todas reais, não são estórias da caroxinha ou para boi dormir. Existe um personagem bíblico que viveu exatamente essa transformação do caos até à bênção. Seu nome é José e ele foi humilhado pelos seus irmãos, vendido como escravo, preso, sofreu acusações e calúnias, mas isso tudo serviu para um bem maior e ele se transformou no governador do Egito - a pessoa mais poderosa daquela época depois de Faraó! Ele viveu, verdadeiramente, do caos à bênção!

Minha vida nunca foi fácil. Ela sempre foi conturbada, com altos e baixos (Às vezes muito mais baixos), fui humilhado, rejeitado, perseguido, motivo de chacota e uma série de outras coisas. Não estou aqui para me vitimizar, mas apenas mostrar uma realidade verídica que sempre passei. Muitas vezes, vivia exatamente o caos, derrota, desesperança e não tinha para onde ir... Minha visão só servia para ver as pedras que foram jogadas em minha direção no meio do caminho. Ver a poeira, a lama, o caos. Acaso haveria esperança para mim?! Sim haveria, por mais que não parecesse. Com todas as minhas forças (Que eram poucas no momento) juntei cada uma dessas pedras e as entreguei nas mãos de Deus para Ele fazer castelos e construções magníficas. Para Ele ressignificar o sofrimento que passava.

E, sabe, é uma virada de chave e mudança de rumo quando você toma essa atitude. Talvez pudesse me entregar ao caos, à dor, ficar ali no chão olhando aquelas pedras em meio à poeira, lama e caos. Mas se fizesse essa escolha, talvez não estivesse nem mais vivo para contar essa história. E de onde veio essa força? Essa atitude? Creio que de Deus, afinal, Ele é socorro bem presente na angústia e Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Veio do mesmo Deus que fez da vida de caos de José uma bênção. Eu poderia me entregar ao vitimismo, coitadismo e depressão, mas fiz justamente o contrário. Não que não tenha vivido momentos tristes e depressivos na vida, mas escolhi não SER depressivo e triste, apenas ESTAR, o que é totalmente diferente. 

Só quem pode transformar a vida de caos em uma bênção é o próprio Deus. Não é sua família, amigos ou sua força de vontade quem poderão fazer isso. Mas isso não quer dizer que família, amigos ou sua força de vontade não podem te ajudar a te tirar da lama e do caos. Até porque, Deus só agirá se você der o primeiro passo. É necessário tomar uma posição e ter a vontade de sair desse caos para, só assim, Deus agir. E creia, Ele faz de uma estrada de pedregulhos, lama e poeira, castelos suntuosos e elegantes! Ele é o Deus surpreendente e da surpresa, que tem prazer em galardoar e abençoar quem viveu o caos e foi humilhado em sua vida. 



Recentemente, por volta de novembro de 2021, vivi exatamente essa situação. Organizava uma surpresa de 25 anos para minha prima e estava à procura de uma caixa gigante, aonde seriam colocados balões estilizados e personalizados. Passei a tarde toda ligando para lojas à procura e realizando orçamentos, até que liguei em certa loja e o vendedor disse que eu já havia ligado lá. Então, desliguei o telefone, e liguei novamente, pois tinha certeza que ainda não tinha feito o orçamento nessa loja. Liguei e ele, com muita rispidez e má educação, me falou: "Você está zoando com minha cara?". Daí disse: "Não estou, não. Gostaria de fazer apenas um orçamento de uma caixa, senhor". Ele falou: "Orçamento, porra nenhuma. Vá se fuder". E desligou na minha cara. 

Após desligar o telefone, fiquei sem chão e sem forças para continuar o orçamento em outras lojas. Estava vivendo, literalmente, o caos. Fiquei muito mal por dias, me sentindo a pior pessoa do mundo. Mas a história não acabava aí. O título desse post diz: "Do caos à bênção", e não apenas fica em "Do caos" e termina. 

Dias depois encontrei a loja que disponibilizava não somente a caixa gigante como também os balões estilizados e personalizados. E o detalhe: do jeito que eu queria! A caixa, de fato, era enorme e dava para comportar, facilmente, a quantidade de balões desejada - cerca de 17. Os funcionários da loja fizeram o que pedi: desde a cor da caixa, do laço, o que viria escrito fora; até os estilo, as cores dos balões e o que estaria escrito no balão principal. Já começava a experimentar a bênção desde esse momento, mas Deus preparava algo maior... Para honrar não só minha prima, mas à mim também... Ele continuaria suas surpresas.

