sexta-feira, 17 de março de 2017

Nada substitui o papel

O papel em seus diversos usos. | internet


Por mais que avance a tecnologia no sentido de armazenar informações e anotações, o papel sempre terá o seu lugar de destaque. É claro que nos tribunais e varas, por exemplo, o papel deu lugar às versões eletrônicas em processos judiciais, tornando os processos ágeis, porém, em geral, o papel continua soberano em nossos dias virtuais. Isso vai da imprensa até as ficções.

Na mídia, em vez de ir completamente ao digital, deram outra função aos jornais e revistas. O Globo foi para esse caminho: o jornal carioca criou as chamadas "duas primeiras páginas", no qual o periódico publicou duas edições com manchetes diferentes com a escolha do leitor em qual das duas levar:

"Para dar o destaque que as notícias mereciam, a versão impressa e digital do GLOBO, nesta sexta-feira, chegou aos tablets, bancas de jornais e aos assinantes com duas primeiras páginas. Em mais de 90 anos de história, foi a primeira vez que o GLOBO lançou mão da estratégia. [...] O burburinho nas bancas também se refletiu na Internet. Na quinta-feira, a página do GLOBO no Facebook ganhou mais de 50 mil novos fãs - ontem outros 17 mil curtiram a página. Já os números de acesso atingiram marcas recordes. Na quinta, foram registradas 4,8 milhões de visitas ao site do GLOBO e 8,8 milhões de "pageviews" (número de páginas visitadas)."


No programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, o jornalista João Roberto Marinho (do Grupo Globo) contou como o jornal O Globo apostou no papel indo numa determinada estratégia diante desta era digital:






Em maio deste ano, o Jornal do Brasil - que encerrou sua versão impressa em 2010 - voltará às bancas do Rio de Janeiro. Até então, o JB se lançou em direcionar suas funções ao meio digital (em meio a uma crise financeira que enredava a empresa). Com a troca de comando, o Jornal do Brasil estará tátil nas mãos dos leitores, em especial - segundo Omar Peres, empresário e novo controlador do periódico - aos que sentem falta do JB e o querem de volta.


Nas provas, na literatura e na ficção

O papel ganha força até para as novas gerações, principalmente quando vemos na televisão filas quilométricas de fãs de histórias, como Harry Potter e Crepúsculo, ávidos por comprar tais livros. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o papel se mantém firme diante da rejeição de 70% dos consultados em fazer provas via internet. Para esta maioria ouvida pelas autoridades, as provas virtuais seriam mais sujeitas à fraudes. Na ficção é até possível entreter as crianças contando histórias apenas com papel, como se vê no Quintal da Cultura, da TV Cultura:






Para muitos adeptos do que é impresso, é no papel onde está a informação e a diversão. É onde as pessoas se concentram em vez de se render aos livros digitais. Uma amiga minha que é jornalista me contou que ela se sente melhor lendo as coisas no papel do que na tela do computador. Outra pessoa me confidenciou de um episódio onde os dados sobre consultas sumiram do sistema da internet e gerou tormentos a todos, exceto a ele que ainda anota seus registros.


E outras coisas

Aos que não veem com bons olhos a digitalização do dinheiro, preferem a moeda e a cédula nas mãos do que em sua conta bancária em bits e bytes. Imagina se tudo o que tem na conta some por causa de um dedo nervoso na tecla do computador... Muito tenso! 

Quando é para economizar água e sabão usam-se lenços descartáveis. Quando eu era voluntário nos Jogos Olímpicos Rio 2016, recebemos uma cópia em papel (para a distribuição de materiais aos funcionários e voluntários) caso os computadores dessem eventual problema. Nunca deu, mas o seguro morreu de velho.

Ainda hoje, para comprovar que um jogador ganhou na loteria, é preciso ter um comprovante do jogo... em papel. Para divulgar um anúncio de uma loja se contrata panfletadores. Ou o papel vai ao transeunte ou é indevidamente jogado no chão. Nos supermercados ainda não se abriu mão de papel higiênico e absorvente.


Para encerrar

Deixo com vocês a música Build do grupo The Housemartins que, é claro, não tem nada a ver com papel, mas antes de ter os tradutores na internet, ouvintes pediam o tal "melô do papel" em rádios pelo Brasil afora.






E você, leitor do JJ, o que o papel representa (ou não) para sua vida? J-J
















Por: Layon Yonaller, colaborador especial do Jovem Jornalista

4 comentários :

  1. Eu sou muito digital, mas confesso que quando o assunto são livros eu sou dessa opinião que nada substitui o papel. Jornal eu só leio online, mas livros eu só consigo ler os de papéis mesmo. Ah, e agendas também.. Só consigo me organizar com agenda de papel, escrevendo.. Isso de aplicativos, bloco de notas no celular, não funciona comigo rs

    www.mayaravieira.com.br

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    1. LAYON RESPONDE - Você consegue migrar bem do papel ao digital, Mayara. Bem, é comum muita gente aderir ao eletrônico, mas nestes casos que você citou não há como abrir mão do papel. Obrigado por comentar.

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  2. Por mais que a era digital esteja e vai ficar em alta, algumas coisas funcionam bem melhor no papel mesmo, como por exemplo, livros, cadernos, agendas e por ai vai.

    Até mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

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    1. LAYON RESPONDE - Pelo menos não somem com um botão do clique, Renato. Obrigado por comentar.

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