quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Além do afeto

Até que ponto amizade pode se transformar em amor?

Sim, este filme é de emocionar como À procura da felicidade (Confira aqui a postagem!). Mas diferentemente do gênero de À procura da Felicidade, A razão do meu afeto é uma comédia romântica que arranca mais lágrimas do que sorrisos.


Do ano de 1998 (não tão longe assim), A razão do meu afeto de Nicholas Hytner (Fazendo História -2006-, Sob a luz da fama -2000-, As bruxas de Salém -1996-, As loucuras do Rei George -1994-) quebra preconceitos e faz nascer de uma grande amizade, um perfeito amor.

Confesso que ao começar a assisti-lo fiquei com sono (por ser um filme de 98), mas com o tempo a história que se desenvolve nos faz ficar envidrados. Com a sinopse já dá vontade de ver:
“Uma mulher divide um apartamento com um homem homossexual, por quem aos poucos ela se apaixona”.
Mas, se a história se resumisse a isso, confesso que não estaria tratando desse assunto aqui. O fato, caro leitor, é que a amizade é amor e o amor é amizade nesse singelo filme.

Até que ponto você dividiria uma relação de amizade de uma de amor? Ambos esses pontos se confundem, e levam a Nina (Jennifer Aniston) a se apaixonar por um gay, George (Paul Rudd).
Para ela não importava quem George aparentava ser. Um gay? Um professor de música? Eu digo que não importava! O amor importava. Aliás, a amizade transformada em amor importava.

A convivência fez com que George questionasse sua homossexualidade. Ele também estava sentindo uma atração por Nina. Talvez se sentisse receoso para assumir um romance com Nina. Por outro lado, sentia medo de não fazê-la feliz ou negar quem realmente era.

Ao começar a dividir um apartamento com Nina, George começa a se apaixonar por ela. Mas por várias circunstâncias - como o namorado de Nina e o passado de George - essa relação se vê à prova de fogo.
Um ex-namorado de George ressurge e faz com que ele se divida entre a amizade/amor de Nina e uma paixão antiga.
Nesse ínterim, Nina engravida, e seu namorado desconfia que o filho é de George. E com toda razão, porque George dividia um quarto no apartamento de Nina.
Mas, além do sexo, George e Nina eram amigos. Amigos até no ponto de Nina tomar uma decisão e considerar George como sendo o pai do seu filho, mesmo não sendo.

Por estar confuso da sua opção sexual, assim como da amizade que estava se transformando em amor, George aceita o convite de Paul e sai com ele. Paul mexia com o coração de George. Mais do que uma relação de amor, a relação dos dois era de cumplicidade, assim como o caso dele com Nina.
Agora George estava dividido. Dividido a tal ponto que não sabia ao certo com quem ficar, já que essas duas pessoas eram importantes em sua vida.

“Paul serviu para mostrar a realidade, George”, diz Nina. Quando Nina disse isso chorando, com os olhos vidrados em George, eu li uma frase em sua boca: "Eu te amo George, independente da decisão que tomar".
George estava determinado a ficar com Paul, mas os momentos vividos com Nina foram lindos e é por isso que mesmo não aceitando criar o filho de Nina, o que significaria talvez uma aproximação dos dois, ele estaria disposto a fazer Nina feliz, assim como o bebê que estava na barriga dela, que mesmo não sendo seu, ele sabia que tinha um amor enorme e uma responsabilidade. Essa responsabilidade aparece no final quando George ensaia a filha de Nina para um conserto de dança da escola.

O final é comovente: Nina (agora criando sua filha sozinha), George (ao seu lado) e a menina, já com uns três anos (de mãos dadas com Nina e George).

Realmente é um filme mais dramático do que comédia romântica. Aliás é um filme que põe à prova o amor, a amizade e o sexo.
No primeiro caso Nina estava apaixonada por George, mesmo estando namorando outro. Já a amizade, que tinha com George, se transformaria em um romance. E o filme também mostra que o sexo pode ser questionado. Até que ponto um homossexual pode gostar de uma mulher?
Esses três pontos são trabalhados em todo o filme, e ao final, sabe-se que o amor não escolhe quem amar, a amizade pode ser transformada em amor, assim como a opção sexual não define quem realmente as pessoas são. (JJ)


*Infelizmente não encontrei o trailer.

Por: Emerson Garcia

2 comentários :

  1. Hum... eu acho que uma bonita amizade se pode transformar num grade amor. :) Afinal, o amor deve sempre começar por amizade.

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  2. Oi, eu vi seus comentários em meus posts, mas tempo não me deixava vir aqui, sorry!
    mas então... a história do filme é interessante e essas comédias românticas são todas sempre a mesma coisa, mas sempre me agarda. Gosto das balelas repetitivas!
    O filme me pareceu interessante e a história bonitinha, se eu achar por aqui, eu loco!
    abraço.

    ResponderExcluir

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