Após dois dias da surpresa da minha prima, a dona/gerente da loja à qual havia comprado as caixas e os balões entrou em contato comigo por Whatsapp e me falou: "Você é jornalista? [...] Você mora em Taguatinga? [...] Eu vou mandar uma lembrancinha pra você. Onde é mais fácil entregar, na Ceilândia ou no seu trabalho?"

Então, dias depois, recebi a lembrança. Uma caixa redonda muito bonita azul, com uma Nutella, um Ferrero Rocher, um vinho branco Marcos James (Reservado) e um balão metalizado azul escrito: "Obrigado pelo carinho". O presente foi embrulhado em uma embalagem transparente, com um laço azul. 



Receber uma lembrança dessas não tem preço, por mais que eu venha a saber qual o valor final dessa caixa algum dia. Receber uma homenagem dessas e uma mensagem de carinho também não, depois de um funcionário de determinada loja ter me mandado "eu me fuder". Poderia, muito bem, espalhar essa imagem e torná-la viral com uma mensagem que dissesse: "Quem te viu ser fudido por um funcionário de uma loja de embalagens de papelões, vai te ver abençoado com uma linda caixa recheada de boas coisas (Apesar que eu não bebo. Aliás, tenho que dar algum uso para o vinho ainda!) e com um balão metálico e personalizado com uma mensagem de carinho!". Às vezes tenho vontade de esfregar essa foto na cara do funcionário mau educado, mas não sou desses!



Fato! Deus transforma caos em bênção! E não é coisa só de novela, da Bíblia... Ele ainda faz milagres e surpresas ainda hoje. Creia que o caos não é o seu destino final. Deus pode virar a página e mostrar o outro lado da moeda. J-J


Por: Emerson Garcia

sábado, 8 de janeiro de 2022

Rádio Bagaralho: Programa 'Discografia - Odair José'

Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento do salão de festas Tua Fiesta és Loca começa agora o programa Discografia.  

Hoje vou apresentar as obras do músico morrinhense (Morrinhos-GO) Odair José. Não irei apresentar as obras ao vivo, nem acústico e nem os covers que ele fez.


Odair José - Perdi o medo (1970)


Esta música é uma provocação a uma pessoa que tenta intimidar o cantor, mas ao me ver pode ser direcionada a Censura que tinha na época da Ditadura Militar.



Meu grande amor - Minha juventude (1971)


Uma música que o cantor recorda tudo que já passou na vida, procurando alguma resposta do que fazer da sua juventude que acabou.



Assim sou eu - Eu queria ser John Lennon (1972)


Odair José, grande fã dos Beatles e pra dizer mais específico John Lennon, ele queria ser seu ídolo que fazia sucesso e era a paixão de todas as mulheres. Nesta música ele queria ser John Lennon para chamar a atenção da sua amada e estar sempre ao lado dela.


Odair José - Uma vida só (Pare de tomar a pílula) (1973)



Esta música foi censurada aqui no Brasil logo depois do seu lançamento devido ao seu refrão que continha uma mensagem contrária a campanha realizada pelo governo no mesmo ano para que se houvesse um controle de natalidade no país. A canção também foi censurada na Argentina.



Lembranças - Noite de desejos (1974)



Como na música Uma vida só (Pare de tomar a pílula), a censura, que não largava mais o pé do compositor, obrigou que a canção A primeira noite de um homem tivesse seu título alterado para Noite de desejos. E, mesmo assim, proibiu sua execução nas rádios. A música fala sobre a perda da virgindade. No seu título original é homônimo do filme A primeira noite de um homem do ano de 1967, estrelado pelo ator Dustin Hoffman.


Odair - Viagem (1975)


Mesmo que estivesse atento aos passos de Odair José, o departamento de censura não percebeu nada de errado com a letra desta música. Ao se ouvir com atenção, dá para entender o motivo de hoje em dia o cantor chamar ela carinhosamente de “a música da maconha”.


