sábado, 18 de março de 2017

Palavras escritas corretamente aplicadas de maneira incorreta



Já parou para pensar o quanto falamos e nos expressamos de maneira errada e inadequada? Como a população acostumou a falar mal o português? Não falo de gírias ou regionalismo, não, mas sim de expressões erradas, como por exemplo “pulso”. O que todos se referem como "pulso" seria a junção do antebraço com a mão, isso na verdade é o PUNHO. "Pulso" na verdade significa pulsação arterial - cujos ritmos são chamados "pulsos". 

Outro exemplo comum é "ignorância". Muitos classificam aquela pessoa que maltrata, que tem má resposta na ponta da língua como ignorante, mas na verdade significa a pessoa que ignora, que desconhece.  

Me pergunto o que seria de "eu" com apenas uma leitura do dicionário. Quantas palavras que uso no meu cotidiano seriam substituídas e quantas outras seriam acrescentadas. 

A que se deve isso? Pode-se atribuir à falta de estudo, mesmo tendo tantos estudiosos que ainda cometem algumas falhas? Acredito que isso venha de tradição. Nossos avós aprenderam errado e ensinaram aos nossos pais que nos ensinaram. Cabe a nós não ensinarmos errado para os nossos filhos.

Mas o que "mim" chateia não são esses erros, que de tão comum já foram aceitos como sinônimos do correto, "mais" que nessa era digital onde nos comunicamos "mas" por textos, a preocupação em fazer-se entender tem sido menor do que a de entender. Ao cometer tantas falhas no português esquecemos que podemos ser "mau" interpretados, que uma frase de observação pode ser lida como de acusação. 

Muitos são os “agentes”, os “mais”, os "a ver" no lugar de "haver" (e vice e versa), trocar o "mim" por "eu" (e vice e versa de novo). Palavras que são escritas corretamente aplicadas de maneira incorreta que podem modificar o sentido de uma frase ou deixá-la sem sentido, como exemplo: “Agente vai lá, mais eles não”. Interpretada ao pé da letra ficaria: "Agente (de polícia) vai lá com eles" e o não ficaria completamente aleatório. O correto, para não haver erro de interpretação, seria “Nós vamos lá, mas eles não”. Muitas vezes é até mais simples escrever certo.

Importar-se com o que é entendido é obrigação do escritor - e nessa era de redes sociais somos todos escritores e escrevemos como foi nosso dia ou nossas opiniões. A linguagem escrita deve ser cuidadosa, zelosa, clara, precisa e direta. A escrita tem o poder de criar imaginação. Aposto com você que leu até aqui, que me viu revisando esse texto mil vezes antes de enviar para o meu editor-chefe. E sim, eu realmente fiz isso, o que é o mais prudente afinal. A era digital, com seu imediatismo e velocidade de transferência de dados, faz com que percamos o hábito de revisar, afinal não temos tempo, a resposta deve ser imediata. 

Ah, leitor! Não se isente da culpa! Afinal, você também tem culpa, porque se eu tivesse escrito esse texto por sigla vc teria entendido mesmo assim, ou seja, você deixou de exigir qualidade e parou de identificar os erros e até de se incomodar com eles. Passou a entender que dependendo da frase o "mais" vira "mas"; o "mau" e o "mal" não diferem na hora de falar; e que quando se escreve nas caixas de diálogo digitais seria como se estivéssemos falando pessoalmente. Seria, MAS não é. Claro que tem que "a ver" semelhança, tem que "a ver" casualidade, "mais" ainda é a palavra escrita e esta torna-se documento. Pense que sua conversa de bate papo pode virar prova judicial. Imagina se o júri não consegue interpretar devido a tantos erros gramaticais e semânticos e com isso você seja condenado? Mesmo que você entenda quando "mau" aplicada a palavra pode ter "mas" significados que estrelas no céu. Não custa nada revisar ou aprender a usar o corretor ortográfico. J-J


Por: Stephanie Ferreira
(Ah! E esse texto foi escrito por "eu"!)

12 comentários :

  1. Que texto legal Stephanie! Minha vida agora mudou sabendo a diferença entre pulso e punho. Realmente é algo familiar, crescemos ouvindo de uma forma, mesmo aprendendo o modo correto é difícil no dia a dia se desvincular.

    rasgadojeans.blogspot.com

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    1. Que bom Samara, fico feliz de ter mudado sua vida!

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  2. Se a gente não presta atenção acaba cometendo umas gafes mortais mesmo!

    Bjinhos,
    ❥ AmigaDelicada.com.br

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  3. Adorei o post. Eu acho de extrema importância que todos procurem escrever sempre corretamente, em especial aqueles que tem um blog, ou que escrevam para outras pessoas em geral.

    www.mayaravieira.com.br

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  4. Primeiramente parabéns pelo post.
    Realmente precisamos tomar muito cuidado com a forma que escrevemos para evitar erros.

    www.paginasempreto.blogspot.com.br

    Beijos

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  5. Oi, tudo bem?
    Essas dicas são essenciais né??
    Beijos
    www.somosvisiveiseinfinitos.com.br

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  6. Excelente post. Temos mesmo uma parcela de culpa, eu sempre corrijo todos erros que consigo ver hahah Mas muita gente não gosta. E me preocupo muito com o que escrevo, para não matar a língua portuguesa hahah.
    Beijos e uma semana maravilhosa!
    DMulheres@_sheylaxavierFanpage

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    1. Sheyla, só observe se suas correções são bem vindas, afinal, melhor um português assassinado que uma amizade.

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  7. Adorei esse post! Acho que cada coisa tem o seu lugar, sabe? No twitter, não vou negar, abrevio muito (afinal, são só 140 caracteres), mas escrever errado em um blog, por exemplo, acho péssimo! Se queremos escrever (seja no blog, facebook, etc) e se queremos que nossos leitores entendam, temos que escrever direito, né? Ah, aquilo do punho eu não sabia! Jurava que era pulso mesmo (shame on me, haha) então obrigada!
    Um beijão,
    Gabs do likegabs.blogspot.com ❥

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    1. Erro cometido pela maioria da população de língua portuguesa! Então fique tranquila, quanto ao resto concordo contigo, e sobre as abreviações, precisamos entender que elas precisam ser claras!

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  8. Um português culto é um português escrito-falado sem nenhuns vícios linguísticos, como barbarismos, solecismos e outros, como "1/3 DAS MULHERES ESTÃO GRÁVIDAS" ("1/3 DAS MULHERES ESTÁ GRÁVIDO"), "50% DOS ALUNOS ESTUDA EM ESCOLAS PÚBLICAS" ("50% DOS ALUNOS ESTUDAM EM ESCOLAS PÚBLICAS"), "BACHAREL DE DIREITO" ("BACHAREL EM DIREITO"), "EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS" ("EU NASCI DEZ MIL ANOS ATRÁS" ou "EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS"), "TV A CORES" ("TV EM CORES") e assim sucessivamente.

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