quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O que é o Movimento LGBTQ+?




Havia lido uma publicação no JOVEM JORNALISTA que falava sobre a ditadura gayzista - algo que nunca existiu - e que hoje possui um outro nome, Ideologia de Gênero. Segundo os evangélicos e políticos conservadores é uma ideologia utilizada pelo movimento LGBTQ+ para 'mudar o sexo das crianças'. Os mesmos utilizam dessa mentira escancarada para se promover e conseguir entrar na política, através da alienação -  como realizado pelo presidente da República Jair Bolsonaro. Somente se lembre das suas diversas afirmações sobre o kit gay que nunca existiu, da sua popularização homenageando torturador, de seus comentários preconceituosos e em uma jogada indireta e como ele fez com que a mídia fosse desvalorizada pela sociedade ignorante que o elegeu.

Hoje, quero lhe propor a conhecer sobre o que é e representa o movimento LGBTQIAP+ (que é uma sigla muito maior que essa). Não é somente festa, como realizamos todos os anos na Parada LGBTQ+ em São Paulo, e diversas outras cidades e capitais por todo Brasil e até mesmo fora do país. É também um movimento político, onde tentamos eleger candidatos que representem nossa bandeira e a de diversos outros grupos sociais para lutar a favor dos nossos direitos, num país tão conservador e exclusivo, como o que vivemos onde falta autoconhecimento, autocritica, e transborda ego e hipocrisia. 

O Movimento LGBTQ+ serve para elevar a classe que tanto é desprezada pela sociedade e invisibilizada por questões fúteis que sempre são distorcidas por líderes evangélicos. Para se ter uma ideia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo só pôde ser oficializado em 2013 e uma das primeiras propostas apresentadas pelo Magno Malta, que está ao lado do presidente eleito, foi a revogação dessa lei, sendo que há diversos outros problemas econômicos, sociais, educacionais e de saúde para serem resolvidos com extrema urgência. Isso não se chama política, conheço como perseguição de classe. O Movimento serve para barrar esse tipo de policiamento contra as classes sociais que tanto sofrem pelo sistema. 

Nós não queremos impôr sexualidade ou gênero nas crianças, tampouco proibir as pessoas de serem hétero (?), e nem limitar as opiniões e pensamentos daquilo que nos agrada. Mas fazer outras pessoas fora da nossa bolha entender que possuem privilégios sob todos nós, que perdemos um de nós a cada 19 horas por crime brutal e sem motivos aparentes, somente por ser gay; e barrar um outro número que cresce cada vez mais, os 73% dos jovens LGBTQ+ acima de 13 anos que sofrem agressão na escola e agora são martirizados por uma depressão - fruto dessa agressão psicológica, verbal ou física. E ainda temos que desconstruir a pessoa que acredita que o que queremos conquistar não passa de privilégios, sendo que possuímos um presidente prometendo barrar a nossa liberdade. Não é meio contraditório? J-J


Por: Deivyson Luan, à convite do editor-chefe do JOVEM JORNALISTA

Um comentário :

  1. Concordo com você, Deivyson. Essas "bancadas" estão agindo mais como perseguição para alienar a população que não lê e não se informa, do que agir "politicamente".
    Acho que se cada um cuidasse da própria vida, ao invés de interferir na vida e escolha dos outros, o mundo não seria tão preconceituoso assim.

    Beijo.
    Cores do Vício

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