Histórias e pensamentos - Drama passional (1976)

É uma música que fala do medo de perder a pessoa amada.


O filho de José e Maria - Álbum completo (1977)

Este era um projeto do Odair José que queria um álbum duplo com 24 canções que, em ordem cronológica, falasse de uma fase do protagonista, desde seu nascimento até a sua morte. O projeto resultou no álbum O filho de José e Maria, um disco conceitual totalmente distinto dos trabalhos românticos anteriores de Odair José e cujo protagonista era uma espécie de Jesus Cristo contemporâneo, que se envolve com drogas e coloca em dúvida sua própria condição sexual e, após longos anos de solidão e rejeição social, assume a sexualidade aos 33 anos e passa a viver a plenitude da felicidade. Segundo o compositor a inspiração para o trabalho veio da influência de livros de Gibran Kalil Gibran e do rock de Joe Walsh, Humble Pie, Jeff Beck e Peter Frampton. 

Neste álbum, o compositor foi acompanhado pela banda Azymuth, tendo uma sonoridade soul, porém os produtores da gravadora Philips não queriam lançar um álbum duplo de Odair José, muito menos com uma temática tão controversa. Então o compositor transferiu-se para o selo RCA Victor, que por sua vez permitiu o lançamento do disco, mas com apenas 10 das 24 faixas pretendidas. O LP chegou ao mercado em maio de 1977 e desagradou a Igreja Católica, nisso o compositor foi ameaçado de excomunhão por, entre outras coisas, canções como O Casamento (cujo conteúdo diz que José e Maria não eram casados quando conceberam o seu filho e se separam lá pelo meio da história. 

O pretensioso disco conceitual foi o maior fracasso comercial de Odair José naquela década, sendo ignorado pelo público e massacrado pela crítica musical. Após esse fiasco comercial, então foi que ele retomaria a linha romântico-popular, mas nunca mais alcançaria o sucesso comercial que teve naquela década.


Coisas simples - Novelas (1978)


É uma música que descreve a vida como se fosse uma novela. Nessa canção já dá pra perceber que o Odair José retomou mesmo a sonoridade dos álbuns anteriores do controverso O filho de Maria e José.


Odair José - A sogra (1979)


Uma música com declaração de amor a sogra, aonde o compositor compara a sogra como se fosse a mãe que cuida dele, fazendo de tudo para agradá-lo. Mesmo assim ele agradece por tudo que ela fez por ele até dar a vida a pessoa amada dele.


Odair José - Toalha e sabonete (1980)


É uma música que fala da lembrança de uma noite de amor, aonde ele pegou um souvenir, uma toalha e o sabonete que a sua amada usou depois do ato sexual. Porém ele lamenta que não conseguiu pegar outras coisas para guardar daquela noite, pois o que dá pra entender é que os funcionários do motel tinham pegado antes dele conseguir adquirí-los. 


Viva e deixe viver - Meu super-herói (1981)


Uma música que fala de alguns super heróis da ficção. Mas também fala do verdadeiro super herói que é seu filho, que mudou a sua vida em muitos fatos.


Só por amor - Só por amor, Minha história de amor (1982)


É uma música que mostra a força motriz dele viver a vida, que pode ser o motivo dele ser assim.


Fome de amor - Lágrimas no asfalto (1983)


A música aonde o Odair José fala da saudades da sua amada enquanto está dirigindo a esmo.


Eu, você e o sofá - Eu, você e o sofá (1984)


A música sobre uma briga que faz o casal dormir separado, enquanto um dorme na cama e o outro no sofá.


Odair José - Amor de secretária (1985)

Uma música sobre o relacionamento amoroso entre patrão e secretária.


Odair José - Linda menina (1986)

Uma canção romântica que mostra o amor juvenil.


Odair José - O vírus (1987)

Uma música que fala sobre a HIV, com as suas formas de contágio e outras informações.


Odair José - Relacionamento difícil (1989)


Uma música sobre o término de um relacionamento, sobre tudo que envolve este término com os motivos.


Sem saída - Pense pelo menos em nossos filhos (1990)


Outra música de término de relacionamento, aonde é pedido para que se pense antes de agir.


Odair José - Só vou me levar (1992)

Mais uma música de despedida de um relacionamento.


Odair José - Menino Jesus (1993)

Uma música sobre as semelhanças das pessoas com Jesus, aonde é questionado se realmente existe esta tal semelhança.


Luz acesa - Garota de programa (1994)

Uma música sobre uma garota de programa, aonde o eu-lírico procura afago no colo dela, porém acabou se apaixonando.


Lágrimas - Meninos de rua (1998)

Uma música sobre um menino de rua relembrando do seu passado.


Uma história - Meu caminho até você (2002)

Uma música sobre o trajeto para conquistar e estar perto da pessoa amada.


Só pode ser amor - Brad Pitt (2006)

Uma música aonde é um desabafo sobre um fora, aonde o eu-lírico pede para a pessoa ir procurar a pessoa perfeita, que ao ver é o Brad Pitt.


Dia 16 - Dia 16 (2015)

Uma música sobre o dia 16 que é simbólico para o Odair José, pois é o dia do aniversário dele e também por alguns fatos históricos que aconteceram.


Gatos e ratos - A culpa é do Henrique (2016)

Nesta música Odair José culpa algum Henrique de ter feito algo que não foi do seu agrado.



Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Vocês também podem dar ideias de bandas e cantores para que eu realize uma discografia deles. Peço também que comentem nesse post as músicas que gostariam de ouvir, pode ser qualquer estilo musical. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Sigam a Rádio Bagaralho no Instagram (@radiobagaralho). J-J


Por: Arthur Claro

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Quinta de série: Você nunca esteve sozinha - o doc de Juliette

Pode conter spoilers!





No Quinta de série de hoje fala da docusérie da Globoplay Você nunca esteve sozinha - o doc de Juliette, lançado no dia 29 de junho de 2021 e finalizado em 5 de setembro do mesmo ano. Foi dirigida por Patrícia Carvalho e Patrícia Cupello; com roteiro de Aline Nunes, Erica Chaves e Felipe Mazzoni; e com o elenco que contou com Juliette Freire, famosos (Anitta, Selton Mello, Elba Ramalho, Susana Vieira e Gilberto Gil), amigos (Deborah Vidjinsky e Huayna), companheiros de reality (Lumena Aleluia e Lucas 'Koka' Penteado) e familiares. 6 episódios mais um extra foram lançados, sendo que cada episódio teve em média 45 minutos

A série documental teve o intuito de mostrar a vida pessoal, profissional com os altos e baixos e a paixão musical de Juliette Freire, após vencer o BBB 21 e se tornar milionária. O objetivo principal da produção foi mostrar porque Juliette tornou-se um fenômeno nacional e mundial, em 100 dias de BBB e mostrar que, de fato, ela nunca esteve sozinha, mesmo antes de entrar no reality show. Um verdadeiro fenômeno, que o documentário tem o intuito de explicar e desvendar, assim como mostrar os bastidores da fama e vida pessoal de Juliette e seus próximos passos. 



Ao longo dos episódios, a produção realiza um resgate das origens da advogada, maquiadora e milionária, nascida no interior da Paraíba, passando por sua relação com amigos e familiares e pelos momentos complicados que marcaram sua vida - como a morte de sua irmã mais nova, que sofreu um AVC aos 17 anos. Nessa biografia seriada, também conhecemos mais detalhadamente as escolhas profissionais de Juliette que a levaram para o BBB. Além disso, as experiências como famosa, o retorno ao nordeste e seu desafio como cantora profissional.

Os episódios são os seguintes: Disparada; A_MOReninha; Premonição; Nasce uma estrela; Depois do reality, a realidade; Não solto meu nordeste nem a pau!; e Missão. Falo de cada um deles a partir de agora.

Disparada inicia com os momentos que consagraram Juliette à campeã do BBB21 e aquele discurso incrível do ex apresentador do programa, Thiago Liefert. Juliette, supresa, se depara com todo o reconhecimento conquistado, sem entender muita coisa. Já nesse episódio, começamos a mergulhar na infância e adolescência da milionária, na Paraíba. 

O segundo episódio tem como foco a irmã de Juliette, Juliene que morreu precocemente aos 17 anos. Também mostra os tempos de Juliette na faculdade e o início da carreira no Direito e na maquiagem, além das tentativas de entrar no reality mais importante do Brasil atualmente. A_MOReninha é um dos capítulos mais emocionantes do documentário seriado.



Em Premonição, Juliette reencontra seus colegas de confinamento - Lumena e Lucas Penteado. Fora da Casa, os cactos torcem por Juliette e Elba Ramalho e Francisco, El Hombre cantam com a campeã. 



Os altos e baixos de Juliette no BBB são explorados em Nasce uma estrela, além de vermos a mobilização dos amigos do outro lado. Juliette reencontra-se com Gil do Vigor e Camilla de Lucas. O episódio também reserva lindíssimas apresentações musicais em um cenário montado para o documentário, quando Juliette se apresenta com Duda Beat, Solange Almeida e Maria Gadú. 



O quinto episódio, Depois do reality, a realidade, é destinado em mostrar o primeiro contato de Juliette com o mundo externo, amigos e familiares depois de 100 dias na casa mais vigiada do Brasil. Juliette tem muitos desafios à frente, sendo o primeiro deles o de se comportar como uma milionária. 

No penúltimo episódio, Não solto meu Nordeste nem a pau!, Juliette retorna à Paraíba e se emociona grandemente com os momentos que são reservados à ela. Os primeiros encontros musicais com artistas conhecidos pelo público são estabelecidos e os desafios do início da carreira como cantora são colocados à prova. Esse capítulo exibe o reencontro emocionante e aguardado de Juliette com sua mãe, a carismática Dona Fátima. Esse foi um dos momentos que só tinha sido divulgado por foto até então. 






A docusérie finaliza com Missão, em que mostra a trajetória de Juliette como cantora e os bastidores da gravação do seu primeiro EP e videoclipe. O episódio tem depoimentos de Carlinhos Brown, Rodolffo, Chico César, Gilberto Gil e Anitta. A série finaliza com cenas de Juliette bem informais, como você jamais viu! 

Juliette ainda é um fenômeno nacional e mundial. Ela acumula mais de 33 milhões de seguidores no Instagram, 15 milhões no Tik Tok e mais de 4 milhões no Twitter. Claro que a Globoplay aproveitou essa fama e sucesso de sua menina de olhos castanhos e cabelos negros para capitalizar lucros, mas a série é muito sincera e humana, sendo um presente para os milhares de fãs (Cactos) de Juliette Freire. A série é muito mais produzida e trabalhada, do que A vida depois do tombo (Falada aqui). Além do mais, Juliette tem mais carisma que a Mamacita. 

Quando falo da produção da série, tenho que elogiá-la no sentido de reunir imagens de acervos pessoais, arquivos de TV, depoimentos de amigos, famosos e familiares, ensaios fotográficos, pontes aéreas, convites, apresentações musicais e trabalhos de publicidade. No final, parece ser bagunçado, mas tem o intuito de mostrar a vida de Juliette como um todo. É como se fosse um Arquivo Confidencial Seriado da paraibana, muito bem montado e produzido por Mariano Boni, diretor de gênero de Variedades da Globo, e sua equipe. 

A abertura traz uma trilha sonora cantada por Juliette Freire com desenhos fofos de figuras e montagens coloridos. Não tinha música mais apropriada a ser escolhida do que Disparada de Theo de Barros e Geraldo Vandré ("Prepare o seu coração Pras coisas que eu vou contar Eu venho lá do sertão Eu venho lá do sertão Eu venho lá do sertão E posso não lhe agradar"). Juliette tinha muito a dizer por meio de seu documentário. Ela vem exatamente lá do sertão paraibano e, com certeza, não agradou a todos. 



Não é difícil de imaginar o porquê de Juliette ser tão querida. Ela é humilde, frágil, simpática, verdadeira, amiga, sem filtros, dedicada, dona de si, única, espontânea, inteligente, família, alegre, divertida, palhaça, autêntica e uma série de outras coisas. E o mais bacana que você pode ver tudo isso em Você nunca esteve sozinha - o doc de Juliette. A verdade e a realidade como elas são. Recomendo essa série documental! Ela entrega emoção, história, verdade, personalidade, por meio de uma biografia linda e incrível embalada, muitas vezes, pela música. J-J



Por: Emerson Garcia
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